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Diários Pessoais

CUNHA, Maria Teresa. Diários pessoais Territórios abertos para a História. In: O historiador e suas fontes. PINSKY & LUCA.(Orgs.). São Paulo: Contexto, 2011.

CUNHA, Maria Teresa. Do coração à caneta: cartas e diários pessoais nas teias do vivido (Décadas

de 60 a 70 do século XX). História: Questões & Debates, Curitiba, n. 59, p. 115-142, jul./dez. 2013.

Escrever, contar, guardar

Diário pessoal: uma fonte pouco usada até 1980. A partir daí sua relevância aumenta, sendo destacada nos estudos de História Cultural.

Categoria: escrita ordinária. Produção de memória e construção do passado. Práticas culturais do sensível; Regime de sensibilidades.

“A sensibilidade está no cerne da História Cultural, que se propõe a trabalhar comas formas pelas quais os homens, a partir da sua história, representam a si próprios e ao mundo” (PESAVENTO apud CUNHA, 2011, p. 253).

“Os diários pessoais entram em cena como fonte histórica por conterem registros de

práticas sociais que partilham da constituição de um regime de historicidade [ 2011, p. 253).

...

]”

(CUNHA,

No papel, diários e escritas de si

Alain Corbin

Valor histórico

“Os

historiadores

ainda

não mediram

satisfatoriamente a difusão social de uma prática

cuja análise permanece

especialistas em literatura

como

monopólio

dos

[...]

a grande fragilidade

destes documentos leva à subestimação de sua

qualidade”(Pag.254).

Gilberto Freyre 1930

Difícil acesso

• • Confessionários

Beatriz Sarlo e Ângela de Castro Gomes Ressurreição do sujeito

Séculos XVII e XVIII

Diários sem consciência do eu

privado Diários de viajantes

Século XIX

Surgimento da esfera privada

Prática social e educativa

Senhoritas

Ascensão política burguesa

Na tela, diários e escritas de si Zahidé Muzart

Diminuição das práticas escriturísticas de diários de base do século XIX na segunda metade do século XX.

Mudança de suporte Do papel para a tela (Blogs, fotologs, YouTube) • Permanência da construção de si ─ Para fora.

O historiador e os diários

  • - A análise dos diários:

Enquanto produto de uma cultura letrada.

Como registros de vida produzidos individualmente. O historiador deve mapear as temáticas e analisá-las como “atos de memória”. • Deve problematizar o registro dos acontecimentos feitos pelos diaristas. Deve submeter os diários a uma operação historiográfica.

“Se o diário é ancorado na memória individual, esta é dada a ver pela linguagem, e cabe ao historiador enraizá-la/problematizá-la no rol das experiências sociais, para que cada memória pessoal possa ser vista e estudada como uma perspectiva da memória coletiva” (CUNHA, 2013, p.130).

Citando Roger Chartier, Cunha alerta para uma dupla ilusão que os historiadores devem evitar, quais sejam: “ou a ilusão da singularidade das pessoas frente às experiências compartilhadas ou a ilusão da coerência perfeita numa trajetória de vida” (2001, p. 260).

Estudos com diários pessoais. O que se escreve e onde se guarda.

Leonor Arfuch É um estudo inerente a história da subjetividade moderna

“O diário está mais próximo da ‘profundidade do eu’ ao abarcar a o imaginário de liberdade

absoluta, a insignificância absoluta, a iluminação filosófica, a reflexão sentimental até a

paixão desatada” (Pag.261).

Suportes Vocabulário Relatos Especificações

Estudos com diários pessoais. O que se escreve e onde se guarda. Leonor Arfuch • É
Estudos com diários pessoais. O que se escreve e onde se guarda. Leonor Arfuch • É

Os diários de Getúlio Vargas

Escritos de 3 de outubro de 1930 a 30 de abril de 1942. Publicados em 1995, em dois volumes, pela editora Siciliano em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FVG). Os originais podem ser encontrados no acervo do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), na FGV. Podem,

também, ser encontrados digitalizados no site dessa instituição.

Os diários pessoais cumprem uma funções terapêuticas, éticas e estéticas. A “prática

diarista liga-se à necessidade de introspecção, de comunicação, para contar experiências, para relacionar-se com um interlocutor ideal” (ALBERCA apud CUNHA, 2011, p. 258).

Tema: casamento. Qual a perspectiva na década de 30 do século XX sobre a união civil

Tema: casamento.

Qual a perspectiva na década de 30 do século XX sobre a união civil e o casamento religioso, e como as suas ausências poderiam afetar um ator social do meio político dessa época? O quão predominante é o desejo pelo casamento religioso no imaginário feminino, nessa década?

• O papel da festividade em momento politicamente tenso. Como os homens da década de 30

O papel da festividade em momento politicamente tenso. Como os homens

da década de 30 comportaram-se no carnaval. Houve realmente esse arrebatamento ébrio?