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DIREITO
ADMINISTRATIVO
PROFESSOR: SÉRGIO BRITO
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS:

• Contrato administrativo: é o ajuste (= acordo de


vontades) que a Administração Pública, agindo com
supremacia, celebra com o particular para a realização
dos objetivos de interesse público, nas condições fixadas
pela própria Administração.

• Nem todos os contratos da AP são contratos


administrativos (verticalidade, supremacia = regidos pelo
Direito Público). A AP também realiza contratos regidos
pelo direito privado (relação horizontal).
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: LEI 8.666
• Considera-se contrato todo e qualquer ajuste entre órgãos ou
entidades da Administração Pública e particulares, em que haja
um acordo de vontades para a formação de vínculo e a
estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a
denominação utilizada.
• Os contratos administrativos regulam-se pelas suas cláusulas
e pelos preceitos de direito público, aplicando-se-lhes,
supletivamente, os princípios da teoria geral dos contratos e as
disposições de direito privado.
• Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as
condições para sua execução, expressas em cláusulas que
definam os direitos, obrigações e responsabilidades das
partes, em conformidade com os termos da licitação e da
proposta a que se vinculam.
• Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de
licitação devem atender aos termos do ato que os autorizou e
da respectiva proposta.
CLÁUSULAS NECESSÁRIAS:
São cláusulas necessárias em todo contrato as que
estabeleçam:
• I - o objeto e seus elementos característicos;
• II - o regime de execução ou a forma de fornecimento;
• III - o preço e as condições de pagamento, os critérios, data-
base e periodicidade do reajustamento de preços, os critérios
de atualização monetária entre a data do adimplemento das
obrigações e a do efetivo pagamento;
• IV - os prazos de início de etapas de execução, de conclusão,
de entrega, de observação e de recebimento definitivo,
conforme o caso;
• V - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da
classificação funcional programática e da categoria econômica;
• VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena
execução, quando exigidas;
CLÁUSULAS NECESSÁRIAS
CONTINUAÇÃO ....
• VII - os direitos e as responsabilidades das partes, as
penalidades cabíveis e os valores das multas;
• VIII - os casos de rescisão;
• IX - o reconhecimento dos direitos da Administração, em caso
de rescisão unilateral administrativa;
• X - as condições de importação, a data e a taxa de câmbio
para conversão, quando for o caso;
• XI - a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a
dispensou ou a inexigiu, ao convite e à proposta do licitante
vencedor;
• XII - a legislação aplicável à execução do contrato e
especialmente aos casos omissos;
•XIII - a obrigação do contratado de manter, durante toda a
execução do contrato, em compatibilidade com as obrigações
por ele assumidas, todas as condições de habilitação e
qualificação exigidas na licitação.
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS:
CARACTERÍSTICAS
1) Presença da Administração Pública com prerrogativas
públicas – verticalidade da relação: AP contratante x
contratado.
2) Finalidade pública – busca-se sempre um fim público.
3) Obediência à forma prescrita em lei – a forma é
essencial nos contratos administrativos. Há inúmeras
formalidades previstas na lei (Arts. 60 a 64 da Lei n.
8.666/93). O contrato é escrito.
Exceção – contrato verbal: pequenas compras de
pronto pagamento até 5% do limite do convite (R$
4.000)
4) Procedimento legal: licitação prévia (há exceção),
autorização legislativa para alienação de bens imóveis,
indicação de recursos orçamentários, etc.
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS:
CARACTERÍSTICAS
5) Natureza de contrato de adesão – todas as cláusulas são
estabelecidas prévia e unilateralmente pela AP. O contratado
só adere às suas cláusulas.

6) Natureza intuitu personae – é celebrado em razão das


condições pessoais do contratado, apuradas na licitação. Há
exceção: ver arts. 72 e 78, VI.

7) Presença de cláusulas exorbitantes (derrogatórias do


direito privado).

8) Mutabilidade
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• Conceito: são cláusulas que conferem à AP
significativos poderes, colocando-a numa posição de
supremacia sobre o contratado (verticalidade). São elas:
1. Exigência de garantia
2. Alteração unilateral
3. Rescisão unilateral
4. Fiscalização
5. Aplicação de penalidade
6. Anulação do contrato sem recorrer ao Judiciário
7. Retomada do objeto do contrato
8. Restrição ao emprego da exceção do contrato não
cumprido (exceptio non adimpleti contratus).
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• EXIGÊNCIA DE GARANTIA: a Administração Pública tem
a prerrogativa de exigir do contratado a prestação de
garantia nas contratações de obras, serviços e compras.
• Cuidado – para exigir garantia - deve haver essa
previsão no instrumento convocatório da licitação.
• Modalidades de garantia: caução em dinheiro ou títulos
da dívida pública; seguro-garantia e fiança bancária.
• Valor da garantia:
• Até 5% do valor do contrato (regra geral)
• Até 10 % do valor do contrato – para contratos de
grande vulto e envolvendo alta complexidade técnica
e riscos financeiros.
• Se houver entrega de bens pela AP – ao valor da
garantia deve ser acrescido o valor desses bens.
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• ALTERAÇÃO UNILATERAL: a AP tem a prerrogativa de
alterar, unilateralmente, as cláusulas do contrato para
melhor adequação às finalidades de interesse público,
respeitados, contudo, os direitos do contratado (Art. 65, I,
e parágrafos 1º a 4º).
• Deverá ser justificada a alteração (sem justificativa não
pode alterar).
• Se necessário, deverá ser restabelecido (por
aditamento) o equilíbrio econômico-financeiro do
contrato. O contratado tem esse direito.
• Cuidado – cláusula econômico-financeira não
poderá ser alterada unilateralmente pela AP. Só com
prévia concordância do contratado.
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• ALTERAÇÃO UNILATERAL:
• A alteração unilateral será cabível quando:
• (a) houver modificação do projeto ou das
especificações, para melhor adequação técnica aos
seus objetivos e
• (b) for necessária a modificação do valor contratual
em decorrência de acréscimo ou diminuição
quantitativa de seu objeto.
• O contratado é obrigado aceitar, nas mesmas condições
iniciais, as seguintes alterações:
• Acréscimos/reduções – de até 25% do valor inicial
do contrato.
• Reforma de edifício ou de equipamento – o limite
acima para acréscimo pode chegar até 50% (cuidado).
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• RESCISÃO UNILATERAL (arts. 79, e 78, I a XI e XVII): Em
caso de inexecução total ou parcial do contrato por parte
do contratado, pode a AP rescindi-lo unilateralmente. Há
ainda a possibilidade de extinção contratual nas
seguintes hipóteses:
• decretação de falência ou instauração de insolvência
civil do contratado.
• dissolução da sociedade ou o falecimento do
contratado.
• alteração social ou a modificação da finalidade ou da
estrutura da empresa, que prejudique a execução do
contrato.
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• RESCISÃO UNILATERAL (arts. 79, e 78, I a XI e XVII): ....
• razões de interesse público, de alta relevância e amplo
conhecimento, justificadas e determinadas pela máxima
autoridade da esfera administrativa a que está subordinado
o contratante e exaradas no processo administrativo a que
se refere o contrato;
• ocorrência de caso fortuito ou de força maior,
regularmente comprovada, impeditiva da execução do
contrato.
• A rescisão unilateral não depende de autorização prévia do
Poder Judiciário. Trata-se de auto-executoriedade.

• FISCALIZAÇÃO (Art. 67): a execução do contrato deverá ser


acompanhada e fiscalizada por um representante da AP
especialmente designado, permitida a contratação de terceiros
para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa
atribuição.
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• APLICAÇÃO DE PENALIDADES (Art. 87): A AP tem a
prerrogativa de aplicar sanções ao contratado motivadas pela
inexecução total ou parcial do ajuste. Deve ser respeitado o
direito de prévia defesa.
• Sanções previstas no art. 87 da Lei 8.666/93:
• advertência.
• multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no
contrato.
• suspensão temporária de participação em licitação e
impedimento de contratar com a Administração, por prazo não
superior a 2 (dois) anos e
• declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a
Administração Pública enquanto perdurarem os motivos
determinantes da punição ou até que seja promovida a
reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a
penalidade depois de decorrido o prazo de 2 (dois) anos de
sua aplicação. Essa pena só pode ser aplicada por Ministro de
Estado, Secretário Estadual ou Municipal (ou do DF).
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• APLICAÇÃO DE PENALIDADES: O atraso injustificado na
execução do contrato sujeitará o contratado à multa de mora,
na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato.
A multa não impede que a Administração rescinda
unilateralmente o contrato e aplique as outras sanções
previstas na Lei.
• Para a cobrança da multa aplicada, poderá a AP reter a
garantia exigida do contratado. Se o valor da multa ultrapassar
o valor da garantia, a diferença será descontada dos
pagamentos eventualmente devidos pela Administração
(autoexecutoriedade = não depende de autorização judicial). Se
houve diferença a ser cobrada, deve-se fazer a execução
judicial.
• A multa poderá ser acumulada com as outras sanções
(advertência, suspensão temporária de participação em
licitação e impedimento de contratar e a declaração de
inidoneidade).
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• APLICAÇÃO DE PENALIDADES: para a cobrança da
multa aplicada, poderá a AP reter a garantia exigida do
contratado. Se o valor da multa ultrapassar o valor da
garantia, a diferença será descontada dos pagamentos
eventualmente devidos pela Administração
(autoexecutoriedade = não depende de autorização
judicial). Se houve diferença a ser cobrada, deve-se fazer
a execução judicial.

• A multa poderá ser acumulada com as outras sanções


(advertência, suspensão temporária de participação em
licitação e impedimento de contratar e a declaração de
inidoneidade).
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• ANULAÇÃO DO CONTRATO: A Administração Pública,
no exercício da autotutela, deve declarar a nulidade de
seus contratos quando eivados de vícios de ilegalidade.

• Efeitos da declaração de nulidade: retroativos (ex tunc).

• Dever de indenizar – a nulidade não exonera a


Administração do dever de indenizar o contratado pelo
que este houver executado até a data em que ela for
declarada e por outros prejuízos regularmente
comprovados, contanto que não lhe seja imputável,
promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu
causa.
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• Art. 59. A declaração de nulidade do contrato
administrativo opera retroativamente impedindo os
efeitos jurídicos que ele, ordinariamente, deveria
produzir, além de desconstituir os já produzidos.

• Parágrafo único. A nulidade não exonera a


Administração do dever de indenizar o contratado pelo
que este houver executado até a data em que ela for
declarada e por outros prejuízos regularmente
comprovados, contanto que não lhe seja imputável,
promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu
causa.
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• RETOMADA DO OBJETO (Art. 80): para assegurar a
continuidade da execução do contrato (princípio da
continuidade do serviço público), sempre que a sua interrupção
possa ocasionar prejuízo ao interesse público, a
Administração, ao rescindir unilateralmente o contrato, poderá
adotar as seguintes medidas, sem prejuízo de outras sanções:
• assunção imediata do objeto do contrato, no estado e
local em que se encontrar, por ato próprio da
Administração;
• ocupação e utilização do local, instalações, equipamentos,
material e pessoal empregados na execução do contrato,
necessários à sua continuidade.
• execução da garantia contratual, para ressarcimento da
Administração, e dos valores das multas e indenizações a
ela devidos;
• retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite
dos prejuízos causados à Administração.
CLÁUSULAS EXORBITANTES
• RESTRIÇÃO AO USO DA CLÁUSULA DA EXCEÇÃO DO
CONTRATO NÃO CUMPRIDO: O administrado não pode fazer
uso contra a Administração Pública da cláusula da exceção do
contrato não cumprido (exceptio non adimpleti contractus).
• O que diz esta cláusula oriunda do Direito Civil? Com base
nela, uma parte pode invocar o descumprimento do contrato
pela outra, para deixar de cumprir as suas obrigações
contratuais. (Exceção = defesa)
• Nos contratos administrativos, essa cláusula não pode ser
usada pelo contratado. Assim, se a AP não cumpre a sua parte
(exemplo: atrasa o pagamento), o contratado não pode
suspender a execução do contrato.
• Cuidado – quando o atraso ultrapassar a 90 dias (salvo no
caso de calamidade pública, guerra ou grave perturbação
da ordem interna), o contratado poderá suspender a
execução do contrato ou solicitar a sua rescisão.
MUTABILIDADE
• MUTABILIDADE: Os contratos administrativos podem sofrer
mudanças ou alterações, seja em razão do poder que tem a
Administração de alterar unilateralmente o contrato (alteração
unilateral), seja em decorrência do fato do príncipe, do fato da
administração e da teoria da imprevisão.
• Em todas estas situações, o contratado tem assegurado o seu
direito à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro.
• Álea = refere-se aos riscos que envolvem os contratos
administrativos. Dividem-se em:
• Álea ordinária: corresponde aos riscos normais de qualquer
empreendimento e que devem ser suportados pelo contratado.
• Álea extraordinária: corresponde aos riscos extraordinários,
que fogem ao padrão normal. Poderá decorrer de álea
administrativa (alteração unilateral do contrato pela AP, fato do
príncipe, fato da administração) ou de álea econômica (teoria
da imprevisão).
MUTABILIDADE
DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
• FATO DO PRÍNCIPE: é todo aquele que a Administração
pratica, positiva ou negativamente, não como parte do contrato,
mas como autoridade pública, que reflexamente repercute no
contrato. Caracteriza-se por ser um ato geral do poder público.
Exemplo: proibição de importar determinado produto e
aumento de tributos.

• FATO DA ADMINISTRAÇÃO: é toda ação ou omissão da


Administração que se relaciona diretamente com o contrato,
retardando ou impedindo sua execução, produzindo
desequilíbrio econômico. Exemplo: quando a Administração
deixa de entregar o local da obra ou serviço, ou não
providencia as desapropriações necessárias.
MUTABILIDADE
DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
• TEORIA DA IMPREVISÃO: é todo acontecimento externo ao
contrato, estranho à vontade das partes, imprevisível e
inevitável, que causa um excessivo desequilíbrio, tomando a
execução do contrato demasiadamente onerosa para o
contratados.

• Pode se referir a fato imprevisível (ex: um terremoto, uma


crise econômica) ou a fato previsível, mas de consequências
incalculáveis (ex: dissídio coletivo de uma categoria de
trabalhadores).
FORMALIZAÇÃO DOS CONTRATOS ADM
• Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas
repartições interessadas, as quais manterão arquivo
cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu
extrato, salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis, que se
formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas, de
tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem.
• Contrato verbal: É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal
com a Administração, salvo o de pequenas compras de pronto
pagamento, assim entendidas aquelas de valor não superior a
5% do valor do convite para compras e outros serviços (R$
4.000), feitas em regime de adiantamento.
• Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de
seus representantes, a finalidade, o ato que autorizou a sua
lavratura, o número do processo da licitação, da dispensa ou
da inexigibilidade, a sujeição dos contratantes às normas desta
Lei e às cláusulas contratuais.
FORMALIZAÇÃO DOS CONTRATOS ADM
• Publicação - a publicação resumida do instrumento de
contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial, que é
condição indispensável para sua eficácia, será providenciada
pela Administração até o 5º dia útil do mês seguinte ao de sua
assinatura, para ocorrer no prazo de 20 dias daquela data,
qualquer que seja o seu valor, ainda que sem ônus.
• Instrumento de contrato: é obrigatório nos casos de
concorrência e de tomada de preços, bem como nas dispensas
e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos
limites destas duas modalidades de licitação, e facultativo nos
demais em que a Administração puder substituí-lo por outros
instrumentos hábeis, tais como carta-contrato, nota de
empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de
execução de serviço.
• A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato
convocatório da licitação.
EXECUÇÃO DOS CONTRATOS ADM
• A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada
por um representante da Administração especialmente
designado, permitida a contratação de terceiros para assisti-lo
e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.

• O representante da Administração anotará em registro próprio


todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato,
determinando o que for necessário à regularização das faltas
ou defeitos observados.

• O contratado é obrigado a reparar, corrigir, remover,


reconstruir ou substituir, às suas expensas, no total ou em
parte, o objeto do contrato em que se verificarem vícios,
defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de
materiais empregados.
EXECUÇÃO DOS CONTRATOS ADM
• O contratado é responsável pelos danos causados
diretamente à Administração ou a terceiros, decorrentes de sua
culpa ou dolo na execução do contrato, não excluindo ou
reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o
acompanhamento pelo órgão interessado.
• O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas,
previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução
do contrato. A inadimplência do contratado, com referência aos
encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à
Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento,
nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a
regularização e o uso das obras e edificações, inclusive
perante o Registro de Imóveis.
• A Administração Pública responde solidariamente com o
contratado pelos encargos previdenciários resultantes da
execução do contrato.
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
• PRAZO DO CONTRATO: é vedado o contrato com prazo de
vigência indeterminado (art. 57, § 3º, da Lei 8.666/93).
• Ademais, a duração dos contratos administrativos, salvo
disposição legal em contrário, ficará adstrita à vigência dos
respectivos créditos orçamentários.
• EXCEÇÕES: contrato relativo aos projetos contidos no plano
plurianual - poderão ser prorrogados se houver interesse da AP e
desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório; contratos
de prestação de serviços de execução contínua (ex.: serviços de
limpeza, vigilância etc) - podem ter a sua duração prorrogada por
iguais e sucessivos períodos, com vistas à obtenção de preços e
condições mais vantajosas para a AP, limitada a 60 meses. Ainda
poderá ser prorrogado por até 12 meses, em caráter excepcional,
devidamente justificado e mediante autorização da autoridade
superior; contratos de aluguel de equipamentos e à utilização de
programas de informática, podendo a duração estender-se pelo
prazo de até 48 meses após o início da vigência do contrato.
RESCISÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO
• Rescisão unilateral - decorre de iniciativa da Administração
Pública. É feita por ato unilateral e escrito da Administração.

• Rescisão amigável - decorre de um acordo entre as partes,


reduzido a termo no processo da licitação, desde que haja
conveniência para a Administração. Essa rescisão deverá ser
precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade
competente.

• Rescisão judicial - é determinada judicialmente, em face de


uma ação proposta por um dos contratantes. Em regra, é a
rescisão requerida pelo contratado, quando ocorre
descumprimento do contrato pela Administração.
RESCISÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO
CASOS DE RESCISÃO POR ATO PRATICADO PELA AP:
• a supressão, por parte da AP, de obras, serviços ou compras,
acarretando modificação do valor inicial do contrato além do
limite na Lei de Licitação.

• a suspensão de sua execução, por ordem escrita da


Administração, por prazo superior a 120 dias, salvo em caso de
calamidade pública, grave perturbação da ordem interna ou
guerra, ou ainda por repetidas suspensões que totalizem o
mesmo prazo, independentemente do pagamento obrigatório
de indenizações pelas sucessivas e contratualmente
imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras previstas,
assegurado ao contratado, nesses casos, o direito de optar
pela suspensão do cumprimento das obrigações assumidas até
que seja normalizada a situação.
RESCISÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO
CASOS DE RESCISÃO POR ATO PRATICADO PELA AP:
• o atraso superior a 90 dias dos pagamentos devidos pela
Administração decorrentes de obras, serviços ou fornecimento,
ou parcelas destes, já recebidos ou executados, salvo em caso
de calamidade pública, grave perturbação da ordem interna ou
guerra, assegurado ao contratado o direito de optar pela
suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja
normalizada a situação;

• a não liberação, por parte da Administração, de área, local ou


objeto para execução de obra, serviço ou fornecimento, nos
prazos contratuais, bem como das fontes de materiais naturais
especificadas no projeto;