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Leitura e Produção de Texto

Quando começa a leitura?


Não começa quando focalizamos os olhos nas palavras de
uma página qualquer, inicia antes e ultrapassa o momento de
sua realização. Como e porque?

O bom leitor tem:


- Um desejo a ser cumprido;
- Sabe o que vai procurar;
- Tem um objetivo determinado;
- Escolhe o texto e sabe para que vai lê-lo
- Estabelece previamente uma expectativa em relação ao
conteúdo escolhido.
Ao um texto de determinado assunto para estudar, no
pensamento já se constroem referências. Minha leitura já
começou.

Ao ter claros os objetivos dessa tarefa o leitor antecipa a


compreensão das ideias que espera encontrar. Essa postura
consciente prepara a leitura e motiva a atenção do leitor.

Os resultados dessa atividade continuam após o tempo de sua


execução. O texto permanece arquivado, em nosso repertório
mental e são acrescentadas a cada nova leitura, ficam
disponíveis no campo da memória e podem ser usadas na
formação da rede de ideias que compõe nosso arquivo pessoal.
Bem apreendidas, tais informações se organizam em campos,
em relação a nossos interesses cognitivos.
Nosso conhecimento, se forma a partir das leituras que fazemos e
dessa elaboração das informações em redes.

De maneira dinâmica, os dados coletados em cada nova leitura se


ligarão a outros. Assim, vamos aumentando a quantidade de
nossas informações a respeito dos vários assuntos de nossa
preferência.

Um capítulo de livro ou uma reportagem jornalística pode fazer


diferença em nossa história de leitores. Observe como você tem
alimentado seu repertório de ideias, como tem sido a
construção de sua história de leitura.
Elementos fundamentais da equação da leitura:
Leitor
- Em diálogo com um texto.

O texto
– Não é apenas um conjunto de frases. As frases que o compõem
estão ligadas por um centro organizador. Seu significado depende
de um todo maior, com o qual elas se relacionam e que é o motivo
pelo qual surgiram. Elas possuem um contexto de referência, que
é essa intenção essencial
A composição dos dados está em torno de uma organização, uma
unidade textual e linguística. O texto apresenta uma unidade que
é, antes de tudo, de sentido, em relação a uma intenção
comunicativa. É necessário que haja entre as frases uma unidade
organizada ou um sistema. Tais fatores tornam o texto passível de
leitura, porque servem para a organização desse sistema e da
ordem de seus significados.
O mundo dos textos
Os textos, portanto, carregam discursos típicos a seus produtores e
são condicionados a fatores históricos e sociais. São, por isso, tão
variados quanto são essas condições culturais em que são gerados.
São característicos de toda a sociedade letrada. Eles formam um
mundo em que todas as pessoas precisam saber como transitar.

Como essa multiplicidade de textos é criada ou inventada? Ela é


proveniente de necessidades cotidianas, de organização dos
espaços sociais, de comunicação de informações de cunho prático,
burocrático ou legal. A crescente complexidade de nossa sociedade
talvez seja uma das razões para explicar a multiplicação de tipos
de texto desde os variados campos sociais, a nossa casa até aos
espaços públicos. Nas atividades sociais, encontramos variados
discursos: o religioso, o doméstico, o legal. Textos como da Bíblia,
do Alcorão, da oração e o sermão dos religiosos, do orçamento do
eletricista, da lista de compras, da receita culinária e do bilhete
para o filho.
Exemplo de leitura
Alguns dos passos necessários para uma leitura eficiente.

O primeiro passo: é identificar o tipo de texto. A partir daí,


podemos compor hipóteses de leitura.

O Segundo passo: A Origem do texto. Uma revista informativa


semanal de grande veiculação e outra de cunho comercial de artigos
de papelaria em geral. São, com certeza, diferentes embora de
mesmo gênero textual.

Terceiro passo: identificar as propriedades particulares do texto. A


natureza das diferenças entre ele e outros texto da mesma origem e
tipo? Como cada autor compõem o seu corpo de palavras? Como é
a resolução dos objetivos para os quais foram compostas?
Ao encerrar-se a década de 70, VEJA apresenta,
nesta edição especial de 200 páginas, um grande
mural do que foram os últimos dez anos - no Brasil,
no cenário internacional, na economia, nas artes, na
ciência e tecnologia, no comportamento social. Sob a
coordenação da editora Dorrit Harazim, uma equipe
de jornalistas de VEJA, especialmente destacada
para a tarefa, esteve durante três meses envolvida
na pesquisa, redação da edição deste balanço, num
trabalho exaustivo mas de resultado compensador.
Começar a escrever.
Na fala, antes de iniciar, mesmo uma livre conversação, é
necessário quebrar o gelo. Qualquer assunto servindo, fala-
se do tempo ou de futebol. No escrever também poderia
ser assim, e deveria haver para a escrita algo como a
conversa vadia, com que se divaga até encontrar assunto
para um discurso encadeado.
Escrever é iniciar uma conversa com interlocutores invisíveis,
imprevisíveis, virtuais apenas, sequer ima-ginados de carne e ossos,
mas sempre ativamente presentes. Depois é espichar conversas e
novos interlocutores surgem, entram na roda, puxam outros
assuntos.
Em se tratando de pesquisa, esta só inicia pela definição de seu
começo (o problema, o tema ou assunto, uma hipótese, um título,
que tudo significa quase o mesmo). A coisa só principia a funcionar
quando consigo encontrar um título, que provisoriamente resuma
meu problema e se constitua em hipótese a ser trabalhada.
Como se Chega ao Tema

Faz parte da questão do começo, juntamente com a definição de seu


problema e hipótese de trabalho, a clara percepção do lugar social em
que se situa o pesquisador-que-escreve. E faz parte também desse
começar a previsão de que, o tempo todo, ao escrever teremos a
sensação de estarmos sendo espiados por um sempre possível leitor,
intervindo a cada momento desde sua própria mudez. Uma mudez que
incomoda provocadora e desafiante. Seria mais tranquilo ouvir a voz
desse interlocutor, perceber como nos está interpretando, o que nos tem a
dizer. Ele mudo, porém, se faz muito mais exigente e crítico, porque a
mim transfere esses cuidados.

Ao escrevermos uma carta visamos a um destinatário previsto; mas os


destinatários de nossos outros escritos nos são desconhecidos. Apenas
deles podemos visualizar certos traços comuns, certamente insuficientes
para nossa ambição de controlar os efeitos do nosso escrever.
A Aventura do Escrever
Escrever é o começo dos começos. Depois é a aventura.
Uma mochila com alguns poucos pertences do ofício
artesanal, uma bússola, vale dizer um título que resuma o
problema, ou tema, e a hipótese de trabalho. Uma lâmpada
para iluminar os caminhos à medida que se apaga a luz do
dia. E desse jeito que a teoria ilumina e conduz a prática,
mas só quando a própria prática a deslocou para a situação
a que deve servir e produzir adequada. Por isso, de saída
não se pode saber quais nossos interlocutores. Surgirão eles
durante a caminhada. Isso faz parte da aventura.