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PRÁTICAS DO ENSINO

DAS CIENCIAS HUMANAS


DE ROUSSEAU A PIAGET
TEORIA E PRATICA

 A TEORIZAÇÃO EDUCACIONAL SE FUNDAMENTA EM APORTES


CONCEITUAIS QUE FORAM SE CONSTRUINDO AO LONGO DO TEMPO. A
EDUCAÇÃO É TEMA PRINCIPAL NAS DICUSSOES SOCIAIS E POLITICAS DESDE
O INICIO DOS TEMPOS, E CONTEMPORANEAMENTE SÓ VEM GANHANDO
NOVOS CONTORNOS SEM NUNCA SE FECHAR EM UMA REDOMA QUE A
SIGNIFIQUE DE MODO DEFINITIVO.
UM DOS PRIMEIROS TEORICOS DA
EDUCAÇÃO NA MODERNIDADE

 JEAN-JAQUES ROUSSEAU É UM FILOSOFO SUIÇO QUE NASCEU EM


GENEBRA (1712) E MORREU EM ERMENOVILLE (1778). CONSIDERADO UM
ILUMINISTA, O PENSADOR ENTRE VÁRIAS CONTRIBUIÇÕES GRANDIOSAS AO
PENSAMENTO MODERNO, FOI UM DOS TEORICOS MAIS PROLIFICOS DESSE
MOMENTO HISTORICO. UMA DE SUAS PRINCIPAIS OBRAS, O EMILIO OU DA
EDUCAÇÃO TRATA DO TEMA QUE AQUI NOS INTERESSA, OS DITAMES DA
EDUCAÇÃO.
O EMILIO

 “Mas faremos de Emílio um cavaleiro andante, um paladino?”, questiona


o preceptor diante de sua obra de formação humana. Assim como o
nobre cavaleiro de La Mancha, sai de si num desvario alucinante e se
lança à tarefa de salvar o mundo com sua heroica bravura, a obra de
arte que sai das mãos do “cavaleiro” de Genebra “irá imiscuir-se nos
negócios públicos, exibir-se como um sábio defensor das leis entre os
grandes e os magistrados, junto ao príncipe, solicitador dos juízes e
advogado nos tribunais?” (Rousseau, 1973, p. 280). Ou será um Crusoé
solitário que após ter saído de sua ilha deserta e viajado todo o mundo,
ouve de um príncipe russo que a verdadeira grandeza nesse mundo é ser
dono de si mesmo? Emílio tentará salvar o mundo ou salvará a si mesmo?
Resumindo, será um homem ou será um cidadão?
 O Emílio é um exemplo de obra de arte na qual o homem aparece como
fenômeno natural e é desnaturado pelas instituições sociais sem,
entretanto, matar a natureza humana e sufocar sua bondade.
 Para tanto, situa o homem em duas perspectivas: a histórica, na qual o
processo de degeneração o desfigurou (...) Como a degeneração veio
pelas mãos do homem, cabe a ele reconciliar-se com sua própria
natureza, consigo mesmo e com o próximo. É essa a mais sublime tarefa
moral que se impõe para o benefício da espécie e o progresso da
humanidade.
ATUALIDADE DA OBRA DE ROUSSEAU

 A grande questão que se apresenta na atualidade em face às mudanças


que o último quarto do século XX passou a apresentar no cenário
mundial. Fartamente discutido no Relatório Jacques Delors, a
preocupação da Comissão Internacional sobre Educação para o século
XXI e da grande maioria dos educadores de todo o mundo é quanto aos
objetivos e às finalidades do ato educativo, diante de uma realidade na
qual assistimos a uma verdadeira reificação do homem e, ao mesmo
tempo, a dissolução das fronteiras pátrias bem como das identidades
culturais.
JEAN PIAGET

 PENSADOR E PSICÓLOGO SUIÇO NASCIDO EM 1896 TENDO FALECIDO EM


1980. SUA PRINCIPAL PESQUISA SE CONCENTRA NA “TEORIA DO
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO”. O AUTOR BUSCA NESSE TEMA, TEORIZAR
A RESPEITO DAS ETAPAS QUE CADA SER HUMANA ULTRAPASSA NA SUA
FORMAÇÃO EDUCACIONAL E CULTURAL, TENDO COMO PRINCIPAL FOCO
O DESENVOLVIMENTO INFANTIL.
A GRANDE QUESTÃO PIAGETIANA

 A pergunta fundamental, que Piaget formulou pela primeira vez aos 15


anos de idade (em 1911), orientou suas pesquisas ao longo de toda a sua
vida: como o ser vivo consegue adaptar-se ao meio ambiente? (...) Para
Piaget o conhecimento é fruto das trocas entre o organismo e o meio.
Essas trocas são responsáveis pela construção da própria capacidade de
conhecer. Produzem estruturas mentais que, sendo orgânicas não estão,
entretanto, programadas no genoma, mas aparecem como resultado
das solicitações do meio ao organismo (FENOTIPO).
ASSIMILAÇÃO E ACOMODAÇÃO

 Ao tentar se adaptar ao meio ambiente o indivíduo utiliza dois processos


fundamentais que compõem o sistema cognitivo a nível de seu
funcionamento: a assimilação ou a incorporação de um elemento
exterior (objeto, acontecimento etc), num esquema sensório-motor ou
conceituai do sujeito e a acomodação, quer dizer, a necessidade em
que a assimilação se encontra de considerar as particularidades próprias
dos elementos a assimilar.
 A capacidade de organizar e estruturar a experiência vivida vem da
própria atividade das estruturas mentais que funcionam seriando,
ordenando, classificando, estabelecendo relações.
 Tal funcionamento, explicitado na atividade das estruturas dinâmicas,
produz, no nível estrutural, o que Piaget denomina os “estádios” de
desenvolvimento cognitivo. Os estádios expressam as etapas pelas quais
se dá a construção do mundo pela criança.
OS 4 ESTÁGIOS

 1o) todo estágio tem de ser integrador, ou seja, as estruturas elaboradas


em determinada etapa devem tornar-se parte integrante das estruturas
das etapas seguintes;
 2o) um estádio corresponde a uma estrutura de conjunto que se
caracteriza por suas leis de totalidade e não pela justaposição de
propriedades estranhas umas às outras;
 3o) um estádio compreende, ao mesmo tempo, um nível de preparação
e um nível de acabamento;
 4o) é preciso distinguir, em uma sequência de estádios, o processo de
formação ou génese e as formas de equilíbrio final.
ESTAGIOS DO DESENVOLVIMENTO
ETÁRIO

 Com estes critérios Piaget distinguiu quatro grandes períodos no


desenvolvimento das estruturas cognitivas, intimamente relacionados ao
desenvolvimento da afetividade e da socialização da criança: estádio
da inteligência sensório-motora (até, aproximadamente, os 2 anos);
estádio da inteligência simbólica ou pré-operatória (2 a 7-8 anos); estádio
da inteligência operatória concreta (7-8 a 11-12 anos); e estádio da
inteligência formal (a partir, aproximadamente, dos 12 anos).
 É preciso esclarecer que os estádios indicam as possibilidades do ser
humano (sujeito epistêmico), não dizendo respeito aos indivíduos (sujeitos
psicológicos) em si mesmos (NÃO EXISTE “PROGRESSO MORAL”). A
concretização ou realização dessas possibilidades dependerá do meio no
qual a criança se desenvolve, uma vez que a capacidade de conhecer
é resultado das trocas do organismo com o meio. Da mesma forma, essa
capacidade de conhecer depende, também, da organização afetiva,
uma vez que a afetividade e a cognição estão sempre presentes em
toda a adaptação humana.
MENÇÃO HONROSA A:

 LEV VYGOTSKY (RUSSO 1896-1934)


 THEODOR ADORNO (ALEMÃO 1903-1969)
METODOLOGIA E PRÁTICA DA
EDUCAÇÃO INFANTIL

 Organização espacial
 A organização espacial é uma das variáveis físicas, dentre outras do contexto
ambiental, que contribui para o alcance de vários objetivos relevantes para o
desenvolvimento infantil, que deveriam estar presentes no planejamento de
ambientes infantis, especialmente o coletivo.
 Os ambientes devem também proporcionar o registro e a divulgação dos
projetos educativos desenvolvidos e das produções infantis. Desenhos, fotos,
objetos em três dimensões, materiais escritos e imagens de manifestações da
expressão infantil estimulam as trocas e novas iniciativas, demonstram
resultados do trabalho realizado e constituem um acervo precioso da escola.
OBSERVE NA ESCOLA QUE TRABALHA, OU QUE ESTÁ TRABALHANDO (OU
ESTAGIANDO), A PRESENÇA DOS SEGUINTES ASPECTOS, OU COMO A ESCOLA
TRABALHA EM RELAÇÃO AOS SEGUINTES PONTOS:

 promoção de identidade pessoal – personalização de espaços e objetos


auxilia as crianças a desenvolverem sua individualidade;
 desenvolvimento de competência – deve-se permitir às crianças terem
controle e domínio na execução de atividades diárias, sem a assistência
constante do educador, tais como tomar água, acender e apagar luzes,
pegar roupas e toalhas, acesso fácil a prateleiras ou estantes com
materiais etc.; acrescentamos aqui a competência para execução de
atividades lúdicas com coetâneos;
 estimulação dos sentidos, através de variações ambientais moderadas,
em termos de cores, formas, sons, sabores, aromas de flores e de
alimentos, texturas etc.;
 sensação de segurança e confiança – o ambiente deve ser percebido
como confortável e seguro, convidando à exploração;
 oportunidade para contato social e privacidade.
AGENDA

 A educação infantil deve garantir oportunidades para que as crianças


sejam capazes de expressar seus desejos, sentimentos e desagrados,
familiarizar-se com a própria imagem, executar ações relacionadas à
saúde e higiene, brincar, socializar e interagir com outras crianças e
professores, identificar seus limites e possibilidades, identificar e enfrentar
situações de conflitos, respeitar as outras crianças e professores, valorizar
ações de solidariedade e cooperação, respeitar regras básicas de
convívio social.
FORMAÇÃO DOS PROFESSORES

 Professores bem formados, valorizados profissionalmente pela escola e


pela comunidade, que contam com o apoio da direção, da
coordenação pedagógica e dos demais profissionais – trabalhando em
equipe, refletindo e procurando aprimorar constantemente suas práticas
– são fundamentais na construção de escola de educação infantil de
qualidade.
PEDAGOGIA DE PROJETOS DIDÁTICOS

 Quando trabalhar com projetos na educação infantil?


 Sequência didática é projeto?
 Um projeto deve durar quanto tempo?
 Precisa ter conteúdo no projeto?
 Como saber que vai ser um bom projeto a problemática levantada?
 Percebemos o uso de projetos em diferentes áreas do conhecimento,
como a engenharia, a arquitetura, a arte. Projeto não é um vocábulo
apenas da educação.
 Entendemos projeto como um plano de trabalho:
 “um plano de ação intencionado que potencializa a capacidade de
avaliar o futuro a quem o propõe ou o vive; que, por antecipar-se na
consciência e ter como base o passado e o presente, oferece uma
consequente capacidade metodológica para a escolha dos meios
necessários para a concreta realização do plano”(BARBOSA, 2008,p 31).
OS PROJETOS

 Os projetos são um dos modos de organizar as práticas educativas e são


elaborados e desenvolvidos com as crianças. Favorecem para que as
crianças pensem em temas importantes do seu ambiente, reflitam sobre
atualidades e a vida fora da escola.
 O trabalho com a pedagogia de projetos possibilita momentos de
autonomia e independência do grupo; momentos de cooperação e
sociabilidade, também momentos de liberdade, individualidade e
interesse.
 Podemos afirmar que projetar é um dos traços mais característicos da
espécie humana, pois a vida é um projeto em permanente atualização.
 Na Educação Infantil, podemos diversificar muito, pois não há um
currículo rígido a seguir. A organização da nossa rotina envolve as
atividades permanentes e diferentes sequências, além de permitir boas
escolhas em relação aos projetos. Portanto, é preciso pensar em
atividades permanentes e sequenciais que envolvam outras áreas, como
movimento, artes visuais, música etc., para que, em outros momentos do
dia, as crianças tenham experiências diferentes.
CONTEXTUALIZANDO

 É partir de questões ou situações reais e concretas, contextualizadas, que


interessem de fato aos alunos que se trabalha com projetos didáticos.
Compreender a situação-problema é o objetivo do projeto. As ações e os
conhecimentos necessários para a compreensão são discutidos e
planejados entre o professor e os alunos.
PRÁTICA DE TRABALHO

 A escola costuma trabalhar conteúdos que não fazem sentido imediato


para os alunos, em contra partida, os projetos didáticos são uma
evolução porque, além de tratar os conteúdos programados, eles
contextualizam essas aprendizagens na busca de um produto final.

 A prática de trabalho com projetos possibilita algumas vantagens como:


 a promoção de aprendizagens significativas;
 o desenvolvimento de uma atitude favorável para o conhecimento
 a garantia de uma sequência organizada de conteúdos; uma sequencia
didática;
 o acompanhamento mais fácil do que as crianças estão aprendendo,
avaliação constante;
 o aprendizado da busca de informações pelas crianças;
 maior envolvimento de educadores e crianças
MANIFESTAÇÕES DAS CRIANÇAS

 Segundo Hoffmann(1994), as crianças da educação infantil apresentam


maneiras próprias e diferenciadas de vivenciar as situações, de interagir
com os objetos do mundo físico. Seu desenvolvimento ocorre de forma
muito rápida e a cada minuto elas realizam novas conquistas,
ultrapassam expectativas e nos causam surpresas.
 Por esse motivo, precisamos estar atentos às manifestações das crianças,
o significado dessas manifestações em termos do seu desenvolvimento e
suas competências intelectuais, buscando alternativas para as
dificuldades.
COMO AVALIAR CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO
INFANTIL?

 Para avaliar as crianças na educação infantil é muito importante


fazermos uma observação sistemática, planejada e refletida criticamente
dos comportamentos delas, das suas brincadeiras e interações no
cotidiano e utilizarmos de múltiplos registros realizados por adultos e
crianças, como relatórios, fotografias, desenhos, portfólios, etc.,
registrados em diferentes momentos.
 A avaliação faz parte do processo de ensino-aprendizagem. Deve
favorecer ao aluno o seu autoconhecimento, a autoanálise e a busca de
novos caminhos para a continuidade do processo de construção do
conhecimento, através da reflexão conjunta com o professor.
RELATORIO

 Relatório dos professores sobre as crianças em diferentes atividades com


ou sem um roteiro de observação previamente organizado. Através da
reflexão e análise das observações o professor avaliará os progressos e as
necessidades de cada aluno, planejando novas situações que
favoreçam relações com atividades anteriores. Os relatórios de avaliação
avaliam o trabalho pedagógico como um todo, que envolve a criança e
o adulto de diferentes maneiras. São relatos que trazem, de forma
acolhedora, as experiências de crianças de diferentes idades,
evidenciando que não existe uma perspectiva classificatória no ato de
avaliar, mas um esforço para compreender como é possível proporcionar,
a cada criança, experiências mais ricas, que favoreçam seus avanços e
um desenvolvimento pleno de suas possibilidades.
PORTFOLIO

 Portfólios individuais. Não se trata de apenas arquivar trabalhos, mas a


oportunidade do aluno expor e comentar sobre o seu trabalho e os dos
colegas. Serve, também, para demonstrar o que o aluno está
compreendendo, pois refletem o processo de produção, por isso podem
conter também fotos, objetos, coleções. É utilizado para assegurar que os
alunos sejam responsáveis pelo seu trabalho. Os portfólios são também
um importante instrumento a ser compartilhado com as famílias, pois
possibilitam uma visão de conjunto das produções da criança e dos
processos vivenciados por ela.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

 A FORMAÇÃO DO HOMEM NO EMÍLIO DE ROUSSEAU. Wilson Alves de


Paiva. Universidade Federal De Goias.
 O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA. Durlei
de Carvalho Cavicchia. Professora Titular do Departamento de Psicologia
da Educação da UNESP-Araraquara.
 ROUSSEAU, J.-J. EMÍLIO OU DA EDUCAÇÃO. 2 ed. São Paulo: Difusão
Européia do Livro, 1973.
 MOURA, Elaine Maria S. L. METODOLOGIA E PRÁTICA DA EDUCAÇÃO
INFANTIL. Universidade Anhembi Morumbi.