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1 2.

O HOMEM E A CULTURA
2.1. A definição de Homem em termos de Cultura
A Arte
A Ciência
Referências
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 Alexander Baumgarten, Aesthetica


Primeira tentativa sistemática global de construção de
uma teoria da arte.

 Immanuel Kant, Crítica da Faculdade de Julgar


Primeiro autor a sustentar de forma convincente a
autonomia da arte.
Concepções
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Com base na valorização ou da dimensão objectiva


ou da dimensão subjectiva, assim predominou a
concepção de:

i. Arte mimética;
ii. Arte característica.
Arte Mimética
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 A imitação é o verdadeiro fim ou a principal função


da arte.

 O ser humano aprende, a princípio, por imitação, e


esta é uma fonte de prazer.

 A subjectividade do artista deve ser limitada e


sujeita a regras.
Arte Característica
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 Prevalência da subjectividade.

 Rousseau: a arte não é descrição ou reprodução do


mundo, estando, antes, relacionada com as emoções
e as paixões.
A Arte como forma simbólica
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«Como todas as outras formas simbólicas, a arte não


é uma mera reprodução de uma realidade pronta
e acabada, dada. É um dos caminhos conducentes
a uma visão objectiva das coisas e da vida
humana. Não é uma imitação, mas uma descoberta
da realidade.»
Cassirer, Ensaio sobre o Homem, p. 126
A Arte como forma simbólica
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«A arte é na verdade simbolismo, mas o simbolismo


da arte deve-se entender num sentido imanente,
não num sentido transcendente. (…)
Nada no mundo físico ou moral, nenhuma coisa
natural e nenhuma acção humana, se excluem, pela
sua natureza e essência, do reino da arte, porque
nada resiste ao seu processo formativo e criador.»
(Ibid., p. 137)
A Arte e a Ciência
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«O artista é tão exactamente um descobridor das formas


da natureza como o cientista é um descobridor de
factos ou leis naturais.» (Ibid., p. 127)

 A arte é uma intensificação da realidade, enquanto a


ciência é uma abreviação.
 A arte é um processo de concreção; a ciência, um
processo de abstracção.
 As interpretações da ciência (conceptual) e da arte
(intuitiva) não se excluem.
A Arte
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«É assim difícil de manter uma distinção nítida entre


as artes objectivas e as subjectivas, as
representativas e as expressivas. (…)
Esta fixação dos ‘mais altos momentos dos fenómenos’
não é um mero transbordar de sentimentos
poderosos. É uma interpretação da realidade –
não por conceitos, mas por intuições; não através
do meio do pensamento, mas do das formas
sensoriais.» (Ibid., p. 129)
A crise da arte contemporânea
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 As categorias de tempo e progresso aplicadas à


arte: contra-senso.

«O que está em causa não é a modernidade como


facto; é a modernidade como ideologia (o
modernismo), camo valor (a novidade pela
novidade), como princípio (a ruptura pela
ruptura).» André Comte-Sponville, “Há uma beleza moderna?”
O fim do teológico-cultural ou as missões novas da arte
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 Secularização e humanização:
A referência deslocou-se da cosmologia e da religião
para o homem. “Humanismo estético” e
“subjectivização da arte”.
«[Na esfera da cultura] Em vez de reflectir uma
ordem exterior aos homens (cósmica ou religiosa), a
obra de arte vai tornar-se, nas sociedades
modernas, a expressão da personalidade de um
indivíduo […].» Luc Ferry, “Há uma beleza moderna?”
De novo a crise
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 A secularização estará na origem da “crise da


arte” no séc. XX?

Para Comte-Sponville, o problema de muitas obras


de arte contemporâneas não decorre de serem
laicas e objectivas, mas de não se dirigirem a nós.
Dirigem-se ao futuro, isto é, a ninguém. – “L’avant-
garde”
De novo a crise
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Que aconteceu ao ideal de beleza?

Estética vs. Conceptualização


Sensações vs. Intelecto?

 O exemplo das instalações


A Ciência – Cassirer
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 Objectivo 1: determinar o lugar da ciência no


sistema de formas simbólicas. A ciência vista como:

i. O último passo no desenvolvimento mental do


homem;
ii. A mais elevada e característica aquisição da
cultura humana;
iii. Necessitando de condições especiais para se
desenvolver, tendo aparecido muito tardiamente.
A Ciência
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 Objectivo 2: determinar a função geral da ciência.

i. Dar a certeza de um mundo constante;


ii. Constituir “pontos de apoio”;
iii. Dar firmeza, estabilidade e consolidação ao
mundo das percepções e dos pensamentos.
A Ciência
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 O mito e a linguagem permitiram, antes da ciência,


a organização e articulação da experiência.

 Especificidade da ciência: procura da simplicidade


e da ordem, através da criação de uma
terminologia sistemática coerente.
A Ciência
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 Dois estádios do desenvolvimento científico:


1. Estádio de história natural: “conceito por
inspecção” – aquele cujo significado completo é
dado por algo imediatamente apreendido.
2. Estádio da prescrição por postulados: “conceito
por postulação” – aquele cujo significado é
prescrito pelos postulados da teoria dedutiva em
que ocorre.
A passagem do meramente apreensível ao
compreensível exige um sistema de símbolos.
A Ciência
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«A natureza é inexaurível – põe-nos sempre


problemas novos e inesperados. Não podemos
antecipar os factos, mas podemos prover-nos para
a interpretação intelectual dos factos através do
poder do pensamento simbólico.»
Cassirer, Ensaio sobre o Homem, p. 183
Conclusão
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«Na linguagem, na religião, na arte, na ciência, o


homem não pode fazer mais do que edificar o seu
próprio universo – um universo simbólico que lhe dá
a capacidade de compreender e interpretar,
articular e organizar, sintetizar e universalizar a sua
experiência humana.» (Ibid., p. 184)