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O QUE É UMA LOJA

MAÇÔNICA
Loja Maçônica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
 Na maior parte do mundo, os maçons juntam-se, formando lojas maçónicas (que não são
os edifícios onde se reunem, mas a própria organização) de modo a trabalhar nos graus
simbólicos da Maçonaria:
 Aprendiz
 Companheiro
 Mestre
 As diversas maçonarias nacionais estão divididas por "Oficinas" que podem ser constituídas
por Lojas (com no mínimo sete "Mestres Maçons") ou Triângulos Maçônicos (com no
mínimo de 3 "Mestres Maçons"), independente do rito praticado.
 São compostas, geralmente, pelos seguintes cargos:
 Venerável ou Presidente.
 Primeiro Vigilante: responsável pelos companheiros ou aprendizes (*);
 Segundo Vigilante: responsável pelos aprendizes ou companheiros (*);
 Orador: representante da Lei maçónica e que sintetiza as conclusões de cada reunião(**);
 Secretário: redige as atas e serve como mediador entre a Loja e a Obediência;
 Chanceler: responsável pelos documentos de frequencia e visitas (***);
 Tesoureiro.
 (*) As funções desses cargos mudam conforme o rito seguido e Obediência pertencente;
(**) Esse cargo é inexistente no rito de York; (***) No rito de York esse cargo é acumulado
com o de Secretário.
 A que se juntam:
 Mestre de Cerimónias, responsável pelo protocolo.
 Guardião (do Templo), responsável por verificar a entrada do Templo ou Loja, podendo
impedir a entrada de pessoas ou Irmãos não autorizadas a entrar em seus recinto
O USO DA PALAVRA EM LOJA.
Quem fala muito atrapalha a reunião! Mas por que isso acontece? Por dois motivos: vaidade e ingenuidade.

A vaidade é, facilmente, notada quando o locutor coloca os verbos na primeira pessoa; suas manifestações
parecem testemunhos. Ele julga que, em todos os assuntos da Loja, os Irmãos devem escutar sua opinião
e tem a capacidade de ocupar mais tempo do que o ritualizado para o Quarto de Hora de Estudos.

A ingenuidade é aparente naqueles que saúdam as autoridades, visitantes e, ainda, dão as conclusões
sobre a Sessão (funções do Orador). Também, sempre, manifestam-se sobre as Instruções (função das
Luzes ou daqueles que o Venerável indicar); após a leitura do Balaústre, pedem a palavra, saúdam,
nominalmente, todos os presentes e questionam o Secretário sobre qualquer questiúncula, o que deveriam
fazer após a Sessão.

Devemos entender que qualquer reunião, ultrapassando duas horas, é cansativa e improdutiva; há Irmãos
que trabalharam o dia inteiro e desejam, à noite, encontrar o grupo para serenar os ânimos e harmonizar-
se com o Criador. Vivemos num tempo onde o perigo é uma constante e a abertura da porta de um lar
após as 23h é um risco para toda a família.

Observemos que, quando o Irmão falador pede a palavra, toda a Oficina “trava” e, assim, há uma quebra
do Egrégora da Sessão. Por outro lado, quando aquele Irmão, que pouco se manifesta, pede a palavra,
todos se voltam para ele com atenção e respeito.

Devemos nos conscientizar de que, se quisermos contribuir para a formação dos Irmãos, deveremos fazê-
lo pelo Exemplo, e não pela palavra! A verborreia é uma deficiência, um vício, que avilta o homem!

Quando formos visitar uma Loja, estaremos lá para aprender, e não para ensinar. O silêncio torna-se uma
prece nas Sessões Magnas, compreensivelmente mais longas e, sempre, com a presença de outros
visitantes; deixemos que o Orador nos apresente e fiquemos com o Sinal de Ordem, para dizer a toda a
Oficina que somos o nominado e estamos de P∴ e à O∴
Dar os parabéns pelos trabalhos só é necessário para os que têm necessidade de lustro na vaidade. Se o
Irmão quiser ocupar mais de três minutos (tempo mais que salutar), pode agendar com o Secretário sua
participação no Quarto de Hora de Estudos ou na Ordem do Dia.

No período, destinado à Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, devemos priorizar,
trazendo notícias dos Irmãos ausentes (não vale justificar a falta, pois deve ser feito por escrito pelo
mesmo, acompanhado obrigatoriamente do óbolo) e louvando os feitos da Ordem.

O Livro da Lei nos ensina: “Pois o Reino de Deus não consiste em palavras, mas na virtude” (I Coríntios:
4,20). Lembremo-nos de que todos nós, independente do Grau ou de Cargos, somos responsáveis pela
qualidade das Sessões Maçônicas.

Sérgio Quirino - ARLS Presidente Roosevelt 025 – GLMMG

Grande 2º Vig.·. da GLMMG


O QUE É UM TEMPO
MAÇONICO
 A EGRÉGORA NO TEMPLO MAÇÔNICO

 Este trabalho tem por finalidade discorrer sobre a egrégora no templo maçônico através de
estudo das reuniões ordinárias que ao terminar o giro do saco de propostas e informações
entregue pelo mestre de cerimônia após a conferência dos demais, “participamos
atentamente” daquele momento litúrgico.
 Quando não há coleta de material, ouvimos da parte do venerável mestre a expressão: o
saco de proposta e informações só colheu bons fluídos.
 Para isto foi estudado e analisado o que determina este fluído e procurado entender os
ditames dos sinônimos: egrégora no universo da maçonaria.
 Este estudo esbarra com várias teorias, com isto foi dado mais ênfase nas interpretações
simbólicas, sem ser contrário e nem causar divergências de idéias.

 EGRÉGORA
 È a energia de quintessência (além da percepção dos cinco sentidos dos seres humanos),
que nem todos a percebem, mesmo vivendo mergulhado neste “mar de energia” que forma
tal fenômeno. A maioria permanece no mundo das ideias, na subjetividade, tendo opiniões
formadas como utopia por seres crentes nas formas de energia palpável (matéria)
percebida pelos sentidos básicos. Para o famoso cientista da psicanálise (Carl Gustav Jung)
podemos ter percepção intuitiva por meio da exploração do inconsciente coletivo. Para o
célebre psicanalista o inconsciente pessoal descansa sobre outro mais profundo extrato,
que não se origina nem da experiência e nem de uma aquisição pessoal. Diante e disto a
busca se faz por teoria e cientificidade fidedigna, com os estudos de astrologia,
arqueologia, biologia, etc.
 Para Valdir Aguilera, a matéria que constitui os corpos é definida como matéria organizada,
que são: molécula e núcleo atômico, para diferenciar da matéria quintessenciada. Esta
matéria é a matéria-prima de que são formadas todas as partículas que se organizam,
naquelas estruturas.
 No dicionário brasileiro da enciclopédia “o mirador”, vemos que a quinta-essência, é substância
etéria e sutil, considerada pelos alquimistas como o quinto elemento após a água, terra, ar e
fogo, que é obtida após cinco “destilações sucessivas” e é o elemento mais puro do organismo
humano.
 Provavelmente quem definiu primeiro a existência do quinto elemento foi Aristóteles, que
segundo sua tese deveria haver uma substância etérea que penetrasse em todos os compostos e
impedissem os corpos celestes de caírem sobre a terra. Depois disso houve muita discussão até
que Isaac Newton a defendeu sobre os conceitos de matéria e energia.
 Hoje a ciência tenta comprovar a sua existência através da física quântica. Portanto, através da
somatória de energias emocionais e mentais de duas ou mais pessoas reunidas é que nasce a
egrégora, podendo assim ser geradas em vários agrupamentos humanos como: religiões, clubes
empresas etc. Toda essa energia é o resultado da transformação de micro partículas da energia
“primária” pelo ser humano.
 Sendo uma somatória de energias não há limites para que o nível de frequência seja sua fonte
criadora, assim pode existir em potencialidades energéticas com vibrações elevadas ou baixas
vibrações ditas “negativas”. Pode-se afirmar que forças estranhas rodeiam, a todos os momentos
o ser humano sem que esse a perceba. Há provas empíricas de pessoas que sentiram
perturbações físicas e psíquicas em determinados locais de agrupamentos de gente e em lares
com desequilíbrios psíquicos.
 Por axioma, um ser humano nunca vence a influência de uma egrégora caso se oponha a ela.
Uma pessoa, por mais forte que seja, permanece uma só. A egrégora acumula energia de várias
pessoas. Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estaria emprestando à
egrégora para que ela incorpore as demais e o domine.
 Portanto, um ambiente carregado com energia positiva, não será vencido pela minoria de forças
negativas, mesmo que for de encontro à egrégora. Para as energias negativas, acontece no
mesmo sentido. Mas há um paradoxo. Existe uma ferramenta poderosíssima neste sentido que é
a prece ou a oração por meio de vibrações positivas de pensamento e encontro com o amor
universal. O ser quando reza/ora com fé no criador, emite energia positiva e esta supera qualquer
intencionalidade malévola que seja gerada por um grupo ou por uma unidade.
 Portanto, se for positiva será somada e se for negativa, poderá ser eliminada de uma vez por todas,
pois ali esta a forca do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO.

 O INTERIOR DO TEMPLO
 No interior do templo, quando em sessão, todos os irmãos sentem-se envolvidos por vibrações
diferentes e é no momento da “ leitura” dos mistérios da ordem que cada maçom com sua
objetividade, reflete e analisa no seu ego os problemas em sua particularidade e começa a enxergar
o inicio do caminho da retidão.
 Durante a iniciação no momento do juramento perante os irmãos e o legado do GRANDE
ARQUITETO DO UNIVERSO que a união de pensamentos no interior do templo faz com que
comece a construção de vibrações de elevadas frequências, energia quintessenciada, alem da
percepção dos sentidos básicos do ser humano.
 A união de pensamentos, tanto no oriente quanto no ocidente, constrói e transmite o complexo de
ligações magnéticas formadas pela egrégora.
 Mesmo a palavra não existir em nosso idioma, não ser listada em nossos dicionários e o seu
aparecimento na maçonaria ter iniciado nos anos 80, a egrégora existe desde os primórdios da
humanidade com o aparecimento da segunda criatura humana.
 Nós somos formados por células e estas por átomos, moléculas e núcleos e, sendo assim, somos um
condensador de energias; um corpo energizado. Sabemos também que a energia pode ser positiva
ou negativa, no caso do ser humano depende do seu estado de saúde física ou psíquica conforme a
sua intenção.
 Quando estamos com a saúde perfeita, bem com a família, bem com os irmãos da ordem, nós
estamos positivos, em caso contrário estamos negativos.
 Não há porque duvidar da existência da egrégora no interior do templo maçônico, pois ela se forma
a partir do encontro de duas pessoas ou mais para um determinado objetivo.
 Rizzardo de Camino define que egrégora deriva do grego egregorien que significa “vigiar”. a
maçonaria aceita a presença da egrégora em sua sessões litúrgicas.
 Para que surja esta energia é necessária a preparação do ambiente, formada pelo ”som”, pelo
“perfume do incenso” e pelas vibrações dos presentes. Antes de ingressarmos no templo devemos
deixar no átrio todos os pensamentos inapropriados, impuros para o culto maçônico. A ritualística e
liturgia preparam o momento do surgimento (...) da energia no exato momento em que o oficiante
(orador) termina a leitura em voz alta do trecho do livro sagrado, que diz no salmo 133: da
agradabilidade convivência em união fraterna, e a compara com “ o oleo precioso sobre a cabeça o
qual desce para a barba, a barba de Aarão... é como o orvalho de Hermom que desce sobre o
monte de Sião... ali ordena o senhor sua benção e a vida para sempre.” o que quer traduzir que o
amor fraterno é comparado ao óleo santo da consagração e ao orvalho que umedece Jerusalém
dando vida à natureza
 Esta energia, como tênue fio espiritual, para adquirir corpo etéreo com as características humanas.
Os mais sensitivos percebem esta entidade, que se mantém silenciosa, mas que atua de imediato em
cada maçom presente, dando-lhe assistência espiritual de que necessita, manipulando a
fraternidade.
 Os cépticos não aceitam esta entidade; porem estudos aprofundados revelam a possibilidade de seu
surgimento. A “egrégora não é um motivo de adoração, pois surge a partir da força mental e das
vibrações do conjunto; em resumo poder-se-ia dizer que a egrégora é a materialização da força do
maçom, quando em sessão”. Portanto, não requer idolatria, mas sim uma total concentração sem
esforço durante a ritualística para que esta egrégora possa permanecer o maior tempo possível ativa,
constante e homogênea.
 BIBLIOGRAFIA
 CAMINO, Rizzardo de. Literatura maçônica. Simbolismo do primeiro grau – aprendiz. Ed. Aurora, São
Paulo: 1989.
 kabbalah e maçonaria.
 www.cabalamaconaria.blogspot.com
 www.maconaria.net/portal/index
 www.freemasons-freemasonry.com
Templo Maçônico

Um Templo Maçónico, é um lugar onde se reúnem os Franco-Maçons a fim de celebrar os seus rituais, no
âmbito do que eles chamam de "comportamentos". A sua concepção, disposição e a sua decoração,
obedecem à regras simbólicas precisas, que podem variar mais ou menos de acordo com os ritos e graus
maçônicos. Muitas vezes, é bastante extensa a referência feita ao Templo de Salomão, como descreve o
primeiro livro de Reis, na Bíblia (Capítulo 5-6-7) e o II Crônicas - ( no Livro de Crónicas) (Capítulo 3 e 4). 1
Concepção e disposição do Templo Maçônico

O arranjo e decoração do templo para cumprir os objetivos simbólicos.


A "Praça"

Na maçonaria, o termo "praça", no plural, se refere as áreas, imediatamente na parte da frente, à entrada
do templo. Segundo os textos, os adros eram três e sucessivamente acessíveis de acordo com determinada
hierarquia. Eles procediam a Oulam,2 primeira parte do templo de Salomão.
O pórtico e a porta de entrada

A entrada do templo está localizado no lado ocidental (oeste). Em ambos os lados da porta, da esquerda
para a direita estão duas colunas, chamado Boaz e Jachin, e comumente referido por suas
iniciais, J.(Jachin) e B.(Boaz), sendo as mesmas cobertas, com um capitel decoradas com "granadas",
parcialmente aberta..1 A granada foi utilizada como decoração para o templo de Salomão..3 De acordo com
os ritos, as colunas são colocados de maneira diferente: No Rito Escocês, é para o norte e Boaz e Jachin
para o sul e é o oposto dos Ritos Francês e do Rito egípcio. O templo é composto por uma sala rectangular
e sem janelas. É uma representação do mundo e do Cosmos. O templo, é simbolicamente orientado de
oeste para leste (de oeste para leste) sobre a duração do Norte (norte) ao meio-dia sobre a largura
do nadir e do zénite da sua altura. O limite máximo é idealmente as cúpulas e o decorado, como um céu
(azul escuro ou preta, estrelas). A linha é rematado, por vezes, suspenso acima do centro do Templo. O
solo, é constituído por uma calçada em mosaico, quer na sua totalidade, ou pelo menos um na central do
rectângulo. Em alguns rituais, no centro do templo, estão três pilares dispostos em um triângulo e uma
"mesa de casas" nos principais símbolos maçônicos.
Dois escritórios, chamados de placas, são organizados contra os parapeitos do Oriente, Norte e Sul, face-a-
face. Outra secretária/placa, é colocada ao lado da coluna do norte, de frente para leste. Nos Ritos
Francês e do Egipto, a Quarta Câmara está disposta perto da coluna do Sul, que também, está em frente ao
leste. No Rito Escocês, o quarto platô se localiza no meio das cadeiras e nos bancos para o almoço, de
frente para o norte. Estes quatro "platôs", estão ocupados por um funcionário da apresentação.

Oriente

A leste, existe uma plataforma levantada, o que pode ser acessada por pelo menos três
etapas. Balaustradas de ambos os lados da escada, entre o leste do templo. Existem outros lugares e mais
três chapas: a maior, média e voltada para o Ocidente é a doVenerável Mestre, Presidente do Loja. A Sul e
Norte, contra o gradeamento, os outros dois platôs são ocupados por outros oficiais, face-a-face. A pedra
bruta, pedra cúbica e mais três lustres, perto do Venerável..1
Ocidente
No Ocidente, um banco é colocado entre as colunas, mesmo ao lado da porta, onde se senta o "Couvreur",
Guardião do Templo.
Septentrion e o meio-dia

Septentrion - Quanto a norte para o sul, ao longo das paredes, estão instalados assentos ou bancos
chamados de "colunas". Isto é onde os construtores têm lugar durante trajes. Podem ser encontrados ao
longo do número de lugares, uma bainha (ou manga) de escorregamento de espadas maçônicas.
Anexo

Anexada, está a "empresa de reflexão", utilizado para as iniciações, sempre separados do templo.
Decoração do Templo

A decoração do templo também é codificada. Uma parte é fixa, mas alguns elementos o mudam,
dependendo de quem ocupava o lugar, o seu ritual e seu grau maçônico.
Uma corda a nós, o ramalhete serrilhada, ao redor do templo abaixo do limite ao das longas paredes do
lado leste, o norte e o sul. Ela simboliza a união da cadeia..4 Pelo leste, e na parede, por detrás da
plataforma do Venerável, se encontra representado po um triângulo isósceles chamado delta luminoso Sol e
uma Lua, chamado luminárias. Segundo grau maçônico, situada na parte ocidental, a parede no lado norte
da porta, se encontra uma estrela brilhante de cinco estrelas nomeado flamboyante em forma de ramos.
Este é um pentagrama. Em níveis mais elevados, cortinas pretas ou vermelhas, e raramente, outras cores
mais, podem ser colocadas nas paredes. Ao mudar a partir do posto de companheiro para o Mestre, o
Templo se torna sala ambiente ou Hekhal, para os Maçons do terceiro grau, onde, de acordo com o mito
de Hiram Abiff, onde os Mestres receberam o seu salário. Segundo a tradição maçônica, o acesso a este
"espaço", se dá por uma escada em forma de parafuso, por três séries sucessivas, respetivamente 3, 5 e 7
etapas. Na Bíblia, o Hekhal, ocupa uma posição intermediária entre o pórtico e a dosanto dos santos..5
 A ABÓBADA CELESTE E SEU SIGNIFICADO NA MAÇONARIA.
 19 Sep 2008-09:27:41
 A ABÓBADA CELESTE E SEU SIGNIFICADO NA MAÇONARIA.
 Por Edílson Araújo (*)
 I – INTRODUÇÃO.
 O objetivo deste trabalho é o de iniciar a discussão sobre o significado da Abóbada Celeste na
Maçonaria e, especificamente no Templo Maçônico.
 Não tenho, nem de longe, a pretensão de esgotar a matéria, primeiro por se tratar de um assunto
bastante polêmico, segundo porque os meus parcos conhecimentos não me permitiriam chegar a
tanto e, em terceiro lugar, porque para um maçom não existem verdades absolutas, o que significa
dizer que nenhuma análise sobre o assunto será tida como definitiva, uma vez que um de nossos
princípios é a infinita busca da verdade.
 Espero, pois, que este pequeno ensaio, seja o início de uma discussão e, principalmente, de um
estudo aprofundado sobre o tema em discussão, tendo em vista a necessidade que temos de
aprofundarmos o estudo sobre a simbologia que envolve o Templo Maçônico e a própria Maçonaria,
uma vez que não se pode pretender ser um verdadeiro maçom, sem o estudo aprofundado dos
símbolos sobre os quais se sustenta a doutrina de nossa Ordem.
 O TETO DO TEMPLO MAÇONICO.
 O templo maçônico tem o teto abobadado, na cor azul e semeado de nuvens e estrelas, onde
circulam o Sol, a Lua e inúmeros outros Astros, representando claramente o Firmamento Celeste.
 Nele os Astros traduzem uma simbologia especial e se conservam em equilíbrio, atraídos que são, uns
pelos outros.
 Ainda não houve uma definição clara de quando, onde e como surgiu o uso da Abóbada Celeste nos
tetos dos Templos Maçônicos. Esta informação seria de fundamental importância ante as
inconsistências e incoerências que poderiam ser resolvidas tendo-se acesso às origens,
 Segundo algumas obras de literatura, a Maçonaria foi incorporando elementos de Alquimia e
Astrologia ao longo de sua formação ou estruturação na Europa, o que demonstra, de imediato, a
incoerência da afirmação, tendo em vista que na Abóbada Celeste estão grafados planetas e estrelas,
chamadas de Estrelas Fixas na Astrologia, e ainda constelações ou agrupamento de estrelas, sendo
que se essa simbologia tivesse vindo da Europa, que fica no hemisfério norte, não poderia aparecer
no teto o Cruzeiro do Sul, grupo de estrela que é visível somente no hemisfério sul?
 Tanto isso é controverso que Hiran L. Zoccoli, autor da obra "A Abóbada Celeste na Maçonaria", na
qual diz que após examinar divergentes estampas do céu maçônico, confrontando-as com a
diversidade dos tetos existentes, estudou os fundamentos da Astronomia, concluindo pela
incompatibilidade da presença concomitante de tais aspectos na abóbada do templo maçônico. Daí
apresentar e postular, calcadas em padrões da Astronomia, duas novas abóbadas: uma para as lojas
do Hemisfério Norte, e outra para as do Sul. Nelas insere todas as constelações zodiacais e todos os
planetas conhecidos do Sistema Solar, acrescentando na boreal a Estrela Polar e na austral a
constelação do Cruzeiro do Sul.
 Outras incoerências e polêmicas existem, mas não é esse o objetivo do trabalho, pelo que nos
absteremos de continuar apontando-as, não significando que devemos ignorá-las, pois em outras
oportunidades temos a obrigação de investigar e continuar a discussão por se tratar de um tema que
deve ser estudado com maior profundidade e, também, porque uma das coisas que aprendemos logo
que recebemos a Luz é que: “Na Maçonaria tudo tem uma razão e uma lógica, nada é por acaso”.
 A ABÓDADA CELESTE.
 No Oriente, um pouco à frente do Trono do Venerável Mestre, vislumbra-se o Sol; acima do Altar do
1º Vigilante, a Lua e acima do Altar do 2º Vigilante, uma Estrela de cinco pontas.
 No centro do teto é fácil observarmos a existência de três Estrelas da Constelação de Órion, e entre
essas mesmas estrelas, figuram as Plêiades, a Híades e Aldebarãs que se situam a Nordeste do
Templo. Já entre Órion e o Nordeste do templo, brilham Régulos da Constelação de Leão.
 Ao Norte observamos a Ursa Maior; a Noroeste, apresenta-se ARTURUS, com a sua cor avermelhada;
e Leste a SPICA da constelação de Virgem; a Oeste ANTARES e finalmente FOMALHAUT que se situa
no Sul. Todas essas estrelas são de Primeira Grandeza, que refulgem simbolicamente no teto do
Templo, e as principais são: Três (3) da Constelação de Órion; cinco (5) da Constelação das Híades, e
sete (7) das constelações das Plêiades e Ursa Maior. Já Aldebarã Arturus, Régulos, Antares e
Fomalhaut, são denominadas Estrelas Reais. Interessante salientar que os planetas também se
apresentam no teto do Templo, e figuram no Oriente JÚPITER; no Ocidente VÊNUS; junto ao Sol fica
MERCÚRIO; enquanto que SATURNO e seus Satélites ficam próximo a Órion.
 A REPRESENTAÇÃO SIMBÓLICA.
 Os astros sempre exercem influência predominante no espírito do homem. A Astrologia é uma das
ciências mais antigas do Mundo e através dela os magos procuram, sempre, entrever os destinos da
humanidade.
 Astros e planetas benéficos e maléficos atuam, segundo os astrólogos, sobre a vida dos homens e
sobre os acontecimentos terrestres.
 As conjunções planetárias sempre constituíram objeto de estudo acurador, e suas várias influências,
dizem os astrólogos, atuam não só na vida particular do homem, como nos destinos da Pátria e de
todo o Mundo.
 A Maçonaria, datando dos tempos imemoriais e sendo, como o é, um repositório do mais autêntico
simbolismo, não poderia fugir a influência da Astrologia e assim se explica a íntima ligação da
Maçonaria e da Astrologia no aparecimento da figuração dos principais astros e dos planetas no teto
do Templo que é, simbolicamente, a representação da ABÓBADA CELESTE.
 O azul celeste é a cor que se vê sobre o Oriente e este azul vai se matizando até chegar ao azul
escuro já sob o Ocidente. O simbolismo dessa mudança de cor significa que as ciências, as letras, as
artes, as civilizações, enfim, tiveram sua origem no Oriente e de lá caminharam para o Ocidente.
 A luz apresenta-se em toda a sua pujança no Oriente enquanto que, no Ocidente, as trevas são
espaçadas lentamente pela luz que caminha do Leste para Oeste. Alguns hermetistas procuram no
simbolismo da camblante cor azul no teto dos Templos Maçônicos a representação da Aura Humana,
que envolve os corpos de todos os habitantes da Terra e que reflete os pensamentos bons ou maus
das pessoas, assim formando uma Aura mais clara ou mais escura que é representada pela mudança
do azul no teto dos Templos.
 A abóbada celeste simboliza as causas primeiras e a harmonia, eternamente ativa, de que se compõe
o Universo. Já a abóbada do Templo é assim azulada e estrelada porque, como a Abóbada Celeste,
cobre todos os homens sem distinção de classe ou cor
 A abóbada constelada dos Templos Maçônicos é o símbolo da Universalidade da Maçonaria e de sua
transcendência, porque o céu estrelado é sempre um convite à meditação favorecida pela quietude e
pelo profundo silêncio que conduzem à paz e à tranqüilidade do espírito.
 CONCLUSÃO.
 Muitas hipóteses já foram levantadas sobre o que a Abóbada Celeste realmente simboliza na
Maçonaria.
 Uns dizem que se trata de um método de orientação de navegação. Outros que simplesmente retrata
a simbologia dos cargos que lhe estão imediatamente abaixo. Astrologicamente, pode ser uma Carta
Astral de uma data especial.
 Entretanto de tudo aquilo que expomos acima podemos chegar a algumas conclusões, do ponto de
vista simbólico, diferentes das hipóteses acima. Talvez esteja tentando inovar, mas acho que a
conclusão que apresentamos a seguir pode ser o início de uma investigação do real significado da
Abóbada Celeste.
 Vejamos:
 Em uma Loja Justa, Perfeita e Regular, três a governam, cinco a compõem e sete a completam.
 As estrelas principais que refulgem simbolicamente no teto do Templo, são três da Constelação de
Órion; cinco da Constelação dos Híades e sete das constelações das Plêiades e da Ursa Maior.
 Assim, em uma Loja Justa, Perfeita e Regular, os três que a governam, o Venerável Mestre o Irmão 1º
Vigilante e o Irmão 2º Vigilante, são representados pela Constelação de Órion.
 Os cinco Mestres Maçons que a compõem, os Irmãos Orador, Secretário, Tesoureiro, Chanceler e
Mestre de Cerimônias, são representados pelas cinco estrelas da Constelação das Híades; e os sete
Mestres Maçons que a completam, os Irmãos Hospitaleiro, 1º Diácono, 2º Diácono, Porta Espada,
Porta Estandarte, 1º Experto e 2º Experto, são representados pelas sete estrelas das Constelações
das Plêiades e da Ursa Maior.
 Portanto teríamos representados na Abóbada, todos os cargos de administração da Loja
 Concluímos, ainda, que além da significação simbólica acima, em nossa abóbada escondem-se vários
dos princípios morais, das leis naturais e dos grandes contrastes e transformações que regem o
transcurso da vida cósmica e humana, havendo em seu contexto um pensamento orientado, voltado
para a tradição esotérica e para o transcendental que contribui decisivamente para a formação da
aura humana e da energia que se estabelece nos momentos de concentração de todos os irmãos
durante as sessões.
 Por enquanto, foi o que podemos entender da Abóbada Celeste. Outros aspectos e significados
existem, todavia, para o que nos propomos, entendemos ter proporcionado o inicio da discussão que
espero não pare por aqui, posto que a importância do tema clama por um estudo mais aprofundado.
 Aos irmãos M:. M:., peço desculpas pelas interpretações, porventura errôneas e espero deles a
contribuição necessária para corrigi-las, enquanto que dos Irmãos Aprendizes, espero despertar a
atenção para o estudo do tema, dada a beleza e a importância que ele encerra.

 Belém-Pa. 10 de março de 2004

 (*)Edilson Araújo - Mestre Maçom, Venerável de Honra da ARLS ARMANDO DO AMARAL SÁ Nº 56,
Cavaleiro de Kadoshi, Gr.: 30.
 AS COLUNAS ZODIACAIS: NOÇÕES SOBRE O SEU SIMBOLISMO NO UNIVERSO DA
RELAÇÃO MAÇONARIA E ASTROLOGIA

Ir José Ronaldo Viega Alves
 Ir José Ronaldo Viega Alves ronaldoviega@hotmail.com Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna”
Oriente de S. do Livramento – RS.

 “Se um dia, porém, a interpretação mística se tornasse dominante, impondo suas


interpretações, olvidando a tradição e os Landmarks, nesse dia teria fim a Maçonaria, pois logo
seria transformada em mais uma seita religiosa, tornando-se aquilo que seus acusadores agora
a consideram, afastando todos os sinceros praticantes de outras religiões, negando, assim, seus
princípios basilares.” (Walter Celso de Lima em „Ensaios Sobre Filosofia e Cultura Maçônica‟)
INTRODUÇÃO Gosto de assuntos estimulantes, que imponham desafios e envolvam pesquisas
aprofundadas. Gosto, sobretudo, das perguntas que vão se assomando durante a busca da
melhor informação, pois, elas são como gatilhos que fazem disparar os nossos pensamentos, o
nosso raciocínio e atiçam de vez a nossa curiosidade. Na Maçonaria, assim como, no interior
dos nossos Templos, estaremos sempre muito próximos das perguntas, e a nossa evolução
dependerá muito do nosso amor pelos estudos que realizarmos. As respostas obtidas, ao longo
do tempo, as que contemplem as nossas dúvidas, terão muito a ver com o nosso compromisso,
o nosso interesse e a nossa vontade de saber. E aqui, a velha máxima: “Sapere aude.” Sou um
adepto daquelas instruções recheadas de perguntas, onde, no momento aquele da expectativa
que antecede a resposta, a mente já revirou todas as suas gavetas, para descobrir que a
resposta não está arquivada lá. Por isso, a sensação única e indescritível, quando a resposta
vem de forma simples e suficiente. Se quem está dentro da Maçonaria não se importar em
estudar, e se quem ingressou recentemente não for incentivado a estudar, não haverá num
futuro Mestres devidamente preparados para ensinar, não existirão respostas inteligentes e
cultas, não serão satisfeitas as dúvidas, e muitos dos símbolos continuarão dormindo o seu
sono eterno.
 Falo isso, até para justificar a feitura deste trabalho, pois, muitos dos símbolos e alegorias
presentes em nossa vida maçônica não são devidamente analisados como deveriam, sendo
que, outros certamente são passados e repassados exaustivamente. As Colunas Zodiacais, no
meu entender, carecem de maiores estudos e esclarecimentos durante as sessões de instrução,
ou mesmo como tema para apresentação de trabalhos. Durante o meu tempo de Maçonaria,
não me lembro de ter ouvido alguém apresentar qualquer trabalho ou falar sobre o que
significavam. Isso que é um dos símbolos mais visíveis e insinuantes dentro dos nossos
Templos. Das tantas influências, ou heranças da Maçonaria, e aqui tomo a liberdade de
acrescentar, discutíveis ou não, a Astrologia tem o seu lugar garantido no conjunto todo que
constitui o legado das antigas crenças, filosofias e ciências. Sem dúvida, aí estarão se
consolidando alguns aspectos do misticismo que a Maçonaria também herdou.
O Irmão Castellani, uma vez, com muita propriedade, sintetizou a história da Astrologia, tendo
escrito na ocasião: “Embora seja, a Astrologia, muito antiga, remontando à época dos
sumerianos, que ocuparam o Sul da Mesopotâmia, junto ao Golfo Pérsico, a partir do V milênio
a. C., foi somente na Idade Média que ela cresceu de importância, após ter passado por
momentos bastante obscuros, nos primórdios do Cristianismo. Pode-se dizer que sumerianos e
babilônios criaram-na, os egípcios desenvolveram-na, os gregos deram-lhe roupagem científica
e os árabes, já no período medieval, salvaram-na do total desaparecimento. (...) Após a queda
do Império Romano do Ocidente, a astrologia desceu à condição de deturpada superstição,
tornando-se, o seu estado de decadência, um dos motivos para que a Igreja Ocidental fizesse
recrudescer os seus ataques às práticas astrológicas, apesar da existência de muitas
referências astrológicas no Novo Testamento, como, por exemplo, os magos, no Evangelho de
S. Lucas e diversas passagens do Apocalipse. A Igreja Oriental, porém, iria conservar alguns
conhecimentos da astrologia científica, enquanto que, na Ocidental, ela seria fulminada pelos
ataques de Santo Agostinho de Hipona (354-430). Ainda na Idade Média, todavia, os principais
fundamentos da moderna astrologia iriam ser lançados por dois importantes teólogos da Igreja:
S. Tomás de Aquino e Santo Alberto Magno. E foi nessa época de obscurantismo de todas as
ciências que surgiram os árabes conquistadores, motivados pela força de sua nova religião: o
Islã.(...) Donos de grande habilidade na Medicina, na Alquimia e na Astronomia, os árabes
desenvolveram extensos estudos astronômicos, que mostram uma acentuada orientação
astrológica.
 ” A ASTROLOGIA E A SUA PERMANÊNCIA ATÉ OS DIAS ATUAIS Sem dúvida, uma das
questões que deram uma grande dor de cabeça aos estudiosos pertencentes à Igreja durante o
Período Medieval, era quanto à classificação da Astrologia: uma arte divinatória, simplesmente,
que deveria ser proibida, ou uma ciência que deveria merecer toda a credibilidade? Por outro
lado, a Astronomia, ao contrário da Astrologia, não era vista com bons olhos pela Igreja, tanto
que, uma das poucas obras adotadas no período da Idade Média era um compêndio de
Astronomia do sábio grego Ptolomeu, onde constava sua teoria de que a Terra era o centro do
Universo. Na época em que esse sábio viveu, havia um adágio latino que dizia: “os astros
influenciam, mas não determinam.” Voltando à época medieval, Santo Alberto Magno resolveu de
certa forma o impasse, dando a entender que os astros não podiam influenciar a alma humana,
mas influenciavam com toda a certeza o corpo e a vontade dos homens. Por esse motivo, a
Igreja no período da Inquisição, não “encaminhou” nenhum astrólogo para as suas fogueiras,
bem ao contrário do que fez com os templários, os cátaros, os judeus e outros. Essa atitude da
Santa Igreja fez com que a astrologia vicejasse ganhando o “status” de ciência, e inclusive sendo
ensinada nas Universidades da época. Quanto à Astronomia, a Igreja continuava com Ptolomeu,
com sua tese de que a Terra ocupava o centro do Universo, em torno da qual moviam-se os sete
planetas, número referente aos que eram conhecidos na Antiguidade e ainda na época em que
Ptolomeu viveu. Em vista desse quadro, não é difícil de entender o porquê dessa mesma Igreja,
ter relutado bastante em aceitar as descobertas que vinham se processando no âmbito da
Astronomia, fundamentadas em observações e cálculos, e que teve expoentes do calibre de
Copérnico,de Kepler e de Galileu. Em nossos tempos atuais, depois de muita água correr por
debaixo da ponte, aqueles que se baseiam em paradigmas científicos, vem hostilizando bastante
os assuntos que se referem à Astrologia, invalidando qualquer pretensão de uma base também
científica que seus praticantes insistem em defender, taxando-a de mera superstição, de ser uma
pseudociência inventada pelos antigos e perpetuada até os nossos dias, por pessoas excêntricas
ou charlatães. O correto mesmo, no entender de muitos, é sustentar que a influência dos astros
sobre o Planeta Terra, é produto somente de uma série de leis naturais interagindo no âmbito do
Universo, o que não significa dizer que guardam relação com a mente humana. A
ASTROLOGIA, A MAÇONARIA E AS COLUNAS ZODIACAIS
 O grande estudioso e pesquisador maçom Theobaldo Varoli Filho escreveu o seguinte: “A Maçonaria
respeita a astrologia como expressão de pensamento, assim como não interfere nas crenças de seus
obreiros. Afinal de contas, foi da astrologia que nasceu a astronomia. Por outro lado, uma coisa é
mencionar como fato histórico as idéias dos astrólogos e deixar a cada um a deliberação de
pesquisar pessoalmente o que possa haurir de verdade sobre os vaticínios dos astros. Outra coisa é
querer impingir aos maçons as doutrinas astrológicas. Isso é proibido na Maçonaria.” Quando pela
primeira vez observei detidamente as Colunas Zodiacais no interior do Templo, logo senti a
necessidade de saber mais sobre elas, pois, de maneira óbvia, analisando o conjunto todo, e os
enfeites que são utilizados no conjunto todo, logo somos remetidos à Astrologia, ou ao que
sabemos estar relacionamos com horóscopos e mapas astrais. À medida que fui me inteirando mais,
através das leituras de alguns trabalhos afins, pude perceber que algumas informações não eram
partilhadas de comum acordo por alguns autores, ou que uns eram mais astrólogos e outros mais
astrônomos. Num primeiro momento até cheguei a acreditar que o tema não é mais explorado por
conter um preconceito velado, ou um risco para quem se atreva a falar sobre as mesmas: em algum
momento, deixar transparecer ou dar a entender que é um adepto da Astrologia, ou dos
horóscopos. Mas, será que para falar das Colunas Zodiacais, teremos de obrigatoriamente falar de
horóscopos? Busquemos as respostas, antecipando desde já, que não será possível esgotarmos o
assunto, pois, é grande a variedade de aspectos que podem ser abordados. Quem sabe, possamos
desmitificar um pouco do que anda por aí, ou simplesmente clarear um pouquinho mais. SOBRE O
POSICIONAMENTO DAS COLUNAS ZODIACAIS NO TEMPLO A primeira grande questão a ser
levantada aqui é a seguinte: Qual o correto posicionamento das Colunas Zodiacais no interior do
Templo? Consultando o Diagrama do Templo constante do nosso Ritual e Instruções, lá estavam
elas, seis de cada lado do Templo e no Ocidente. E aqui faço questão de frisar: no Ocidente. Isto, se
deve ao fato de que, em alguns Templos, já observei as mesmas se espalhando também pelo
Oriente. Vou usar de outra coluna, (desculpem o trocadilho) mas, estou me referindo a Coluna de
“Perguntas e Respostas“ do Irmão Pedro Juk. Em determinada ocasião ele respondeu a um Irmão
que lhe indagara sobre o porquê das Colunas Zodiacais não passarem da balaustrada, se elas eram
a sustentação da abóbada celeste, e sendo assim, deveriam estar posicionadas do Norte ao Sul e do
Oriente ao Ocidente. O Irmão Pedro Juk, depois de esclarecer sobre o que classificou como um
tremendo equívoco, adiantou também que, as Colunas Zodiacais jamais serviram para sustentação
da abóbada celeste.
 Depois de elucidar sobre o que elas representavam verdadeiramente, arrematou a sua brilhante
resposta com a frase: “Via de regra – Não existem Colunas Zodiacais no Oriente.” A resposta
inteligente do Irmão não exclui totalmente a possibilidade de que ocorram por aí situações
diferentes. Mais autores consultados também dão o seu posicionamento correto como sendo no
Ocidente, e outros omitem essa informação. O Irmão e escritor Joaquim Roberto Pinto Cortez na
sua obra “ A Maçonaria e as Tradições Bíblicas” assim se refere: “ Estas colunas devem ficar sempre
nas paredes do Ocidente, sendo seis de cada lado.” Uma informação, no mínimo curiosa, é a que foi
detectada e relatada pelo Irmão Denizart Silveira de Oliveira Filho, em uma das suas obras, que diz
o seguinte: “(...) A sequência das Colunas é de Áries a Peixes, da seguinte maneira: primeira, ao
Norte, próxima à parede ocidental – ou Noroeste –é a de Áries; e a última, ao Sul, também próxima
à parede ocidental – ou Sudoeste – é a de Peixes. Isso, porque a representação do signo de Câncer
deverá estar sempre ao Norte – correspondendo à coluna “B”, que marca a passagem do trópico de
Câncer – e a do signo de Capricórnio estará sempre ao Sul – correspondendo à coluna “J”, que
marca a passagem do trópico de Capricórnio. Esta exigência, todavia, não autoriza o erro cometido
em certos Templos, com a colocação de apenas dez colunas, o que implica considerar as duas
colunas vestibulares como as Zodiacais de Câncer e Capricórnio, o que é incorreto.”
 AS COLUNAS ZODIACAIS E O SEU SIGNIFICADO Uma opinião de peso e que posso reproduzir
aqui é aquela proveniente de um artigo intitulado “Colunas Zodiacais”, do Irmão Sergio Quirino
Guimarães, onde na forma de chamamento à leitura do mesmo, ele dispara: “Como você reagiria se
eu dissesse que as Colunas Zodiacais não são “coisas” da Maçonaria? (pausa para pensar) Nossa!
Isso é que eu chamo de saber atiçar a nossa curiosidade. E no transcorrer do mesmo ele mata a
charada: “Mesmo após escrever tudo isso eu ainda lhe digo: as Colunas Zodiacais não são “coisas”
da Maçonaria! Você já ouviu falar que nossos Templos foram construídos de acordo com o Templo
de Salomão? E no Livro da Lei há a descrição das doze colunas e todos esses símbolos? Portanto as
Colunas Zodiacais são elementos de alguns RITOS MAÇÔNICOS e por conta disso não podemos
generalizar dizendo que fazem parte da Maçonaria;” Basicamente, podemos dizer que as colunas
zodiacais presentes na decoração dos nossos templos, e aqui cumpre enfatizar que estamos falando
do Rito Escocês Antigo e Aceito, são Jônicas e são em número de doze, o que remete às doze
constelações representadas pelo Zodíaco. Estão distribuídas da seguinte forma: seis de cada lado, e
geralmente estando engastadas nas paredes do Templo.
 Também podem ser encontradas como meias colunas caneladas que são colocadas ao longo das
paredes. Sobre os capitéis estarão postas, ou pintadas, as representações dos doze signos
zodiacais, que recebem o nome de pentaclos, que são a exposição dos signos estilizados,
normalmente, com seus elementos e planetas respectivos. Na Maçonaria Simbólica, o significado
maior das colunas zodiacais tem ligação direta com o percurso que o iniciado deverá cumprir
durante a sua vida maçônica, desde o marco inicial, ou seja, desde o seu ingresso como Aprendiz
até o Grau de Mestre. Aliás, a influência da Astrologia já se faz presente desde a Iniciação por
ocasião das depurações via quatro elementos: a terra, a água, o ar e o fogo. Todos eles conhecidos
como elementos da natureza e formadores da Criação no estudo da Astrologia. Ainda, conforme o
Irmão Pedro Juk: “(...) essa alegoria (...) está diretamente ligada ao conjunto iniciático entre o
Homem e a Natureza. (...) Assim a alegoria das Colunas Zodiacais iniciam as estações do ano no
Hemisfério Norte (a Maçonaria surgiu neste Hemisfério). Assim as três primeiras colunas
compreendem a Primavera e as outras três, o Verão, sendo que esse grupo de seis colunas estende-
se pela parede Norte denominado em Maçonaria como o Topo da Coluna do Norte. Essas colunas
tem o sentido de leitura partindo do canto com a parede ocidental até a balaustrada do Oriente. Na
outra face, ou topo do sul existem mais seis colunas com sentido de leitura da balaustrada do
Oriente até o canto com a parede ocidental. No Sul as três primeiras representam o Outono e as
últimas três, o Inverno. (...) Em síntese essas Colunas representam a senda iniciática do Rito em
questão – a Primavera e o Verão, o Aprendiz no Topo do Norte, enquanto que o Outono, o
Companheiro e o Inverno, o Mestre. Essa alegoria é representada ligando o Homem aos ciclos da
Natureza – infância, juventude, maturidade e morte. Essa renovação significa as etapas de
aperfeiçoamento do Obreiro – Aprendiz, Companheiro e Mestre – tal qual se apresenta a Lei natural
de morrer para renascer. É a morte simbólica do Iniciado na Câmara de Reflexão e o renascimento
de uma nova vida a partir da Primavera.
 AS COLUNAS ZODIACAIS E A SUA RELAÇÃO COM O GRAU DE APRENDIZ MAÇOM
 Além das ponderações anteriores do Irmão Pedro Juk, no que se refere ao Grau de Aprendiz, ainda
há mais informações importantes sobre as representações. Já sabemos que as Colunas Zodiacais
são representadas pelos Símbolos inerentes aos 12 signos constantes no Zodíaco. As colunas
possuem uma ordem que é a seguinte: Ao Norte, e no sentido do Ocidente ao Oriente, temos:
Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. Ao Sul, e no sentido igual ao anterior, temos: Libra,
Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.
 Esses signos representam então toda a trajetória que é dada o Maçom percorrer a partir do
momento em que é iniciado até chegar ao Grau de Mestre. Os signos diretamente relacionados com
o Grau de Aprendiz são: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem, como já relacionados
anteriormente. Na sequência, veremos cada um desses signos relacionados com o Grau de Aprendiz
e suas respectivas representatividades:
 ÁRIES: Corresponde à cabeça e ao cérebro do homem. É o símbolo que corresponde ao ardor
iniciático, ao fogo interno e que é encontrado no candidato que está buscando a Luz. O Planeta é
Marte e o elemento é o fogo.
 TOURO: Corresponde ao pescoço e à garganta. Simboliza o Recipiendário, que devidamente
preparado foi admitido nas provas referentes à Iniciação. O Planeta é Vênus e o elemento é a terra.
 GÊMEOS: Corresponde aos braços e às mãos. Simboliza o recebimento da Luz pelo neófito. O
Planeta é Mercúrio e o elemento é o ar.
 CÂNCER: Corresponde aos órgãos vitais respiratórios e digestivos. Representa a instrução do
Iniciado, e a absorção dos ensinamentos iniciáticos. É a Lua, o astro, e o elemento é a água.
 LEÃO: Corresponde ao coração, que é o centro vital. É a crítica exercida pelo Iniciando, com o
auxílio da razão, para selecionar o conhecimento. O astro é o Sol, e o elemento é o fogo.
 VIRGEM: Corresponde ao plexo solar, responsável pela distribuição das funções no organismo.
Simboliza a reunião dos materiais de construção pelo Aprendiz, para serem utilizadas no desbaste
da Pedra Bruta. O planeta é Mercúrio, e o elemento é a terra. De maneira óbvia, os signos faltantes
relacionam-se com outros Graus, e que seriam, sem que entremos em maiores detalhes: Libra com
o Grau de Companheiro e Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes com o Grau de Mestre.
As Colunas Zodiacais estão presentes em nossos templos, servindo de referência para a nossa
orientação simbólica no Universo, onde, por extensão o Universo é uma imensa oficina. A nossa
familiarização com elas, o nosso entendimento delas vai demandar certo tempo e talvez a
compreensão maior só venha partir do momento em que se tenha uma visão global do contexto
todo em que elas estão inseridas.
 RAZÕES PARA SEGUIR PESQUISANDO Motivo de decepção é recorrer a algumas obras
consideradas clássicas utilizadas para consultas em pesquisas maçônicas e não achar quase nada
sobre as Colunas Zodiacais. Diferenças, divergências, ritos diferentes, maneiras de interpretar, tudo
tem que ser levado em consideração.
 A Maçonaria é uma só, mas tem suas nuances. A verdade, é que não existe uma só verdade, e
ainda bem. Certamente, há muito mais para ser buscado, e como já antecipei durante o transcorrer
deste trabalho, há muitos ângulos de abordagem, relações para serem estabelecidas, seja com o
Templo, com o próprio homem, ou com o Cosmos. Além do mais, cabem mais esclarecimentos no
sentido de livrar esses símbolos das análises carregadas de misticismo, onde o desconhecimento de
alguns só faz ligá-los às predições, aos horóscopos, aos mapas astrais ou coisas do gênero, sendo
que os objetivos da Maçonaria estão voltados para o que interessa verdadeiramente, que é o
símbolo como objeto de estudo, de acesso ao conhecimento, levando-nos nos a compreender a
trajetória do homem desde o seu começo dos tempos, para entendermos melhor o estágio em que
nos encontramos agora, e até onde queremos evoluir. Como escreveu o Irmão Charles Evaldo
Boller: “Na filosofia maçônica as Colunas Zodiacais são apenas símbolos para estudo, destituídas da
atribuição de aspectos da predição do comportamento do homem.” Estudar o símbolo em sua
profundidade, e entender que as Colunas Zodiacais tem a função de demarcar o caminho do
Maçom, o caminho que ele deverá percorrer para atingir a perfeição. 13

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Internet: “As Colunas Zodiacais” – Artigo do Irmão Charles
Evaldo Boller – Disponível
em:Segredomaconico.blogspot.com/20…/…/as_colunas_zodiacais.htmlInformativo JB NEWS n° 876
– 26.01.13 – Bloco Perguntas e Respostas – Irmão Pedro Juk Revistas: Guia de Maçonaria – n° 1 –
On Line Editora “A Trolha” n° 109 e 298. “Universo Maçônico” n° 9 Livros: CORTEZ, Joaquim
Roberto Pinto. “A Maçonaria e as Tradições Bíblicas” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. – 2011
FILHO, Denizart Silveira de Oliveira. “Da Iniciação Rumo à Elevação” Editora Maçônica “A Trolha”
Ltda. FILHO, Theobaldo Varoli. “Curso de Maçonaria Simbólica” - 1° Tomo (Aprendiz) – Editora A
Gazeta Maçônica GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite: Vade Mécum Maçônico” - Nova
Letra Gráfica e Editora Ltda. 2008 LIMA, Walter Celso de. “Ensaios Sobre Filosofia e Cultura
Maçônica” – Editora Madras - 2012 WEST, John Anthony. “Em Defesa da Astrologia” – Editora
Siciliano – 1992 Ritual e Instruções do Grau de Aprendiz-Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito –
2010-2013 - GORGS
assim fosse, nada diferenciaria o Maçon do profano e, portanto, não haveria
AUG.·. RESP.·. BEN.·. LOJ.·. MAÇ.·.
nenhuma verdade a ser revelada ao Aprendiz.
ESTRELA UBERABENSE N°0941 - GOBMG
RITO ESCOCES ANTIGO E ACEITO Sendo a representação do contraste, dos opostos, o Piso Mosaico simboliza a
presença do Bem ao lado do Mal; o Corpo e o Espírito: unidos, mas não
Fundada em 01/04/1918
confundidos.

Os ladrilhos devem ser de tamanho que proporcione a medida dos passos


regulares da Maçonaria que são seguidos com os pés em esquadria, abertos
para frente.

Duas correntes principais pretendem definir a origem deste ornamento. Uma


O PAVIMENTO MOSAICO diz a sua origem remontar aos templos do antigo Egito e seu nome derivar de
“mouseios”, em grego, relativo ás musas, artísitico. Outra diz remontar ao
tabernáculo hebraico, que Moises, daí o nome, havia ornamentado com
pedras multicoloridas no piso
O Pavimento Mosaico extensivo ao soalho do Ocidente foi a norma até
A GDGADU 1942, quando, a partir de então, por iniciativa do Irmão General Joaquim
Moreira Sampaio, sucessor do Irmão Mário Behring, ficou restrito ao centro
do Templo, com o formato de um tabuleiro de xadrez circundado por uma
orla dentada, sobre o qual era proibido pisar, salvo nas passagens ritualísticas
Em nossa segunda Instrução, nós aprendizes, tomamos contato com mais previstas.
pormenores dos símbolos que até então nos eram desconhecidos, as suas
significações e simbologias. O pavimento mosaico simboliza a dualidade presente em todas as coisas. É
símbolo da união universal dos maçons independente de suas diferenças étnicas
ou ideológicas. Assim as cores do pavimento mosaico deve nos levar a uma
É nesta instrução que são desvendadas a simbologia do templo e de alguns reflexão sobre a diversidade, o antagonismo de todas as coisas da natureza e da
outros instrumentos de trabalho. Passamos a conhecer o que significa o painel da vida.
loja, as colunas, o teto, o pavimento mosaico, a orla dentada, a corda de 81 nós,
o livro da lei. Também nos é desvendado o significado do esquadro e do Desta forma devemos apesar de todas as diferenças, sejam elas de cunho
compasso, o nível, o prumo e as jóias da loja que são a prancheta, a pedra bruta religioso, de raça, de classe social ou os princípios que regem os mais diversos
e a pedra cúbica. povos, respeitar e viver na mais prefeita harmonia e fraternidade em toda a
humanidade.
No entanto, neste trabalho irei me concentrar no significado do PAVIMENTO
MOSAICO.

O piso do Ocidente é representado por um Mosaico, constituído de lajes PAVIMENTO DE MOSAICO: Ornamento do centro
quadradas, brancas e pretas, dispostas, alternadamente, formando um das Lojas composto de ladrilhos brancos e pretos.
tabuleiro de xadrez.
Simbolizam seres animados e inanimados que decoram
A alternância do branco com o preto, por sua vez, demonstra a existência do e ornamentam a criação, bem como o enlace do espírito
contraste, representando aquilo que é contestável, uma vez que, sem o e matéria, da vida e forma por toda a parte, a união dos
contraste, tudo seria uniforme e perfeito, confundindo-se com o nada. Se
maçons do globo, apesar de suas diferentes de cores climas e
opiniões particulares.

Referências Bibliográficas

Pusci, Jaime – ABC do Aprendriz

Varoli Filho, Theobaldo – Curso de Maçonaria Simbólica - Aprendiz

Manual de Aprendiz Maçom

Internet
Cargos em Loja no REAA
História
O nome "maçonaria" provém do francês maçonnerie, que significa "construção", "alvenaria", "pedreira". 8 O termo maçom (ou maçon),
segundo o mesmo Dicionário, provém do inglês mason e do francêsmaçon, que quer dizer 'pedreiro', e do alemão metz, 'cortador de
pedra'. O termo maçom portanto é um aportuguesamento do francês; maçonaria por extensão significa "associação de pedreiros" (por
extensão, "obreiros").
Estudiosos e pesquisadores costumam dividir a origem da maçonaria em três fases distintas.9 :10
•Maçonaria Primitiva 10
•Maçonaria Operativa 11
•Maçonaria Especulativa 12
Maçonaria Primitiva
A Maçonaria Primitiva, ou "Pré-Maçonaria",10 é o período que abrange todo o conhecimento herdado do passado mais remoto da
humanidade até o advento da Maçonaria Operativa. Há quem busque nas primeiras civilizações a origem iniciática. Outras buscam
no ocultismo, na magia e nas crendices primitivas a origem do sistema filosófico e doutrinário. Tantas são as controvérsias, que surgiram
variadas correntes dentro da maçonaria. A origem mais aceita, segundo a maioria dos historiadores,13 é que a'Maçonaria Moderna
descende dos antigos construtores de igrejas e catedrais, corporações formadas sob a influência da Igreja na Idade Média.11
É evidente que a falta de documentos e registros dignos de crédito,14 envolve a maçonaria numa penumbra histórica, o que faz com que
os fantasistas, talvez pensando em engrandecê-la,14 inventem as histórias sobre os primórdios de sua existência.14 Há vertentes
afirmando que ela teve início na Mesopotâmia, outras confundem os movimentos religiosos do Egito e dos Caldeus como sendo
trabalhos maçônicos. Há escritores que afirmam ser o Templo de Salomão o berço da Maçonaria.15 16
O que existe de verdade é que a Maçonaria adota princípios e conteúdos filosóficos milenares,14 que foram adotados por instituições
como as "Guildas" (na Inglaterra), Compagnonnage (na França),Steinmetzen (na Alemanha).
O que a Maçonaria fez foi adotar todos aqueles princípios que eram abraçados por instituições que existiram muito antes da formação
de núcleos de trabalho que passaram à história como o nome de Maçonaria Operativa ou de Ofício.17 18
Maçonaria Operativa
A origem perde-se na Idade Média, se considerarmos as suas origens Operativas,11 ou seja associação de cortadores de pedras
verdadeiros, que tinha como ofício a arte de construção de castelos, muralhas etc.
Na Idade Média o ofício de pedreiro era uma condição cobiçada para classe do povo. Sendo esta a única guilda que tinha o direito de ir e
vir. E para não perder suas regalias o segredo deveria ser guardado com bastante zelo.
Após o declínio do Império Romano, os nobres romanos afastaram-se das antigas cidades e levaram consigo camponeses para proteção
mútua para se proteger dosbárbaros. Dando início ao sistema de produção baseado na contratação servil Nobre-Povo (Feudalismo) 19
Ao se fixar em novas terras, os nobres necessitavam de castelos para sua habitação e fortificações para proteger o feudo. Como a arte
de construção não era nobre, deveria advir do povo e como as atividades agropecuária e de construção não guardavam nenhuma
relação, uma nova classe surgiu: Os construtores, herdeiros das técnicasromanas e gregas de construção civil.20
Outras companhias se formaram: artesão, ferreiro, marceneiros, tecelões enfim, toda a necessidade do feudo era lá produzida. A
maioria das guildas limitava-se no entanto às fronteiras do feudo.19
Já as guildas dos pedreiros 21 necessitavam mover-se para a construção das estradas e das novas fortificações dos Templários. Os
demais membros do povo não tinham o direito de ir e vir,21 direito este que hoje temos e nos é tão cabal. Os segredos da
construção eram guardados com incomensurável zelo, visto que, se caíssem em domínio público as regalias concedidas à
categoria, cessariam.21 Também não havia interesse em popularizar a profissão de pedreiro, uma vez que o sistema feudal exigia
a atividade agropecuária dos vassalos19 20
A Igreja Católica Apostólica Romana encontra neste sistema o ambiente ideal para seu progresso. Torna-se uma importante,
talvez a maior, proprietária feudal, por meio da proliferação dos mosteiros, que reproduzem a sua estrutura. No interior dos
feudos, a igreja detém o poder político, econômico, cultural e científico da época.19
Maçonaria Especulativa
Em 24 de junho de 1717, na Inglaterra, é que tem origem a Maçonaria atual e a partir dessa data, a Maçonaria começou a ser
denominada de "Maçonaria Especulativa". Corresponde a segunda fase, que utiliza os moldes de organização dos maçons
operativos11 juntamente com ingredientes fundamentais como o pensamento iluminista, posterior ruptura da Igreja
Romana com ela e a reconstrução física da cidade de Londres, berço da maçonaria regular.22
Com o passar do tempo as construções tornavam-se mais raras. O feudalismo23 declinou dando lugar ao mercantilismo, com
consequente enfraquecimento da igreja romana, havendo uma ruptura da unidade cristã advinda da reforma protestante.24
Superada a tragédia da peste negra que dizimou a população européia, teve início o Iluminismo no século XVIII, que defendia e
tinha como princípio a razão, ou seja, o modo de pensar, de ter "luz".25
A Inglaterra26 surge como o berço da Maçonaria Especulativa12 regular durante a reconstrução da cidade após um incêndio de
grandes proporções em sua capital Londres em setembro de 1666 que contou com muitos pedreiros para reconstruir a cidade
nos moldes medievais.
Para se manter, foram aceitas outras classes de artífices e essas pessoas formaram paulatinamente agremiações que mantinham
os costumes dos pedreiros nas suas reuniões, o que diz respeito ao reconhecimento dos seus membros por intermédio dos sinais
característicos da agremiação.24
Essas associações sobreviveram ao tempo. Os segredos das construções não eram mais guardados a sete chaves, eram
estudados publicamente.Todavia o método de associação era interessante, o método de reconhecimento da maçonaria
operativa era muito útil para o modelo que surgiu posteriormente. Em vez de erguer edifícios físicos, catedrais ou estradas, o
objetivo era outro: erguer o "edifício social ideal".1224
Maçonaria e religião
A Maçonaria Universal, regular ou tradicional, é conduzida pela via sagrada, independentemente do seu credo religioso, trabalha
na sua Loja sob a invocação do Grande Arquitecto do Universo, sobre o livrosagrado, o esquadro e o compasso. A tolerada
presença de mais do que um livro sagrado no altar de juramento, reflete exatamente o espírito tolerante da maçonaria universal
e regular.
Grande Arquiteto do Universo, etimologicamente se refere ao principal Planejador e Criador de tudo que existe, inclusive do
mundo material (demiurgo) independente de uma crença ou religião específica.
Assim, 'Grande Arquiteto do Universo' ou 'G.A.D.U.' é a designação maçônica para um Ente superior, planejador e criador de
tudo o que existe. Com esta abordagem, não se faz referência a uma ou outra religião ou crença, permitindo que muçulmanos,
católicos, espíritas e outros, por exemplo, se reúnam numa mesma loja maçônica.
Para um maçom de origem católica, por exemplo, G.A.D.U. o remete a Deus, enquanto que para um muçulmano se referiria a
Alah que, afinal, também é Deus. Assim as reuniões em loja podem congregar irmãos de diversas crenças, sem invadir ou
questionar seus conteúdos, porque não permite discussões de caráter religioso sectário.
Judaísmo e Maçonaria
Muitos dos princípios éticos maçônicos foram inspirados pelo judaísmo27 ou melhor pelo Antigo Testamento.28 Os ritos e
símbolos da maçonaria e outras sociedades secretas recordam: A reconstrução do Templo de Salomão,29 a estrela de David,29 o
selo de Salomão, os nomes dos diferentes graus, como por exemplo: cavalheiro Kadosh ("Kadosh" em hebraico significa santo),
Príncipe de Jerusalém, Príncipe do Líbano, Cavalheiro da Serpente de Airain etc.29
A luz é um importante símbolo tanto no judaísmo como na maçonaria.
Um dos grandes feriados judaicos é o Chanukah ou Hanukkah, ou seja o Festival das Luzes, comemorando a vitória do povo
de Israel sobre aqueles que tinham feito da prática da religião um crime punível pela morte ali pelo ano 165 a. E. V. (Os judeus
substituem o antes de Cristo e o depois de Cristo pelo antes e depois da Era Vulgar). A Luz é um dos mais densos símbolos na
maçonaria, pois representa (para os maçons de linha inglesa) o espírito divino, a liberdade religiosa, designando (para os maçons
de linha francesa) a ilustração, o esclarecimento, o que esclarece o espírito, a claridade intelectual.30
Outro símbolo compartilhado é o Templo de Salomão.30 Figura como uma parte central na religião judaica, não só, por ser o rei
Salomão uma das maiores figuras de Israel, como o Templo representar o zênite da religião judaica. Na maçonaria, juntou-se a
figura de Salomão, à da construção do Templo, pois os maçons são, simbolicamente, antes de tudo, construtores, pedreiros,
geómetras e arquitetos. Os rituais maçônicos estão prenhes de lendas sobre a construção do Templo de Salomão. Para alguns,
existem três Salomões: o Salomão maçônico, o bíblico e o histórico.30
Outro aspecto comum, têm-se os esforços positivos na maçonaria e no judaísmo para encorajar o aprendizado. A cultura judaica
tem uma larga tradição de impulsionar o maior número de judeus a se notabilizar pelo conhecimento nas artes, na literatura,
na ciência, na tecnologia, nas profissões em geral.30 Durante séculos, os judeus têm-se destacado nos diversos campos do
conhecimento humano e o seu empenho em melhorar suas escolas e seus centros de ensino demonstram cabalmente
isto.30 Digno de notar-se é que as famosas escolas talmúdicas - asyeshivas vem do verbo lashevet, ou seja sentar-se. Deste modo
para aprender é necessário sentar-se nos bancos escolares. Assim, também, na maçonaria, nota-se uma preocupação constante,
cada vez maior, com o desenvolvimento intelectual dos seus epígonos, no fundo, não só como um meio de melhorar a sua escola
de fraternidade e civismo como também para perpetuar os seus ideais e permanecer como uma das mais ricas tradições do
mundo moderno.30
No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de
desaparecer.31 Segundo as estimativas do Museu Alemão da Maçonaria em Bayreuth, esta literatura constituía o núcleo da
investigação maçônica. Uma biblioteca que crescia de forma exponencial. Em 1930, na Alemanha, a colecção maçônica situar-se-
ia nos 200.000 livros..32 Os nazistas saquearam, a Grande Loja da Holanda e a Grande Loja da Noruega. Ocorreu o mesmo
na Bélgica e em França.32
Os judeus eram vistos pelos nazistas como uma "ameaça" por seu suposto poder econômico e pelas ideias que pregavam, como
o liberalismo democrático.28 A Maçonaria,liberal e democrática, pregando a fraternidade entre os homens, assustava aos
déspotas e fanáticos religiosos e políticos de todas as correntes.28
Cronologia
•10 de Dezembro de 1934 - A Grande Loja Simbólica da Alemanha, dissolvida por Hitler, suspende seus trabalhos na Alemanha e
prossegue-os em Jerusalém e Sarrebrucken.
•8 de Agosto de 1935 - Adolfo Hitler decreta a dissolução da Maçonaria na Alemanha.
Os Templos maçônicos são saqueados, e muitos maçons alemães são presos e assassinados.
A Grande Loja de Hamburgo recebe asilo da Grande Loja de Chile onde continua seu trabalho maçônico.33
•1 de Janeiro de 1938 - O partido nacional socialista de Hitler lança um manifesto contra à maçonaria
Catolicismo e Maçonaria
A Igreja Católica historicamente já se opôs radicalmente à maçonaria, devido aos princípios supostamente anticristãos,
libertários e humanistas maçônicos. O primeiro documentocatólico que condenava a maçonaria data de 28 de abril de 1738.
Trata-se da bula do Papa Clemente XII, denominada In Eminenti Apostolatus Specula.34
Após essa primeira condenação, surgiram mais de 20 outras. O papa Leão XIII foi um dos mais ferrenhos opositores dessa
sociedade secreta, a qual designou de Reino de Satanás em 188435 , e sua última condenação data de 1902, na encíclica Annum
Ingressi, endereçada a todos os bispos do mundo em que alarmava da necessidade urgente de combater a maçonaria, opondo
radicalmente esta sociedade secreta ao catolicismo.
Apesar disso, há acusações sobre Paulo VI e alguns cardeais da Igreja relacionarem-se a uma loja..36 Entretanto, todas as
acusações carecem de provas. A condenação da Igreja é forte e não muda ainda que membros do clero tenham de alguma forma
se associado à sociedade secreta.
No Brasil Império, havia clérigos maçons e a tentativa de alguns bispos ultramontanos de adverti-los causou um importante
conflito conhecido como Questão Religiosa.37 38 O principal dos bispos antimaçônicos desta época foi Dom Vital, bispo de Olinda.
Recebeu forte apoio popular, mas foi preso pelas autoridades imperiais, notadamente favoráveis à maçonaria. Após ser liberto,
foi chamado a Roma onde foi congratulado pelo papa, SS Pio IX, por sua brava resistência, e foi recebido paternalmente e com
alegria (o Papa, comovido, só o chamava de "Mio Caro Olinda", "Mio Caro Olinda").
Até 1983, a pena para católicos que se associassem a essa sociedade era de excomunhão. Com a formulação do novo Código
de Direito Canônico que não mais condenava a Maçonaria explicitamente, muitos pensaram que a Igreja havia aceitado a
mesma, no entanto a Congregação para Doutrina da Fé tratou de esclarecer o mal entendido e afirmar que permanece a pena
de excomunhão para quem se associa a maçonaria.39
Protestantismo e Maçonaria
A Maçonaria Especulativa surgiu durante o período da reforma protestante e é negada por algumas denominações reformadas,
sendo que a bíblia é a única regra de fé e conduta dos protestantes. Notadamente, James Anderson, o autor da Constituição de
Anderson, era um pastor presbiteriano.40 41
Espiritismo e Maçonaria
Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido pelo seu pseudônimo Allan Kardec, teria sido iniciado na Grande Loja Escocesa Maçônica
de Paris.42 Suas obras teriam, principalmente na parte inicial, introdutória, muitos termos do jargão maçônico e da doutrina maçônica.43
Segundo alguns biógrafos,44 depois de alguns anos de preparatórios, Hippolyte Rivail teria deixado por algum tempo o castelo
de Yverdon para estudar medicina na faculdade deLyon. Vivia a França o período da restauração dos Bourbons, e então é agora em sua
própria pátria, realista e católica, que ele se sentiria desambientado.44 Lyon ofereceu em todos os tempos asilo às ideias liberais e as
doutrinas heterodoxas.44 Martinismo e Franco-Maçonaria, Carbonarismo e São-Simonismo vicejam entre suas paredes.44
O pseudônimo "Allan Kardec", segundo biografias, foi adotado pelo professor Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus
trabalhos pedagógicos anteriores. Segundo algumas fontes, o pseudônimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido
juntos entre os druidas, na Gália, e que então o Codificador se chamava "Allan Kardec".45
Budismo, Hinduísmo e Maçonaria
A Maçonaria, como escola iniciática, tem muitos pontos de contato com o budismo.46 Ela, da mesma maneira, pugna pelos bons costumes,
pela fraternidade e pela tolerância,respeitando, todavia, a liberdade de consciência do homem, a qual não admite a imposição
de dogmas (apenas da lei natural, ou Darma). Embora com algumas ligeiras modificações, as Quatro Nobres Verdades e os Oito Nobres
Caminhos podem ser interpretadas como presentes em toda a extensão da doutrina maçônica, que ensina, aos iniciados, o desapego às
coisas materiais e efêmeras e a busca da paz espiritual, através das boas obras, da vida regrada, do procedimento correto e das palavras
verdadeiras.46
O conceito de Grande Arquiteto do Universo, como o entende a Maçonaria, não existe no budismo, pois, para este, não existe começo
nem fim, ou criacionismo. Há contraste com ohinduísmo e o bramanismo (forma mais requintada do hinduísmo), que são as religiões mais
antigas da Índia, ambas originárias da religião védica (baseada nos Vedas, seus livros sagrados). Para o Rig Veda, o texto máximo do
hinduísmo, existia, no começo dos tempos, o mundo submerso na escuridão, imperceptível, sem poder ser descoberto pelo raciocínio.47
Para explicar a presença de budistas na Ordem maçônica, já que para ser maçom, é condição essencial a crença num Ser Supremo Criador
de todos os mundos e para o budista, não existe um Deus criador.47 É preciso entender que na realidade o conceito de G\A\D\U\ como
entendemos na Maçonaria não existe no Budismo.46 Para o qual não há princípio nem fim, ao contrário do hinduísmo e
do bramanismo (forma mais requintada do hinduísmo), que são as mais antigas religiões da Índia e originárias da religião védica.47
A maçonaria é considerada uma ordem iniciática teísta e algumas correntes religiosas consideram o budismo como religião ateísta, porém;
os próprios budistas não se consideram ateístas pois os textos budistas transcritos pelos seus mestres, discípulos e seguidores em nenhum
momento citam em seus textos e sutras a figura de Deus como nas religiões cristãs. Portanto, os budistas podem ser chamados de não-
teístas e de uma forma geral ficando a critério de cada budista crer ou não em um criador do universo na personificação de Deus como os
cristãos, fazendo com que os budistas possam se tornar maçons sem nenhuma reserva. O budismo para os budistas atua mais como uma
filosofia de vida, pregando a prática de suas ações no dia a dia e é contraria aos dogmas presentes nas demais religiões.
No budismo, os seus ensinamentos são voltados principalmente para o reconhecimento da natureza da realidade como forma de libertar
todos os seres da insatisfatoriedade e do sofrimento, bem como de uma lei superior ou força natural superior chamada de Dharma que
rege o universo, lei da causa e efeito.
Além disso, há, no budismo, um profundo respeito por todas as criaturas vivas, fazendo com que os adeptos da doutrina considerem como
obrigação fundamental dos seres humanos, viverem em paz, harmonia efraternidade com seus semelhantes.46 47
Maçonaria e sociedade
A maçonaria teve influência decisiva em grandes acontecimentos mundiais, tais como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados
Unidos. Tem sido relevante, desde a Revolução Francesa em diante, a participação da Maçonaria em levantes, sedições, revoluções e
guerras separatistas em muitos países da Europae da América. No Brasil, deixou suas marcas, especialmente na independência do Brasil do
jugo da metrópole portuguesa e, entre outras, a inconfidência mineira e na denominada "Revolução Farroupilha", no extremo sul do país,
tendo legado os símbolos maçônicos na bandeira do Rio Grande do Sul, estado da Federação brasileira. Vários outros Estados da Federação
possuem símbolos maçônicos nas suas bandeiras, como Minas Gerais, por exemplo.
A divulgação dos direitos do homem e da ideia de um governo republicano inspirou a Maçonaria no Brasil, em particular depois da
Revolução Francesa, quando os cidadãos derrubam a monarquia absolutista secular. As ideias que fermentaram o movimento (século
XVIII) havia levedado o espírito dos colonos americanos, que emigraram para a América em busca de liberdade religiosa e política. A
Maçonaria é caracteristicamente universalista por ser uma sociedade que aceita a afiliação de todos os cidadãos que se enquadrarem na
qualificação "livres e de bons costumes", qualquer que seja a sua raça, a sua nacionalidade, o seu credo, a sua tendência política ou
filosófica, excetuados os adeptos do comunismo teorético porque seus princípios filosóficos fundamentais negam ao homem o direito à
liberdade individual da autodeterminação.48 49
Potências e Lojas são autônomas somente em sentido administrativo, Grão–Mestres e Mestres das Lojas não podem jamais se pronunciar
em nome da Maçonaria Universal. No entanto se autorizados por suas assembleias, podem se pronunciar oficialmente sobre
desenvolvimento dos seus trabalhos, na escolha da forma e do direcionamento de suas atividades sociais e culturais.48
Iluminismo
Iluminismo é um conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, sociais, políticas,correntes intelectuais e atitudes religiosas. Pode-se
falar mesmo em diversos micro-iluminismos, diferenciando especificidades temporais, regionais e de matiz religioso, como nos casos
de Iluminismo tardio, Iluminismo escocês e Iluminismo católico.50
O Iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação.50 Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em
condição de tornar este mundo um mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento
político-social.51
Devido a formação intelectual e a autonomia que cada loja tem para pronunciar-se e decidir em assembleia conforme a deliberação de
seus associadas, não podemos falar em influência daMaçonaria Universal sobre determinado aspecto, mas sim de uma ou grupos de lojas.
Como aconteceu no Brasil quando haviam lojas ou grupos de Lojas a favor da República e outras lojas ou grupos de Lojas a favor de reinos
constitucionais durante o Segundo Império. Essas posições, aparentemente divergentes atendem às aspirações da liberdade maçônica
porque ambos os mencionados sistemas políticos limitam os poderes de seus governantes máximos, o presidente ou o rei.49
Iluministas se filiaram às Lojas Maçônicas49 como um lugar seguro e intelectualmente livre e neutro, apropriado para a discussão de suas
ideias, principalmente no século XVIII quando os ideais libertários ainda sofriam sérias restrições por parte dos governos absolutistas
na Europa continental.49 e por isso certamente a Maçonaria teria contribuído para a difusão doIluminismo e que este por sua vez também
possa ter contribuído para a difusão das lojas maçônicas.49
O lema, ou o símbolo, "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" se constitui de um grupo de palavras que supostamente exprime as aspirações
teóricas do povo maçônico52 e que, se atingidas, levariam a um alto grau de aperfeiçoamento de toda a Maçonaria,52 o que é evidentemente
utópico, como a nosso ver o são todos os lemas.52 A trilogia seria de origem revolucionaria e que se introduziu na cultura maçônica através do
Imperador Napoleão a partir do início do período napoleônico.52
Revoluções
Revolução Francesa
Revolução Francesa era o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o
quadro político e social da França. Ela começa com a convocação dos Estados Gerais e a Queda da Bastilha e se encerra com o golpe de
estado do 18 Brumário de Napoleão Bonaparte. Em causa estavam o Antigo Regime (Ancien Régime) e a autoridade do clero e da nobreza.
Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independência Americana (1776). Está entre as maiores revoluções da história da
humanidade.
A Revolução é considerada como o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea. Aboliu a servidão e os direitos feudais e
proclamou os princípios universais de "Liberdade,Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean-Jacques
Rousseau. Para a França, abriu-se em 1789 o longo período de convulsões políticas do século XIX, fazendo-a passar por várias repúblicas, uma
ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios.
A França tomada pelo Antigo Regime era um grande edifício construído por cinquenta gerações, por mais de quinhentos anos. As suas
fundações mais antigas e mais profundas eram obras da Igreja, estabelecidas durante mil e trezentos anos.
Independência do Brasil
A Independência foi feita por muitos, nem todos eles eram maçons, mas certamente a ordem maçônica contribuiu de maneira intensa e de
forma muito qualitativa para a formação do quadro daqueles que levaram a contento este importante feito.
À frente do movimento, agindo de maneira enérgica e participativa, achavam-se muitos Pedreiros Livres de primeira hora, são citados
frequentemente nos livros de história os nomes de José Clemente Pereira, Cônego Januário da Cunha Barbosa, José Joaquim da Rocha, Padre
Belchior Pinheiro de Oliveira, Felisberto Caldeira Brant, o Bispo Silva Coutinho Jacinto Furtado de Mendonça, Martim Francisco, Monsenhor
Muniz Tavares, Evaristo da Veiga dentre muitos outros.
No entanto, estes nomes mencionados não incluem os daqueles que foram realmente os grandes arquitetos do Sete de Setembro. Estes são
dois e respondiam por Joaquim Gonçalves Ledo eJosé Bonifácio de Andrada e Silva.
Estes dois homens lideraram os maçons divergindo principalmente com relação à forma como a independência deveria ser conduzida. Havia,
sem sombra de dúvida, uma luta ideológica entre os grupos de José Bonifácio e de Ledo. Enquanto o primeiro defendia a independência
dentro de uma união brasílico-lusa perfeitamente exequível o segundo pretendia o rompimento total com a metrópole portuguesa, o que
poderia tornar difícil a transição para país independente. E essa luta não era limitada, evidentemente, às paredes das lojas maçônicas,
assumindo caráter público e se estendendo, inclusive, através da imprensa.
Embora ambos os grupos sempre tenha trabalhado pelo objetivo principal, a disputa entre eles persistiu por tão período longo que, após a
Independência, face aos conflitos, D. Pedro mandou, como Grão Mestre e como imperador, que o Grande Oriente fosse fechado. Só em 1831
é que a Maçonaria renasceria no país depois da abdicação de D. Pedro através de dois grandes troncos: o Grande Oriente Brasileiro, que
desapareceria cerca de trinta anos depois e o Grande Oriente do Brasil.
Estrutura e objetivos
A maçonaria exige de seus membros, respeito às leis do país em que cada maçom vive e trabalha.53 Os princípios Maçônicos não podem entrar
em conflito com os deveres que como cidadãos têm os Maçons. Na realidade estes princípios tendem a reforçar o cumprimento de suas
responsabilidades públicas e privadas.53
Induz seus membros a uma profunda e sincera reforma de si mesmos, ao contrário de ideologias que pretendem transformar a sociedade,
com uma sincera esperança de que, o progresso individual contribuirá, necessariamente, para a posterior melhora e progresso
da Humanidade.53 54 E é por isso que os maçons jamais participarão de conspirações contra o poder legítimo, escolhido pelos povos.54
Para um maçom, as suas obrigações como cidadão e pai de uma família devem, necessariamente, prevalecer sobre qualquer outra obrigação
e, portanto, não dará nenhuma protecção a quem agir desonestamente ou contra os princípios morais e legais da sociedade.53 54
Em função disso, os objectivos perseguidos pela maçonaria são:
•Ajudar os homens a reforçarem o seu caráter,53 54
•Melhorar sua bagagem moral e espiritual 53 54 e
•Aumentar seus horizontes culturais.53 54
A maçonaria universal utiliza o sistema de graus para transmitir os seus ensinamentos, cujo acesso é obtido por meio de uma Iniciação a cada
grau e os ensinamentos são transmitidos através de representações e símbolos.55
Obediências maçônicas
A Maçonaria Simbólica, aquela que reúne os três graus da Maçonaria antiga, tradicional e legítima, se divide em Obediências
Maçônicas designadas de Grande Loja, Grande Orienteou Ordem, que são unidades administrativas diferentes, que agrupam diversas Lojas,
mas que propagam os mesmos ideais.56
Além da Maçonaria Simbólica, e conforme o Rito praticado (sistema de práticas e normas que englobam os Rituais adotados nas Lojas
Simbólicas e acrescentam ainda graus para estudos filosóficos), existem os Altos Graus,55 que se subordinam a outras entidades, assim são por
exemplo, os Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito 55 estão sob a égide tutelar de um Supremo Conselho, geralmente um por país, sendo
comum que os Supremos Conselhos mantenham relações de reconhecimento entre si, bem como celebrem tratados com os corpos da
Maçonaria Simbólica, mas limitando-se apenas a administrar os seus ditos graus "superiores", que no caso do R.E.A.A. compreende os graus 4º
ao 33º, sendo que o conteúdo de muitos destes graus não possuem qualquer ligação direta com a Lenda tradicional que fundamenta a
Maçonaria Universal no mundo (ver Landmarks de A. G. Mackey).
No mundo
Desde a sua criação, a Maçonaria viu o paradoxo de lançar uma pesquisa para o universalismo, enquanto existentes em maneiras muito
diferentes e em diferentes épocas e países. Em 2005, a maçonaria tinham entre 2 e 4 milhões de membros em todo o mundo58 contra os 7
milhões em 1950. Esta redução de efetivos, foi principalmente na maçonaria Anglo-Americana, cujo número quase dobrou nos dez anos
seguintes à Segunda Guerra Mundial e, em seguida, diminuíram gradualmente com mais de 60% sobre os próximos cinquenta anos.59 Na
Europa continental, os números diminuíram significativamente após a Ocupação e não tinha conhecido um aumento semelhante nos anos
1950. Eles são atualmente um pouco mais elevados.
Na maioria dos países da América Latina, predomina a maçonaria dogmática. É tão presente na Europa (que é a essência da maçonaria
europeia) e na América Latina. No Canadá, é bastante marginalizada e é quase inexistente nos Estados Unidos, onde as lojas são pouco
"liberais" (no estilo europeu), onde são frequentado, na sua maioria, por residentes e visitantes.
Todo o resto do mundo, a tendência é seguir o "mainstream" das Lojas Anglo-Americanas.
Em alguns países, porém, os dois movimentos existem lado a lado ou em um relacionamento amigável de compreensão mútua
(especialmente em certas regiões onde a maçonaria de todas as tendências, tem sido particularmente perseguido), ou com relações mais
tensas.
No Brasil
Apesar da maçonaria estar presente no Brasil desde a Inconfidência Mineira no final do século XVIII, a primeira loja maçônica brasileira
surgiu filiada ao Grande Oriente da França, sendo instalada em 1801 no contexto da Conjuração Baiana. A partir de 1809 foram fundadas
várias lojas no Rio de Janeiro e Pernambuco e em 1813 foi criado o primeiro Grande Oriente Brasileiro sob a direção de Antonio Carlos
Ribeiro de Andrada e Silva.[19
Cargos em Loja Maçônica do R∴E∴A∴A∴

PREFÁCIO

A Fraternidade constitui a relação existente entre irmãos, sendo que, da mesma forma, a Maçonaria
constitui a grande relação entre todos os maçons. Uma vez que relações fraternais pressupõem a
inexistência de barreiras discriminatórias, é necessário que exista Igualdade para que os maçons
possam ser denominados Irmãos.

Portanto, sendo a fraternidade um predicado fundamental da Maçonaria, também o é a Igualdade.


Igualdade significa não diferenciação, sendo que, sob o aspecto maçônico, significa a não-diferenciação
entre os Irmãos. Considera-se, pois, que os maçons podem ser considerados iguais quando, entre eles,
inexiste qualquer diferenciação em termos de condições de tratamento e oportunidades.

Na maçonaria, as oportunidades apresentam-se das mais variadas formas, sendo que uma delas é a de
exercer papéis ritualísticos dentro da oficina, maçonicamente denominados "Cargos em Loja".

Assim, sabiamente, criou-se o termo "Jóias Móveis", que faz referência ao aspecto rotativo dos cargos
que governam uma Loja Maçônica. Ninguém na Maçonaria, pode ser governo, mas sim estar no
governo, sendo que, aquele que despontou no Oriente como o Sol da Sabedoria, deve retornar ao
Ocidente para, humildemente, guardar a porta do templo.

Evidentemente, não é possível que tais cargos sejam exercidos por todos os Irmãos da Loja, tanto pelo
número de Irmãos existentes, quanto pelas qualificações exigidas pelo cargo.

A despeito das considerações formuladas, há de se reconhecer que o objetivo deste prefácio é


demonstrar a sobeja importância dos Títulos dos Cargos e suas respectivas Jóias no universo
maçônico.
Em primeiro plano, as jóias em loja gozam de relevante papel na administração de uma Loja Maçônica,
porquanto distinguem os cargos e elevam os seus ocupantes à honorificência, o que certamente
contribui para a seriedade e disciplina dos trabalhos desenvolvidos no dia-a-dia.

Assim, o Venerável, o 1° Vigilante e o 2° Vigilante são as Luzes da Loja.

As dignidades da Loja constituem seu Poder Executivo, com exceção do Orador, que é membro do
Ministério Público.

À exceção das Luzes das Lojas, os cargos da Administração poderão ter adjuntos que auxiliarão os
titulares em suas tarefas, bem como os substituirão quando necessário, sendo indicados pelos
respectivos titulares e nomeados pelo Venerável

VENERÁVEL MESTRE
ESQUADRO

É o símbolo da sabedoria; por conseqüência, tal condição promove-o ao mais alto dirigente da Oficina,
tornando-se o responsável pela administração geral da Loja, por isso é o portador do Primeiro Malhete,
senta-se no Oriente, na cadeira do centro da mesa, denominado de “Trono de Salomão”.

A sua Jóia é o Esquadro, pois representa a retidão nas decisões.

O Irmão que assume este cargo passa por uma cerimônia denominada Sessão Magna de Instalação e
Posse de Veneravel Mestre, recebendo o tratamento desde então de Mestre Instalado. O Irmão que
deixa o cargo de Venerável Mestre recebe o título de Past Master ( ex mestre) e usa como insígnia, a
jóia abaixo.

O Esquadro, com ramos desiguais (triângulo pitagórico), é uma das Jóias da Loja, ele figura em todos
os graus da maçonaria como um dos emblemas mais expressivos.

Sendo o Esquadro o Símbolo da Retidão, como Jóia Distintiva do cargo de Venerável, indica que ele
deve ser o Maçom mais reto e mais justo da Loja que preside. Como símbolo da Retidão, todo maçom
deve subordinar suas ações. Como símbolo da virtude, devemos retificar nossos corações.

O Esquadro é, materialmente, o instrumento empregado nas construções. No plano intelectual e


espiritual seu simbolismo é abrangente, rico, belíssimo. Sozinho, isoladamente, é a Jóia do Venerável, a
simbolizar a grandeza, a sabedoria de seus julgamentos e ensinamentos aos membros da Oficina. É
dessa sabedoria e discernimento da Justiça que devem brotar seus julgamentos e suas sentenças.

O Esquadro é formado pela junção da Horizontal com a Vertical formando um ângulo de 90 graus. Esse
ângulo representa a Quarta parte do círculo. O centro do Circulo é o lugar do maçom; a circunferência
marca e delimita o campo onde impera a Lei e a Virtude.
O Esquadro é, também, a representação do Nível (Primeiro Vigilante) e do Prumo (Segundo Vigilante)
e, do equilíbrio resultante dessa união de linhas, temos o pluralismo universal o do movimento da
dinâmica e o da inércia, da estática.

Enfim, deve o Esquadro ser confiado àquele que tem a missão de criar Maçons perfeitos.

O Venerável-Mestre,tem as seguintes competências.

I – presidir os trabalhos da Loja, encaminhando o expediente, mantendo a ordem e não influindo nas
discussões;
II – nomear as dignidades e os oficiais da Loja;
III – nomear os membros das comissões da Loja;
IV – representar a Loja ativa e passivamente, em Juízo e fora dele, podendo, para tanto, contratar
procuradores;
V – convocar reuniões da Loja e das comissões instituídas;
VI – exercer fiscalização e supervisão sobre todas as atividades da Loja, podendo avocar e examinar
quaisquer livros e documentos para consulta, em qualquer ocasião;
VII – conferir os graus simbólicos, solicitados pelos Vigilantes em suas respectivas colunas e satisfeito o
seu tesouro; se necessário for, depois de deliberação da Loja
VIII – proceder à apuração dos votos, proclamando os resultados das deliberações;
IX – ler todas as peças recolhidas pelo saco de propostas e informações, ou pelo modo que o rito
determinar, dando-lhes o destino devido;
X – deixar sob malhete, quando julgar conveniente, pelo prazo de até um mês, os expedientes
recebidos pela Loja, exceto os originários da Grande Loja (GLUSA) do Delegado Regional;
XI – conceder a palavra aos Maçons ou retirá-la, segundo o Rito adotado;
XII – decidir questões de ordem, devidamente embasadas e citados nos landmarks, antigas leis,
Constituições, Old Charges, Atos e Decretos do Grão Mestre e/ou do Estatuto ou Regimento Interno da
Loja, ouvindo o representante do Ministério Público ( Orador), quando julgar necessário;
XIII – suspender ou encerrar os trabalhos sem as formalidades do Ritual quando não lhe seja possível
manter a ordem;
XIV – distribuir, sigilosamente, as sindicâncias a Mestres Maçons de sua Loja;
XV – exercer autoridade disciplinar sobre todos os Maçons presentes às sessões;
XVI – encerrar o livro de presença da Loja;
XVII – assinar, juntamente com o Tesoureiro, os documentos e papéis relacionados com a
administração financeira, contábil, econômica e patrimonial da Loja e os demais documentos com o
Secretário;
XVIII – autorizar despesas de caráter urgente, não consignadas no orçamento, ad referendum da Loja,
até o limite estabelecido em seu Estatuto ou Regimento Interno;
XIX – admitir, dispensar e aplicar penalidades aos empregados da Loja;
XX – encaminhar para a Grande Secretaria Geral da Guarda dos Selos até 01de março de cada ano, o
Quadro de Obreiros, assinado por ele, pelo Secretário e pelo Tesoureiro;
XXI – encaminhar, até 01 de março de cada ano, o relatório-geral das atividades do ano anterior,
assinado por ele, pelo Secretário e pelo Tesoureiro, para a Grande Secretaria Geral da Grande Loja;
XXII – recolher, na forma estabelecida na Lei orçamentária, as contribuições ordinárias e
extraordinárias, bem como as taxas de atividade dos Maçons da Loja que dirige;
XXIII – fiscalizar e supervisionar a movimentação financeira, zelando para que os emolumentos e taxas
devidos a Grande Loja sejam arrecadados e repassados dentro dos prazos legais.
PRIMEIRO VIGILANTE

NÍVEL

Portador do segundo Malhete, simboliza a Força, do qual se exsurge a energia positiva e o vigor que
impulsiona à continuidade dos Trabalhos da Loja. Sua Jóia é o Nível Maçônico, representa a igualdade
social. Seu lugar em Loja é no Ocidente ao Norte.

É a jóia usada pelo Primeiro Vigilante das lojas Maçônicas Simbólicas.

O 1º Vigilante é o assessor direto do Venerável-Mestre, a quem solicita a palavra diretamente por um


golpe de malhete e a recebe de igual modo.

Tem o dever de dirigir e orientar a Coluna dos Aprendizes.

Essa ferramenta é formada por um esquadro justo, com ângulo no ápice de 90°, utilizada tanto para
traçar linhas paralelas na horizontal, como para se verificar a horizontalidade de um plano.

É um instrumento menos completo que o Esquadro, porém mais que o Prumo, e, por tal razão, é
conferido ao 1° Vigilante, aquele que naturalmente pode assumir o lugar do Venerável-Mestre, em caso
de sua ausência.

Objetivamente o Nível é o instrumento destinado a determinar a horizontalidade de um plano. Ao


inseri-lo na ordem simbólica provoca a reflexão acerca da igualdade, base do direito natural.

Não permite aos Maçons deixar esquecer que todos somos irmãos - filhos da mesma Natureza e que
devemos nos interagir com igualdade fraterna.
Todos são dignos de igual respeito e carinho, seja aquele que ocupa o mais elevado grau da Ordem,
seja o que se acha iniciando sua vida maçônica.

O Nível lembra que ninguém deve dominar os outros.

A exemplo da morte, que é a maior e inevitável niveladora de todas as efêmeras grandezas humanas,
reduzindo todos ao mesmo estado, o Nível nos faz lembrar que a fraternidade deve ser praticada entre
os irmãos com igualdade, sem distinções, ainda que estas existam dentro da organização hierárquica
da Ordem.

O 1º Vigilante as seguintes competências.

I – substituir o Venerável Mestre;


II – instruir os Maçons sob sua responsabilidade de acordo com o Ritual.
Compete-lhe, ainda:
• anunciar as ordens do Venerável;
• autorizar os Obreiros de sua Coluna a falarem nos devidos momentos;
• comunicar ao Venerável que reina silêncio em ambas as Colunas;
• manter a ordem e o silêncio em sua Coluna;
• instruir os Obreiros de sua Coluna (Aprendizes), propondo o aumento de seus salários;
• impedir que os Obreiros saiam de sua Coluna ou transitem pelo Templo, sem autorização e sem
observar as prescrições legais, auxiliar o Venerável no acendimento e amortização das Luzes;
• pedir o retorno da Palavra diretamente ao Venerável quando solicitado por Obreiros de ambas as
Colunas.
SEGUNDO VIGILANTE

PRUMO

Simboliza a beleza, o amor, visando reger a harmonia, o prazer, a alegria refletindo a união dos Irmãos,
buscando assim, instruir e examinar os Aprendizes que ambicionam passar da Perpendicular ao Nível. A
sua Jóia é o Prumo que representa a independência, a dignidade, a altivez e imparcialidade dos justos,
pois a perpendicular não pende, como acontece com as oblíquas. No Ocidente ao Sul é onde tem
assento, em paralelo ao 1º Vigilante.

O 2º Vigilante é a Dignidade responsável pela direção e orientação da Coluna de Companheiros, assim


como é encarregado de substituir o 1º Vigilante em sua ausência e de transmitir as ordens do Venerável-
Mestre em sua Coluna por intermediação do 1° Vigilante.

Este instrumento é composto de um peso, geralmente de chumbo, suspenso por um barbante que forma
a perpendicular. Serve para se verificar a verticalidade de objetos.

Na Maçonaria é fixado no centro de um arco de abóbada.

Este artefato simboliza a profundidade do Conhecimento e da retidão da conduta humana, segundo o


critério da moral e da verdade. Incita o espírito a subir e a descer, já que leva à introspecção que nos
permite descobrir nossos próprios defeitos, e nos eleva acima do caráter ordinário.

Com isso, ensina-nos a marchar com firmeza, sem desviar da estrada da virtude, condenando e não
deixando se dominar pela avareza, injustiça, inveja e perversidade e valorizando a retidão do julgamento
e a tolerância.
É considerado como o emblema da estabilidade da Ordem.

O 2º Vigilante as seguintes competências.

I – substituir o Primeiro Vigilante;


II – instruir os Maçons sob sua responsabilidade de acordo com o Ritual.
Compete-lhe, ainda:
• anunciar as ordens do Venerável em sua coluna;
• autorizar os Obreiros de sua Coluna a falarem nos devidos momentos;
• comunicar ao 1º Vigilante que reina silêncio em sua Coluna;
• manter a ordem e o silêncio em sua Coluna;
• instruir os Obreiros de sua Coluna (Companheiros), propondo o aumento de seus salários;
• impedir que os Obreiros saiam de sua Coluna ou transitem pelo Templo, sem autorização e sem
observar as prescrições legais,
• auxiliar o Venerável no acendimento e amortização das Luzes.
• pedir o retorno da Palavra ao 1º Vigilante quando solicitado por Obreiros de sua Coluna.
ORADOR

LIVRO ABERTO

É o guardião da lei e, ainda, responsável pela expressão da Verdade, pois é orientado pelo
G∴A∴D∴U∴para ser o porta-voz das boas-vindas e o dominador das escritas, com escopo de fiscalizar a
Justa e Perfeita aplicabilidade das Normas Maçônicas.

Sua Jóia é um livro aberto. Deve possuir muita experiência maçônica para tecer opiniões sobre a
legalidade de atos e fatos jurídicos que se apresentam diante da Oficina.

O Orador ou Guarda da Lei é investido no dever de zelar e fiscalizar o cumprimento rigoroso das Leis
Maçônicas e dos Rituais. Daí ser a única Dignidade que, na ordem administrativa da Loja Maçônica, não
compõe o Poder Executivo, sendo, um Membro do Ministério Público da Potência.

A atribuição desse Título implica no conhecimento profundo das leis, regulamentos e dos particulares
do ofício, e, como assessor do Venerável-Mestre, pode a este solicitar diretamente a palavra.

Como Guarda da Lei e tendo como uma de suas atribuições "trazer luzes" para uma dúvida de ordem
legal, não é sem razão que o Sol, simbolicamente, está do lado do Orador.

O Livro Aberto é a sua Jóia, que nos faz lembrar de que nada estará escondido ou em dúvida.
Simboliza o conhecedor da tradição do espírito maçônico, o guardião da Lei Magna Maçônica, dos
Regulamentos e dos Ritos.
Compete ao Orador.

I – observar, promover e fiscalizar o rigoroso cumprimento das Leis Maçônicas e dos Rituais;
II – cumprir e fazer cumprir os deveres e obrigações a que se comprometeram os Membros da Loja, à
qual comunicará qualquer infração e promoverá a denúncia do infrator;
III – ler os textos de leis e decretos, permanecendo todos sentados;
IV – verificar a regularidade dos documentos maçônicos que lhe forem apresentados;
V – apresentar suas conclusões no encerramento das discussões, sob o ponto de vista legal, qualquer
que seja a matéria;
VI – opor-se, de ofício, a qualquer deliberação contrária à lei e, em caso de insistência na matéria,
formalizar denúncia ao Grão Mestrado diretamente ou ao poder competente;
VII – manter arquivo atualizado de toda a legislação maçônica;
VIII – assinar as atas da Loja, tão logo sejam aprovadas;
IX – acatar ou rejeitar denúncias formuladas à Loja, representando aos Poderes constituídos. Em caso
de rejeição, recorrer de ofício a Instancia Competente.
SECRETÁRIO

DUAS PENAS CRUZADAS

DUAS PENAS CRUZADAS

É o que reflete as conclusões legais do Orador, responsabilizando-se para gravar à eternidade dos
fatos acontecidos em Loja, de forma fria e exata, controlando com rigidez a ordem dos processos e
zelando pela documentação dentro das Normas Maçônicas. Sua Jóia simbólica é Duas Penas
Cruzadas, pois é o escrivão da Loja.

O Secretário, auxiliar direto do Venerável Mestre, é o responsável pelos registros dos trabalhos em
loja, para assegurar que serão passadas à posteridade todas as ocorrências; por essa razão lhe ser
confiado o dever de lavrar as atas das sessões da Loja nos respectivos livros, manter atualizados
os arquivos, além de outras atribuições próprias do cargo, que são em grande número.

Assim como a lua, um símbolo desse cargo, deverá refletir o que ocorre em loja. A Jóia do
Secretário é representada por Duas Penas Cruzadas, sabendo todos da utilidade antiga da pena
como instrumento de escrita e, sendo duas penas cruzadas, asseguram que haja a ligação do
passado com o presente, a tradição que registrará a "memória" da loja para a posteridade.

O Secretário registra a HISTÓRIA DA MAÇONARIA.


Acontecimentos e decisões que ocorrem em Loja ficam consignados com objetividade e clareza em
seus balaústres, todas as ocorrências dos trabalhos de sua Loja, para a sua Memória e da Maçonaria.
Ele é o espelho de uma Loja; reflete o passado e o presente. E o futuro?

O futuro é o topo da Coluna do Norte, onde tomam assento os Irmãos Aprendizes.

Uma Coluna do Norte cheia de Aprendizes nos da a perfeita noção de como uma loja está se
comportanto, progredindo ou ruindo.

Também por meio destes aprendizes podemos adivinhar o futuro de uma Loja Maçônica e profetizar
sobre seus destinos. E observando-os podemos pressentir, ver e profetizar para a Loja, um futuro
risonho e feliz, alegre e fraterno.

É um cargo de confiança do Venerável Mestre, de sua livre escolha, eminentemente administrativa e


com ele deve manter estrita sintonia.

O Secretário pede a palavra ao Venenerável do seu próprio local.

É o irmão autorizado a receber, abrir e responder toda a correspondência da Oficina. Toda vez que não
possa comparecer aos Trabalhos, deverá enviar o Livro das Atas e Expediente a fim de que, evitados os
atrasos, não sejam por sua causa embaraçadas as soluções de problemas.

Planejamento das atividades – Numa Loja com administração planejada, coordenada e controlada,
nenhum membro terá mais nem menos trabalho físico ou intelectual que outro, assim como não haverá
trabalho mais nem menos importante que outro, que enalteça ou desmereça mais ou menos seus
executores. Cada setor é tão importante quanto o conjunto deles todos e a falha em qualquer dos
setores compromete este conjunto.
É o redator dos balaústres pranchas e colunas gravadas da Loja. Deve saber sintetizar tudo em bom
vernáculo. Dele depende o bom e rápido andamento de todos os expedientes acerca de correspondência
e dos trabalhos litúrgicos. Deve possuir qualidades imprescindíveis como: assiduidade, competência,
responsabilidade, discrição e organização.

Ata ou Balaústre – designa a narração, por escrito, de tudo aquilo que ocorreu em uma sessão, em uma
assembléia, em uma reunião, em uma cerimônia. Todas as Sessões Maçônicas são registradas em ata,
que, em Maçonaria, é chamada de balaústre. Citando o caríssimo e iluminado Irmão Sérgio Quirino
Guimarães: “Os registros do Secretário são “frios” não cabem sentimentos, é simplesmente a realidade
do que ocorreu. O outro aspecto é o tal do “Por unanimidade”, este, talvez, seja o único pleonasmo
maçônico. A Subl∴Ordem é uma Inst∴ onde todos estão impregnados do mesmo espírito e trabalham
juntos como um todo indiferenciado.
Não há na Maçonaria o MAIS ou MENOS.

A concordância dos Irmãos em permanecer juntos é a aprovação, não há “mais que aprovado” ou
“menos que aprovado”. Finalizando, peço a atenção dos Irmãos sobre a frase: “assinado por quem de
direito”; os documentos oficiais devem ter a assinatura e rubrica, de quem teve a obrigação de presidir
a sessão, ou seja, documentos devem ser assinados “por quem tem o dever”.

Ordem do Dia – Compete-lhe juntamente com o Venerável Mestre, prepará-la de tal forma que a Sessão
transcorra dentro do tempo previsto.

Símbolo – Seu símbolo dentre os existentes em Loja é a Lua, haja a vista não possuir luz própria,
dependendo da luz dos outros Irmãos para brilhar.

Todos os maçons, em geral, devem acatar e prestigiar aqueles que ocupam cargos, por que de tais
procedimentos é que resulta o esplendor e aprazimento dos trabalhos. O desempenho de qualquer
cargo constitui um relevante serviço prestado à Loja ou à Ordem.
Compete ao Secretário.

I – lavrar as atas das sessões da Loja e assiná-las tão logo sejam aprovadas;
II – manter atualizados os arquivos de:
a) atos e decretos do Grão Mestre e das Grandes Secretarias, atos administrativos e notícias de
interesse da Loja;
b) correspondência recebida e expedida;
c) membros do quadro da Loja, com os dados necessários à sua perfeita e exata qualificação e
identificação;
III – receber, distribuir e expedir a correspondência da Loja;
IV – manter atualizados os Livros Negro e Amarelo da Potencia e da Loja;
V – preparar, organizar, assinar junto com o Venerável Mestre e remeter, até 1º de março de cada ano,
à Grande Loja e à Delegacia Regional, o Quadro de Maçons da Loja;
VI – comunicar a Grande Loja ou à Delegacia Regional, conforme a subordinação, no prazo de 15 dias,
as informações sobre:
a) iniciações, filiações, regularizações e colações de graus;
b) expedição de quite placet ou placet ex officio;
c) suspensão de direitos maçônicos;
d) outras alterações cadastrais.

 TESOUREIRO

DUAS CHAVES CRUZADAS


 É o que simboliza a riqueza, tendo como atividade primordial receber os metais e organizar o
movimento financeiro da Oficina. É um cargo de extrema responsabilidade à vida da Loja. Sua
Jóia é representada por uma ou duas chaves cruzadas.

A sua Jóia é representada por duas Chaves Cruzadas, símbolo maior da sua atribuição de zelar
pelo numerário da Loja.

Compete ao Tesoureiro:

I – arrecadar a receita e pagar as despesas;


II – assinar os papéis e documentos relacionados com a administração financeira, contábil,
econômica e patrimonial da Loja;
III – manter a escrituração contábil da Loja sempre atualizada;
IV – apresentar à Loja os balancetes trimestrais conforme normas e padrões oficiais;
V – apresentar à Loja, até a última sessão do mês de fevereiro, o balanço geral do ano
financeiro anterior, conforme normas e padrões oficiais;
VI – apresentar, no mês de Novembro, o orçamento da Loja para o ano seguinte;
VII – depositar, em banco determinado pela Loja, o numerário a ela pertencente;
VIII – cobrar dos Maçons suas contribuições em atraso e remeter prancha com aviso de
recebimento, ao obreiro inadimplente há mais de 2 (dois) meses, comunicar a sua irregularidade
e cientificar a Loja e a Potência;
IX – receber e encaminhar à Grande Secretaria Geral e a Grande Tesouraria da GLUSA ou a que
estiver jurisdicionada a Loja, as taxas, emolumentos e contribuições ordinárias e extraordinárias
legalmente estabelecidos pela tabela de emolumentos;
X – responsabilizar-se pela conferência, guarda e liberação dos valores arrecadados pela Loja.

CHANCELER

TIMBRE

Também denominado de “Guarda dos Selos”, é o depositário do timbre e do Selo da Loja. Tem
como dever manter atualizados todos os dados e registros dos Obreiros, bem como controlar as
faltas excedentes do permitido nos regulamentos. A jóia simbólica do cargo é o “Timbre da
Loja”.
Ao Chanceler é confiada à condição de depositário do Timbre e do Selo da Loja, motivo pejo
qual assume a obrigação principal de timbrar e selar os papéis e documentos expedidos pela
Loja.

A Jóia fixada em sua fita é o Timbre da loja ou Chancela, a representar seu papel de Guarda-
Selo da loja.

Este artefato não possui nenhum significado esotérico, representando apenas o símbolo alusivo
ao título.
 Compete ao Chanceler:

I – ter a seu cargo o controle de presenças (livro), mantendo sempre atualizado o índice de
freqüência;
II – comunicar à Loja:
a) a quantidade de Irmãos presentes à sessão;
b) os Irmãos aptos a votarem e serem votados;
c) os Irmãos cujas faltas excedam o limite permitido pela lei maçônica (40%).
III – expedir certificados de presença dos Irmãos visitantes;
IV – anunciar os aniversariantes;
V – manter atualizado os registros de controle da identificação e qualificação dos Irmãos do
quadro, cônjuges e dependentes;
VI – remeter prancha ao Maçom cujas faltas excedam o limite permitido por lei e solicitando
justificativa por escrito.
 HOSPITALEIRO

 BOLSA

 É o nome dado ao Oficial da Loja Maçônica, que é o encarregado não só da arrecadação dos
metais por meio de seu giro litúrgico, como também de atender aos necessitados.

O Hospitaleiro recebe atribuições diretamente relacionadas à organização dos atos de beneficência


e solidariedade maçônicas em defesa dos irmãos menos favorecidos, passando desde a obrigação
de fazer circular o Tronco de Beneficência durante as sessões até presidir a Comissão de
Beneficência.

A Jóia do Cargo do Irmão Hospitaleiro simboliza do o Farnel do Peregrino, do Viajante, do Pedinte.


Dentro da hierarquia dos cargos de uma Loja, em dos de mais elevada importância é o do
Hospitaleiro da Oficina.
A escolha do Hospitaleiro deverá recair sobre um Irmão dinâmico, de moral ilibada, sem mácula,
que conheça bem todos os Irmãos. – Deverá gozar da simpatia de todos para poder imiscuir-se
nos problemas de cada um como se fora um parente de sangue, um filho da casa. Seu trabalho
dentro do Templo é irrelevante. Qualquer Mestre poderá substituí-lo à altura. Fazer girar o Tronco é
muito fácil. Seu trabalho, sua missão fora das quatro paredes do Templo é que é importante muito
importante e requer muito carinho, muita dedicação, muito desprendimento.
Concretiza o verdadeiro símbolo do mensageiro do amor fraterno, sendo-lhe confiada a Jóia
representada por uma Bolsa, artefato que bem representa o ato de coleta dos óbolos da
beneficência.
 Ao Hospitaleiro compete:

I - fazer circular o Tronco de Beneficência;


II - exercer pleno controle sobre o produto arrecadado pelo Tronco de Beneficência, o qual se
destina, exclusivamente, às obras beneficentes da Loja;
III - visitar os Obreiros e seus dependentes que estejam enfermos e ou necessitados, dando
conhecimento à Loja, de seu estado e propor, se for o caso, os auxílios que se fizerem
necessários.
IV - propor a manutenção, alteração ou exclusão de qualquer auxílio beneficente que estiver sendo
fornecido pela Loja;
V - manter sempre atualizados os registros de controle da movimentação dos recursos do Tronco
de Beneficência;
VI - apresentar à Loja, até a última sessão dos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro, as
prestações de contas alusivas aos trimestres imediatamente anteriores.
VII - prestar esclarecimentos relacionados com as suas atividades;
VIII - presidir a Comissão de Beneficência.
 MESTRE DE CERIMÔNIAS

RÉGUA

É o cargo da astúcia, pois deve circular pela Loja discretamente, sem perturbar os trabalhos,
sendo o elemento de ligação entre os Irmãos.

É considerado o mensageiro dos dirigentes da Loja. Seu distintivo é uma Régua, Dois Bastões
Cruzados ou um Triângulo, dependendo do Rito.

É o único oficial que pode circular em Loja sem prévia autorização.

O Mestre de Cerimônias deve ser o encarregado por todo cerimonial da loja, devendo, portanto,
ser um profundo conhecedor da ritualística.
A perfeição dos trabalhos em loja, tendo como conseqüência a Paz e a Harmonia depende muito
de uma boa atuação do Mestre de Cerimônias.
Ao Mestre de Cerimônias, como encarregado da execução de todo o cerimonial da Loja,
compete:
I - realizar e fazer realizar de acordo com a liturgia do Rito Escocês Antigo e Aceito, todo o
cerimonial das sessões da Loja;
II – apresentar aos Obreiros a urna com esferas brancas e pretas nas votações secretas, e, nas
nominais, contar os votos, anunciando o resultado;
III - recolher as sobras no Escrutínio Secreto;
IV - acompanhar os Obreiros que circulem no Templo, exceto os que fizerem por dever de
ofício;
V - dar entrada ao Templo aos Obreiros do Quadro ou visitantes (estes após averiguada sua
regularidade e dignidade pelo 1º Experto) quando forem dar entrada após iniciado os trabalhos
conforme contido no Ritual.

PRIMEIRO E SEGUNDO DIÁCONOS

POMBA

 Tem a missão de comunicar as ordens das Luzes aos Irmãos, com objetivo de que os
Trabalhos transcorram com ordem e perfeição. Também transmitem a Palavra Sagrada,
entre o Venerável e os Vigilantes. Destaca-se, ainda, que nos Cargos em tela ambos
apresentam como Jóia uma Pomba, sendo a Joía do 1º Diácono a que está dentro de um
triangulo.

A palavra Diácono deriva do grego e significa servidor.


Os Diáconos, em número de dois no Rito Escocês Antigo e Aceito, exercem a função de
verdadeiros mensageiros.

O 1º Diácono é encarregado de transmitir as ordens do Venerável-Mestre ao 1º Vigilante e


a todas as Dignidades e Oficiais, de sorte que os trabalhos se executem com ordem e
perfeição;

O 2°. Diácono deve executar a mesma tarefa, sendo que as ordens partirão do 1º Vigilante
e serão transmitidas ao 2°. Vigilante, zelando para que os Irmãos se conservem nas
Colunas com respeito, disciplina e ordem.

A Jóia confiada aos Diáconos é a Pomba, uma alusão à simbologia de mensageira inerente
a essa ave.
 EXPERTOS

 PUNHAL

O 1º Experto na classificação hierárquica, é o sexto oficial e o primeiro depois das “Cinco Dignidades”,
sendo também conhecido como “Irmão Terrível”. É o substituto do 1º e 2º Vigilante, nos eventuais
impedimentos ou ausências. Seu lugar em Loja é na Coluna do norte, próximo do 1º Vigilante. Sua Jóia é
representada por um punhal.

OS EXPERTOS SÃO OS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE UMA LOJA MAÇÔNICA, CABENDO A ELES A ENTREGA
DE INTIMAÇÕES E COMUNICAÇÕES EXTERNAS DE UMA LOJA.

Os Expertos são os Oficiais encarregados, dentre outras funções, de proceder ao Telhamento dos
visitantes antes de ingressarem no Templo, e, como "Irmão Terrível", de acompanhar e preparar os
candidatos à Iniciação, inclusive durante as provas às quais são submetidos.

São também responsáveis pelo recolhimento dos escrutínios secretos.

O Punhal é a sua respectiva Jóia, e simboliza o castigo e o arrependimento reservados aos perjuros.

Também representa uma arma a ser usada na defesa da liberdade de expressão, tendo, ao invés do
tradicional significado de traição, uma simbologia ligada à fortaleza.
 Compete ao 1º Experto:

I - Verificar se os Obreiros visitantes conhecidos ou não, que desejarem entrar no Templo, após o início
dos trabalhos, estão trajados regularmente;
II - fazer o devido telhamento conforme contido no ritual;
III - fazer o devido Exame à Irmãos Conhecidos ou Desconhecidos, conforme contido no Ritual, antes ou
após o início dos trabalhos;
IV - encaminhar os documentos para a devida averiguação pelo Orador;
V - apresentar o Livro de Presença de Visitantes para ser assinado antes da entrada no Templo pelos
Irmãos visitantes, encaminhar para averiguação da regularidade, os documentos ao Orador, no caso de
visitantes não conhecidos. As autoridades também assinarão o Livro de Presença antes de entrarem no
Templo, com exceção do Grão-Mestre Geral e Grão-Mestre Estadual que assinarão após o Venerável no
Livro de Presença de Obreiros do Quadro;
VI - Informar aos visitantes que a chamada para ingresso no Templo será feita pelo Mestre de
Cerimonias.
VII – Levar e entregar as intimações, convocações extraordinárias e todo tipo de correspondência
designadas pelo Venerável Mestre aos membros de sua Loja;

Ao 2º Experto compete:

I - auxiliar o 1º Experto nas tarefas inerentes ao cargo; Sua Jóia é representada por um punhal tal qual o
1º Experto.
 COBRIDOR EXTERNO OU (GUARDA)

É considerado o Sétimo Oficial e tem como função primordial de evitar à entrada no


Templo, Profanos e Maçons irregulares, sendo a sentinela que monta guarda armada em
defesa da Loja, a exemplo dos Querubins que guarnecem as portas do Céu.

Este cargo deve e tem de ser exercido pelo Mestre mais antigo ou experiente da loja, se
possível com o Grau mais alto dentro do Rito Escocês Antigo e Aceito, pois é por ele que
chegarão todos os visitantes de uma loja quando ela já estiver iniciado os seus trabalhos, e
é dever dele saber, conhecer e identificar quem chega e reconhecê-los em todos os graus
se necessário for. (recomenda-se um irmão investido no grau 33º para o cargo).

Possui as mesmas funções do guarda do templo, é o guarda contra os maus pensamentos


que podem querer invadir a Loja.

A Jóia do cobridor externo, é um alfanje, para proteção contra aproximação dos indiscretos
e curiosos.
 GUARDA DO TEMPLO


Ou cobridor, na maçonaria operativa, quando um edifício em construção chegava ao seu final, cobria-
se por telhas, por analogia, quando se fecha a porta do templo, ele está coberto.

É a terceira e última ponta do triângulo com o vértice para baixo. O venerável e os vigilantes formam o
primeiro triângulo com o vértice para cima, o orador secretário e guarda do templo, formam o segundo
triângulo com o vértice para baixo, quando sobre postos, forma o Hexágono, estrela de seis pontas ou
Selo de Salomão.

O guarda do templo, é o zelador de nossos pensamentos, este cargo também deve e tem de ser
exercido pelo Mestre mais antigo ou experiente da loja, se possível com o Grau mais alto dentro do
R∴E∴A∴A∴.

É por ele que passarão todos os membros, visitantes, autoridades de uma Loja ou Potência ao
adentrarem uma sessão, e ele tem o dever e a obrigação de verificar logo na entrada se todos estão
devidamente paramentados, e vestidos corretamente e assim sendo, entrando de forma ritualística e
correta.

Caso não estejam cumprindo um destes requisitos, ele deve de imediato interromper o ingresso no
templo e pedir com cordialidade que, seja corrigido o erro ou tomada as providencia necessárias para
a permição do ingresso.

É ele quem permite que se saia do templo, neste caso, por determinação e ordem do Venerável Mestre
e dos Vigilantes
 BIBLIOTECÁRIO

Responsável pela parte cultural da Loja e, pelos livros de registros. Simboliza a luz interior.

É um serviço de auxílio ao desenvolvimento intelectual dos Irmãos, cooperando para com


esses na procura do progresso cultural e moral dos Maçons. Sua Jóia é simbolizada por um
“Livro”.

MESTRE DE BANQUETES

É o Oitavo Oficial e sua função é cuidar dos “Ágapes”, bem como providenciar que as
festividades quais quer que sejam, e que é de sua responsabilidade organizá-las,
transcorram na melhor ordem possível e que seja de agrado geral. Sua Jóia do cargo é
simbolizada por uma “Taça” ou “Cornucópia”.

MESTRE DE HARMONIA

 LIRA

É o sonoplasta da Loja, ou seja, responsável para selecionar com qualidade os temas


musicais e adequar a cada instante da ritualística.

Este cargo e de suma importância para uma Loja Maçônica e a realização de suas sessões.
O Mestre de Harmonia é quem vai dar à sessão o ambiente agradável e solene ou não.

Este cargo deve ser rigorosamente analisado e o maçom escolhido para o cargo tem que
ter o dom para desempenhá-lo, além de ter a sensibilidade necessária para organizar sua
discoteca e a percepção de temas musicas a serem escolhidos para os momentos certos.

Se considerarmos os efeitos dos sons musicais durante as nossas Sessões, preparando o


ambiente, tomando-o mais harmônico, mais solene, inspirador e belo, compreenderemos
que a execução de uma seleção musical será o complemento indispensável para uma boa
sessão
 PORTA BANDEIRA

A Jóia do cargo, é o Pavilhão Nacional. Não possui nenhum simbolismo maçônico. É uma
prática profana introduzida nos Templos, para ativar o sentimento de cada Irmão.
E uma jóia simples, destituída de qual quer interpretação que não seja aquela feita pêlos
profanos, ou seja, a representação da Pátria, o mais elevado símbolo de uma Nação. A
vibração da alma de um povo, tanto na Paz como na guerra.
Tal encargo foi oficializado na maçonaria brasileira somente a partir de 02 de abril de 1959.
 PORTA ESPADAS

ESPADA

Responsável, pela guarda e manutenção das espadas da Loja.

Tem seus trabalhos acentuados nas ocasiões especiais, como nas Sessões Magnas. Como
auxiliar do Venerável Mestre, apenas carrega a Espada Flamejante sobre uma almofada
sem, contudo, poder ou ter o direito de tocar ou pegá-la, pois ela somente pode ser
manuseada pelo Venerável Mestre ou Mestre Instalado.

Pode-se tolerar que o Porta Espada, calçado de luvas brancas, a toque para levá-la até o
Venerável Mestre ou ao Grão Mestre, porém nesta ocasião ele a carregará como se
estivesse levando-a sobre uma almofada.

A Jóia do porta espadas, é uma espada, símbolo da força.


 PORTA ESTANDARTE

ESTANDARTE

Estandarte é a insígnia de uma corporação, seja militar, religiosa, esportiva ou filosófica,


sendo no caso da maçonaria, conhecida e utilizada como uma continuação da tradição das
antigas confrarias e corporações profissionais medievais, que tinham pôr seu Estandarte a
maior veneração e respeito.
A humanidade sempre necessitou de símbolo. Desde os mais remotos tempos ela vem
usando para representar sua crença ou ideal, partido ou família, dignidade ou função,
agremiação ou qualidade, cidade ou pais, enfim, símbolos de forma e denominação várias.
Responsável pela condução do estandarte da Loja em todas as cerimônias.

Compete o alto encargo de Guardar e Transportar o Estandarte da Loja e as condecorações


que lhe forem atribuídas, conservando-os em lugar apropriado. A sua Jóia simbólica é um
Colar com um “Estandarte”.
 ARQUITETO

TROLHA
(popularmente conhecida como colher de pedreiro)

É o encarregado de tudo quanto se refere à decoração e ornamentação e conservação dos


Utensílios da Loja. Deverá sempre conservar o Templo Ornado e Preparado, de acordo com
as Sessões celebradas.

É o único membro de uma loja que tem acesso livre no templo antes das sessões, e a
qualquer dia ou momento pois para o desempenho de seu cargo ele terá que sempre estar
indo ao templo e preparando-o com antecipação para as sessões e comemorações futuras.
A Trolha serve para mexer a massa destinada a cimentar as pedras do Edifício realizando
assim, a Unidade. A Trolha reúne, mistura, unifica. É, portanto o símbolo da Benevolência
esclarecida, Fraternidade Universal e profunda Tolerância que distinguem o verdadeiro
Maçom.
Um cargo que parece de pouca importância, mas que na realidade é tão ou mais
importante que muitos outros tidos como tal. Suas ocupações não são vistas durante a
reunião, ou melhor, são vistas, mas não lhe são atribuídas já que seu trabalho consiste,
alem, de outros, na ornamentação da Loja, colocando cada coisa em seu devido lugar. Ao
Arquiteto está o sublime encargo de cuidar, e bem, de tudo quanto pertence às decorações
e ornamentações do Templo.
O seu trabalho é feito antes de começar as Sessões, tornando-se durante a mesma um
privilegiado espectador.

A Jóia do cargo é um Colar com uma “Trolha”.
 Postado por Ir.'. Humberto Siqueira Cardeal às 10:00
Trabalho em Equipe na Maçonaria
O que é uma Equipe?
Uma equipe se forma quando dois ou mais
indivíduos interdependentes e em
interação se juntam visando a obtenção
de um determinado objetivo.
A Equipe representa o Todo, o
total dos membros
Para se chegar ao objetivo da Equipe como
um todo, há necessidade de se enxergar
suas partes, ou seja, cada membro e o
seu papel.
10 dicas para trabalhar em
Equipe
1- Seja Paciente – não é fácil conciliar
opiniões diversas. Exponha seus pontos
de vista e ouça a opinião dos outros
mesmo não estando de acordo.

2- Saiba reconhecer quando a idéia do


outro é melhor que a sua, afinal, mais
importante que nosso orgulho é o
objetivo que o grupo pretende alcançar.
DICAS

3- Não critique os colegas, não deixe que os conflitos entre


vocês interfira no trabalho em equipe. Critique as idéias,
nunca as pessoas.
4- Saiba dividir as tarefas, compartilhe as
responsabilidades as informações.

5- Trabalhe, não deixe o outro sobrecarregado, faça a sua


parte.

6- Seja participativo e solidário, ajude seu colega sempre


necessário, assim não se sentirá culpado quando
precisar de ajuda.
DICAS
7- Dialogue, sempre que estiver com um
problema ou insatisfação, para que seja
possível alcançar uma solução.

8- Planeje para verificar se as metas traçadas


pelo grupo estão sendo atingidas.

9- Evite cair no “pensamento do grupo”, é


importante ouvir idéias externas.

10- Aproveite o trabalho em Equipe, pois essa é a


oportunidade de conviver com seus colegas e
aprender com eles.
Qual o pensamento desta
Equipe?

É complicado, é difícil, essa empresa


é isso, é aquilo, nada está bom...

ou

Vamos conseguir, difícil mas possível, vamos nos


superar...
Drácula Saiu do Túmulo
 Cenário

Um dos efeitos menos conhecidos da chuva ácida tem sido a alteração
de acidez do subsolo na Transilvânia, que recentemente causou a
liberação de gases venenosos no Castelo de Drácula. Isso fez
ressuscitar o Conde, que aparentemente tem intenções de se
prevalecer do fim da Cortina de Ferro para reassumir seu reinado de
terror em Londres. A missão de sua equipe é matá-lo o mais
rapidamente possível, em seu próprio castelo. Para fazê-lo, seu
objetivo é estabelecer o dia e a hora da primeira oportunidade para
matar o Conde.Você e seus colegas de equipe receberão informações
que irão ajudá-los a cumprir sua missão. Entretanto, algumas
informações essenciais estarão de posse da outra equipe e a outra
equipe também precisa de algumas informações que só vocês têm. O
único modo de obter as informações é negociando.
 Vocês deverão negociar com a outra equipe em voz alta e sem se
levantar dos seus lugares.
 A equipe vencedora será aquela que primeiro entregar por escrito o
dia da semana e a hora em que o Conde Drácula pode ser morto, e
explicar; o raciocínio correto para se chegar a essa resposta.
INTRODUÇÃO
Àqueles que não foram iniciados em nossos sublimes mistérios e que, por
qualquer motivo, tiverem acesso a este estudo, advertimos que esta
leitura lhes será absolutamente imprestável, posto que a Maçonaria é
uma Instituição Iniciática e Filosófica que desenvolve um sistema de
moral velado por alegorias e ilustrado por símbolos. Contudo, admitimos,
uns poucos terão sensibilidade suficiente para compreender, pelo menos
em parte, a doutrina maçônica. A estes, só lhes restará bater às portas de
um uma Loja Maçônica, despidos de quaisquer propósitos mesquinhos e,
humildemente, pedir que se lhes dê a Luz, a Luz Maçônica que habilita
alguns a conhecerem o Grande Segredo da Maçonaria, a Verdade.
A IMPORTÂNCIA
A Tábua de Delinear é um quadro onde estão figurados os principais
símbolos do Grau.
Embora a Tábua de Delinear sintetize os Mistérios do Grau e indique os
símbolos que devem ser estudados pelos iniciados, a bem da verdade,
não se tem dado a devida importância ao estudo do painel.
Em decorrência do pouco caso que se vem dispensando as Tábuas de
Delinear, muitos Mestres não conhecem suficientemente os símbolos
maçônicos para cumprirem sua tarefa, preconizada pelos significado da
Prancheta, de instruir os Aprendizes e Companheiros.
Se os símbolos representados nas Tábuas de Delinear de Aprendiz e
Companheiro muitas vezes não são devidamente conhecidos, os
constantes na Tábua de Delinear de Mestre são verdadeiros enigmas
para uma grande parcela de Mestres Maçons.
Isso se deve, principalmente, ao fato do Mestre Maçom não mais
necessitar demonstrar conhecimento do seu Grau para galgar aos
chamados Graus filosóficos, acrescido da inexplicável preferência das
Lojas trabalharem quase que exclusivamente no Grau de Aprendiz,
relegando a um segundo plano o Grau de Mestre, sobretudo, o Grau de
Companheiro, considerado um “Grau Intermediário”.
Talvez toda essa situação seja conseqüência da utilização inadequada
pelo Rito Escocês Antigo e Aceito, de Tábuas de Delinear desenhados
originalmente para o Rito de Emulação. Tábuas essas também adotadas
indiscriminadamente pelos demais Ritos, o que é um erro, pois cada Rito
tem as suas peculiaridades, as suas nuanças, muitas vezes impossíveis
de serem conciliadas.
HISTÓRICO
Primitivamente os símbolos que caracterizavam as reuniões maçônicas
nos canteiros de obras eram desenhados no chão. Em geral, eram
representados as ferramentas dos Maçons Operativos, as Colunas e o
Pórtico do Templo do Rei Salomão.
Posteriormente, quando os Maçons passaram a se reunir em locais
fechados, especialmente em tavernas, a prática de se desenhar no chão
foi gradativamente sendo substituída – em razão dos desenhos em alguns
casos não se apagarem com facilidade após o término da sessão ou por
danificarem o assoalho dos estabelecimentos – por desenhos em Tábuas
de tecido, semelhantes a pequenos tapetes, que após o término da
sessão eram enrolados e ficavam sob a égide de um dos membros.
Essa alteração caracterizou uma importante evolução, pois além dos
painéis de tecido serem mais práticos, os símbolos ficavam menos
expostos às vistas profanas, podiam ser confeccionados com mais
capricho e dentro de princípios estéticos mais bem elaborados.
Assim, alguns Irmãos puderam extravasar seus dotes artísticos, os
painéis foram se sofisticando e se tornando peças não só de prática ritual,
mas também de apurada beleza, ao menos em relação aos antigos
desenhos feitos toscamente no chão.
O conjunto de Tábua de Delinear mais famoso é o de John Harris,
desenhista arquitetônico e pintor de miniaturas inglês, iniciado na Ordem
Maçônica no ano de 1.818, na Emulation Lodge of Improvement.
Essas Tábuas foram desenhadas no ano de 1.823, cinco anos após a sua
iniciação, para a sua Loja, que funcionava nos Trabalhos de Emulação
(na Maçonaria inglesa, não se usa o vocábulo “rito”). Depois de
publicados, passaram a ser copiados a partir do ano de 1.846.
Tais Tábuas são adotadas ainda nos dias atuais nos graus simbólicos
pelas Potências Maçônicas do nosso País, em diferentes Ritos, inclusive
no Rito Escocês Antigo e Aceito, invariavelmente sem as adaptações
necessárias às peculiaridades de cada Rito.
Deve-se registrar que no ano de 1.808, 15 anos antes do Irmão John
Harris, o Irmão William Dight também interessado nas Tábuas, elaborou
um conjunto para os três graus simbólicos.
Na França, país berço do Rito Escocês Antigo e Aceito, as Tábuas de
Delinear do Irmão John Harris não são utilizadas pelo Rito Escocês Antigo
e Aceito. As Lojas francesas adotam painéis próprios, Painéis esses que
foram igualmente implantados pelo Grande Oriente do Brasil, a partir da
grande reformulação realizada em 1.981 com a colaboração da Oficina
Chefe do Rito, que culminou com o Dec. nº 50/81.
É importante frisar que a maioria das Potências Maçônicas, e em especial
as Grandes Lojas existentes no Brasil, utilizam as Tábuas de Delinear do
Rito de Emulação nos trabalhos litúrgicos e ritualísticos do Rito Escocês
Antigo e Aceito.
Tal afirmação poderá chocar alguns Irmãos acostumados a verem essas
Tábuas exibidas nos rituais do R\ E\ A\ A\mas o fato é que efetivamente
as Tábuas de Delinear do Irmão Jonh Harris foram desenhadas, e com
muita competência, para o Rito de Emulação. Já para o R\ E\ A\ A\ e
demais Ritos, elas se mostram inadequadas
I - JÓIAS MÓVEIS
São símbolos que merecem tal denominação em virtude de seu alto e precioso conteúdo simbólico na
Maçonaria, acrescido ao fato de serem insígnias dos três Principais Oficiais de uma Loja praticante do Rito
de Emulação, ou seja: Mestre da Loja(Esquadro); 1º Vigilante(Nível) e 2º Vigilante(Prumo).
II – JÓIAS FIXAS
São símbolos que merecem tal denominação em razão de seu grande e valioso sentido simbólico na
Maçonaria, acrescido ao fato de não serem móveis ou transmissíveis, se a achando sempre presentes na
Loja, para refletir a divina natureza e atuando como código moral aberto à compreensão de todos os
Maçons. Representam o Aprendiz(Pedra Bruta); o Companheiro(Pedra Cúbica) e o Mestre (Prancheta).
III – PARAMENTOS
São símbolos assim denominados em razão de seus grandes e valiosos valores simbólicos na Maçonaria,
acrescido ao fato de não serem móveis ou transmissíveis, se achando sempre expostos e presentes na Loja.
Os Paramentos são: as Três Grandes Luzes Emblemáticas da Maçonaria(O Livro das Sagradas Escrituras, o
Esquadro e o Compasso).
IV – ORNAMENTOS
Ornamentos são todos aqueles símbolos que decoram ou ornamentam uma Loja Maçônica e que não estão
classificados nem como Jóias e nem como Paramentos. Os Ornamentos são: o Pavimento Mosaico; a Orla
Denteada; a Estrela Brilhante, o Sol, a Lua, e as Estrelas; o Altar dos Juramentos e o Círculo; a Escada com
a Cruz, a Âncora, a Chave e o Cálice; as Três Colunas Alegóricas; o Maço e o Cinzel; o Lewis; a Régua de
Vinte e Quatro Polegadas; a Espada; e as Quatro Borlas.
DEFINIÇÕES DOS ORNAMENTOS
I - O PAVIMENTO MOSAICO
Simboliza a Harmonia que sempre deve haver entre todos os Maçons, independentemente de suas
diferenças étnicas, religiosas, políticas, sociais, etc.
II – A ORLA DENTEADA
Simboliza os Maçons unidos e reunidos em Loja, significando a Família Maçônica Universal.
III – A ESTRELA BRILHANTE
A Estrela Brilhante, também denominada de Estrela Flamejante, simboliza, nas Lojas, o Sol que é para os
Maçons, a representação de Deus, ou seja, do G\A\D\U\porque ele, com sua luz e com seu calor, dispensa
inúmeros benefícios ao gênero humano.
IV – O SOL E A LUA
O Sol, e a Lua representam o antagonismo da natureza – dia e noite, afirmação e negação, o claro e o
escuro – que, contraditoriamente, gera o equilíbrio, pela conciliação dos contrários.
V – AS ESTRELAS
As sete Estrelas aludem à quantidade de Irmãos que precisam estar presentes às sessões, sem os quais
nenhuma Loja é perfeita nem candidato algum pode ser iniciado na Ordem.
VI – O ALTAR DOS JURAMENTOS
O Altar dos Juramentos é utilizado para o Capelão recitar as preces ao Grande Arquiteto do Universo e bem
como para o Candidato à Iniciação, prestar seu compromisso com a Ordem Maçônica.
VII – AS TRÊS COLUNAS ALEGÓRICAS
As Três Colunas Alegóricas representam a Sabedoria (Jônica – Mestre da Loja – Salomão Rei de Israel); a
Força (Dórica – 1º Vigilante – Hiram Rei de Tiro); e Beleza (2º Vigilante – Hiram Abi – Construtor do Templo
de Jerusalém – Filho da Viúva). Todas as Três Colunas são de Ordem da Arquitetura Grega.
VIII – O MAÇO
O Maço simboliza a Vontade que existe em todos os Maçons e que precisa ser canalizada eficientemente
para que não resulte em esforço inútil.
IX – O CINZEL
O Cinzel simboliza a inteligência que o Maçom deve empreender para desbastar a Pedra Bruta.
X – A RÉGUA DE VINTE E QUATRO POLEGADAS
Representa às 24 horas do dia, das quais devemos aplicar parte em orações ao Grande Arquiteto do
Universo, parte no trabalho e no descanso, e parte em servir um amigo ou Irmão necessitado, sem prejuízo
nosso ou de nossos familiares. Também a Régua de 24 Polegadas simboliza a retidão de caráter que todo
Maçom deve possuir.
XI – A ESPADA
Simboliza a Igualdade que deve existir em cada Maçom, posto que só nobres e os titulares de determinados
ofícios na Antigüidade, tinham o direito de trazer em público, enquanto nas Lojas Maçônicas todos os Irmãos
sem distinção de sua posição social, tinham o direito de portá-la. Em Loja o porte da espada igualava o
plebeu ao nobre.
MAÇONARIA: 45 PRECEITOS BÁSICOS PARA O BOM
ANDAR DOS TRABALHOS

Escrito por José Castellani

Sáb, 30 de Março de 2013 17:00


Independentemente de ritos, existem algumas normas de comportamento ritualístico, básicas para os
trabalhos das Oficinas.
1. Não são feitos sinais quando se circula normalmente pelo templo, por dever de ofício ou não. Os
sinais de Ordem e a Saudação só são feitos quando o maçom está de pé e parado. Sinais ao andar, só
durante a marcha do grau.
2. Não são feitos sinais quando se está sentado. Nesse caso, para responder a uma saudação faz-se um
leve meneio de cabeça.
3. Não se fazem sinais com instrumentos de trabalho (inclusive malhetes), pois qualquer sinal maçônico
deve ser feito com a mão.
4. Não é regular a sessão maçônica aberta a um só golpe de malhete; todas as sessões, portanto,
devem ser abertas e fechadas ritualísticamente.
5. Não é permitido ao Maçom, paramentar-se no interior do templo; isso deverá ser feito no átrio, tanto
por aqueles que participam do cortejo de entrada quanto por aqueles que chegam com atraso.
6. Da mesma maneira, não se deve tirar os paramentos dentro do templo.
7. Qualquer Maçom retardatário, ao ter o acesso ao templo permitido, deverá fazê-lo com as devidas
formalidades do grau; é errado ele se dirigir ao seu lugar sem formalidades e sem autorização do
Venerável.
8. Em Loja Simbólica , no Livro de Presenças, só deve constar o grau simbólico do Maçom – Aprendiz,
Companheiro, ou Mestre – ou a sua qualidade de Mestre Instalado (que não é grau), não sendo
permitido o uso do Alto Grau em que ele esteja colado.
9. Também não são permitidos paramentos de Altos Graus em Loja Simbólica.
10. É errada a prática de arrastar os pés no chão como sinal de desaprovação a um pronunciamento.
11. Também são errados os estalos feitos com os dedos polegar e médio, para demonstrar aprovação ou
aplauso.8 12. Qualquer Obreiro ao sair do templo durante as sessões, deve fazê-lo andando
normalmente e não de costas como muitos fazem, alegando um pretendido respeito ao Delta.
13. Não é permitido retirar metais do Tronco de Solidariedade durante a sua circulação. O Tronco deve
ser sempre engrossado e nunca afinado por retiradas indevidas.
14. É errado, ao colocar a contribuição no Tronco, o Obreiro anunciar que o faz por ele e por Irmãos
ausentes ou Lojas, pois a contribuição é sempre pessoal.
15. A transmissão da palavra Semestral através da Cadeia de União, exige absoluto silêncio; assim, é um
erro arrastar os pés nessa ocasião.
16. Independentemente do grau em que a Loja esteja funcionando, o Obreiro que chegar atrasado à
sessão deverá dar somente três pancadas na porta.
17. O Cobridor, quando não puder dar ingresso, ainda, a um Irmão retardatário, responderá com outras
três pancadas no lado interno da porta.
18. Não pode haver acúmulo da sessão de iniciação com qualquer outra, a não ser a de filiação.
19. A circulação ordenada no templo, no espaço entre as Colunas do Norte e do Sul é feito no sentido
horário, circundando o painel do grau, já que o Pavimento Mosaico, quando existir, ocupa todo o solo do
templo.
20. No Oriente não há padronização da marcha.
21. Nos templos que possuem degraus de acesso ao Oriente (que não são obrigatórios), os Obreiros
devem subi-lo andando normalmente e não com passos em esquadria.
22. O Obreiro que subir ao Oriente, deve fazê-lo pela região Nordeste (à esquerda de quem entra),
saindo depois, pelo Sudeste (à direita de quem entra ou esquerda de quem sai).
23. Aprendizes e Companheiros não podem ter acesso ao Oriente que é o fim da escalada iniciática, só
acessível aos Mestres. Da mesma maneira, os Aprendizes não devem ter acesso à Coluna dos
Companheiros.
24. Com mais razão, os “profanos”, presentes às sessões abertas ao público (ou “brancas”), não podem
ter acesso ao Oriente. Os homens sentam-se, exclusivamente, na Coluna da Força (a do 1° Vigilante); as
mulheres, exclusivamente, na Coluna da Beleza (a do 2° Vigilante;
25. Nas sessões abertas ao público não é permitido correr o Tronco de Solidariedade entre os
“profanos”. Isso é feito depois da saída deles.
26. Nenhum Obreiro pode sair do templo sem autorização do Venerável.
27. Se o Obreiro for sair definitivamente do templo, deverá, antes, colocar a sua contribuição no Tronco
de Solidariedade.
28. Se a Loja possuir Cobridor Externo, este ficará no átrio durante toda a cerimônia de abertura da
sessão, entrando depois, e ocupando o seu lugar, a noroeste; só sairá se alguém bater à porta do
templo.
29. Sempre que um Maçom desconhecido apresentar-se à porta do templo ele deverá ser telhado pelo
Cobridor. Telhar é examinar uma pessoa nos toques, sinais e palavras, cobrindo-se o examinador contra
eventuais fraudes (telhar é cobrir, claro); o termo é confundido com trolhar que significa passar a trolha,
aparando as arestas (apaziguando Irmãos em eventual litígio).
30. A hora em que os maçons simbolicamente iniciam os seus trabalhos, é sempre a do meio-dia porque
esse momento do dia tem um grande significado simbólico para a Maçonaria: é a hora do sol a pino,
quando os objetos não fazem sombra; assim, é o momento da mais absoluta igualdade, pois ninguém
faz sombra a ninguém.
31. A maneira maçônica correta de demonstrar em Loja, o pesar pelo falecimento de um Irmão é a
bateria fúnebre, ou bateria de luto: três pancadas em surdina (ou surdas), dadas com a mão direita,
sobre o antebraço esquerdo (surdina é uma peça que se coloca nos instrumentos para tornar surdos, ou
abafados os seus sons; em surdina, significa: com som abafado). O tradicional minuto de silêncio é
homenagem “profana”.
32. Os Obreiros com assento no Oriente, têm o direito de falar sentados.
33. Irmãos visitantes só são recebidos após a leitura do expediente e nunca depois da circulação do
Tronco, não devendo, também, participar das discussões de assuntos privativos da Loja visitada.
34. Um Obreiro do Quadro, se chegar atrasado à sessão, não poderá entrar durante o processo de
votação de propostas, já que não participou da discussão; também não poderá ingressar depois da
circulação do Tronco e durante a abertura ritualística.
35. Não é permitida a circulação de outros Troncos cuja finalidade não seja a de beneficência.
36. Em qualquer cerimônia maçônica em que sejam usadas velas, elas sempre serão apagadas com
abafador e não soprando a chama.
37. Só o Venerável Mestre ou outro Mestre Instalado é quje pode fazer a sagração do candidato à
iniciação, à elevação ou à exaltação. Também só um Venerável ou outro Mestre Instalado é que pode
tocar a Espada Flamejante, símbolo do poder de que se acham revestidos, ao fazer a sagração.
38. Só o Maçom eleito para veneralato de uma Loja é que pode receber a dignidade de Mestre
Instalado, depois de passar pelo Ritual de Instalação.
39. O certo é Aclamação e não exclamação, como dizem alguns rituais.
40. Depois que a palavra circulou pelas Colunas e está no Oriente, se algum Obreiro quiser acrescentar
algo, deverá solicitar ao seu Vigilante que a palavra volte a elas; se o Venerável concordar haverá todo o
giro regulamentar de novo. Não se justificam os famosos pedidos “pela ordem”, para falar sobre o
mesmo assunto, pois esse pedido é apenas uma questão de ordem que só deve ser levantada para
encaminhamento de votações e para chamar a atenção para eventuais alterações da ordem dos
trabalhos.
41. Não é permitido aos Obreiros, passar de uma para outra Coluna ou até para o Oriente durante as
discussões de assuntos em Loja, para fazer uso da palavra, para réplicas ou para introduzir um novo em
foque da questão. Nesses casos, o correto é que a palavra volte ao seu giro normal, para que o assunto
torne-se esgotado e fique definitivamente esclarecido.
42. Durante as essões de iniciação não pode ser dispensada nenhuma formalidade ritualística em função
da crença religiosa do candidato; isso, em relação principalmente à genuflexão, que muitos acham que
pode ser dispensada se a crença do candidato não permitir. Todavia, se o rito exigir que o candidato
ajoelhe-se, ele será obrigado a fazê-lo mesmo contrariando sua formação religiosa. O que deve ser feito
antes da aceitação do candidato, é o padrinho ou os sindicantes avisá-lo dessa exigência do rito, para
que ele possa apresentar sua proposta a outra Oficina, cujo rito não exija a genuflexão.
43. A Cadeia de União deve ser formada exclusivamente para a transmissão da Palavra Semestral, com
exceção do Rito Schroeder, onde ela é formada no fim de qualquer sessão.
44. Não pode, um Aprendiz, se impedido de falar, em Loja, já que é só simbólico o seu impedimento de
fazer uso da palavra, já que em qualquer sociedade iniciática, o recém-iniciado, simbolicamente, só ouve
e aprende, não possuindo, ainda, nem os meios e nem o conhecimento para falar. Esse simbolismo é
mais originado do mitraísmo persa e do pitagorismo.
45. Não existe um tempo específico para a duração de uma sessão maçônica, já que dependendo dos
assuntos a serem tratados, ela poderá durar mais ou menos tempo. Qualquer limitação do tempo de
duração das sessões é medida arbitrária, pois cerceia a liberdade dos membros do Quadro, impõe
restrições à Loja e interfere na sua soberania, quando tal medida é tomada pelas Obediências. Os
Obreiros é que devem ter discernimento para evitar perda de tempo com assuntos irrelevantes; o
Venerável também, tem que ter discernimento para evitar que a sessão se estenda sem motivo
justificado. Mas isso é uma decisão da Oficina e não pode ser medida imposta pelas Obediências.

Por Hélio Leite


 OS NÚMEROS DO APRENDIZ MAÇOM

 INTRODUÇÃO

 Os números estão presentes na maior parte das atividades humanas. A ciência, sobre a qual se
apoia o edifício da indústria, do comércio e da tecnologia, não existiria sem a presença fundamental
dos números.

 A doutrina tradicional e o esoterismo consideram os números não só por suas propriedades lógicas,
aritméticas e geométricas, mas também por seus atributos simbólicos, analógicos e metafísicos.

 A ciência dos números é a base da Gnose. Em seus aspectos gerais, este conhecimento é similar
nos Vedas, no I Ching, no Tao Te King, na Cabala, nos mistérios dos santuários da Grécia e na
doutrina de Pitágoras.

 Na Cabala, a decifração dos textos sagrados é feita através do valor numérico e esotérico atribuídos
a cada letra do alfabeto hebraico. Na doutrina de Pitágoras, a ciência dos números é a ciência das
forças divinas em ação no Universo e no Homem – no Macrocosmo e no Microcosmo.

 No domínio do absoluto não existem fronteiras entre os conceitos Qualitativo e Quantitativo mas
para o Homem eles existem e são fundamentais. Por exemplo, para nós são as tonalidades de uma
cor ou de um som que nos impressionam. No entanto, estes atributos podem ser objetivamente
determinados através de um número – o seu comprimento de onda.

 A essência dos problemas com os quais se defrontaram todos os sábios de todas as épocas pode
ser resumida em um conjunto de três elementos: o Zero, o Um e o Infinito. (0, 1, 00).
 A Cabala antecede a série de números, os Sephiroth, por uma fonte não manifesta, o Ain Soph, que os
maçons designam por Grande Arquiteto do Universo.

 O Zero, uma das definições da Divindade, é a fonte da existência e o Vazio Original no qual essa
existência se manifesta. A palavra árabe “Sephir”, vazio, significa valor nulo. Na Itália, o Sephir
transformou-se em Zéfiro e, por extensão, em Zero. É a partir do Zero, o Ser Supremo não Manifestado,
que se desenvolvem em matemática os conceitos de positivo e de negativo.

 A UNIDADE

 Se considerarmos a relação matemática 00 x 0 = 1 (o infinito multiplicado por zero é igual a um)


veremos que o 1, isto é, “o primeiro germe do ser”, é igual ao produto do zero, o nada, pelo infinito, o
todo. O Nada e o Infinito são dois aspectos diferentes da mesma entidade, do mesmo Criador.

 O Zero ou Nada é o Ser Incriado em seu estado de inércia. O Infinito, é o Criador em seu estado
dinâmico. O produto do Zero pelo Infinito é a ação de Deus sobre si mesmo, produzindo assim o Um, o
Universo, que é a sua manifestação no plano real.

 O movimento do primeiro átomo de vida provocou o Big-Bang. Esta explosão da unidade original criou o
espaço-tempo e todas as dimensões do Universo. Kant definiu a aritmética como sendo a ciência do
Tempo e a geometria como a ciência do espaço. Aqui também, temos o espaço e o tempo definidos
pelos números.

 A Multiplicidade procedeu da divisão da Unidade. Metafisicamente considera-se os números como sendo


o resultado da divisão do Um. O movimento do Um para o Múltiplo significa o afastamento da Divindade,
isto é, a involução. O movimento do Múltiplo para o Um significa a evolução espiritual, a espiritualização
da matéria.

 No triângulo, símbolo maçonico por excelência, os vértices são constituídos por um ponto e os lados
opostos são constituídos por uma infinidade de pontos. Simbolicamente, a evolução espiritual ocorre
quando caminhamos sobre um dos lados em direção a um dos vértices do triângulo.

 Simbolizado também por um ponto no centro de um círculo, o Um concentra em si todas as possibilidades


que existiam no zero – o círculo sem o centro.

 A DÍADE

 O Universo procede do Zero. O Um se deduz do Zero através do Infinito. O Zero e o Um constituem a


primeira díade. O sistema binário, ou analógico, redescoberto pelo matemático Leibnitz, formado pelo
zero e pelo um, é hoje a linguagem universal dos computadores digitais.

 O movimento do Um deu origem à polaridade. Dois é o primeiro esboço do ritmo e o único número par
que também é primo (número primo é o que só é divisível por ele mesmo ou pela unidade). Todos os
números são múltiplos de Um, mas todos eles também podem ser expressos pela soma das potências de
dois.

 Esotericamente, a Díade é o símbolo da instabilidade e da mudança. Com a Díade surge a diferenciação,


os antagonismos e a dialética. Segundo Pitágoras, a Díade é a origem das desigualdades e, como
consequência, do mal.

 O número dois é par e, como todos os números pares, é também considerado um número terrestre, lunar
e feminino. Em oposição, os números ímpares são considerados divinos, solares e masculinos.

 A TRÍADE

 Para se tornar ativa, a Unidade deve multiplicar-se. Deus, sendo um ente perfeito, é superabundante e
produz outros seres. Se Deus fosse só Um, estaria encerrado em si mesmo e não seria o Criador Supremo.
Se fosse só Dois, produziria o antagonismo e a dissolução. Deus cria eternamente e o Universo, que enche
de Suas obras, é uma Criação incessante e infinita.

 Tudo pode ser compreendido como Um na sua Unidade; como Dois, nos opostos; como Três, nas relações
que conciliam os opostos, possibilitando o movimento que forma o equilíbrio e a harmonia.

 Por volta do ano 600 a. C. Lao Tse escreveu no Tao Te King: “o Tao produziu o Um, o Um produziu o Dois, o
Dois produziu o Três e o Três produziu todos os seres. Assim, Deus sendo único em Si mesmo, é tríplice na
concepção humana. O Um em Três e o Três em Um é a definição Universal da Divindade. O Ternário é o
mais sagrado dos números místicos. Ele é a expressão do Criador.

 O Três é também o número da forma, pois não existe corpo que não tenha três dimensões. Todas as
religiões atribuem um tríplice aspecto à Divindade. A Cabala, por exemplo, representa Deus por um
triângulo. No Sânscrito, Deus é representado pelas três letras A-U-M. A palavra SAM significa Um em
Sânscrito e Três em Chinês. A letra hebraica Aleph tem valor numérico Um e valor esotérico Três.

 Os três pontos maçonicos e o triângulo Rosa-Cruz tiveram a sua origem nessa cosmogonia numeral. O Três
encerra a primeira série de números primos ( l,2,3 ). Esta série tem a propriedade única, na qual a sua
soma é igual ao seu produto: 1 + 2 + 3 = 1 x 2 x 3 = 6.

 Em Loja, as jóias dos Oficiais ilustram o simbolismo da Lei do Ternário. O Nível do 1º Vig.: simboliza a
Igualdade; o Prumo do 2º Vig.; exorta a que desçamos às profundezas de nossos corações e elevemos o
pensamento às alturas do Grande Arquiteto do Universo. Aqui, parece haver conflito entre a horizontal
igualitária do Nível e a vertical hierárquica do Prumo. No entanto, tudo se concilia pela ação do Esquadro
que decora a jóia do Venerável Mestre.

 O Esquadro, dirigindo a ação do Nível e do Prumo, é o instrumento que o Venerável Mestre utiliza com
sabedoria, equilíbrio e prudência, orientando a formação e o aperfeiçoamento dos Irmãos, visando o seu
crescimento moral e espiritual.

 BIBLIOGRAFIA
 Gnose – Estudos Esotéricos - Boris Mouravieff
 Pitágoras – Uma Vida - Peter Gorman
 Tao Te King - Lao Tse - Huberto Rohden
 I Ching o Livro das Transmutações - John Blofeld
 A Doutrina Secreta - H.P. Blavatsky
 Vida e Mistério dos Números - François Xaboche
 L’Aprenti - Oswald Wirth
 Grau de Aprendiz e seus Mistérios - Jorge Adoum
CONVITE ! AOS HOMENS
LÍVRES E DE BONS
COSTUMES
Convidamos todos a embarcar nessa
mudança, para fazermos do nosso trabalho
um meio de realização e sucesso.

Podemos começar colocando em prática as


10 dicas para o Trabalho em Equipe.

Sucesso a todos!!