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UFCD 3064

ADUBAÇÕES DE COBERTURA E
MANUTENÇÃO
OBJETIVOS
• Efectuar adubações de cobertura em função das necessidades de
cada espécie.
• Efectuar adubações de manutenção.
CONTEÚDOS
• Cálculo das quantidades de adubo a aplicar
• Adubação
• Fertilidade • Aplicação de adubos de cobertura, manualmente
• Aplicação de fertilizantes ou utilizando carrinho distribuidor
• Análises de solo e análises • Aplicação de adubações foliares
foliares interpretação de resultados
• Normas de segurança, higiene e proteção do
• Noção de adubo
• Noção de correctivo ambiente
• Escolha de fertilizantes • Adubação de manutenção
• Compatibilidade/incompatibilidade • Importância
• Análises foliares
• Épocas de intervenção
• Tipos de adubos de cobertura utilizados em
jardins • Tipos de adubos
• Máquinas e alfaias utilizadas
INTRODUÇÃO
O QUE É ADUBAÇÃO E PARA QUE SERVE ?

Adubar uma planta é fornecer matérias primas, nutrientes para que a


mesma possa usar no processo da fotossíntese, e produzir o seu
alimento. A planta, como qualquer outro ser vivo, tem de se alimentar
e isto acontece a partir do processo de fotossíntese.
O QUE É A FOTOSSÍNTESE?

Fotossíntese é uma palavra comum e as pessoas acham que sabem o


que é. A grande maioria, talvez 90% delas, acham que as plantas fazem
fotossíntese para produzir oxigénio.
Fotossíntese é um processo químico realizado pelas plantas, para
transformar matéria mineral em matéria orgânica, que é a base de sua
alimentação. No processo da fotossíntese as plantas transformam
aqueles minerais nutrientes disponíveis no solo num tipo de açúcar que
utilizam para se alimentar.
Adubar rotineiramente uma planta, proporciona à mesma uma
resistência às pragas e doenças e mantém uma aparência vigorosa e
saudável.
FERTILIZAÇÃO
O solo é o local que serve de suporte à vida das plantas, fornecendo-
lhe alimento, água e oxigénio. A monitorização periódica da
disponibilidade dos nutrientes no solo é fundamental uma vez que, se a
quantidade disponível no solo não for suficiente para um adequado
desenvolvimento vegetal, será necessário proceder à sua aplicação na
forma de fertilizantes. Esta monitorização torna-se particularmente
importante se, no Outono, se procede à remoção da manta morta que
fica à superfície do solo, quebrando o ciclo dos nutrientes.
A fertilização é uma componente do programa de manutenção da
vegetação urbana. Os fertilizantes são usados para fornecer elementos
essenciais que contribuem para a “aparência das árvores” e para a sua
saúde. Contudo, uma fertilização errada ou pelas razões erradas, pode
ser prejudicial à vegetação. A fertilização efectuada com vista a um
rápido crescimento pode aumentar a susceptibilidade ao stress, aos
insectos ou às doenças. Uma sobrefertilização ou aplicação
desadequada dos fertilizantes pode causar danos directos na vegetação
e indirectos no ambiente, contribuindo para a poluição das águas.
Assim, recomenda-se que a aplicação de fertilizantes se baseie em
resultados de análises efectuadas ao solo e às plantas.
Quais os nutrientes considerados essenciais
ao desenvolvimento da vegetação?
Existem 16 elementos considerados necessários ao crescimento e
reprodução das espécies vegetais. A vegetação utiliza carbono e
oxigénio através das folhas, a partir do dióxido de carbono e do ar. O
hidrogénio provém da água e é absorvido através das raízes. Os
restantes 13 elementos encontram-se, em geral, no solo. Estes
nutrientes dividem-se em macronutrientes (azoto, fósforo, potássio,
cálcio magnésio e enxofre) e micronutrientes (boro, cloro, cobre, ferro,
manganês, molibdénio e zinco). Os macronutrientes são absorvidos em
quantidades mais elevadas do que os micronutrientes.
O azoto, fósforo e potássio são os nutrientes aplicados mais
frequentemente na forma de fertilizantes.
MACROE MICRONUTRIENTES
Azoto (N)

Trata-se do nutriente responsável pela cor verde das folhas (fundamental para a
fotossíntese) e pelo crescimento normal dos rebentos. O azoto é também o
nutriente que, quando aplicado, tem o efeito mais visível na vegetação. A sua
deficiência manifesta-se por colorações amarelas que se iniciam nas folhas mais
velhas e se estendem progressivamente a toda a planta, conduzindo à queda
prematura de folhas. No solo, o azoto existe em formas orgânicas e minerais,
sendo as formas nítrica e amoniacal, as mais utilizadas pelas plantas. A forma
nítrica desaparece rapidamente do solo por lixiviação, tornando-se,
frequentemente, um nutriente crítico quer pelo seu rápido desaparecimento
quer pela possibilidade de contaminação de águas superficiais e aquíferos. Por
estes motivos, a aplicação deste nutriente ao solo deve revestir-se de alguns
cuidados. Assim, deve privilegiar-se a aplicação de formas azotadas mais
estáveis cuja permanência no solo seja mais persistente no tempo.
Fósforo (P)
É importante para o desenvolvimento de raízes, flores, frutos e sementes,
sendo, por isso, um nutriente determinante em todo o ciclo vegetativo
das espécies. A falta de fósforo pode manifestar-se pelo aparecimento de
colorações avermelhadas, azuladas ou verde-escuro de chumbo,
fenómeno que se inicia nas folhas mais velhas. Trata-se de um elemento
cuja disponibilidade no solo não depende apenas da quantidade existente
mas também do pH. Valores baixos ou muito elevados de pH condicionam
fortemente a possibilidade de absorção deste nutriente pelas raízes. A
maior parte dos solos possui teores baixos neste nutriente, sendo
frequentemente necessária a sua aplicação. Ao contrário do azoto, o
fósforo não é móvel no solo e, por isso, pode ser conveniente aplicá-lo
junto das raízes.
Potássio (K)
É importante para a fotossíntese. Parece ter um papel importante na
vivacidade da cor das flores. Ajuda as plantas a manterem-se
hidratadas, tornando-as mais resistentes à falta de água no solo. A
deficiência em potássio manifesta-se pela morte dos tecidos nos
rebordos das folhas, com enrolamento das mesmas para a página
superior. Já em espécies leguminosas de relvados, como por exemplo
os trevos, esta deficiência pode manifestar- se na forma de pontuações
brancas entre as nervuras. Em geral, os solos contêm quantidades
suficientes para as plantas. No entanto, a deficiência pode surgir com
maior frequência em locais onde o cálcio e o magnésio existem em
quantidades elevadas.
Restantes nutrientes
De acordo com teorias de nutrição vegetal, a es- sencialidade dos
restantes nutrientes foi provada pelo facto de serem parte integrante
de estruturas formadas no processo de crescimento, por darem
estabilidade aos tecidos de suporte das plantas ou por serem importan-
tes nas reacções que ocorrem, associadas ao processo de crescimento.
O reconhecimento visual de sintomas de deficiência requer experiência
e, na dúvida, o melhor é confirmar o estado nutritivo da vegetação
através da realização de análises. Constatado o estado de defici- ência
de um qualquer nutriente deve proceder-se à sua aplicação na forma
de fertilizantes.
Como se avalia o estado da fertilidade de um solo?
Como se determinam as necessidades da
vegetação?
A avaliação do estado da fertilidade do solo inicia-se com a observação do local
e do estado geral da vegetação. A identificação de problemas no
desenvolvimento vegetal deve ser orientada para a realização de análises ao
solo e a tecidos vegetais em laboratórios. Alguns deles aconselham a fertilização
mais adequada à situação apresentada.
A constatação da existência de problemas de nutrição pode ser feita a partir da
observação visual das plantas. Observar a cor das folhas, tamanho, crescimento
e aspecto dos rebentos das árvores e da vegetação em geral, pode fornecer
alguma informação qualitativa sobre o seu estado nutritivo. As condições do
local também podem deixar antever a existência de desequilíbrios nutricionais.
Por exemplo, em meio urbano, uma construção de passeios pode alterar o pH
do solo, o que resulta na alteração da disponibilidade de nutrientes.
O QUE SÃO FERTILIZANTES?
Os produtos que se aplicam no solo com a finalidade de aumentar a
disponibilidade dos nutrientes para a vegetação denominam-se de
fertilizantes. Estes produtos subdividem-se em adubos e correctivos. Um
corretivo é aplicado no solo com o objetivo de melhorar características
físicas e químicas do solo. Por exemplo, a aplicação de matéria orgânica
visa aumentar a capacidade de retenção de água e nutrientes em solos
arenosos ou diminuir a excessiva compacidade de solos argilosos,
tornando-os mais “fofos”, facilitando o desenvolvimento radicular. A
aplicação de calcário ao solo tem como objectivo aumentar o pH, ou
diminuir a acidez do solo, resultando desta acção uma maior
disponibilidade de nutrientes para as plantas ou uma menor
disponibilidade de elementos potenciais causadores de toxicidade.
Os adubos são os produtos que são utilizados com o exclusivo objectivo
de aumentar a disponibilidade de nutrientes no solo para as plantas. Os
adubos podem fornecer apenas um dos macronutrientes principais
(azoto, fósforo ou potássio) e denominam-se adubos elementares. O
adubo superfosfato de cálcio 18% de P2O5 é um adubo elementar que
doseia 18 kg de fósforo na forma P2O5 por cada 100 kg do adubo; o
adubo nitrato de amónio 20,5% é um adubo elementar azotado que
doseia 20,5 kg de N por cada 100 kg de adubo.
Os adubos também podem ter formulações que incluem dois ou três
dos macronutrientes principais denominando-se, por isso, de adubos
compostos. Nestes adubos o azoto, fósforo, e potássio combinam-se
com frequência em várias proporções. Um adubo 10-10-10 possui 10%
de N, 10% de P2O5 e 10% de K2O. A opção por adubos compostos
permite uma intervenção, a nível de fertilização, mais completa.
APLICAÇÃO DE FERTILIZANTES
A aplicação de fertilizantes pode efectuar-se de várias formas: no solo, na
água de rega e em sprays foliares. A opção por cada uma delas depende
de factores como a quantidade a aplicar, a dinâmica do nutriente no solo,
a área a fertilizar ou o equipamento disponívelpara o efeito.
A aplicação de fertilizantes ao solo pode ainda ser feita a lanço ou com
distribuidores mecânicos, que espalham o adubo por todo o terreno,
sendo estes últimos mais adequados para áreas de maior dimensão. Deve
dar-se preferência à aplicação de fertilizantes ao solo já que este constitui
o reservatório natural de nutrientes. A aplicação de fertilizantes por todo
o terreno estimula a expansão do sistema radicular, aspecto relevante
para o aumento da capacidade de absorção de água e de nutrientes
disponíveis no solo.
No caso de árvores isoladas, a aplicação deve se feita de forma homogénea na
área de propagação da copa, embora essa área seja muitas vezes limitada,
quando as árvores estão implementadas em passeios com cimento. Em
situações de stress nutritivo ou ambiental comprovado, as adubações foliares
pode ser equacionadas uma vez que os nutrientes aplicados por via foliar têm
um efeito mais rápido na vegetação. Nestes casos as caldas devem ser
preparadas e aplicadas de acordo com as recomendações previstas nos rótulos
dos produtos. Caldas excessivamente concentradas podem causar danos
importantes na vegetação. Convém, no entanto, ter presente que a aplicação de
fertilizantes por via foliar tem um carácter temporário e não permite o
fornecimento de quantidades satisfatórias de macronutriente. Por isso, deve ser
vista como complemento à aplicação de nutrientes ao solo e não como
alternativa.
A fertirrigação consiste na aplicação de nutrientes na água de rega. Este
processo tende a confinar o sistema radicular, já que as raízes se
desenvolvem sobretudo próximo dos bolbos de humedecimento. De
um modo geral, para estimular a expansão radicular no solo, este deve
ser mantido num nível de fertilidade médio, recorrendo à aplicação de
fertilizantes sólidos convencionais no início do ciclo vegetativo de uma
qualquer espécie, não descurando os cuidados na aplicação do azoto.
O que fazer para proceder à análise de solos?
Para se proceder à análise de solos é necessário efectuar, em primeiro
lugar, a colheita de amostras na parcela. A principal preocupação nesta
tarefa é garantir que a amostra enviada ao laboratório seja representativa
da área a analisar. O primeiro passo inicia-se com a definição de zonas
homogéneas na parcela (tipo de solo, tipo de vegetação, problemas
visíveis,..). Posteriormente, devem colher-se várias subamostras em cada
zona homogénea da parcela, juntá-las num recipiente e, no final, misturá-
las muito bem para, a partir daí, se proceder à elaboração da amostra
composta que será entregue no laboratório. A profundidade de colheita
andará à volta dos 20 cm para espécies anuais ou para parcelas com relva,
ou cerca de 30 a 40 cm para árvores e arbustos de maior porte.
A B

AMOSTRA 2
AMOSTRA 1
Repita esta operação
em cada um dos pontos
escolhidos e coloque
todas as amostras parciais
da mesma parcela no
mesmo balde.

AMOSTRA PARCIAL
Análises foliares
A análise foliar permite avaliar o estado de nutrição de cada
planta/cultura. Complementa a análise de solo com o objectivo de
estabelecer e gerir adequadamente a fertilização ao longo dos anos.
Permite identificar o estado de desequilíbrio de carência ou toxicidade
de um nutriente. É possível verificar se a aplicação de nutrientes ao
solo está ou não a ser utilizada pela planta. É facilmente verificada e
identificada a interacção entre nutrientes. Por último mas não menos
importante, saber qual o estado de nutrição. Desta forma, consegue-se
efetuar as correções necessárias ao melhor desenvolvimento da
cultura.
CORRETIVO DO SOLO
Corretivos da acidez dos solos são produtos capazes de neutralizar
(diminuir ou eliminar) a acidez dos solos e ainda repor nutrientes
vegetais ao solo, principalmente cálcio e magnésio. Os corretivos de
alcalinidade são produtos que promovem a redução da alcalinidade do
solo e corretivos de sodicidade são os produtos que promovem a
redução da saturação de sódio. Os produtos considerados corretivos da
acidez dos solos são os que contêm como constituinte neutralizante
carbonatos, óxidos, hidróxidos ou silicatos de cálcio e/ou de magnésio.
Os corretivos de acidez são de natureza física sólida, na forma de pó.
ADUBOS DE COBERTURA
-Por que fazer?
• A adubação de cobertura serve como um reforço para a adubação de
plantio. Ela age suprindo as reservas do solo que já foram consumidas
pelas plantas;
• Auxilia na formação, floração e frutificação das plantas;
• Ajuda a garantir o sucesso da lavoura desde que as exigências básicas
da planta (água, luz, solo, clima) sejam atendidas;
• Contribui com o aumento da capacidade de defesa da planta contra
doenças e pragas;
ADUBOS DE COBERTURA
-Qual a importância?
• A adubação de cobertura é opcional, todo o adubo pode ser
depositado no solo no ato do plantio, no entanto, é uma prática que
mostra bons resultados e que é adotada nas mais variadas culturas.

• Pode evitar o desperdício e consequente prejuízo caso a lavoura seja


destruída por algum fenômeno natural, praga ou doença antes da
adubação de cobertura.
Tipos de adubos de cobertura utilizados em
jardins
Para adquirir os adubos para plantas mais adequados, é preciso
conhecer a necessidade de cada jardim, tanto num ambiente maior
quanto em pequenos vasos de flores para enfeitar a casa. Existem dois
tipos de adubos: os líquidos e os granulares. Os líquidos são absorvidos
mais rapidamente pelas plantas e, consequentemente, é necessário
realizar a reposição com mais frequência. Já os granulares levam um
tempo maior para ser absorvido e, após a aplicação, é preciso regar as
plantas para ajudar na absorção dos nutrientes.
Tipos de adubos de cobertura utilizados em
jardins
Os adubos podem ser classificados ainda em mineral, orgânico e químico.
O adubo mineral está disponível em líquido, pó e granulado e é obtido por
meio de extração mineral ou refino do petróleo. Também chamado de
inorgânico, tem como maiores vantagens a rápida absorção pelas plantas
e a composição química definida, a qual impede que seja aplicada uma
quantidade excessiva de adubo.
O adubo orgânico, por sua vez, provém de resíduos vegetais ou animais e
pode ser preparado de forma caseira, com elementos como cascas de
verduras e frutas e esterco. Esse tipo é responsável por promover o
desenvolvimento da flora microbiana, o que traz grande melhoria às
condições do solo.
Tipos de adubos de cobertura utilizados em
jardins
Já o adubo químico é feito com os nutrientes na quantidade necessária
para o desenvolvimento das plantas e age de forma rápida. Além disso,
esse adubo não produz odor, o que o torna uma ótima opção para
quem vai cultivar plantas dentro de casa. Na hora da aplicação, é
preciso ler com atenção as informações do fabricante a fim de que seja
aplicada a quantidade correta.
Normas de Higiene, Segurança e Ambiente
A Segurança, Higiene e Saúde no “Todos os trabalhadores, sem
Trabalho deve ser vista como um distinção de idade, sexo, raça,
investimento e não como um cidadania, território de origem,
custo. religião, convicções políticas ou
ideológicas têm direito à
prestação do trabalho em
condições de higiene e
segurança”.

Constituição da República, Artigo 59.º


Normas de Higiene, Segurança e Ambiente
• A agricultura é uma actividade económica que utiliza um conjunto de
recursos naturais que lhe são essenciais: o solo, a água, o ar e
algumas espécies animais e vegetais. Estes recursos não existem de
forma ilimitada na Natureza e o seu processo de formação demora
imenso tempo. Por outro lado, aqueles recursos são essenciais a
todos os processos que sustentam as formas de vida na Terra e são,
portanto, determinantes para o equilíbrio e qualidade do meio em
que vivemos.
Normas de Higiene, Segurança e Ambiente
Recursos e a sua protecção:

Protegê-los é, não só, uma condição para a viabilidade técnica e


económica da actividade agrícola mas, também, uma forma de garantir
a prazo a qualidade ambiental que nos é essencial e a preservação dos
ecossistemas.
Normas de Higiene, Segurança e Ambiente
• É sobre o solo e a água que a agricultura exerce maior pressão. As
soluções para a protecção do solo e da água no interior de cada
exploração têm que considerar simultaneamente estes dois recursos,
dada a interligação existente entre eles. Considere-se o caso da
gestão dos fertilizantes, cuja aplicação contribui para melhorar a
fertilidade das terras, mas requer que seja feita de forma consciente e
responsável para evitar a contaminação das águas.
Normas de Higiene, Segurança e Ambiente
• A contaminação das águas com nitratos deve ser evitada, pois pode
ter consequências graves para a saúde humana e para o ambiente. A
contaminação das águas subterrâneas é particularmente grave, uma
vez que é difícil, caro e muitas vezes impossível a sua recuperação. Os
nitratos são substâncias muito solúveis e podem ser facilmente
arrastados rapidamente pelas águas que se infiltram e/ou se escoam
à superfície do solo, indo poluir os aquíferos ou as ribeiras, criando
um risco para a saúde pública.
Normas de Higiene, Segurança e Ambiente
Higiene Pessoal
• Os trabalhadores rurais que têm contacto directo com os produtos
agrícolas (pesticidas), em especial os que serão consumidos
directamente, devem manter um padrão de higiene pessoal
adequado ao trabalho que desenvolvem. Os pesticidas usados na
agricultura originam nos trabalhadores/agricultores uma série de
doenças imediatas: alergias, intoxicações e envenenamentos, e
muitas doenças crónicas, a médio e longo prazo, como o cancro,
doenças do sistema nervoso, esterilidade, entre outras.
Normas de Higiene, Segurança e Ambiente
Higiene Pessoal - cuidados

Quando necessário, devem vestir roupas e botas específicas para o


trabalho e estes não podem ser fonte de contaminação de perigos
físicos e biológicos.
A Segurança do Meio Ambiente
É pelo meio ambiente que se disseminam vários agentes biológicos e
químicos de doenças para o homem e para a cultura, através do solo,
água e ar. O impacto da produção agrícola no meio ambiente, em
particular sobre as nascentes de água, desgaste e lixiviação (processo
de extracção de uma substância presente em componentes sólidos
através da sua dissolução num líquido) da camada fértil do solo,
contaminação de lençóis freáticos e outros, devem ser caracterizados,
controlados e gerenciados.
A Segurança do Meio Ambiente
A utilização de agro-tóxicos, pesticidas e fertilizantes químicos nas
actividades agrícolas também contaminam o solo. O solo contaminado
acaba afectando as plantações e as áreas de pastagens. Sendo assim,
os vegetais absorvem essas substâncias, que são ingeridas pelos
humanos e por outros animais, desenvolvendo desta forma um ciclo de
vicioso de contaminação.
IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE GERADOS
PELA AGRICULTURA
Para que possamos arranjar soluções aos problemas do mundo
moderno, precisamos conhecer alguns dos maiores impactos causados
pela actividade de maior impacto no meio-ambiente: a agricultura.
IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE GERADOS PELA
AGRICULTURA
Desmatamento
O abate e extinção de matas
originais, inevitável devido ao
crescimento populacional
demasiado, vem sendo a causa
dos maiores Impactos ambientais.
IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE GERADOS PELA
AGRICULTURA
Erosão
Consiste na perda de solo causada
pela associação do uso incorrecto
do solo com as chuvas e ventos.
Essa perda está a retirar todas as
camadas superiores do solo,
chegando até as rochas, tornando
o solo não- agricultável. Além
disso, a terra que escorre com as
chuvas, soterra rios e lagos,
comprometendo sua vazão e
qualidade da água.
IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE GERADOS PELA
AGRICULTURA
Perda de biodiversidade Esgotamento da água doce – é
As espécies formadas durante errado pensarmos que o consumo
muitos milhares de anos estão doméstico gera os maiores gastos
simplesmente desaparecendo de água. Mais de 60% da água
com o desmatamento. Essas doce é utilizada na irrigação de
espécies podem ser necessárias campos agrícolas.
para a produção de
medicamentos no futuro.
IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE GERADOS PELA
AGRICULTURA
Poluição atmosférica
Por mais que a produção de
material vegetal capture o dióxido
carbono da atmosfera, o carbono
liberado por actividades
relacionadas supera a quantidade
capturada. Esse dióxido de
carbono é libertado pela queima
de diesel dos tractores, produção
de fertilizantes e defensivos
agrícolas, além da decomposição
de restos de cultura.
IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE GERADOS PELA
AGRICULTURA
Poluição de águas
O uso descontrolado de adubos e
defensivos agrícolas vem
causando sérios problemas de
contaminação de águas por
resíduos e materiais lixiviados no
solo, que podem causar
problemas inclusive com a
eutrofização e contaminação de
águas potáveis.
IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE GERADOS PELA
AGRICULTURA
Desertificação Destruição de nascentes
O uso inadequado do solo, hoje O avanço da agricultura sobre as
liderado pela produção de gado e matas naturais causa destruição das
outros animais, vem desgastando nascentes, por soterramento,
os solos de forma espantosa, impermeabilização, entre outros
tornando-os quase totalmente factores.
inférteis. Isso vem fazendo com que
quase nenhuma planta consiga
sobreviver em muitas dessas áreas,
tornando-as desertas. Esse
processo, infelizmente, é
irreversível.
Cabe-nos a nós humanos zelar
pelo bem-estar do meio
ambiente, com a implementação
de técnicas não evasivas para o
meio ambiente e para o ser
humano com o objectivo de
assegurar a segurança e saúde de
todos nós.
Adubação de Manutenção
Quando as plantas ja se encontram enraizadas, há necessidade de ter alguns cuidados com
a sua adubação de manutenção e a forma mais utilizada é a adubação de cobertura, visto
que ela é feita na superfície do solo. Após o plantio, aguardar o período de enraizamento e
adaptação da planta ao novo local, que são entre 15 a 30 dias, de acordo com a espécie.
Podem-se utilizar adubos químicos na forma de pó ou aplicados na forma líquida via foliar
e adubos orgânicos ao redor da planta, colocados a uma distância que evite contato direto
da planta com o adubo. A utilização de ureia na adubação deve ser feita com bastante
cuidado pelo facto de que se forem utilizadas grandes quantidades pode causar a morte da
planta. Se for utilizado, deve-se fazer uma abundante irrigação em seguida, para lavar as
folhas e fazer sua incorporação no solo.
A adubação de manutenção deverá ser feita sempre que a planta apresentar falta de
elementos necessários para sua nutrição. Isto pode ser reconhecido observando o seu
crescimento, vigor e principalmente a sua cor que deve ser viva, independentemente da
tonalidade própria de cada espécie. O melhor sintoma para reconhecer a necessidade da
adubação de manutenção é a redução no crescimento e descoloração das folhas.
Máquinas e alfaias utilizadas na adubação