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Impressão de Tintas de Corrosão

Tintas de descarga

Tintas de C orrosão, de Descarga e de Extração são denominações para um a mesma tinta. As muitas denominações resultam de preferências pessoais ou das culturas que experimentaram esta técnica para definir as receitas de tintas que descolorem as cores de corantes Reativos da classe vinil-sulfônico e outros rongeáveis usados para tingir tecidos. (Rogeant é outra denom i- nação para esta técnica e rongeável é a característica dos corantes que podem ser descolori- dos pelo agente de descarga incluído na tinta de corrosão).

Embora seja uma técnica desenvolvida há muito tempo, somente nos últimos dez anos a Co r- rosão deslanchou nas aplicações de alto nível. A necessidade de lavar as peças após a im- pressão para retirar o cheiro de “peixe morto” ou de “cachorro molhado” e a necessidade de vaporizar alguns dos tecidos desencorajou os desenvolvedores e aplicadores por muito tempo.

Há uma redescoberta recente das particularidades únicas dessas tinta. por exemplo, as tintas de descarga são as únicas capazes de imprimir imagens de alto rendimento e brilho de cor, cores opacas ou transparentes e quadricromias de tons contínuos em fundo escuro com toque zero.

Em fundo claro não há razão para se usar tintas de corrosão porque ou não há corante p[ara rongear ou há tão pouco que qualquer tinta transparente ou opaca pode ser usada.

Enquanto as tintas de plastisol e de água tradicionais dependem de grandes quantidades de pigmentos brancos opacos, cargas minerais e pigmentos coloridos orgânicos para render cores opacas sofríveis e toque prejudicado em fundos tintos as tintas de corrosão dependem some n- te da capacidade de oxidação de um agente sobre os corantes usados no tingimento do tecido. Com tão pouco o toque é semp re macio e as cores podem ser fortes e brilhantes.

C om a evolução de novos processos de impressão, onde se incluem o uso de menores quanti- dades de oxidantes nas receitas e impressão molhado-sobre-molhado com somente uma ma- triz de corrosão, não é tão necessário lavar as peças para retirar o cheiro residual. Anos atrás estas possibilidades eram impensáveis.

A economia de energia, a alta velocidade de impressão e trabalho sem interrupção pelas para- das clássicas das tintas de água para desentupir telas são incentivos naturais para o uso das tintas de corrosão.

Assim se reabriram as portas para esta maravilhosa técnica de impressão.

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Cuidados técnicos

A impressão com tintas de descarga exige algumas precauções de segurança quando usada em ambientes fechados e também em relação às roupas impressas. Embora não prejudique a saúde, o cheiro que é desprendido na cura das tintas é forte e em geral persiste no decorrer de dias na peça impressa, até que seja lavada. Por isso é aconselhável lavar os artigos impressos com tintas de descarga antes de entregar ao cliente final.

Outros detalhes técnicos importantes para o sucesso da estampa com tintas de corrosão:

  • 1- As fibras dos tecidos devem ser celulósicas; O tingimento dos tecidos para corrosão deve ser feito com corantes Reativos rongeá- veis.

2-

Estes cuidados não podem ser ignorados.

O agente de descarga

Para funcionar toda tinta de descarga exige dois componentes – água e um oxidante dos co- rantes Reativos.

Água – sem pelo menos uma parte de água na tinta não é possível que a corrosão ocorra. Por este motivo as impressões não podem ser totalmente secas até que sejam fixadas no calor.

O oxidante é também chamado de agente ativador de descarga, agente de corrosão, agente de descarga, descolorante, sal de corrosão. Existem dois agentes principais disponíveis:

O agente de descarga predominante é o ZFS- Sulfoxilato Formaldeído de Zinco, também de- nominado Decrolina ou Decrolin ® . O mais novo dos agentes de corrosão deles é o dióxido de tioureia. Outros descolorantes são o hidrosulfito e o permanganato de sódio.

Na maioria dos casos o ingrediente ativo do sal de corrosão é formoldeído.

Vida útil da tinta pronta

N ão importa o oxidante usado, a vida útil de uma tinta de descarga é de aproximadamente 8 horas contadas após a inclusão do ativador de oxidação. Vencido o tempo de duração do ati- vador a tinta passa a funcionar como uma tinta de água comum.

As tintas de corrosão Index911 são uma exceção e podem continuar ativas por até 90 dias, desde que sejam mantidas bem tampadas e protegidas do calor e ação do ar

Métodos principais de impressão

Há três métodos principais para impressão de tintas de corrosão e ambos devem ser realiza- dos com a mínima secagem intermediária:

M étodo 1 – é o mais tradicional, é baseado na coloração de todas as cores que serão usadas na estampa. Também estas cores são todas de corrosão base de água . Em geral este método rende as cores mais intensas e mais odor.

Nesta técnica a matriz de branco base não é necessária. A pasta incolor de descarga é carre- gada com pigmentos resistentes ao agente de oxidação e assim a tinta passa a funcionar como uma tinta tipo Mix de a lta cobertura, porém com toque e transparência de tinta Clear de toque

zero e cores muito limpas e saturadas. As áreas brancas da imagem são impressas com uma matriz à parte das cores.

Uma observação importante sobre a matriz do Preto: Não se consegue pretos limpos, satu- radas e brilhantes com a preparação de Preto com a receita de corrosão. Se preparadas com corrosão as cores escuras sairão sempre foscas e sem vida. Por isso não faz sentido usar re- ceitas de descarga para cores escuras e sujas que dependam de alto contraste. No caso de camisetas de fundo preto é mais racional usar a cor de fundo para compor as áreas escuras.

M étodo 2 – Neste, somente a base branca é descarregada e as cores são impressas com tin- tas comuns, preferencialmente com tintas especiais, por exem plo Index911, ou com tintas clear comuns. Neste método, a descarga da base branca pode ser feita com a tinta de corrosão branca ou incolor sem pigmentos. Em geral a descarga com a corrosão branca rende fundos mais limpos e mais brancos.

A base incolor sem pigmentar gera fundos de tom cru ou tonalidades com a cor original do fun- do do tecido. A descarga branca gera fundos mais brancos.

Neste método a base branca é impressa com a tinta de descarga base de água e as cores se- guintes são impressas com plastisois especiais sem uso de flash-cures. Se as tintas forem se- cas, principalmente a base, a corrosão não irá funcionar totalmente porque o sistema de des- carga necessita água para promover a descoloração das cores do tingimento do tecido.

M étodo 3 – Neste método se inverte a posição da base branca: as cores são impressas primei- ro com tintas plastisol ou e água e sobre elas é impressa a base branca com corrosão incolor sem pigmentar.

Neste método não é muito importante controlar a secagem das cores de plastisol. Basta manter molhada a última cor que é a base branca.

Com este método é muito importante que a separação de cores gere uma base sem sobrep o- sição nas áreas de preto para não turvar o contraste da imagem. Caso seja necessário deve-se usar uma matriz de branco brilho carregada com corrosão branca para reforçar o rendimento do branco.

Não importa se foi realizada com base branca em cima ou embaixo das cores ou com base in- color, a técnica de impressão molhado-sobre-molhado com tintas de descarga oferece ganhos adicionais muito importantes além da economia de energia elétrica e desgaste de equipamen- tos e telas e impressão: A impressão pode ser tocada com alta velocidade, sem paradas para desentupir telas. O toque final da estampa é excelente e os tons das cores impressas são con- tínuos sem percepção de pontos de retícula, mesmo quando se usa linhaturas de até 15 li- nhas/cm .

Bases de corrosão Branca x Incolor

A receita de corrosão branca funciona muito bem na maioria do desenhos com áreas planas e em tecidos com problemas de igualização de cor. Porque o pigmento de titânio contido na base branca interfere significativamente nos resultados, o rendimento das cores preparadas com a base branca é mais baixo e o toque pode ser um pouco pior em comparação ao resultado da corrosão incolor.

Se o desenho possui linhas finas, passagens tonais suaves, depósitos leves de tinta , cores for- tes, limpas e brilhantes, a base incolor funciona melhor.

Nas quadricromias não se deve usar a base branca para preparar as cores CMY porque a sa- turação das sobreposições será mais baixa. Nestes casos é melhor usar cores preparadas com base incolor e no final imprimir um branco brilho combinado com base branca para soltar o con- traste e brilho da imagem. Quando a matriz do Preto for necessária na estampa, esta deve se im pressa com tinta clear comum.

As cores de quadricromia podem ser sobre-saturadas com pigmento (receitas com 50 a 90 gramas de pigmento). Com este recurso a cor de fundo mostrada pela base incolor é totalmen- te eliminada.

N as impressões de C ores Indexadas as bases brancas podem ser usadas porque não há tan- tas sobreposições.

A cura das impressões de corrosão

A impressão com tintas de corrosão é uma técnica de descoloração e extração do corante de tingimento do tecido e substituição por uma cor de pigmento carregada na base de corrosão branca ou incolor. Também o fundo pode ser simplesmente descolorido se as bases forem aplicadas somente com a adição do agente de corrosão na pasta.

Quando a impressão da imagem no tecido termina na impressora o resultado de cor é quase nulo. Quando a impressão é curada a 150/170ºC x 3 minutos contínuos a cor é revelada em toda a sua intensidade. Para que isto tudo aconteça é necessário observar:

  • 1- O tecido deve ser construído com fibras celulósicas (algodão ou viscose);

    • 2- O corante de tingimento do tecido que será impresso com a tinta de corrosão d e- ve ser Reativo e de uma classe apropriada para descolorir com o agente de des- carga (Se a peça foi retingida com o corante Reativo correto mas a cor anterior não era correta, a corrosão também não funcionará. Se a cor for uma bicromia ou Tricromia de corantes e um ou mais deles não for rongeável, a corrosão não funcionará);

      • 3- A camada de tinta deve ser compatível com a tela e portanto deve haver tinta e sal de corrosão suficientes para descolorir todo o fundo (Áreas chapadas podem ser impressas com telas 44 a 54 fios. Áreas reticuladas podem ser impressas com telas 61 a 77 fios);

4-

A peça foi deve ser colocada no equipamento de cura ainda molhada. (É impres- cindível que haja água na tinta para que a cor seja revelada na cura).

Portanto, para evitar prejuízos com tecidos tintos que não descarregam é imprescindível testar lotes pequenos de tecido tirados do lote principal que será impresso. É muito comum haver em um mesmo lote de tecidos partes que corroem e partes que não corroem, mesmo quando o fornecedor de tecido diz que foram todos tintos em uma mesma partida com o mesmo corante que está funcionando em outra parte da roupa. Em geral, quando essas falhas acontecem, o argumento “a mesma partida” é uma inverdade.

Padrão de calor e tempo de cura

O padrão de cura das tintas de corrosão está registrado na tabela abaixo. Para retirar o cheiro ao máximo, as receitas de tintas de Corrosão podem ter incluídos produtos especiais que pro- movem a destruição das partículas do agente. A queima desses agentes gera muita fumaça branca de vapor de água durante a cura das estampas. Este é um fato que não agrega perigo ao trabalhi, mas é aconselhável sempre trabalhar com equipamentos de cura ventilados e do- tados de chaminés que transportem os gases para o ambiente externo.

Tabela de temperatura e tempo de cura para tintas de Corrosão

 

Para forçar a retirada do cheiro:

Passar o tecido impresso duas vezes na polimerizadeira.

Usar temperatura de 160º a 180ºC em tempo contínuo de 3 min u- tos.

Para garantir a descarga do fundo, alto rendimento das cores e so- lidez das tintas de corrosão:

Condições

Introduzir a peça molhada na polimerizadeira.

Túneis de secagem inferiores a 3 metros de comprimento podem

gerar a necessidade de passar a peça duas vezes na polimeri- zadeira para garantir a cura. Testar a rongeabilidade de todos os tecidos com amostras de v á- rias posições dos pacotes de peças.

Temperatura e tempo mínim os

150º C x 3 a 5 minutos com circulação de ar leve e aspiração dos gases para fora do ambiente.

Temperatura e tempo ideal

170º / 180º x 3 minutos C com circulação de ar leve e aspiração dos gases para fora do ambiente. Esta é a melhor condição para evitar resí- duos que causem mal cheiro na peça curada.

  • o ArtZone Arte & Tecnologia / março 2011/ Revisado em Junho 2012