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Importância da água:

Histórico: Água foi considerada por Aristóteles


como elemento químico até o fim do século XVII.
A partir desta data Lavoisier através de seus
estudos, levou em consideração a combustão do
hidrogênio e notou a presença da formação de
umidade. A partir deste momento Covemdish
observou que misturando hidrogênio com
oxigênio em certas proporções obtinhacomo
produto a água (H2O).
Causas da Poluição Ambiental
 Como sabemos, a poluição ambiental resulta do acúmulo de resíduos
gerados pelas atividades humanas, sejam as relacionadas à fisiologia
dos membros de uma comunidade (metabolismo) sejam as relacionadas
às mais rudimentares formas de atividade produtiva.

 Todavia, à medida que o conhecimento humano avança e com ele


avançam todas as técnicas pertinentes para garantir a nossa
sobrevivência sobre a face do planeta Terra, é necessário que seja
assegurada a motivação política para a implementação dessas técnicas.

 O inter-relacionamento do HOMEM com MEIO AMBIENTE tem sido


sensivelmente desvantajoso para esse último visto que as atividades do
HOMEM, predatórias de um modo geral, são realizadas numa escala de
tempo muito curta o que dificulta a capacidade de auto-recuperação do
MEIO AMBIENTE.
Qualidade da água disponível
A poluição das águas devido as atividades humanas aumentou vertiginosa-
mente nos últimos 50 anos.
De acordo com a legislação, a poluição da água pode ser:

Pontual ou Difusa

Descarga de efluentes a partir Escoamento superficial urbano,


de indústrias e de estações escoamento superficial de áreas
de tratamento de esgoto agrícolas e deposição atmosférica

São bem localizadas, fáceis Espalham-se por toda a cidade,


de identificar e de monitorar são difíceis de identificar e tratar
Descarte de um efluente
 Um efluente, para poder ser descartado em um corpo
receptor, deve estar enquadrado em padrões estabelecidos
por um orgão de Legislação Ambiental. No Brasil, temos o
Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) que
estabelece o limite de concentrações dos constituintes
químicos isolados e de outros parâmetros, por exemplo, a
carga orgânica que um efluente deve ter para poder ser
descartado.

 No entanto, a qualidade deste efluente vai estar,


necessariamente, vinculada à qualidade do corpo receptor.
Explicando melhor: se um efluente vai ser descartado em
um corpo receptor pouco poluído, a qualidade deste efluente
deverá ser superior à qualidade de um efluente que será
descartado em um corpo receptor muito poluído.
Utilização da água na Indústria

 Incorporação ao produto;
 Lavagens de máquinas, tubulações e pisos;
 Águas de sistemas de resfriamento e geradores
de vapor;
 Águas utilizadas diretamente nas etapas do
processo industrial ou incorporadas aos produtos;
 Esgotos sanitários dos funcionários.

Exceto pelos volumes de águas incorporados aos


produtos e pelas perdas por evaporação, as águas
tornam-se contaminadas por resíduos do processo
industrial, originando assim os efluentes líquidos.
Poluição por fertilizantes agrícolas
Qual o motivo do gosto de terra na nossa água
durante o verão?
Nitrogênio (N) e fósforo (F)

Excesso é levado pela chuva para os


Usados sem critério
lençóis subterrâneos e rios

Ao morrerem são decompostos


Reprodução acelerada
aerobicamente e cobrem a superfície da
de algas e fitoplâncton!
água

Eutrofização
Poluição por esgotos doméstico
e industrial

Matéria orgânica biodegradável Bactérias, vírus, larvas e parasitas

Explosão na população Coliformes fecais  doenças


de microrganismos

Consumo de oxigênio Brasil: 30% das praias


são impróprias (2000)
Poluição por metais pesados
Cu, Zn, Pb, Cd, Hg, Ni e Sn
Cr3+ e Cr6+
Pilhas e baterias Mineração (garimpo)

Aterro sanitário Rios e mares


Couro !
Contaminação de águas Os oceanos recebem por ano
subterrâneas, córregos 400.000 t de metais pesados
e riachos 80.000 t só de mercúrio

Bioacumulação  danos ao SNC


LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

 A legislação é a primeira condicionante


para um projeto de uma ETEI ou de uma
ETE.
 As diferenças das legislações muitas
vezes inviabilizam a cópia de uma
estação de tratamento que apresente
sucesso em um Estado para outro.
 Os parâmetros para controle da carga
orgânica são aplicados de forma muito
diferente, entre alguns Estados
Propriedades químicas da água

 1º- A água reage com metais alcalinos (elementos


do grupo 1A da tabela periódica) violentamente,
dando como produto da reação hidróxidos metálicos
mais hidrogênio.
Propriedades químicas da água

 2º- A água reage em condições normais com


metais alcalinos terrosos (Grupo 2A), tendo como
produto da reação hidróxidos metálicos mais
hidrogênios.
Estado natural da água
A água é muito abundante na natureza: No estado
sólido (geleiras), no estado líquido (rios e mares) como
no estado gasoso (na atmosfera).
A água na natureza nunca é pura, pois possui em dissolução
substâncias sólidas, líquidas, ou gasosas que encontra na sua
passagem pelo solo, ou atmosfera, como por exemplo: minerais,
sais, gases, substâncias orgânicas e outros compostos.
PARÂMETROS DE QUALIDADE DAS
ÁGUAS (PARÂMETROS SANITÁRIOS):
A qualidade da água pode ser representada através de
diversos parâmetros que traduzem as suas principais
características físicas, químicas e biológicas.

Os itens seguintes descrevem, os principais parâmetros,


apresentando o conceito do mesmo, a sua origem (natural
ou antropogênica), a sua importância sanitária, a sua
utilização e as interpretações dos resultados de análises.

Tais parâmetros podem ser utilizados para


caracterizar águas de abastecimentos, águas
residuais, ou mananciais e corpos receptores.
Parâmetros físicos: Cor
A coloração está relacionada à presença de substâncias dissolvidas
na água. Classifica-se como cor verdadeira, devido somente às
substâncias dissolvidas , e cor aparente, aquela associada à cor e
turbidez, ou seja, determinada sem separação do material em
suspensão.

Conforme PRODEMGE (1999), os principais constituintes


responsáveis pela cor são os sólidos dissolvidos de origem natural ou
antropogênica, sendo considerados de origem natural, a
decomposição da matéria orgânica e a presença de ferro e manganês,
e de origem antropogênica, resíduos industriais e esgoto domésticos.
Os sólidos dissolvidos de origem natural não representam riscos
diretos à saúde, mas consumidores podem questionar a sua
confiabilidade, enquanto que os sólidos dissolvidos de origem
antropogênica podem ou não apresentar toxidade.
Parâmetros físicos: Cor
Este parâmetro é freqüentemente utilizado na
caracterização de águas de abastecimento, tanto
brutas quanto tratadas.

Com relação à interpretação dos resultados para


tratamento e abastecimento de água, os valores de
cor da água bruta, inferiores a 5 uH, usualmente
dispensam a coagulação química, valores acima 25
uH, normalmente requerem o tratamento por
coagulação química seguida por filtração e valores de
5 a 25 uH exigem somente o tratamento por
coagulação química não seguida por filtração.
Parâmetros físicos: Turbidez
Conforme PRODEMGE (1999), a turbidez
representa o grau de interferência da
passagem de luz na água, conferindo-lhe uma
aparência turva.

Os principais constituintes responsáveis pela turbidez


são os sólidos em suspensão, que podem possuir
origem natural ou antropogênica. São considerados
de origem natural: partículas de rochas, argila, algas
e outros. Os de origem antropogênica são: despejos
domésticos, industriais, erosões ou por intermédio de
microorganismos.
Parâmetros físicos: Turbidez
Os sólidos em suspensão de origem natural não
trazem inconvenientes sanitários, servindo
simplesmente de abrigo para microorganismos
patogênicos, enquanto que os sólidos em suspensão
de origem antropogênica podem estar associados a
determinados compostos tóxicos ou organismos
patogênicos.

O parâmetro turbidez é utilizado com freqüência para


caracterizar águas consideradas brutas ou tratadas,
com a finalidade de controle da operação das
estações de tratamento de água.
Parâmetros físicos: Sabor e Odor
Conforme Sperling (1995), pode-se definir como
sabor à interação entre o gosto (salgado, doce,
azedo e amargo), e o odor. O odor está basicamente
relacionado com a sensação olfativa. Os principais
constituintes responsáveis pelo sabor e odor são os
sólidos em suspensão, os sólidos dissolvidos e os
gases dissolvidos.
O sabor e o odor podem possuir duas origens: natural e
antropogênica. A natural, por matéria orgânica em
decomposição, microorganismo (ex. algas) ou por gases
dissolvidos, como por exemplo ácido sulfídrico (H2S),
enquanto que, a origem antropogênica é simplesmente
relacionada com despejos domésticos, industriais ou gases
dissolvidos.
Parâmetros físicos: Temperatura
A temperatura possui duas origens quando
relacionada com o parâmetro de caracterização de
águas. A primeira é a origem natural, que está
relacionada à transferência de calor por radiação,
condução e convecção entre atmosfera e solo,
enquanto a origem antropogênica está relacionada
com águas de torres de resfriamento e despejos
industriais.

Qual a importância da temperatura como


parâmetro sanitário?
PARÂMETROS SANITÁRIOS
 Sólidos: são compostos por substâncias dissolvidas e em suspensão,
e também são classificados como fixos (inorgânicos) e voláteis
(orgânicos).
Sólidos
Totais

Sólidos Sólidos
Suspensos Dissolvidos
(> 1,2  m) (< 1,2  m)

Sólidos Sólidos Sólidos Sólidos


Suspensos Suspensos Dissolvidos Dissolvidos
Voláteis Fixos (Mat. Voláteis Fixos
(Mat. Orgânica) Inorgânica) (Mat. Orgânica) (Sais Inorgânicos)
PARÂMETROS SANITÁRIOS

 Matéria orgânica: está contida na fração


de sólidos voláteis, mas normalmente é
medida de forma indireta pela DBO e
DQO. Pode ser medida também como
carbono orgânico total (COT), em águas
limpas e efluentes para reuso.
Problemas?
PARÂMETROS SANITÁRIOS

 Detergentes: existem os detergentes


catiônicos e os aniônicos, mas somente
os últimos são controlados pela
legislação.

 Fenóis: podem originar-se em


composições desinfetantes, em resinas
fenólicas e outras matérias primas.
PARÂMETROS SANITÁRIOS
 Óleos e graxas: é muito comum a origem nos
restaurantes industriais. As oficinas mecânicas,
casa de caldeiras, equipamentos que utilizem
óleo hidráulico além de matérias primas com
composição oleosa (gordura de origem vegetal,
animal e óleos minerais).
 pH: indica o caráter ácido ou básico dos
efluentes. Nos tratamentos de efluentes o pH é
um parâmetro fundamental para o controle do
processo.
 Matéria inorgânica: é toda àquela composta
por átomos que não sejam de carbono (exceto
no caso do ácido carbônico e seus sais). Os
poluentes inorgânicos são os sais, óxidos,
hidróxidos e os ácidos.
PARÂMETROS SANITÁRIOS
 Nitrogênio e Fósforo: presentes nos
esgotos sanitários e nos efluentes
industriais são essenciais às diversas
formas de vida, causando problemas
devido à proliferação de plantas
aquáticas nos corpos receptores.

 Metais: são analisados de forma


elementar. Tóxicos: alumínio; cobre;
cromo; chumbo; estanho; níquel;
mercúrio; vanádio; zinco. Etc....
PARÂMETROS SANITÁRIOS

 Agentes biológicos: são diversos agentes


patogênicos ou não. Os microorganismos
presentes contaminam o solo, inclusive os
lençóis subterrâneos e as águas superficiais,
sendo responsáveis pelas doenças de veiculação
hídrica.

 Gases: O ar pode ser contaminado pelos


efluentes industriais, por meio da emissão dos
compostos voláteis orgânicos (VOC’s) ou
inorgânicos. Além dos odores, existe também a
toxicidade inerente a cada substância emitida.
Monitoração em uma ETE

Durante a operação de uma ETE, algumas atividades


são rotineiras:
1. Manutenção do sistema de distribuição;
2. Coleta e análise de amostras de água;
3. Operação de equipamentos de alimentação de
produtos químicos;
4. Arquivamento dos dados e resultados;
5. Operação das unidades de tratamento;
Monitoração de vazões e níveis

“O controle e o monitoramento de vazões e níveis em


uma estação industrial de tratamento de efluentes
envolve a medida das vazões de água, lodo
biológico, aditivos líquidos e sólidos e de reagentes.”

Environmental Engineers Handbook, CRC Press


Medidores de vazão

Mais comuns:

 Medidores a pressão variável (orifícios);

 Medidores a área variável (rotâmetros);

 Medidores para canais abertos (vertedouros ou


weirs e calhas ou flumes);
Medidores de vazão: Pressão
variável
Vantagens Limitações
Não há peças móveis; Raiz quadrada de relação fluxo/ pressão.
Existe uma ampla faixa de tamanhos e Vazão utilizável limitada a 4:1;
construções; Baixa precisão;
Adequado à maioria dos gases e líquidos; A precisão se deteriora com desgaste e
Preço virtualmente independente do danificação;
tamanho do tubo; A precisão é afetada pela densidade e
Amplamente estabelecido e aceito; pelo perfil do fluxo;
Não apresenta problemas relativos a Alta perda de pressão irrecuperável;
lubricidade do produto; A viscosidade afeta a faixa de vazão;
Orifício não precisa estar calibrado com Requer manutenção;
o fluxo; Sua instalação demanda tempo e é
Simplicidade. onerosa.
Medidores de vazão: Pressão
variável
 P 
2 gc   
  
 Placa de orifício: Q  A1CO
 A12 
 2  1
 A0 
Medidores de vazão: Pressão
variável
2  g  h
 Medidor Venturi: Q  C V  a
1  4
Medidores de vazão: Área
variável
 Rotâmetros:
Medidores de vazão: Pressão
variável
Vantagens Limitações
Baixo custo • inadequado a pressões altas
Simplicidade • limitada capacidade de vazão máxima
Pouco afetado pela tubulação a • deve ser montado verticalmente
montante • a unidade é volumosa
Adequado a vazões baixas • a formação de depósitos no vidro
Perda de pressão baixa pode dificultar a leitura
Faixa de vazão (máx:mín) de 10:1 • despesas consideravelmente
Leitura linear direta da vazão aumentadas com extras tais como
Não requer energia auxiliar couraças de proteção, montagem de
chapas, etc
• dificuldade na transmissão remota e
integração
• somente para fluidos limpos.
Medidores de Vazão: canais
abertos
 Vertedouros (retangular pleno, retangular contraído,
triangular com ângulo de abertura 90°, 45°, ou 22,5°);

 Calha Parshall (canais onde não se dispõe de altura


suficiente para a instalação de vertedouros);

 Escolha do Método de Medição


· Para vazões menores que 30 l/s, os vertedores triangulares
oferecem maior precisão;
· Para vazões estimadas entre 30 l/s e 300l/s, os vertedores
triangulares e retangulares
oferecem a mesma precisão;
· Para vazões acima de 300 l/s, os vertedores retangulares
são os mais indicados por possuírem coeficientes de vazão
mais bem definidos.
Medidores de Vazão: canais
abertos
Instalação: Seleção do local
Ao selecionar o local para instalação de um medidor de vazão
em escoamento livre, deve-se verificar qual o tipo de medidor
mais adequado a ser instalado no canal de descarga. As
seguintes características devem ser consideradas:
a) Adequabilidade do comprimento do canal e regularidade de
sua secção transversal.
b) Evitar usar canais demasiadamente inclinados.
c) Evitar instalar os medidores em canais que sofram
influências de marés, descargas próximas de rios ou córregos,
ou lugares que possam ser inundados.
d) Verificar a permeabilidade do fundo do canal de
escoamento onde se pretende instalar o medidor.
Medidores de Vazão: canais
abertos
PROCESSO DE MEDIÇÃO
A altura da carga hidráulica (elevação da altura do nível da
lâmina d’água), a montante do vertedor ou da garganta da
calha Parshall, é medida por meio de uma régua vertical ou
inclinada,ou por meio de régua flutuadora acoplada a um
registrador, quando se deseja uma medição contínua.

Podem-se utilizar qualquer outro sensor de nível!


Unidade 2
2. ETAPAS COMPONENTES DE UM
SISTEMA DE TRATAMENTO DE
EFLUENTES
2.1 Tratamento Preliminar
2.2 Tratamento primário
2.3 Tratamento secundário (biológico)
2.4 Tratamento terciário
2.5 Tratamento de Lodos
Tratamento preliminar

 Gradeamento manual e mecanizada,


 Peneira estática e rotativas,
 Remoção de areia manual e mecanizada,
 Remoção de areia com sistema de ar,
 Separação de óleo manual e mecanizada,
 Equipamentos de separação de água e óleo
(SAE).
Tratamento primário

 É empregado para a remoção de sólidos em


suspensão.

 É também considerado tratamento primário


o condicionamento do despejo visando seu
posterior lançamento no corpo receptor ou
ainda numa unidade de tratamento
subseqüente (tratamento
secundário/terciário). Pondendo então,
compreender a remoção de N e P.
Tratamento Secundário

 Empregado para a remoção, via ação


biológica, do material em solução de natureza
biodegradável.
 É, portanto, característico de todos os
processos de tratamento por ação de
microorganismos.
 Lagoas de estabilização; lagoas aeradas;
reatores anaeróbios; lodos ativados; filtros
biológicos, etc.
Tratamento Terciário

 Visa a remoção do material em solução não


removido nas etapas de tratamento
anteriores, como é o caso da remoção de
macro-nutrientes (N e P), de metais pesados,
compostos orgânicos recalcitrantes e/ou
refratários ou ainda na remoção da cor, do
odor ou até mesmo na desinfecção do
despejo.
Tratamento e disposição do Lodo
 Remoção de água;
 Compostagem (para mat. Orgânica
estabilizada);
 Aterros especiais para lodos contendo
contaminantes;