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Maria Paula Migliorini Felisbino

Introdução
• Carcinoma basocelular
▫ 75% dos casos de tumor de pele primários
▫ Predomina no sexo masculino (2:1), > 40 anos (média 68
ao diagnóstico)
▫ Localização: cabeça e pescoço, 2/3 superiores
▫ Crescimento lento e raramente causa metástase
▫ Pode invadir e destruir tecidos adjacentes
Introdução

• Cirurgia de excisão é a terapêutica mais utilizada e eficaz na


maioria dos CBCs
• Margem de excisão recomendada de 4mm, com remoção
adequada em 98% dos casos de CBCs não esclerodermiformes
com <2cm
• Margens positivas ocorrem em 5,5-12,5%
• Reabordagem imediata com ampliação de margens?
Recorrência do tumor 5-14%
• Seguimento e reabordagem apenas à evidência clínica?
• Tratamento agressivo não se justifica aos idosos com
condições clínicas desfavoráveis
Introdução

• Não há consenso entre patologistas sobre definição de


margens positivas
• Definição de tumor “coincidente” quando entre 0-5mm da
margem cirúrgica
• Cirurgiões mostram tendência à reabordagem se margens
positivas e seguimento caso tumor “coincidente”
• A presença de margens positivas não implica necessariamente
na recorrência do tumor
• Histopatológico após reabordagem cirúrgica evidenciou
tumor residual em apenas 33% dos casos
• Evidências de que CBCs desaparecem após biópsia em 25-
34% dos casos, sugerindo ação do sistema imunológico
Introdução

• Decisão do melhor tratamento deve ser individualizada,


considerando fatores prognósticos
• Fatores de maior recorrência: tumor >2cm, localização
perinasal e periocular, CBC micronodular/infiltrativo/
esclerodermiforme, margem profunda comprometida
• Independente da terapêutica adotada, o seguimento deve ser
periódico (75% de recorrências em 5 anos)
Métodos
• Estudo observacional e retrospectivo, realizado de jan/2003 a
dez/2009 no HC UFPR
• Inclusos casos submetidos à exérese de CBCs confirmados
histologicamente e apresentando margens positivas
• Margens positivas foram consideradas quando
comprometidas, coincidentais ou exíguas
• Dados como sexo, idade, localização e tamanho do tumor,
presença de ulceração, tipo histológico e margens
comprometidas foram coletados para avaliar essas variáveis
como determinantes de risco de recorrência
Resultados
• Avaliados 487 pacientes, totalizando 507 diagnósticos de
CBCs confirmados histologicamente
• 353 tumores submetidos à exérese com margens livres
• 57 tratados com métodos não cirúrgicos (curetagem e
eletrocoagulação, crioterapia, imiquimod, radioterapia)
• 49 tumores submetidos à exérese com evidência de margens
positivas (12,18% dos casos cirúrgicos)
• Devido acompanhamento menor que 5 anos, 8 pacientes
foram excluídos do estudo
Resultados

• Dos 41 pacientes avaliados, 35 foram submetidos a


seguimento e houve recorrência em 5 deles (15%)
• Nos 6 casos submetidos à reabordagem cirúrgica, houve
recorrência em 3 deles (50%)
• O tempo médio de recorrência do tumor foi de 18,5 meses
• Idade média dos pacientes foi de 66,42 anos, sem diferença
significante entre os sexos nos dois grupos
• Principal sítio anatômico dos CBCs excisados
incompletamente foi cabeça e pescoço (37 casos)
• A maioria dos tumores (82,93%) tinham <2cm de diâmetro
Resultados

• Tipo histológico predominante foi CBC nodular


• Localização e tamanho do tumor, presença de ulceração, tipo
histológico e margens comprometidas não foram
significantemente diferentes entre o grupo de seguimento e o
de reabordagem cirúrgica
Discussão
• A taxa de margens positivas após exérese foi de 12,18% (49 de
402 tumores submetidos à cirurgia)
• Apenas 8 casos de recorrência foram observados nos dois
grupos (5 no de seguimento e 3 no de reabordagem cirúrgica)
• A média do tempo de recorrência dos CBCs na maioria dos
estudos é menor que 3 anos, consistente com os 18,5 meses
observados no estudo
• A idade média dos pacientes (66,42) foi compatível com os
achados de outros estudos
Discussão

• Não houve diferença de idade entre os grupos de seguimento


ou reabordagem cirúrgica, em contraste com o estudo de
Kumar et al. que mostrou maior média de idade no grupo de
reabordagem
• Em concordância com a maioria dos estudos, não houve
diferença significativa entre os sexos
• A maioria das lesões (90,24%) com margens positivas se
localizavam na cabeça, com 39,02% na região nasal
• O tipo histológico predominante no estudo foi CBC nodular
(85,36%) e não se observou diferença nos dois grupos em
relação a esta variável, apesar da maioria dos autores
mostrarem que tumores infiltrativos e esclerodermiformes
estão associados com maior recorrência
Discussão

• Houve maior comprometimento de margem profunda


(51,22%), em contraste com a evidência de margens laterais
pela literatura
• Pesquisa teve dificuldades devido à falta de maior amostra de
CBCs com margens positivas neste estudo retrospectivo
• Estudo ideal seria prospectivo com duração mínima de 5 anos,
avaliando três grupos: tumores de margens livres, margens
positivas com reabordagem cirúrgica e margens positivas com
seguimento periódico
Conclusão
• Porcentagem de CBCs incompletamente excisados foi razoável
(12,18%) e consistente com a literatura
• Não foi possível considerar as variáveis estudadas como
fatores determinantes na variabilidade de recorrência
• Avaliação individualizada de cada paciente com CBC de
margens positivas é a escolha para diminuir as taxas de
recorrência, reservando reabordagem cirúrgica para os casos
mais agressivos