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10- CONDUÇÃO DE CALOR

Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Guarapuava


Engenharia Mecânica/Mecânica dos Sólidos e Fenômenos de
Transporte

Candidata: Jessica Hipolito de Vasconcelos


Introdução
A transferência de calor e a temperatura estão diretamente
relacionadas, mas são de naturezas diferentes. Diferente
da temperatura o fluxo de calor tem magnitude e direção,
portanto é um vetor. Daí é necessário que além da
magnitude, descrever a direção para caracterizar por
completo a transferência de calor num ponto.
Introdução
Introdução
Direção do fluxo de
transferência de calor
(positivo na direção
positiva e negativo na
direção negativa)
Introdução
A especificação da temperatura num ponto, primeiro
requer a descrição da localização do tal ponto. Isso pode
ser feito através da escolha de um sistema de coordenadas
que podem ser retangular, cilíndrica ou esférica, o
que depende da forma do corpo e da posição conveniente
do ponto de referência a utilizar.

5
Introdução

Distâncias e ângulos envolvidos quando se descreve a localização de um ponto


Introdução

Os problemas de transferência de calor são geralmente


classificados em de regime transiente ou permanente.
O termo permanente implica que não haja variações no
tempo de nenhum ponto do meio, enquanto transiente,
refere-se a problemas que tenham variação no tempo ou
que sejam dependentes do tempo.

7
Introdução

Condução
transiente e
estacionária em
uma parede
plana

8
Introdução
• Os problemas de transmissão de calor são geralmente
classificados em unidimensionais, bidimensionais e
trimensionais dependendo da magnitude da transferência de
calor em cada uma das direções e da precisão desejada na
solução do problema.
• No caso geral o calor transmite-se de modo
tridimensional.

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Transferência de Calor Multidimensional

Transferência de
calor bidimensional
numa barra
retangular longa

1
0
Equação geral de condução de calor

A maioria dos problemas de transferência de calor


encontrados na prática podem ser aproximados a problemas
unidimensionais.
Porém, este nem sempre não é o caso, e às vezes é preciso
considerar que o calor se transfere também em outras direções.
Nesse caso a condução de calor é multidimensional, e a equação
diferencial desses sistemas pode ser apresentada em
coordenadas retangulares, cilíndricas ou esféricas.

1
1
Equação geral da condução de calor
Coordenadas retangulares

Condução de calor
tridimensional através de
um volume elementar
retangular

1
2
Coordenadas retangulares

Taxa de Taxa de Taxa de calor Taxa de


Calor Calor gerado no variação da
conduzido - conduzido + Interior do = energia
em x, y e z em x+Δx, elemento contida no
y+Δy e z+Δz elemento

Ou seja,

(1)
Coordenadas retangulares
Nota-se que o volume elementar é dado por Velement =
Δx·Δy·Δz. A relação entre a variação de energia do
elemento e a taxa de geração pode ser dada por:

Substituindo na Equação 1 obtém-se:

Dividindo por Δx·Δy·Δz tem-se:

(2)
Coordenadas retangulares
As áreas de transferência de calor do elemento nas direções
x, y e z são Ax= ΔyΔz, Ay= ΔxΔz e Az= ΔxΔy,
respectivamente e o limite de Δx,Δy,Δz e Δt→0 dá:

(3)

Da definição de derivada e da Equação de Fourier obtém-se:


Coordenadas retangulares

2T 2T 2T g 1 T


Condutibilidade térmica constante    (4)
x 2
y 2
z 2
k  t

2T 2T 2T g&


Regime permanente (Equação de     0 (5)
Poisson) x 2
y 2
z 2
k

2T 2T 2T 1 T (6)


Regime transiente, sem geração de   
calor (Equação da Difusão) x 2
y 2
z 2
 t

2T 2T 2T


Regime permanente, sem geração    0 (7)
de calor (Equação de Laplace) x 2
y 2
z 2
Coordenadas cilíndricas

Volume elementar
diferencial em
coordenadas
cilíndricas

1
7
Coordenadas cilíndricas
A equação de calor em coordenadas cilíndricas pode ser
obtida do balanço de energia de um elemento
volumétrico ou diretamente da Equação 3 usando as
seguintes transformações:

x  r cos, y  r sin  e zz

1   T  1   T    T & T
kr 
 2 kr 
 
k 

g  C (8)
r r  r  r     z  z  t

1
8
Coordenadas esféricas

Volume
elementar
diferencial em
coordenadas
esféricas

1
9
Coordenadas esféricas
A equação de calor em coordenadas esféricas pode ser obtida
do balanço de energia de um elemento volumétrico ou
diretamente da Equação 3 usando as seguintes
transformações:
x  r cos sin , y  r sin  sin e z  cos

1   2 T  1   T  1  T  &  T



kr 
 k   k sin 
  g  C (9)
r r 
2
r  r sin      r sin  
2 2 2
  t

2
0
Condução em regime permanente em
uma parede plana

Considere a condução de calor em regime permanente através


das paredes de uma casa durante um dia de inverno. Sabe-se
que o calor é continuamente perdido para o exterior através da
parede. Intuitivamente, sente-se que a transferência de calor
através da parede realiza-se na direção perpendicular à
superfície da parede, e não ocorre transferência de calor
significativa em outras direções da parede.
Condução em regime permanente em uma
parede plana
A transferência de calor
através de uma parede é
unidimensional quando a
temperatura da parede
varia somente numa
única direção.

2
2
Condução em regime permanente em
uma parede plana
A transferência de calor é a única interação de energia
envolvida neste caso, pois não há geração interna. O
balanço de energia pode ser escrito como:

Taxa de Calor Taxa de Calor


transferido transferido Taxa de
para a - para fora da = variação da
parede parede energia da
parede

Ou seja,
Q!in Qo! ut  dE (10)
dt
parede
Condução em regime permanente em
uma parede plana
Considerando uma parede plana de espessura L e
coeficiente médio de condutibilidade térmica k, sendo as
duas paredes mantidas às temperaturas constantes T1 e
T2. Para a condução
unidimensional em regime permanente tem-se T(x). A
lei de Fourier para a condução através da parede pode
ser escrita como:

Q! cond , parede  kA dT (W) (11)


dx

2
4
Condução em regime permanente em
uma parede plana
Sendo o calor conduzido e as áreas constantes, então dT/dx é
uma constante o que significa que a temperatura ao longo da
parede varia linearmente em função de x.

Separando as variáveis e integrando a Equação 11 de x=0 onde


T(0) = T1, até x=L, onde T(L)=T2, tem-se:

T2
Q! cond , parede dx    kAdT
L

x0 T T1

2
5
Condução em regime permanente em
uma parede plana
Fazendo a integração e reagrupando os termos obtém-
se:
T1 T2
Qcond , parede  kA (W) (12)
L

Da Equação 12, pode-se concluir que o calor transferido


por
uma parede plana é diretamente proporcional ao
coeficiente médio de condução de calor, à área da parede
e à diferença das
temperaturas das faces, mas inversamente
proporcional à espessura da parede. 2
6
Conceito de Resistência Térmica
Fazendo arranjos na Equação 12 pode-se obter a seguinte expressão:
T1 T2
Qcond , parede  (W)
R parede (13)
L
Onde: R parede  ( o C/W) (14)
kA

é a resistência térmica da parede à condução de calor, que depende da


geometria do meio e das suas propriedades térmicas.
Esta relação é análoga à da intensidade da corrente elétrica que é dada por:
V1  V2
I (15)
Re
Onde Re= L/(σeA) é a resistência elétrica e V1-V2 a diferença de potencial
na resistência (σe é a condutibilidade elétrica).
2
7
Conceito de Resistência Térmica

Analogia entre os
conceitos de
resistência térmica
e elétrica.

2
8
Conceito de Resistência Térmica
Considerando a transferência de calor por convecção da superfície do sólido
As, a temperatura Ts, para o fluído a uma temperatura diferente da superfície
T∞, com o coeficiente de convecção h, a Lei de resfriamento de Newton para a
convecção pode ser escrita como: Qconv=hAs(Ts-T∞)

Agrupando os membros da equação, obtém-se:


Ts  T 
Q! conv  (16)
Rconv

Onde: 1
Rconv  (o C/W) (17)
hAs

é a resistência térmica da superfície à convecção de calor.

2
9
Conceito de Resistência Térmica

Representação
esquemática da
resistência
convectiva na
superfície.

3
0
Conceito de Resistência Térmica
Se a parede estiver circundada por um gás, os efeitos radiantes que haviam
sido negligenciados podem ser significativos e devem ser tomados em conta. A
transferência de calor entre uma superfície de emissividade ε, área As e
temperatura Ts, e as paredes vizinhas à temperatura média Tviz pode ser
expressa por:

 
Q! rad  As Ts4  Tviz4  hrad As TsT viz
 Ts  Tviz
Rrad
(W) (18)

Onde:
1
Rrad  (K/W) (19)
hrad As

é a resistência térmica da superfície à radiação de calor.

3
1
Conceito de Resistência Térmica
Q! rad
hrad 
As T s  T viz 
 
  Ts2  Tviz2 Ts  Tviz  (W/m2  K ) (20)

é o coeficiente de transferência de calor por radiação. Todas as temperaturas


envolvidas no cálculo deste coeficiente devem ser usadas em graus Kelvin.
As superfícies expostas ao ar ambiente, geralmente envolvem convecção e
radiação em simultâneo e o total de calor dissipado pela superfície consegue-se
adicionado ou subtraindo (dependendo da sua direção) as duas parcelas: a de
convecção e a de radiação.

3
2
Conceito de Resistência Térmica

Representação
esquemática das
resistências convectiva
e radioativa na
superfície

3
3
Rede de Resistências Térmicas

Rede de resistências térmicas para transferência de calor


através de uma parede plana submetida à convecção, em
ambos os lados e a analogia elétrica.
3
4
Rede de Resistências Térmicas
Considere o regime permanente, unidimensional, através de
uma parede plana de espessura L, com área A, condutividade
k, exposta à convecção em ambos os lados, de fluídos com
temperaturas T∞1 e T∞2 e com coeficientes de transferência de
calor h1 e h2 respectivamente. Em regime permanente tem-se:

Taxa de Calor Taxa de Calor


transferido transferido Taxa de
para a = pela parede
por
= Calor
parede por transferido
convecção condução

Ou seja,
T T
Q!  h1 AT1  T1   kA 1 2  h2 AT2  T2  (22)
L

3
5
Rede de Resistências Térmicas
A Equação 22 pode ser arranjada para a forma:

T T T1  T2 T2 T 2
Q! 1 1  
1 h1A L kA 1 h2 A (23)
T T T T T T
 1 1
 1 2
 2 2

Rconv,1 Rparede Rconv,2

Somando os numeradores e denominadores, a Equação 23


se transforma em:
T T
Q! 1  2 (W) (24)
Rtotal

3
6
Rede de Resistências Térmicas
Identidade
matemática, muito
importante, que
demonstra que se pode
fazer a soma dos
numeradores e
denominadores de
frações.

3
7
Paredes planas de multicamadas
Na prática, é comum encontrar-se paredes planas compostas de várias camadas
de materiais diferentes. O conceito de resistência térmica continua o mesmo,
para determinar a taxa de transferência de calor pelo meio, em regime
permanente.
Considerando uma parede composta de duas camadas, o fluxo de calor que
atravessa as duas camadas pode ser calculado por:

T T
Q! 1 2 (30)
Rtotal

Onde Rtotal é a resistência térmica total determinada por:


Rtotal  Rconv,1  Rparede,1  Rparede,2 Rconv,2
1 L1 L 1 (31)
   2
h1A k1A k2 A h2A

3
8
Paredes planas de multicamadas
Rede de resistências
térmicas de
transferência de calor,
ao longo de duas
paredes planas sujeitas
à convecção em ambos
os lados.

3
9
Paredes planas de multicamadas

Cálculo das
temperaturas das
superfícies e da
interface, quandoT∞1 e
T∞2 são dadas e Q é
calculado.

4
0
Paredes planas de multicamadas
Logo:

! Ti T j
Q (32)
Rtotal,i j

Onde, Ti é uma temperatura conhecida na localização i e RTot,i-j é a


resistência térmica total entre a localização j e i.
Conhecido Q, a temperatura de interface entre os dois meios T2 , da
figura anterior, pode-se calcular da seguinte expressão:

T1  T2 T1  T2
Q!   (33)
Rconv,1  Rparede,1 1 L

h1A k1 A

4
1
Redes Generalizadas de Resistência Térmica

• O conceito de resistência térmica, pode ser usado para resolver


problemas de transmissão de calor em regime permanente, que
envolvam camadas paralelas ou arranjos combinados série-paralelos.

• Considerando-se uma parede composta por duas camadas


paralelas, a resistência térmica da rede consistirá de duas
resistências em paralelo. O calor total transferido é igual à soma do
calor transferido por cada uma das camadas:

T T T T 1 1 
Q!  Q1!  Q!2  1 2  1 2  T1 T 2  R R 
  (34)
R1 R2 1 2

4
2
Redes Generalizadas de Resistência Térmica

Rede de resistências
térmicas para dois
meios paralelos.

4
3
Redes Generalizadas de Resistência Térmica
Utilizando a analogia elétrica, tem-se:

T T
Q! 1 2 (35)
Rtotal
Onde:

1 1 1 R1 R2
   Rtotal  (36)
Rtotal R1 R2 R1  R 2

Desde que as resistências estejam em paralelo.

4
4
Redes Generalizadas de Resistência Térmica

Rede de resistência
térmica para um
arranjo combinado
série-paralelo.

4
5
Redes Generalizadas de Resistência Térmica
Considere agora um arranjo série-paralelo. O calor total transferido
pelo arranjo pode ser determinado pela seguinte expressão:
T T
Q! 1  (37)
Rtotal

R1R2 (38)
Onde: Rtotal  R12  R3  R conv   R3  R conv
R1 R 2

L1 L2 L3 1
e: R1  , R2  , R3  , Rconv  (39)
k1A1 k 2 A2 k3 A3 hA3

Basta que as resistências térmicas individuais sejam conhecidas, para


que a resistência total e a taxa total de transferência de calor possam
ser facilmente determinadas pelas expressões acima.
4
6
Resistência Térmica de Contato
Considere-se, que há transferência entre dois blocos de metal de secção
transversal A, pressionados um contra outro. O calor transferido
através da interface destes dois blocos é a soma do transferido pelos
pontos em contato e pelas brechas.

Q! Q!contato  Q!brecha


Pode-se também expressar de maneira análoga, pela lei de
resfriamento de Newton como:
Q! hc ATinterface
Onde A é a área aparente de interface e ΔTinterface é a diferença efetiva
de temperatura na interface.
Resistência Térmica de Contato
hc corresponde ao coeficiente de transferência de calor por convecção,
e ele é também chamado condutibilidade térmica no contato e é
expresso por:

Q! A
hc  Wm  C
2 o

Tinterface

e relaciona-se com a resistência térmica no contato por meio de:

1 Tinterface
Rc   (m2  o C W)
hc ! A
Q

que é a resistência térmica no contato e é inversa à condutibilidade


térmica no contato.