Vous êtes sur la page 1sur 14

Crise da Subjetividade e

Fenomenologia

Prof. Paulo Rogério


1. A Crise da Subjetividade

“O Nascimento
do novo Homem”,
de Salvador Dali -
1943
A crise da subjetividade

O que chamamos de “crise da razão” é também uma


crise da ideia de subjetividade.

Com Descartes, vimos que a modernidade está


baseada na crença no sujeito:

O “penso logo existo” (cogito)


representa a ideia de que o sujeito
é capaz de conhecer a realidade
por si mesmo, de modo autônomo.
A crise da subjetividade
Porém, a partir do final do séc. XIX, os “mestres da
suspeita” (Marx, Nietzsche e Freud), introduziram
elementos de desconfiança na capacidade humana de
conhecer a realidade e ter acesso transparente a si
mesmo.
A crise da subjetividade
Sobre essa desconfiança, Freud cria a noção de feridas
narcísicas, ideia esta que se refere à humilhação
sofrida pelo indivíduo na história:

No séc. XVI, com: No séc. XIX, com as seguintes teorias:

Evolucionismo Inconsciente Materialismo


de Darwin de Freud de Marx

Heliocentrismo de
Copérnico
A crise da subjetividade
Nas décadas seguintes, vários filósofos debruçaram-se
sobre a ideia da “morte do sujeito”, que significa a
desconstrução do conceito de subjetividade que foi
construída na Idade Moderna.

Isso levou ao novo ceticismo


e relativismo, justamente
por propor a descrença com
relação à possibilidade do
conhecimento como algo
dependente unicamente do
sujeito.
2. Fenomenologia e
Intencionalidade

“Mão com a esfera


espelhada”, de M. C.
Escher - 1935
Fenomenologia

A Fenomenologia é um
método e uma filosofia que
surgiu com o alemão Edmund
Husserl (1859-1958).

A Fenomenologia critica tanto o


empirismo positivista (crença
no objeto) do séc. XIX, como
também o racionalismo
cartesiano (crença no sujeito).
Fenomenologia
O termo fenômeno (phainomenon) significa “o que
aparece”. Desta maneira, a fenomenologia aborda os
objetos do conhecimento não como eles “são” na
essência, mas como “aparecem” e se apresentam à
consciência.

Husserl entende por


fenomenologia o processo
pelo qual examina o fluxo da
consciência, ao mesmo tempo
que é capaz de representar
um objeto fora de si.
Crítica da Fenomenologia

A fenomenologia critica a filosofia


tradicional por desenvolver uma
metafísica cuja noção de ser é vazia e
abstrata, voltada apenas para a
explicação.

No entanto, também critica o


positivismo cientificista cuja noção
de conhecimento está voltada apenas
para a experimentação da matéria.
Intencionalidade

A ideia básica da
fenomenologia é a
intencionalidade, que
significa “dirigir-se para”,
“visar alguma coisa”.
Ou seja, toda consciência
é intencional por sempre
visar algo fora de si.
Consciência Intencional

A noção de uma consciência intencional contraria:

Os Racionalistas Os Empiristas
(como Descartes): (como Locke):

ao afirmar que não há Ao afirmar que não há


consciência pura e objeto em si, já que o
separada da realidade, objeto é sempre para um
porque toda consciência é sujeito que lhe dá
consciência de alguma coisa. significado.
Fenomenologia

A fenomenologia desconsidera toda indagação a


respeito de uma realidade em si, separada da
relação com o sujeito que conhece.

Portanto, não existe um puro


ser “escondido” atrás das
aparências ou do fenômeno: a
consciência desvela
progressivamente o objeto por
meio de seguidos perfis, de
perspectivas mais variadas.
Fenomenologia: filosofia da vivência

A consciência é doadora de sentido, fonte de


significado. Conhecer é, portanto, um processo que
não acaba nunca, é uma exploração exaustiva do
mundo.
Vale lembrar que a
“consciência do mundo” não se
reduz ao conhecimento
intelectual, pois a consciência é
fonte de intencionalidades não
só cognitivas, mas afetivas e
práticas. A fenomenologia é
uma filosofia da vivência.