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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA ENERGIA E FENÔMENOS DE TRANSPORTE

UTILIZAÇÃO DE UM SENSOR BASEADO EM TUBO DE PITOT PARA MEDIR ESCOAMENTOS DE BAIXA VELOCIDADE.

por

Paulo Vítor Zamin

Trabalho Final da Disciplina de Medições Térmicas Professor Paulo Smith Schneider pss@mecanica.ufrgs.br

Porto Alegre, julho de 2010

e estas são bastante sensíveis em baixas velocidades. 2 . medidas de vazões muito baixas apresentaram certa dificuldade.RESUMO Este trabalho apresenta uma análise sobre equipamentos de medida de vazão de fluídos em um tubo fechado e propõe a construção de um protótipo baseado em tubo de Pitot. São apresentadas algumas peculiaridades e simplificações que são aplicáveis para escoamentos com baixa velocidade. Como o tubo de Pitot se baseia em pressões.

INTRODUÇÃO 2. CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXO I 4 4 5 6 7 9 9 10 11 3 . RESULTADOS 7. FUNDAMENTAÇÃO 4.SUMÁRIO 1. TÉCNICAS EXPERIMENTAIS 5. VALIDAÇÃO DO EXPERIMENTO 6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3.

nos quais o volume é determinado pelo enchimento e esvaziamento alternado de câmaras de capacidade determinada. Estes medidores possuem um elemento em contato com o líquido que escoa e acessórios para determinação da variação de pressão provocada pelo elemento primário. 2004]. inserem perda de carga na linha [CAMARGO 2009]. Esta vazão pode ser medida em volume ou massa [DELMÉE 2003]. O trabalho será desenvolvido baseado em sensores que utilizam o princípio de pressão diferencial. Sua aplicação torna-se extremamente vantajosa e atrativa quando os fatores mais importantes são: custo envolvido.1. Pitot e Venturi. nos quais a indicação da vazão é em tempo real. sendo que equações teóricas são geralmente complementadas com coeficientes experimentais [DELMÉE 2003]. Leis físicas fundamentam o funcionamento destes medidores. O equipamento deve ser capaz de operar entre as vazões de 2 e 10 litros por minuto e provocar o mínimo de perda de carga. sendo que cada uma possui vantagens e desvantagens. mas especificamente um tubo de Pitot. tempo para execução. A medida de pressão utilizando o princípio de pressão diferencial resulta em instrumentos chamados de medidores deprimogênios. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Vazão pode ser definida como o volume de um fluido que passa através da seção transversal de um escoamento durante um dado intervalo de tempo. boa resistência (não possui peças móveis) e realizam medidas instantâneas. sem a necessidade de enchimento de câmaras. medis simplesmente a quantidade de fluido que se acumula em um recipiente durante um período fixo de tempo. Se o intervalo for longo o suficiente para ser medido com incerteza pequena. bem como a comparação entre os resultados obtidos na teoria e na prática. as vazões poderão ser determinadas com boa precisão [FOX et al. Muitas teorias básicas da hidráulica de medição foram desenvolvidas nos séculos XVII e XVIII por cientistas como Torricelli. INTRODUÇÃO O objetivo deste trabalho é desenvolver um medidor de vazão e realizar uma análise teórica de seu funcionamento. apresentam sensibilidade a distúrbios do escoamento e à qualidade da água. vazão instantânea. 2. Segundo Camargo 2009. A maneira mais óbvia de medir vazão em um tubo é o método direto. ou seja. Os medidores deprimogênios apresentam como vantagens um custo relativamente baixo. A utilização de tubo de Pitot nos cenários atuais não se constitui como o “estado da arte” em nível de medição de vazão. sendo assim necessário conhecer os equipamentos para determinar qual o mais adequado a cada caso. É possível perceber que existem diversas maneiras de realizar medidas de vazão. A NBR 10396 classifica os medidores de vazão em dois tipos básicos: volumétricos ou mássicos. facilidade e simplicidade de obtenção dos dados e precisão dos resultados obtidos [FREITAS e NUNES 1999]. Como desvantagens. 4 . a necessidade de quantificar o fluxo de líquidos tem sido reconhecida desde o início da civilização e com o avanço da mesma.

z1 = z2. Tal equipamento permite determinar a velocidade de um escoamento no interior de um tubo. 5 . e com o tubo posicionado na horizontal. para determinar a vazão. é necessário saber a velocidade média do escoamento e utilizado este método é possível verificar a velocidade em uma dada linha de corrente. Possibilitando a obtenção da velocidade. ρ é a massa específica do fluido (kg/m³). logo a equação se resume a. Como ocorre a estagnação do escoamento no ponto 2. 1 representa esquematicamente o funcionamento de um tubo de Pitot. V a velocidade média (m/s) e A a área transversal do tubo (m²).3. a velocidade é nula. A fig. onde Q é a vazão (m³/s). Aplicando-se a equação da energia entre os pontos 1 e 2 onde p é a pressão (Pa). e consequentemente a sua vazão através da seguinte equação. dada pela soma da pressão estática com a pressão dinâmica. FUNDAMENTAÇÃO O presente trabalho baseia-se em um medidor tipo tubo de Pitot. A tomada de pressão junto à parede representa a pressão estática do fluido (pe) e a pressão obtida perpendicularmente ao escoamento é a pressão total (pt). e não ocorrem perdas de carga. Entretanto. pe pt 1 2 Figura 1 – Representação de um tubo de Pitot. z é a cota (m) e V é a velocidade do escoamento (m/s) e h as perdas de carga (Pa).

Tal efeito foi de difícil visualização e não será levado em conta. (1) na entrada de um tubo e (2) com perfil de velocidades completamente desenvolvido. a pressão de estagnação se aproximará de uma pressão média. A variação da velocidade ao longo do diâmetro é mais significativa quanto menor for o números de Reynols. escoamentos de baixa velocidade em tubos de grandes diâmetros devem ser mais cuidadosos ao utilizar tubo de Pitot. sendo assim uma possível fonte de erro de medição. 3 representa o esquema de montagem do medidor de vazão. entretanto a velocidade varia com a posição r. Utilizando várias posições de tomada de pressão. 4. As curvas posicionadas ao final do tubo têm a função de garantir que a tubulação sempre esteja inundada e de causar uma pequena perda de carga para possibilitar a leitura da pressão estática. 6 . sendo assim uma pressão de 10 mmca será representada por 20 mm de tubo reto. que representará mais corretamente a velocidade média do escoamento.A velocidade média de um escoamento em é dada por: A fig. logo. pois caso esta seja muito baixa (menor que 1. pois não passará da espessura do tubo. TÉCNICAS EXPERIMENTAIS A fig. a montagem do equipamento foi realizada em um tubo de PVC de ¾’’ com as tomadas de pressão feitas por tubos flexíveis de 8 mm. pois o desenvolvimento do perfil de velocidade se completa com aproximadamente 140 diâmetros de tubo reto para escoamento laminar e 80 diâmetros para escoamento turbulento. 1 u 2 u D Figura 2 – Perfis de velocidades. aumentando a resolução.7 mmca) não será visível. Os tubos para as medidas de pressão foram posicionados com um ângulo de 30º.2 representa duas condições de um mesmo escoamento. As velocidades médias em ambos os casos são iguais.

pe pt o ta l stá t ica zero 7 mm escoamento 240 mm Figura 3 – Esquema de montagem do protótipo 1. 4. com o equipamento em funcionamento fez-se a medição de maneira direta durante 60 segundos e em seguida pesou-se a quantidade de água Tabela 1 – Testes realizados para validação do experimento. Contudo. A partir disto percebeuse que a medida de pressão estática não se fazia necessário.5 3. durante os procedimento experimentais pode-se verificar algo interessante. o que foi comprovado equacionando o equipamento como pode ser visto no anexo I. 1 apresenta os resultados obtidos para diferentes vazões ensaiadas.8 7. Partindo deste gráfico foi determinada uma equação que possibilitou a construção de uma escala que informa diretamente a vazão em litros por minuto para utilizar no equipamento. As vazões foram medidas diretamente. 7 . como previsto pela equação (4).5 6. A tab.7 Medida escala linear(mm) 7 22 28 39 58 70 87 109 Com ajuda estes dados foi plotado um gráfico que pode ser visto na fig. 5.2 4. a pressão estática permaneceu praticamente constante (pequena variação pode ser percebida em vazões maiores que 8 litros por minuto). VALIDAÇÃO DO EXPERIMENTO O experimento foi testado e apresentou resultados satisfatórios.0 6.1 4.2 2. Ensaio 1 2 3 4 5 6 7 8 Vazão medida direta (l/min) 1.

9 8 7 Vazão (l/min) 6 5 4 3 2 1 0 0 50 100 150 200 Teórico Experimental Potência (Teórico) Potência (Experimental) y = 0.5 deslocamento coluna de líquido (mm) Figura 4 – Sobreposição do gráfico teórico com o experimental. 5. Sendo assim a escala foi elaborada utilizando a curva experimental para calibração. y representa a vazão e x o deslocamento da coluna de líquido (que está associado à pressão medida). Na curva teórica. mas experimentalmente a curva apresentou proporcionalidade com o expoente 1. resultando na fig.5-1).680 y = 0.680-1). 8 .319x0. a pressão é proporcional à vazão elevado ao expoente 2 (0.695x0.47 (0. 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 10 Figura 5 – Escala em litros por minutos. Nas equações.

7. como pode ser observado na escala utilizada. isto significa que a perda de carga imposta pelo sistema é exclusivamente função do sistema. e não do escoamento. possibilitando a simplificação do equipamento de medição. dificultando assim a leitura em vazões relativamente baixas.6. Como a pressão dinâmica é proporcional ao quadrado da velocidade. CONCLUSÕES Pode-se verificar que o medidor de vazão foi elaborado de maneira satisfatória com base na predição teórica. esta varia muito em baixas velocidades. RESULTADOS Pelos resultados apresentados podemos verificar alguns aspectos importantes: A pressão estática manteve-se praticamente igual em todos os experimentos. embora com certa dificuldade conforme se aproxima do limite inferior. 9 . A perda de carga causada pelo sistema foi pequena e o sensor foi capaz de medir a faixa de vazões estipuladas.

Rio de Janeiro. Piracicaba. “Introdução à mecânica dos fluidos” LTC. Montevidéo.. CAMARGO. G. 1999. DELMÉE.. “Desenvolvimento de um medidor eletrônico de vazão utilizando célula de carga”. C. T. FOX. “Medição de vazão em turbinas hidráulicas utilizando tubo de Pitot” Grupo de trabajo sobre hidromecánica. 2004. Edgard Blücher. “Manual de medição de vazão”. M. 10 . 3ª edição. 2009. Rio de Janeiro. 1988. R. NUNES..Referências Bibliográficas ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. A. McDONALD... Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo. A. J. 2003. 6ª edição. A. FREITAS.. P.. J. 5ª reunión. São Paulo. “NBR 10396 – Medidores de vazão de fluidos”. PRITCHARD. W. P.

3 2 Δz 1 L com z1=0.5 mmca). Com isso. e h dado pela equação com L sendo o comprimento de tubo reto (280 mm). 11 .6 mm) e a velocidade média (variando entre 0. o termo é da ordem de 10 -3 Pa. p3=pressão atmosférica. logo a variação da pressão estática é imperceptível para a resolução do equipamento que é de aproximadamente 4.455 m/s). . Le o comprimento equivalente as duas curvas de 90º (60D). z3=Δz.ANEXO I – Análise matemática do equipamento Considerando os pontos da fig. f o fator de atrito. para as velocidades que estão em questão.0091 e 0. 5. inicia-se o equacionamento com a equação da energia. obtém-se a pressão estática no ponto 1. D o diâmetro do tudo (21.9 Pa (0.