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Marxismo: Materialismo e

Dialética

Karl Marx Friedrich Engels


(1818-1883) (1820-1895)
Marx e Engels
Os alemães Karl Marx e Friedrich Engels
escreveram juntos algumas obras e outras
separadamente, mas sempre estiveram um ao lado
do outro por convicções de pensamento e por
amizade.
Marx e Engels

Juntos observaram que o avanço


técnico aumentou o poder humano
sobre a natureza e foi responsável
por riquezas e progresso.

No entanto, por outro lado, e


contraditoriamente, o avanço
técnico também trouxe a
escravização crescente da classe
operária, cada vez mais
empobrecida.
I – Materialismo
Dialético
Materialismo Dialético
Leitores de Hegel, Marx e Engels aproveitaram dele
o conceito de “dialética”.

Porém, Marx e Engels


perceberam que a
teoria hegeliana do
desenvolvimento geral
do espírito humano
não conseguia explicar
a vida social.
Materialismo Dialético
Com isso, dando sequência às críticas de
Feuerbach ao idealismo, Marx e Engels invertem as
teses hegelianas, criando assim as bases do
chamado materialismo dialético:

Marx e Engels ridicularizam


a pretensão de agir com as
ideias e sobre elas, sem
levar em conta também a
situação concreta do
indivíduo (do qual estas
mesmas ideias procedem).
Materialismo Dialético
Erroneamente, Hegel afirma que o mundo
material (instituições políticas e sociais) é a
encarnação da “ideia absoluta”, da “consciência”,
legitimando assim a realidade existente.

Na opinião de Marx
e Engels, isso não é
nada mais do que
pura ideologia.

Figura de Hegel lecionando nas


universidades da Alemanha
Materialismo Dialético
Ao contrário de Hegel, para o materialismo de Marx
e Engels o mundo material é anterior ao
espírito: não é a matéria que derivado espírito,
mas o espírito que deriva da matéria.

“[...] a dialética de Hegel foi


Ou seja, segundo o
colocada com a cabeça para
materialismo, a dialética
cima ou, dizendo melhor, ela
é um processo cujo
, que se tinha apoiado
movimento depende da
exclusivamente sobre sua
própria matéria, e não
cabeça, foi de novo reposta
da consciência (espírito). sobre seus pés” (ENGELS).
Materialismo Dialético
Desta maneira, para Marx e Engels, o modo de
pensar do homem é condicionado pela sua
situação concreta (política, econômica e cultural).

Obra “O Quarto Estado” de Giuseppe Pellizza de Volpedo.


Materialismo Dialético
O homem é impedido de se realizar socialmente não
por causa de representações racionais inadequadas,
mas por condições concretas de vida opressivas.

O que Marx e Engels


querem dizer com isso?
Que não basta teorizar,
se não partimos da vida
concreta.

Logo, o modo de pensar só mudará, quando as


condições opressivas de vida mudarem.
Materialismo Dialético
“Afirmar que o homem
conduz sua vida em
conformidade com o
pensamento, e não
inversamente, é pretender “Assim como não é a
que o mundo caminhe religião que cria o homem,
sobre a cabeça e não mas o homem que cria a
sobre os pés” (Karl Marx). religião, da mesma forma
não é a Constituição que
cria o povo, mas o povo
que cria a Constituição”
(Karl Marx).
Materialismo Dialético
O importante não é interpretar o mundo, mas mudá-lo!

Para o marxismo, o
pensamento que vale
realmente não é o
pensamento puramente
cognitivo e contemplativo,
mas o pensamento que
acompanha a práxis.

Ou seja, é a ação modifica as condições de vida dos


homens e não teorias filosóficas estéreis e distantes da
prática.
II – Alienação do
trabalho
Trabalho humano
O trabalho humano é um dos temas principais do
pensamento marxista.

Segundo Marx, o
homem de vive
humanamente quando é
capaz de transformar
e “humanizar” a
natureza, junto com os
outros, conforme suas
próprias ideias.
Trabalho humano
O trabalho humano vai além da mera adaptação
biológica dos animais.
Por quê? Porque o trabalho humano é uma
atividade da consciência orientada para um fim.

Em outras palavras, o
trabalho para Marx é o
processo de atuação
consciente das forças
naturais do homem sobre a
matéria natural, realizada
de maneira útil.
Trabalho humano
Ou seja, o homem torna-se “humano” quando faz
do trabalho algo propriamente seu, uma
apropriação pessoal e comunitária da natureza
externa, fruto de sua criatividade.
Trabalho humano
Segundo Marx, na sua obra “O Capital”:

“O que distingue o pior arquiteto


da melhor abelha é o fato de que
ele construiu a casinha em sua
cabeça antes de construí-la na
cera. No fim do processo de
trabalho, emerge um resultado
que no início já estava presente
na ideia do trabalhador e que,
portanto, já estava idealmente
presente” (Karl Marx).
Alienação do Trabalho
No entanto, se olharmos para a história e para a
sociedade, se poderá observar que:
 o trabalho não é mais realizado, juntamente com os
outros, de maneira criativa,
 tanto pela necessidade de apropriação da
natureza externa;
 como também pela necessidade de objetivar a
própria humanidade, as próprias ideias e
projetos na matéria-prima...
 ... mas sim de maneira forçada, apenas pela
necessidade de sua subsistência e sobrevivência.
Alienação do Trabalho
Alienação do Trabalho
Baseada na divisão do trabalho, a propriedade
privada torna o trabalho algo forçado e, por
consequência, também alienado.

Com o advento do
capitalismo, o produto do
trabalho é arrancado do
trabalhador, que se sente
mutilado em sua
criatividade e
humanidade.
Alienação do Trabalho

Com isso...
o trabalho passa a ser
algo repetitivo e estéril,
cuja finalidade é apenas a
subsistência material;
o trabalhador passa a ser
uma mera mercadoria
nas mãos do capital, cuja
finalidade é enriquecer o
patrão.
Alienação do Trabalho

Em outras palavras,
o trabalhador vende a
sua força de trabalho,
sendo dono apenas do
seu esforço e não dos
bens que produziu;
Por outro lado, o patrão
lucra com a venda de
bens que ele mesmo não
produziu.
Alienação do Trabalho
III – Materialismo
Histórico
Materialismo histórico
O materialismo histórico é a aplicação dos
princípios do materialismo dialético ao campo da
história.

Como o próprio nome


indica, trata-se da
explicação da história a
partir de fatores
materiais (econômicos,
técnicos).
Materialismo histórico
Normalmente, costuma-se explicar a história pela
ação das grandes figuras (como César, Carlos
Magno, Luís XVI etc.) ou das grandes ideias (como o
helenismo, o cristianismo etc.), ou ainda pela
intervenção divina.

Marx inverte esse


processo: no lugar das
ideias, estão os fatos
materiais; no lugar dos
heróis, a luta de classes.
Materialismo histórico
O marxismo não nega o heroísmo de alguns nem as
ideias, mas explica a realidade a partir da estrutura
material de uma determinada sociedade.

A ideia é algo secundário, não no


sentido de ser menos importante,
mas sim por derivar de condições
materiais, ou seja, as ideias do
direito, da literatura, da filosofia,
das artes ou da moral estão
diretamente ligadas ao modo de
produção econômico.
Materialismo histórico
Noutras palavras, Materialismo histórico é a teoria
segundo a qual a infraestrutura econômica determina
a superestrutura das ideias (políticas, religiosas e
jurídicas).

“Não é a consciência dos homens


que determina seu ser, mas é, ao
contrário, seu ser social que
determina sua consciência. O
modo de produção da vida
material condiciona, em geral, o
processo social, político e
espiritual da vida” (Marx)
Materialismo histórico
Desta maneira, a sociedade está organizada em:

1º) Infra-estrutura econômica:


trata-se do modo de produção da
vida material.

2º) Superestrutura ideológica:


trata-se do processo social, político
e espiritual da vida: direito, moral,
filosofia, arte, religião etc.
Materialismo histórico
Mas, tanto a infra-estrutura como as superestruturas
da sociedade dependem do modo de como os homens
organizam a sua produção de bens, que se acontece
assim:

1º) Forças produtivas:


homens e instrumentos
concretos. MODO DE
PRODUÇÃO
2º) Relações de produção:
DE BENS
formas pelas quais os homens se
organizam para executar a
atividade produtiva.
Materialismo histórico
Com isso, para Marx, a infra-estrutura capitalista
condiciona as superestruturas das ideias porque o
modo de produção é capitalista.

Logo, para transformar a


realidade é preciso trocar o
Modo de Produção
Capitalista pelo Modo de
Produção Socialista.
Mas como? Através da Luta
entre classes, o motor da
realidade.
Luta de classes
No Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels
dizem o seguinte:

“A história de toda a sociedade que existiu até o


momento é a história da luta de classes. Livres e
escravos, patrícios e plebeus, barões e servos da
gleba, em suma, opressores e oprimidos,
estiveram continuamente em mútuo contraste e
travaram um luta ininterrupta, ora latente, ora
aberta, luta que sempre acabou com
transformações revolucionárias de toda a
sociedade ou com a ruína comum das classes em
luta” (Marx e Engels).
Luta de classes
Para Marx, a história da sociedade sempre foi
marcada e dinamizada pelas lutas de classes:

Luta entre
Período da
senhores livres SERVIDÃO
ESCRAVIDÃO e escravos

Período da Luta entre


senhores CAPITALISMO
SERVIDÃO
feudais e servos

Período da Luta entre


EXPLORAÇÃO
burguesia e
CAPITALISMO E ALIENAÇÃO
proletariado
Luta de classes
No entanto, o objetivo da teoria de Marx é o
nascimento de uma nova ordem social a partir da
revolução proletária:
Luta entre
Período da
senhores livres SERVIDÃO
ESCRAVIDÃO e escravos

Período da Luta entre


senhores CAPITALISMO
SERVIDÃO
feudais e servos

Período da Luta entre


burguesia e COMUNISMO
CAPITALISMO
proletariado