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Avaliação de Impactos

Ambientais- os estudos
ambientais

Yana Moysés
Avaliação de Impactos Ambientais
• A PNMA, além do Licenciamento como
instrumento, instituiu também a Avaliação de
Impactos Ambientais (AIA) (posteriormente
vinculada ao licenciamento pelo Dec. 88351/83).
• 1986- Res. CONAMA 001: estabeleceu as
definições, as responsabilidades, os critérios
básicos e as diretrizes gerais para uso e
implantação da AIA.
(RICCIOPPO, 2010)
Estudos Ambientas
• Definição do Conama, na Res. n°237, de 19 de
dezembro de 1997, no art 1°:
(...) todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos
relacionados à localização, instalação, operação e
ampliação de uma atividade ou empreendimento,
apresentado como subsídio para a análise da licença
requerida, tais como: relatório ambiental, plano de
recuperação de área degradada e análise preliminar
de risco.
(Trennepohl, 2011)
EIA/RIMA
• O regulamento pioneiro para o uso da AIA é encontrado na
legislação Estadual do RJ, a qual já previa desde 1977, no âmbito do
SLAP, a apresentação de Relatório de Influência no Meio Ambiente,
somente mais tarde consagrado como RIMA.
• A Res. CONAMA 001-1986 determinou que o licenciamento de ativ.
modificadoras do meio ambiente depende da elaboração de EIA e
do respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).
• A CF/88 (art. 225, parágrafo 1º, inciso IV) e tb a Constituição
Estadual do RJ de 1989 (art. 261, parágrafo 1°, inciso X)
corroboraram a resolução vinculando o EIA, ao qual se deve dar
publicidade, à instalação de obra ou ativ. potencialmente causadora
de significativa degradação do meio ambiente.
(RICCIOPPO, 2010)
EIA/RIMA
• O EIA/RIMA deverá ser elaborado por uma equipe técnica multi e
interdisciplinar que se responsabilize pelos diversos assuntos referentes aos
meios fís., bio. e sócio-econômico da área onde será instalado o
empreendimento. Portanto, para a sua análise, o Órgão Ambiental deverá, tb,
formar uma equipe constituída por diversos profissionais, c/ correspondência
em termos da especificidade da formação da equipe do proponente, e, se
necessário, até interinstitucional.
• Por ser um instrumento democrático de planejamento, durante a análise do
EIA/RIMA, além da participação da população diretamente junto ao Órgão
Ambiental, podem-se realizar as Audiências Públicas. Essas significam o
momento + imp. de participação e manifestação da comunidade envolvida
e/ou das organizações que as representam. Nessa ocasião, é apresentado o
conteúdo do EIA/RIMA, com o obj. de esclarecer dúvidas e acolher críticas e
sugestões sobre o empreendimento.
(Valinhas, 2009)
EIA/RIMA- Audiências públicas
• Em 1987, a Res. CONAMA 009 regulamenta a questão das Audiências Públicas,
sempre que julgar necessário ou quando for solicitado por entidade civil, pelo
MP, entre outras especificações (RICCIOPPO, 2010).
• RJ a Deliberação CECA 2.555/91 tb regulamenta as Audiências, desta vez como
parte do proc. de licenciamento de ativ. poluidoras sujeitas a EIA/RIMA
(RICCIOPPO, 2010).
• A realização da Audiência Pública se dá sob a responsabilidade do Órgão
Ambiental, e é obrigatória quando requisitada pelo Ministério Público, por
entidade civil com assento no Conselho Estadual do Meio Ambiente ou por
solicitação assinada por mais de 50 cidadãos (VALINHAS, 2009).
• Após realização de quantas Audiências forem solicitadas, vistoria da área a ser
instalado o empreendimento, análise de toda a documentação pertinente e
reuniões técnicas executadas pelo Órgão Ambiental, é elaborado um parecer
final. Esse parecer pode exigir complementações para melhor entendimento
do estudo, pode autorizar o licenciamento prévio do projeto, ou pode indeferi-
lo (VALINHAS, 2009).
EIA/RIMA- Audiências públicas
• Para garantir a part. pública, a realização de Audiências Públicas deve
respeitar prazos estabelecidos, aspectos ligados à divulgação, local de
realização, necessidade de novas audiências, responsabilidade pela
condução da audiência, necessidade de ata e que todos os documentos
entregues durante a seção deverão ser anexados à ata (BRASIL, 1997).
• A ata da audiência pública e seus anexos servirão de base, juntamente
com o RIMA, para a anál. e parecer final do licenciador qnt à aprovação ou
não do projeto.
• No caso de haver solicitação de audiência pública e na hipótese do Órgão
Estadual não realizá-la, a licença concedida não terá validade (BRASIL,
1987).
(Valinhas, 2009)
E na prática?
AIA: EIA/RIMA
• A AIA, em sua concepção original, era destinada a todos os níveis de
decisão, incluindo a aval. de políticas, planos e programas. O
Decreto regulamentador da Lei da PNMA, e a Resolução Conselho
Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) nº 01/86, contudo, ao
vincularem a AIA ao proc. de licenciamento ambiental,
terminaram por restringir a aplicação do instrumento, como se
constata pela quase exclusividade da exp. brasileira c/ AIA ser
voltada para a análise de projetos e empreendimentos. Tb por esse
fato, verifica-se a confusão existente na doutrina entre AIA e Estudo
de Impacto Ambiental – EIA, sendo o EIA apenas uma das formas
de AIA, de abrangência restrita ao licenciamento de obra ou ativ.
que possa causar significativa degradação ao meio ambiente
(MACIEL, 2010).
EIA/RIMA: eficácia?

• A prática de anos de EIA (i.e., exigência do licenciamento) tem


demonstrado que há necessidade de algo mais abrangente, que dê apoio
e base aos empreendimentos: há falta de credibilidade no processo e em
seus resultados e há uma sobrecarga ao instrumento de EIA pela
ausência de alguns instrumentos já previstos em lei (e.g., Zoneamento
em alguns estados), e assim passa a agregar conceitos, sendo exigido
universo de respostas e responsabilidades que não lhe são pertinente.

(RICCIOPPO, 2010)
Compensação ambiental
• Diante da impossibilidade de mitigação de imp. ambientais
negativos observados no EIA, foi instituída a compensação
ambiental, por meio da Res. CONAMA 010/87, com o obj. de
reparação dos danos ambientais causados pela destruição de
florestas e de outros ecossistemas.
• Revogada pela Resolução CONAMA 02/96, manteve a finalidade de
reparação dos danos ambientais e determinou a implantação de
uma UC de domínio público e uso indireto, preferencialmente uma
Estação Ecológica, em caso de licenciamento de empreendimentos
de relevante impacto ambiental.
• A Resolução CONAMA 02/96 vincula assim a compensação
ambiental ao licenciamento (RICCIOPPO, 2010).
Quais o significados da compensação ambiental?
• O licenciamento ambiental, por sua vez, nem sempre dependerá da
realização do EIA, pois qnd não envolver ativ. ou empreendimento
potencialmente causador de significativa degradação ao meio
ambiente, poderá ter por base outras espécies de estudos
ambientais. Neste pnt, cabe ressaltar que a fim de padronizar a
exigência do EIA no licenciamento ambiental, a Resolução CONAMA
nº 01/86 apresenta em seu anexo um rol de atividades em que
seria obrigatório, ou seja, em que se presume a potencialidade de
significativa degradação ao meio ambiente. Como reconhece a
maioria da doutrina, tal rol seria meramente exemplificativo,
devendo ser exigido o EIA sempre que, no caso concreto, forem
constatados os requisitos constitucionais e legais para tanto
(MACIEL, 2010).
Licenciamento Ambiental Simplificado
(LAS)
• De acordo com a Deliberação CECA 3.588/96,
quando uma empresa solicitava uma licença e o
órgão ambiental verificava que não era caso de
EIA/RIMA, o empreendedor assinava o Manifesto
de adequação. Esse Manifesto levava em
consideração algumas normas, e dispensava o
procedimento de Licenciamento Ambiental. O
Manifesto de Adequação não está sendo mais
usado e atualmente há o Licenciamento
Ambiental Simplificado (LAS) (RICCIOPPO, 2010).
Estudos simplificados
A res. Conama n° 279, de 27 de junho de
2001, prevê uma forma mais simples de
estudos ambientais para o licenciamento
ambiental de empreendimentos hidrelétricos
com pequeno potencial de impacto ambiental,
um Relatório Ambiental Simplificado- RAS e
um Relatório de Detalhamento dos Programas
Ambientais para detalhar as medidas
mitigatórias e compensatórias, e os programas
ambientais propostos no RAS.
(Trennepohl, 2011)
Estudos simplificados
• São estudos simplificados, mas que devem
abordar as inter-relações entre os componentes
bióticos, abióticos e antrópicos do sistema
afetado pelo empreendimento, obra e atividade.
• A responsabilidade pela aceitação desses
relatórios simplificados, qnd incompatíveis com o
porte, o potencial poluidor ou com as próprias
normas ambientais, é dos agentes públicos que
emitirão as licenças ambientais pretendidas.
(Trennepohl, 2011)
Plano de Recuperação de Área
Degradada- PRAD
• O Decreto n° 97.632, de 10 de abril de 1989
ao regulamentar a exigência da recuperação
das áreas degradadas (art. 2°, inc. VIII da lei
n°6.938/81), tornou obrigatória a
apresentação de um PRAD, para ativ. de
exploração de rec. Minerais, independente da
apresentação do EIA/RIMA quando exigível.

(Trennepohl, 2011)
Plano de Recuperação de Área
Degradada- PRAD
• Deve apresentar as medidas a serem adotadas
qnd da interrupção ou término das atividades
visando o retorno do sítio degradado a
condições ambientais mais favoráveis e deve
ser analisado conjuntamente com os estudos
ambientais considerados para o
licenciamento.

(Trennepohl, 2011)
Análise de risco e Programas de
Monitoramento
• Conforme as peculiaridades do empreendimento a
ser licenciado o órgão ambiental pode exigir estudos
específicos, com a finalidade de avaliar os riscos para
o meio ambiente ou para o homem.
• Ex: empreendimentos de fabricação, armazenamento
ou transporte de prod. Inflamáveis, explosivos ou
tóxicos, ou prod. Geneticamente alterados.
• É exigido um est. de anál. de risco, contendo
programa de treinamento de pessoal e plano de ação
emergencial para o caso de acidentes.
(Trennepohl, 2011)
Análise de risco e Programas de
Monitoramento

• Em empreendimentos que utilizam rec.


hídricos, conforme o risco de poluição e
contaminação: o orgão amb. pode exigir
programas de monitoriamente constante de
qualidade de água.

(Trennepohl, 2011)
Singularidade da licença ambiental
• A expedição da licença ambiental não está vinculada
ao cumprimento das exigências normativas, ao
contrário das licenças administrativas em geral.
Mesmo q seja apresentados todos os estudos
ambientais previstos, e independentemente do
conteúdo ou resultado destes, a autoridade
competente pode indeferir a pretensão.
• Nesses casos, deverá justificar sua decisão,
fundamentando-a com os elem. Que levaram ao
convencimento de q o licenciamento não poderia ser
concebido.
(Trennepohl, 2011)
Referências Bibliográficas
• FIRJAN. Manual de licenciamento ambiental. Rio de Janeiro : SEBRAE , 2010.
• MACIEL, Marcela Albuquerque. Competência para o licenciamento
ambiental: Uma análise das propostas de regulamentação do art. 23 da CF.
In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, 83, 01/12/2010 [Internet].
Disponível em http://www.ambito-
juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=8759
• RICCIOPPO, VANESSA. Licenciamento ambiental e ordenamento do território
no Estado do Rio de Janeiro: é possível uma integração? – Rio de Janeiro:
UFRJ/COPPE, 2010. Dissertação (mestrado) – UFRJ/ COPPE/ Programa de
Planejamento Energético, 2010.
• VALINHAS,Marcelo Macedo. O Município de Macaé-RJ face ao processo de
descentralização da fiscalização e do licenciamento ambiental.IN: Boletim do
Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego, Campos dos Goytacazes/RJ,
v. 3 n. 1, p. 11-28, jan. / jun. 2009.
• TRENNEPOHL, Curt e TRENNEPOHL, Terence. Licenciamento ambiental.
4°edição, Niterói: Impetus, 2011.