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UNIVERSIDADE DA REGIÃO DA

CAMPANHA

CURSO DE DIREITO
ANTROPOLOGIA
Prof. Ms. Edilacir dos Santos Larruscain
Antropologia
 A antropologia situa-se no
círculo das denominadas
ciências humanas e sociais.
 O surgimento das ciências
humanas e sociais processa-

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se em um contexto de
transformações na civilização
ocidental, no qual adquiriam
prestígio as explicações
científicas sobre os fenômenos
da natureza.

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 As investigações antropológicas empenham-se em compreender o homem
em suas múltiplas manifestações socioculturais, isto é, as diferentes formas
de sociedades humanas, com seus hábitos, valores, tradições, símbolos,
linguagens, ritos e cultura.
 Michel de Montaigne (1533-1592): um dos precursores da antropologia
científica. Montaigne: constatação de que atribuímos valor inferior ao que
não nos é familiar; crítica ao etnocentrismo.
1. CULTURA COMO OBJETO DA ANTROPOLOGIA

Talcott Parsons - o estudo da cultura


1.1. Cultura: termo ambíguo
Abbagnano (2003: 229):
 formação individual da pessoa humana, ou seja, aquilo que os gregos
denominavam paideia (formação do homem) e os romanos humanitas
(educação do homem).
 formação coletiva e anônima de um grupo social nas instituições que o
definem
do texto:
 “De fato, para um antropólogo, um modo rústico de cozer um alimento é um
produto cultural tanto quanto uma sonata de Beethoven”.
Edward Tylor:
 “cultura é todo o conjunto de obras humanas, portanto, trata-se de um todo
complexo que abrange conhecimento, crença, arte, princípios morais, leis,
costumes e várias outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como
membro de uma comunidade ou sociedade”.
 a) Ralph Linton entende que a cultura de qualquer
sociedade consiste na soma total de ideias,
reações emocionais condicionadas a padrões de
comportamento habitual que seus membros
adquiriram por meio da instrução ou imitação;

 b) Franz Boas define cultura como a totalidade das


reações e atividades mentais e físicas que
caracterizam o comportamento dos indivíduos que
compõem um grupo social;
diz que cultura é um composto integral
de instituições parcialmente autônomas e
coordenadas que, em seu conjunto, tende a
satisfazer toda a amplitude de necessidades
fundamentais, instrumentais e integrativas do grupo
social;

define cultura como um discurso


simbólico coletivo sobre conhecimentos,
crenças e valores; toda comunidade tem

suad)própria
Parsons
cultura, com seus valores específicos,
que a distingue de todas as outras;
entende que cultura é um sistema ordenado
de significados e símbolos, em cujos termos os
indivíduos definem seu mundo,
revelam seus achados, fazem seus julgamentos,
comunicam-se e exercem o controle do comportamento.

Exemplos:
Figuras da gestalt:
 Valores, leis, práticas, crenças e instituições variam de
formação social para formação social, motivo pelo qual os
antropólogos, em geral, falam em culturas, no plural, e não em
cultura, no singular.
 Em síntese, pode-se dizer que cultura é o modo próprio e
específico da existência dos seres humanos.
 É a cultura que distingue os homens dos outros animais, por
isso se diz que os animais são seres naturais; os humanos,
seres culturais.
 Questão para debate:
Existe uma “natureza humana”?
1.2. Surgimento da cultura
 Uma preocupação da antropologia consiste em determinar em que
momento e de que maneira os seres humanos se afirmam como diferentes
da natureza, fazendo surgir o mundo cultural.
 A antropologia procura uma regra ou norma capaz de estabelecer o
momento da separação homem-natureza como instante de surgimento das
culturas. Nisso também não há consenso.
 Alguns antropólogos entendem que essa diferença surge no momento em
que os humanos inventam uma lei que, quando transgredida, implicará a
pena de morte do transgressor, exigida pela comunidade: a lei da proibição
do incesto, desconhecida pelos animais.
 Para outros a diferença é estabelecida quando os humanos definem uma lei
que, se transgredida, causa a ruína da comunidade e do indivíduo: a lei que
separa o cru do cozido, desconhecida dos animais. Há, ainda, aqueles para
os quais o que distingue a sociedade humana da sociedade animal é a
forma de comunicação através da troca de símbolos (CHAUÍ, 2002: 294).
1.3. Cultura e valores
 Kroeber e Kluckhohn (in KUPER, 2002: 85) “os valores constituem as
propriedades mais características e mais importantes da cultura”. esses
valores são variáveis e relativos, e não predeterminados e eternos.
 Para avaliar os valores dos outros é preciso adotar uma perspectiva
relativista e reconhecer que toda sociedade, por intermédio da sua cultura,
busca e, até certo ponto, encontra valores.
 a cultura consiste em padrões, explícitos e implícitos, em comportamento
adquirido e transmitido por símbolos.
1.4. Pluralidade de culturas

 Até o século XIX - que haveria uma única grande cultura em


desenvolvimento
 No século XX - que não existe apenas uma cultura, mas culturas diferentes.
 Eliot (in KUPER, 2002: 61), ao analisar o conceito de cultura, assim se
expressa: “por cultura refiro-me, primeiramente, ao que os antropólogos
querem dizer: o modo de vida de um determinado povo que vive junto num
mesmo lugar”.
 cultura - artes, seu sistema social, seus hábitos e costumes e sua religião.
 uma cultura é mais do que a reunião de artes, costumes e crenças
religiosas. Todas essas coisas agem entre si, e para compreender
verdadeiramente uma é preciso compreender todas”. Em suma, a cultura
inclui todas as atividades e interesses característicos de um povo.
2. CULTURA E DIREITO
 Miguel Reale (1999), por exemplo, entende que o direito é fruto da
experiência e localiza-se no mundo da cultura, portanto, o Direito possui
uma dimensão valorativa que não pode ser desprezada.
 Fato, valor e norma - elementos constitutivos da experiência jurídica;
conexão necessária; tridimensionalidade dinâmica ou de integração.
 Teoria Tridimensional - a estrutura do direito é tridimensional
 Norma, que disciplina os comportamentos individuais e coletivos, pressupõe
dada situação de fato, referida a determinados valores.
 Esses elementos integrantes do direito – fato, valor e norma – estão em
permanente atração.
 Por essa razão, a conexão entre esses elementos é denominada dialética
da implicação e da polaridade, ou simplesmente dialética da
complementaridade.
 A correlação entre fato, valor e norma permite entender o direito como um
sistema aberto, dependente de outros que o abrange e circunscreve.
 Miguel Reale - a atitude do jurista não pode ser reduzida ou confundida com
a atitude do sociólogo; do dever-ser, pois o Direito só compreende o ser
referido ao dever-ser.
 Enfim, Reale propõe para a ciência jurídica, nos termos do culturalismo,
uma metodologia de caráter dialético, capaz de dar ao teórico do Direito os
instrumentos de análise do fenômeno jurídico, visto como unidade sintética
de três dimensões: normativa, fática e valorativa.
 Na esfera do valor, Reale afirma que a pessoa humana é o valor-fonte de
todos os valores.
2.1. Termo “cultura”: uso comum

 alguns teóricos entendem que as principais fontes ou causas dos conflitos


no século XXI serão culturais.
 os multiculturalistas entendem que é preciso preservar as culturas dos
diferentes povos
 os uniculturalistas entendem que é preciso unificar, na cultura ocidental, as
culturas de todos os povos
 Percebe-se que é bastante elevado o número de temas que evocam o
conceito de cultura. Importante, porém, é perceber que em todos eles está
latente o aspecto jurídico.
2.2. Fluxo de culturas

 Toda cultura é o resultado da mistura de traços culturais de diversas


culturas.
 Não existe, portanto, uma cultura genuína.
 Neocolonização, globalização, imigração