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SOCIEDADES

COMPLEXAS

Professora Ms. Juliana Valentini


As Sociedades Complexas
Relembrando ...

Como consequência do desenvolvimento da agricultura, da sedentarização e do


aumento populacional, surgiram aquilo que chamamos de sociedades complexas
ou Revolução Urbana.
Nesse processo, cresce a divisão do trabalho, o que leva ao surgimento de uma
grupos dominantes que consomem os excedentes produzidos pelos
agricultores.
DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO
• Designa a divisão do trabalho social em atividades produtivas, ou ramos de atividades necessárias
para a reprodução da vida. A divisão do trabalho sempre existiu. Inicialmente, dava-se ao acaso, pela
divisão sexual, de acordo com a idade e vigor corporal. Com a complexidade da vida em sociedade
e o aprofundamento do sistema de trocas entre diferentes grupos e sociedades, identifica-se
a divisão do trabalho em especialidades produtivas, designada pela expressão ‘divisão social do
trabalho’ .
Disponível em: http://www.sites.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/divsoctra.html . Acesso14.02.2018

• A crescente a divisão do trabalho leva ao surgimento de uma classe dominante que consome os
excedentes produzidos pelos agricultores, explora o trabalho dos vencidos e a confisca as suas
riquezas. É com base na noção de propriedade que “um” homem (baseado em seu poder religioso,
político, vai afirmar “isto é meu”. Cada vez mais os grupos dominantes e poderosos encontraram
meios para manter seus domínios desde a força bruta pelo direito do mais forte, até o domínio
mais sutil e bem mais perigoso que é o surgimento do governo e das leis que vieram legitimar tal
dominação.
Adaptado de MARQUES, José Oscar de Almeida.
CONDIÇÕES DE VIDA E TRABALHO NAS SOCIEDADES ANTIGAS

EGITO
• No Egito Antigo os trabalhos pesados eram realizados pelos camponeses (Félas), artesãos e alguns
comerciantes e prisioneiros de guerra. Os camponeses viviam em aldeias e eram obrigados a entregar
parte da colheita e do rebanho, como forma de tributos, aos moradores do palácio do faraó e aos
sacerdotes dos templos. Nos períodos em que diminuíam os trabalhos no campo (época das cheias),
eram, muitas vezes, convocados a trabalhar compulsoriamente em obras como, por exemplo, construções
de palácios, templos, pirâmides etc.
• Então, tinham uma vida simples, trabalhavam a maior parte do tempo e moravam em casebres feitos de
lama ou de tijolos crus secos ao sol, numa pequena aldeia situada numa distancia considerável dos
campos.
• Nada de cadeiras, camas ou mesas, apenas uma ou duas esteiras velhas de palha onde se dormia, um jarro
de barro para a água, vasilhas toscas e um cesto para manter (nem sempre com sucesso) o pão e o grão
afastados dos enxames de ratos e ratazanas que infestavam as aldeias.
• O chão era coberto por dejetos dos animais e fezes humanas, já que como foi observado por Heródoto,
os egípcios faziam suas necessidades dentro de casa. Toda essa sujeira atraía enxames de moscas. A
atarefada dona-de-casa nem sempre podia interromper a sua lida diária para varrer o lixo.
CAMINOS, Ricardo A. O camponês. In: DONADONI, Sergio. O homem egípcio. Lisboa: Presença, 1994.

Curiosidade: Primeira evidência de greve que se tem notícia, ocorreu em 1.155 a.C (portanto, há 3.173 anos),
por falta de alimento e pagamento aos trabalhadores egípcios construtores de pirâmides.
CONDIÇÕES DE VIDA E TRABALHO NAS SOCIEDADES ANTIGAS

GRÉCIA
• Na antiguidade os trabalhos braçais e manuais foram considerados desprezíveis, consideradas
equivalentes às atividades animais. Valorizou-se a atividade intelectual, própria dos homens que
podiam se dedicar à vida cidadã; (384, Estagira, Macedônia, 322 a.C.).
• ARISTÓTELES. A Política. cap. II, 12546b. e cap. VIII, 1329a.

• Na Grécia do século VI a.C. a maioria dos camponeses era obrigada ao pagamento de grande parte de sua
colheita em impostos; para isso, eles se endividavam e sobre eles pesava a ameaça da escravidão por dívida.

• O escravo era propriedade absoluta do seu amo, que podia dispor dele como dos seus rebanhos. Os
escravos não possuíam os direitos civis mais elementares e seus donos podiam matá-los impunemente. É
evidente que, em tais condições, era necessário recorrer à violência aberta, para forçá-los a trabalhar. A
exploração atroz de que eram vitimas acarretava sua inutilização em pouco tempo.

• Ao deixarem de ser aptos para o trabalho, eram mortos. Para substituir os mortos e aumentar a produção,
era preciso um afluxo incessante de escravos, que lhes eram proporcionados pelas guerras.
CONDIÇÕES DE VIDA E TRABALHO NAS SOCIEDADES ANTIGAS
ROMA
• Os povos conquistados pelos romanos eram submetidos a uma exploração brutal. Com as guerras de conquista os
pequenos e médios proprietários romanos ficaram arruinados, órfãos e viúvas entregavam as propriedades falidas
para o estado quando não eram expulsos delas.

• As cidades incharam no início do século II a. C. devido à expulsão dos trabalhadores livres do campo. Os sem terra
chegavam em grande número e buscavam trabalho no artesanato, nas obras públicas, no exército.

À medida que o cidadão foi perdendo as suas terras ocorre a sua “proletarização” no sentido romano: por não ter
censo o suficiente para ser inscrito na 5ª Classe, assim perde o direito de cidadania romana.

A cidade romana é portanto fundamentada na desigualdade

• Entre os anos de 134 a 104 a. C. desenvolveram-se as maiores revoltas escravas em áreas de latifúndio, devido ao
grande número de pessoas escravizadas e a expressiva brutalidade dos patrões.
O aumento da população humana,
desenvolvimento da agricultura, das cidade, de
relações sociais mais complexas, de grandes
construções e da escrita se acostumou dar o
nome de “Civilização”.

De toda forma, hoje os estudiosos contestam


a ideia de que a vida na “Civilização” seja
necessariamente melhor do que a vida na
“Barbárie” dos povos pré-históricos.

A verdade é que isso depende de inúmeros


fatores, como em qual sociedade você vive e,
especialmente, a que grupo social você
pertence nessa sociedade. Se por um lado, a
“Civilização” resolveu muitos problemas do
mundo pré-histórico, por outro lado ela criou
outros problemas que antes não existiam.
O fim da Pré-História e a aurora das “Civilizações”

Muitos problemas sociais ainda persistem na sociedade atual. Quais os


caminhos para construir uma sociedade justa e igualitária?

Temos realmente buscado uma transformação social?

Dilemas da sociedade
contemporânea