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Hidrologia

Introdução e Ciclo Hidrológico

Prof. Carlos Ruberto Fragoso Jr.


CTEC - UFAL
Algumas manchetes com algo em comum

• Forte cheia no nordeste mata e desagriga


milhares de pessoas
• Estiagem no Sul do Brasil ameaça envio de
energia à Argentina
• Chuvas de março e abril afastam risco de
racionamento de energia, dizem especialistas
• Seca australiana agrava crise global de produção
de arroz
• Fundação investiga mortandade de peixes no
RS
• Eucaliptos: as árvores da sede
Junho
2010
Junho
2010
Junho
2010
Junho
2010
Abril
2008
Introdução e Ciclo Hidrológico

Hidrologia é a ciência que estuda a água sobre a Terra; sua


quantidade, distribuição, circulação, características químicas e físicas, e
sua relação com o meio ambiente e com os seres vivos.
Ven Te Chow
O que é Hidrologia?

• É uma “ciência da Terra”.


• De forma bem simplificada pode-se dizer que a
hidrologia tenta responder à pergunta:

O que acontece com a água da chuva?


Hidrologia
e
Engenharia Hidrológica
O que é Engenharia Hidrológica?

CONCEITO:
• É uma ciência aplicada.

• Utiliza princípios hidrológicos na solução de problemas


de Engenharia relacionados à exploração dos recursos
hídricos.

• Subdivisões: Hidrogeologia, Hidrologia de Superfície,


Hidrologia Estatística etc.
*Adaptado de Zahed e Porto (USP)
Engenharia Hidrológica

• Relacionada aos usos da água

• Abastecimento
• Navegação
• Irrigação
• Diluição de poluentes
• Manutenção dos ecossistemas
• Pesca
• Turismo
• Recreação
• Geração de energia elétrica
Engenharia Hidrológica

• Relacionada ao manejo da água


• Controle de cheias
• Proteção contra enchentes
• Drenagem urbana
• Proteção/restauração de recursos biológicos
• Erosão e assoreamento
• Tratamento de esgotos
• Gestão de águas
Limnologia

• É um ramo da Hidrologia
• Estuda as águas interiores considerando os
fluxos de matéria e energia e as suas
interações com a comunidade biótica
• Profissionais: Biólogos e Ecólogos
• Limitação científica destes profissionais para
trabalhar com modelagem matemática
Hidrologia x Limnologia

• Tradicionalmente a Hidrologia se ocupava


basicamente da quantidade da água e não da
sua qualidade.
• Esta ótica está bem presente em grande parte
dos livros de hidrologia aplicada.
• Entretanto, cada vez mais é importante incluir
um mínimo conhecimento de qualidade de
água nos estudos de hidrologia.
Hidrologia x Limnologia
Limnologia
Hidrologia

Química da
Escoamento Biota
água

Ecossistema aquático
Hidrologia x Limnologia

• E quando a quantidade afeta na qualidade?


– É necessário uma avaliação interdisciplinar
• Quem vai estudar esse assunto?
– Hidrólogos e Limnólogos juntos
(interdisciplinariedade)
Usos da água no mundo

• No ano 2000 o mundo todo usou duas


vezes mais água do que em 1960.
• O volume de água doce na superfície da
terra é relativamente fixo. De certa forma,
à medida que a população cresce e as
aspirações dos indivíduos aumentam, há
uma maior possibilidade de escassez de
água no mundo.
• O Brasil é um dos países mais ricos em
água, embora existam problemas diversos.
Abastecimento de água
ETA Moinhos de Vento

Estima-se em 200 litros por habitante por


dia o consumo de água no Brasil.
Abastecimento de água
Estima-se em 200 litros por habitante por
dia o consumo de água no Brasil.

Até chegar às residências, boa parte


da água é perdida em vazamentos
dos sistemas de distribuição.

A água dos vazamentos infiltra e


fica armazenada no solo ou no
subsolo. Eventualmente retorna
aos rios.

Aproximadamente 80% da água


que chega a uma residência retorna
como esgoto cloacal.

Cidades como Barcelona estão


importando água para
abastecimento usando navios.
Irrigação

Irrigação:

maior uso mundial


melhor produtividade
menos riscos climáticos

Irrigação: algumas dificuldades

usar água em regiões secas


transferir água
conflitos com outros usos
Irrigação
Irrigação (métodos):

inundação (arroz)
aspersão (pivôs centrais)
gotejamento
Irrigação – água na agricultura

Estimativas de consumo de água


para diferentes produtos.
Irrigação: transporte de água em sistemas de canais - transposição
Exemplos
Irrigação (métodos):

inundação (arroz)
aspersão (pivôs centrais)
gotejamento
Uso industrial

Refrigeração
Vapor
Processos
Produto
Limpeza
Lançamento e tratamento de esgotos
Pesca

Pesca

subsistência
artesanal
comunidades nativas
Pesca

Pesca esportiva

turismo
recreação
serviços
Navegação

Navegação: vantagens
maior capacidade de carga
mais barata para determinadas cargas ($ por Kg relativamente baixo)
como minério, grãos, madeira
Navegação
Navegação

Navegação EUA
Navegação
Navegação no Brasil

RS (Lagoa, Jacuí e Taquari)


SP (Tietê e Paraná)
MT e MS (Paraguai)
AM e RO (rio Madeira)
rio Amazonas

Araguaia?
Tocantins?

questões ambientais
Navegação

Eclusa rio Taquari


Recreação
IPH 01027
Introdução
Controle de cheias

Diques de proteção contra cheias


Controle de cheias

Diques de proteção contra cheias


Controle de cheias

Diques de proteção contra cheias


Histórico de Cheias em Alagoas

• Em 1914 e 1941 (Osvaldo Timóteo)

• Em 1969: A mais mortal – 1.000 mortes;

• Em 1988/1989 : Dois anos seguidos

• Em 2000: A última grande cheia

• Em 2010 : A maior em nível de água


A enchente de 1969
A enchente de 1988/1989
A enchente de 2000
Gazeta de Alagoas

03 de Agosto de 2000
A enchente de 2010
Situação em Rio Largo
Controle de cheias
IPH 01027
Introdução

Trauma de Porto Alegre

cheia de 1941
Turismo

Praia do rio Araguaia


Sedimentos
Sedimentos
Manutenção de ecossistemas
Manutenção de ecossistemas

Rio dos Sinos – mortandade de peixes 2007?


Geração de energia
Geração de energia
Geração de energia
Geração de energia
Algumas perguntas típicas:
1) Qual é a vazão máxima provável em um local proposto para
uma barragem ?

2) Qual é a disponibilidade de água de um rio e como ela poderá


variar entre estações e de um ano a outro ?

3) Qual é a relação entre a quantidade de água superficial e a


água subterrânea ?

4) Qual é a vazão mínima de um rio que é igualada ou superada


90 % do tempo ?
*Adaptado de Zahed e Porto (USP)
Algumas perguntas típicas:
5) Qual é o volume de um reservatório necessário para garantir
uma determinada vazão a jusante ?

6) Qual é o tamanho adequado de um reservatório de


armazenamento para limitar as inundações a jusante a um nível
pré-estabelecido ?

7) Qual deve ser a capacidade de um canal ou de um bueiro para


evitar inundações em determinadas áreas ?

8) Quais são o “hardware” (sensor de chuva, p. ex.) e o


“software” (modelo computacional) necessários para a previsão
de cheias em tempo real ?
*Adaptado de Zahed e Porto (USP)
Algumas perguntas novas:

9) Qual é vazão necessária para manter uma determinada espécie


ou um ecossistema em um rio?

10) Como as mudanças de regime hidrológico decorrentes das


atividades humanas podem afetar as variáveis físicas de que
dependem os ecossistemas?
Algumas perguntas Energia:

11) Qual será a disponibilidade de água para geração de energia


durante o próximo período de estiagem?

12) Considerando que não haverá água suficiente para gerar


energia durante o próximo ano, quando devem ser ligadas as
usinas termoelétricas?

13) Qual deve ser a potência do gerador e da turbina que deverão


ser instalados em uma nova usina hidrelétrica?
Algumas perguntas mais

14) Considerando que a quantidade de água em uma bacia é


muito reduzida, quais devem ser os usos prioritários?
Algumas perguntas mais

15) Como as mudanças climáticas poderão afetar a hidrologia?


Usos consuntivos e não consuntivos

 Uso consuntivo
• Abastecimento urbano
• Abastecimento industrial
• Irrigação
• Dessedentação animal

 Uso não consuntivo


• Geração de energia elétrica
• Navegação
• Recreação

 Manejo ambiental
• Coleta, remoção e transformação de poluentes
• Manejo de qualidade ambiental
• Proteção/restauração de recursos biológicos
Hidrologia e Engenharia Elétrica

 Geração de energia elétrica

 Térmica e Hidrelétrica

 Os dois tipos utilizam muita água

 Geração de energia elétrica por usinas hidrelétricas é


muito mais barato do que geração de energia por usinas
térmicas porque o combustível é mais barato, embora o
custo de implantação de uma usina hidrelétrica seja
maior e o custo do transporte da energia seja maior.
Principais países produtores de
energia hidrelétrica:
País Capacidade Produção Fração da energia elétrica
instalada (MW) (GW.horas.ano-1) produzida no país (%)
Estados Unidos 74.800 296.380 10
Canadá 64.770 330.690 62
China 52.180 166.800 18
Brasil 51.100 250.000 97
Rússia 39.900 162.800 27
Noruega 26.000 112.680 99
França 23.100 65.500 15
Japão 21.170 91.300 9
Índia 20.580 72.280 25
Suécia 16.540 63.500 52
Total 10 países 390.290 1.611.930 22
Total mundial 633.730 2.445.390 20
Principais países produtores de
energia hidrelétrica:
País Capacidade Produção Fração da energia elétrica

• Observar que o Brasil é o instalada (MW) (GW.horas.ano-1) produzida no país (%)

quarto país do mundo em Estados Unidos 74.800 296.380 10

capacidade instalada, mas o Canadá 64.770 330.690 62

terceiro em produção.
China 52.180 166.800 18

Brasil 51.100 250.000 97

Rússia 39.900 162.800 27


• Observar que o Brasil e a Noruega 26.000 112.680 99
Noruega são os países com França 23.100 65.500 15
maior dependência da Japão 21.170 91.300 9
energia hidrelétrica no total Índia 20.580 72.280 25
de energia elétrica Suécia 16.540 63.500 52

produzida. Total 10 países 390.290 1.611.930 22

Total mundial 633.730 2.445.390 20

• Causas: pouco carvão; falta de desenvolvimento da energia nuclear;


disponibilidade de água; rios grandes e variações topográficas grandes (quedas).
Hidrologia e Engenharia Elétrica

 A potência de uma usina hidrelétrica é proporcional


ao produto da descarga vezes a queda.

 A queda é definida pela topografia e pelas


características da barragem.

 A descarga (vazão) é resultado dos processos de


transformação da chuva em vazão que ocorrem na
bacia hidrográfica.
Hidrologia e Engenharia Elétrica

 Hidrologia e Hidrelétricas:
 Vazão de projeto das turbinas.

 Vazão de projeto do vertedor.

 Vazão de projeto para desvio do rio durante a


construção.

 Variabilidade sazonal e interanual da vazão.

 Operação de sistemas de usinas interligadas.


Variabilidade da vazão:
Ciclo hidrológico
 Fenômeno global de circulação fechada da
água entre a superfície terrestre e a
atmosfera, impulsionado pela energia solar
associada à gravidade e à rotação terrestre.
Um pouco de História
• Rei Salomão 1000 anos AC (segundo Bíblia):
All rivers flow into the sea, yet the sea is never full. To the place the
streams come from, there they return again.

• Gregos: Primeiros registros de pensamentos


sobre a origem das águas dos rios (500 AC)
Gregos: Água dos rios é a água do mar que vem
das profundezas da terra.

• Romanos: Muitas obras hidráulicas mas


continuam adotando o pensamento grego
sobre o ciclo hidrológico
Possível causa: clima da região do mediterrâneo.

• Idade média: Idéias dos gregos perduraram até +/- século XVI

• Renascimento: papel fundamental da chuva!!


Aspectos Históricos:
Bernard Palissy

• Livro (1580) em forma de diálogo


entre dois personagens: “Teoria” e
“Prática”.

• “Teoria” argumentava em favor da


idéia dos gregos.

• “Prática” argumentava com base


na observação, dizendo que a água
dos rios vinha da chuva e do
derretimento da neve.
Depois de Palissy

• Ainda apoiando as idéias erradas dos gregos: Kepler;


Descartes

• O ciclo hidrológico começou a ficar mais claro durante os


séculos XVII e XVIII, com o advento da ciência experimental,
e das medições.

• Muitos aspectos ainda permanecem obscuros: papel das


florestas; CO2; aerossóis; interação oceanos e atmosfera
Fases do ciclo hidrológico

• Evaporação
• Transpiração
• Condensação

• Precipitação

• Escoamento superficial

• Infiltração

• Percolação
• Escoamento subterrâneo
O ciclo hidrológico
Escoamentos:

• Escoamento superficial

• Escoamento sub-superficial

• Escoamento subterrâneo
Tipos de escoamento bacia
• Superficial
• Sub-superficial ??
• Subterrâneo
• Chuva, infiltração,
escoamento superficial
• Chuva, infiltração,
escoamento superficial,
escoamento subterrâneo

Camada saturada
• Escoamento
sub-superficial
• Depois da chuva: Escoamento sub-superficial e
escoamento subterrâneo

Camada saturada
• Estiagem: apenas escoamento subterrâneo

Camada saturada
• Estiagem: apenas escoamento subterrâneo

Camada saturada
• Estiagem: apenas escoamento subterrâneo

Camada saturada
• Estiagem muito longa = rio seco
Rios intermitentes

Camada saturada
Hidrograma:

• Representação gráfica da vazão ao longo


do tempo
Formação do Hidrograma

pico

Superficial
e recessão
Sub-superficial

Escoamento subterrâneo
Hidrograma
Exemplo: Hidrograma Rio Paraguai em Porto Estrela (1974-1975)

Período chuvoso Período chuvoso


Hidrograma
Curva de Recessão:
Quantificação das
reservas de água:

Oceanos 1350 x 1015 m3


Geleiras 25 x 1015 m3
Águas subterrâneas 8,4 x 1015 m3
Rios e Lagos 0,2 x 1015 m3
Atmosfera 0,0130 x 1015 m3
Biosfera 0,0006 x 1015 m3

P = E = 1012 m3.ano-1
Bibliografia:

• SANCHEZ, Júlio. Fundamentos de Hidrologia. Apostila. IPH-UFRGS,


1988. 350p.

• TUCCI, Carlos E.M. (Org.). Hidrologia. Ciências e aplicação. Porto


Alegre: Ed. da Universidade: ABRH: EDUSP, 1993. 943p.

• Apostila Disciplina
http://galileu.iph.ufrgs.br/collischonn/graduação.html

• Apresentações slides (no mesmo local)

• Exercícios e resultados das provas (uma página da disciplina será


disponibilizada)
Bibliografia:
• CHOW, V. T. Handbook of Applied Hydrology. McGraw-Hill. New York, 1964. n.p.
• ESTEVES, F. A. 1988 Fundamentos de limnologia. Interciência, Rio de Janeiro. 602pp.
• DINGMAN, S. L. 2002 Physical Hydrology. Prentice Hall, Upper Saddle River, 646pp.
• GARCEZ, L. N. 1967 Hidrologia. Edgard Blücher. São Paulo, 249 p.
• GOLDENFUM, J. 1994 Notas básicas de hidrologia aplicada à hidreletricidade. Apostila de
disciplina IPH 111. 59pp.
• HORNBERGER, G. M.; Raffensperger, J. P.; Wiberg, P. L.; Eshleman, K. N. 1998 Elements of
Physical Hydrology. Johns Hopkins University Press. Baltimore.
• LINSLEY, R. K.; KOHLER, M. A.; PAULHUS, J. L. H. 1975 Hydrology for Engineers. McGraw-Hill .
• MAIDMENT, D. 1993 Handbook of hydrology. McGraw-Hill New York
• MANNING, J. C. 1997 Apllied principles of hydrology. Prentice Hall. New Jersey.
• McCUEN, R. H. 1989 Hydrologic analysis and Design. Prentice Hall, New Jersey. 867pp.
• PINTO, Nelson L. de Souza, HOLTZ, Antônio Carlos Tatit, MARTINS, José Augusto, GOMIDE,
Francisco Luiz Sibut. 1976 Hidrologia Básica. São Paulo: Edgard Blücher, 278p.
• PONCE, V. M. 1989 Engineering Hydrology: Principles and practices. Prentice Hall. New Jersey.
• PORTO, R. L. L. (organizador) 1991 Hidrologia Ambiental. EDUSP ABRH São Paulo. 411pp.
• RIGHETTO, A. M. 1998 Hidrologia e Recursos Hídricos. EESC/USP. São Carlos, 840pp.
• SANCHEZ, Júlio. Fundamentos de Hidrologia. Apostila. IPH-UFRGS, 1988. 350p.
• SILVEIRA, A. L. L. 2000 Hidrologia I. Apostila do Curso IPH 104. IPH UFRGS Porto Alegre 63pp.
• TUCCI, Carlos E.M. (Org.). Hidrologia. Ciências e aplicação. Porto Alegre: Ed. da Universidade:
ABRH: EDUSP, 1993. 943p.
• VILLELA, Swami M., MATTOS, Arthur. Hidrologia aplicada. São Paulo: McGraw-Hill, 1975. 245p.
• WARD, A. D.; TRIMBLE, S. W. 2003 Environmental Hydrology. Lewis, Boca Raton. 475pp.
• WISLER, C. O. e BRATTER, E.F. Hidrologia. Ao Livro Técnico. Rio de Janeiro, 1964. 484p.
• WURBS, R. A.; JAMES, W. P. 2001 Water Resources Engineering. Prentice Hall, Upper Saddle River.
828pp.
Material da disciplina na Internet
• http://www.ctec.ufal.br/professor/crfj
• Entre em Disciplinas > PPGRHS > Hidrologia
Material da disciplina
na Internet