Vous êtes sur la page 1sur 48
Textos para discussão Textos para Discussão 26/2002 Os Serviços no Brasil Anita Kon NEITT/PUCSP
Textos para
discussão
Textos para Discussão 26/2002
Os Serviços no Brasil
Anita Kon
NEITT/PUCSP

PP

EE

PP

GG

EE

PP

Programa de Estudos Pós-Graduados em Economia Política - PEPGEP Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária

PUCSP

OS SERVIÇOS NO BRASIL

1. Introdução

Anita Kon *

Este texto apresenta considerações sempíricas sobre pesquisa mais extensa, sobre as atividades de serviços no país. O objetivo global da pesquisa foi atualizar e aperfeiçoar o conhecimento sobre a evolução das atividades de serviços no Brasil, envolvendo um período a partir da década de oitenta até o período mais recente de 1995, em que foram disponíveis as informações estatísticas em tempo de serem tabuladas para os fins específicos da análise. A finalidade da análise foi a redação de um texto a ser publicado em livro, que examina o papel das atividades de serviços no contexto do sistema econômico, por um lado, enquanto geradora de produto e absorvedora de mão-de-obra e, por outro, como propiciando a infra-estrutura básica e a complementariedade necessária para o desenvolvimento dos demais setores. Os objetivos intermediários que constituem as fases componentes de análise global foram os seguintes:

1) Examinar as constatações mais recentes da literatura nacional e internacional sobre as transformações ocorrentes na composição e no papel do setor de serviços, em decorrência da globalização crescente da economia e do aumento da velocidade da modernização tecnológica observadas na atualidade. 2) Avaliar o comportamento do setor Terciário brasileiro, no contexto global do sistema econômico, ou seja, em uma comparação com o comportamento dos setores Secundário e Primário. 3) Examinar as diferenças regionais na evolução das atividades de serviços no Brasil.

* A autora agradece ao CEPE/PUCSP pelo apoio à pesquisa.

2

Kon, A. – Os Serviços no Brasil

2. Evolução da produção e da ocupação dos serviços.

Ao avaliar-se o desempenho do produto gerado pelo setores da economia brasileira,

observa-se o papel de complementariedade das atividades de serviços em relação à

evolução

das

atividades

industriais,

em

períodos

de

desenvolvimento

econômico,

particularmente nos centros polarizadores, e nos períodos de recessão ou estagnação, a

capacidade de ampliação dos serviços representou uma válvula de escape para parte da

população

liberada

de

outros

setores,

que

embora

muitas

vezes

permanecendo

subempregada, continuou contribuindo para a geração de produto.

A Tabela 1 retrata a evolução do produto real anual do Brasil 1 , no contexto da

economia como um todo e nos diversos setores. Desde o período de início do processo de

industrialização brasileira da década de cincoenta, até o ano de 1980, o crescimento real

médio anual da produção dos serviços, acompanhou a média de crescimento global da

economia. Nestas décadas, a expansão global das atividades secundárias, impulsionada por

políticas governamentais de incentivo e protecionistas, alcançou taxas reais consideráveis,

entre 7% a 9% ao ano, embora alguns setores manufatureiros mostrassem um crescimento

superior a 12%, particularmente nos anos setenta. Neste período, a taxa de expansão dos

serviços de apoio às atividades industriais e agropecuárias é superior aos serviços que

visavam o atendimento direto da população, como será analisado posteriormente, tendo em

vista que a oferta de empregos no setor secundário, ainda absorvia grande parte da mão-de-

obra rural que emigrava para a cidade, não se observando um considerável excedente de

trabalhadores que se dirigissem ao terciário por não encontrarem colocação nas indústrias.

Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política – Textos para Discussão 26/02

3

Por outro lado, a modernização agropecuária, com aceleração da capitalização do setor, que

resultou em um crescimento da produção agrícola em torno de 11% nos anos setenta,

requeria a difusão de uma série de serviços de armazenagem e distribuição.

Nos anos de 1980 a 1983, com a situação econômica conjuntural adversa (Kon,

1992: Cap.3) e como conseqüência das políticas governamentais de ajuste, a produção do

país apresentou taxas negativas de evolução, porém o produto do setor de serviços

continuou

crescendo

embora

a

taxas

consideravelmente

inferiores

dos

períodos

anteriores

em

decorrência

da

concentração

nessas

atividades,

da

mão-de-obra

subempregada, oriunda dos demais setores, que passou a trabalhar seja como autônoma ou

sem carteira de trabalho assinada, ligada ao setor formal da economia, com salários

inferiores aos demais assalariados, seja no mercado informal. As taxas consideravelmente

negativas do setor primário refletem, além do mais,uma situação de seca no Nordeste,

quando se verificou um deslocamento considerável de trabalhadores rurais para setores

urbanos, alocando-se mais intensamente em serviços de baixa produtividade. No entanto, a

Tabela 1 Taxas reais de crescimento anual do PIB segundo os setores Brasil, 1950-99

(%a.a)

SETORES

1950-60

1960-70

1970-80

1980-83

1983-90

1990-99

TOTAL

6,9

6,8

9,4

-3,1

3,3

2,6

Primário

4,4

4,4

10,7

-8,9

2,6

2,7

Secundário

8,9

7,0

9,0

-1,9

2,8

2,5

Terciário

6,9

6,8

9,5

2,7

3,9

2,6

Fonte: Fundação Getúlio Vargas e IBGE.

4

Kon, A. – Os Serviços no Brasil

partir de 1984, a atividade econômica apresentou uma recuperação, culminando em 1986

com uma aceleração em decorrência do Plano Cruzado que temporariamente aqueceu a

demanda, para nos anos seguintes se observarem novamente taxas menores de crescimento

anual do produto, e para alguns setores industriais, taxas negativas. Como consequência, o

produto global, de 1983 até o final da década, acusou um crescimento médio anual de 3,3%

para o país como um todo, enquanto os serviços cresceram em quase 4% ao ano.

No início da década de noventa, as fortes medidas estabilizadoras tiveram como

resultado a considerável queda da atividade econômica da economia brasileira, observando-

se até 1994 uma taxa de crescimento anual do produto gerado pelos serviços de apenas

2,3%, inferior à absorção de trabalhadores no setor, porém que se situava na média da

evolução média do país, tendo em vista que as atividades industriais foram as que

observaram menores taxas de crescimento do produto. Neste período o setor de atividades

primárias revelou as maiores taxas de crescimento, embora não muito consideráveis. Após

o Plano Real, embora com a estabilização do crescimento dos preços,

a política de juros

altos e contencionista continuou gerando um crescimento global pouco representativo. Em

toda a década de noventa, até 1999 o crescimento anual do valor adicionados dos três

setores se aproximou da média global do país, em torno de 2,6%.

Tabela 2 Participação percentual do PIB segundo os setores Brasil, 1950-99

(%)

SETORES

1950

1960

1970

1980

1983

1990

1999

TOTAL

100

100

100

100

100

100

100

Primário

26,6

22,6

10,2

13,0

9,8

9,1

13,1

Secundário

23,6

25,2

36,3

34,0

33,5

34,3

34,5

Terciário

49,8

52,2

53,5

53,0

56,7

56,6

52,4

Fonte: Fundação Getúlio Vargas e IBGE.

Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política – Textos para Discussão 26/02

5

O exame da composição setorial do produto do país, apresentada na Tabela 2, revela

a importância relativa do setor de serviços no processo de desenvolvimento econômico. No

decorrer do desenvolvimento das atividades industriais, a partir da década de cincoenta, a

participação dos serviços na composição setorial veio aumentando constantemente, até o o

final da década de oitenta. A forte concentração do produto no setor de serviços no ano de

1950, de quase metade do produto gerado pelo país, evidenciava que, mesmo anteriormente

ao início da industrialização acelerada que então se iniciava, a produção de serviços visava

o atendimento do escoamento e comercialização de produtos primários, desenvolvendo

nesta primeira etapa, serviços de infra-estrutura de transportes, e financeiros, mas também

que o capital acumulado na agropecuária não era ainda consideravelmente reaplicado no

próprio setor ou na indústria, mas ainda se destinava grandemente ao consumo de bens de

luxo importados aqui comercializados, como herança de uma mentalidade da era colonial.

No auge do processo de industrialização, quando a produção secundária alcançou

acima de 36% do produto brasileiro, a participação dos serviços neste produto também

evoluiu, atingindo cerca de 54% em 1970. Até meados da década de setenta, período em

que as atividades secundárias expandiram consideravelmente sua representatividade no

produto gerado, o aumento paralelo da produção de serviços representou um papel

complementar a estas atividades; no entanto, nos anos posteriores de recessão econômica,

particularmente a partir de 1980, o continuado aumento da participação da produção de

serviços no volume global de produção do país, se efetuou pela maior incorporação de

6

Kon, A. – Os Serviços no Brasil

(Kon, 1997). Porém em 1994, tendo em vista as taxas de crescimento relativamente mais

acentuadas do produto do setor primário, como vimos, aumentou a participação do produto

gerado por estas atividades, em detrimento da representatividade do setor terciário.

No

final da década a participação do Terciário havia diminuído relativamente em relação à

década anterior, situando-se em 52,4 % em 1999 para um aumento relativo considerável da

representatividade do Primário, para 13,1%. Isto se verificou porque estas atividades de

serviços desde o início da década de noventa, absorveram de modo mais intenso um

contingente elevado de trabalhadores, porém na sua maior parte de baixa qualificação, cuja

remuneração e produtividade se mostraram inferiores relativamente.

A Tabela 3 permite observar-se a contribuição dos vários setores econômicos ao

crescimento do PIB brasileiro desde a década de setenta. Observe-se que a relevância da

contribuição do setor Secundário se verificou até o ano de oitenta. Já no período seguinte de

crise até 1983, quando se observou queda no produto real do Brasil, a maior contribuição a

esta queda foi constatada neste setor (-2,5%), enquanto que o setor de serviços contribuiu

menos para o decréscimo (-0,7%) tendo em vista a continuidade de aumento do setor

informal. Ainda em 1990, com o Plano Collor e as políticas restritivas, o mesmo

comportamento se verificou para estes seetores, com maior intensidade para as atividades

secundárias. No ano de 1993 em que se observou o início de uma recuperação da geração

de produto, ainda o setor secundário mostrou-se como maior propulsor de crescimento,

embora os serviços também tenham aumentado sua taxa de contribuição, que se equiparou

à dos países industrializados.

Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política – Textos para Discussão 26/02

7

Tabela 3 Contribuição ao crescimento do PIB segundo os setores Brasil, 1973-93

(%)

SETORES

1973

1980

1983

1990

1993

Primário

0,0

0,9

-0,1

-0,4

-0,2

Secundário

7,6

4,5

-2,7

-3,3

3,5

Terciário

6,8

3,7

-0,7

-0,9

2,0

Fonte: World Bank, World Development Report 1999.

É necessário observar-se que as transformações estruturais para o global do país,

foram menos drásticas do que nas regiões polarizadoras, como por exemplo em São Paulo,

pólo centralizador de desenvolvimento, onde desde o início do período analisado, a

representatividade da produção de serviços era acima de 78% no ano de 1950, para uma

participação de quase 14% do Secundário, e à medida do crescimento da importância

relativa

da

produção

industrial

nesta

região,

a

participação

dos

serviços

decresceu

acentuadamente, pois no ano de 1980, esta composição era respectivamente de 53% e 34%.

Se examinarmos o produto do trabalhador como indicador da produtividade setorial,

retratado na Tabela 4, observamos no entanto que as taxas médias anuais de crescimento no

setor de serviços esteve sempre abaixo da média global do país, em quase todo o período

(com exceção da década de setenta), o que confirma as constatações de que apesar das taxas

consideráveis de aumento de trabalhadores que em períodos recessivos ou de menor

nível de atividades ultrapassam consideravelmente as do setor secundário o produto

gerado cresceu menos que proporcionalmente, em virtude de que o setor terciário absorve

parcela representativa de ocupados com baixa qualificação, em ocupações de menor

remuneração e pouca intensidade de capital. Haja vista que nos anos posteriores a partir de

1984, em que se observou certa retomada nas atividades econômicas em relação ao período

8

Kon, A. – Os Serviços no Brasil

de crise do início da década de oitenta, a produtividade dos serviços apresentou maior taxa

de decréscimo, embora os demais setores também tenham apresentado queda deste

indicador.

Tabela 4

Taxas anuais de crescimento do produto por trabalhador e da PEA, segundo os setores.

Brasil, 1950-97

(%a.a)

SETORES

1950

1960

1970

1980

1983

1989

1960

1970

1980

1983

1989

1997

PIB/PEA

4,7

2,6

4,5

-0,3

-2,7

1,3

Primário

2,8

2,9

5,4

0,3

-0,6

5,8

Secundário

6,5

2,3

2,0

1,8

-1,1

3,6

Terciário

3,2

1,0

3,0

0,9

-4,7

0,5

PEA

2,9

2,7

3,8

5,9

3,8

1,9

Primário

1,8

1,0

0,01

1,7

1,1

2,2

Secundário

2,3

4,6

7,3

6,6

2,6

0,3

Terciário

5,2

4,0

5,5

8,2

5,7

2,8

Fonte: Fundação Getúlio Vargas e IBGE.

Se no período de maior crescimento industrial do final da década de sessenta até

1980 estas atividades absorviam de forma mais significativa a mão-de-obra liberada pelas

atividades rurais, em toda a década de oitenta, o aumento de trabalhadores no setor de

serviços esteve consideravelmente acima em relação ao setor manufatureiro. Nos anos

noventa a produtividade mostrou um comportamento positivo nos setores Agropecuário e

Secundário, e com maior intensidade no primeiro, embora a população ocupada neste

último mostrasse mostrasse taxas anuais negativas, ou seja diminuição de postos de

trabalho

disponíveis.

No

entanto

no

setor

Terciário

da

economia,

a

absorção

de

trabalhadores se deu a taxas anais superiores do que nos demais setores no entanto o

Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política – Textos para Discussão 26/02

9

produto por trabalhador apresentou um decréscimo, o que significa que os postos de

trabalho gerados se revestiram de baixa remuneração e qualidade.

Tabela 5 Distribuição da população ocupada segundo os setores Brasil, 1970-97

(%)

SETORES

1970

1980

1990

1997

TOTAL

100

100

100

100

Primário

44,3

30,0

22,8

24,2

Secundário

17,9

15,5

22,7

19,8

Terciário

37,8

44,6

54,5

56,0

Fonte: IBGE.

De fato, o exame da Tabela 5 nos revela que a diminuição da população ocupada no

setor rural foi efetuada a partir da absorção mais intensa de trabalhadores no setor de

serviços que no ano de 1990 já absorvia acima da metade da mão-de-obra brasileira. No

entanto no período mais recente, observa-se que o decréscimo de postos de trabalho na

indústria teve repercussões importantes na composição do produto desde que em 1997 a

representatividade dos trabalhadores neste setor decresceu para menos de 20%. Ao mesmo

tempo em que observou-se uma retomada de trabalho no setor rural que elevou sua

participação para acima de 24%, também o setor Terciário absorveu parte do aumento da

força de trabalho não incorporada na indústria

3. A estruturação ocupacional nas atividades de serviços

As Tabelas 6 e 7 retratam para os anos oitenta (1983 e 1989) e para 1995 a

distribuição

de

ocupados

nos

vários

gêneros

de

serviços,

em

grupos

ocupacionais

10

Kon, A. – Os Serviços no Brasil

específicos, segundo a alocação dos ocupados dentro ou fora de empresas, e nestas,

segundo a atuação como Dirigente (administradores, gerentes, proprietários), na área da

produção direta de serviços ou na área da administração, segundo o nível de qualificação 2 .

Observando-se as diferenças na distribuição ocupacional brasileira, entre os gêneros

de serviços, verifica-se que os trabalhadores autônomos estão localizados com maior

concentração no Comércio e em Serviços de Reparação, com maior intensidade nos anos

noventa. O ano de 1983,

correspondeu ao período de pico da crise econômica da década,

em que se observou considerável estagnação e liberação de pessoas ocupadas dos setores

industriais, por um lado, e do setor agrícola em função da seca que assolou o Nordeste. A

representatividade de trabalhadores nas ocupações dos gêneros acima mencionados esteve

consideravelmente acima do que nos anos posteriores, indicando que estes setores acolhem

com maior intensidade os trabalhadores por conta própria vindos de outros setores. Haja

vista que se em 1983 nos Serviços de Reparação quase 40% dos ocupados exerciam

atividades de forma autônoma

e no Comércio aproximadamente 1/3, já em 1995 estas

participações se elevaram para 50% e quase 39% em detrimento da participação de

ocupados nas empresas. Nas primeiras atividades, os autônomos correspondiam na sua

maior parte a semi-qualificados de menor qualificação, os quais no Comércio, também são

muito representativos porém com menor intensidade que os não-qualificados.

2 Para maiores detalhes sobre a Tipologia de Ocupações criada pela autora, consulte-se Kon (1995).

Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política – Textos para Discussão 26/02

11

Tabela 16 Estruturação Ocupacional no setor de serviços Brasil – 1983-89

(%)

Categorias

Transport

Ativid.

Serviços

Administr.

Serviços

Serv.Auxil.

Demais

Ocupacio

Comércio

e Comun.

Financ.

Sociais

Pública

Reparção

Empresas

 

Serviços

 

nais

1983

1989

1983

1989

1983

1989

1983

1989

1983

1989

1983

1989

1983

1989

1983 1989

TOTAL

100

100

100

100

100

100

100

100

100

100

100

100

100

100

100

100

EMPRESAS

 

67,4

76,9

97,4

97,3

94,7

100

95,8

96,7

100

100

60,6

72,6

84,4

92,0

26,0

36,0

Dirigentes

 

10,8

14,2

2,9

4,5

9,8

12,1

3,9

5,2

6,6

6,4

9,1

12,2

8,3

11,3

3,1

4,7

Produção1

Total

40,5

44,4

82,0

77,5

21,8

31,8

63,2

64,6

25,4

30,5

46,7

55,9

34,0

39,9

14,8

9,6

Q

0,4

0,5

2,2

3,0

1,5

1,2

52,7

53,4

6,5

6,4

0,4

0,4

6,8

15,6

0,8

1,2

SQ

35,1

38,7

70,4

63,4

20,2

30,4

9,6

10,6

16,7

18,4

44,9

54,0

23,0

21,1

11,2

15,8

NQ

5,0

5,2

9,4

11,1

0,1

0,2

0,9

0,6

2,2

5,7

1,4

1,5

4,2

3,2

2,8

2,6

Administração1

 

Total

16,1

18,3

12,5

15,3

63,1

56,1

28,7

26,9

68,0

63,1

4,8

4,5

42,1

40,8

8, 1

11,7

Q

1,2

1,5

2,1

3,0

10,7

11,0

0,9

0,8

12,3

12,3

0,2

0,2

4,5

3,6

0,2

0,3

SQ

12,1

13,1

7,8

8,9

41,0

34,5

15,2

14,3

45,6

40,0

1,5

1,9

30,8

28,6

1,1

1,7

NQ

2,8

3,7

2,6

3,4

11,4

10,6

12,6

11,8

10,1

10,8

3,1

2,4

6,8

8,5

6,8

9,7

CONTA-PRÓPRIA

 

Total

32,5

23,1

2,6

2,7

5,3

-

4,1

3,3

-

-

39,3

27,3

15,5

8,0

24,0

18,3

PL

-

-

-

-

-

-

2,6

2,3

-

-

-

-

8,4

1,4

-

-

Outros

32,5

23,1

2,6

2,7

5,3

-

1,5

1,0

-

-

39,3

27,3

7,1

6,6

24,0

18,3

SERVIÇO DOMÉSTICO

 
 

0,1

-

-

-

-

-

0,1

-

-

-

0,1

-

0,1

-

50,0

45,7

Fonte dos dados brutos: IBGE - PNADs 1983 e 1989. Tabela extraída de Kon (1995). 1 Q = Qualificados; SQ = Semi-qualificados; NQ = Não-qualificados; PL = Profissionais Liberais.

12

Kon, A. – Os Serviços no Brasil

Tabela 7 Estruturação Ocupacional no setor de Serviços Brasil - 1995

Categorias

Comércio Transp. e Comunic.

Serviços

Admin.

Serv.

Serv.

Demais

Ocupacionais

Sociais

Publica

Reparação*

Auxil

Serviços

 

Empresas

Empresas

61,4

99,9

98,9

100

88,5

92,0

19,4

Dirigentes

Proprietários

7,4

1,7

0,9

0,0

2,4

5,6

2,3

Assalariados

3,5

1,6

3,0

6,9

0,8

1,8

8,6

Produção

Qualificados 1

0,1

1,2

3,5

0,7

1,0

2,2

1,8

Qualificados 2

0,2

0,7

42,5

4,7

0,1

3,7

0,1

Semiqualific. 1

32,4

21,0

18,4

32,8

32,6

24,8

0,11

Semiqualific. 2

2,1

51,2

0,7

4,8

0,4

2,1

3,6

Não qualific.

3,0

9,9

2,6

2,9

3,8

2,1

2,3

Administração

Qualificados 1

0,9

2,1

0,8

2,9

2,2

5,8

0,7

Qualificados 2

0,1

0,5

0,4

7,5

0,1

12,1

0,6

Semiqualific. 1

9,2

6,8

11,5

22,7

1,6

23,4

6,5

Semiqualific. 2

0,4

0,7

2,9

2,6

0,1

2,7

0,4

Não qualific.

2,3

2,4

11,7

11,4

4,9

5,8

0,8

Serv. Doméstico

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

80,4

Conta Própria

38,6

0,1

1,1

0,0

50,1

8,0

0,2

Profiss. Liberais

0,0

0,0

0,2

0,0

0,0

0,0

0,0

Gerentes

0,1

0,1

0,0

0,0

0,7

2,7

0,1

Qualificados 1

0,0

0,0

0,7

0,0

0,6

4,4

0,0

Semi-qualific.1

16,1

0,0

0,3

0,0

48,0

0,1

0,0

Não qualificados

22,4

0,0

0,0

0,0

0,8

0,8

0,1

TOTAL

100

100

100

100

100

100

100

Fonte dos dados brutos: IBGE- PNAD/1995. Elaboração da autora. * Neste ano, às informações da PNAD para este setor foram incorporadas as Atividades Financeiras, que representam cerca de 2% dos ocupados do país.

Nas empresas, a concentração maior de ocupados se verifica em ocupações que

exigem

semi-qualificação,

sendo

que

na

área

da

produção

direta

de

serviços,

respectivamente em 1989 e 1995, os gêneros de Transportes e Comunicações (63,4% e

Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política – Textos para Discussão 26/02

13

72,2%), Serviços de Reparação (54% e 33%) e Comércio (38,7% e 34,5%) apresentavam as

maiores representatividades, e na área administrativa a Administração Pública (40% e

25,3%) e os Serviços Auxiliares às Empresas (28,5% e 26,1%).

Observa-se nestas

atividades que a concentração no ano de 1983 foi consideravelmente inferior nos serviços

de Comércio e de Reparação das Empresas, o que foi contrabalançado com a maior

participação em ocupações autônomas destas atividades, como vimos.

As ocupações uqe

requerem maior qualificação concentram-se prioritariamente nos Serviços Sociais, na área

da Produção (em atividades de Ensino e Saúde) e na área burocrática e de escritório, no

gênero de Serviços Auxiliares às Empresas.

Entre

os

Dirigentes,

a

participação

nos

serviços

de

Comércio,

Reparação,

Atividades Financeiras e Auxiliares às Empresas, foi consideravelmente acima da média

global

da economia, o que nem sempre corresponde a métodos mais modernos de

organização, como se verifica em países mais avançados, mas sim à difusão de pequenas

empresas baseadas particularmente no trabalho do proprietário do capital. Apenas nas

Atividades Financeiras esta representatividade superior corresponde a uma modernização.

4. Segmentação Setorial e Ocupacional segundo o gênero

As informações estatísticas revelam a forte segmentação setorial da população

ocupada no setor Terciário, segundo o gênero, apresentada pela economia brasileira, que é

retratada também entre as diversas categorias ocupacionais, como é visualizado nas Tabelas

8 e 9 respectivamente para a população masculina e feminina ocupada nas empresas.

Assim, determinados setores e categorias ocupacionais concentram maior percentual da

força de trabalho feminina. Entre os setores, observa-se que a concentração feminina nas

14

Kon, A. – Os Serviços no Brasil

Tabela 8 Participação dos homens ocupados nas empresas por categorias ocupacionais – Setor Terciário Brasil 1989 e 1995 (%)

Categorias

Terciário

Com.

Transp. e

Ativ.Fin.

Serviços

Adm.

Serv.Aux.

Demais

Ocupacionais

Comum.

Sociais

Públ.

Empr.

Serv.

EMPRESAS

1989

59,7

65,2

92,2

65,4

23,6

70,5

68,6

56,3

1995

56,9

62,1

91,5

59,4

24,6

66,6

65,0

65,3

Dirigentes

1989

71,7

76,2

84,2

78,2

34,1

67,5

73,6

68,6

1995

68,2

72,5

90,2

70,7

38,6

56,2

73,0

79,3

Proprietários

1989

78,0

77,3

90,8

93,0

39,7

-

82,6

69,6

1995

72,8

74,4

87,7

70,9

39,2

-

77,5

75,9

Assalariados

1989

62,8

74,0

77,1

75,8

32,3

67,1

50,5

63,3

1995

62,5

68,4

92,9

70,2

38,5

56,4

59,0

80,2

Produção

1989

61,0

67,6

98,1

69,0

21,1

77,7

82,1

53,3

1995

57,8

63,8

95,8

56,1

22,2

78,1

75,5

75,6

Qualificado1

1989

36,5

72,2

83,8

59,5

23,9

64,0

83,8

72,8

1995

31,4

68,9

89,5

79,7

20,3

71,6

58,3

80,1

Qualificados2

1989

25,6

54,9

95,6

73,6

15,9

50,4

78,8

30,0

1995

21,8

44,6

84,4

72,5

18,4

40,4

73,1

41,0

Semiqualific.1

1989

66,6

62,5

94,3

59,4

30,0

81,9

79,7

54,5

1995

58,6

58,3

87,0

57,8

21,2

79,6

74,3

56,9

Semiqualific.2

1989

84,1

98,2

99,4

72,0

97,3

98,9

97,3

93,3

1995

97,7

99,4

99,3

79,6

90,8

99,1

96,9

81,7

Não-qualific.

1989

72,9

84,2

98,3

100,0

24,1

74,0

95,4

28,5

1995

66,1

88,8

98,1

97,0

20,0

89,4

91,1

31,7

ADMINISTRAÇÃO

1989

53,5

51,1

64,6

60,6

27,5

67,3

53,9

56,6

1995

51,5

48,6

63,5

69,6

29,0

57,0

56,5

54,0

Qualificaos1

1989

68,9

72,7

75,1

78,4

34,7

65,3

70,3

61,5

1995

76,7

74,8

74,4

91,9

47,0

65,9

70,7

61,9

Qualificados2

1989

75,4

76,3

73,6

74,1

75,6

1995

75,4

53,3

73,4

66,8

57,6

82,1

73,2

70,1

Semiqualific.1

1989

51,1

42,5

62,2

50,2

25,5

72,6

51,2

44,4

1995

42,5

41,3

63,2

42,8

27,3

74,9

45,9

51,9

Semiqualific.2

1989

29,9

18,9

22,2

24,1

21,1

49,5

8,7

29,9

1995

15,2

5,7

3,0

5,5

11,3

45,5

0,9

5,7

Não- qualific.

1989

58,3

78,5

74,7

84,3

31,4

61,2

78,4

59,0

1995

58,2

74,6

70,9

70,2

32,9

65,2

75,6

74,7

Fonte dos dados brutos: IBGE-PNADs 1989 e 1995. Tabulações Especiais pela autora.

Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política – Textos para Discussão 26/02

15

Tabela 9 Participação das mulheres ocupadas nas empresas por categorias ocupacionais – Setor Terciário Brasil, 1989 e 1995 (%)

Categorias

Terciário

Com.

Transp.e

Ati

v. Fin

Serviços

Adm.

Serv.Aux.

Demais

Ocupacionais

Comum.

 

Sociais

Públ.

Empr.

Serv.

Empresas

1989

40,3

34,8

7,8

34,6

76,4

29,5

31,4

43,7

1995

43,1

37,9

8,5

40,6

75,3

33,3

35,0

34,8

Dirigentes

1989

28,3

23,8

15,8

21,8

65,9

32,5

26,4

31,4

1995

31,8

27,5

9,8

29,3

61,4

43,8

27,0

20,7

Proprietários

1989

22,0

22,7

9,2

7,0

60,3

-

17,4

30,4

1995

27,2

25,6

12,3

29,1

60,8

-

22,5

24,1

Assalariados

1989

37,2

26,0

22,9

24,2

67,7

32,9

49,5

36,7

1995

37,5

31,6

7,1

29,8

61,5

43,6

41,0

19,8

Produção

1989

39,0

32,4

1,9

31,0

78,9

22,3

17,9

46,7

1995

42,1

36,2

4,2

43,9

77,9

21,9

24,5

24,4

Qualificados 1

1989

63,5

27,8

16,2

40,5

76,1

36,0

16,2

27,2

1995

68,6

31,1

10,5

20,3

79,7

28,4

41,7

19,9

Qualificados 2

1989

74,4

45,1

4,4

26,4

84,1

49,6

21,2

70,0

1995

78,3

55,4

15,6

27,5

81,7

59,6

26,9

59,0

Semiqualific. 1

1989

33,4

37,5

5,7

40,6

70,0

18,1

20,3

45,5

1995

41,4

41,7

13,0

42,2

78,8

20,5

25,7

43,1

Semiqualific. 2

1989

5,9

1,8

0,6

28,0

2,7

1,1

2,7

6,7

1995

2,3

0,6

0,7

20,4

9,2

0,9

3,1

18,3

Não-qualific.

1989

27,1

15,8

1,7

75,9

26,0

4,6

71,4

1995

33,9

11,2

1,9

3,0

80,0

10,6

8,9

68,3

Administração

1989

46,1

48,9

35,4

39,4

72,5

32,7

46,1

43,4

1995

48,5

51,4

36,5

30,4

71.0

43,0

43,6

46,1

Qualificados 1

1989

31,1

27,3

24,9

21,6

65,3

34,7

29,7

38,5

1995

23,33

25,3

25,6

8,1

53,0

34,1

29,3

38,2

Qualificados 2

1989

24,6

23,7

26,4

25,9

24,4

1995

24,6

46,7

26,6

33,2

42,4

17,9

26,8

29,9

Semiqualific. 1

1989

48,9

57,5

37,8

49,8

74,4

27,4

48,8

55,6

1995

57,5

58,7

36,8

57,2

72,7

55,1

54,1

48,1

Semiqualific. 2

1989

70,1

81,1

77,8

75,9

78,9

50,5

91,3

70,1

1995

84,8

94,3

97,0

94,5

88,7

54,5

99,1

94,3

Não qualific.

1989

41,7

21,5

25,3

15,7

68,6

38,8

21,6

41,0

1995

41,8

25,4

29,1

29,8

67,1

34,8

24,5

25,3

Fonte dos dados brutos: IBGE-PNADs 1989 e 1995. Tabulações Especiais pela autora

16

Kon, A. – Os Serviços no Brasil

empresas se verifica apenas nos Serviços Sociais compostos pelas atividades de Saúde,

Ensino e outras sem fins lucrativos, onde acima de 76% dos ocupados eram mulheres em

1989; para o ano de 1995, observa-se uma queda não

significativa nesta participação, que porém não representa grandes mudanças estruturais.

No setor Primário, embora no final da década de oitenta a representatividade

masculina era de quase 74%, observou-se para a década de noventa, um aumento

considerável da participação feminina, que aumentou de cerca de 26% para quase 42%.

Este aumento se verificou com maior intensidade na área da produção em quase todas as

categorias

ocupacionais,

embora

tenha

também

ocorrido

particularmente entre as semi-qualificadas.

da

área

administrativa,

Nas atividades do setor Secundário como um todo

os ocupados do gênero masculino que

representavam em 1989 quase 73% aumentaram a participação em meados da década de

noventa, quando representavam cerca de 85% do total de trabalhadores ali alocados. Este

aumento se verificou particularmente na Indústria de Transformação,

desde que não se

constatou alteração na Construção, em que a quase totalidade de trabalhadores é de

homens, e nas atividades de Outras Indústrias (Serviços Industriais de Utilidade Pública

como fornecimento de água, gás, esgoto e energia elétrica e Indústria Extrativa Mineral)

apresentou-se um decréscimo da participação masculina.

Com relação às atividades terciárias como um todo, quase 60% eram compostas por

trabalhadores masculinos em 1989, observando-se um discreto crescimento da participação

feminina no ano de 1995. No entanto entre os setores de serviços, observam-se algumas

diversidades, pois as atividades de Transportes de Comunicações a concentração masculina

Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política – Textos para Discussão 26/02

17

é quase total (92%), enquanto que nos demais setores, se situava em torno de 60% e 70%

no final da década de oitenta e em 1995 a representação feminina teve ligeiro acréscimo,

porem sem mudanças estruturais.

Com respeito à segmentação entre as categorias ocupacionais, observa-se para o

total do país uma nítida segmentação entre gêneros, pois a representatividade masculina é

consideravelmente superior na maior parte dos grupos de ocupações nas empresas,

situando-se mais freqüentemente em torno de 65% a mais de 80%. As exceções são

representadas pela forte participação feminina nas categorias de semi-qualificadas com

atribuições de chefia da área administrativa, que em 1989 representavam acima de 71% e

em 1995 já se situavam em 87%. Também é considerável a concentração de mulheres

alocadas nas ocupações qualificadas da área da produção direta de bens e serviços: entre as

que possuíam nível superior, no final dos anos oitenta correspondiam a quase 71% dos

trabalhadores

e

em

1995

agregavam

¾

dos

ocupados

representatividade feminina também é superior à masculina

nestas

atividades;

a

entre as ocupações de

qualificadas com nível técnico que trabalham na área da Produção, onde atingem quase

60% dos ocupados.

Por outro lado,

as concentrações masculinas mais significativas para o global da

economia, se encontram entre os semi-qualificados com atribuições de chefia da área da

produção direta de bens e serviços (95% e 98% respectivamente em 1989 e 1995), entre os

não-qualificados da área da produção (77% e 71%) e entre os qualificados da área

administrativa (75%). Entre os Dirigentes, onde os proprietários representavam em torno de

77% e os assalariados 69%.

18

Kon, A. – Os Serviços no Brasil

A segmentação se torna mais evidente entre

as

categorias

ocupacionais

das

empresas, quando se analisam separadamente os setores de atividade, verificando-se

particularmente no setor Primário e na Indústria da Construção que a concentração

masculina é consideravelmente superior à média nacional em alguns grupos ocupacionais

atingindo a quase totalidade dos ocupados. No setor Secundário, as mulheres apenas

apresentam concentração superior nas atividades administrativas semi-qualificadas com

atribuições de chefia, porém com maior intensidade nas indústrias de Transformação e

Construção, onde atingem participações de 80% a acima de 95%, respectivamente em 1989

e 1995. Nesta categoria, o mesmo acontece com quase todos os setores do Terciário, com

exceção da Administração Pública, onde a concentração feminina é menor, um pouco

acima de 50%. Observa-se que nas atividades terciárias, que entre os trabalhadores das

ocupações semi-qualificadas com atribuições de chefia da área da Produção, em todos os

setores a concentração masculina é quase total, exceto nas Atividades Financeiras onde

porém chega a quase 80% em 1995.

5 A distribuição setorial dos ocupados por Conta Própria

Em pesquisa anterior (Kon, 1995), verificou-se que a distribuição setorial dos

trabalhadores autônomos no final da década de oitenta, mostra que os Profissionais

Liberais se concentravam apenas em atividades de Serviços Sociais (particularmente

Ensino e Saúde), onde correspondiam a pouco mais de 2% de ocupados do setor, dos

quais quase 60% eram do sexo masculino, e também nos Serviços Auxiliares às

Empresas

ocupando

menos

de

1,5%

da

mão-de-obra,

representada

por

66%

de

homens.

Os

demais

autônomos

correspondendo

a

ocupações

que

requerem

Programa de Estudos Pós-graduados em Economia Política – Textos para Discussão 26/02

19

principalmente semi-qualificação, alocavam-se mais intensamente nos Serviços de

Reparação, no Comércio, na Agropecuária, na Indústria da Construção e nos Demais

Serviços, com participações entre 18% e 28% dos setores. As maiores concentrações

femininas são observadas na Indústria de Transformação, nos Serviços Sociais, nos

Serviços Auxiliares às Empresas e nos Demais Serviços, onde correspondiam entre

40% a 70% dos trabalhadores, pois nos demais setores a absorção de trabalhadores do

sexo masculino é predominante, situando-se em torno de 70% dos ocupados no

Comércio e na quase totalidade nos demais. Do total de autônomos, apenas 8%

contribuíam à Previdência Social.

A tabela 10 apresenta a distribuição setorial para o ano de 1997, tendo em vista

a composição em cada categoria ocupacional separadamente. Dessa forma, verifica-se

que do total pouco acima de 32% dedicavam-se a ocupações do setor Primário, 25,6%

do Secundário e a maior concentração se apresenta no Terciário com 42,3% dos

trabalhadores. Os Profissionais Liberais concentravam-se em mais de 90% no setor de

serviços

e

pouco

abaixo

de

8%

nas

atividades

secundárias.

Como

no

período

anteriormente analisado, localizavam-se particularmente em atividades de Serviços

Sociais (quase 68%), embora nos serviços de manutenção e reparação se alocassem

pouco acima de 20% dos ocupados desta categoria. Na Administração Pública a

participação de pouco acima de 4% era composta por consultores especializados em

várias áreas de especialização.