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OPERAÇÕES UNITÁRIAS I: SISTEMAS PARTICULADOS

Objetivos Apresentar os princípios fundamentais envolvidos nas operações unitárias relacionadas a sistemas particulados, de forma a permitir tanto o projeto quanto a análise do desempenho de equipamentos que lidam com estes sistemas.

Ementa Fundamentos. Caracterização de partículas e de sistemas particulados. Dinâmica da interação sólido-fluido. Aplicações a sistemas diluídos. Separação sólido-fluido: Elutriação, câmaras de poeira, ciclones, centrifugas, e hidrociclones. Separações sólido-sólido:

Peneiração, Classificação Jigagem, Flotaçâo. Aplicações a sistemas concentrados:

escoamento monofásico em meios porosos, filtração, sedimentação, fluidização, transporte pneumático, e hidráulico de partículas. Escoamento bifásico em meios porosos.

Livro texto: Fluidodinâmica em Sistemas Particulados. Massarani, G. 2 a edição e-papers, Rio de Janeiro, 2002. Bibliografia:

Perry, R.H.; and Green, D.W. Perry´s Chemical Engineering Handbook. 5 a edição. McGraw-Hill, New York. 1999 Allen, T. ; Particle Size Measurement. 3 a edição. Chapman and Hall, 1981. Coulson, J.M. and Richardson, J.F. :Chemical Engineering, vol. 2 3 a edicao. Pergamon Press, Oxford, 1978. Kunii, e Levenspiel; Fluidization Engineering. J. Wiley. 1969. Svarovsky, L.; Solid-Gas Separation. Elsevier Scientific P. Co. 1981. Wills, B. A. Mineral Processing Technology. 4 a Edicao. Pergamon Press, Oxford, 1988. Conversão de unidades. http://www.gordonengland.co.uk/conversion/ Fontes adicionais de informação:

1.

Science direct. (www.sciencedirect.com/) Acesso direto a artigos das principais revistas técnicas e científicas do mundo.

2.

Capes. (www.periodicos.capes.gov.br/)

3.

Brazilian Journal of Chemical Engineering.

4.

Revistas específicas sobre sistemas particulados:

Powder Technology

Particulate Systems

International Journal of Mineral Processing

Journal of Porous Media

OPERAÇÕES UNITÁRIAS I: SISTEMAS PARTICULADOS NOTAS DE AULAS OPERAÇÕES UNITÁRIAS I

1

1

1

I. Partículas e Distribuições de Tamanhos

3

I.1

Caracterização de Partículas Isoladas

3

I.2.Estatística de Partículas: distribuições

4

I.3

Determinação Experimental da Distribuição de Tamanhos

5

I.4

Balanços Materiais

 

7

II.PENEIRAÇÃO

 

8

III. COMINUIÇÃO, MOAGEM

9

III.1 Introdução

9

III.2 Moagem Primária

9

III.3 Moagem Secundária

10

III.4 Moagem Autógena

10

III.5 Consumo de Energia e Potencia para Redução de Tamanhos

10

IV. DINÂMICA DA INTERAÇÃO SÓLIDO-FLUIDO

11

IV.1 Movimento da Partícula

11

IV.1.1 Regime de Stokes, de Newton e Intermediário

12

IV.2 VelocidadeTerminal

13

IV.3 Diâmetro de Sedimentação

14

IV.4 Efeito de Parede

 

15

Erro! Indicador não definido.

IV.5 Efeito da Concentração de Partículas IV.6 Partículas em Fluidos não-Newtonianos

17

V.

DECANTAÇÃO E SEPARAÇÃO SÓLIDO-FLUIDO

18

V.1 Câmara de Poeira

18

V.2 Projetos de Ciclones Industriais

19

IV.3 Hidrociclones

22

VI INTRODUÇÃO AO BENEFICIAMENTO DE MINÉRIOS

23

VI.1

Elutriaçao

24

VI.2

Flotação

25

VI.3

Jigagem

28

VII SISTEMAS PARTICULADOS

28

VII.1 Balanços de massa

 

28

VII.2

Balanços

de

Momento

30

VII.3 Escoamentos através de Meios Porosos

31

VII.4

Permeabilidade

 

33

VII .5 Escoamentos de Fluidos Não-Newtonianos

35

VII.6 Aplicações

 

35

VIII

FLUIDIZAÇÃO

36

VIII.1 Teoria da Fluidização

37

VIII.2 Tipos de Fluidização a Gás

38

VIII.3 Teoria das Duas Fases

39

VIII.4 Mistura e Segregação

40

IX SEPARAÇÃO DE FASES

41

IX.1 Referencias e Aspectos Gerais

41

IX.2 Sedimentação em Batelada

42

IX.3 Sedimentação Contínua

44

IX.4FILTRAÇÃO

 

46

Seleção de um sistema de filtração

46

Teoria simplificada da filtração com formação de torta

47

Filtração a pressão constante

48

Lavagem da torta

49

Produção máxima, dimensionamento de um filtro

49

IX.5Filtração em filtro rotativo

51

IX.6 Avaliação da teoria simplificada

51

IX.7 Filtração em leito granular

52

2

I. Partículas e Distribuições de Tamanhos

Esta disciplina trata de diversos sistemas, operações e equipamentos nos quais há a participação de uma fase descontínua, composta por partículas sólidas, ou gotas de um líquido, quase sempre interagindo com uma fase gasosa ou líquida. A primeira destas duas será denominada “fase particulada”, e a segunda de “fase contínua” ou “fluida”. Suas aplicações vão desde o controle da emissão de particulados para a atmosfera ao projeto de processos e de equipamentos comuns a diferentes indústrias de processamento químico. É possível fazer a distinção entre os métodos de estudo dos sistemas particulados por sua faixa de aplicação a sistemas diluídos e sistemas concentrados. Nos sistemas diluídos a atenção é dirigida à fase particulada, e o estudo das possíveis interações sólido-fluido tem por base o que acontece a uma partícula isolada, uma vez que estas estão distantes, uma das outras, e os efeitos da concentração de partículas são pequenos e podem, quando necessário, ser considerados como correções a serem introduzidas nos resultados simplificados. No outro extremo têm-se os sistemas concentrados, para os quais as duas fases interagem fortemente, tornando-se mais eficiente a abordagem do sistema por seus parâmetros macroscópicos, e menosprezando-se o comportamento individual das partículas. Com esta abordagem estudam-se os escoamentos em meios porosos em particular ou a teoria mecânica de sistemas multifásicos. Na primeira parte deste curso trataremos dos sistemas diluídos visando à descrição dos processos de arraste e coleta de sólidos particulados. Antes porem é necessário a caracterização das partículas isoladamente e em conjunto.

I.1

Caracterização de Partículas Isoladas

Consideramos uma amostra de partículas, a cada uma delas podemos associar certas propriedades, algumas das quais estão listadas no seguinte quadro.

propriedade

símbolo

 

descrição

unidades

densidade

ρ

p

massa /p.u.volume

Kg/m 3 (g/cm 3 )

tamanho

D p , L

 

uma dimensão linear

m; mm; µm, nm

área superficial

S p

 

área da superfície

m 2 ; mm 2 ; µm 2 , nm 2

volume

V p

   

m 3 ; mm 3 ; µm 3 , nm 3

esfericidade

φ

 

sem dimensão

massa

m p

ρ

p

= m

p

/ V p

 

Kg; g

A esfericidade é um fator de forma definido como a relação entre a área superficial da esfera de mesmo volume e a área superficial da partícula.

φ =

π

π

S

p

⎜ ⎝

⎛ ⎜ ⎝

6 π ⎠ ⎟

V

p

2

3

.

Uma vez que a esfera é o sólido de menor área superficial, conclui-se que 0 φ e φ=1 se e apenas quando a partícula é esférica. Exercício 1. Calcule a esfericidade de um cubo e de um paralelepípedo com arestas l, l, e 1,5l. Partículas irregulares são caracterizadas por diferentes tipos dimensões lineares, denominadas diâmetros ou tamanhos. Alguns destes são apresentados a seguir:

1,

Diâmetro da esfera de mesmo volume que a partícula

D

p

=

6

π

V

p

⎠ ⎟

1

3

;

D # diâmetro de peneira, valor médio das aberturas de malhas de peneiras

consecutivas pelas quais a partícula passa e é retida

3

D

#

=

1

2

(

D

+

+

D

)

;

Diâmetro de Ferret, D Fe , valor médio da distancia entre tangentes paralelas à área projetada da partícula. Obtido por microscopia;

Diâmetro de sedimentação D sed , diâmetro da esfera de mesma densidade, que sedimenta com a mesma velocidade que a partícula;

Diâmetro de Stokes diâmetro de sedimentação no regime de Stokes;

I.2.

Estatística de Partículas: distribuições

Uma amostra de um sistema particulado conterá partículas de diferentes tamanhos. Assim poderemos observar, ou medir as distribuições associadas a cada uma das seguintes quantidades:

1. número de partículas,

2. massa total da amostra,

3. volume total da amostra,

4. área superficial de todas as partículas,

5. tamanho, soma dos tamanhos individuais.

As distribuições estatísticas têm por base a quantidade de partículas associadas a uma determinada propriedade de seu conjunto, ou de uma amostra. Alguns exemplos servirão

para elucidar estas questões.

Número de partículas com massa menor que m,

N

p

(

m

)

;

n

Fração numérica de partículas com massa menor que m,

Massa de partículas com massa menor que m,

Fração ponderal de partículas com massa menor que m,

Volume de partículas com massa menor que m,

Fração volumétrica de partículas com massa menor que m,

X

M

p

(

m

)

;

V

p

(

m

)

;

p

p

(

(

v

m

m

) ;

);

p

(

m

) ;

Distribuições associadas à área superficial, ou ao tamanho podem também ser definidas.

O argumento das distribuições apresentadas pode ser outro no lugar da massa. Assim

podemos falar de

N

p

(

V

)

, ou M

p

(

)

S , ou M

p

(

D

)

para:

o número de partículas com volume menor que V;

a massa de partículas com área superficial menor que S;

a massa de partículas com tamanho menor que D.

A distribuição mais freqüentemente utilizada na descrição de sistemas particulados é

aquela que representa a fração ponderal de partícula com diâmetros menores que D, denominada distribuição granulométrica. As derivadas destas distribuições em relação aos respectivos argumentos representam:

(

x D

)

(

dX D

)

dD

,

D e D+dD.

(

x D

)

dD

=

(

dX D

)

= fração

de

partículas

com

diâmetros

entre

A inversa desta relação determina a distribuição original.

(

X D

)

=

D

0

x

(

D

)

dD.

(I.2.1)

possuem a mesma informação, pois o conhecimento de

uma delas fornece o conhecimento da outra através de uma simples operação matemática.

Análise granulométrica diz respeito a uma técnica experimental que visa a determinação da distribuição de tamanho de partículas de uma dada amostra. Expressões matemáticas para distribuições são múltiplas, e quase todas são contínuas, i.e. o argumento da expressão

é um número real variando numa faixa de valores conhecidos. Assim, por exemplo, a

D D Existem muitos

expressão aplica-se a diâmetros compreendidos entre

As duas funções X(D), e x(D),

D

min

max

.

4

ara o controle da

produção de pós. Em diversos setores industriais como: cimentos e cerâmicos; corantes e pigmentos; alimentos; fármacos; e muitos outros o controle da distribuição granulométrica é crítica. As técnicas mais empregadas para medida de distribuições granulométricas são:

analisadores de distribuição de tamanhos de partículas, que

são usados p

a análise de peneiras [200µm D 20mm]

observação microscópica

difração de laser [0,04µm D 2000µm]

Algumas expressões analíticas para as distribuições granulométricas são dadas abaixo.

i).

Distribuição de Weibull a três parâmetros:

X D

(

)

= 1

exp

D

D

D

α

,

D

D,

 

α−

1

 

D

α

x

(

D

)

= ⎟

α ⎛ D

D

⎜ ⎝

D

D

 

exp ⎢−

D

 

 

D

α > 0,

.

D

′ >

0,

(I.2.2)

(I.2.3)

D é um diâmetro inferior de corte para o qual se supõe que inexistam partículas menores

´, e α são parâmetros indicativos da dispersão das partículas, e devem ser determinados

D

ajuste aos dados da distribuição de tamanhos.

ii).

Distribuição de Weibull a 2 parâmetros

É a que resulta quando se faz D = 0 , i.é:

X

(

D

)

=

x

(

D

)

=

1

exp

⎢ ⎣

⎜ ⎝

D

D

α

⎥ ⎦

,

D

α ⎛

D

α−

1

D

D

⎜ ⎝

D

⎟ ⎠

exp

⎜ ⎝

D

⎟ ⎠

0,

α >

0,

D

′ >

0,

(I.2.4)

α

.

(I.2.5)

⎦ ⎥

por

Estas duas distribuições são muito utilizadas para as distribuições de tamanho de partículas.

iii) Distribuição lognormal A distribuição norma não deve ser utilizada por não fazer

sentido seu ramo negativo. Uma variável X é de distribuição lognormal se Y =lnX é de

distribuição normal,

(

x D

)

(

X D

)

=

=

1

exp

2

φ ⎜ ⎝

πσ

D

lnD

σ

⎠ ⎟

,

⎪ ⎨

(

)

2

lnD

2

σ

2 ⎪ ⎭

,

D

0,

σ >

0.

(I.2.6)

 

(I.2.7)

I.3Determinação Experimental da Distribuição de Tamanhos

Análise de Peneira Uma das técnicas ma is simples e diretas para a determinação da distribuição de tamanho uma amostra de partículas é a análise de peneiras. Peneiras padronizadas, com malhas

precisas, formando uma série com abertura de malhas cada vez mais finas. As peneiras

de

selecionadas são empilhadas, como mostra a figura, e colocadas sobre um vibrador, a amostra sendo colocada na peneira superior, a mais aberta.

5

As peneiras ficam encaixadas sobre uma panela destinada a recolher a parcela de partículas mais

As peneiras ficam encaixadas sobre uma panela destinada a recolher a parcela de partículas mais finas, que passam por todas as malhas das peneiras. Após certo tempo, previamente determinado retira-se e pesa-se o material retido em cada uma das peneiras do sistema. As peneiras de serie Tyler são produzidas de diferentes materiais, formando uma malha

quadrada com aberturas que decrescem na proporção de

Exemplo 2. A seguinte seqüência de uma série Tyler é dada, com resultados de uma análise. Para esta análise determine as curvas de x(D) e a distribuição cumulativa, X(D), e ainda determine os parâmetros ótimos para a distribuição de Weibull.

2,
2,
4
4

2 .

ou

Peneira

Abertura

Massa

Peneira

Abertura

Massa

#

(µm)

retida(g)

#

(µm)

retida(g)

4

4750,0

8,8534

50

299,9

51,231

6

3350,0

21,592

60

248,8

26,97

8

2360,0

39,33

80

178,9

21,708

12

1680,0

60,048

100

148,9

17,445

16

1180,0

79,764

140

105,0

15,178

20

850,9

87,026

200

74,1

15,894

30

601,0

71,288

270

53,0

17,61

40

426,1

66,549

fundo

0

12,08

Difração de Laser Analisadores da distribuição de tamanhos de partículas por difração de laser são empregados para o controle da produção de pós em todas as situações onde o estado da distribuição é determinante da qualidade do produto. Entre estas exclui se a produção de materiais cerâmicos, de fármacos e de alimentos. Os analisadores por difração de laser dão resultados rápidos, seguros e precisos sobre a distribuição de tamanhos permitindo o controle de qualidade. Produzem resultados bem precisos na análise de partículas numa larga faixa de tamanhos desde 0,1 mícron até 2mm.

6

Malvern é um dos produtores de sistemas automáticos para esta faixa de tamanhos. A Polymer Laboratories lançou recentemente um sistema que alcança a faixa de nonopartículas, compreendendo de 5nm ate 300nm.

I.4

Balanços Materiais

Consideremos uma corrente de particulados com distribuição de tamanhos conhecida que alimenta um sistema de separação por tamanhos. O sistema possui uma alimentação A, com vazão mássica M A , e produtos de topo T, e de fundo F, respectivamente com vazões mássicas M T , e M F Balanço Global: (para o regime permanente)

M

A

= M

T

+ M F .

(I.2.8)

Balanço de partículas com diâmetros na faixa D e D+dD

M x

A A

M x

A A

(

)

D dD

=

M x

T

T

=

+

M x

T

T

(

M x .

F

F

)

D dD

+

M x

F

F

(

)

D dD,

ou

Quanto da alimentação é retirado pelo fundo é dado pela relação podemos escrever o balanço acima sob a forma:

x

A

(

= 1R

F

)

x

T

+ R x F .

F

R

F

= M

F

(I.2.9)

/M .

A

Com ela

(I.2.10)

Note que a situação em que

f = f = f representa uma solução trivial, para a qual o

A

F

T

sistema nada faz; os dois produtos de fundo e de topo são idênticos à entrada. A eficiência de coleta das partículas é definida pela relação entre o que sai pelo fundo sobre a alimentação.

η

x

(

F

D

=

)

= M x

η

F

/M x

A

x

=

A

.

1

F

x

− η

R

F

A

,

T

1

R

F

x

A

.

(I.2.11)

(I.2.12)

Note que esta eficiência depende do tamanho da partícula. Partículas diferentes serão coletadas com eficiências diferentes. Em geral a eficiência de coleta é maior para as maiores partículas. Conhecida uma expressão para a eficiência de coleta em função do diâmetro podemos calcular a eficiência média de coleta pela expressão:

η =

0

η

(

)

D x

A

(

)

D dD.

(I.2.13)

Outros arranjos de correntes de sistemas particulados são possíveis. Alguns exemplos são:

1) Mistura de duas (ou mais) correntes

x

P

=

1

M

Ai

M

Ai

x

Ai

.

(I.2.14)

2) Associação de separadores, pelo fundo ou pelo topo. Balanço no primeiro separador

M

M

1

A

1 1

A

= M

1

T

+ M 1 F ,

1

1

T

x

A

= M x

T

+ M x .

F

F

1

1

Balanço no segundo separador

M

M x

2

A T

2

= M

1

F

2

+ M ,

F

M

2

2

A

2

= M

1

F

2

= M x

T

2

T

+M x .

F

F

1

F

,

Razões de fundo

1

R = M

F

1

F

1

/M ,

A

R

2

F

= M

2

F

/M

2

A

= M

2

F

1

/M .

A

Eficiências de coleta

η

1

(

D

)

1

= M x

F

1

F

/M

1

A

x

1

A

,

7

(I.2.15)

(I.2.16)

(I.2.17)

(I.2.18)

(I.2.19)

(I.2.20)

η

2

(

D

)

2

= M x

F

2

F

2

/M x

A

2

A

.

(I.2.21)

As soluções destas equações dão os seguintes resultados:

x

x

x

1

F

2

F

2

F

=

=

=

η

1

1

1

x

x ,

F

η

1

x

1

− η

1 x

F

1

A

2

2 x

F

1

F

;

− η

2

;

1

R

η

1

F

2

A

1

,

T

1

1

R

− η

x

2

=

=

x

R

η

2

F

2

x

1

T

1

2

=

R

1

η

1

R

2

F

R

1

F

A

,

T

1

R

2

F

R

1

F

x

1

A

.

II.PENEIRAÇÃO

(I.2.22)

(I.2.23)

(I.2.24)

Sistemas de peneiração podem ser empregados para produzir de 2 a 4 correntes de produtos. Uma boa capacidade é alcançada pela “vibração circular” no plano vertical. Usualmente são fabricadas de aço carbono ou aço inoxidável, e ativadas por um motor com excêntrico ajustável. Este ajuste permite características de vibração diferentes, para uma peneiração suave e grandes tempos de residência, ou alta capacidade mesmo para materiais de difícil tratamento. A capacidade das peneiras depende do seguinte:

1. largura da área onde o material está sendo alimentado;

2. relação entre abertura da malha e tamanho das partículas;

3. vibração imposta à peneira;

4. inclinação da peneira.

Pode-se aumentar a capacidade da peneira aumentando a freqüência da vibração, ou o ângulo de sua inclinação. Usualmente as peneiras são calculadas para suportar 5g de

aceleração.

vibração, ou o ângulo de sua inclinação. Usualmente as peneiras são calculadas para suportar 5g de

8

III. COMINUIÇÃO, MOAGEM III.1 Introdução Os termos “redução de tamanho”, “moagem”, ou “Cominuição”

III. COMINUIÇÃO, MOAGEM

III.1 Introdução

Os termos “redução de tamanho”, “moagem”, ou “Cominuição” referem-se a todas as técnicas pelas quais materiais sólidos são cortados ou quebrados em pedaços menores, independentemente dos diferentes propósitos da redução. Blocos de minérios são esmagados a tamanhos apropriados, materiais sintéticos são moídos e transformados em pós, folhas de plásticos são cortadas em pequenos cubos. Na produção de polpa de papel a madeira é feita em lascas de tamanho adequado para permitir um cozimento eficiente. Na produção de cimento os materiais empregados como matéria prima são moídos até que a distribuição adequada de tamanhos de partículas seja obtida. A mistura é então queimada para transformar-se no clinquer e este é novamente moído. Na produção de tintas diversos pigmentos são empregados. Uma vez que a tinta recobre a superfície a ser pintada tão melhor quanto mais finamente moído estiver o pigmento, este deve ser eficientemente moído. A redução de tamanho das matérias-primas minerais consiste de três fases:

mineração moagem primaria ou britagem moagem secundaria ou moagem

III.2 Moagem Primária

A moagem primária aplica-se diretamente ao material minerado, ou a qualquer outro material grosseiro e consiste de uma ou varias etapas de aplicação de pressão ou de impacto sobre o material com tamanho de partícula adequado para ser alimentado a um equipamento de moagem primaria. O tamanho máximo difere substancialmente com o equipamento empregado, e o produto obtido possui comumente cerca de 10mm. Britadores Para a moagem primária são empregados três classes de britadores:

Britadores de Mandíbulas Britadores de mandíbulas operam sob o princípio de compressão. O material é comprimido entre uma superfície fixa e outra móvel. As duas mandíbulas formam uma câmara na forma de V, larga na parte superior, e estreita na parte baixa. A moagem se dá nesta

câmara. A mandíbula móvel está fixa em um ponto, e é acionado por um excêntrico. A carga a ser moída é introduzida no topo, a mandíbula móvel se afasta e a carga desce. No movimento de retorno a mandíbula comprime o material e resulta a moagem. No próximo movimento de abertura das mandíbulas o material moído desce para uma abertura mais

9

estreita e o ciclo se repete. A abertura máxima determina o tamanho máximo de partícula que pode ser admitido, enquanto que a mínima relaciona-se com o tamanho do produto. A razão de moagem de um britador de mandíbulas varia entre 3 e 7. Britadores Giratórios Os britadores giratórios possuem um elemento central, vertical, rotativo em forma de cone, operando numa câmara aberta. A cabeça de moagem na forma de um cone truncado está montada num eixo vertical excêntrico. O espaço entre o cone e a parede da câmara decresce gradualmente. O material a ser moído é alimentado no topo. Quando o britador é acionado o cone gira em torno de seu eixo. O material é comprimido entre o cone móvel e o cone fixo. A relação de moagem situa-se entre e 3 e 10.

Britador de Rolos Um britador de rolos consiste de dois rolos com superfície de aço com eixos horizontais entre os quais a moagem se dá. O eixo de um dos rolos é fixo à estrutura do britador, por rolamentos e o outro rolo é sustentado por molas. O ajuste do britador, i.e. a distância entre os rolos é ajustável. Britadores de rolos são empregados para moagem fina. Britador de impacto Britadores de impacto são usados para materiais friáveis ou maleáveis. Uma de suas características é que a moagem é baseada no impacto e não na pressão, como nos britadores comuns. Impactos se sucedem continuamente, em séries rápidas. A relação de moagem é muito alta. Depende do material a ser moído, da velocidade de rotação dos martelos e do ajuste entre martelos e a carcaça. O britador é frequentemente aberto no fundo, mas pode possuir uma superfície de peneiramento. Assim o material não deixa o britador antes de estar suficientemente moído.

III.3 Moagem Secundária

Na britagem secundária o material é transformado em pós finos levados até a ordem de alguns micra, ou até a nanômetros, atualmente necessários à nanotecnologia. Moinho de bolas Pesquisa Google: moinhos de bolas Moinho de bastões

III.4 Moagem Autógena

Na moagem autógena o material a ser moído tem a função de moer. Tipicamente um moinho de cilindro rotativo, semelhante ao moinho de bolas é utilizado, mas o agente da moagem é o próprio material a ser moído. O material é alimentado ao moinho e sua movimentação causada pela rotação do moinho provoca a moagem. Um catalogo da Metso Minerals Industries encontra-se no: http://www.metsominerals.com/

III.5 Consumo de Energia e Potencia para Redução de Tamanhos

O custo da energia despendida na moagem é elevado, por conseqüência seu controle é importante. A mais antiga relação proposta para o cálculo da energia gasta na moagem é a lei de Rittinger, segundo a qual o trabalho é proporcional à criação de superfície. Para a moagem de m [kg / s] de matéria prima alimentada ao moinho, há um consumo de energia

P

m

/m

=

K

r

⎜ ⎝

1

1

Dp

prod.

Dp

a lim.

⎠ ⎟

.

dP

m

dD

p

Nesta equação K r é a constante de Rittinger,

Dp

D

p

2

a lim.

(III.5.1)

é diâmetro médio da alimentação

Dp

prod.

é o diâmetro médio do produto.

10

A lei de Kick tem por base a suposição de que o trabalho para moer certa quantidade de

sólido só depende da relação entre os tamanhos da alimentação e produto.

P m

/m

=

K

k

ln

⎛ Dp ⎞ a lim. ⎜ ⎟ , ⎜ ⎟ Dp ⎝ prod. ⎠
Dp
a lim.
,
Dp
prod.

onde K k é a constante de Kick.

dP

m

dD

p

D

p

1

(III.5.2)

A lei de Bond que emprega um expoente entre os dois resultando em dependência com o

inverso da raiz do diâmetro da partícula.

P/m

=

K

bond

⎛ 1 ⎜ 80 D ⎝ ⎜ prod
1
80
D
⎝ ⎜
prod

⎞ 1 ⎟ 80 D a lim ⎠ ⎟
1
80
D
a lim
⎠ ⎟

.

(III.5.3)

Esta lei foi especialmente desenvolvida para a determinação da potencia necessária à moagem em moinhos de bolas. A equação descreve a potência específica necessária para

reduzir o tamanho de uma alimentação em que 80% passa pela mallha , a um produto no

qual 80% passa pela malha

D

80

a lim

D

80

prod

.

IV. DINÂMICA DA INTERAÇÃO SÓLIDO-FLUIDO IV.1 Movimento da Partícula

Este capítulo se inicia com o estudo do movimento de uma partícula sólida de massa m p no seio de um fluido. O movimento é regido pela 2 a lei de Newton que é escrita sob a forma:

m

p

a

p

=

S

p

Tn

dA +

m

p

g.

(IV.1.1)

Nesta T é o tensor tensão que atua em cada ponto da superfície da partícula, n é a normal unitária e o produto Tn nos dá a força por unidade de área, i.é. que atua em cada ponto da superfície. A ação do campo externo é dada pelo produto da massa vezes o campo gravitacional g. A interação sólido-fluido pode ser decomposta em duas parcelas:

a) uma ação estática representando o empuxo do fluido sobre a partícula. Esta

, oposta ao

parcela, é dada pela expressão de Arquimedes da forma

−ρ V g

F

p

campo gravitacional.

b) Uma força resistiva, dinâmica, que se anula quando a velocidade relativa entre fluido e partícula é nula. Será esta designada por . Tem-se então, quando a aceleração da partícula se anula:

0 = +

(

ρ

p

- ρ

F

)

V g = + ∆ρV g,

p

p

∆ρ =

(

ρ

p

- ρ

F

)

.

(IV.1.2)

A parcela resistiva é função de diversas variáveis dentre as quais são citadas: a

, a densidade e viscosidade do fluido, o tamanho e a forma

velocidade relativa,

u = v

v

p

da partícula. Escreve-se:

(

= u,ρ,µ,A

p

)

,

(IV.1.3)

onde A p é a área projetada da partícula sobre um plano perpendicular ao vetor unitário na

. Com base na análise dimensional é possívelsobre um plano perpendicular ao vetor unitário na direção da velocidade relativa e u = u

direção da velocidade relativa

e

u

=

u

/

estabelecer a seguinte definição do coeficiente de arraste:

=

A

p

1

2

ρ

F

2

u C

D

e

u

,

u

=

u

.

(IV.1.4)

O coeficiente de arraste assim definido é adimensional, mas depende de diversos fatores

incluindo propriedades físicas dos fluidos, da velocidade relativa, tamanho e forma da

partícula, sua orientação,

para um cilindro em função do número de Reynolds

figura abaixo mostra o coeficiente de arraste para uma esfera e

A

11

O gráfico mostra uma assintota, reta com inclinação logarítmica igual a -1, válida para ,

O gráfico mostra uma assintota, reta com inclinação logarítmica igual a -1, válida para

, e uma segunda assintota

Du ρ

=

µ Re 10

pequenos valores do número de Reynolds (

5 * 10

2 Re 3 * 10 5

Re

)

0,2 ,

Re

para (

do coeficiente de arraste causado pela redução da região de separação da camada limite.

) . Na região entre este valor e

7 há uma redução do valor

IV.1.1 Regime de Stokes, de Newton e Intermediário

Um caso especial, simples, mas importante é o da solução dada por Stokes, com a forma:

= 3πµD u = 3πµD u

p

p

e

u

.

(IV.1.5)

Esta solução aplica-se quando as seguintes condições são válidas:

a) partícula esférica,

b) regime laminar,

c) escoamento lento com aceleração desprezível,

d) fluido newtoniano,

e) partícula lisa,

f) partícula isolada,

g) região infinita (longe de quaisquer outros sólidos).

Regime de Stokes Sob qualquer desvio destas condições aplicam-se correções e assim torna-se necessário levantar cada uma das restrições listadas. Para exemplificar estes efeitos vamos comparar as expressões (IV.1.4) e (IV.1.5), obtendo-se:

(

π

Isto é

D

2

p

C

/8

)

ρ

F

2

u C

D

D

= 24/Re,

=

3

πµ

D u

p

Re = D u

p

ρ

C

D

/

µ.

=

24

µ

D u ρ

p

,

(IV.1.6)

(IV.1.7)

A expressão para o coeficiente de arraste inversamente proporcional ao número de

Reynolds permanece sujeita às sete restrições enumeradas acima. Em especial aplica-se para valores do número de Reynolds menores que 0,2. Por outro lado a definição do coeficiente de arraste, C D dada pela eq.(IV.1.4), é geral e válida para todo número de Reynolds.

Regime de Newton

Para altos valores do número de Reynolds verifica-se que o coeficiente de arraste atinge o valor assintótico,

C

D

= 0,43.

(IV.1.8)

As duas assíntotas podem ser combinadas e expressas por uma equação geral, i.e. válida para todos os valores de Re, com a forma:

12

C

D

=


⎢ ⎣

⎜ ⎝

24

Re

⎟ ⎠

n

+

(

0, 43

)

n

⎥ ⎦

1

n

.

(IV.1.9)

O ajuste desta expressão aos dados experimentais fornece como o melhor valor para o

expoente n = 0,63. Até aqui consideramos apenas as expressões do coeficiente de arraste para partículas esféricas, a primeira restrição presente na lista. Uma correção aplicável a partículas para as quais está determinada sua esfericidade consiste na alteração das duas constantes que determinam as duas assíntotas. Escreve-se:

C

D

= ⎢

⎢ ⎣

24

K Re

1

n

+

K

n

2

⎥ ⎦

1

n

, se 0,6

≤ φ ≤

0,9

n

=

0,9,

 

e se 0,9

≤ φ ≤

1

n

=

3,15

2,59 φ .

Nesta equação há primeiramente um ajuste dos fatores de correção dados com partículas com esfericidade conhecidas,

K

1

= 0,843log

10

(

)

φ / 0,065 , e K

2

= 5,314,88φ,

0,85 ≤ φ ≤ 1.

 

(IV.1.10)

K 1 , e K 2

a partir de

(IV.1.11)

E a seguir o ajuste do expoente n na expressão (IV.1.10) resultando n = 0,85. Esta forma de abordagem do ajuste é devida ao prof. Massarani. Como veremos ela é de grande utilidade.

IV.2

Velocidade Terminal

Há uma solução da equação do movimento (IV.1.2) para a qual a aceleração da partícula

é nula. Tal situação costuma ocorrer, por exemplo, sempre que a partícula parte do repouso

sob a ação de um campo externo g, como o campo gravitacional, e enquanto se acelera, sua velocidade aumenta até que a força de arraste se iguala ao efeito do campo externo na forma de peso – empuxo. Partimos da equação do movimento da partícula, escrita sob a forma da

eq.(IV.1.2):

m a

p

p

= −A

p

1

2

2

ρ v C e

F

p

D

g

+ ∆ρV ge .

p

g

(IV.2.1)

Os termos à direita na equação têm sinais opostos. Inicialmente a velocidade da partícula

é baixa e a ação do campo externo prevalece e a aceleração é positiva. Com a aceleração o termo de araste aumenta até o instante no qual a aceleração se anula. A velocidade da partícula é chamada de “velocidade terminal”.

A

força de arraste=peso-empucho.

p

2

ρ

F

v C

t

D

1

2

=

∆ρ

V g

p

C

C

D

D

=

=

2

∆ρ

g

V

p

V

p

2

∆ρφ

D

p

g

ρ

2

F

t

v

∆ρφ

2

A

p

D g

p

,

A

p

D

ρ

F

v

2

t

≈ φ

D ,

p

C

=

ρ v

F

2

t

.

(IV.2.2)

(IV.2.3)

(IV.2.4)

É importante ressaltar que o coeficiente de arraste depende da velocidade da partícula, e

que portanto a fórmula acima não é conveniente para o cálculo da velocidade terminal. Ela se reduz às seguintes expressões para os regimes de Stokes e o de Newton:

e

v

v

t

t

=

=

2 K 1 ∆ρ g φ D p , 18 µ 4 ∆ρ g φ
2
K 1 ∆ρ
g φ
D
p
,
18
µ
4
∆ρ
g
φ
D
p
3K
ρ
2
F

para o regime de Stokes,

(IV.2.5)

,

para o regime de Newton.

(IV.2.6)

13

Note a diferença de comportamento da velocidade terminal em função das variáveis

presentes nas duas expressões. Por exemplo

versus viscosidade, ou da densidade do

fluido; e em função do diâmetro da partícula. Suponha que se deseje calcular a velocidade terminal de uma determinada partícula imersa num fluido. Qual das duas expressões deve ser usada? São conhecidos os seguintes

valores:

, em conseqüência o número de Reynolds não pode ser calculado, e,

a priori não se conhece o regime em que a velocidade terminal se estabelece. Há também

que se considerar o regime intermediário para o qual não há uma fórmula explicita para a velocidade terminal. A solução por tentativa e erro, ou qualquer outro método numérico pode ser empregado. Por exemplo partindo da suposição de que o número de Reynolds é inferior a

0,2 calcula-se a velocidade terminal empregando-se a eq.(IV.2.5). Este valor permite que

seja calculado e se o resultado for menor que 0,2 fica validada a hipótese do

v

t

D ,φ,∆ρ,ρ , e µ

p

F

D v ρ

p

t

F

Re

=

µ

regime de Stokes e, por conseguinte o resultado obtido esta correto. No caso contrário é necessário recalcular a velocidade partindo agora do número de Reynolds, no seguinte

esquema:

Re ⎯⎯⎯⎯→C ⎯⎯⎯⎯→ v ⎯⎯→Re ↑ ←⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯ ↓

D

t

eq.II.1.10

eq.II.2.7

Um método direto para o cálculo da velocidade terminal foi desenvolvido por Massarani tendo por base o fato do número de Kármán ser independente da velocidade, i.e.:

Ka

2

=

C

D

Re

2

=

4

ρ ∆ρ

F

g

φ

D

3

p

3

µ

2

.

(IV.2.7)

Os dados necessários á solução do problema do cálculo da velocidade terminal permitem

o cálculo do número de Kármán. Por outro lado a multiplicação da expressão (IV.1.10) por Re 2 , e subseqüente inversão para o número de Reynolds conduz à expressão

Re =

K

1

(

/ 24 CdRe

2

)

1

+

K K

1

0,5

2

24

(

C

D

Re

2

)

0,5

n

⎫ ⎪

⎪ ⎭

1/ n

,

se 0,6

≤ φ ≤

0,9

n

=

0,8,

 

e se 0,8

≤ φ ≤

1

n

=

2,7

1,75 φ .

(IV.2.8)

Esta expressão permite a determinação da velocidade terminal diretamente em função dos dados do problema.

v

T

IV.3

µ K

1

(

/ 24 CdRe

2 )

= ρ D

f

p

⎪ ⎨

1

+ ⎢

K K

1

0,5

2

24

(

C

D Re

2 )

0,5

n

⎫ ⎪

⎪ ⎭

1/ n

,

Diâmetro de Sedimentação

(IV.2.9)

O problema inverso ao do cálculo da velocidade terminal é o da determinação do tamanho

de partícula que sedimenta com determinada velocidade. Isto é dados

calcular o tamanho da partícula que sedimenta com a velocidade . Novamente tanto C

v ,φ,∆ρ,ρ , e µ

t

F

D

v

t

quanto Re dependem simultaneamente da velocidade e do diâmetro, o que exige uma solução numérica por tentativas ou outro método numérico. Entretanto nota-se que a relação

C /Re

D

não depende do diâmetro.

14

C /Re

D

2 ∆ρµφ g

=

2

ρ v

F

3

t

.

(IV.3.1)

A divisão da eq. (IV.1.10) pelo número de Reynolds e solução da expressão resultante

para o número de Reynolds dá

D

p

=

⎧ ⎪

⎨⎢

24

⎦ ⎥

µ

ρ v

f

t

⎪⎣

K

1

(

C /Re

D

)

n

2

+

⎢ ⎣

K


2

(

C /Re

D

)

n

1

n

(IV.3.2)

A síntese dos problemas, em regimes permanentes, relacionados ao movimento de

partículas isométricas é: dadas as propriedades físicas

ρ ,ρ ,µ, e a esfericidade

p

F

1. D ,e v

dadas

p

t

calcular

.

Re

=

D v ρ

p

t

F

µ

II.1.10

⎯⎯⎯→

C

D

II.1.4

⎯⎯⎯→

2.

3.

O resumo destas correlações sobre a dinâmica de partículas isométricas é dado na seguinte tabela.

dadas

dadas

, e D calcular v , e v calcular D

p

t

t

p

.

.

C

D

Re ⎯⎯⎯⎯→ v

t

C

D

eq.II.3.2

/ Re ⎯⎯⎯⎯→D

p

2

eq.II.2.9

IV.4

Efeito de Parede

A queda de partículas no interior de tubos, ou entre placas, ou ainda na proximidade de

uma ou mais paredes planas já foi suficientemente estudada. Alguns exemplos são dados:

Entre duas placas paralelas às distancias l 1 e l 2 .

= −

πµ

3 D

p

1

+

9D

p

1

1

32

h

1

h

2

+

⎞⎤

⎠⎦

v p .

(IV.4.1)

No interior de tubos com diâmetro D t .

= −

πµ

3 D

p

1

+

2,1

D

p

D

t

v p .

(IV.4.2)

entre a velocidade

terminal sob o efeito das paredes com a velocidade terminal no fluido infinito, supondo que

esta relação é uma função de

e do número de Reynolds.

A velocidade terminal é corrigida calculando-se a relação

D

p

D

t

f =

v

t

/

(

v

t

)

f

=

v

t

/

(

v

t

)

= f

(

λ

)

,Re ,

λ =

D

p

/D

t

As seguintes expressões são encontradas na literatura:

Haberman e Sayre1958

1

2,105

λ +

2,0865

λ

3

1,7068

λ

5

+

0,72603 λ

6

f =

1

0,75857

λ

5

(IV.4.3)

(IV.4.4)

Isaac Newton

f

Munroe (1889)

f

Di

Felice (1996)

f

(

1− λ

=

= 1- λ

= ⎜ ⎝

2

1,5

)(

10,5λ 2

) 0,5

 

1 − λ

α

3,3 − α

1

0,33

− λ

⎠ ⎟

,

α −

0,85

=

0 ,1Re

(IV.4.5)

(IV.4.6)

(IV.4.7)

Uma referência importante sobre este assunto é Chhabra, et al. Powder Technology 129 (2003) 53 – 58.

15

Variável Assíntota para Re<0,2 a ser Desvio máximo s% estimada C C = 24/K Re,
Variável
Assíntota para Re<0,2
a ser
Desvio máximo
s%
estimada
C
C
= 24/K Re,
Re = D v ρ/µ.
12
D
D
1
p
t
Re
(
v
)
K
(
2
C
Re
)
6
t
1
D
24
0,5
12
Re D
(
)
p
24
K
(
C /Re
)
1
D
⎦ ⎥
Assíntota
Correlação
n
para
Re>3x10 3
K
1
se 0,6 ≤ φ ≤ 0,9 ⇒ n = 0,9
2
n
n
24
n
C
= ⎢
+
K
se 0, 9 ≤ φ ≤ 1, n = 3,15 − 2, 5φ
D
2
K Re
⎢ ⎣
1
⎥ ⎦
0,5
(
2
)
se 0,6
≤ =
φ ≤
0,8,
n
1,3
2
K /24 CdRe
C
Re
1
D
Re
se 0,8
≤ 2,7
φ ≤
1,
n
=
1,75
φ
1/ n
K
n
= ⎧
0,5
2
K K
0,5
⎪ ⎫
1
2
(
2
)
1
+
C
Re
D
24
⎭ ⎪
1
K
se 0,6
≤ =
φ ≤
0,8,
n
1,5
n
n
n
2
2
24
⎪ ⎧
K
⎪ ⎫
(
C /Re
)
2
Re =
+
se
0, 8
≤ 3, 62
φ ≤
1,
n
=
2, 65
φ
⎨⎢
⎤ ⎥
D
K
(
⎪⎣
C /Re
)
(
C /Re
)
1
D
⎥ ⎦
⎢ ⎣
D
⎥ ⎦
K 0,843log 15,4φ ,