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Josedilson Amorim | Consultor Tributário-Fiscal

JHA Consulting - Consultoria Tributária e Fiscal 1


Josedilson Amorim
Consultor Tributário-Fiscal

Josedilson Amorim | Consultor Tributário-Fiscal


josedilson@jhaconsulting.com.br 2
P E N S A M E N T O:

“A sabedoria de um ser humano não


está no quanto tem consciência de
que sabe, mas do quanto tem
consciência de que não sabe. A
consciência da própria ignorância é o
primeiro passo em direção à
sabedoria.” - Augusto Cury, em O futuro da
humanidade
Noções Básicas de
Direito Tributário

Josedilson Amorim | Consultor Tributário-Fiscal


JHA Consulting - Consultoria Tributária e Fiscal 4
DEFINIÇÃO E ESPÉCIES
TRIBUTÁRIAS

Josedilson Amorim | Consultor Tributário-Fiscal


JHA Consulting - Consultoria Tributária e Fiscal 5
DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS

Conceito de Tributos:

“Art. 3º Tributo é toda prestação


pecuniária compulsória, em moeda ou cujo
valor nela se possa exprimir, que não
constitua sanção de ato ilícito, instituída
em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada.”
(CTN- Lei 5.172/66)
6
DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS

Conceito de Tributos
Caracteriza-se o tributo (5 critérios):
1. pela compulsoriedade (não depende de vontade);
2. pelo pagamento em dinheiro;
3. pelo seu caráter não punitivo;
4. pela previsão legal (principio da legalidade); e
5. pela sua cobrança vinculada (não discricionária).
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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Conceito de Tributos
1) pela compulsoriedade
Isso significa que, ocorrido o fato gerador
previsto na lei, também denominado hipótese
de incidência, surge, forçosamente, uma
relação jurídica que envolve sujeito ativo
(estado) e sujeito passivo (contribuinte),
tendo por objeto uma prestação.
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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Conceito de Tributos
2) pelo pagamento em dinheiro (pecúnia)

Isso significa que, contribuinte, somente


pode pagar o tributo em dinheiro.

Nota: o vínculo jurídico unindo credor e devedor poderá


extinguir-se por outras formas, além da entrega de dinheiro
como, por exemplo, por meio da dação em pagamento de
bem imóvel (art. 156, XI, CTN - Alt. LC 104/01).

9
DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Conceito de Tributos
3) pelo seu caráter não punitivo

Isso significa que, não se pode dar


caráter punitivo ao tributo, ou seja, não
podem ser tributados os fatos ilícitos como,
por exemplo, a prática de jogo do bicho ou
o tráfico ilícito de entorpecentes,etc.

Não confundir ato criminoso com fato licito


tributável (princípio do “non olet”)!
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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Conceito de Tributos
4) pela previsão legal

Isso significa que, a prestação


relativa ao tributo deve ser "instituída
em lei". Essa parte da definição faz
referência ao princípio da legalidade da
tributação (art. 150, inciso I, da CF).

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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Conceito de Tributos
5) pela sua cobrança vinculada

Isso significa que, cobrança do


tributo inclui-se entre os atos
administrativos vinculados: ocorrido o
fato gerador da obrigação tributária, a
Administração tem que realizar a
cobrança do crédito tributário, nos
estritos termos da lei.
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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS

Classificação dos Tributos :

1. Tributos Diretos

2. Tributos Indiretos

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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Classificação dos Tributos
Tributos Diretos:

Os tributos ditos diretos não comportam


legalmente a transferência do ônus tributário e,
por isso, pode-se dizer que o contribuinte
previsto em lei, "contribuinte de direito", é
aquele que efetivamente suporta o ônus
financeiro do tributo, sendo, por isso, também o
"contribuinte de fato".
EXEMPLO: IR (art. 153, III).
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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Classificação dos Tributos
Tributos Indiretos:

Os tributos indiretos são aqueles nos quais o


sujeito passivo previsto em lei, tem permissão legal,
força da não-cumulatividade, para repassar o custo
tributário para o consumidor final de mercadorias e
serviços (contribuinte de fato), embutidos no preço
final.
ICMS (art. 155, § 2º, I, da CF/88); e
IPI (art. 153, § 3º, lI, da CF/88).

15
DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS

Espécies Tributárias

O tributo é um gênero que se subdivide


em espécies, assumindo grande
importância a distinção entre elas, visto
que o regime jurídico aplicável a cada
uma é bem diverso.

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Espécies Tributárias - Quadro

Código Tributário Nacional Constituição Federal/1988


TRIBUTOS
CTN – Artigo 5º Artigos 145-148-149-149-A
Impostos  Ok  145,I
Taxas  Ok  145,II
Contribuições de Melhorias  Ok  145, III
Contribuições “Especiais” ─-  148,I, II
Empréstimo Compulsório ─-  149, 149-A

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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Espécies Tributárias
Impostos
Os Imposto é o tributo cuja obrigação tem por
fato gerador uma situação independente de qualquer
atividade estatal voltada a atender interesse específico
do sujeito passivo (CTN, art. 16).

É espécie tributária não vinculada. Não


contraprestação no pagamento feito pelo sujeito
passivo ao Estado, pois nada foi por ele recebido
diretamente do Poder Público.
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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Espécies Tributárias
Impostos

Exemplos de fatos geradores de impostos:

ser proprietário de veículo automotor


(IPVA);
ser proprietário de imóvel urbano (IPTU);
importar produtos estrangeiros (II).

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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Espécies Tributárias
Taxas
A taxa é de competência comum. Todos os
entes, no âmbito de suas respectivas
atribuições, podem cobrá-la, desde que haja lei.
São tributos vinculados porque o fato
gerador descreve uma atuação do poder
público relativamente ao sujeito passivo, na
forma de serviço público ou de exercício do
poder de polícia. (Prestação de serviço público)
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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Espécies Tributárias
Contribuição de Melhoria
a contribuição de melhoria é tributo vinculado a
atividade estatal específica, qual seja, a realização de
obra pública pelos entes da federação, no âmbito de suas
respectivas atribuições.

Para a realização do fato gerador da contribuição de


melhoria, não basta a realização da obra pública. É
preciso que acarrete valorização, ou seja, um acréscimo
de valor pecuniário ao imóvel beneficiado.
Cada proprietário de imóvel beneficiado pecuniariamente com a obra
pública não pode suportar mais do que o benefício obtido
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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Espécies Tributárias
Empréstimo Compulsório (Tributo Casual)
A CF, art. 148, confere à União, mediante lei
complementar, competência privativa para instituir
empréstimos compulsórios, nas seguintes hipóteses:
I. para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;

II. no caso de investimento público de caráter urgente e de


relevante interesse nacional (Neste observar-se-á a
anterioridade).

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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Espécies Tributárias
Contribuições Especiais
As contribuições "especiais" ou parafiscais estão
inseridas no sistema tributário brasileiro, nos arts. 149 e
149-A da CF, que as dividem em:
a) contribuições sociais,

b) de intervenção no domínio econômico,

c) de interesse das categorias profissionais ou


econômicas; e

d) para o custeio do serviço de iluminação pública.


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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Espécies Tributárias
Contribuições Especiais
a) Contribuições de intervenção no domínio econômico
(CIDE):

Caracterizam-se pela finalidade interventiva específica,


atribuindo-se à União a faculdade de interferir sobre uma
certa atividade econômica instituindo e cobrando tal
espécie tributária, em face de algum tipo de participação,
de atuação do Governo na área econômica, no setor
produtivo.

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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Espécies Tributárias
Contribuições Especiais
a) Contribuições de intervenção no domínio econômico
(CIDE):
1. Visando investimentos federais no reaparelhamento
do setor portuário, a União instituiu, o ATP
(Adicional de Tarifa Portuária), que, na verdade, é
uma CIDE.

2. Com o fim de estimular o desenvolvimento


tecnológico brasileiro, mediante programas de
pesquisa científica, a União instituiu a “CIDE -
royalties”, a ser paga pela pessoa jurídica adquirente
de conhecimentos tecnológicos. 25
DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Espécies Tributárias
Contribuições Especiais
a) Contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE):
3. Mais recentemente, a “CIDE – Combustíveis”, sobre as
atividades de importação ou comercialização de petróleo e
seus derivados e álcool, cuja arrecadação deve ser destinada
a:
a) pagar subsídios a preços ou transporte de álcool
combustível, gás natural e seus derivados e derivados de
petróleo;

b) financiar projetos ambientais relacionados com a indústria


do petróleo e do gás;

c) financiar programas de infra-estrutura de transportes. 26


DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Espécies Tributárias
Contribuições Especiais
b)Contribuições de interesse de categorias profissionais ou
econômicas (Contribuição corporativa)

São instituídas pela União e destinadas a possibilitar a


manutenção de certas entidades.

Aqui figuram as contribuições sindicais, as contribuições


destinadas aos conselhos fiscalizadores de profissões
regulamentadas (CREA, CORECON, CRC, CRM, OAB, etc.),
e relativas aos serviços sociais autônomos (SESI, SESC,
SENAI).
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DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Contribuições Especiais
c) Contribuições sociais (para a seguridade social)
Relatadas, quase que na sua totalidade, no art. 195 da CF, por
sua vez, são um dos instrumentos pelos quais a sociedade financia,
diretamente, a seguridade social (saúde, previdência e assistência
social).
Pelo disposto no art. 195, parágrafo 6.º, da CF, só podem ser
cobradas 90 (noventa dias) após a publicação da lei que as institua,
não se lhes aplicando, portanto, o princípio da anterioridade.
Como exemplo temos:
PIS – S/faturamento das empresas
COFINS – S/ faturamento e sobre folha de salário
CSSL - s/ lucro das empresas
CPMF – s/ movimentação financeira 28
DEFINIÇÃO E ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Contribuições Especiais

d) Contribuição para o custeio da iluminação


pública (CIP)

Introduzida pela Emenda Constitucional n.º 39/2002,


acrescentando um artigo à CF, o art. 149-A . Poderá
ser instituída, pelo Municípios e do Distrito Federal,
para o custeio do serviço de iluminação pública,
observados os princípios da legalidade e anterioridade.
Poderá ser cobrada na conta de energia elétrica.

29
FONTES DO DIREITO
TRIBUTÁRIO

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JHA Consulting - Consultoria Tributária e Fiscal 30
FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO

Fontes Materiais e Formais

Fonte significa origem ou lugar de onde


provém alguma coisa.
Aplicando o conceito na esfera jurídica,
fonte do Direito significa aquilo que lhe dá
origem ou o modo de expressão do Direito.
Verificase, sob esse prisma, a existência de
dois momentos caracterizadores das fontes
do Direito.
31
FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO

Fontes Materiais e Formais

Em um primeiro momento, quando a


norma jurídica ainda está por ser produzida,
diz-se que o elaborador da norma recorre às
chamadas fontes materiais ou mediatas do
Direito, que são próprios fatos da vida social
que ele procura apreender e valorizar,
descrevendo-os na lei.

32
FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO

Fontes Materiais e Formais

Posteriormente, quando já elaborada a


norma jurídica, busca-se como fonte do Direito
a própria lei, em acepção ampla. Tais fontes
são chamadas de fontes formais ou imediatas:
são as normas jurídicas que versam sobre
matéria tributária.

33
FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO

Fontes Materiais do Direito Tributário

As fontes materiais são os fatos do mundo


real sobre os quais haverá a incidência
tributária. São os fatos geradores da incidência
tributária.

Exemplo: Os produtos industrializados, a


circulação de mercadorias, as operações de
crédito e etc.
34
FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO

Fontes Formais do Direito Tributário

O estudo das fontes formais do Direito


Tributário é o estudo das normas jurídicas
tributárias.
Sempre que uma norma tratar de matéria
tributária será uma fonte à qual se poderá
recorrer para orientar o relacionamento entre
o Estado e o sujeito passivo da obrigação
tributária.
35
FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO

As normas jurídicas tributárias dividem-se em:

Instrumentos primários - Consubstanciados


na lei, com poder de inovar o ordenamento
Jurídico (art. 59, da CF/88):
Ex: Constituição Federal, emenda
constitucional, lei complementar, lei ordinária,
lei delegada, decreto legislativo, resolução e
etc; e
36
FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO

As normas jurídicas tributárias dividem-se em:

Instrumentos secundários - atos de hierarquia


inferior à lei a que devem obediência aos seus
comandos. Não modificam o ordenamento
jurídico, apenas conferem executividade aos
dispositivos primários:

Ex: Decreto regulamentar, regulamento,


instruções ministeriais, ordens de serviço,
normas complementares e etc. 37
Constituição Federal
• É a mais importante fonte formal primária
do Direito Tributário, dedica todo um
capítulo ao Sistema Tributário Nacional
(Capítulo I do Título VI, do art. 145 ao 162).

38
Constituição Federal
Nela se encontram as normas que permitem o
poder de tributar por parte das pessoas políticas
componentes da federação e que dispõem sobre:
• repartição de competência ou do poder de
legislar,
• as normas sobre limitação ao poder de tributar,
e,
• o regime de distribuição das receitas tributárias.
– Nela não se cria tributos diretamente, mas apenas define a
sua competência (União, Estados, Distrito Federal e
Municípios) para a instituição, via lei infraconstitucional, das
espécies tributárias.
39
Emendas Constitucionais
• Por meio de emendas constitucionais, a Constituição
pode sofrer modificações, em seu texto, segundo
estabelecido no art. 60, na seção relativa ao processo
legislativo.
• Porém, há limites formais e materiais expressos na
própria Constituição à atuação do legislador constituinte
derivado, competente para a elaboração de emendas à
Constituição, não lhe sendo permitido abolir (Cláusulas
Pétreas):
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.

40
Lei Complementar
• Em matéria tributária, a lei complementar tem
posição de destaque com diversas funções
estabelecidas no texto constitucional.
• Conforme o art. 146 da Constituição, cabe à lei
complementar:
• I - dispor sobre conflitos de competência, em
matéria tributária, entre a União, os Estados,
o Distrito Federal e os Municípios;
• II - regular as limitações constitucionais ao
poder de tributar;

41
Lei Complementar

• A lei complementar poderá ainda, instituir um regime único


de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
(Supersimples), observado que:

• I - será opcional para o contribuinte;


• II - poderão ser estabelecidas condições de
enquadramento diferenciadas por Estado;
• III - o recolhimento será unificado e centralizado e a
distribuição da parcela de recursos pertencentes aos
respectivos entes federados será imediata, vedada
qualquer retenção ou condicionamento;
• IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança
poderão ser compartilhadas pelos entes federados,
adotado cadastro nacional único de contribuintes.
42
Lei Complementar

• III - estabelecer normas gerais em matéria de


legislação tributária, especialmente sobre:
• a) definição de tributos e de suas espécies, bem
como, em relação aos impostos discriminados nesta
Constituição, a dos respectivos fatos geradores,
bases de cálculo e contribuintes;
• b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e
decadência tributários;
• c) adequado tratamento tributário ao ato
cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.
• d) definição de tratamento diferenciado e favorecido
para as microempresas e para as empresas de
pequeno porte

43
Lei Complementar
• O Código Tributário Nacional (CTN)- é a principal lei
complementar de normas gerais em vigor no País.

– Em seu livro primeiro (arts. 1º a 95), dispõe sobre:


• o conceito de tributo e de algumas espécies
tributárias;
• dos fatos geradores;
• da base de cálculo; e
• dos contribuintes de alguns impostos do sistema
tributário, que devem ser observados pelos
legisladores.

44
Lei Complementar
CTN
• O livro segundo do CTN (arts. 96 a 208), estabelece todas as
regras básicas ao exercício da atividade tributária, como:
• definição do conteúdo e alcance das normas jurídicas - as quais
deverão ser observadas pelas pessoas jurídicas de Direito Público
interno, competentes para instituir e arrecadar tributos;
• abrange ainda a fixação de regras específicas relativas a vigência,
aplicação, interpretação e integração da legislação tributária;
• toda a estruturação da relação entre credor e devedor;
• obrigações tributárias, desde a sua origem, com o fato gerador
até a sua extinção, com o desaparecimento do crédito tributário;
• das garantias e dos privilégios do crédito tributário; e
• dispõe sobre a administração tributária.

45
Lei Ordinária
• A Lei Ordinária é elaborada por cada ente da
federação com o intuito de disciplinar os tributos que
lhes foram afetados pela Constituição Federal.

Por meio da lei ordinária, pela regra geral:


• Institui;
• Majora;
• reduz ou extingue tributos; e
• concede benefícios fiscais.

46
COMPETÊNCIA
TRIBUTÁRIA

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COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
A expressão competência tributária pode ser
definida como sendo o poder, atribuído pela
Constituição Federal, observadas as normas gerais de
Direito Tributário, de instituir, cobrar e fiscalizar o
tributo, compreendendo a competência legislativa,
administrativa e judicante.
Noutras palavras, pode-se definir competência
tributária como sendo “a parcela do poder de
tributar conferida pela Constituição a cada ente
político para criar tributos”
48
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
A própria Constituição não institui tributo, apenas
atribui poder para que os entes políticos o façam.

“Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os


Municípios poderão instituir os seguintes tributos:

I - impostos;
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela
utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos
a sua disposição;
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.”
(art. 145 da Constituição Federal de 1988 (CF/88)

49
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
O art. 6º do Código Tributário Nacional (CTN), diz que
a atribuição constitucional de competência tributária
compreende a competência legislativa plena,
ressalvadas as limitações contidas na Constituição
Federal.

As limitações à competência tributária, previstas nos


artigos 9º a 11 do CTN, consistem-se em princípios e
normas jurídicas, consubstanciadas em vedações
constitucionais, que têm por objetivo a garantia do
cidadão contra o abuso do poder de tributar do
Estado.
50
PRINCÍPIOS
CONSTITUCIONAIS
TRIBUTÁRIOS
Limitações ao Poder de
Tributar
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PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
TRIBUTÁRIOS

Princípios constitucionais são "aqueles que


guardam os valores fundamentais da ordem
jurídica. Isto só é possível na medida em que
estes não objetivam regular situações
específicas, mas sim desejam lançar a sua
força sobre todo o mundo jurídico" (BASTOS, Celso
Ribeiro. Curso de direito constitucional. 13. ed. São Paulo: Saraiva,
1990, p. 143 ).
52
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
TRIBUTÁRIOS

Ao exercer a competência tributaria para


instituir e disciplinar obrigações, o legislador
deve observar os princípios gerais aplicáveis
a qualquer tributo, e princípios especiais,
que são particulares a um determinado
tributo.

53
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
TRIBUTÁRIOS

Os princípios gerais apresentam-se sob a


forma de limitações ao poder de tributar, ou
sob a forma de imunidades asseguradas a
determinadas pessoas e bens, os quais
passaremos a citar:

54
Princípio da Legalidade:
• Também denominado de princípio da reserva
legal, por este princípio para criar ou aumentar um
tributo é necessária uma lei anterior (editada
anteriormente).
• A lei a que se refere o texto constitucional é lei em
sentido estrito, entendida como norma jurídica
aprovada pelo legislativo e sancionada pelo
executivo.
• Este princípio atinge a criação, o aumento e a
cobrança do tributo. A cobrança do tributo, por sua
vez, esta sujeita ao principio da anterioridade, que
veremos a seguir.
55
Princípio da Anterioridade:
• significa que nenhum tributo poderá ser
cobrado no mesmo exercício financeiro que
haja sido publicada a lei que o instituiu ou
aumentou.
• No Brasil, o exercício financeiro inicia-se no
dia 01 de janeiro e termina no dia de 31 de
dezembro de cada ano.
• No entanto, § 1° do artigo 150 da
Constituição, estabelece uma ressalva a
esse princípio.
56
Princípio da Anterioridade:
• São exceção a este princípio, podendo ser
instituídos ou majorados no mesmo
exercício financeiro:
• Imposto de Importação (II);
• Imposto de Exportação (IE);
• Imposto sobre produtos Industrializados
(IPI); e
• Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
• Com relação à entrada em vigência da
instituição ou aumento do IPI, deve-se observar
outro Princípio, o da “Noventena”.
57
Princípio da Noventena:

• São Por este principio estabelecido pela


EC 42/03, a criação ou aumento de
tributo somente produzirá efeitos após
90 dias da data da publicação da lei que
os instituiu ou aumentou.

58
Princípio da Noventena:

• São exceções a este principio, podendo


ser instituídos ou majorados antes de
noventa dias:
• Imposto de Importação (II);
• Imposto de Exportação (IE);
• Imposto de Renda (IR); e
• Imposto sobre Operações Financeiras
(IOF).

59
Princípio da Noventena:
• Observando os Princípios da Anterioridade e da
“Noventena” notamos que, o IPI não se sujeita à
Anterioridade, mas se sujeita à “Noventena”. Já o
Imposto de Renda não se sujeita a “Noventena”,
mas se sujeita à Anterioridade.

• No caso do IPI, significa que o aumento da


alíquota do IPI tem vigência somente após 90
dias da data publicação da norma que
majorou. Enquanto que o IR, precisará ser
instituído ou majorado, até 31 de dezembro
do ano anterior ao de entrada em vigência.

60
Principio da Irretroatividade

• De acordo com esse princípio, nenhum


tributo poderá ser cobrado em relação
a fatos geradores ocorridos antes da
vigência da lei que houver instituído ou
aumentado.

61
Principio da Isonomia Tributária

• Esse princípio evita tratamento desigual entre


contribuintes que se encontrem em situações
equivalentes.

• Segundo Aristóteles, o princípio da igualdade


consiste em tratar igualmente os iguais e
desigualmente os desiguais.

62
Principio da Uniformidade da Tributação
• A União não pode exigir tributo que não seja uniforme em
todo o território nacional, ou que implique distinção ou
preferência e relação a Estado, ao Distrito Federal ou a
Município.

• Em outras palavras, a União Federal não pode cobrar


tributos diferentes em cada Estado ou Município. Contudo,
a Constituição admite exceções para a concessão de
incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do
desenvolvimento sócio-econômico entre as diversas
regiões do país, chamados de incentivos fiscais.

63
Princípios do Não-Confisco

• De acordo com esse princípio a União, os


Estados, o Distrito Federal e os Municípios
não podem utilizar tributos com efeitos
confiscatórios.
• Um exemplo de utilização do IPI com
efeito confiscatório seria a cobrança do
imposto a uma alíquota não
proporcional à grandeza econômica
tributada.

64
Princípios Específicos

• A par dos princípios gerais, a Constituição


Federal estabelece limitações específicas
para alguns impostos. Destacamos:
• Princípio da Seletividade;
• Princípio da Não-Cumulatividade .

65
Princípios Específicos

• O princípio da seletividade:
– obrigatório para o IPI (art. 153, § 32, I,
CF/88); e
– facultativo para o ICMS (art. 155, § 22, m,
CF/88)
• permite que a tributação possa variar em
razão da essencialidade do bem
tributado.

66
Princípios Específicos
• Princípio da Não-Cumulatividade :
– obrigatório para o IPI, para o ICMS para
impostos da competência residual da União e
para a instituição de novas contribuições sociais
de custeio da seguridade social.
•A não-cumulatividade permite a
compensação do que for devido em cada
operação relativa à circulação de mercadorias
ou prestação de serviços com o montante
cobrado nas anteriores pelo ente competente
para o tributo.

67
IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS

• A regra de imunidade limita o poder de tributar porque


estabelece proibição do exercício da competência tributária
em relação às situações constitucionalmente definidas,
protegendo pessoas (imunidade subjetiva) ou bens e serviços
(imunidade objetiva) da incidência de tributos.

• Por isso, as normas de imunidade são sempre


constitucionais, dirigidas ao legislador no sentido de
proibir que determinados fatos sejam previstos como
hipótese de incidência tributária.

68
IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS

 Imunidade Recíproca (intergovernamental)


 Imunidade dos Templos de Qualquer Culto
 Imunidade dos Partidos Políticos, das Entidades Sindicais
dos Trabalhadores,
 Imunidade dos Livros, Jornais, Periódicos e Papel Destinado
a sua Impressão
 Imunidades Específicas (ICMS, IPI e Outros)
 Outras imunidades (Contribuições Sociais e Taxas)

69
VIGÊNCIA E APLICAÇÃO DA
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

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JHA Consulting - Consultoria Tributária e Fiscal 70
Vigência

• A lei que institua ou majore tributo só entra em vigor no


primeiro dia do exercício seguinte àquele em que a lei haja
sido publicada (art. 104, CTN) - anterioridade.

•O art. 103 do CTN, por sua vez, disciplina a vigência das


normas complementares vistas no art. 100.

•O período de tempo transcorrido entre a publicação da lei


e o marco inicial da sua vigência é chamado de vacatio
legis. Este lapso temporal somente não ocorrerá caso a lei
entre em vigor na data de sua publicação.
71
Aplicação

Aplica-se normalmente a lei no que se concerne aos fatos


futuros (princípio da irretroatividade) e aos pendentes,
assim compreendidos como aqueles cuja ocorrência tenha
se iniciado, mas não tenha se completado, conforme art.
105 e 116 do CTN.

Os fatos geradores pendentes são aqueles cujos eventos


que motivam a incidência tributária são continuados, a
exemplo do IR, na modalidade em que se espera o final do
ano-base para se consumar.

72
Interpretação

Para que se possa aplicar a legislação tributária é preciso


que se busque, sempre, o sentido da lei, verificando-se o
alcance da norma.

Ressalte-se que o intérprete não cria, limita-se a declarar o


alcance e o significado da norma.

73
Interpretação

São utilizados os seguintes métodos para a interpretação da lei tributária,


bem como a de outros ramos do Direito:

a) Gramatical ou literal - limita-se ao texto legal; acaba não


satisfazendo plenamente devido aos diversos significados que uma
palavra ou uma expressão podem ter, sendo, por isso, um método
deficiente e precário.
b) Histórico- procura interpretar a regra, analisando as razões que
motivaram a edição da lei, verificando o contexto social, político,
cultural da época do seu processo elaborativo.
c) Sistemático- intenta observar o sentido da lei perante o sistema
jurídico no qual está inserida.
d) Teleológico- tenta-se compreender a finalidade da lei, o escopo
da norma. 74
Interpretação

Costuma-se classificar as fontes de interpretação da lei em:


a) Autêntica- feita pelo próprio legislador ao editar uma nova lei
esclarecendo o teor da anterior.
b) Jurisprudencial- efetuada pelo Poder Judiciário.
c) Doutrinária- elaborada pelos estudiosos do Direito.

75
Interpretação

O art. 111 do CTN expressamente determina os casos em que


somente caberá a interpretação literal da lei: suspensão,
exclusão, outorga de isenção (que também é caso de exclusão
do crédito) e, ainda, dispensa do cumprimento de obrigações
acessórias.
Já o art. 112 nos remete à interpretação benigna da lei,
favorecendo ao contribuinte nos casos nele descritos, desde
que existam dúvidas quanto à capitulação legal do fato, à
natureza ou à materialidade do fato, à autoria, à
imputabilidade, à punibilidade ou, ainda, quanto à natureza da
penalidade aplicável ou à sua graduação.
76
Integração

A integração da legislação tributária, por sua vez, consiste


em não se permitir que nenhum evento do mundo real não se
inclua nas previsões legais.
Como todos os fatos devem estar previstos e o legislador,
na sua condição limitada de ser humano, não pode abarcar
todas as situações reais no conjunto de leis, impera a
necessidade de se integrar a legislação, preenchendo-se as
lacunas legais.
Pode-se afirmar, que a integração é uma atividade
“criadora”, mas, vinculada a normas pré-existentes.
77
Integração

O aplicador do direito deverá se utilizar, segundo o art. 108


do CTN, dos seguintes instrumentos:
a) A analogia- é a utilização de normas específicas aplicáveis
a situações semelhantes na resolução de questões que não
dispõem de enquadramento específico na legislação.
b) Os princípios gerais do Direito Tributário- legalidade,
anterioridade, irretroatividade, capacidade contributiva, etc..
c) Os princípios gerais do Direito Público- isonomia,
igualdade, ampla defesa, etc.
d) A equidade- com conceito vago, é a chamada justiça ao
caso concreto, buscando a solução a partir da norma genérica,
e não, de uma norma específica, como no caso da analogia. 78
A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

Josedilson Amorim | Consultor Tributário-Fiscal


JHA Consulting - Consultoria Tributária e Fiscal 79
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

A expressão obrigação tributária significa a relação jurídica


que tem por objeto uma prestação, positiva ou negativa,
prevista na lei ou na legislação tributária, que põe frente a
frente dois sujeitos:
um ativo ou credor - no caso, o Estado ou a quem ele
delegue essa função –
outro passivo ou devedor, como aquele obrigado a cumprir
a prestação.
Em função do objeto da obrigação tributária, o Código
Tributário Nacional, no art. 113, classifica-a em principal ou
acessória.

80
Obrigação Tributária Principal

Se a prestação for de dar, de entregar alguma coisa ao


Estado, a obrigação será principal:
 pagamento de tributo ou
 penalidade pecuniária.

Com efeito, a obrigação tributária principal nasce por


ocasião da realização do fato gerador, mas somente adquire o
estado de certeza e liquidez quando o credor, representado
pelo Fisco, pratica determinados atos que caracterizam o
lançamento.

81
Obrigação Tributária Acessória

Se o objeto da relação jurídica tributária se resumir a


prestações positivas ou negativas, a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa, no interesse da arrecadação ou fiscalização,
tratar-se-á de obrigação tributária acessória.

São exemplos de obrigações acessórias:


 a escrituração de livros fiscais,
 a entrega da declaração do Imposto de Renda,
 a emissão de notas fiscais e
 não embaraçar o exercício da atividade de
fiscalização realizada pelo Poder Público.

82
Obrigação Tributária Acessória

O CTN esclarece, no art. 113, § 3º, que, se não observada, a


obrigação acessória converte-se em principal no que concerne
à penalidade pecuniária, tendo em vista que a multa é objeto
deste último tipo de obrigação.

Cumpre chamar a atenção para o fato de que pode haver


obrigação acessória sem a existência da obrigação principal,
visto se tratar de prestações autônomas, com objetos
distintos e decorrentes de fatos geradores diversos.

83
Fato Gerador da Obrigação Tributária

O Código Tributário Nacional, no seu art. 114, define o


fato gerador da obrigação principal como aquela situação
definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência.

Com a ocorrência no mundo real da situação previamente


descrita em lei, surge a relação jurídica entre o sujeito passivo
e o Estado, colocando aquele na condição de devedor e este
na condição de credor, tendo como objeto o pagamento de
tributo ou de penalidade pecuniária.
.

84
Fato Gerador da Obrigação Tributária

O CTN admite a existência de dois tipos de situações


definidoras do fato gerador:
•a situação de fato e
•a situação jurídica.

I - tratando-se de situação de fato, desde o momento em


que o se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a
que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios;
II - tratando-se de situação jurídica, desde o momento em
que esteja definitivamente constituída, nos termos de direito
aplicável.
85
Fato Gerador da Obrigação Tributária

Situação de Fato

Situação de fato, na redação um tanto confusa do Código


Tributário Nacional, seria aquela não regulada em nenhum
ramo do Direito como um instituto jurídico.
Por isso, bastaria a ocorrência dos caracteres fáticos
necessários à sua existência, para que se configurasse o fato
gerador do tributo.
Exemplo: saída de mercadorias do estabelecimento para
fins de incidência do ICMS.

86
Fato Gerador da Obrigação Tributária

Situação Jurídica

Situação jurídica, ao contrário, é aquela caracterizada pelo


fato de estar regulada em lei como um instituto jurídico e, por
isso, para que ocorra o fato gerador é necessária a
observância das especificidades de seu regime jurídico,
conforme o ramo do direito aplicável.

No exemplo dado, não será toda saída que representará


fato gerador. Haverá necessidade de que ela seja decorrente
de uma transferência jurídica da mercadoria, como, por
exemplo, um contrato de compra e venda de mercadorias.
87
Sujeito Ativo da Obrigação Tributária

O sujeito ativo tem o poder outorgado pela lei para exigir


do sujeito passivo o cumprimento da prestação, que pode
consistir no pagamento de tributo ou penalidade pecuniária
(obrigação tributária principal) ou em prática (prestação
positiva) ou omissão (prestação negativa) de um ato no
interesse de arrecadação, fiscalização ou controle do tributo
(obrigação tributária acessória).

Esse poder é denominado capacidade tributária ativa, ou


seja, o poder de exigir o cumprimento da obrigação; e envolve
os atos de lançar, fiscalizar, exigir seu pagamento,
administrativa ou judicialmente, e praticar outros atos
semelhantes (art. 7º do Código Tributário Nacional) 88
Sujeito Passivo da Obrigação Tributária

Quanto à sujeição passiva, o CTN define o sujeito passivo


da obrigação principal como a pessoa obrigada ao pagamento
do tributo e/ou penalidade pecuniária.
Em se tratando de obrigação principal, distinguem-se duas
espécies de sujeito passivo, no art. 121, parágrafo único, do
CTN, quais sejam:
 O contribuinte quando tenha relação pessoal e direta
com a situação que constitua o fato gerador; e
 O responsável, quando, sem revestir a condição de
contribuinte, sua obrigação decorra de disposição
expressa de lei.

89
Sujeito Passivo da Obrigação Tributária

O contribuinte é o sujeito passivo porque praticou o fato


gerador.
O responsável é o sujeito passivo que, apesar de não ter
praticado o fato gerador da obrigação, tem por lei o dever de
satisfazer o crédito tributário em prol do sujeito ativo.
Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa
obrigada às prestações que constituam o seu objeto, ou seja,
às obrigação de fazer ou não fazer previstas na legislação
tributária, no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos
tributos, conforme prevê o art. 122, do CTN.

90
Responsabilidade Tributária

Nesse sentido, o art. 128 do CTN estabelece que a lei pode


atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito
tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da
respectiva obrigação tributária principal, excluindo a
responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-lhe em caráter
supletivo do cumprimento total ou parcial da referida
obrigação.

91
Responsabilidade Tributária

A responsabilidade pode se verificar por duas modalidades


distintas: a substituição e a transferência.

Ocorre a substituição quando a lei coloca diretamente


outra pessoa no lugar do contribuinte, como o sujeito passivo
da obrigação tributária. No caso, o dever tributário já surge
em face do substituto.

Na transferência, a sujeição passiva surge primeiramente


contra alguém, mas se transfere, em virtude de fato
superveniente previsto no CTN, para outra pessoa que passa a
ser o responsável tributário.
92
Responsabilidade Tributária

A lei que atribuir a terceira pessoa a responsabilidade


tributária poderá fazê-lo com os seguintes efeitos,
consoante o art. 128 do CTN:

excluindo a responsabilidade do contribuinte; ou


atribuindo ao contribuinte a responsabilidade em
caráter supletivo ou subsidiário com o terceiro; ou
atribuindo ao contribuinte a responsabilidade solidária
com o terceiro.
93
CRÉDITO TRIBUTÁRIO

Josedilson Amorim | Consultor Tributário-Fiscal


JHA Consulting - Consultoria Tributária e Fiscal 94
Conceito e Constituição do Crédito Tributário - -
Lançamento
A obrigação tributária surge com a ocorrência
do fato gerador. Instaura-se, nesse momento, a relação
jurídico-tributária entre o titular da capacidade para receber
a prestação pecuniária (sujeito ativo) e o sujeito passivo
obrigado a satisfazer tal pretensão, o chamado crédito
tributário.
Assim, o crédito tributário é o objeto da
obrigação tributária principal, cuja definição encontra-se no
art. 113, § 1º.
Nesse sentido, o art. 139 do Código Tributário Nacional
dispõe:
Art. 139. O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a
mesma natureza desta.

95
Lançamento
O lançamento é ato administrativo, que
independe do contribuinte e deve ser feito pela
autoridade administrativa.

Ao judiciário, cabe anular lançamentos


errôneos, não podendo, substituí-lo. Toda essa atividade é
vinculada, ou seja, inteiramente determinada em lei, e a não
execução enseja responsabilidade funcional.
• verificação da ocorrência do fato gerador;
• identificação da base de cálculo;
• cálculo do montante devido com a aplicação da alíquota;
• identificação do sujeito passivo, e;
• se for o caso, aplicar penalidade por infração.
96
Lançamento

Há três modalidades de lançamento: o


lançamento direto ou de ofício, o lançamento
misto ou por declaração e o lançamento por
homologação. A escolha da modalidade é feita pela
lei que institui o tributo.

• Lançamento direto
• Lançamento por declaração
• Lançamento por homologação

97
Suspensão do crédito tributário
É a paralisação temporária da
exigibilidade do crédito tributário, por meio de
norma tributária.
De acordo com o Art.151 do CTN, as
modalidades de suspensão admitidas são:
– moratória
– o depósito do montante integral
– as reclamações e os recursos administrativos
– a concessão de medida liminar em mandado de segurança
– a concesão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras
espécies de ação judicial
– o parcelamento

98
Extinção do crédito tributário
Extinção do crédito tributário é qualquer ato
jurídico ou fato jurídico que faça desaparecer a obrigação
respectiva. A extinção ocorre nas seguintes modalidades:
• pagamento do crédito tributário;
• compensação;
• transação;
• remissão;
• decadência;
• prescrição;
• pela conversão do depósito em renda;
• com a homologação dp pagamento antecipado;
• com a consignação em pagamento;
• com a decisão administrativa favorável ao sujeito passivo de caráter irreformável;
• com a decisão judicial transitada em julgado;
• dação em pagamento em bens imóveis.

99
Exclusão do Crédito Tributário

A exclusão do crédito tributário ocorre


nas situações expressamente previstas no art. 175
do Código Tributário Nacional:
• isenção e
• anistia.
A exclusão do crédito tributário, por
referir-se à dispensa do cumprimento da obrigação
principal, não abrange as obrigações acessórias.

100
Exclusão do Crédito Tributário
A exclusão ocorre exclusivamente em
caso de promulgação de lei que determina a não-
exigibilidade do crédito tributário por parte do
sujeito ativo (Estado). As modalidades de exclusão
previstas são:
• isenção: é a dispensa do tributo devido. Ex.:
isenção de imposto de renda.
• anistia: exclusão das penalidades e não do
crédito tributário. Ex.: exclusão de juros e
multas.

101
Pensamento:

"Não basta dar os passos que nos


devem levar um dia ao objetivo,
cada passo deve ser ele próprio
um objetivo em si mesmo, ao
mesmo tempo que nos leva para
adiante.” – Johann Goethe

102
FIM

103