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Indicações de traqueostomia

Apresentação do artigo
Introdução

 As crianças necessitam de traqueostomia por muitas razões


diferentes.
 A traqueostomia crônica constitui em um subgrupo importante
de crianças que estão em risco de comprometimento das vias
aéreas.
 Maior risco de complicação, morbidade e mortalidade na idade
pediátrica.
Histórico das indicações de TQT

 Durante 1970, a principal indicação de traqueostomia foi a


obstrução das vias aéreas superiores secundária a uma doença
inflamatória aguda, como epiglotite, laringotraqueites.
 Causas mais comum:
 Malformações;
 Doenças obstrutivas;
 Insuficiência pulmonar;
 Doenças congênitas.
Cenário mundial

 Scotland: AVM prolongada;


 Nova Zelândia: Obstrução das VAS;
 EUA: Anomalias craniofaciais e obstrução de VAS.
Objetivo

 avaliar as crianças que justificaram traqueostomia no


Hospital das clínicas de Porto Alegre, com relação às
suas indicações, comorbidades associadas,
complicações e taxas de decanulação.
Materiais e Métodos

 estudo retrospectivo de todas as traqueostomias realizadas


em crianças pela Unidade de Otorrinolaringologia.
 Período 2006 a 2015.
 Os prontuários dos pacientes foram revisados com relação às
seguintes variáveis: demografia, comorbidades, indicação de
procedimento, complicações relacionadas à traqueostomia e
decanulação.
 mediana (intervalo interquartil), média ± desvio padrão, Mann-
Whitney U.
A cirurgia
Resultados

 146 crianças avaliadas pela unidade ORL necessitaram de uma


traqueostomia, dados disponíveis em 123 prontuários.
 Setenta e oito (63%) pacientes eram do sexo masculino.
 traqueostomia realizada com menos de seis meses de idade
(48%) e 69 pacientes (56%) tinham menos de um ano de idade.
 Uma mediana de 12 (intervalo interquartil: 10 --- 14,25)
traqueostomias foi realizada a cada ano.
 A obstrução das vias aéreas
superiores foi a indicação de
traqueostomia em 102
pacientes (83%);
 27 pacientes (17%) tiveram
sua traqueostomia colocada
após falha cirúrgica. A
supraglotoplastia não foi
bem sucedida.
Comorbidades

 A maioria das crianças


(84%) apresentou
comorbidades.
 40% tinham mais de uma
comorbidade.
 Quase 41% apresentaram
condições neurológicas;
Complicações

 Complicações Peri-operatórias
ocorreram em dez crianças
(8,1%) e incluíram seis casos de
pneumotórax, três Pacientes
com enfisema subcutâneo e
duas crianças com
pneumomediastio.
 O óbito foi devido a
impossibilidade de ventilar.
 Hemorragia pós-operatória precoce, decanulação
acidental, Infecção da ferida e falso trajeto da cânula
ocorreu em sete pacientes.
 Complicações pós-operatórias tardias ocorreram em
38 pacientes (31%).
Tempo com TQT e decanulação

 O tempo entre a traqueostomia e a decanulação


variou de menos de um mês a 7 anos (mediana de 5
meses).
 Seis dos pacientes necessitaram de fechamento
cirúrgico da traqueostomia no final desta revisão, 35
crianças desta coorte foram decanulados (28%).
Protocolo de decanulação

 O protocolo de decanulação da nossa instituição inclui


redução da cânula e sua oclusão após tratamento
específico da patologia das vias aéreas. A
laringoscopia é sempre antes da redução de tamanho
da cânula, a fim de firme a permeabilidade da via
aérea.
 A maioria das crianças decanuladas não apresentou
comorbidades ou apenas uma comorbidade,
correspondendo a 86% dos casos.
 Analisando a associação entre comorbidades e
Decanulação, pode-se notar que quanto menor o
número de comorbidades, maiores as taxas de
decanulação (0,77 ± 0,84 comorbidades versus 1,7 ±
1,00 comorbidades em Pacientes decanulados versus
não decanulados, respectivamente, P <0,001.
Mortalidade

 Trinta e oito (31%) crianças morreram, destes:


 A sepse foi a principal causa cem crianças de até
quatorze anos.
 Insuflação respiratória aguda causou a morte de 8
crianças;
 Pneumonia e Complicações clínicas em outros 11
pacientes;
 6 crianças sem causa clara.
Discussão

 Em países desenvolvidos não há indicação de TQT por infecção


de VA’s.
 Na Escócia, 32% dos pacientes tiveram Traqueostomia indicada
para ventilação de longa duração, Anormalidade craniofacial
que causa obstrução da via aérea. No Reino Unido os mesmos
dados foram apresentados dados similares.
 Dois estudo da Nova Zelândia também relatam que a
obstrução representaram a maioria das indicações de
traqueostomia.
 Os pacientes com síndromes associadas e obstrução
de VA’s eram avaliação por broncoscopia.
 Pacientes da Síndrome de Pierre Robin, e isso poderia
explicar o aumento do número de glossoptose
encontrado em nossa população.
 Estenose subglótica tem caiu o número de TQT
devido a dilatação por balão;
 Laringomalácia, todos os pacientes acometidos
tinham indicação de TQT;
 4 pacientes tiveram papilomatose, com consequência
necessidade de TQT. Essa realidade mudar após a
implementação da Vacina contra HPV e educação
contínua sobre cuidados pré-natais.
 Uma média de 13,6 TQT por ano. Em nossa série, o número
médio de procedimentos permaneceu estável ao longo dos
anos, ao contrário de outros estudos, que relataram uma
diminuição no número de traqueostomias pediátricas.
 A idade mais frequente para realização da TQT foi menor que 1
ano. Isso poderia ser provavelmente explicado pelo aumento
das taxas de sobrevivência entre pacientes sindrômicos e a
maior gravidade das lesões obstrutivas
 As complicações foram de 40% que ficou na média em
comparação a outros estudos.
 As taxas de complicações foram baixas, mas ainda
significativas (8% e 6%, respectivamente). Estas taxas
mostram que a traqueostomia não é um
procedimento a ser subestimado sobre seus riscos e
complicações.
 Na literatura a principal complicação foi no pós-operatório tardio.
 Menores taxas de decanulação são geralmente aquelas com
maior número de pacientes neurologicamente comprometidos,
como no apresentado no estudo.
 Dos nossos pacientes decanulados, 41% apresentavam estenose
subglótica e 44% não apresentaram comorbidades. Esta elevada
taxa de Decanulação em crianças com estenose subglótica pode
ser explicado pelo uso de dilatação de balão em subglóticos
agudos lesões e cirurgias de técnicas abertas de sucesso na anos
recentes.
 A maioria destes óbitos estava relacionada com
Comorbidades desses pacientes. O número elevado
de pacientes críticos com condições neurológicas
crônicas pode explicar nossa taxa de mortalidade
aumentada. Houve alguns mortes em casa sem causa
identificável.
Conclusão

 A traqueostomia em crianças é um procedimento


relativamente frequente.
 As indicações mais comuns são a glossoptose e
estenose subglótica.
 A taxa de decanulação foi abaixo de outros estudos,
provavelmente por causa da quantidade de pacientes
com comorbidades.
 No perioperatório, a taxa de complicações é baixa em
comparação com a literatura.
Referência

 Schweiger C, Manica D, Becker CF, Abreu LSP, Manzini


M, Sekine L, Kuhl G. Tracheostomy in children: a ten-
year experience from a tertiary center in southern
Brazil. Braz J Otorhinolaryngol. 2016; 443 (xx): 1-6
[Disponível em: http://
www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1808869
416301653
]. Acesso em 19 nov 2016