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Processo Civil I – Teoria

Geral e Tutela de
Conhecimento
Prof. Jefferson de Andrade
Programa inicial:

 Teoria da Jurisdição. Teoria da separação dos poderes. Jurisdição.


 Teorias da ação. Pressupostos processuais e Lide. Relação processual. Relação
de direito material e processual.
 Processo e Procedimento. Espécies de direito processual. Relação com outros
ramos do direito. Formas de tutela processual: repressiva e preventiva. Tutela
satisfativa e assegurativa. Tutela de urgência.
 Norma processual: teoria da interpretação; fontes; lei processual no espaço e
no tempo. Princípios do processo civil. Partes e procuradores.
 Despesas e multas processuais: ônus financeiro do processo; sucumbência;
honorários de advogado. Litisconsórcio e assistência. Intervenção de
terceiros.
Bibliografia:

 Theodoro Júnior, Humberto. Curso de Direito Processual Civil – Teoria geral


do direito processual civil, processo de conhecimento e procedimento comum
– vol. I / Humberto Theodoro Júnior. 57. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de
Janeiro: Forense, 2016.
 Fredie Didier Jr. Curso de Direito Processual Civil- V.I- Reescrito com Base no
Novo CPC.
 Bueno, Cassio Scarpinela. Manual de Direito Processual Civil - Lei Nº 13.105,
de 16.03.2015 - Vol. Único - 2ª Ed. 2016.
 Outros autores, contudo com data de publicação a partir de fevereiro de
2016.
CONCEITO, HISTÓRIA E FONTES DO
DIREITO PROCESSUAL CIVIL.
 O direito processual é um só, porquanto a função jurisdicional é única,
qualquer que seja o direito material debatido, sendo, por isso mesmo,
comuns a todos os seus ramos os princípios fundamentais da jurisdição e do
processo.

 A autonomia do direito processual civil, diante do direito substancial, é


inegável e se caracteriza por total diversidade de natureza e de objetivos.
 Enquanto o direito material cuida de estabelecer as normas que regulam as
relações jurídicas entre as pessoas, o processual visa a regulamentar uma
função pública estatal.
 Seus princípios, todos ligados ao direito público a que pertence, são
totalmente diferentes, portanto, daqueles outros que inspiram o direito
material, quase sempre de ordem privada.
 O direito processual civil, então, como principal instrumento do Estado para
o exercício do Poder Jurisdicional.
 Nele se encontram as normas e princípios básicos que subsidiam os diversos
ramos do direito processual, como um todo, e sua aplicação faz-se, por
exclusão, a todo e qualquer conflito não abrangido pelos demais processos,
que podem ser considerados especiais, enquanto o civil seria o geral.
O modelo constitucional do direito
processual civil - Neoprocessualismo

 “O modelo constitucional do direito processual civil”, destarte, não é uma


escolha teórica ou filosófica. Não é uma corrente de pensamento que
dependa da adesão deste ou daquele autor, desta ou daquela doutrinadora.
Como toda boa norma constitucional, sua observância é impositiva, sob pena
de inconstitucionalidade.”
 Constitucionalização do processo. Não tem sabor de novidade sustentar que,
máxime a partir da promulgação da Constituição da República Federativa do
Brasil de 1988, ocorreu a absorção pelo texto constitucional dos pressupostos
fundamentais do Processo Civil, com o reconhecimento pela Constituição da
República de diversos direitos e garantias processuais, como direitos e
garantias fundamentais da República (entre outros, artigo 5.º, incisos XXXV,
XXXVI, XXXVII, LIII, LIV, LV, LVI, LX, LXVII, LXIX, LXX, LXXI, LXXII, LXXIII, LXXIV,
LXXVII e LXXVIII).
 A “constitucionalização do processo” é fato conhecido e reconhecido, tendo
sido de grande relevo para o próprio fortalecimento e democratização do
país, haja vista que “a passagem dos direitos e liberdades às constituições
representa uma das maiores conquistas políticas da invenção humana,
invenção da democracia”
 art. 1º do CPC de 2015, quando prescreve que:

 “O processo civil será ordenado, disciplinado e interpretado conforme os


valores e as normas fundamentais estabelecidos pela Constituição da
República Federativa do Brasil, observando-se as disposições deste Código”
Natureza Jurídica

 O direito processual civil pertence ao grupo das disciplinas que formam o


Direito Público, pois regula o exercício de parte de uma das funções
soberanas do Estado, que é a jurisdição.
 Não se pode deixar de consignar que, mesmo quando o conflito de interesses
é eminentemente privado, há no processo sempre um interesse público, que é
o da pacificação social e o da manutenção do império da ordem jurídica,
mediante realização da vontade concreta da lei
Objetivo

 Segundo os partidários da antiga corrente civilista, em que o direito


processual civil seria apenas um apêndice do direito material, o objetivo
visado pelo processo consubstanciar-se-ia na reação do próprio direito
individual ou subjetivo ameaçado ou lesado contra a agressão sofrida.
 Da autonomia do direito processual, no entanto, surgiu a concepção
doutrinária que vê nesse ramo do direito o fim de resguardar a própria ordem
jurídica, de modo que, ao pacificar os litígios, o órgão jurisdicional cumpre
função eminentemente pública, assegurando o império da lei e da paz social.
 “O direito processual civil é o ramo do direito que se volta a estudar a forma
de o Poder Judiciário (Estado-juiz) exercer a sua atividade-fim, isto é,
prestar a tutela jurisdicional a partir do conflito de interesse (potencial ou já
existente) que exista entre duas ou mais pessoas. Como é vedada que as
pessoas envolvidas nesse conflito imponham umas às outras dada solução, elas
devem dirigir-se ao Judiciário para tanto. Esse caminho de ida (ao Judiciário),
de permanência (no Judiciário) e de chegada (pelo Judiciário) à solução do
conflito e sua concretização prática – impositiva se for o caso – é o que ocupa
o estudante e o estudioso do direito processual civil”. .
 “Trata-se, por isso, de ramo do direito público, porque se volta, em primeiro
plano, ao estudo da própria atuação do Estado (o exercício de sua função
jurisdicional). E esta análise merece ser feita tanto na perspectiva
organizacional, ou seja, da estrutura do Poder Judiciário no Brasil, como na
perspectiva funcional, isto é, como ele deve atuar para atingir aquela
finalidade. ((Bueno, 2016, pg. 27)
O processo e a jurisdição se limita a
atuação do Estado- Juiz?
 Resposta: O art. 3º do NCPC.
 Os chamados “meios alternativos de solução de conflitos”, que buscam a
solução de conflitos pela aplicação do direito à espécie por outros meios, que
não a prestação da tutela jurisdicional pelo Estado-juiz com todas as suas
tradicionais características, a principal delas e, para os fins para cá
pertinentes, a coercitividade, isto é, a imposição do resultado para uma das
partes.
 Nesse contexto, temas como a conciliação, a mediação e a arbitragem
merecem também ser estudados no âmbito do direito processual civil.
BREVE HISTÓRIA DO DIREITO
PROCESSUAL CIVIL

Desde o momento em que, em antigas eras, se chegou à conclusão de que não


deviam os particulares fazer justiça pelas próprias mãos e que os seus conflitos
deveriam ser submetidos a julgamento de autoridade pública, fez-se presente a
necessidade de regulamentar a atividade da administração da Justiça. E, desde
então, surgiram as normas jurídicas processuais.
Nos primeiros casos, passou-se a ver a chamada jurisdição contenciosa com a
função pacificadora de compor os litígios; e, nos últimos, a jurisdição voluntária
ou graciosa, de natureza administrativa e cuidando de interesses privados
merecedores de um tratamento especial por parte do Estado
Esquema histórico-evolutivo do processo
civil do século XIX ao século XXI

 Século XIX: o estado mínimo imaginado pelo ideal do liberalismo refletia


sobre o processo, reduzindo a participação do juiz no seu comando desde a
formação e desenvolvimento da relação processual até a formulação do
provimento jurisdicional.
 Dominado pela supremacia da liberdade das partes, o andamento da marcha
processual e a instrução probatória ficavam sob a dependência da vontade
dos sujeitos do litígio.
 O processo era “coisa das partes” e ao juiz cabia apenas assistir ao duelo
travado entre elas. O predomínio do privatismo era notório: o destino do
processo era determinado basicamente pelas partes e não pelo juiz.
 Século XX: O Estado Social publicizou o processo civil, de modo a conferir ao
juiz o comando efetivo do processo, em nome do interesse público na
pacificação dos conflitos jurídicos.
 Ao juiz se atribuiu o poder de, ex officio, dirigir o andamento do processo e
assumir a iniciativa da prova.
 Registrou-se, ao lado do incremento dos poderes do juiz, a exacerbação da
autonomia do direito processual diante do direito substancial, a ponto de
quase olvidar-se o caráter instrumental do processo, tornando a técnica
procedimental um fim em si mesma.
 Esse estágio, portanto, caracterizou-se pela hipertrofia da ciência
processual, afastando, quase sempre, o seu estudo dos problemas vividos pelo
direito material.
 Século XXI: O neoconstitucionalismo do Estado Democrático de Direito manteve a natureza
publicística do processo.
 O seu caráter instrumental, porém, passou a ser visto dentro de outro prisma: em vez de
isolar-se o direito processual, o mais importante passou a ser a sua intervinculação com o
direito material, já que teria sempre de lembrar que a função básica do processo não era
outra senão a de dar efetividade à tutela dos direitos subjetivos substanciais lesados ou
ameaçados (CF, art. 5º, XXXV).
 Acima de tudo, impôs-se a constitucionalização do processo, mediante inserção dos seus
princípios básicos no rol dos direitos e garantias individuais.
 As partes, numa nova concepção do contraditório, terão o direito de influir efetivamente no
iter de formação do provimento judicial. O contraditório deixa de ser um diálogo entre as
partes para sujeitar também o juiz. Trata-se da inserção do processo judicial no plano da
democracia participativa, em que os atos de poder não ficam restritos à deliberação dos
representantes da soberania popular, mas podem se legitimar, também, pela participação
direta dos cidadãos em sua conformação. O processo, no atual Estado Democrático de
Direito, realiza seu mister pacificador pelo regime cooperativo, em que as partes, tanto
como o juiz, participam efetivamente da formação do ato de autoridade destinado a compor
o conflito jurídico levado à apreciação do Poder Judiciário.
Relações com outros ramos do Direito

O Direito, sem embargo de sua divisão em ramos autônomos, caracterizados por


métodos, objetivos e princípios próprios, forma um conjunto maior, que tem em
comum o destino de regular a convivência social.

Por essa razão, por mais que sejam considerados autônomos os seus ramos,
haverá sempre entre eles alguma intercomunicação, algum traço comum e até
mesmo alguma dependência em certos ângulos ou assuntos.
 PRINCÍPIOS PROCESSUAIS