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ENGENHARIA DE SISTEMAS

TERMODINÂMICOS II

Prof. Dr. Liomar de Oliveira Cachuté


Eng. Mecânico e de Segurança do Trabalho
UFGD – Dourados, MS, 2018
Formação Acadêmica
• Doutor em Engenharia e Tecnologia Espaciais, Controle
Térmico, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais- INPE,
S.J.C. - SP, 2014;
• Mestre em Engenharia Mecânica, Energia e Gestão Energética
na Indústria, Universidade de Taubaté, UNITAU, Taubaté, SP,
2006;
• MBA, Gestão Empresarial, Instituto Nacional de Pós–
Graduação, INPG, S.J.C. - SP, 2004;
• Engenheiro de Segurança do Trabalho, Universidade de
Taubaté, UNITAU, Taubaté, SP, 2001;
• Especialista em Gestão Empresarial, Gestão Empresarial,
Instituto Nacional de Pós–Graduação ,INPG, S.J.C. - SP, 1997;
• Engenheiro Industrial Mecânico, Escola de Engenharia
Industrial, EEI, S.J.C. - SP, 1982;
• Técnico em Mecânica, 2° grau, Escola Técnica Professor
Everardo Passos, ETEP, S.J.C. - SP, 1976.
Experiência Profissional
14. BRADAR – EMBRAER DEFESA, 2011 / 2017;

13. ETEP FACULDADES, 2011 / 2014;

12. EMBRAER- INDÚSTRIA AERONÁUTICA , 2000 / 2011

11. ERICSSON - TELEFONIA CELULAR O BRASIL, 2000

10. LATASA - LATAS DE ALUMÍNIO, 1996 / 2000;

9. KAISER - CERVEJARIA KISER DO BRASIL, 1995 / 1996;

8. AMBEV - CERVEJARIA BRAHMA, 1992 / 1995;

7. ENGENHEIRO CONSULTOR, 1991 / 1992;

6. PLANEVALE – PLANEJAMENTO E CONSULTORIA, 1990 / 1991;

5. ÓRBITA - ÓRBITA SISTEMAS AEROESPACIAIS, 1988 / 1990;

4. AVIBRAS – INDÚSTRIA AEROESPACIAL, 1984 / 1988;

3. JOHNSON & JOHNSON – INDÚSTRIA FARMACÊUTICA 1979 / 1983;

2. CTA – CENTRO TECNOLÓGICO DA AERONÁUTICA, 1977 /1978;

1. DRESSER – ENGENHARIA INDUSTRIAL, 1976 / 1977.


1. Processos termodinâmicos;

2. Ciclos termodinâmicos a vapor de água (Ciclo de Rankine);

3. Sistemas de refrigeração a vapor e bomba de calor;

4. Motores à combustão (Ciclo Otto e Diesel);

5. Instalações motoras com turbina a gás;

6. Eficiência térmica de bombas e turbinas;

7. Relações e estudo de propriedades termodinâmicas de gases e ar úmido;

8. Aplicações psicrométricas;

9. Temperatura de bulbo seco, bulbo úmido e de orvalho;

10. Projetos de engenharia.


Bibliografia
[1] BORGNAKKE, C.; SONNTAG, R.B. Fundamentos da
termodinâmica. 7ª ed. São Paulo: Edgard Blüncher, 2009. 678p.

[2] ÇENGEL, Y.A.; BOLES, M.A. Termodinâmica. 7ª ed. São Paulo:


McGraw Hill, 2013. 1048p.

[3] SHAPIRO, H.N.; MORAN, M.J. Princípios de termodinâmica para


engenharia. 7ª ed. Rio de Janeiro: LTC (Grupo GEN), 2009. 864p.

[4] MORAN, et al. Introdução à Engenharia de Sistemas Térmicos:


Termodinâmica, Mecânica dos Fluidos e Transferência de Calor. Rio
de Janeiro: LTC, 2005. 604p.

[5] SCHMIDT, F.W.; HENDERSON, R.E. Introdução às Ciências


Térmicas: Termodinâmica, Mecânica dos Fluidos e Transferência de
Calor. 2ª ed. São Paulo: Edgard Blüncher, 2004. 488p.

[6] VAN WYLEN, G. Fundamentos da termodinâmica clássica. 4ª ed.


São Paulo: Edgard Blüncher, 2003.

[7] TREVISAN, W. Manual termo-tecnico. São Paulo: IBLC, 1988. 439p.


Avaliações
P1: avaliação individual

P2: avaliação individual

MT: média dos trabalhos

PS: prova substitutiva (substitui a menor nota de


P1 ou P2)

EF: exame final

Média de aproveitamento: MA = (0,35)*P1 +


(0,35)*P2 + (0,30)*MT
1. Processos termodinâmicos
• Adiabático;

• Isoentrópico;

• Isobárico;

• Isotérmico;

• Politrópico;

• Quase – estático;

• Reversível;

• Regime permanente; 7
2. Ciclos termodinâmicos a vapor
2.1 O ciclo de vapor de Carnot
O ciclo dde Carnot é o ciclo com maior eficiência operando no limite
entre duas temperaturas específicadas, mas não aplicável para ciclos
de potência, porque:
Processo 1-2: A limitação dos processos de transferência de calor para
sistemas de duas fases limita severamente a temperatura máxima que
pode ser usada no ciclo (374°C para água);Processo 2-3:A turbina não
pode lidar com vapor com um alto teor de umidade devido ao impacto
de gotículas de líquido nas suas pás, causando erosão e desgaste;
Processo 4-1:Não é prático projetar um compressor que lide com duas
fases.

1-2 Adição de calor isotérmico


em uma caldeira;
2-3 Expansão isentrópica em
uma turbina;
3-4 Rejeição isotérmica de
calor em um condensador;
4-1 Compressão isentrópica
em um compressor 8
Diagramas T x s para dois ciclos de vapor de Carnot
2.2 O ciclo de vapor de Rankine
2.2 Ciclo de Rankine
2.2 Ciclo de Rankine

Figura 1.1 – Turbina a vapor


2.2 Ciclo de Rankine

Figura 1.2 – Caldeira


2.2 Ciclo de Rankine

Figura 1.3a – Condensador


2.2 Ciclo de Rankine

Figura 1.3b – Condensador


2.2 Ciclo de Rankine
2.2 Ciclo de Rankine

 Processo 1 – 2 : Água entra na bomba no estado 1(líquido


saturado), é comprimida da maneira isoentrópica até a
pressão de operação de caldeira.
 Processo 2 – 3 : Água entra na caldeira como líquido
comprimido (estado 2) e sai como vapor superaquecido
(estado 3). Descreva uma caldeira flamotubular. Gerador de
vapor.
 Processo 3 – 4: Vapor d’água superaquecido entra na
turbina, se expande de forma isoentrópica e produz trabalho
girando seu eixo, que pode ser conectado a um gerador
elétrico. Pressão e temperatura caem durante o processo até
os valores do estado 4.
 Processo 4 – 1 : Vapor e líquido saturados com título
elevado. Ai o vapor é condensado à pressão constante. Água
deixa o condensador como líquido saturado e entra na
bomba completando o ciclo.
2.2 Ciclo de Rankine

 O condensador é basicamente um trocador e calor, que


rejeitando calor para um meio de resfriamento, como um
lago, um rio ou para a atmosfera.
 Em locais onde água é escassa usa-se ar como meio de
resfriamento (resfriamento a ar). Automóveis utilizam este
recurso.
 Área sob a curva do processo T – s representa a
transferência de calor dos processos internamente
reversíveis.
 Área sob a curva do processo 2-3 : valor do calor transferido
para a água.
 Área sob a curva do processo 4-1 : valor do calor rejeitado no
condensador.
 A diferença entre estas duas áreas = valor do trabalho líquido
produzido pelo ciclo.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.1 Análise de Energia do Ciclo de Rankine Ideal

 Considerações iniciais

◦ Os componentes do ciclo bomba, caldeira, turbina e


condensador são dispositivos com escoamento em regime
permanente.

◦ Assim, os 4 processos que formam o ciclo Rankine podem


ser analisados como processos com escoamento em
regime permanente.

◦ As variações de energia cinética e potencial do vapor são


pequenas em relação aos termos de trabalho e de
transferência de calor, portanto podem ser desprezadas.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.1 Análise de Energia do Ciclo de Rankine Ideal

 A equação da energia aplicada a um dispositivo com


escoamento em regime permanente, por unidade de massa, se
reduz a:

𝑞𝑒 − 𝑞𝑠 + 𝑤𝑒 − 𝑤𝑠 = ℎ𝑠 − ℎ𝑒

 A caldeira e o condensador não envolvem trabalho e


considerando-se que a bomba e a turbina sejam isoentrópicas,
a equação da conservação da energia aplicada a cada
dispositivo, pode ser expressa como:
Bomba (q=0)
𝑤𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎,𝑒 = ℎ𝑠 − ℎ𝑒

ou
𝑤𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎,𝑒 = 𝑣 𝑃2 − 𝑃1
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.1 Análise de Energia do Ciclo de Rankine Ideal

Onde :
ℎ1 = ℎ𝑙 @𝑃1 𝑣 ≅ 𝑣1 = 𝑣𝑙 @𝑃1

Caldeira (w=0)
𝑞𝑒 = ℎ3 − ℎ2

Turbina (q=0)

𝑤𝑡𝑢𝑟𝑏𝑖𝑛𝑎,𝑠 = ℎ3 − ℎ4

Condensador (w=0)

𝑞𝑠 = ℎ4 − ℎ1
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.1 Análise de Energia do Ciclo de Rankine Ideal

 A eficiência térmica do ciclo de Rankine é


determinada por:
𝑤𝑙 𝑞𝑠
𝜂𝑡 = =1−
𝑞𝑒 𝑞𝑒
Onde:
𝑤𝑙 = 𝑞𝑒 − 𝑞𝑠 = 𝑤𝑡𝑢𝑟𝑏𝑖𝑛𝑎,𝑠 − 𝑤𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎,𝑒

 A eficiência térmica pode ser interpretada como a


razão entre a área envolvida pelo ciclo em um
diagrama T-s e a área sob o processo de
fornecimento de calor.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.1 Análise de Energia do Ciclo de Rankine Ideal

 Exemplo 2.1
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.1 Análise de Energia do Ciclo de Rankine Ideal

 Exemplo 2.1 (Çengel-pg.449)


 Uma usina de potência a vapor d’água opera segundo o ciclo de
Rankine simples ideal. O vapor entra na turbina a 3MPa e 350°C,
sendo condensado no condensador à pressão de 75 kPa.
Determine a eficiência térmica deste ciclo.

 Solução: Uma usina a vapor opera segundo o ciclo de Rankine


simples e ideal. Determinar a sua eficiência térmica.

 Hipóteses: A usina opera em regime permanente; As variações de


energia cinética e potencial podem ser desprezadas.

 Análise: Os diagramas de fluxo e T – s são mostrados na Fig.2.1.


Em um ciclo ideal bomba e turbina são isoentrópicas, não há queda
de pressão na caldeira e no condensador; o vapor deixa o
condensador e entra na bomba como líquido saturado à pressão do
condensador.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.1 Análise de Energia do Ciclo de Rankine Ideal
 Exemplo 2.1(continuação)

Figura 2.1
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.1 Análise de Energia do Ciclo de Rankine Ideal

 Primeiramente determinamos as entalpias nos diversos pontos do ciclo,


utilizando os dados das tabelas de vapor d’água A-4, A-5 e A-6 (Çengel).

Estado 1: P1=75 kPa (Líquido saturado); h1= hl@75kPa = 384,44


kJ/kg
Estado 2: P2 = 3 Mpa ; s2 = s1
Sendo:
𝑤𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎,𝑒 = 𝑣 𝑃2 − 𝑃1 = 0,001037 m3/kg [(3000 – 75)Pa] = 3,03 kJ/kPam3
= 3,03 kJ/kg
𝑤𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎,𝑒 = h2-h1 , assim: h2=h1- 𝑤𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎,𝑒 = (384,44+3,03) kJ/kg =
387,47 kJ/kg
Estado 3: P3 = 3MPa; T3= 350°C tem-se : h3=3116,1 kJ/kg e s3 = 6,7450
kJ/kg K
Estado 4: P4 = 75 kPa (mistura sat.); s4 = s3
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.1 Análise de Energia do Ciclo de Rankine Ideal

O título no estado 4 será:

𝑠4 − 𝑠𝑙
𝑥4 =
𝑠𝑙𝑣

x4 = (6,7450 – 1,2132) / 6,2426 = 0,8861 ou 88,61%

Sendo: ℎ4 = ℎ𝑙 + 𝑥4 ℎ𝑙𝑣 , tem-se:384,44+ 0,8861 (2278) kJ/kg = 2403 kJ/kg


Assim: 𝑞𝑒 = ℎ3 − ℎ2 = (3116,1 – 387,47) kJ/kg = 2728,6 kJ/kg
𝑞𝑠 = ℎ4 − ℎ1 = (2403 – 384,44) kJ/kg = 2018,6 kJ/kg

Sendo:
𝑞
𝜂𝑡 = 1 − 𝑞𝑠 = 1- 2018,6 / 2728,6 = 0,26 ou 26%
𝑒
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.1 Análise de Energia do Ciclo de Rankine Ideal

A eficiência térmica também pode ser determinada por:


𝑤𝑡𝑢𝑟𝑏𝑖𝑛𝑎,𝑠 = ℎ3 − ℎ4 = (3116,1- 2403) kJ/kg = 713,1 kJ/kg

𝑤𝑙𝑖𝑞 = 𝑤𝑡𝑢𝑟𝑏𝑖𝑛𝑎 − 𝑤𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎 = (713,1- 3,03) kJ/kg = 710,1 kJ/kg

Ou :
𝑤𝑙𝑖𝑞 = 𝑞𝑒 − 𝑞𝑠 = (2728,6 – 2018,6) kJ/kg = 710 kJ/kg

Sendo:
𝑤𝑙
𝜂𝑡 = = 710 / 2728,6 = 0,26 ou 26%
𝑞𝑒

Resposta: A a eficiência térmica deste ciclo será 0,26 ou 26%


2.2 Ciclo de Rankine
2.2.2 Desvio entre os ciclos reais de potência a vapor
e os idealizados

 O ciclo real de potência a vapor de Rankine difere do ciclo


ideal devido às irreversibilidades presentes no funcionamento
dos seus componentes. Vide Figs.2.2 a 2.2 b.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.2 Desvio entre os ciclos reais de potência a vapor
e os idealizados

 Atrito no fluido e perda de calor para a vizinhança são fontes


comuns de irreversibilidades.
 Atrito: pressões menores na caldeira e na turbina.
Necessidade de bomba maior e mais potente.
 Perda de calor para a vizinhança: mais calor para caldeira. A
eficiência do ciclo diminui.
 O desvio entre bombas e turbinas reais e as isoentrópicas
(ideais) é calculado utilizando-se as eficiências isoentrópicas
definidas como:

𝑤𝑠 ℎ2𝑠 −ℎ1 𝑤𝑟 ℎ3 −ℎ4𝑟


𝜂𝑏 = = e 𝜂𝑡 = =
𝑤𝑟 ℎ2𝑟 −ℎ1 𝑤𝑠 ℎ3 −ℎ4𝑠
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.2 Desvio entre os ciclos reais de potência a vapor
e os idealizados

 Os estados 2r e 4r são estados de saída reais da bomba


e da turbina.

 Os estados 2s e 4s são estados de saída isoentrópicos


da bomba e da turbina.

 Mais irreversibilidades: em condensadores reais o


líquido é sub-resfriado para evitar cavitação
(vaporização e condensação rápidas); atrito em mancais,
potência consumida por equipamentos auxiliares
(ventiladores).
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.2 Desvio entre os ciclos reais de potência a vapor
e os idealizados
 Exemplo 2.2 – Efeito das irreversibilidades na eficiência térmica de
um ciclo de potência a vapor.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.2 Desvio entre os ciclos reais de potência a vapor
e os idealizados
 Exemplo 2.2 – Efeito das irreversibilidades na eficiência térmica de
um ciclo de potência a vapor.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.2 Desvio entre os ciclos reais de potência a vapor
e os idealizados
 Exemplo 2.2 – Efeito das irreversibilidades na eficiência térmica de um
ciclo de potência a vapor.

Figura 2.3
2.Ciclo de Rankine
2.3 Desvio entre os ciclos reais de potência a
vapor e os idealizados
 Exemplo 2.2 – Efeito das irreversibilidades na eficiência térmica de um
ciclo de potência a vapor.

Figura 2.3
2.Ciclo de Rankine
2.2.4 Como aumentar a eficiência do ciclo de Rankine

 Usinas de potência a vapor são responsáveis pela produção da


maior parte da energia elétrica do mundo.

 Aumento na eficiência térmica significa economia de


combustível.

 Como aumentar a eficiência térmica? Elevar a temperatura


média na qual o calor é transferido para o fluido de trabalho na
caldeira; diminuir a temperatura média na qual o calor é
rejeitado do fluido de trabalho no condensador.

 Resumindo: a temperatura do fluido deve ser a mais alta


possível durante o fornecimento de calor e mais baixa possível
durante a rejeição de calor.
2.Ciclo de Rankine
2.2.4 Como aumentar a eficiência do ciclo de Rankine

 Três maneiras para realizar estas condições:


1) Diminuindo a pressão no condensador
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.4 Como aumentar a eficiência do ciclo de Rankine

 Três maneiras para realizar estas condições:


2) Superaquecendo o vapor a temperaturas mais altas.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.4 Como aumentar a eficiência do ciclo de Rankine

 Três maneiras para realizar estas condições:


3) Aumentando a pressão na caldeira
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.4 Como aumentar a eficiência do ciclo de Rankine

No problema abaixo são ilustrados os efeitos da diminuição da


pressão no condensador , do superaquecimento do vapor a
temperaturas mais altas e do aumento da pressão nas caldeiras
sobre a eficiência térmica do ciclo de Rankine.

Exemplo 2.3
Considere uma usina a vapor d’água operando segundo o ciclo de
Rankine ideal. Vapor entra na turbina a 3MPa e 350°C, é
condensado no condensador à pressão de 10 kPa.
Determine :
a) Eficiência térmica desta usina
b) Eficiência térmica se o vapor for superaquecido a 600°C em
vez de 350°C
c) Eficiência térmica se a pressão da caldeira for elevada até 15
Mpa, enquanto a temperatura na entrada da turbina é mantida
a 600°C.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.4 Como aumentar a eficiência do ciclo de Rankine

Os diagramas T – s dos três ciclos discutidos no


Exemplo 2.3
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.4 Como aumentar a eficiência do ciclo de Rankine
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.4 Como aumentar a eficiência do ciclo de Rankine
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.4 Como aumentar a eficiência do ciclo de Rankine
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.4 Como aumentar a eficiência do ciclo de Rankine
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

Figura 2.9
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

Neste caso:
 O processo de expansão ocorre em dois estágios;
 No 1° estágio (turbina de alta pressão), o vapor é
expandido isoentropicamente até uma pressão
intermediária e enviado novamente à caldeira onde é
reaquecido à pressão constante até a temperatura de
entrada no primeiro estágio da turbina;
 Em seguida o vapor se expande isoentropicamente no 2°
estágio (turbina de baixa pressão) até a pressão do
condensador.
 Assim, o fornecimento total de calor e de trabalho nas
turbinas para o ciclo com reaquecimento será determinado
pela equação:
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

• A incorporação de um único reaquecimento ao ciclo aumenta sua


eficiência em 4% e 5%, pelo aumento da temperatura média na qual o
calor é transferido para o vapor.

• É possível aumentar a temperatura média durante o processo de


reaquecimento aumentado o número de estágios de expansão e de
reaquecimento.

• À medida em que se aumenta o número de estágios, os processos de


expansão e reaquecimento se aproximam de um processo isotérmico
à temperatura máxima. Ver Figura 2.8
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

Figura 2.8
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

• A única finalidade do ciclo com reaquecimento é


reduzir a quantidade de umidade no vapor nos
estágios finais do processo de expansão.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

Exemplo 2.4
Uma usina opera conforme o ciclo de Rankine com
reaquecimento, vide Fig.2.9. Vapor entra na turbina de alta
pressão a 15 MPa e 600°C e é condensado no condensador
a 10kPa. Se o conteúdo de umidade do vapor na saída da
turbina de baixa pressão não deve exceder 10,4% ,
determine:

a) A pressão na qual o vapor deve ser reaquecido;


b) A eficiência térmica do ciclo.

Considere que o vapor é reaquecido até a mesma


temperatura de entrada da turbina de alta pressão.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

Figura 2.9
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

 Considerações:
a) A usina opera em regime permanente;
b) Variações de Ec e Ep são desprezíveis;
c) Bomba e turbinas são isoentrópicas;
d) Não há queda de pressão na caldeira e no condensador;
e) Vapor deixa o condensador e entra na bomba como
líquido saturado à pressão do condensador.

 Desenvolvimento
a) A pressão de reaquecimento é determinada com base no
requisito de que as entropias nos estados 5 e 6 sejam
iguais:
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

Estado 6
P6 = 10 kPa
X6 = 0,896 (mistura saturada)
s6=sl + x6 slv = 0,6492 + 0,896 (7,4996) = 7,3688 kJ/kg K

Da mesma maneira:

h6=hl + x6 hlv = 191,81 + 0,896 (2392,1) = 2335,1 kJ/kg

Assim:
Estado 5
T5 = 600°C portanto P5= 4 MPa ; h5 = 3674,0 kJ
s5 = s6
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

Portanto o vapor deve ser reaquecido a uma pressão de 4 Mpa ou


menor para evitar um teor de umidade acima de 10,4% .
a) Para determinarmos a eficiência térmica , precisamos conhecer as
entalpias de todos os outros estados:

Estado 1
P1 = 10 kPa ; portanto hl = hl @ 10 kPa = 191,81 kJ/kg
Liq.sat vl = vl @ 10 kPa = 0,00101 m3/kg

Estado 2

P2 = 15 Mpa
s2 = s1
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

W bomba,e = v1(P2-P1) = 0,00101 m3/kg. [(15000 – 10) kPa] =


15,14 kJ/kg
h2 = h1 + W bomba,e = (191,81 + 15,14) kJ/kg = 206,95 kJ/kg

Estado 3
P3 = 15 Mpa , portanto h3 = 3583,1 kJ/kg
T3 = 600°C s3 = 6,6796 kJ/kgK

Estado 4
P4 = 4 MPa , portanto h4 = 3155 kJ/kg (T4 = 375,5°C)
s4 = s3

Assim:
qe = (h3-h2) + (h5-h4) = (3583,1- 206,95) + (3674,9 -3155) = 3896,1 kJ/kg

qs = h6- h1 = 2335,1 – 191,81 = 2143,3 kJ/kg

𝑞: 𝑠
Portanto 𝜂𝑡 = 1 − = 1- 2143,3 / 3896,1 = 0,45 ou 45%
𝑞𝑒
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.5 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento

 Este problema foi resolvido no exercício anterior


para os mesmos limites de pressão e temperatura,
mas sem o processo de reaquecimento.

 Comparando os dois resultados , notamos que o


reaquecimento reduz o conteúdo de umidade de
19,6% para 10,4% aumentando a eficiência
térmica de 43% para 45%.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

Figura 2.9
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 No diagrama T-s do ciclo de Rankine, Fig.2.9, é mostrada a


transferência de calor para o fluído de trabalho durante o
processo 2-2’ a uma temperatura relativamente baixa.

 Isso diminui a temperatura média do processo de


fornecimento de calor e portanto a eficiência do ciclo.

 Para minimizarmos isso, aumentamos a temperatura do


líquido que sai da bomba (água de alimentação) antes que
ele entre na caldeira.

 Como fazer isso: regeneração, onde o vapor expandido na


turbina aquece a água de alimentação da caldeira.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 Aquecedor de água de alimentação (AAA ou


regenerador):retira calor em vários pontos da turbina para
aquecimento da água de alimentação.
 Este processo de aquecimento pode ser feito através de
aquecedores de água de alimentação abertos (contato direto)
ou fechados (sem contato entre os fluidos).Ver Fig. 2.10

Figura – 2.10
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 O aquecedor de água de alimentação aberto (ou de contato


direto) é uma câmara de mistura , onde o vapor extraído da
turbina se mistura água de alimentação da caldeira.

 Idealmente a mistura sai do aquecedor como líquido saturado


na pressão do aquecedor.
Neste ciclo ideal:
(Estado 5) Vapor entra na turbina à pressão da saída da caldeira;

(Estado 6) Se expande isoentropicamente na turbina até uma


pressão intermediária. Parte deste vapor é extraído neste estado e
direcionado para o aquecedor de água de alimentação, enquanto o
restante do vapor continua se expandindo de forma isoentrópica
até a pressão do condensador (Estado 7);
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

(Estado1) A água deixa o condensador como líquido saturado,


na pressão do condensador e alimenta a bomba I;
(Estado 2) Esta água (condensada) de alimentação é
comprimida até a pressão do aquecedor de água de
alimentação onde se mistura ao vapor extraído da turbina;
A fração de vapor extraída da turbina é tal que a mistura sai do
aquecedor como líquido saturado à pressão do aquecedor
(Estado 3);
A bomba II eleva a pressão da água até a pressão da caldeira
(Estado 4);
(Estado 5) O ciclo se completa pelo aquecimento da água na
caldeira até o estado de entrada na turbina.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 Na análise dos ciclos de potência a vapor é interessante


trabalhar com quantidades expressas por unidade de massa
de vapor que escoa através da caldeira.

 Para 1 kg de vapor que sai da caldeira, y kg se expandem


parcialmente na turbina, sendo extráidos no Estado 6.

 Os (1- y) kg restantes se expandem completamente até a


pressão do condensador . Assim os fluxos de massa são
diferentes nos componentes.

 Se o fluxo de massa for m através da caldeira, ele será


m (1-y) através do condensador.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 As interações entre calor e trabalho expressas por unidade


de massa serão:

Onde :
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 A eficiência térmica do ciclo de Rankine aumenta como


resultado da regeneração, porque:

1) A regeneração eleva a temperatura média na qual o calor é


transferido ao vapor na caldeira, elevando a temperatura da
água de alimentação antes da entrada da caldeira;

2) À medida que aumenta o número de aquecedores de água


de alimentação no ciclo.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

• No aquecedor de água de alimentação fechado é uma câmara de


mistura , o calor é transferido do vapor extraído da turbina para a água
de alimentação sem que ocorra o processo de mistura. Ver Figura
2.11.

Figura – 2.11
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 No ciclo as duas correntes podem estar em pressões


diferentes pois não se misturam.
 A água de alimentação é aquecida até a temperatura de
saída do vapor extraído, que deixa o aquecedor como
líquido saturado à pressão de extração.
 Nas usinas reais , a água de alimentação sai do aquecedor
abaixo da temperatura de saída do vapor extraído , pois é
necessária uma diferença de temperatura para que ocorra a
transferência de calor.
 O vapor condensado é bombeado para a linha de
alimentação ou direcionado para outro aquecedor ou ainda
para o condensador por meio de um purgador.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 O purgador permite que o líquido seja estrangulado para uma


pressão mais baixa, mas impede o escoamento de vapor. A
entalpia permanece constante neste processo.
 AAAAbertos: simples e baratos, porém para cada aquecedor
é necessária uma bomba para processar a alimentação.
 AAAFechados : são mais complexos devido à tubulação
interna e mais caros. A transferência de calor é menos
efetiva, pois as correntes no se misturam. Não exigem
bombas separadas para cada aquecedor, pois o vapor
extraído e a água de alimentação podem estar em pressões
diferentes.
 A maioria da usinas a vapor utiliza uma combinação entre
AAAAbertos e AAAFechados. Ver Figura 2.12.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

Figura – 2.12
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

Exemplo 2.5
Uma usina de potência a vapor opera segundo o
ciclo de Rankine regenerativo ideal com um
aquecedor de água de alimentação aberto. Vapor
entra na turbina a 15 MPa e 600°C, sendo
condensado no condensador à 10 kPa. Parte do
vapor deixa a turbina a 1,2 MPa e entra no
aquecedor de água de alimentação aberto.
Determine a fração de vapor extraída da turbina e a
eficiência térmica do ciclo. Ver Figura 2.13.
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

Figura – 2.13
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 Considerações:

a) A usina opera em regime permanente;


b) Variações de Ec e Ep são desprezíveis;
c) Bomba e turbinas são isoentrópicas;
d) Não há queda de pressão na caldeira e no
condensador;
e) Vapor deixa o condensador e aquecedor (AAA),
como líquido saturado
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 Desenvolvimento
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 Desenvolvimento
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 Desenvolvimento
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 Desenvolvimento
2.2 Ciclo de Rankine
2.2.6 Ciclo de Rankine ideal regenerativo

 Conclusão