PLANE~E SEU TREINAMENTO
o corredor estabeleceu uma meta para 2005, sabe aonde quer chegar, mas surge a dúvida : qual o caminho? A resposta é period i zação. Planeje seu treinamento de corrida dos próximos meses para começar desde já a construir a performance que vai levá- I o até seus objetivos.
A s up er ação de um l im i t e e a
d e u ma m eta pode m
ser co mpa r ado s à c o n st r u ç ão de u ma c as a , p o i s d e p e nd e m
d e u m pr oc esso p a r a s e r em a t i n g id a s. P r im e i r o, é pre c i so
or g an i za r a ba s e ; de p ois , a estr u t ur a c o m eç a a se r e r gu i d a;
c
on q ui s t a
|
:: |
TEXTO A N A P A U L A C H IN EL LI |
E R OBSO N |
V I T U R I N O |
|
|
:: |
ILUSTRAÇÃO E V ERSON |
N A Z A R I |
||
n a s pr ó x i m a s p á gin a s; as mudanças no organismo q ue
cada f a se d e t r e i n o p r o v oca , q u e você vê a ind a n e st a ed ição,
e
|
n |
a seção Se u C o r p o ; e o planejamento da semana de c o r r id a |
|
( rn i cr oc i c l o), t em a da e di çã o d e m a r ço d a 02 . Ao f i m, você |
|
|
d |
eve ser capaz d e m on t ar seu esquema de tr e i n os d o a n o ou, |
|
s |
e t i v er u m t é cn i c o , d e en te n de r o p o r q u ê d e c a d a p l a nil h a . |
Periodiz: ; :a : : . : : ç ; :: ã : : : ,o : : :
_-
,
No l i v r o ' C om p l e t e B o ok of R un n i n g " , o t é c ni c o R i c h S a n ds
|
c |
o n ta |
u m ex em p l o |
qu e |
vê co m |
f r e q üê n c i a |
e nt re |
o s |
|
c |
o rr e d o r e s . ' M u i tos f r a c a ssa m ao te n ta r alca n ça r s ua s m et a s |
||||||
|
po |
r q u e s e u s tre i n os são m ui to ao acaso . E l es se pr e pa r a m |
|
|
ap |
e |
nas a l g u m as se manas a n tes, t rei n an d o pe s ad o . Sem êx i t o , |
te n t a m um pro g ra m a ma i s av a n çad o e s i mp l e s me n te
de novo. E sse mo d e lo s e r e pe t e i n úm er a s v e z e s" , di z . Pa r a
S
p
t
ap
n o v a s adap t aç õ e s . E ssa é o p r i n c í p i o d a sobrecarga e super - compensação, a essê nc ia d a pe r i o d i zaç ã o .
nec es sári a s e pa r a p r ovoca r
no co r p o ma i or que o u s u a l , d a r um
qu e é
falh a m
and s , eles i g n o ra m r ov o ca r u m es t í m u lo
a e s sênc i a
d o t re in ame n t o,
e m p o p a r a o o r g a n is m o f azer as a d a p t a ções
l i ca r u ma n o va ca r ga m aio r d e t r ei namen t o,
|
e m s egu i d a , a s p a r e d e s t o m a m fo r m a ; e, po r f i m , co l oca - se o |
P |
a r a o t re i n ador de a t l e t as p r ofi ssion ais e ama d o r e s L auter |
||||
|
t e |
l ha d o. O tr e i n a m e n t o |
d e cor ri d a é s e m e l h a n te : |
o a t l e t a |
No |
g |
u e ir a , o c o r re d or q u e n ão se g u e a p e r iodi z aç ã o , a l é m d e |
|
con s t r ó i u m a b ase de c o nd i c i o n ame nt o |
a e r ób io ; depo i s , t rab a - |
s |
e d es g a s t ar ab s u r d ame n t e |
sem o b t e r o r e s u lt a d o . que |
|
|
l ha v elocidade; n a f as e s e gu i n te, m e l h o r a a t é c n i c a de co r r i d a ; |
e |
s p e r a , d es p e r d i ça u m " c a m in h ão d e ene r gia" . " Quando |
se |
||
|
e |
, n o f i m, de sca ns a . Ca d a f ase d e t re i n o é n ecessár ia p a ra d a r |
planeja uma temporada de corridas, há uma economia de |
||||
|
a |
o a t l e t a co nd ições sól id a s d e e x pa nd i r s e us l i m i t e s . gasto anual de energia de 30 a 35 % ", d i z. |
|||||
|
E sse p l a n ej a men t o pode s e r f e i t o com a periodização , |
N |
a pr át i c a , p er i o d i z a r é es t a be l e c e r |
u m a meta e d i v i d i r o |
|||
|
c |
o n ce i t o |
e l a bo r a d o pelo russ o L P M a t v ee v , na d é c a d a de |
ano (ou o se m es t re) e m v á r i os per í o d o s e c i clo s, q u e dev em |
|||
|
1 |
960, em b u sca d e b a s e s cie n t í f icas |
p a r a o tr e i n a m e n t o |
prepa rá - I o p ara co nq uis t ar o ob j et i v o f i n al . |
|||
|
e |
s po r t i v o . A t écn ic a d e M a t v ee v é co n s i d e r a d a uma d as ca u- |
|||||
sas d o s uc esso dos es po rt i sta s s o v i é t i cos n as dé ca d as q ue se seg u i r a m . H oj e, parte d a te or i a foi re f o r mu l ad a, m as p e r sis t e
Etapas do treinamento
O c i clo mais amp lo d a pe r i o diza ção é o macrociclo , pe r íodo
|
a |
idé i a d e q ue o p la n e j a m en t o |
le v a a me lh o r e s r es u lt a d o s . A |
q u e c ontem p la |
1 00 % d o t e m po |
d e t r eina m e n t o . |
U m |
|
e |
xp l i cação é ób vi a: os treinos são programados para provo - |
m acro c i c l o po d e s e r c ump r i d o e m me i o a n o, u m ano i nt e i r o o u |
||||
car adaptações que levem à melhoria da performance.
P a r a t rata r o ass u n to c o m pr o f u n d i d a d e, essa r e p o rta ge m
d e T r ei n am e n t o f o i d i vi d i d a em t r ês ' p a r t e s: o p l anejamento
geral do se u a no ( mac r oc i c l o e m e s oc i c l o s) , que voc ê l ê n e s t a
u m a
Ol i mp íada, por exe m p l o) . A duração varia de acordo com os
a
t é q u atro
a nos
( n o
c as o
do p l a n e j a men t o
p ar a
objet i vos do atleta , seu nível de preparo e de quão alta é a
de a t é se i s
meta estabelecida.
E m gera l , u m m a c r oc i c l o
2 6 02
mese s é su f icien t e
para amadore s a t i ngirem a per f orma n ce
N orm a l ment e , a ca d a q ua t ro seman a s de tr eino (um mesoc i clo),
|
d esejada e m uma pr o va qu e esteja den t r o d e suas ca pa c i d ades . |
h |
á um le v e recuo no v olume, m a s q ue l ogo se r á com p ensan d o |
||||||
|
" |
P |
ara mo n tar u m m acrocic lo, é essenc i a l def i ni r qu ai s se r ão as |
n |
as sema n as segui n tes . E m ge r al , |
a pr i m e i ra |
se m a n a |
d o |
|
com p e t i çõ e s
p r i n ci p ai s
do
atl e t a
no ano e, co m essas
m e soc i c l o t e m o m es m o v o l ume d a t e r ceira se m a n a d o m e s oc i c l o
|
i n |
f ormações, tr a çar os obje t i vos e fra c i o n a r o per í odo ", des t aca |
a |
n terior . O bserve o g r áfic o no f i m d a r epo r t age m . |
||
|
R |
o dr igo T ad de i, di retor técn i co da L im i a r Assesso ri a |
E sport i v a . |
Você pode f azer to d os os t i p os |
de t r eino s na fa s e de B ase, mas |
|
|
P |
o r ta n to , p a r a com e ça r , defina s ua prin c ip a l pr ova do semes tr e ou |
o |
s preponderantes de v em se r os que v i sam a ca p acidade aerób i a |
||
ano . D e p ois, v e j a o tempo qu e terá a té a p r o v a E sse t empo se rá
o seu macroc i clo.
o tem p o for cu r to , p ro v ave lm e n te voc ê t erá que c o l oca r um a
. meta menos distante da s u a c apac i dade atual . Se o p e r í o d o f or
Se
(veja tabela), como os contínuo s , tra b alhados e n tre os li m i ares anaeróbios L 1 e L 2 , em 60 % a 70 % d o V02 má x i mo .
O V02
máx i mo é o volume m áx imo de oxigênio que o
|
l o ngo ( s e is mese s para uma p rov a de 10km , por e x emp l o ), v oc ê |
cor |
p o consegue |
absorver nos pulmões |
e usar |
n a |
|||||||||
|
p od e es p e r ar um avanço ma i or da s u a perform an ce . |
pro |
d ução de energia d urante u m m i nuto . E l e é m e d id o |
||||||||||||
|
D |
epo i s , |
d i v id a |
o macrocic l o |
em |
v ário |
s |
pe r íod o s , |
q ue |
em |
um teste e r goespiromét r ico , q ue dete r mina a i nda o |
||||
Período de Base ,
Per í odo Pré-Compe t it i vo ou Espec i f i co , Perí odo Compet itivo e
cor
r espo n dem
à cada f a s e d o tre in a m e n t o:
l i miar anaerób i o L 1 (chamado t ambém de l i m i ar aeróbio ,
é o po n to em q ue o co r redor p assa a fazer o exer c í cio
|
Período de Transição . Cada p e ríodo é d i v id i do ainda e m a l gun s |
aeró b i o, ou se ja , com ene r g i a p redomina nt e m en t e |
ge rada |
||
|
mesoc i c l os, que são g r upos d e tr ês a qua tr o s emanas de t r e in o . |
com u so de oxigênio) e o l i m i a r anae r óbio L2 ( p o nt o e m |
|||
|
Cada s em ana é u m microc i clo . |
q |
u e a g e ração de ene r g i a em processo anae r ób i o s u p e ra |
||
|
G |
er a l m e n t e , o período mais longo é o d e B ase, pr i n c i pa l m e n t e |
o |
aeró bi o ) . |
|
|
p |
a r a o s at l etas que n ão e s t ão bem con d i c i ona d os fi sica m en t e. O |
|
|
p |
e r ío d o P ré - C omp e ti t ivo é o seg un do m a io r . O s d ois j u nt os |
vão |
o m a r ce r ca de 2 / 3 d o s eu m acroc i c l o. O s pe r íod o s Co mpe t i t ivo
t
e d e T r a n sição são mais curtos. V eja no grá f i co a pr opo r ção
per
íodos d e u m mac r oc i c l o s u g e ri do de l 24 semanas .
Período de Base
dos
N o P er í odo de B as e , que pode ter d
q u at r o a 1 2 semana , o
atleta i rá desenvolver as capacidades e r ais do organ i smo - ~ ~o
caso da corr i da , o p r i ncipa l foco s erá a c apac i d ade ae r ób i a c; t o
A o f a z e r . um e x ercício c om a f r e qüên c i a ca r dí aca entre o L 1 e o L2 (exercício aer ó bio) , o c orredor s e cans a m enos , porque o s re sí duo s d a re s pira ção ae r óbia s ã o nor m a lmente e lim ina d o s . A o a t ingir ( e ultrapassar ) o L2
(exercíc i o
cansado , por q u e o pro c esso a n a e ró b io l e va ao
mú sc ulo s e à
esgotam e n t o d o g li c o gê n i o estocado n os
l ib er ação de mais ác i d o l ático d o q ue o co r po eliminar . I sso pr ovoca a sensação de cansaço .
anaer ó bio) , o co r r edor f i c a c ada v ez ma i s
é capa z d e
|
que, se o atle t a j á e s t iv er |
mu i t o bem c o n d ic i ona d o |
no i n í c i o ~ o |
|||||
|
per í o do, o avan ç o se r á me n os e x pre ss i vo. |
|||||||
|
O |
s treinos começam |
com i nte n s i dade |
(esfo r ç o) |
e v o l um e |
No Período |
de B ase , os tr e i nos |
s ão pr edom i na n t e m e n t e |
(quilomet r agem)
bai x os ( v eja no " Resum o" a q u i l ometragem
d a
aerób i os , portanto
m e nos cansati v o s. Se você não sabe s e us
|
p |
r imeira e da ú l t i ma semana de t re i no d o c i clo d e aco r do com |
l imia r es, uma a l t ernat i va é avalia r o ca n saço que sente após cada |
|||
|
o |
ti p o d e prova de que va i par t icipar). Sema na l m e n t e , |
de v e |
tre i no e se manter entr e 9 e 14 ( p ara o ae r óbio) na escala de |
||
|
h |
aver um aumento no volume de tr eino (progressão) de 10 % |
B |
o rg (ab aix o) : |
||
|
a |
15 % , respeitando a mesma intensidade . O u se j a , o cor r e d o r |
||||
|
va i |
f a ze r ma i s qui lômetros a cada semana , m a s não |
7-8 - muito fácil |
|||
|
se n t ir mais ca n sa d o , p orque se u co ndi c i onamen t o d eve s e deve f i ca r |
9-10 - fácil |
||||
p a r a med i r s e o a u m e nto de
u m a se m ana p a r a o u t ra fo i e xa g e r a d o o u n ão . Cas o e s t e j a ma i s
ca
s
o tre i no este j a fáci l d ema i s , a p rogr e s s ão
m
e l ho r. E sse é u m d os pa râme tr os
n sa do q ue o us u al - se m i n fluê n cia
o n o e m á alim e ntação
d e f atores como f a l t a de
- , o co rr edor p od e t e r e xag e r a d o . Caso
po d e r i a s e r ma i or .
11-12 - relativamente fác i l 13-14 - ligeiramente cansativo 15-16 - cansativo 17-18 - muito cansativo 19-20 - exaustivo
RESUMO - PERíODO DE BASE
quatro a 12 semanas
- aumento de volume
- manutenção da intensidade
- principalmente treinos de intensidade
baixa a moderada
- melhorar o condicionamento aeróbio
- preparar os músculos , tendões e ossos para o
esforço da corrida
- aumentar o V02 máx
distância corrida em provas - volume semanal
.
.:J
|
10km |
20km |
a |
30km |
l\~ () |
|
|
21 km |
\ -- |
30km |
a 40km y , |
||
|
42km |
40km * |
||||
Um
por semana,
o atleta faz um
treino de inten-
sidade alta , como
um intervalado,
por
exemplo (veja a tabela de
tipos de treino), Aposta-se, portanto,
em uma sessão acima de 85% do V02 máximo (acima do L2). Este treino ficará em cerca de 10% do volume de corrida semanal. Portanto, se seu volume--;-manal for 70km, você deve dedicar
7km ao intervalado, por exemplo. Vale lembrar que os 7km devem ser corridos acima do L2, portanto são descontados os trotes de aquecimento e do final do treino, feitos abaixo do limiar. Nos outros dias, o corredor deve respeitar a zona aeróbia (entre
L 1 e L2), fazendo sessões a 700/~ a 80% do V02 máximo. Para quem vai disputar provas de 1Okm, em mais um dia por semana o treino pode chegar próximo ao L2 (80% do V02 máximo). Também nesse período são feitos os treinos específicos para
a prova, como os de subida, os preparatórios para temperaturas muito altas! baixas, ou os de ritmo.
distância corrida em provas - volume semanal
|
10km |
40km |
||
|
21km |
50km |
||
|
42km |
70km * |
K ( \ " " 0 |
1.- l l ooIL t f\ |
* para atletas
longas - acima de 10km
com alguma
l I
·
experiência e' ;
--- -
pr b2 a F l,f)
Período Pré-Competitivo No Pré-Competitivo, as atenções se voltam ao aumento da velocidade e às exigências específicas da prova. A prioridade agora é trabalhar a qualidade da corrida, nem tanto a quantidade, Nesse período, que pode durar dJ seis a 12 semanaa haverá
par k que o
atleta ganhe velocidade
forte de corrida por mais tempo (aumente seu L2).
Nas duas primeiras semanas, o corredor pode programar uma redução de até 30% no volume para que consiga aumentar a intensidade, Após essas semanas de adaptação, o volume pode subir novamente até um pouco acima do que tinha sido o máximo no Período de Base, A última semana do Pré-Competitivo é o
" pico de treino " do atleta.
uma elevação da intensidade ~ o treinamento
e seja capaz de manter
um ritmo
RESUMO - PERíODO PRÉ-COMPETITIVO
:: Tempo: seis a 12 semanas
:: Características do treino:
- queda e posterior aumento do volume de treino
- aumento da intensidade
. - um treino de intensidade alta por semana (acima de
85% do V02 máx ou do L2)
- preparar-se para as especificidades da prova
- ganhar velocidade
- aumentar o limiar anaeróbio
distância corrida em provas - volume semanal
|
10km |
40km a 50km |
|
21 km |
45km a 55km |
|
42km |
65km a 75km |
02: 2 9
Período Competitivo
Período de transição
|
No Período Compet i t i vo, |
a preocupação |
é manter |
a |
A f ase começa ap ós a c o rr id a e du r a de d uas a qu a tr o semanas. |
|||||
|
perforrnance |
atingida no pico de treino, ao mesmo tempo |
em |
O |
objetivo é recuperar |
a parte |
física e a psicológica |
do atleta . |
||
que o corredor descansa
e se recupera
para a prova .
E ssa fase é con h eci da t a mb ém como "po limento " do a tl eta , p o i s
A e st r até g ia é o c orre d o r n ão par ar d e se exercita r , m as f az er
de exe r c í c i o - d e pr ef erê n c i a ae r ó bias , para
ou tr as mo d alidades
|
e |
le va i a per feiço ar s u a t éc n ic a d e co r ri da A du raçã o p o de va r i ar |
q |
ue s eu co n d i c i o n a men to |
f í s i co nã o f ique mu i t o com pr o me t i d o . |
É |
|
de d u a s a qu a tr o s eman as , e t ermin a n o d i a da co m pet i çã o . |
o |
q u e s e c h a m a d e r e cu p er ação ativ a |
|||
N a pr át i ca , há uma di m i n u ição r áp i da d o vo l ume do s t r e in os de
m a n ei r a qu e, na sema na d a p r ova , o co r re d o r tenha r eto m a d o
(gradat i va m e n t e)
ao vo l um e in i c i a l d o P e r í odo d e B a s e .
a i nt e n sida de continua a l t a
Na úl t i ma
se ma na , a int e n si d ade ta m b ém ba i x a e a m aior par t e d as sessões
d
p
O s t r e inos fic am m a i s c ur t os , m as
ara q u e o es p ort i sta
mantenha s u a p e r f o rm ance .
e cor r i d a é f ei t a a 6 0 % do VO ' 2 m áx i m o ou pr óx im o do L 1 .
RESUMO - PERíODO COMPETITIVO
uma das etapas d e
é um de grau d e e sca d a pa ra a me t a do corred or.
" P ara sair da esc ad a, você te m q ue d e i x a r s u a f orm a fí sica u m
tre i namento
Se g undo o treinado r L aute r No gue i r a , c a d a
p ouco d e lado e f a z er ou tr o s esport e s,
n ã o a co rri d a" .
Al gu ns a t letas i gn oram a i m p o rt ância de sse per í o d o e mantêm
o tre i n ame n to, o qu e , na av a liação d os e s pe c i al is t as, pod e l evar ao
overtraining o u com pr om e te r o ma c r oc i c l o s e g u in t e.
Por isso a p er i o diz ação é tãd i mp or tan t e: a l ém d e se r uma f o rm a
planejada p ara a t i n g i r a m e ta , é um a m a n ei r a de o a t le t a fazer sua
|
duas a quatro |
semanas |
p |
erf o rmance |
evo l u i r macrocic l o a p ós ma c r o ci c l o, ano após ano. |
|
I ss o aco n t ece |
p o r q u e , após o P erí o d o de T r a n s i ç ã o, você d ev e |
|||
- diminuição do v olume de treino
iniciar um novo m ac roc ic l o , p o rt an t o u m n ovo P e r ío d o d e B ase. Se
você f i ze r a recupe r ação
i n i cial d o
a t iva, seu c o n d ic i on ame n t o
|
- do treino na última semana cai a intensidade novo m a cr oc i clo |
se r á melh o r q ue no ant er i o r e s u a e vo l uç ã o o |
|
l evar á a p a t a m a r es m ais a l t o s. |
|
|
- da técnica de corrida fazer o polimento RESUMO - PERíODO DE TRANSiÇÃO |
|
- manter o pico de per f ormance
- descansar para a compet i ção
at i ngido
\
\
:: Tempo : duas a quatro semanas
|
:: Caracter í sticas |
do treino: |
|||
|
- |
suspende-se |
o treino |
de corrida |
e praticam-se |
|
distância corrida em provas - volume semanal |
outros tipos esportes, como natação e ciclismo |
||
|
10km |
15km a 20km |
||
|
21km |
15km a 25km |
:: Ob j etivo: |
|
|
42km |
20km a 30km |
- recuperar a men t e e o organismo |
após a prova |
GLOSSÁRIO: TIPOS DE TREINO
TREINOS DECAPACIDADEAERÓBIA
Cont í nuo
Cont í nuo longo - apelidado de "I ongão ~ é semelhante ao con- tínuo , mas com quilomet r agem maio r.
TREINOS DE VELOCIDADE/ INTENSIDADE! QUALIDADE Fartlek - o corredor alterna um ritmo forte (corre no L2 ) com um
ritmo mais leve (entre L 1 e L2) . Ele corre o t empo t odo , mas
men t a e dim i nui a i ntens i dade a cada ce r ta d i s t â n c i a o u t e m po . Intervalado - é o famoso t r eino de " t i ro " : o at l e t a co r re em i n t en - sidade alta (acima do L2) durante um de t e r minado tempo ou dis t ância. Entre u m tiro e o u tro , faz um intervalo ( com caminha -
au-
- cor r ida e m ri tmo constante , fei t a ent r e o L 1 e o L2.
da ou tr o t e bem l eve ) , o que dá n ome ao tr eino. Em intensidade
muito a lt a , se r ve t ambém p ara a u me n tar a tolerânc i a do orga-
ni s m o ao á c id o l á t ico .
|
TREINOS |
ESPECíFICOS - são tr e i nos pa r a que o atle t a se |
|
acos t ume |
com as carac t erís ti cas d a prova que vai enfrentar . E x : |
t reinos em subidas , em piso espec i f i co (are i a , te r ra ba ti da e t c) , em temperaturas altas/ ba i xas e trei n os de ritmo de prova (o
a tl e t a co rr e um a p a r te da q u ilometragem da p r ova mantendo
u m te mp o pro p o r c i o n al ao quer f azer n a competição ) . TREINO REGENERAT I VO - geralmente um treino contínuo fe i to
a bai x o do L 1 , no t r e i no seg ui nte ao de intensidade alta.
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continuo |
capa c idade aerób i a |
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continuo longo |
capacid a d e a erób i a |
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i |
n t ervalado |
po tên cia ae r óbial veloc i dade |
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fartlek |
po tê nc i a ae ré bia/ velocidade |
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espec ífi co |
sub i da, r itmo d e prova , t ip o de p i so e t c |
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exe r c í c i os educativos b |
i omecânica |
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regene r at i vo |
r egene r ação |
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l |
e g e nda ; |
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'ü tr ei no m ui to im po r tan t e n o p eri od o
•• ! re ino impo r ta n te
• !re i no pouco im po r tan t e, m a s qu e po de s er f e it o
MACROCICLO DE 24 SEMANAS
G
• pi c o de t r e ino
I
Barras:
Vol um e
de t r ein o
Linh a :
Intensidade
de tre in o
-,
•
p r ova
~--------------~I~I--------~------~
6
Per í o d o
d e T r a nsi çã o
Espe c ialistas consul t ados
Fábio Cavarier i Rosa, coordenador té c nico da MPR Assessor i a Esport i v a , pás-graduado em fi s i o l og i a do e x er cí c i o pelo C e n t ro d e A lt o R endi mento de
Ba rc elona e c onsul t o r té c n i co da 0 2 ;
Lauter Nogueira, t r e i nado r de a tle t as prof i ss i o n a is e amadore s em a tle ti smo e d ire t or t é cn ic o d a Conf e deraç ã o Brasile ira de T r i athlon ;
Milton Mizur : noto, m é d i co ortoped i s t a ,
Paulo Sérgio Zoga i b, mé d ic o ca r diolo gi s ta,
Un i fesp ;
Rodrigo Taddei, treinado r e sp e c ia li za do
Turibio Leite de Barros, m é d ico e sp ec i a l izad o em f lsi oloql a do exe r cíci o e p r ofe ss or d a Un i f es p.
nu tr ó l o g o , e spec i a l ista
em med i c i n a
e s po rtiv a e d i retor m é d i co da Corpor e ( Cor r edo r e s
Paul i stas Reun i dos ) ;
esp e c i a lis t a e m med ici na
do esp o r t e do Ce nt ro d e Me d i c i n a d a A ti v i da d e
E s por tiva;
F í s i c a e do E s p orte ( Ce r na f e ) d a
e m co rri da e d i r e to r t é c ni co da L i m iar A sse s s o ri a
Bien plus que des documents.
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