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M ODELO DE E STRUTURA E C ONHECIMENTO M ODALIDADE – G INÁSTICA A CROBÁTICA

MODELO DE ESTRUTURA E CONHECIMENTO

MODALIDADE GINÁSTICA ACROBÁTICA

M ODELO DE E STRUTURA E C ONHECIMENTO M ODALIDADE – G INÁSTICA A CROBÁTICA Ano
M ODELO DE E STRUTURA E C ONHECIMENTO M ODALIDADE – G INÁSTICA A CROBÁTICA Ano

Ano lectivo 2010/2011

ACROBÁTICA – Módulo 1

ACROBÁTICA Módulo 1

ACROBÁTICA – Módulo 1
ACROBÁTICA – Módulo 1

ACROBÁTICA Módulo 1

INTRODUÇÃO

Praticada por homens e mulheres a Ginástica Acrobática é um dos deportos mais antigos. A palavra ginástica vem do grego Gymnastike e significa a arte ou acto de exercitar o corpo para fortificá-lo e dar-lhe agilidade. Os conjuntos de exercícios sistematizados para este fim, realizados no solo ou com o auxílio de aparelhos, são aplicados com objectivos educativos, competitivos, terapêuticos, etc.

De acordo com Santos (2002), a ginástica acrobática envolve um conjunto de exercícios muito exigentes de um ponto de vista físico, técnico e psicológico, fazendo apelo a elevados níveis de força e flexibilidade. Os elementos a executar são complexos e requisitam atenção, persistência e cooperação.

O presente documento consiste no Modelo de Estrutura de Conhecimento (MEC) referente à Unidade Didáctica de Ginástica Acrobática do 11º ano de escolaridade. Este, baseou-se nos programas ministeriais da disciplina e competências exigidas para o ensino secundário, bem como na avaliação diagnóstica efectuada junto dos alunos da turma (11LH1). Porque os programas são globais, mas as escolas nem sempre apresentam todas as condições ideais para a prática das modalidades, foi ainda tido em conta na construção deste MEC, as instalações físicas da escola e os recursos materiais e humanos disponíveis.

A realização do MEC serve de base para garantir o sucesso do processo ensino- aprendizagem na respectiva modalidade, justificando-se a sua existência pela necessidade de apoiarmos a nossa actividade em objectivos precisos e sistematizados.

Pretendo então criar um documento de suporte, de consulta permanente, para a preparação das aulas seguindo o modelo de estruturas de conhecimento proposto por Vickers (1989). Logo, o trabalho está dividido em três fases e oito módulos:

A “Fase de Análise”, da qual constam os módulos, um, dois e três, que englobam uma breve referência à história, caracterização e regulamento da modalidade, a análise das condições físicas, espaciais e materiais da escola e a análise dos alunos da turma, características pessoais e de aptidão física.

da turma, características pessoais e de aptidão física. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
da turma, características pessoais e de aptidão física. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
ACROBÁTICA – Módulo 1

ACROBÁTICA Módulo 1

A “Fase das Decisões” com os módulos quatro, cinco, seis e sete, prende-se com a definição da grelha de Vickers, definição dos objectivos, características da avaliação e criação de progressões de ensino e tarefas de aprendizagem. Toda esta fase está assente nas análises da fase anterior pelo que os seus módulos têm em consideração as necessidades reais e especificas da turma no geral e de cada aluno em particular.

A “Fase de Aplicação”, módulo oito, consta da elaboração da UD da respectiva modalidade na qual podemos perceber a relação conteúdos, objectivos, estratégias e funções.

Espero, no final desta Unidade Didáctica, que os alunos cumpram os objectivos pretendidos para a modalidade de Ginástica Acrobática, e acima de tudo que tenham desenvolvido as suas capacidades de força, persistência, empenho e resistência.

O planeamento desta unidade, poderá estar sujeito a alterações, desde que devidamente justificadas no relatório de Unidade Didáctica.

justificadas no relatório de Unidade Didáctica. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto –
justificadas no relatório de Unidade Didáctica. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto –

MÓDULO 1 ANÁLISE DA MODALIDADE

ACROBÁTICA – Módulo 1

ACROBÁTICA Módulo 1

FISIOLOGIA DO TREINO E CONDIÇÃO FÍSICA

Activação Geral e Retorno à Calma

Segundo um cientista alemão de nome Weineck (1989), o aquecimento engloba actividades úteis para estabelecer o estado óptimo de preparação psicofísica e coordenativo-cinestésica e para prevenir as contusões. O aquecimento tem entre outras missões, harmonizar entre si, de maneira óptima, todos os sistemas funcionais que contribuem para determinar a capacidade de performance do atleta. Em 1998, Ed. Manole, diz que o aquecimento é o prelúdio do trabalho físico e deve sempre ser executado em primeiro lugar. E que fisiologicamente, ele permite ao corpo ajustar-se ao começo da actividade e preparar-se para poder fazer face à exigência física. Ainda acrescenta, que o aquecimento deve ser gradual. Pois, prepara os grupos musculares envolvidos para serem alongados ou fortalecidos por um aumento da temperatura e circulação nos músculos sem causar fadiga ou reduzir as reservas de energia. Fazendo com que os músculos fiquem mais flexíveis, reduzindo as possibilidades de lesões. Existem 2 tipos de aquecimento: o Geral e o Específico. No aquecimento Geral, as possibilidades funcionais do organismo no seu conjunto devem ser levadas a um nível superior, isto é obtido através de exercícios que servem para aquecer os grandes grupos musculares (por exemplo: aquecimento pela corrida). No aquecimento Específico, o aquecimento efectua-se especificamente, conforme a modalidade, isto quer dizer que aí são executados movimentos que servem para aquecer os músculos numa relação directa com a modalidade desportiva considerada. O aquecimento geral deve sempre preceder o específico. O aquecimento tem efeito positivo sobre: (1) as funções cardiovasculares fazendo aumentar a frequência cardíaca, elevar a pressão sanguínea e aumentar a quantidade de sangue em circulação; sobre (2) o sistema respiratório: a frequência e a profundidade da respiração aumentam em função da intensidade e do volume da carga corporal, a fim de suprir o aumento da necessidade de oxigénio da musculatura em acção e simultaneamente eliminar o dióxido de carbono resultante. A falta do

eliminar o dióxido de carbono resultante. A falta do Núcleo de Estágio de Educação Física e
eliminar o dióxido de carbono resultante. A falta do Núcleo de Estágio de Educação Física e
ACROBÁTICA – Módulo 1

ACROBÁTICA Módulo 1

aquecimento pode causar a tão falada "dor de burro" pois o diafragma que desempenha um papel importante e é alimentado por oxigénio, na ausência deste dá-

se uma superacidificação local que causa a referida dor; (3) sobre a musculatura: com

o aumento da irrigação no aquecimento e o calor produzido pelo trabalho muscular

aumenta a temperatura de todo o organismo e do próprio músculo, após 15-20 min de trote a temperatura pode subir para 38,5 graus favorecendo o deslizamento das fibras musculares e facilitando a movimentação dos tendões e ligamentos, daí a diminuição do risco de distensões e de contusões nos movimentos desportivos que sobrecarregam ao máximo o aparelho motor. Além disso o aquecimento pode: Melhorar a alimentação em energia e oxigénio no músculo e Melhorar a optimização dos processos neuromusculares; ele ainda proporciona (4) efeitos positivos a nível psicológico: o aquecimento não só provoca um aumento da disposição física, como também da disposição psíquica para a performance. Pode também melhorar a atenção principalmente a percepção óptica, assim como uma activação das estruturas centrais, sobretudo da formação reticular, melhorando consequentemente a coordenação e precisão das acções motoras. Como aquecimento, cada modalidade tem sua forma particular de agir, mas o seu objectivo geral é sempre iniciar a movimentação da musculatura a utilizar durante a fase fundamental da aula.

O momento de retorno à calma é tão importante como o de aquecimento, pois

é o momento de levar o organismo de volta a uma situação de repouso, diminuindo

gradualmente a frequência cardíaca e respiratória. Uma paragem abrupta pode originar tonturas e quebra de tensão, principalmente em indivíduos hipertensos ou com problemas cardiovasculares. Neste sentido, devem ser sempre reservados alguns minutos para baixar a pressão arterial e alongar os músculos, de forma a aumentar a flexibilidade e ajudar a preparar o corpo para a próxima exigência de exercício.

Capacidades Motoras

Particularmente belo é o ser humano em movimento. A exactidão coordenativa dos movimentos, a proporcionalidade dos esforços, a dinâmica dos ritmos, o jogo das velocidades e outros tipos de acções motoras racionais, geram sensações estéticas, prazer e satisfação”. Matweyew/Novikow (1982)

prazer e satisfação ”. Matweyew/Novikow (1982) Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto –
prazer e satisfação ”. Matweyew/Novikow (1982) Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto –
ACROBÁTICA – Módulo 1

ACROBÁTICA Módulo 1

As capacidades motoras são características individuais e inatas, que podem ser sujeitas a um desenvolvimento, e que, em conjunto, determinam a aptidão física de um indivíduo. Referem-se a um conjunto de predisposições, pressupostos ou potencialidades individuais, nas quais assentam a realização, aprendizagem e/ou desenvolvimento de habilidades motoras. A expressão “capacidades motoras” foi utilizada pela primeira vez por Gundlach, na República Democrática Alemã, em 1972. Desde então, tem vindo a ser introduzida progressivamente na terminologia da Ciência e do Desporto da maior parte dos países da Europa para definir os pressupostos necessários para a execução e aprendizagem de acções motoras desportivas, das mais simples às mais complexas. Substitui outras expressões até então utilizadas, nomeadamente a expressão qualidades físicas, por ser do ponto de vista terminológico mais correcta e precisa.

 

Qualidade/habilidade:

 

Capacidade:

refere-se

a

algo

que

é

indica uma medida de potencial e que, por isso, pode ser modelado e treinado;

aprendido/desenvolvido;

não são características inatas, isto é, não

refere-se às qualidades inatas, isto é, que nascem com o indivíduo (é determinado geneticamente, como um talento, um potencial;

as capacidades são essenciais para o rendimento motor; Exemplos: força, resistência, flexibilidade, etc

nascem

com

o

indivíduo;

tem

que ser

aprendido/desenvolvido;

 

é uma forma de movimento específico que está dependente da experiência e que foi automatizado através da repetição;

Exemplos:

habilidade

para

jogar

futebol,

basquetebol, voleibol, etc

 

O termo “física” é substituído pelo termo “motora”, de forma a ampliar o grupo das capacidades a todas as que dizem respeito ao movimento. As capacidades motoras dividem-se em dois grandes grupos: as capacidades condicionais e as capacidades coordenativas.

As capacidades condicionais relacionam-se com o aspecto quantitativo do movimento e são dependentes dos processos de obtenção de energia e de fadiga.

dos processos de obtenção de energia e de fadiga. Núcleo de Estágio de Educação Física e
dos processos de obtenção de energia e de fadiga. Núcleo de Estágio de Educação Física e
ACROBÁTICA – Módulo 1

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As capacidades coordenativas relacionam-se com o aspecto qualitativo do

movimento. São essencialmente determinadas pela componente onde predominam os

processos de condução do Sistema Nervoso Central.

O desenvolvimento das capacidades coordenativas é imprescindível ao

desenvolvimento das capacidades condicionais (força, velocidade, resistência, flexibilidade) e vice-versa. Por exemplo, como refere Marques (1995) “… a melhoria das capacidades coordenativas é um pré-requisito para o desenvolvimento da força. Nas fases inicias de escolaridade, os maiores ganhos de força aparecem associados à melhoria dos processos coordenativos”. O ser humano está mais preparado biologicamente para o desenvolvimento das capacidades coordenativas, do que para o treino das capacidades físicas, razão pela qual se devem considerar as fases do desenvolvimento do indivíduo.

As capacidades coordenativas devem ser trabalhadas cedo. E quanto mais cedo fôr adquirida a capacidade de coordenação, mais facilmente se realiza o treino da condição física, bem como o trabalho técnico. O quadro que se regue representa as capacidades coordenativas e condicionais nos períodos de receptividade aos estímulos, segundo a idade.

períodos de receptividade aos estímulos, segundo a idade. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
períodos de receptividade aos estímulos, segundo a idade. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
períodos de receptividade aos estímulos, segundo a idade. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
ACROBÁTICA – Módulo 1

ACROBÁTICA Módulo 1

Como se pode verificar no quadro, o período de desenvolvimento favorável à aprendizagem das capacidades coordenativas: é entre os oito e dozes anos. Neste período, verifica-se um desenvolvimento considerável do aparelho vestibular e uma completa consciencialização do esquema corporal. As capacidades coordenativas são qualidades essencialmente determinadas pelos processos de condução do sistema nervoso central e, portanto, dependentes da sua maturação. A criança, deve adquirir as acções motoras básicas locomotoras (andar, correr, marchar, cair, rolar, etc.) e não locomotoras (flectir/dobrar, aproximar, afastar, tremer, balançar, etc.), nesta fase do seu desenvolvimento biológico. A aquisição e melhoria do desenvolvimento motor, baseia-se na interacção do processo neuromuscular, provavelmente controlado genéticamente, do crescimento, dos efeitos residuais da experiência motora anterior e das novas experiências motoras.

Capacidades condicionais

e das novas experiências motoras. Capacidades condicionais Resistência Não existe um conceito universal de

Resistência Não existe um conceito universal de resistência. Todavia, numa primeira análise, a resistência relaciona-se principalmente com a fadiga e a capacidade de recuperação dos indivíduos, influenciando o desempenho segundo diversas vertentes:

energética, coordenativa, biomecânica e psicológica. Assim, resistência é a qualidade física que permite um esforço proveniente de exercícios prolongados, durante um determinado tempo. Por outras palavras, a resistência é a capacidade de suportar e recuperar da fadiga física e psíquica. Permite a realização de esforços, sem a perda de eficácia motora.

realização de esforços, sem a perda de eficácia motora. Núcleo de Estágio de Educação Física e
realização de esforços, sem a perda de eficácia motora. Núcleo de Estágio de Educação Física e
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ACROBÁTICA Módulo 1

Segundo a massa muscular mobilizada, a resistência pode ser classificada como Resistência Geral - quando é solicitada mais de 1/6 da massa muscular total - ou Resistência Local - quando é solicitada menos de 1/6 da massa muscular total. Segundo as fontes energéticas utilizadas, a resistência pode ser classificada como Resistência Aeróbia quando se verifica equilíbrio entre o oxigénio que está a ser necessário para o trabalho muscular e aquele que a circulação transporta até ao tecido muscular e está associada a esforços prolongados, de média ou baixa intensidade. Ou Resistência Anaeróbia quando se verifica a realização de esforço com dívida de oxigénio, isto é, as fibras musculares absorvem todo o oxigénio que os sistemas respiratório e cardiovascular lhes enviam e, mesmo assim, esse oxigénio é insuficiente para colmatar as suas necessidades. Está associada a esforços curtos, de intensidade elevada.

Benefícios do treino da resistência:

Melhora a frequência cardíaca,

Optimiza o sistema respiratório

Contribui para o controlo do peso

Aumenta as defesas do sistema imunitário

Força

Segundo o ponto de vista da Física, força é a capacidade de um corpo alterar o seu estado de movimento ou de repouso, criando uma aceleração ou deformação do mesmo. No âmbito desportivo a força pode definir-se, de forma simplificada, como a energia que permite mover objectos e superar resistências externas, ou mesmo as do nosso próprio corpo. Permite, assim, vencer ou contrariar as resistências ao movimento, com base em forças internas (ocasionadas por contracção muscular, acções dos tendões e ligamentos) e forças externas (gravidade, atrito e oposição). Para além de ser necessária para o movimento, a força aplica-se também na:

“resistência muscular”, que é o uso prolongado desta capacidade;

“resistência à fadiga”, que depende fundamentalmente da quantidade de sangue bombeado pelo coração em cada contracção sistólica;

bombeado pelo coração em cada contracção sistólica; Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto –
bombeado pelo coração em cada contracção sistólica; Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto –
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“velocidade”, que não seria possível sem níveis de força adequados.

Habitualmente divide-se a força de um indivíduo em três grandes áreas do corpo: força superior; força média e força inferior e segundo três variantes: força máxima, força explosiva e força de resistência.

Força Superior: refere-se aos grupos musculares dos membros superiores.

Força Máxima: a maior força que o sistema neuromuscular pode desenvolver durante uma contracção (exemplo: levantar pesos).

Força Média: refere-se aos grupos musculares do tronco.

Força Explosiva: capacidade que o músculo tem em vencer uma resistência exterior, com a maior rapidez de execução (exemplo: pontapé numa bola).

Força Inferior: refere-se aos grupos musculares das pernas.

Força de Resistência: capacidade que permite resistir à fadiga em esforços prolongados (exemplo: escalada, ciclismo).

Benefícios do treino da força

Desenvolvimento da estrutura muscular.

Aumento das reservas energéticas musculares.

Estímulo da hormona de crescimento e da testosterona.

Retardar o aparecimento da osteoporose em idade adulta.

Prevenção de lesões musculares.

Velocidade É a capacidade motora que permite a máxima rapidez de execução de um movimento (acção motora) ou de uma série de movimentos, de um mesmo padrão. Esta qualidade física é uma das componentes mais importantes do desempenho desportivo. No entanto, não deve ser vista como uma capacidade isolada, devendo ser considerada uma componente parcial das exigências complexas necessárias para o desempenho desportivo. Juntamente com um leque de movimentos técnicos e de coordenação, bem como com a especificidade do desporto, as diversas manifestações da velocidade são de importância primordial para o sucesso em desportos individuais ou colectivos.

para o sucesso em desportos individuais ou colectivos. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
para o sucesso em desportos individuais ou colectivos. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
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Weineck afirmou que “a velocidade motora resulta, portanto, da capacidade psíquica, cognitiva, coordenativa e do condicionamento, as quais são sujeitas às influências genéticas do aprendiz, do desenvolvimento sensorial e neurológico, bem como de tendões, músculos e capacidade de mobilização energética”. É uma capacidade que, apesar de condicionada pela herança genética de cada um, pode ser muito melhorada se exercitada desde as idades mais baixas (a partir dos 6-7 anos). Trata-se de uma capacidade motora que diminui com o avanço da idade.

Variantes:

Velocidade de

Capacidade de resposta a um estimulo, no mais curto espaço de tempo. Pode ser considerada reacção simples, quando a reacção se verifica a um estímulo já conhecido e se sabe qual o tipo de resposta a dar (exemplo: sinal de partida numa corrida) ou reacção complexa, quando a reacção se verifica a um estímulo desconhecido, não se sabendo que tipo de resposta deve ser dada (exemplo: alteração do ritmo de corrida num adversário).

reacção

Velocidade de execução ou gestual

Capacidade que o músculo tem de se contrair rapidamente, na execução de um gesto técnico-táctico (exemplo: judo, esgrima).

Velocidade de

Capacidade que permite a deslocação de uma distância no menor tempo possível (exemplo: tempo gasto a percorrer 100 m).

deslocamento

Benefícios da velocidade no organismo

Contribui para o desenvolvimento do sistema muscular.

Contribui para a hipertrofia muscular (aumento do volume da massa muscular).

Aumenta as reservas energéticas para esforços curtos e rápidos.

Desenvolve rapidez mental ao responder com sucesso a diversos estímulos.

mental ao responder com sucesso a diversos estímulos. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
mental ao responder com sucesso a diversos estímulos. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
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Flexibilidade

É a capacidade motora responsável pela execução de um movimento de

amplitude angular máxima, por uma articulação ou um conjunto de articulações,

dentro dos limites morfológicos, sem risco de provocar lesão, isto é, a flexibilidade permite efectuar movimentos com a maior amplitude possível. O atleta pode executar estes movimentos por si mesmo ou por influência auxiliar de forças externas.

É uma capacidade que nasce com o indivíduo e que se vai perdendo com o

avanço da idade. Deve, por isso, ser exercitada sistematicamente. Esta capacidade permite melhorar a qualidade dos gestos motores, tornando- os mais eficazes e harmoniosos.

Variantes:

Flexibilidade

geral

Flexibilidade

especifica

Flexibilidade

activa

Flexibilidade

estática

Relativa aos sistemas articulares necessários nas actividades motoras diárias.

Relativa aos sistemas articulares necessários nas actividades motoras diárias.

Relativa a sistemas articulares necessários em exercícios específicos.

articulares necessários em exercícios específicos. Relativa a sistemas articulares necessários num movimento

Relativa a sistemas articulares necessários num movimento executado pelo próprio indivíduo.

Relativa a sistemas articulares necessários num movimento executado pelo próprio indivíduo.

Relativa a sistemas articulares necessários num movimento executado com ajuda.

Relativa a sistemas articulares necessários num movimento executado com ajuda.

Benefícios do treino da flexibilidade:

Aumenta a capacidade de alongamento muscular.

Melhora a qualidade dos gestos motores.

Diminui o risco de lesões musculares.

Mantém a mobilidade das articulações que se tende a perder com a idade.

das articulações que se tende a perder com a idade. Núcleo de Estágio de Educação Física
das articulações que se tende a perder com a idade. Núcleo de Estágio de Educação Física
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Capacidades coordenativas:

ACROBÁTICA – Módulo 1 Capacidades coordenativas: As capacidades coordenativas são determinadas por processos de

As capacidades coordenativas são determinadas por processos de condução do

sistema nervoso e dependem da maturação biológica. O seu desenvolvimento depende, em grande parte, da variedade, da adequabilidade e do número de repetições das actividades motoras realizadas. Estas capacidades possuem uma grande importância, uma vez que constituem a base para a aprendizagem, a execução e domínio dos gestos técnicos, pois são elas que permitem organizar e regular o movimento. Existem dois tipos de coordenação, a geral e a específica. A coordenação geral resulta de uma aprendizagem polivalente do movimento nas diferentes actividades

físicas, manifestando-se nas diferentes situações da vida quotidiana e nas diferentes actividades físicas.

A coordenação específica refere-se à aprendizagem de um movimento

específico de uma actividade. As capacidades coordenativas são importantes para o

domínio de situações de rápida resolução, constituído à base de uma boa

de rápida resolução, constituído à base de uma boa Núcleo de Estágio de Educação Física e
de rápida resolução, constituído à base de uma boa Núcleo de Estágio de Educação Física e
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aprendizagem sensoriomotora. Permitem uma economia de esforço e, consequentemente, a sua facilitação. As capacidades coordenativas fundamentam-se na elaboração da informação e no controlo da execução, sendo desenvolvidas pelos:

Analisadores tácteis, que informam sobre a pressão nas diferentes partes do corpo;

Analisadores visuais, que recolhem a imagem do mundo exterior;

Analisadores estático-dinâmicos, que informam sobre a aceleração do corpo, particularmente a posição da cabeça, colaborando, desta forma, para a manutenção do equilíbrio;

Analisadores acústicos, por onde percebemos os sons e os ruídos;

Analisadores cinestésicos, por meio dos quais recebemos informações sobre as tensões produzidas pelos músculos. Por isso, são as capacidades motoras que permitem que o atleta domine as suas acções motoras de forma segura e económica, não só em situações previsíveis como em situações imprevisíveis e que permitem, identificar a posição do próprio corpo ou parte dele em relação ao espaço

Capacidade de diferenciação cinestésica:

A capacidade de diferenciação cinestésica refere-se à qualidade do rendimento, e é a capacidade de diferenciar as informações provenientes dos músculos, tendões e ligamentos, que nos informam sobre a posição do nosso corpo num determinado momento e espaço, e que nos permite realizar as acções motoras de uma forma correcta e económica, conseguindo assim a coordenação dos movimentos. Por outras palavras, trata-se da capacidade de controlar as informações provenientes da musculatura, de apenas reter as mais importantes e de dosear, em consequência, a força a empregar.

Capacidade de equilíbrio:

O equilíbrio é a capacidade de manter uma posição, mesmo que as condições sejam desfavoráveis, ou de a recuperar rapidamente após amplos movimentos e

ou de a recuperar rapidamente após amplos movimentos e Núcleo de Estágio de Educação Física e
ou de a recuperar rapidamente após amplos movimentos e Núcleo de Estágio de Educação Física e
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solicitações. De uma forma mais simples, trata-se da capacidade de manter ou recuperar a estabilidade: manter, quando se tratam de movimentos estáticos ou movimentos lentos; recuperar, quando se trata da realização de movimentos rápidos ou saltos. O equilíbrio é conseguido através de uma combinação de acções musculares.

Pode ser de três tipos:

 

É

o equilíbrio conseguido numa dada posição (quando o objectivo é

Equilíbrio

 

estático

manter o corpo imóvel). É utilizado na ginástica artística, em saltos ornamentais, entre outros;

Equilíbrio

o equilíbrio conseguido em movimento. O ski, o ciclismo, a patinagem artística remetem para este tipo de equilíbrio.

É

dinâmico

 

É

o equilíbrio observado após a execução de um movimento. Como

Equilíbrio

 

recuperado

exemplos pode ser referido o atletismo, após o salto em distância, ou a ginástica desportiva, com o salto sobre o cavalo.

Capacidade de orientação espacial:

A capacidade de orientação espacial, é a capacidade que permite modificar a posição e o movimento do corpo no espaço e no tempo, com referência a um espaço de acção definido. Por outras palavras, é a capacidade de reacção a um estímulo externo em termos de deslocação ou de estabilização da postura.

Capacidade de controlo motor:

A capacidade de controlo motor, é a capacidade de resposta às elevadas exigências, no que diz respeito à precisão de movimentos, do ponto de vista espacial, temporal e dinâmico. Esta é necessária para a aprendizagem ou realização de habilidades que requerem elevadas exigências de precisão motora e encontra-se bastante ligada à capacidade de equilíbrio, sendo baseada nas componentes de coordenação de algumas capacidades físicas como, a capacidade de diferenciação cinestésica, a capacidade de orientação espacial e a capacidade de equilíbrio. Em inúmeros desportos estão previstas, nos seus regulamentos de competição, exigências a nível da

seus regulamentos de competição, exigências a nível da Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
seus regulamentos de competição, exigências a nível da Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
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precisão espacial, temporal e dinâmica, sendo, por isso, a capacidade de controlo motor muito importante.

Capacidade de coordenação motora:

A capacidade de coordenação motora é a capacidade de garantir uma boa combinação de movimentos, de modo a que estes se desenvolvam ao mesmo tempo ou em sucessão. Esta permite fazer a ligação de habilidades motoras como corrida e salto, impulso e lançamento e de movimentos de membros superiores e inferiores, como na natação, nos saltos, etc. Possibilita também que os movimentos sejam sincronizados e ajustados entre eles, fazendo com que, deste modo, as suas ligações sejam realizadas maneira mais fluente.

Capacidade de reacção motora:

A capacidade de reacção motora é a capacidade de reagir rápida e

correctamente a determinados estímulos. Na reacção motora, podem ser distinguidas

a reacção simples, a reacção complexa e a reacção de escolha. Esta capacidade

coordenativa tem grande importância nos desportos onde o tempo entre o estímulo e

a resposta motora deve ser o menor possível, como, por exemplo, numa corrida no

momento do tiro de partida. A reacção motora complexa refere-se à situação exigida

em toda sua complexidade. Além de uma reacção rápida é ainda necessária uma resposta relativamente exacta. A reacção rápida está associada a uma escolha apropriada entre várias possibilidades alternativas.

Capacidade de expressão motora:

A capacidade de expressão motora é a capacidade de criar, com base nas leis da estética e do belo, os próprios movimentos originando uma expressão artística e provocando uma expressão estética. Em alguns desportos como a ginástica olímpica, a natação sincronizada, a patinagem artística, a aeróbica de competição, o resultado do rendimento é, em grande parte, avaliado directamente com base no carácter de novidade na apresentação dos exercícios ou segundo os aspectos da harmonia do

dos exercícios ou segundo os aspectos da harmonia do Núcleo de Estágio de Educação Física e
dos exercícios ou segundo os aspectos da harmonia do Núcleo de Estágio de Educação Física e
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ritmo. Esta capacidade possui uma grande relevância na dança, onde existem os elementos motores de comunicação.

Capacidades de adaptação e readaptação motora:

As capacidades de adaptação e readaptação motora, estão relacionados com os mecanismos da apreensão e do tratamento da retenção de informação.

Capacidade de observação:

A capacidade de observação é a capacidade de percepção do desenvolvimento

de algum movimento, dos colegas de equipa, adversários ou de objectos móveis, tendo como referência objectos imóveis, podendo também ser a observação de uma

corrida ou do adversário em desportos de combate.

Capacidade de antecipação:

A capacidade de antecipação é a capacidade de prever o desenvolvimento e o

resultado de uma determinada acção que se está a desenrolar, para que assim o desportista possa preparar a sua própria acção.

Capacidade de ritmo:

A capacidade de ritmo é a capacidade de compreensão, acumulação e interpretação de estruturas temporais e dinâmicas pretendidas ou contidas na evolução do movimento. Esta capacidade é observada, mais frequentemente, em desportos como a ginástica rítmica, a patinagem artística, etc Ainda pertence a esta aptidão permitir e saber adaptar-se a um ritmo estabelecido previamente ou a um novo ritmo.

O ritmo tem influência na emoção e na motivação. "Dar o ritmo" ou "marcar o

tempo" é como uma espécie de guia para o desenrolar do movimento.

É de salientar que cada pessoa possui um ritmo diário próprio e, por isso

mesmo, deve ser levado em consideração na preparação do respectivo treino.

em consideração na preparação do respectivo treino. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto –
em consideração na preparação do respectivo treino. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto –
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Foi a leveza, o ritmo, a fluência e a dinâmica trouxeram amplas possibilidades de se desenvolver a agilidade, a flexibilidade, a graça e a beleza dos movimentos, como por exemplo, na ginástica rítmica.

Capacidade de representação:

A capacidade de representação é a capacidade de representar mentalmente situações bem determinadas de acordo com as informações disponíveis.

Capacidade de diferenciação sensorial:

A capacidade de diferenciação sensorial consiste na capacidade de diferenciar as sensações extraídas de objectos e de processos através dos nossos órgãos sensoriais, frente a uma necessidade específica de uma actividade. Quanto mais elevado e específico for o rendimento de um atleta, mais diferenciadas devem ser as informações recolhidas pelos receptores. A qualidade da informação sensorial determina a qualidade da execução técnica, porque colabora com o controlo e a regulação da acção motora.

O caso específico da Ginástica Acrobática

Na ginástica, as capacidades condicionais, apresentam uma enorme importância pois condicionam a execução de muitos elementos da ginástica. Acontece, frequentemente, os alunos não conseguirem executar um elemento por falta de força ou flexibilidade. Assim, a ginástica coloca principalmente exigências ao nível da tonicidade geral, da flexibilidade e da força. Quanto à força:

Força superior (bicípites braquiais e bicípites braquiais)

Força média (rectos e oblíquos)

Força inferior (gémeos e quadricípites)

Quanto à Tonicidade muscular:

Musculatura anterior (grande peitoral, oblíquos e rectos; quadricípites)

Musculatura posterior (dorsais, lombares, glúteos, bicípites femurais e gémeos)

(dorsais, lombares, glúteos, bicípites femurais e gémeos) Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto –
(dorsais, lombares, glúteos, bicípites femurais e gémeos) Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto –
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Flexibilidade:

Cintura escapular (deltóide e trapézio)

Coluna vertebral (Grande dorsal e lombares)

Cintura pélvica (abdutores)

Outro trabalho importante a ter em atenção é o reforço mio-articular de articulações muito solicitadas como os punhos, tornozelos, zona cervical e zona lombar da coluna vertebral.

tornozelos, zona cervical e zona lombar da coluna vertebral. Núcleo de Estágio de Educação Física e
tornozelos, zona cervical e zona lombar da coluna vertebral. Núcleo de Estágio de Educação Física e
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ACROBÁTICA Módulo 1

CULTURA DESPORTIVA

História da Modalidade

A trajectória da Ginástica é indissociável do percurso evolutivo do Homem. Com efeito, remontando à Pré-história a Ginástica, enquanto actividade física, assumia-se como instrumento precioso para a sobrevivência do Homem, dada a sua premente necessidade de atacar e de se defender. O exercício físico era parte integrante dos jogos, cerimónias e rituais, sendo a sua prática instituída geracionalmente. Na Antiguidade, sobretudo no Oriente, a actividade física emerge nas várias formas de luta, na natação, no remo, na equitação, no tiro com arco, nos jogos, nas cerimónias religiosas e mesmo no preparo guerreiro. No mundo Helénico germinou o ideal da beleza humana, amplamente traduzido em esculturas e outras manifestações artísticas, assumindo a prática de exercício físico um valor extraordinário como modo de educação corporal, em Atenas, e como preparo para a guerra, em Esparta. Tal era importância da actividade física para os Gregos que estes estariam mesmo na génese dos Jogos Olímpicos. Na civilização Romana , a finalidade primordial do exercício físico reconduzia-se à preparação militar, e mesmo a prática de actividades desportivas, nas suas majestosas instalações (por exemplo o Coliseu),como as corridas de carros e os combates de gladiadores estavam sempre conexas com os assuntos bélicos. Na Idade Média os exercícios físicos eram o sustentáculo da preparação militar dos soldados, que durante os séculos XI, XII e XIII empreenderam as Cruzadas promovidas Santa Igreja. A nobreza enaltecia o valor da esgrima e da equitação, cuja prática era indispensável a quem quisesse participar nas Justas e Torneios, jogos que contribuíam para a elevação do homem. Por outro lado, subsistem ainda registos de outras actividades praticadas neste período, nomeadamente: como o tiro com arco, os duelos, a escalada, a marcha, a corrida, o salto, a caça e a pesca e jogos simples e de pelota, uma espécie de futebol e jogos de raqueta. Na Idade Moderna, considerada simbolicamente a partir de 1453 (queda de Constantinopla que significaria o perecimento do Império Romano do Oriente), a actividade física passou a ser altamente considerada enquanto agente educativo. Foram muitos os estudiosos da época, debruçando-se sobre temas conexos com a

da época, debruçando-se sobre temas conexos com a Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
da época, debruçando-se sobre temas conexos com a Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
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actividade física publicaram obras relacionadas com a pedagogia, a fisiologia e a técnica e assim deram um contributo incomensurável para a evolução e conhecimento da Educação Física. A partir de então surgiu um grande movimento de sistematização da Ginástica. Em conformidade com Langlade e Langlade (1970), pode dizer-se que até 1800 as formas comuns de exercício físico reconduziam-se os jogos populares, as danças folclóricas e regionais e o atletismo. Segundo estes estudiosos, os primórdios da Ginástica actual remontam ao início XIX, a quando do aparecimento de quatro grandes escolas: a Escola Alemã, a Escola Francesa, a Escola Inglesa e a Escola Sueca. A Escola Inglesa encontrava-se intimamente ligada aos jogos, actividades atléticas e ao desporto. As demais foram as responsáveis pelo surgimento dos principais métodos gímnicos, que estiveram na origem (a partir de 1900) do nascimento dos três grandes movimentos ginásticos na Europa: o Movimento do Centro na Alemanha, Áustria e Suíça, o Movimento do Oeste na França e o Movimento do Norte aglomerando os países da Escandinávia. Estes movimentos estendem-se até 1939 a quando da realização da primeira Lingiada em Estocolmo, um festival internacional de Ginástica em comemoração do centenário da morte de Per Henrik Ling, nome maior da Ginástica Sueca, iniciando-se assim o período que se estende até aos nossos dias, intitulado “Influências recíprocas e universalização dos conceitos ginásticos”, no dizer de Langlade e Langlade (1970). A designação Ginástica, primitivamente empregue como alusão a todo tipo de actividade física sistematizada, cujos conteúdos variavam desde as actividades necessárias à sobrevivência, aos jogos, ao atletismo, às lutas, ao preparo guerreiro, adquiriu a partir de 1800, com o surgimento das escolas e movimentos gímnicos expostos supra, uma conotação mais ligada à prática do exercício físico. De acordo com Soares (1994: 64), a partir de então, a Ginástica passou a jogar um importante papel na sociedade industrial, “apresentando-se como capaz de corrigir vícios posturais oriundos das atitudes adoptadas no trabalho, demonstrando assim, as suas vinculações com a medicina e, desse modo, conquistando status.

com a medicina e, desse modo, conquistando status. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
com a medicina e, desse modo, conquistando status. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
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ANÁLISE DA MODALIDADE

Os desportos acrobáticos no universo gímnico surgem como uma adaptação das

habilidades características da ginástica tradicional com, por um lado, a utilização do

praticável, como área de execução, por outro, o trabalho coreográfico como forma de

expressão plástica e, finalmente, a execução de elementos técnicos semelhantes.

Caracterização dos atletas:

Cada ginasta tem uma designação específica, consoante a função que exerce,

podendo ser definida da seguinte forma:

VOLANTE

Elemento executante. É o ginasta com características técnicas mais versáteis. Fisicamente devem ser leves e de baixa estatura.

BASE

INTERMÉDIO

Elemento que ajuda a suportar, a projectar ou executa determinadas posições intermédias. É o ginasta com características semelhantes às do base, embora mais leve e de menor envergadura física. Função: executam funções idênticas aos bases e por vezes aos volante.

BASE

É o elemento que suporta ou projecta.

É

o mais responsável perante o treinador

e

disciplinador dos outros elementos do

par/grupo. Deve ser mais forte, mais pesado e, se possível, mais alto que os outros. Função: sustentação do(s) intermédio(s), em grupos e/ou do volante, execução de estafas nos elementos dinâmicos, sozinho ou em conjunto com o(s)

intermédio(s).

dinâmicos, sozinho ou em conjunto com o(s) intermédio(s). Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
dinâmicos, sozinho ou em conjunto com o(s) intermédio(s). Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
dinâmicos, sozinho ou em conjunto com o(s) intermédio(s). Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
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Os desportos Acrobáticos proporcionam aos ginastas, de uma forma geral, uma prática menos específica em termos da fisionomia e aptidões físicas, graças a um trabalho colectivo original, uma vez que aqueles que se apresentam maiores, mais pesados e mais fortes, podem desempenhar as funções de ginastica de suporte (base); Aqueles que são considerados como verdadeiros talentos, tanto ao nível de capacidades, como de morfologia (mais leves e flexíveis), desempenham o papel de volante, sendo a eles que cabe a execução da maior parte das destrezas (Labeau,

1993).

Caracterização dos elementos:

MONTES - São todas as subidas com ou sem fase de voo do solo para o base. Podem ser classificados em “montes propriamente ditos” quando constituem um elemento do exercício e são classificados, e “montes” não classificados, com o objectivo de atingir as posições de equilíbrio.

com o objectivo de atingir as posições de equilíbrio. D ESMONTES - Consistem na realização de

DESMONTES - Consistem na realização de um elemento de equilíbrio ou dinâmico que implique um descida do base para o solo. Um desmonte não deverá ser uma queda para o solo, mas sim uma recepção controlada e equilibrada no solo.

mas sim uma recepção controlada e equilibrada no solo. C ATCHES - Consiste na realização de

CATCHES - Consiste na realização de um elemento dinâmico (com fase de voo), no qual o início e o fim do elemento é realizado pelo volante a partir do base. (Ex:

Mortal de mãos para mãos.)

volante a partir do base. (Ex: Mortal de mãos para mãos.) Núcleo de Estágio de Educação
volante a partir do base. (Ex: Mortal de mãos para mãos.) Núcleo de Estágio de Educação
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DINÂMICOS PUROS - Engloba os elementos dinâmicos que têm início no solo e nos quais o base projecta o volante efectuando-se a recepção de regresso, no praticável. (Ex: Rondada mortal; Mortal de estafa para o solo.)

CONTRA-EQUILÍBRIOS A especificidade da acrobática reside na colaboração estreita entre dois, três ou quatro parceiros, e a realização de elementos mão contra mão, necessita de uma harmonia de esforços, uma adaptação recíproca e uma atenção ao parceiro que não se encontra em outro desporto (senão raramente). Esta estreita colaboração deve ser centrada sobre uma perfeição gímnica e estética, uma dupla polarização de um esforço comum que necessita de um enquadramento sério e uma procura de estilo, mesmo em combinações simples onde os parceiros devem criar uma "sinfonia" de movimentos. Os contra-equilíbrios podem e devem ser utilizados como introdução dos alunos à formação de pirâmides e figuras complexas, nas quais o equilíbrio e o contra-equilíbrio são dos principais factores de sucesso na sua execução. Isto, porque a maior parte dos movimentos dos contra-equilíbrios são similares aos executados nas construções das pirâmides. Por outro lado, o desenvolvimento destas habilidades, durante as aulas de Educação Física, pode cativar o interesse dos alunos por esta actividade.

FIGURAS DE PARES

interesse dos alunos por esta actividade. F IGURAS DE PARES Núcleo de Estágio de Educação Física
interesse dos alunos por esta actividade. F IGURAS DE PARES Núcleo de Estágio de Educação Física
interesse dos alunos por esta actividade. F IGURAS DE PARES Núcleo de Estágio de Educação Física
interesse dos alunos por esta actividade. F IGURAS DE PARES Núcleo de Estágio de Educação Física
interesse dos alunos por esta actividade. F IGURAS DE PARES Núcleo de Estágio de Educação Física
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ACROBÁTICA – Módulo 1 F IGURAS DE TRIOS Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto

FIGURAS DE TRIOS

ACROBÁTICA – Módulo 1 F IGURAS DE TRIOS Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
ACROBÁTICA – Módulo 1 F IGURAS DE TRIOS Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
ACROBÁTICA – Módulo 1 F IGURAS DE TRIOS Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
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PIRÂMIDES

ACROBÁTICA – Módulo 1 P IRÂMIDES Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto – 2010/2011
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Orientações para a segurança na ginástica:

Potenciais emergências médicas - Treinadores/supervisores/professores devem estar cientes das potenciais emergências médicas que podem ocorrer na ginástica e estarem para lhes responderem adequadamente.

Estar preparado para participar - Vestir-se apropriadamente, seguir as práticas normais de aquecimento e estar mentalmente preparados para começar a actividade .

qualquer

actividade gímnica, assegurar-se que o equipamento está ajustado e fixo e que os colchões necessários para a actividade estão bem colocados .

cuidadosamente

Verificar

o

equipamento

-

Antes

de

começar

Seguir as progressões técnicas correctas - Um ambiente de aprendizagem em segurança inclui uma compreensão correcta da execução das técnicas e o seguimento das progressões correctas.

Dominar as técnicas de base - Práticas de aprendizagem segura exigem que se domine as técnicas base antes de se progredir para outras novas ou mais difíceis.

Progressão cuidada para novas técnicas - A prontidão e o nível de habilidade do praticante, a natureza da tarefa e a competência da ajuda, deverão ser todos tidos em consideração quando se tenta técnicas novas ou mais difíceis .

Técnica de recepção apropriada - Saídas em segurança, bem como quedas não intencionais requerem técnicas de recepção apropriadas. Não é pela quantidade de colchões que se garante a segurança. Evitar a todo o custo recepções com a zona da cabeça ou pescoço, porque daí podem resultar lesões muito graves.

pescoço, porque daí podem resultar lesões muito graves. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
pescoço, porque daí podem resultar lesões muito graves. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
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Responsabilidades do aluno:

Avaliar o risco - A participação na ginástica, mesmo em condições ideais, transporta consigo uma razoável assumpção de risco. Avalia o facto de que uma condução menos apropriada desta actividade pode resultar em lesões mu.ito graves, paralis1as ou mesmo a morte.

Procurar orientação especializada - Toda a sessão de ginástica deve ser sempre orientada por um profissional competente.

de

aprendizagem/competição. Usar "magnésia", resina, estafas, tape, equipamento de protecção do corpo, etc

Vestir

correctamente

-

Vestir

sempre

de

acordo

com

a

situação

Comunicar de forma clara Estabelecer uma ligação clara e precisa com o teu treinador/professor. Ter a certeza de que ambos sabem exactamente o quê, quando, onde, como e porquê a técnica é para ser executada e ajudada.

Estar preparado para participar - Ter a certeza de que se está preparado para praticar tanto física como psicologicamente. Condição física total é um pré-requisito fundamental para a prática gímnica segura .

Conhecer a técnica - Ter a certeza de ter um conceito visual preciso do potencial da técnica. Saber como iniciar, executar e completar o movimento completo. Desenvolver uma consciência para os aspectos mais críticos da técnica.

Nunca hesitar - Uma vez comprometido em executar uma técnica, seguir sempre até a ter completado. Estar atento que uma consideração primária é a protecção da cabeça e coluna vertebral.

Conhecer os próprios limites - Desenvolver uma consciência saudável e respeito pelos limites individuais de cada um na sua capacidade de aprendizagem e de competição.

cada um na sua capacidade de aprendizagem e de competição. Núcleo de Estágio de Educação Física
cada um na sua capacidade de aprendizagem e de competição. Núcleo de Estágio de Educação Física
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Estabelecer uma comunicação clara com o ginasta

Ter a certeza que o ginasta e professor estão nas posições correctas e prontos para interagir.

Certificar-se que sabe, percebe e compreende todas as componentes do elemento em questão, especialmente no que diz respeito aos aspectos mais críticos.

Cuidar das suas próprias capacidades e prontidão física, tendo em conta cada um dos ginastas. Ter a certeza que o diferencial de segurança é sempre favorável ao ginasta.

Estudar e compreender o que esperar de cada ginasta. Ler cada uma das fraquezas individuais.

Estar preparado para os inesperados. Manter constante vigilância ao longo de toda a prestação do ginasta.

Desenvolver a capacidade de "respeitar" os potenciais riscos de cada elemento técnico e as formas de intervenção do professor. Saber as próprias limitações.

Estar sempre muito atento a que a primeira consideração na segurança é a protecção da cabeça e coluna do ginasta.

No âmbito da ginástica acrobática, algumas notas…

Numa situação de desequilíbrio do volante, o base tem como dever impedir a sua queda desamparada. Numa situação em que o volante se encontra numa posição em cima dos ombros do base, o professor deverá colocar-se atrás do volante de modo a intervir em caso de desequilíbrio para trás do mesmo. Em caso de ter de decidir entre amparar a queda de um base ou de um volante, o professor deverá ter em conta a altura de queda do volante e optar por tentar amparar este, pois as consequências serão em princípio mais graves para o volante do que para o base. Nas posições dinâmicas o(s) base(s) deverão ter atenção ao movimento aéreo do volante sendo responsáveis pela sua assistência durante a fase de recepção. Nas figuras em que o volante se encontra posicionado sobre a região lombar do base, o volante deverá posicionar-se na região sacro ilíaca e não sobre a coluna vertebral do

na região sacro ilíaca e não sobre a coluna vertebral do Núcleo de Estágio de Educação
na região sacro ilíaca e não sobre a coluna vertebral do Núcleo de Estágio de Educação
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base; na altura do desmonte o volante não deverá saltar (pois isso poderá provocar movimentos bruscos que induzam a uma lesão na região da coluna vertebral do base) mas simplesmente descer. Nas turmas de iniciação compete ao professor um acompanhamento do movimento (manipulação), pois numa fase inicial de aprendizagem todos os movimentos serão passíveis de causar um acidente.

todos os movimentos serão passíveis de causar um acidente. Núcleo de Estágio de Educação Física e
todos os movimentos serão passíveis de causar um acidente. Núcleo de Estágio de Educação Física e
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HABILIDADES MOTORAS

 

PEGAS

As “pegas” constituem a essência dos DA pois são elas a forma de união entre os ginastas do par/grupo, e permitem a realização de elementos de equilíbrio ou dinâmico.

Pega Simples

As mãos unem-se em posição de “aperto de mão” com os dedos indicador e médio envolvendo o pulso.

Pega Simples As mãos unem-se em posição de “aperto de mão” com os dedos indicador e

Pega de

Pulsos

Existem várias utilizações, principalmente quando os ginastas se agarram com uma só mão. É a mais fácil de executar correctamente na escola.

principalmente quando os ginastas se agarram com uma só mão. É a mais fácil de executar

Pega de

Cotovelos

O base agarra o volante acima do cotovelo pelo lado de fora. É utilizada quando os ginastas se encontram de frente um para o outro.

o volante acima do cotovelo pelo lado de fora. É utilizada quando os ginastas se encontram

Pega de

Ombros

É utilizada principalmente em posições invertidas onde os ginastas se agarram mutuamente pelos ombros.

Pega de Ombros É utilizada principalmente em posições invertidas onde os ginastas se agarram mutuamente pelos

Pega Pé / Mão

Utilizada para posições estáticas em que o base suporta o volante nas suas mãos, ou como forma de impulsão, nos elementos dinâmicos.

estáticas em que o base suporta o volante nas suas mãos, ou como forma de impulsão,

Pega de Estafa

Apoio de uma mão sobre a outra, sendo a mão de cima agarrada pela debaixo. Utilizada para impulsionar o volante, nos elementos dinâmicos e equilíbrio de pares.

mão de cima agarrada pela debaixo. Utilizada para impulsionar o volante, nos elementos dinâmicos e equilíbrio

Pega

Entrelaçada

Utilizada em trios e quadras. É executada com dois ginastas voltados de frente um para o outro, entrelaçando as mãos para impulsionar o volante.

É executada com dois ginastas voltados de frente um para o outro, entrelaçando as mãos para
o outro, entrelaçando as mãos para impulsionar o volante. Núcleo de Estágio de Educação Física e
o outro, entrelaçando as mãos para impulsionar o volante. Núcleo de Estágio de Educação Física e
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FUNÇÃO DO ATLETA

Base:

Volante:

Determinantes Técnicas:

Determinantes Técnicas:

Apoio estável e equilibrado;

Monte seguro e em equilíbrio;

Tonicidade Muscular e postura

Impulsão rápida e enérgica;

correcta;

Tonicidade Muscular e postura

Ajuda nas acções de monte e

correcta;

desmonte do volante;

Pegas seguras e adequadas;

Pegas seguras e adequadas;

Manutenção da posição durante a

Manutenção da posição durante a

definição do elemento;

definição do elemento.

Desmonte em segurança;

Recepção no solo em equilíbrio.

Rolamento à frente

Determinantes Técnicas::

Flexão dos Membros Inferiores (M.I.);

Colocação das mãos à largura dos ombros com os dedos afastados orientados para a frente;

Membros Superiores (M.S.) em extensão e queixo junto ao peito;

 

Elevação da bacia acima dos ombros;

Colocação da nuca no solo;

Projecção dos M.S. para a frente.

Ajudas:

Ajudas:
Ajudas:

Colocação de uma mão na coxa e outra nas costas ou na nuca;

Segurar as mãos na fase de elevação.

Rolamento à frente com os M.I afastados e em extensão

Determinantes Técnicas::

Apoiar as mãos no colchão;

Elevação da bacia acima dos ombros;

Colocação da nuca no solo;

Afastamento e extensão dos M.I., após a bacia passar a vertical dos ombros;

Colocação das mãos entre as coxas e junto da bacia, com os dedos orientados para a frente, mantendo uma acentuada flexão do tronco;

Para a saída, empurrar o colchão com as mãos;

Terminar com os M.I. afastados em extensão e com os membros

Superiores em elevação superior.

e com os membros  Superiores em elevação superior. Núcleo de Estágio de Educação Física e
e com os membros  Superiores em elevação superior. Núcleo de Estágio de Educação Física e
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Ajudas:

Colocação das mãos na parte posterior das coxas, junto à bacia ou ancas, ajudando à elevação;

Colocação das mãos nos ombros.

à elevação;  Colocação das mãos nos ombros. Rolamento à retaguarda engrupado Determinantes

Rolamento à retaguarda engrupado

Determinantes Técnicas::

Flexão dos membros inferiores e fecho do tronco sobre eles;

Desequilíbrio do tronco à retaguarda;

Colocação do queixo junto ao peito, flexão da cabeça;

Colocação das palmas das mãos no solo, ao lado da cabeça, com os dedos orientados para trás;

Manutenção da posição engrupada na passagem da bacia pela vertical;

Empurrar o colchão e apoio simultâneo dos pés no solo com os M.I. flectidos.

Ajudas:

Ajudas:

O ajudante face ao executante coloca-se por detrás do mesmo, colocando uma junto à nuca e a outra nas suas costas. O ajudante deve estar de joelhos face ao executante.

Rolamento à retaguarda, saída com os M.I estendidos e unidos

à retaguarda, saída com os M.I estendidos e unidos Determinantes Técnicas:  Fecho do tronco sobre

Determinantes Técnicas:

Fecho do tronco sobre os M.I em extensão;

Desequilíbrio do corpo à retaguarda;

Contacto com o colchão breve e enérgico e ligeiro apoio das mãos para amortecer o impacto;

Apoio das mãos ao lado da cabeça;

Empurrar o colchão, mantendo sempre os M.I em extensão.

Ajudas:

o colchão, mantendo sempre os M.I em extensão. Ajudas:  A mão mais próxima na bacia

A mão mais próxima na bacia e a outra no ombro, devendo exercer uma acção na vertical no sentido baixo - cima.

exercer uma acção na vertical no sentido baixo - cima. Núcleo de Estágio de Educação Física
exercer uma acção na vertical no sentido baixo - cima. Núcleo de Estágio de Educação Física
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Rolamento à retaguarda, saída com os M.I. em extensão e afastados

à retaguarda, saída com os M.I. em extensão e afastados Determinantes Técnicas :  Semelhante à

Determinantes Técnicas:

Semelhante à anterior, havendo um afastamento dos membros inferiores à passagem da bacia pela vertical dos ombros e terminando com os M.I em extensão e afastados.

Ajudas:

A mão mais próxima na bacia e a outra no ombro, devendo exercer uma acção na vertical no sentido baixo - cima.

exercer uma acção na vertical no sentido baixo - cima. Rolamento à retaguarda com passagem por

Rolamento à retaguarda com passagem por apoio facial invertido

à retaguarda com passagem por apoio facial invertido Determinantes Técnicas:  Posição de sentido com os

Determinantes Técnicas:

Posição de sentido com os membros superiores em elevação superior;

Fecho do tronco sobre os membros inferiores em extensão;

Desequilíbrio do corpo à retaguarda;

Contacto com o colchão breve e enérgico, através da contracção dos músculos nadegueiros e ligeiro apoio das mãos para amortecer o impacto;

Rolamento sobre a coluna vertebral;

Abertura do ângulo membros inferiores/tronco e do ângulo tronco/membros superiores;

Extensão e elevação do corpo, com repulsão dos membros inferiores, antes dos pés passarem pela vertical dos apoios.

Ajudas:

Mãos nas pernas do executante exercendo força para cima, com o objectivo de facilitar a repulsão de braços do executante e o alinhamento na vertical dos segmentos corporais.

e o alinhamento na vertical dos segmentos corporais. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
e o alinhamento na vertical dos segmentos corporais. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
e o alinhamento na vertical dos segmentos corporais. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
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Rolamento à frente saltado

Rolamento à frente saltado Determinantes Técnicas:  Pequena corrida de balanço, chamada a pés juntos e

Determinantes Técnicas:

Pequena corrida de balanço, chamada a pés juntos e impulsão dos M.I.;

Após trajectória aérea, colocação das mãos à largura dos ombros;

Colocação da nuca no solo;

Flexão dos M.I;

Projecção dos braços à frente.

Ajudas:

A mão mais perto junto da nuca e a outra mão mais afastada na parte posterior da coxa.

Apoio facial invertido, seguido de rolamento à frente

coxa. Apoio facial invertido, seguido de rolamento à frente Determinantes Técnicas:  Colocação das mãos no

Determinantes Técnicas:

Colocação das mãos no solo à largura dos ombros, longe do pé da frente;

Balanço do M.I da retaguarda;

Impulsão do M.I. de chamada (da frente);

Alinhamento vertical dos braços, tronco, M.I e pés, em completa extensão;

Cabeça entre os M.S. com o olhar dirigido para as mãos;

Rolamento à frente, terminado na posição de sentido.

Ajudas:

O ajudante coloca ambas as mãos nas coxas do executante, perto da bacia.

ambas as mãos nas coxas do executante, perto da bacia. Núcleo de Estágio de Educação Física
ambas as mãos nas coxas do executante, perto da bacia. Núcleo de Estágio de Educação Física
ambas as mãos nas coxas do executante, perto da bacia. Núcleo de Estágio de Educação Física
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Roda Determinantes Técnicas:  Dar início ao movimento com um pé à frente do outro;

Roda

Roda Determinantes Técnicas:  Dar início ao movimento com um pé à frente do outro; 

Determinantes Técnicas:

Dar início ao movimento com um pé à frente do outro;

Avanço de um dos M.I. e afundo lateral;

Balanço enérgico do M.I de trás que se encontra em extensão;

Apoio alternado das mãos na linha do movimento;

Impulsão da perna de chamada (perna da frente);

M.S. e tronco alinhados na vertical dos apoios;

Na trajectória aérea, os M.I. realizam o máximo afastamento possível e em extensão completa;

No contacto ao solo o apoio dos pés é alternado na linha do movimento.

Ajudas:

A mão mais próximo ajudante coloca-se na anca mais próxima do executante e a outra é depois colocada na outra anca, quando executante atinge a vertical dos apoios. Deve-se sempre acompanhar o executante até ao final do movimento.

Posição de equilíbrio (avião)

Determinantes Técnicas:

Tronco paralelo ao solo;

 Tronco paralelo ao solo;

M.S. em extensão, no prolongamento do tronco;

M.I. em elevação, paralela ao solo e no prolongamento do tronco;

M.I. de apoio em extensão;

Olhar dirigido para a frente.

Ajudas:

Mão na perna livre, exercer força para cima, para ajudar a sua elevação até a posição correcta.

Posição de flexibilidade (espargata)

Posição de flexibilidade (espargata) Determinantes Técnicas:  Olhar dirigido para a frente;  Extensão completa

Determinantes Técnicas:

Olhar dirigido para a frente;

Extensão completa dos MI, (pés em flexão plantar);

Grande afastamento antero-posterior dos MI;

Tronco na vertical, cabeça levantada e MS em extensão e elevação lateral.

cabeça levantada e MS em extensão e elevação lateral. Núcleo de Estágio de Educação Física e
cabeça levantada e MS em extensão e elevação lateral. Núcleo de Estágio de Educação Física e
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Rodada Determinantes Técnicas:  Ligeira flexão da perna de chamada;  Balanço enérgico da perna

Rodada

Rodada Determinantes Técnicas:  Ligeira flexão da perna de chamada;  Balanço enérgico da perna de

Determinantes Técnicas:

Ligeira flexão da perna de chamada;

Balanço enérgico da perna de trás que se encontra em extensão;

Apoio alternado das mãos na linha do movimento (menos afastadas do que na roda);

Impulsão da perna de chamada (perna da frente);

Membros superiores e tronco alinhados na vertical dos apoios;

Junção dos membros inferiores, na passagem por apoio facial invertido;

Realizar ¼ de volta do corpo;

Olhar dirigido para o ponto de saída;

Os membros inferiores descem juntos e simultaneamente os superiores exercem pressão no solo, para se passar à posição vertical.

Ajudas:

O ajudante coloca-se atrás do executante na parte final do movimento.

Posição de flexibilidade (ponte)

parte final do movimento. Posição de flexibilidade (ponte) Determinantes Técnicas:  Extensão dos M.S.; 

Determinantes Técnicas:

Extensão dos M.S.;

Extensão das M.I;

Cabeça acompanha o movimento de extensão da coluna.

Ajudas:

Mãos nos ombros do executante exercendo uma força para cima. O executante segura os tornozelos do companheiro, para ajudar a extensão dos membros superiores e inferiores.

Mãos nos ombros e na cintura do executante, para ajudar a colocação dos membros superiores no solo e a extensão dos membros superiores e inferiores.

no solo e a extensão dos membros superiores e inferiores. Núcleo de Estágio de Educação Física
no solo e a extensão dos membros superiores e inferiores. Núcleo de Estágio de Educação Física
no solo e a extensão dos membros superiores e inferiores. Núcleo de Estágio de Educação Física
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ELEMENTOS DE LIGAÇÃO:

Determinantes Técnicas:

Afundo Lateral

Grande afastamento dos MI

 Flexão de um MI e extensão do outro

Flexão de um MI e extensão do outro

Tronco no prolongamento do MI estendido

 

MS estendidos ao nível dos ombros.

Salto em extensão com ½ volta

Impulsão na vertical;

 Corpo em extensão com MS em elevação superior

Corpo em extensão com MS em elevação superior

Rotação de 180º sobre eixo longitudinal

Tesoura

Tesoura

Impulsão com elevação alternada dos MI em extensão

Ms em extensão ao nível dos ombros ou em elevação superior.

Tronco na vertical

Afundo frontal

Grande afastamento dos MI;

 Flexão do Mi colocado à frente;

Flexão do Mi colocado à frente;

Extensão do MI colocado atrás

Tronco no prolongamento do MI de trás

AJUDAS

As ajudas são um ponto fundamental para um treino eficaz, pois permitem ao aluno ganhar confiança nas suas capacidades e acima de tudo previnem os possíveis acidentes.

e acima de tudo previnem os possíveis acidentes. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
e acima de tudo previnem os possíveis acidentes. Núcleo de Estágio de Educação Física e Desporto
ACROBÁTICA – Módulo 1

ACROBÁTICA Módulo 1

CONCEITOS PSICOSSOCIAIS

Na ginástica definimos como principais aspectos psico-sociais a desenvolver a concentração, a cooperação, a entreajuda, o espírito de grupo e a responsabilidade. Quer a ginástica de solo, quer a ginástica acrobática são um óptimo meio para o desenvolvimento destes aspectos psico-sociais pois:

Permite o auto-conhecimento e a manipulação do próprio corpo, bem como a expressão de sentimentos por meio do movimento e das habilidades gímnicas; Promove a auto-confiança, coragem, determinação, auto-domínio e auto- superação. Promove a actividade de grupo, as relações interpessoais, as interacções sociais, a cooperação, o espírito de equipa, a interajuda e a capacidade de ajustar-se e adaptar-se a diferentes situações. Promove a criatividade e a imaginação através da realização de um esquema coreográfico com acompanhamento musical, Apela ao sentido de responsabilidade e de respeito para com os colegas, salientando atitudes de autonomia, ajudando-o a encarar situações de perigo e a saber como contorna-las através da concentração.

Para além destes temos ainda aqueles que são transversais a todas as aulas de Educação Física independentemente da modalidade em questão que são:

Espírito Desportivo O importante não é vencer, mas sim participar. Não é possível participar sem a outra O importante não é vencer, mas sim participar. Não é possível participar sem a outra equipa. Consciencializando-se destas duas noções, deve-se aceitar a derrota e não nos vangloriarmos na vitória, bem como respeitar o adversário e respeitar o árbitro e as regras do jogo. Os alunos devem encarar a Educação Física e o Desporto de forma positiva e saudável, demonstrando respeito pelas regras dos jogos e modalidades e pelos seus intervenientes.

Cooperação Os alunos devem perceber a importância do trabalho de cooperação. Este promove o aumento da Os alunos devem perceber a importância do trabalho de cooperação. Este promove o aumento da participação dos mesmos nas aulas, o que traduz na prática um melhor desempenho motor.

aulas, o que traduz na prática um melhor desempenho motor. Núcleo de Estágio de Educação Física
aulas, o que traduz na prática um melhor desempenho motor. Núcleo de Estágio de Educação Física
ACROBÁTICA – Módulo 1

ACROBÁTICA Módulo 1

Em contextos desportivos a cooperação revela grande preponderância nos Jogos de Equipa, uma vez que, as suas acções combinam o encadeamento de movimentos e habilidades entre os jogadores que constituem cada equipa. Também, e não menos importante, aparece a cooperação que os alunos revelam entre si nas tarefas propostas, ajudando alunos com dificuldades a ultrapassarem possíveis barreiras.

com dificuldades a ultrapassarem possíveis barreiras. Pontualidade Para que uma actividade seja organizada, não

Pontualidade Para que uma actividade seja organizada, não se deve fazer esperar os outros. O atraso reflecte-se na dificuldade de integração e na quebra do ritmo dos outros.

Assiduidade A falta às aulas não permite o acompanhamento das matérias tratadas, assim como, as dispensas, A falta às aulas não permite o acompanhamento das matérias tratadas, assim como, as dispensas, apesar de permitirem a assistência à aula, prejudicam o aluno, na medida em que nela não participa, pois a educação física é movimento.

nela não participa, pois a educação física é movimento. Empenho Muito mais que a capacidade, nas

Empenho Muito mais que a capacidade, nas aulas de Educação Física o empenho é fundamental. A força de vontade, o querer, o empenho, demonstra a atitude do dia-a- dia do aluno.

o empenho, demonstra a atitude do dia-a- dia do aluno. Disciplina Este está relacionado com o

Disciplina Este está relacionado com o rigor das aulas de Educação Física, com o respeito por si próprio e pelos demais.

Física, com o respeito por si próprio e pelos demais. Núcleo de Estágio de Educação Física
Física, com o respeito por si próprio e pelos demais. Núcleo de Estágio de Educação Física