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UFCD 0415 - PREVENÇÃO DE QUEBRA

DAS MERCADORIAS
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
1.1.Origem das quebras | Quebras com causas extraordinárias
1.1.1.1.Incêndios e danos por água
Em geral, as principais causas que desencadeiam incêndios num armazém são as seguintes:
Descuidos dos trabalhadores. Ex. um cigarro mal apagado num cesto de papéis;
Faúlhas provenientes de operações de corte, solda ou outros trabalhos;
Defeitos na instalação elétrica;
Combustão espontânea de determinados produtos (especialmente químicos);
Faíscas provenientes de empilhadores e outros equipamentos móveis, provocadas por
defeitos no seu funcionamento ou derrames de combustível;
Existência de vapores que formem uma atmosfera potencialmente explosiva.
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
Desta forma, torna-se necessário prevenir estas e outras situações que possam colocar em risco a segurança e
saúde dos trabalhadores e as próprias instalações.

Os produtos que possam produzir danos específicos como por exemplo, fumos muito intensos e densos ou
atmosferas corrosivas, deverão ser armazenados separadamente dos restantes.

A largura dos corredores deve ser fixada de acordo com a severidade de incêndio máxima previsível (de
acordo com a carga de incêndio). Regra geral, os corredores de 2,5 m são suficientes. Sempre que possível,
os corredores deverão confluir nas portas do edifício, para propiciar melhores condições de acesso e
movimentação.

Deverá ser mantida uma separação – de pelo menos 60 cm – entre as paredes do edifício e as mercadorias
armazenadas, para facilitar o armazenamento das mercadorias e o combate a um incêndio utilizando os
meios manuais de extinção. Os produtos armazenados nunca devem obstruir os equipamentos de proteção
contra incêndios.
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
A altura de empilhamento das diversas mercadorias não deve ultrapassar a parte inferior das vigas da estrutura do teto.

Deve ser mantido espaço de 1,00 metro entre o deflector do chuveiro automático (sprinkler) e o topo da pilha de material.

As mercadorias deverão ficar afastadas pelo menos 1 m de qualquer elemento que possa produzir calor (tubagens de aquecimento,
ventiladores ou luminárias) que possam despoletar o início de um incêndio.

Recomenda-se também que esses elementos estejam protegidos contra possíveis impactos das mercadorias, para evitar sua rutura e
os riscos daí resultantes.

Nas zonas mais vulneráveis à deflagração de um incêndio deverão ser colocados extintores (específicos para o tipo de fogo) que se
pretende combater.
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
Quando os armazéns se destinam a produtos ou matérias-primas perigosas e suscetíveis de
poluir o solo e a água, devem estar situados em locais que permitam reduzir o risco de
contaminação da água (de modo a fazer com que esta não alcance os cursos de água, as
reservas de água subterrânea ou os sistemas de drenagens públicas).

Quando as águas da chuva provenientes do teto drenarem pelo interior do edifício, devem
ser selados os tubos de descarga da água através da construção de um maciço de tijolo ou
betão em torno do tubo até uma altura superior à do muro de retenção.

Isto protegerá o tubo contra danos causados pelo movimento de veículos e paletes. Os tubos
de descarga exteriores devem ser selados ao nível do chão.
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1.1.1.2.Derrocadas, falhas estruturais, tempestades

Todos os armazéns devem estar equipados com um sistema de proteção contra descargas
atmosféricas (para-raios) devidamente dimensionado de acordo com as características do
local e das instalações a proteger.

É necessário ainda, ter em consideração a resistência da Terra no local, para que o sistema
de proteção contra descargas atmosféricas não perca a sua eficácia.

No caso dos armazéns se destinarem ao armazenamento de produtos químicos na fase


líquida, e, possuírem elevado potencial de dano para a saúde dos trabalhadores ou para o
meio ambiente, devem existir meios para contenção de qualquer derrame e de toda a água
proveniente da extinção de um eventual incêndio.
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Em caso de um incêndio, espera-se a utilização de um grande volume de água, a
menos que tenham sido instaladas precauções especiais (aspersores, sistemas de
espuma e alarmes automáticos) que assegurem uma rápida resposta das equipas de
primeira intervenção e dos bombeiros.

A retenção pode ser localizada – através de utilização de bacias de retenção nos


locais onde estão situados os bidões ou geral – através da construção de um tanque
de grandes dimensões por baixo do piso do armazém, ao longo do seu perímetro.

Nota: as bacias de retenção de derrames de produtos químicos deverão ter


sensivelmente o dobro da capacidade de líquidos a que se destinam.
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1.1.1.3.Roubos e vandalismo | Furto interno

CAUSAS / PONTOS DE RISCO

A gestão dos recursos humanos da empresa.

Os seguintes fatores têm influência no comportamento dos colaboradores e portanto também


podem agir como inibidores ou potenciadores de certos comportamentos desonestos:
• Ambiente laboral: Nível de implicação, motivação, etc.
• Política de recursos humanos e de contratação: Duração dos contratos, rotação do pessoal,
políticas de retribuição, etc.
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O produto.
O risco de um artigo poder ser furtado aumentará em função da sua atratividade
para o potencial ladrão. Os parâmetros que determinam esta atratividade são:
• O valor.
• A novidade.
• A facilidade de venda.
• A facilidade de ser furtado (tamanho, etc.).
• Localização nas instalações (existem partes das instalações onde é mais simples
“agir”).
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Os procedimentos.

A forma como são concebidos ou sejam executados os procedimentos será determinante para
inibir ou facilitar os comportamentos desonestos.

Neste sentido os maiores riscos na cadeia de abastecimento são:


• As encomendas em que não é possível controlar o conteúdo no momento da entrega.
• As entregas em que se desconhece o seu conteúdo exato.
• As entregas ‘cegas’ (não é controlado o conteúdo dos envios no ato da receção da
mercadoria).
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FURTO EXTERNO
Causas/ pontos de risco
O risco de um artigo ser furtado aumentará em função do seu grau de atratividade para o
possível ladrão. Os parâmetros que determinam esse grau de atratividade são:
• O valor
• A novidade
• A facilidade de venda
• Facilidade de ser furtado (tamanho, etc.)
• Localização nas instalações
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FURTO EXTERNO

As operações de transporte estão sujeitas a uma série de procedimentos de elevado


risco (carga, descarga, entregas...).
Além disso, deve ter-se em conta que as ações de furto costumam acontecer com a
cumplicidade das pessoas que têm acesso à mercadoria, quer sejam externas como
internas à organização.
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1.2.Quebras com causas operacionais
1.2.1.Validade dos produtos ultrapassada

Durante a receção no armazém, deve-se ter o cuidado de identificar todos os produtos,


quantidade, etiquetagem e/ou fichas técnicas dos mesmos. Numa fase seguinte, far-se-á a
catalogação das mercadorias e devem ser conferidos com os documentos de transporte.

O bom estado das embalagens e paletes deve ser sempre verificado. As embalagens e paletes
danificadas ou com fugas devem ser separadas das restantes.

Se surgirem situações de etiquetas danificadas ou ausentes, os produtos devem ser postos de lado
e sujeitos a uma inspeção para posteriormente lhes serem colocadas novas etiquetas ou fichas de
identificação.
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A seguir, apresentam-se alguns itens que devem ser considerados relativamente à receção e
expedição de mercadorias:
Condições de higiene dos veículos de transporte (especialmente se se tratar de produtos
alimentares);
Verificar a separação de produtos por classes nos veículos de transporte e posteriormente no
armazém;
Verificar a compatibilidade das condições ambientais relativas ao tipo de mercadoria
transportada e/ou armazenada (ex. temperatura, humidade);
Condições de acondicionamento das cargas;
Utilização de EPI’s por parte dos trabalhadores que manuseiam as mercadorias, consoante o
tipo de produtos manuseados; ex.: luvas de proteção mecânica, capacete, fato de trabalho,
botas com biqueira de aço, etc.;
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Proceder à carga e descarga de mercadorias de forma cuidadosa de modo a não
danificar embalagens e produtos;
Higienizar corretamente os locais, equipamentos e utensílios, especialmente quando
de manipulam alimentos ou produtos químicos;
Armazenar rapidamente (prazo máximo de 30 minutos após a descarga) as
matérias-primas cuja conservação dependa diretamente do frio de câmaras
frigoríficas)
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1.2.2.Quedas acidentais de mercadorias

Quando a tarefa implica o transporte de materiais ou objetos, seja através da


utilização de máquinas, seja por força de braços, existem vários cuidados a ter em
atenção:
Os empilhadores requerem especial atenção devido ao facto de poderem capotar
facilmente e deverem ser conduzidos a baixa velocidade e apenas por operários
habilitados. Além disso, deve ter-se especial cuidado no acondicionamento da carga.
Por outro lado, os restantes trabalhadores que se deslocam a pé devem também
prestar atenção para não se atravessarem na zona utilizada pelo condutor.
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
Carrinhos-de-mão, reboques e outros equipamentos de carga exigem especial
cuidado também, sobretudo devido a cargas mal acondicionadas ou demasiado
grandes que possam provocar desequilíbrio ou má visibilidade.
No transporte de materiais por força de braços o principal problema são as lesões
musculares.
Gruas, guinchos e guindastes também devem ser manuseados com cuidado e por
operários especializados e experientes, assim como os restantes trabalhadores que
não estão a manusear a máquina devem procurar afastar-se.
Por fim, há que ter especial cuidado no transporte e acondicionamento de materiais
sensíveis a fim de evitar derrames químicos, fogos ou explosões.
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1.2.3.Mau acondicionamento (embalagem)

Há, com efeito, cuidados que se devem ter durante os armazenamentos e


embalamentos/desembalamentos que não estão relacionados apenas com a
prevenção de quedas:
Verificar se as prateleiras e zonas de trabalho estão em bom estado.
Empilhar o material numa base plana, começando por colocar os objetos mais
pesados e maiores no chão ou próximo dele. (ponto 1 do artigo 35.º do Decreto Lei
n.º 243/86)
Não empilhar os objetos de uma forma que bloqueie sprinklers ou tenha contacto
direto com lâmpadas e tubos. (ponto 2 do artigo 35.º do Decreto Lei n.º 243/86)
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No que diz respeito aos embalamentos e desembalamentos, há alguns cuidados que
se devem ter:
Precaução ao manusear os objetos cortantes utilizados na tarefa evitando cortes e
não deixar os mesmos no chão.
Ter cuidado também no manuseamento das cintas que prendem os materiais para
evitar que elas ressaltem contra qualquer parte do corpo, sobretudo a cara (utilizar
luvas e proteção ocular). Conforme estabelecido no artigo 47.º do Decreto Lei n.º
243/86, deve existir à disposição dos trabalhadores vestuário de trabalho e ou
dispositivo de proteção individual contra os riscos resultantes das tarefas e
operações efetuadas sempre que sejam insuficientes as medidas técnicas de higiene
e segurança de carácter geral.
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1.2.4.Controlo das datas de validade dos produtos

Deverão ser rejeitadas e sujeitas a inspeção as embalagens que apresentem os seguintes defeitos:

Embalagens danificadas, violadas, etc.;


Embalagens que se apresentem sem o respetivo rotulo ou que apresentem sinais de corrosão;
Mercadorias cujo prazo de validade esteja expirado;
Mercadorias que apresentem defeitos visíveis ou cujas características sejam suscetíveis de colocar
em causa a segurança e saúde dos trabalhadores que as manuseiam no processo de
armazenamento e transporte.
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1.2.5.Deficiente registo da localização da mercadoria

A arrumação de mercadoria dá-se após a atribuição de um local de arrumação à palete.


Esta atribuição pode ser feita pelo sistema informático ou pode ser feita manualmente.

Em qualquer dos casos deve obedecer a um conjunto de regras que garantam a maximização
da produtividade.

Independentemente da forma como é decidida a localização pode ser necessário confirmar


que a palete já foi arrumada – para indicar que já está disponível para preparação, por
exemplo.
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
Também pode ser necessário, no momento da arrumação, indicar um dígito ou letra
de controlo da posição, para confirmar que a palete está mesmo arrumada na
posição que deve.

É claro que esta confirmação é muito mais proveitosa se for feita utilizando rádio-
terminais. Por duas razões: pela rapidez de confirmação e pela correção, esta é
garantida pela possibilidade de leitura de um código de barras, que é bastante
mais rápido e fiável.
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1.2.6.Furtos e erros na expedição de mercadorias

Quando se considera o processo de expedição, este engloba várias tarefas relativas


ao mesmo, desde o processo de receção de encomendas, passando pelo picking,
conferência, embalamento, faturação, criação de guias e terminando na expedição
dos volumes pelos transportadores.

Neste processo, podem ser definidos vários ajustes e modificações com vista a
melhorar a produtividade da empresa e organização dos operadores.
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
1.2.6.Furtos e erros na expedição de mercadorias

Deve ser modificado o layout da zona de expedição, de forma a aumentar a


capacidade de expedição e facilitar o planeamento dos operários envolvidos.

Será importante a criação de um quadro de planeamento dos funcionários por


tarefas para apoio ao planeamento do chefe de produção. No quadro estarão
presentes as várias tarefas realizadas na expedição assim como uma norma de
balanceamento das linhas de expedição e uma norma de nivelamento da expedição.
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
Através do quadro o responsável pela expedição obtém em tempo real a
informação sobre as tarefas que estão a ser realizadas e pode balancear de forma
adequada os funcionários pelas várias tarefas, tendo em conta o fluxo de trabalho.

Os problemas que surgem na expedição podem variar desde o mau funcionamento,


danificação de produtos prontos a serem expedidos e a expedição de quantidades
erradas, todos resultando numa má imagem da empresa.

Assim, é importante que a expedição seja uma atividade bem planeada e funcional.
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
1.2.7.Devoluções de clientes

As devoluções por erro na expedição correspondem à devolução do produto vendido ao


cliente (que neste caso pode ser uma empresa) por erro de envio.

Esse tipo de devolução está muito relacionado com as transações entre as empresas e nas
vendas diretas ao cliente, este último pode acontecer quando a compra é efetuada por
catálogo ou por Internet.

Normalmente as empresas que recebem a mercadoria conseguem verificar logo o erro de


expedição e esta é devolvida de imediato ao fornecedor pelo mesmo transporte de entrega
ou por outro em prazo relativamente curto. Apesar do erro as empresas podem entrar em
acordo e a empresa que recebeu o produto pode ficar com o mesmo.
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO
Quando as mercadorias recebidas não correspondem às especificações adotadas pela empresa (qualidade, quantidade,
preço, etc.).

Nestes casos o operador deverá proceder à respetiva devolução através da nota de devolução e especificando o motivo da
devolução.

Estão envolvidas as seguintes etapas neste processo:


Recolha
Inspeção/ separação
Reprocessamento
Redistribuição
Deposição.
1.QUEBRAS - CAUSAS E PREVENÇÃO

Para minimizar a logística inversa é importante investir em tecnologia na preparação


e entrega de encomendas, nomeadamente com recurso à radiofrequência, que
permita controlar o peso e a qualidade das encomendas, através da conferência
das mesmas ou através de um sistema de amostragem aleatória, e que garanta o
controlo da expedição, verificando o cumprimento dos horários e controlando os
produtos danificados nas entregas.
2.PROCEDIMENTOS PARA A
DIMINUIÇÃO DAS QUEBRAS
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
2.1.RELACIONAMENTO COM OS FORNECEDORES

2.1.1.Melhor conhecimento do produto e das suas especificidades

O planeamento é essencial para obter um transporte da carga eficaz, fiável e seguro. “Mais vale prevenir do que remediar”
– por outras palavras, planear bem as operações é a melhor forma de evitar muitas surpresas desagradáveis. É possível
obter economias importantes se existir um planeamento adequado da estiva e da fixação da carga.

A escolha do tipo correto de porta-cargas e o acondicionamento da carga, tendo em conta as forças a que será sujeita
durante o transporte, são de extrema importância.

É sempre necessário conhecer o modo como a carga será transportada, os meios de transporte que serão utilizados, se será
uma operação de transporte combinado ou não e só então selecionar o porta-cargas adequado à carga e aos meios de
transporte utilizados durante o itinerário completo.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
A grande maioria das mercadorias movimentadas na cadeia de transportes representa um
elevado valor económico. Por conseguinte, é extremamente importante que o transporte seja
efetuado de modo a que sejam evitados danos na carga.

O modo de transportar a carga também tem influência na segurança das pessoas direta ou
indiretamente envolvidas na cadeia de transporte, o que torna ainda mais importante um bom
desempenho.

O manuseamento correto dos produtos transportados obriga igualmente a um conhecimento sobre


embalagem, carga e acondicionamento da carga. Uma consciencialização geral da necessidade
dos cuidados a ter com a carga constitui a base para obter bons resultados neste domínio.
O conhecimento de boas práticas em relação à carga diminui a importância e a frequência dos
danos na carga, contribuindo ao mesmo tempo para um melhor ambiente de trabalho e menos
desgaste dos veículos, unidades de carga, equipamento, etc.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
2.1.2.Melhor conhecimento da procura

A procura corresponde às quantidades que o mercado solicita à empresa. Pode não coincidir com
as vendas, devido à possibilidade de existirem ruturas de stock – a empresa não vendeu tanto
como poderia ter vendido, e como o mercado necessitava.

A gestão de stocks baseia as suas decisões em previsões daquilo que será a procura no futuro, à
qual deverá dar resposta. No entanto, uma característica importante da procura é a sua
incerteza. A previsão tem sempre associada uma margem de erro.

As técnicas de previsão da procura procuram minimizar esta margem de erro. Existem técnicas
para a previsão de longo prazo, que servem de base ao planeamento agregado de longo prazo,
e para a previsão de curto prazo, que é utilizada na gestão detalhada do dia a dia.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
Nas previsões a longo prazo, a incerteza é menor, uma vez que as previsões se fazem em
termos agregados. São utilizados métodos econométricos em que se faz a correlação entre a
procura e outros indicadores macroeconómicos, demográficos, ou outros, a partir de dados
históricos.

Nas previsões de curto prazo, são utilizados dados históricos para fazer a projeção do
passado para o futuro. O peso que os valores mais antigos têm na previsão varia em função
dos mercados serem mais ou menos voláteis.

Os métodos mais comuns são a média móvel e o alisamento exponencial, que poderão incluir
ajustamentos de tendência e sazonalidade.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
Quer as previsões de longo prazo, quer as de curto prazo, para além dos métodos
quantitativos, beneficiam com a incorporação de critérios subjetivos relacionados com
o conhecimento que a empresa tem do mercado.

As expectativas de serviço por parte do cliente aumentarão e terão de ser


correspondidas pelo desenvolvimento de uma abordagem proactiva às necessidades
dos clientes. A Gestão da Procura está a emergir como uma abordagem
interfuncional para servir clientes.

Entretanto, o aumento da frequência de entrega, menores prazos dominantes e maior


rigor na entrega são tendências imparáveis.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
A produção desloca-se no sentido de uma estrutura internacional e global, com um
número limitado de localizações.

Os lotes tradicionais com uma grande dimensão estão a ser substituídos por lotes
pequenos e métodos flexíveis com tempo de produção mais curtos.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
2.1.3.Adequação das unidades logísticas e das embalagens

A embalagem é um recipiente ou envoltura que armazena produtos temporariamente e serve


principalmente para agrupar unidades de um produto, com vista à sua manipulação,
transporte ou armazenamento.

Outras funções da embalagem consistem em proteger o conteúdo, informar sobre as


condições de manipulação, exibir os requisitos legais como composição, ingredientes, etc. e
fazer promoção do produto através de gráficos.

A conceção de uma boa embalagem pode permitir uma redução do número de vezes que um
produto é embalado e desembalado, de expedição, de movimentação e nos custos
resultantes de danos no produto.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
Exemplos: Escolher unidades de movimentação com base na sua eficiência de custo e espaço:

Para caixas soltas - O poder de optar entre agrupar paletes de madeira (que têm como características serem retornáveis,
rentáveis e descartáveis), de metal (que têm como características a durabilidade e capacidade de carga), de plástico (que
têm como características a durabilidade, limpeza e a cor), e paletes com possibilidade de serem empilhadas (que têm como
características a poupança de espaço, mas não são duráveis nem suportam objetos pesados).

Os fatores a ter em conta quando se seleciona o tipo de caixa são: custo inicial, custos de manutenção, facilidade no
manuseamento, impacto ambiental, durabilidade e por fim a qualidade oferecida na proteção do produto que contém;

Para artigos soltos - Algumas das opções para agrupar artigos soltos são: tabuleiros empilháveis ou rebatíveis e caixas de
cartão. Os fatores a ter em conta quando se seleciona a opção mais correta incluem o impacto ambiental, custo inicial, custo
do ciclo de vida, limpeza e a qualidade oferecida na proteção do produto que contém.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
Minimização de danos ao produto:
Agrupar e acondicionar artigos soltos em caixas ou tabuleiros, para além de existir uma carga unitária para facilitar o
manuseamento de mercadorias, deve existir um meio para que o artigo seja acondicionado seguramente dentro da unidade de
carga. Para os artigos soltos em caixas ou tabuleiros isso pode ser feito com esferovite, plásticos com bolhas, jornal e almofadas de
ar. Os fatores de seleção serão: impacto ambiental, custo inicial, custo do ciclo de vida, reutilizáveis e a qualidade oferecida na
proteção do produto que contém;

Agrupar e acondicionar as caixas soltas em paletes, embora o processo mais comum seja o de embrulhar as caixas na palete com
tela de plástico expansível também podem ser usadas cintas de velcro entre outros, sendo que estas têm o selo ambiental.

Agrupar e acondicionar as paletes soltas nos camiões, os processos mais comuns são placas de espuma e madeira.

Eliminar a preparação da operação de expedição e executar o carregamento diretamente para os camiões, pois tanto na receção
como na expedição é na preparação que se vai utilizar mais mão-de-obra e espaço. Para facilitar a carga direta das paletes nos
camiões podem usar-se empilhadoras para retirar as paletes do armazém e carregar os veículos, evitando assim a preparação.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
.1.4.Adequação das formas de entrega

A definição de nível de serviço varia de empresa para empresa. Algumas definem nível de serviço como o
tempo que medeia entre a encomenda e a entrega do produto ao cliente.
Outras empresas consideram o nível de serviço como sendo a disponibilidade de stocks ou a capacidade de
resposta a emergências.
Apresentam-se, seguidamente, diferentes indicadores utilizados na quantificação do nível de serviço:
1. Tempo de ciclo de uma encomenda
2. Flutuações do tempo de ciclo de uma encomenda
3. Disponibilidade do produto
4. Flexibilidade para lidar com situações pouco comuns
5. Resposta a emergências
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
Hoje em dia, a questão da qualidade assume um papel de grande destaque. Assim sendo, é necessário
estabelecer processos que permitam controlar a qualidade do ciclo produtivo (anterior à fase de
armazenamento) e ainda eventuais defeitos provocados pelo armazenamento incorreto e manipulação
inadequada das mercadorias.
Em simultâneo, é necessário dar uma resposta cabal às solicitações e encomendas dos clientes.
Os controladores de qualidade e encomendas têm por missão verificar a ordem de encomendas e solicitar as
mercadorias necessárias. Numa fase seguinte, um pequeno lote de material (fração da encomenda total) é
selecionado e colocado sobre uma mesa de trabalho para ser “desempacotado” e ser sujeito a uma inspeção
relativa à qualidade e/ou eventualmente à quantidade.
Posteriormente, a mercadoria é novamente embalada e é dada uma ordem de expedição, sendo ainda
registados os dados referentes ao lote inspecionado. Fazem-se verificações relativamente às normas de
produção, embalagem, acondicionamento, armazenamento, distribuição e transporte.
Efetuam-se cálculos e estatísticas periódicas sobre defeitos detetados nas mercadorias a fim de fornecer,
superiormente, dados relativos aos níveis e custos de qualidade e às ações corretivas a implementar.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
2.2.Controlo ao pessoal e às operações com stocks
2.2.1.Controlo aleatório de roubos
Em primeiro lugar, é recomendado que se faça uma valorização e uma análise, ao nível necessário e possível, (empresa,
departamento, organização...) dos fatores que atuam como potenciadores ou inibidores de comportamentos desonestos.
Assim, conseguiremos aplicar as medidas de prevenção e controlo mais adequadas.
Antes de mais, é recomendável estabelecer:
Normas de funcionamento interno, tanto para o funcionamento geral da empresa, como para os procedimentos mais críticos,
e fazer uma avaliação e o acompanhamento constante da aplicação destas normas.
Medidas de prevenção e controlo dos produtos e nomear responsáveis encarregados de aplicar estas medidas.
É recomendado valorizar e analisar, ao nível em que seja necessário e possível (empresa, departamento, organização,
empregado...) uma série de fatores que atuam como potenciadores ou inibidores de comportamentos desonestos.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
Os fatores em concreto são:
A tentação. Esta variará em função:
 Da necessidade do empregado.
 Da cupidez do empregado.

O nível de tolerância entre os quadros relativamente às ações desonestas contra a


própria empresa.
A facilidade de cometer furto interno em cada departamento, empregado... Esta
variará em função de três fatores:
 Acesso à mercadoria.
 Tempo disponível.
 Posição que ocupa.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
A perceção do empregado sobre as possíveis repercussões que possa ter um comportamento desonesto. Esta dependerá:
Do “medo” de ser apanhado.
Do “medo” de ser castigado.
De se sentir culpado.
A valorização destes fatores irá permitir que sejam tomadas medidas de prevenção e controlo mais adequadas a cada caso. Em
concreto trata-se de:
 Evitar que sejam criadas perceções entre os empregados:
“A empresa já ganha dinheiro suficiente”
Neste caso existe um elevado nível de tolerância relativamente às pessoas que cometem ações desonestas.
“Aqui roubar é muito fácil”
Os empregados não têm medo nem de serem apanhados nem de serem castigados.
E de trabalhar de forma eficiente o conceito de:
“A empresa é a minha casa”
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
Fatores como a cultura empresarial, a integração do empregado e a política de
recursos humanos, atuam como inibidores das tentações que os empregados possam
ter.

De notar que a aplicação de determinadas medidas de controlo sobre os


empregados pode ter efeitos contrários sobre o facto de que os trabalhadores
verem a empresa como “a sua casa”.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
2.2.2.Controlo das atividades de manuseamento em stocks
Os erros na cadeia de abastecimento costumam originar:
• Discordância entre os fluxos físicos de mercadoria e o fluxo de informação
associada, levando a diferenças no inventário por:

 Quantidades de produto incorretas.


 Produtos incorretos (referência, formato...).
 Deterioração dos produtos.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
Causas/ pontos de risco

As principais causas de discordância entre o fluxo físico de mercadoria e o fluxo de informação são:
• Falta de formação e de meios materiais adequados para o tratamento da informação.
• Falta de Alinhamento de Ficheiros Mestres (A.F.M):

Por isto entende-se que os agentes que intervêm na cadeia de abastecimento manuseiam a mesma informação atualizada de produto
(formato promocional, dimensões, preço...).

Os seguintes procedimentos acarretam maior risco para a discordância entre o fluxo físico de mercadoria e o fluxo de informação:
• A preparação das encomendas.
• Os processos de entrega e a receção da mercadoria, especialmente as entregas que se fazem diretamente na loja.
• A gestão das devoluções e os produtos estragados.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
A deterioração dos produtos acontece por não existirem instalações adequadas que permitam:
• Manter uma temperatura adequada para a conservação dos produtos.
• Execução de uma “paletização” correta.

É recomendado basear a prevenção e o controlo dos erros na cadeia de abastecimento:


• Numa definição eficiente dos procedimentos mais críticos.
• No controlo sobre a execução dos mesmos.
• No manuseamento e no fluxo da informação adequada na cadeia da oferta.
• Na utilização eficiente das ferramentas adequadas.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
É recomendado realizar ações de formação dos empregados sobre:
• Aplicação dos procedimentos estabelecidos.
• Utilização e manuseamento das ferramentas necessárias.

Mais concretamente, indicaremos de seguida um conjunto de melhores práticas e


ferramentas cuja aplicação contribui para melhoramentos significativos na eficiência
do fluxo de mercadoria e de informação na cadeia de abastecimento:
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
1.Preparação de encomendas, manipulação, carga, transporte, descarga e receção
da mercadoria.

2.(Intercâmbio Eletrónico de Dados) EDI: Através de mensagens de linguagem


standard EANCOM para EDI, as empresas podem, entre outras questões, de uma
forma standard e integrada e automaticamente nos sistemas das empresas:
• Comunicar com antecedência o conteúdo exato dos envios.
• Confirmar a receção da mercadoria e informar de possíveis ocorrências no
processo de receção.
• Informar sobre a situação concreta das encomendas.
2.PROCEDIMENTOS PARA A DIMINUIÇÃO DAS
QUEBRAS
3.Codificação EAN.UCC 128: É um sistema de identificação criado para ambientes não retalhistas (armazém), para ligar o
fluxo físico de mercadorias ao fluxo de informação e facilitar a integração dos fluxos de informação entre as empresas. A
codificação EAN.UCC 128, entre outras questões, permite:
• Automatizar a gestão dos armazéns (Ex: A leitura do código permite colocar a mercadoria no armazém em
função da data de validade do produto, informação incluída no código EAN.UCC 128).
• Agilizar os processos de receção de mercadoria. Com a leitura do SSCC (Código Seriado de Unidade de Envio ou
Número de Matrícula) que possui a etiqueta EAN. UCC 128, é possível relacionar o conteúdo do envio com o aviso de
expedição que se fez previamente com a mensagem DESADV da linguagem EANCOM do EDI.

Em suma, estas ferramentas aliadas às melhores práticas permitem reduzir as ocorrências e controlar os pontos de risco que
constituem uma fonte de erros na cadeia logística:
• Agilizam e aumentam a qualidade da informação para os fluxos administrativos e operacionais.
• Reduzem ocorrências nas entregas e no processo de faturação.
• Aumentam os níveis de informação e localização dos produtos.