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O Pão partilhado...

Ligue o som...
Hoje fala-se muito da fome no mundo.
Quem não viu imagens de crianças famintas da Etiópia,
que mais parecem cadáveres.
Deus conta conosco para repartir o seu “pão”
com todos aqueles que têm “fome”
de amor, de liberdade, de justiça, de paz, de esperança.
Na 1a Leitura,
temos a Multiplicação dos pães de Eliseu: (2 Rs 4,42-44)
O gesto generoso de um homem que, durante uma longa carestia,
oferece a Eliseu "o pão das primícias": 20 pães de cevada.
- O Profeta não guarda para si o precioso alimento e manda
repartir.
- O Homem se surpreende:
"Mas como? É tão pouco para 100 pessoas."
- E o Profeta lhe garante: "Dá... todos comerão e ainda sobrará…"
• Vemos
- a Atitude de DEUS,

que não multiplica os pães


do nada e
- o Gesto de duas PESSOAS:
Um homem desconhecido
que oferece o fruto do seu
trabalho
e Eliseu que partilha o dom
recebido.
= O Pão partilhado
sacia a fome de todos...
Não será esse o caminho a ser seguido,
também parae ainda sobra...
os nossos dias,
para resolver o grave problema da fome
no mudo?
No Evangelho

encontramos a Multiplicação dos pães de Jesus: (Jo 6,1-15)


Interrompe-se a leitura de São Marcos, própria do Ano B,
para incluir o capítulo 6º de S. João.
É um conjunto de 5 domingos, em que somos convidados a refletir
sobre a Multiplicação dos PÃES e o Sermão do PÃO DA VIDA.
É o único milagre descrito pelos 4 evangelistas…
Daí a importância que tinha na igreja primitiva.
- No Domingo passado,
vimos o Povo faminto
da sua palavra cheia
de vida…

Cristo retira-se
para um lugar DESERTO
com os discípulos…
O Povo o segue…

Cristo teve COMPAIXÃO…


E continuou a falar
até o anoitecer…

- Os Apóstolos preocupados:
“Mande-os embora”...
- Cristo,
atento às
necessidades do povo,
provoca os
apóstolos:

“Onde vamos
comprar pão
para que eles
possam comer?”
. Felipe:
"Nem duzentas moedas são
suficientes…"
. André:
"Um menino tem 5 pães e
2 peixe… mas o que é isso?"

- Jesus:
"Fazei-os sentar…
tomou os pães, abençoou
e distribuiu..."
- Reação do povo: "Quer fazê-lo rei". Não entendeu o sinal.
O verdadeiro pão que alimenta o mundo é Jesus, Palavra do Pai.
- E Jesus retirou-se para a montanha…

O Povo continua a ter fome...


A fome no mundo é uma das questões mais angustiantes do nosso tempo.
O desequilíbrio econômico entre as nações continua a crescer.
O auxílio econômico oferecido pelas nações ricas às pobres
é ainda muito fraco e mal orientado.
+ Olhando o Brasil,
um país tão rico,
com uma população
tão pobre, o que
significa, hoje, para nós
a ordem de Jesus:

"Dai-lhe vós de comer!"


Os discípulos de Jesus são
convidados a continuar a missão
de Jesus e a distribuir o "pão"
que mata a fome dos homens.

São convidados a fazerem


tudo o que está ao seu alcance
para devolver a vida e a esperança
a todos aqueles
que vivem na miséria,
no sofrimento, no desespero.
+ Qual é o Caminho?
No Evangelho, Jesus propõe
TRÊS PISTAS:

a) A PARTILHA é o primeiro passo


para erradicar a fome do mundo:

Jesus não dá uma esmola:


ajuda as pessoas a repartirem
o que elas têm…

Quando se reparte,
todos têm o necessário e
ainda sobra…

Os milagres de Deus iniciam


onde a generosidade humana
chega ao limite.
b) A ORGANIZAÇÃO do povo
é um elemento
importantíssimo
para que ele possa reivindicar
e conquistar os seus direitos:

Jesus pede para que os


discípulos organizem a multidão
para que se sente.

c) Evitar o DISPERDÍCIO:
Jesus pede para recolher
o que sobrou.

Dar de comer ao faminto


é obrigação de Jesus e
dos seus seguidores:

REPARTIR
continua sendo obra da Igreja.
+ Cristo ainda hoje continua a nos alimentar
A celebração eucarística é o momento privilegiado
em que Cristo continua a nos alimentar com a sua Palavra e o seu
Pão.
Na multiplicação dos pães, Jesus usa gestos idênticos aos da última
ceia: "Tomou os Pães, deu graças e os repartiu", querendo manifestar
a relação íntima entre o pão da Multiplicação e o pão da
- Neste contexto, qual é o sentido da Eucaristia?
- Ficar de braços cruzados, aguardando o milagre de Deus?
- ou colaborar com os nossos 5 pães e 2 peixes?
Que nossos encontros
dominicais não se reduzam
a um encontro
social, pelo
contrário, possam ser
momentos fortes de fé

- para saciar

- para nos responsabilizar


a nossa fome de Deus e

pela vida dos que caminham com fome


ao nosso lado...
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa
CS