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DIREITO A VIDA ART.

5o (Caput)

Antonio Elias Silva Neto


1. Introdução
Art. 5º da CF: ”Todos são iguais perante a lei, sem distinção
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade,
nos termos seguintes: (...)”

Desdobramentos:
a) Direito de não se ver privado da vida de modo artificial –
Continuar a vida:

- Pena de Morte (art. 84, XIX, CF): Mesmo por emenda


constitucional é vedada devido a clausula pétrea do art. 60,
§ 4o, IV, CF.

- A Doutrina moderna impede a evolução reacionária ou o


retrocesso social
b) Ter uma vida Digna: Proibição da tortura, penas de caráter
perpétuo, trabalhos forçados, cruéis etc.
2 – Células Tronco – Definição
2 – Células Tronco - Lei

• Ajuizamento da ADI
(03.05.2005– 29.05.2008), STF:
Pesquisas com célula tronco
embrionárias, nos termos da lei,
não violam o direito a vida.

• Ministro Relator Carlos Ayres Brito: Entendeu tratar-se de um


“bem concatenado bloco normativo” fixado pela lei,
destacando-se o procedimento:
a) Para fins de pesquisa e terapia
b) Somente em relaçoes às celulas-tronco embrionárias
c) Apenas aquelas fertilizadas in vitro
d) Embrioes inviaveis ou congelados há pelo menos 3 anos
e) Concentimento dos genitores
f) Controle por comitê de ética em pesquisa
g) Proibição da comercialização
2 – Células Tronco - Lei

• Ainda Segundo o Relator:

- “Dignidade da pessoa” (art. 1o, III), “direito da pessoa humana” (art 34,
VII, “b”), livre exercicio dos direitos…individuais”(art. 85, III), “Direitos e
garantias individuais”(art. 60, § 4o , IV), estaria se referindo a direitos de
individuo-pessoa, já nascido (cf. inf. 508/STF)
2 – Células Tronco – Perspectiva Cristã

a) O uso de células tronco embrionária é inaceitável. Envolve a


destruição do ser humano inocente (mesma razão que torna o aborto
inaceitavel). Esse ato viola outros principios éticos:

(1) O fim não justifica os meios; (Pv 14.12; Rm 6.1)


(2) O poder fazer não implica o dever fazer;
(3) A morte não deve ser provocada com o intuito de prolonger a vida

b) O discurso criminoso de afirmar que “não há erro em coletar


embriões que, sem alternativa, estão destinados a morte” está
equivocado. A simples condenação de prisioneiros a morte não justifica
o ato de usa-las como cobaias em prol do, assim chamado, progresso da
ciência.
c) A manipulação Genética é a rejeição do Criador e um esforço na
tentative de redesenhar a natureza. O mandato da Criação (Gn 1.28)
não incluia nem a destruição, nem a reconstrução do que Deus havia
criado (ver Cap. 18). O mandato significava “serviço em meio a criação’’,
e não soberania sobre ela.
3 – Aborto - Conceito
 Aborto ou interrupção da gravidez é a interrupção de uma gravidez pela remoção
de um feto ou embrião antes de este ter a capacidade de sobreviver fora do útero.
Um aborto que ocorra de forma espontânea denomina-se aborto espontâneo ou
"interrupção involuntária da gravidez". Um aborto deliberado denomina-se "aborto
induzido" ou "interrupção voluntária da gravidez". O termo "aborto", de forma
isolada, geralmente refere-se a abortos induzidos. Nos casos em que o feto já é
capaz de sobreviver fora do útero, este procedimento denomina-se "interrupção
tardia da gravidez".

TIPOS DE ABORTO

Aborto induzido: O aborto induzido, também denominado aborto provocado ou


interrupção voluntária da gravidez, é o aborto causado por uma ação humana deliberada.
Ocorre pela ingestão de medicamentos ou por métodos mecânicos.

Aborto espontâneo: Um aborto espontâneo, ou interrupção involuntária da gravidez, é a


expulsão não intencional de um embrião ou feto antes das 24 semanas de idade
gestacional. Uma gravidez que termine antes das 37 semanas de gestação é denominada
parto pré-termo ou prematuro. Quando o feto morre no útero após a data de viabilidade
fetal ou durante o parto, denomina-se morte fetal.

Aborto farmacológico: Também conhecido como aborto médico, químico ou não-


cirúrgico, é o aborto induzido por administração de fármacos que provocam a interrupção
da gravidez e a expulsão do embrião. O aborto farmacológico é aplicável apenas no
primeiro trimestre da gravidez
3.1 – Legislação Brasileira sobre Aborto

Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento.


Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho
provoque: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos.

Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante:


Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos.

Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante:


Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.

Forma qualificada
Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas
de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para
provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se,
por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte.
Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:
Aborto necessário
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro(Aborto humanitário)
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da
gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.
3.2 – Visão Cristã do Aborto

Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher


grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo
outro dano, certamente será multado, conforme o que
lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes.
Mas se houver morte, então darás vida por vida,

Êxodo 21:22,23
4 – Eutanásia
4 – Eutanásia
• Eutanásia Passiva: Vem adquirindo vários defensores (o desligamento
das máquinas de doentes em estágio terminal, sem diagnostic de
recuperação), assim como o suicídio assistido.
• Eutanásia Ativa: o Estado - medico- provocando a morte) seria homicídio.

ENTENDIMENTO DO STF: a vida deve ser vivida com dignidade. A decisão individual deverá ser
respeitada. Apesar de todas essas perspectivas, entendemos que a decisão individual terá de
ser respeitada. A fé e a esperança não podem ser menosprezadas e, portanto, a frieza da
definição não conseguirá explicar e convencer os milagres da vida. A Constituição garante, ao
menos, apesar de ser o Estado laico, o amparo ao sentimento de esperança e fé que, muitas
vezes, dá sentido a algumas situações incompreensíveis da vida.
4 – Eutanásia – Visão Cristã

• Somente Deus detém o direito de dar e de tirar a


vida. Ele é o Único que é soberano sobre toda a
existência (1 Sm 2.6; Sl 15. 1-5).

• Mas é certo olhar um homem sofrer, sem procurar


aliviar sua agonia? Não, claro que não. Mas há muitos
meios, excluindo a morte, para aliviar o sofrimento. A
Bíblia recomenda drogas para este propósito. "Dai bebida
forte aos que perecem e vinho aos amargurados de
espírito" (Pv 31:6).

• Suicidar-se, ou ajudar alguém a fazê-lo não são


justificados simplesmente porque a pessoa deseja a
morte. O desejo do cristão pela morte (cf. Fp 1:23) pode
levá-lo a enfrentar a morte sem temor, mas nunca deve
levá-lo a, descuidadosa, ou egoisticamente, tirar sua
própria vida.