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A História da

Saúde Mental no
Brasil
A doença mental na Pré-
história

O homem primitivo atribuía


todas as doenças à ação de
forças externas ao corpo
humano, forças sobrenaturais
como os maus espíritos, os
bruxos, os demônios, os
deuses.
Os distúrbios mentais na
Antigüidade

A Antigüidade é o período que


abrange o desenvolvimento das
antigas civilizações orientais e
clássicas (egípcia, mesopotâmica,
hebraica, persa e principalmente
greco-romana)
Os distúrbios mentais na
Antigüidade
Na Grécia e na Roma antigas, os
loucos gozavam de certo grau de
“extraterritorialidade”: não existiam
procedimentos e espaços sociais
destinados especificamente a eles.
Os de famílias mais abastadas eram
mantidos em suas residências, com a
atenção de acompanhantes.
Os distúrbios mentais na
Antigüidade
A loucura era experimentada em
“estado livre”, no convívio com toda
a sociedade, que freqüentemente
considerava as crises de agitação
manifestações de cunho
sobrenatural, decorrentes de
possessões demoníacas, e não
resultantes de doenças mentais.
Os distúrbios mentais na
Antigüidade
Na antiguidade grega, os médicos,
filósofos e outros tinham grande
consideração com os doentes. Os
templos e hospitais eram construídos
de maneira a permitir que os
usuários desfrutassem de ar fresco,
água pura, luz solar. Mestres, alunos
e doentes faziam caminhadas,
encenações teatrais (dramatizações)
para melhorar o “humor”.
Os distúrbios mentais na
Antigüidade
 Hipócrates
criou os primeiros fundamentos científicos
para diagnosticar doenças mentais, com
base na teoria do desequilíbrio dos quatro
humores: sangue, fleuma, bile negra e bile
amarela.

    melancolia __ estado mórbido de tristeza


e depressão, causada pelo excesso de bile
negra;
    histeria __ explosão emocional própria
das mulheres, causada por útero inquieto,
Os distúrbios mentais na
Antigüidade
 Platão
descreveu dois tipos de demência (do
latim dementia):
    1.  causada por deterioração
progressiva e irreversível das
funções mentais intelectuais, em que
a alma apetitiva (instintos) perde o
domínio da alma racional;       
2. provocada e ou inspirada pelos
deuses.
Os distúrbios mentais na
Antigüidade
Aristóteles descreveu os afetos:
desejo, raiva, medo, coragem, inveja,
alegria, ódio e pena.

Empédocles, tratou da importância


das emoções e assinalou que o amor
e o ódio eram fundamentais na
determinação de alterações do
comportamento humano.
Os distúrbios mentais na
Antigüidade

No final da Antigüidade, o advento


do Cristianismo trouxe considerável
respeito à figura do louco, que
passou a ser visto como “pobre de
espírito”. Sob a influência do
cristianismo, durante praticamente
toda a Idade Média a loucura foi vista
com grande tolerância.
A loucura na Idade Média

Doentes com distúrbios mentais


mais graves ou mais agressivos eram
flagelados, acorrentados,
escorraçados, submetidos a jejuns
prolongados, sob a alegação de
estarem “possuídos pelos demônios”.
Podiam até ser queimados, por
serem considerados feiticeiros. No
final da Idade Média, vários
indivíduos de comportamento
“desviante”, de loucos a
Idade Moderna e
segregação
A situação para os doentes mentais
já havia sido agravada a partir do
século XVI porque, em meio às
mudanças provocadas pela Reforma
protestante, mosteiros e igrejas
deixaram de abrigar os insanos nas
casas de caridade, casas de contrato
ou asilos seculares. Os doentes
mentais violentos, não violentos, não
podendo permanecer nas ruas das
Idade Moderna e
segregação
Surgiram então os hospitais gerais,
instalados nos antigos leprosários, já
que a lepra epidêmica praticamente
desaparecera da Europa. Nesses
hospitais eram internados não só os
loucos, mas toda a população
marginalizada pelos padrões da
época.
Psiquiatria, Ciência
Contemporânea
O movimento de reforma iniciado
nessa época criou uma distinção
entre os loucos e os outros
marginais, e fez com que a loucura
passasse a ser considerada uma
doença, que exigia condições e
tratamentos específicos.
É só na Idade Contemporânea,
portanto, que a loucura passa a ser
objeto de uma ciência médica, a
Psiquiatria, e contemplada pelas
Os primeiros passos

Em 1793, no Hospital Geral de Bicêtre,


em Paris, o médico francês PHILIPPE PINEL
(1745-1826) quebro as correntes que
prendiam alienados ou insanos. Com isso,
libertou-os de sua condição de
socialmente reprovados para considera-los
doentes. Ao tomar essa decisão, Pinel
solicitou apoio público para dar aos
doentes mentais o mesmo tratamento
humanitário e de igualdade. Apesar disso,
os loucos permaneciam presos por outras
correntes, jurídicas e asilares.
SOCIOPSIQUIATRIA

A postura humanitária no tratamento


dos doentes mentais foi se firmando
progressivamente.
Desenvolveram-se ainda pesquisas
que contribuíram para diferenciar a
“psiquiatria pesada” (ou asilar),
voltada para as grandes psicoses, da
“psiquiatria leve”, destinada ao
tratamento das neuroses.
SOCIOPSIQUIATRIA

Hoje as doenças mentais são


consideradas anomalias de origem
tanto psicológica como orgânica.
AS POLÍTICAS DE
SAÚDE MENTAL NO BRASIL
No Brasil, o marco institucional da
assistência psiquiátrica é o ano de
1852, quando é inaugurado o
Hospício D. Pedro II, no Rio de
Janeiro. A partir de então, foram
construídos vários hospitais
psiquiátricos, sobre os quais,
entretanto, a classe médica tinha
pouca influência, inclusive na
admissão de pacientes.
AS POLÍTICAS DE
SAÚDE MENTAL NO BRASIL

Em 1898, com FRANCO DE ROCHA,


foi construído o Hospício de Juqueri.
Nesse final do século XIX, 46% do
orçamento estadual foi aplicado nas
áreas citadas.
AS POLÍTICAS DE
SAÚDE MENTAL NO BRASIL

Em 1950, depois de dois conflitos


mundiais e em meio a um acelerado
processo de industrialização
capitalista de cunho fordista, uma
resolução da Organização Mundial de
Saúde (OMS) recomendava que os
governos investissem em ações de
saúde mental.
AS POLÍTICAS DE
SAÚDE MENTAL NO BRASIL
No final da década de 50, a situação
na área de saúde mental era caótica:
semente no Juqueri havia mais de 15
mil doentes mentais internados. A
superlotação era agravada pelo fato
de que a assistência psiquiátrica
brasileira não acompanhava as
atualizações terapêuticas que se
processavam no exterior.
AS POLÍTICAS DE
SAÚDE MENTAL NO BRASIL
A situação de negligência quando à
saúde mental persiste, em graus
variados, até os dias atuais. Uma
situação nefasta, comparável à
vivida pelos doentes mentais na
Antiguidade ou na Idade Média. Para
tentar reverte-a despontam novas
possibilidades assistenciais, com
base na perspectiva antimanicomial,
inclusive sob um novo
Política de des-
hospitalização
Nos anos 1970, o Brasil chegou a ter
mais de 100 mil leitos psiquiátricos.
Em 1996, eram 72.514 leitos. Em
2000, caíram para 60.868. Entre
janeiro de 2003 e julho de 2004,
reduziram-se 4.627 leitos.
Atualmente, conforme dados do
Cadastro Nacional de Estabelecimentos d
, revelam que ainda existem no Brasil
55.792 leitos de psiquiatria, dos quais
7.660 (13,73%) sem vinculação com o
SUS e 48.132 (86,27%) vinculados ao
Realidade

Acredita-se que, dos leitos de


psiquiatria existentes no país,
aproximadamente 20 mil estão
ocupados por pacientes -
moradores:  pessoas completamente
abandonadas pela família e pela
sociedade, sem nenhuma
perspectiva de vida.
O QUE É LOUCURA ?

Dificilmente qualquer conceituação


consegue responder integralmente à
desconcertante realidade da loucura.
Mesmo atualmente, a loucura é
sempre definida, explícita ou
implicitamente, de maneira
relacional: designa-se por louco ou
insano aquele indivíduo cuja maneira
de ser é “diferente” em comparação
com uma outra maneira de ser,
Definição
 um estado de perda de consciência-de-si-no-
mundo, condenando a pessoa a existir como se
fosse coisa;
 uma doença, isto é, um estado físico-mental:
como o cérebro sofre danos, o indivíduo passa a
agir de forma descontrolada, agressiva, tornando-
se perigoso no convívio com os demais;
  um distúrbio orgânico ou um desequilíbrio
emocional cujo efeito é um desvio de
comportamento em relação às normas sociais;
 um conjunto de distúrbios emocionais ou
somáticos cuja origem é o desajustamento do
indivíduo à sociedade em que vive;
 um estado progressivo de desligamento ou fuga
de uma realidade (objetiva) para outra realidade
(subjetiva) em decorrência de insatisfações do
Curiosidade
 O alcoolismo, os transtornos bipolares e a
esquizofrenia, além da depressão,
representaram as principais doenças
classificadas no grupo de distúrbios
mentais. Dos dez principais males que
afetam a população mundial de 15 a 44
anos, quatro estão associados a distúrbios
mentais. As mulheres são as mais
atingidas, mas não existe uma explicação
científica definitiva para o fato.
 
 Estima-se em 2 milhões o número de
casos novos de depressão, no mundo, a
cada ano. Cerca de 330 milhões de
PATOLOGIAS

Clinicamente e a grosso modo,


podemos dizer que as neuroses
diferenciam-se das psicoses pelo
grau de envolvimento da
personalidade, sendo sua
desorganização e desagregação
muito mais pronunciadas nas
psicoses.
ESQUIZOFRENIA
Doença cerebral crônica, grave e
incapacitante, a esquizofrenia é
caracterizada por disfunção no
processo do pensamento (delírios),
por alterações na sensopercepção
(alucinações) e pela exclusão do
mundo exterior.
Transtorno Afetivo Bipolar

O TAB é considerado uma doença


psiquiátrica complexa e, muito
embora tenha um quadro clínico
variado, é uma das doenças com
sintomatologia mais consistente ao
longo da história da psiquiatria. Sua
forma típica (euforia-depressão) é
bem caracterizada e reconhecível,
permitindo o diagnóstico precoce e
confiável. 
Depressão
Os sintomas mais freqüentes da
depressão são:

Comportamentais - níveis
rebaixados de atividade,retraimento.
Motivacionais - perda de interesse,
inércia.
Emocionais – ansiedade, culpa.
Cognitivos – concentração debilitada,
indecisão.
Físicos – perda de sono e apetite.
Pânico
Os ataques de pânico são
periódicos, podendo ocorrer
inesperadamente e em quase todas
as situações. Esses ataques
consistem em um sentimento intenso
de apreensão ou fim iminente, tem
início repentino e estão vinculados a
uma ampla variedade de sensações
físicas perturbadoras - dispnéia,
palpitações, dores no peito, sensação
de asfixia, formigamento das mãos e
pés, ondas de frio e calor, sudorese,
Transtorno de Déficit de
Atenção e Hiperatividade
(TDAH)

Desatenção, hiperatividade e
impulsividade, são os três sintomas
clássicos deste transtorno.
Saúde Mental

Vamos trabalhar e
refletir
Atividade
1. Como o desconhecimento atrapalha
a saúde mental.
2. A busca da saúde frente a limites
individuais.
3. A inclusão das pessoas que cuidam
da Saúde Mental.
Jogando com a Vida

Vivência psicoterápica em
arte terapia

VAMOS PINTAR OS 7
“A Alegria é
Contagiante”
Uma forma terapêutica de
se
sentir bem.

Patch Adams, como fórmula


de atendimento individual
a saúde mental. O
CAPS

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Em breve no
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II Encontro

“Saúde Mental em
Nossas Vidas”
Psicoses
Neuroses
Como Conviver e Tratar