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Universidade Estatual do Maranhão

Centro de Estudos Superiores de Caxias - CESC


Curso: Ciências Biológicas
Disciplina: Evolução Orgânica

AS EVIDÊNCIAS EVOLUTIVAS
Prafª. Drª Luiza Daiana Araújo da Silva Formiga

Caxias
Março/2018
As evidências do processo evolutivo
O começo de tudo . . .

O pensar evolutivo
O processo evolutivo

A evolução é um processo unificador que nos liga por


ancestralidade a todos os seres vivos do planeta.
O processo evolutivo

A evolução em Ciências Biológicas significa


simplesmente mudança nos genes ou na proporção
desses em uma população ao longo das gerações, ou
seja, significa basicamente MODIFICAÇÃO.

Não há juízo de valor para melhor, pois o


que é bom para um organismo em um
determinado tempo pode ser prejudicial
em outro.
O processo evolutivo
As subdivisões:
• Microevolução – processos envolvidos na mudança da frequência
dos genes na população.
• Associado às forças evolutivas: mutação, seleção natural, deriva
gênica e fluxo gênico entre populações.

Mutação Migração

Seleção Natural Deriva gênica


Construindo resistência
Resistências a pesticidas, herbicidas e
antibióticos são exemplos de microevolução
por seleção natural.

A bactéria Enterococcus, representada aqui,


evoluiu resistência a vários tipos de
antibióticos
O processo evolutivo
As subdivisões:
• Macroevolução – processos associados com os resultados das
mudanças geológicas.
• São as grandes mudanças evolutivas vistas nos eventos de extinção
em massa ou eventos catastróficos e rápidos em relação ao tempo
geológico.

Catrastrofe
Portanto,

O processo evolutivo
É RESULTANTE DESTE CONJUNTO DE PROCESSOS
MACRO E MICROEVOLUTIVOS.
A DIALÉTICA DA EVOLUÇÃO

• A BASE DA EVOLUÇÃO é a diferença entre o que muda e


o que permanece.

• Também leva em conta o resultado da mudança em


relação ao meio.
1 - O Registro Fóssil
O registro fóssil - fornece informações importantes sobre a
evolução da vida:

a) A ordem cronológica em que fósseis se encontram.

Observa-se que em camadas estratigráficas (geológicas) mais


profundas encontramos organismos estruturalmente mais
simples fossilizados, e a complexidade estrutural aumenta
conforme se investigam as camadas menos profundas.

Soma-se o fato de camadas com idades semelhantes apresentam


organismos fósseis semelhantes em diferentes partes do planeta.
Figura 1: Camadas estratificadas.
1 - O Registro Fóssil

Fósseis de todos os grupos de organismos


vivos tem sido encontrados ao redor do
mundo mostrando que vários organismos
que aqui viveram não estão mais entre nós.

Figura 2: Imagens de fósses de diferentes organismos.


1 - O Registro Fóssil

Figura 3: Relação estratigráfica de camadas referentes as suas idades relativas.


1 - O Registro Fóssil

Figura 4: Escala geocronológica e eventos da evolução biológica.


1 - O Registro Fóssil

b) Existência de formas intermediárias entre grupos aparentados.

Mesmo que o processo de fossilização seja relativamente raro e que boa parte das
espécies acaba não deixando nenhum registro, temos vários exemplos dessas
formas intermediárias, evidenciando o processo de mudança.

Se a evolução não tivesse ocorrido, e todas as espécies tivessem surgido há


alguns bilhões de anos, extinguindo-se com o tempo, não esperaríamos
encontrar formas intermediárias entre fósseis mais antigos e fósseis mais
recentes.
1 - O Registro Fóssil

Exemplo de organismos intermediários. O


Organismos ao lado apresentava penas e
asas, características típicas de aves, com
mandíbulas e cauda, características típicas
de réptil.

Figura 4: Fóssil de Archaeopteris, uma forma intermediária entre os dinossauros e as aves atuais.
1 - O Registro Fóssil

Figura 5: Exemplo de fósseis encontrados de organismos intermediários entre mamíferos terrestres e as baleias e imagens recapitulando a história evolutiva do grupo.
1 - O Registro Fóssil

c) Existência de linhagens completas de formas de transição

Fósseis ou organismos que apresentam características intermediárias


entre uma forma ancestral e a dos seus descendentes são referidas
como formas de transição.

Muitos são os exemplos existentes – o que nos fornece consistentes


evidências para a mudança ao longo do tempo.
Figura 6: Imagem que relata a evolução
dos cavalos modernos a partir d0
Hyracotherium, o fato da evolução é
sustentado pelo registro fóssil e pela
homologia entre estruturas anatômicas
atuais e antigas.
Figura 7: Diagrama padrão mostra claramente
fases de transição em que o pé de quatro dedos
do Hyracotherium, também conhecido como
Eohippus, se torna o casco do Equus. Os fósseis
mostram que as formas de transição previstas
pela evolução de fato.
2 - Filogenia
• A teoria evolutiva prevê que organismos relacionados irão compartilhar
características semelhantes que são derivadas de ancestrais comuns.

• Características similares devido ao parentesco (herança comum) são conhecidas


como homologias.

• As homologias podem ser reveladas comparando:

• (a) a anatomia dos diferentes organismos,

• (b) investigando as semelhanças e diferenças celulares,

• (c) estudando o desenvolvimento embrionário e

• (d) estruturas vestigiais dentro de organismos individuais.


3- Anatomia Comparada
• Estudos comparativos da anatomia de grupos de animais ou plantas
revelam que certas estruturas são basicamente similares e devem
ter tido origem evolutiva comum.

• Organismos contêm dentro de seus corpos, abundantes evidências


de suas histórias.

• A existência desses recursos é melhor explicada pela evolução.


Homologias anatômicas evidenciando
ancestralidade comum

Figura 8: Homologia comparada de membros de mamífero.


Embriologia Comparada

• O estudo comparado de embriões pode nos mostrar a


ancestralidade comum entre os animais.

• Ele foi organizado pela primeira vez na Teoria da Recapitulação, Lei


da recapitulação ontofilogenética, mais conhecida pela expressão “A
Ontogenia recapitula a filogenia”.

• Quanto maior a semelhança nos estágios do desenvolvimento


embrionário de espécies diferentes, maior o grau de parentesco
entre elas.
Figura 9: Desenho esquemático comparativo do desenvolvimento
embrionário de diferentes vertebrados.
Figura 10: Imagens das fases embrionárias de diferentes animais. Observem a semelhança
morfológica entre eles ao longo do desenvolvimento do embrião.
Evidências celulares

Todos os seres vivos não apresentam características


fundamentalmente iguais.

No nível celular e molecular seres vivos são notavelmente similares


uns aos outros.

Essas semelhanças fundamentais são melhor explicadas pela teoria


da evolução: a vida tem um ancestral em comum.

Vamos a alguns exemplos:


Unidade da vida
Então, pense bem e responda:
Por que é o ATP a principal molécula transmissora de energia em todos os
seres vivos, se outros nucleotídeos, como o GTP, o CTP e o TTP têm
propriedades que os tornam igualmente eficazes para esse processo?
2. Por que a meiose de todos os animais é praticamente idêntica?

3. Por que, dos mais de 200 aminoácidos conhecidos, apenas os mesmos


10% são usados para fazer as proteínas de todos os seres vivos?
Unidade da vida
Por quê?
Isso só pode ocorrer porque todos os seres vivos são
descendentes dos mesmos ancestrais.

Figura 12. Esquema básico da célula.


Estruturas vestigiais
Formas vestigiais – genes que deixam de ser selecionados e as
mutações que surgem deixam de ser eliminadas permanecendo as
formas determinadas por esses genes.

Ou,

Órgãos atrofiados e sem função em determinados organismos, mas


que correspondem a órgãos desenvolvidos e funcionais em outros
organismos.
Estruturas vestigiais

Figura 13: Membros posteriores de


baleia, sem função na locomoção
aquática, mas evidenciando
estruturas típicas de movimentos
terrestres, herdadas de seu
ancestral que era mamífero
terrestre.
Estruturas vestigiais
• Apêndice vermiforme

Nos mamíferos roedores, o ceco é uma


estrutura bem desenvolvida, na qual o
alimento parcialmente digerido e
armazenado é a celulose, abundante nos
vegetais ingeridos, é degradada pela ação de
bactérias especializadas.

Figura 14: Apêndice vermiforme , estrutura pequena e sem função específica


que parte do ceco (estrutura localizada no ponto onde o intestino delgado
liga-se ao grosso).
Radiação adaptativa ou irradiação adaptativa
• é a denominação dada ao fenômeno
evolutivo pelo qual se formam, em curto
período de tempo, várias espécies a
partir de uma mesma espécie ancestral
no qual diversos grupos se separaram,
ocupando simultaneamente vários nichos
ecológicos livres, eventualmente dando
origem a várias espécies diferentes.

Figura 16: Irradiação Adaptativa dos tentilhões/tordos de Darwin em Galápagos.


Forte evidência acerca das transformações ocorrentes nas espécies a partir de um
ancestral comum ao longo do tempo.
Figura 17: A presença de organismos fósseis em regiões
hoje incomunicáveis também demonstra como a
distribuição biogeográfica das espécies evidenciam a
sua evolução.
Herança comum do inútil
• Na espécie humana, por exemplo, apenas 2% de todo nosso DNA serve para
produzir proteínas, enquanto 45% do DNA total é composto de transposons que,
quase sempre, não têm nenhuma função para o organismo.

• No entanto, apesar de praticamente não terem função, a posição de vários


transposons nos cromossomos humanos é praticamente idêntica àquela
encontrada nos outros primatas.
Herança comum do inútil

• Ter coisas em comum com outros organismos, quando elas servem para algo,
poderia ser visto como uma evidência não da evolução, mas do encontro de
soluções comuns na criação desses organismos.

• Assim, o fato de nós termos, em comum com os macacos, sangue quente e pêlos,
poderia ser visto não como evidência de que somos parentes, mas sim como
evidência de que essas características são as melhores para o tipo de vida que nós e
os macacos levamos.

• No entanto, ter em comum coisas que não têm função, que sequer são
expressadas durante nosso desenvolvimento, é uma evidência clara de
nosso parentesco.
Seleção artificial - Genética
de Populações/Quantitativa

A Genética de Populações e a Genética


Quantitativa permitiram compreender
profundamente as leis que regem a
descendência com modificações permitindo
que o homem passasse a imitar a natureza
realizando agora não mais um processo de
seleção natural e sim de “seleção artificial” das
espécies levando a um “melhoramento” das
mesmas.
Figura 19: Seleção artificial em cães. Em 15 mil anos, 400 raças criadas. Imagine o que o processo
evolutivo pode formar nos seus mais de 3 Bilhões de vida no planeta.
Figura 20: Esse processo provou que
muitos dos cachorros conhecidos hoje são
resultados de seleção artificial feita com
raposas e lobos, baseada em características
como a docilidade e a inteligência.
Vários outros animais surgiram com esse
mesmo processo, e com objetivo de deixa-
los mais dóceis para a domesticação.
Figura 21: Seleção artificial alimentar. Segundo as pesquisas, as milhares de espécies de maçãs (cerca de 4
mil) nativas da Europa, foram substituídas por 10 espécies desenvolvidas na América do Norte, das quais
chegam ao consumidor final apenas 3 tipos. O melhoramento de plantas através da seleção artificial tenta
explorar a variabilidade genética existente dentro de cada espécie.