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CUIDADO CENTRADO NA

FAMÍLIA - CCF

Prof. Carina Ceribelli


Prof. Daniela Doulavince
FAMÍLIA
DEFINIÇÃO: “ É um sistema ou uma unidade
cujos membros podem ou não estar
relacionados ou viver juntos, pode conter ou
não crianças sendo elas de um único pai ou
não. Deve existir um vínculo entre os seus
membros e as funções de cuidado na unidade
consistem em proteção ,alimentação e
socialização”
Angelo M (1997)
Doença é uma experiência que afeta o individuo,
a família e os amigos

CRIANÇA Impacto FAMÍLIA


Família são membros em interação

A mudança em um membro
afeta a todos na família (Wright,
Watson, Bell, 1996)
Como a família experiencia a doença?

Choque/Negação Raiva

Tristeza
Angústia

Culpa/
Autoacusação
Frustração
FAMÍLIA Desorganização
familiar
habilidades

ENFRAQUECIMENTO Privações

FORTALECIMENTO
DOENÇA
Enfermagem da Família
Últimos 15 anos mudanças nas famílias e sociedade

Movimento mundial para redução do período de


hospitalização → expansão e ampliação da prática da
enfermagem com base na família

Maior responsabilidade da família no cuidado de seus


membros enfermos

Acesso à informação: membros da família mais proativos


e informados sobre seus problemas de saúde

Perfil da família vem se modificando: idosos, diversidade


populacional (culturas diferentes).)
REAÇÃO DA CRIANÇA À
HOSPITALIZAÇÀO
Quando crianças de idades muito precoces
são sujeitas a uma privação de contacto
com os seus entes mais próximos, estas
desenvolverão problemas tanto físicos
como psicológicos que podem afetar o seu
desenvolvimento normal.
REAÇÃO DA CRIANÇA À
HOSPITALIZAÇÀO
•Spitz (1987) e Bowbly (1988) foram os
estudiosos que assinalaram as reações
emocionais e orgânicas apresentadas
pelas crianças em função da
hospitalização.
• Spitz criou o termo Hospitalismo.

• A palavra "hospitalismo", embora usada por Spitz


para denominar um quadro de privação específico,
acabou sendo utilizada de modo abrangente
designando todas as reações, tanto de adultos
como de crianças, tanto somáticas quanto
psicológicas, desencadeadas pela internação
(RANNA, 1988)
REAÇÃO DA CRIANÇA À HOSPITALIZAÇÀO
A hospitalização impõe a criança:

O sofrimento físico

A limitação de atividade

As dietas alimentares

Os procedimentos clínicos
(dolorosos e traumatizantes).

Tantas mudanças em seu hábitos configuram-se para a


criança como agressão ou castigo, desenvolvendo
sentimentos de culpa e de abandono em relação aos
pais e embotamento afetivo.
REAÇÃO DA CRIANÇA À HOSPITALIZAÇÃO

A criança de 0 a 1 ano:
A sensação de abandono, gera choro por
longo período;
Evitam a aproximação de pessoas e
ficam assustados.
Após alguns dias, podem mostram-se:
Indiferentes;
Sonolentos ou inquietos.
REAÇÃO DA CRIANÇA À HOSPITALIZAÇÃO

A criança de 1 a 3 anos:

A criança já percebe a separação da


mãe
Não consegue elaborar as
explicações dadas
Reagem às condutas terapêuticas e
choram até cansar.

Pode evoluir para um quadro


depressivo, permanecendo em seu leito
calado e agarrado a brinquedos.
REAÇÃO DA CRIANÇA À HOSPITALIZAÇÃO

As crianças de 3 a 5 anos:

As preocupações acerca da
separação ainda são forte

Aumenta o medo ao dano


corporal

Aumenta a percepção à dor,


feridas, sangue e aos
procedimentos
REAÇÃO DA CRIANÇA À HOSPITALIZAÇÃO
A criança de 5 a 7 anos A criança de 7 a 9 anos
são evidentes as
preocupações acerca da
morte, desaparecimento, Preocupa-se em ficar
pessoas que não voltam, ou inválido para sempre,
temor de se perder para
sempre. longe de casa, escola,
Desenvolve-se uma
amigos e medo de ser
vigilância especial por seu abandonado.
destino, de seus entes
queridos e de outros
pacientes.
REAÇÃO DA CRIANÇA À HOSPITALIZAÇÃO

A criança de 9 a 10 anos A criança de 10 a 12 anos


mostra preocupação própria apresenta preocupação
da idade escolar acerca da puberal acerca das funções
capacidade intelectual, corporais, da exposição do
social e física (ficar para trás corpo frente ao pessoal da
na competição com equipe hospitalar e aos
colegas). demais pacientes
REAÇÃO DA CRIANÇA À HOSPITALIZAÇÃO
O Adolescente dos 12 a 18 anos

As preocupações acerca da
incapacidade, dor e desgraça
ainda estão presentes. Os
adolescentes desenvolvem uma
intensa preocupação com sua
integridade física, diferenças e
disfunções de seu corpo, o que
estimula a depressão,
representações dramáticas e às
vezes falta de acatamento ao
tratamento
REAÇÕES DOS PAIS:
Em geral os pais sentem-se culpados
Podem desenvolver atitudes agressivas para
com aqueles que estão prestando cuidados ao
seu filho
Reclamam por uma melhor assistência
Podem parecer indiferentes, superprotetores,
ansiosos ou calmos demais
REAÇÕES DOS PAIS:
Medo real ou irreal da doença e do desconhecido
Sentimento de culpa para com a doença
Insegurança e ansiedade de controle sobre o ambiente
hospitalar
Modificação na rotina de vida e de atendimento das
necessidades do filho doente
Medo de perder o afeto do filho
Insegurança quanto a mudança de comportamento do
filho e desconhecimento de procedimentos ligados à sua
recuperação
Problema financeiros, sociais e afetivos vinculados à
doença e a hospitalização da criança
Padrões de comportamentais solicitados aos pais
diferentes do habitual
Filosofia que considera o paciente e sua
família como o centro e finalidade do cuidado
profissional
COMPARTILHAMENTO
DIGNIDADE E RESPEITO
DE INFORMAÇÕES

PARTICIPAÇÃO
COLABORAÇÃO
Abordagem centrada na patologia da criança

Menor tempo necessário à assistência,tarefas Relacionamento difícil com a família.


cumpridas em tempo hábil.

Economia de pessoal e material Desconfiança dos familiares com relação


permanente e de consumo. aos cuidados prestados.

Maior aproveitamento do espaço Familiares ansiosos.


físico da Unidade.

Organização mantida. Desinteresse de familiares, abandono


das crianças no hospital.

Objetivos de fácil mensuração.

Provocar menor estresse na


equipe pelo menor envolvimento
com o paciente
Abordagem centrada na criança

Ambiente mais descontraído Maior custo


Relacionamento entre a criança e família Provoca maior estresse à equipe
e equipe de saúde permite que haja integração.

Participação ativa da criança e família na Exige maior preparo da equipe


assistência. de enfermagem.

Maior número de informações que podem Familiares que não se adaptam


colaborar na assistência ao modelo

Menor possibilidade de haver agravos Equipe com dificuldade de se


psíquicos e distúrbios no crescimento e adaptar ao modelo
desenvolvimento.

Menor alteração na vida da criança.


Favorecer a prevenção das reinternações.

Decisões compartilhadas entre os membros da equipe


Abordagem centrada na criança e sua família
Envolvimento da criança e família nas questões Famílias que não desejam assumir o seu
de saúde próprio cuidado à saúde.

Aprendizagem continuada, a partir das Insuficiência de recursos da família e/ou de


expectativas da família. comunidade para o desenvolvimento do
plano
assistencial.
Maior compromisso da família. Famílias com dificuldade de discernir suas
limitações na assistência.

Relacionamento mais democrático entre família Maior custo para a instituição: material
e equipe. permanente e de consumo, pessoal.

Divisão de responsabilidade entre os Necessidade de pessoal treinado para


profissionais da equipe e família. trabalhar com família a nível intra e extra
Hospitalar

Ampliação da assistência intra-hospitalar para a


comunidade.

Maior probabilidade de diminuir a necessidade


de cuidados institucionalizados
RELACIONAMENTO COM A
CRIANÇA/FAMÍLIA

Embora os pais e a criança sejam entidades


diferentes e separadas, o estabelecimento
de um relacionamento efetivo com a criança
se dá por meio dos pais, principalmente no
caso das crianças pequenas
RELACIONAMENTO COM A
CRIANÇA/FAMÍLIA
Estabelecer um vínculo de confiança com a criança e família –
atitudes sinceras e verdadeiras – ver a criança como um
indivíduo que têm direitos e deveres

Familiarizar a criança ao ambiente hospitalar – explicar rotinas


e procedimentos que serão realizados e os porquês de cada
um.

Informar a mãe previamente e estimula-la a estar junto da


criança sempre para dar força e coragem.

Possibilitar a criança um espaço para que ela possa expressar


seus sentimentos á respeito das experiências traumáticas,
assim como suas ansiedades, raiva e/ou hostilidade.
Favorecer a comunicação utilizando o brinquedo
terapêutico como recurso para a criança expressar
seus sentimentos emoções de forma verbal e não-
verbal.

Assistir á criança levando em consideração que


esta é um indivíduo, inserida num contexto familiar
que pertence a uma estrutura ainda maior sua
comunidade.

A criança é fruto do ambiente que vive - sua organização familiar


irá influenciar suas experiências infantis e todo o seu processo de
socialização.

O trabalho da enfermagem que cuida de criança deve respeitar as


diferenças culturais existentes dentro dos grupos sociais e
sobretudo aliar-se ao estilo de cuidar da mãe que foi herdado
culturalmente
(Cabral, 1995)
INSTRUMENTOS DE ENFERMAGEM

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM: a avaliação da família


é tanto mais eficiente quanto mais detalhada for a
coleta de informações.

O Modelo Calgary de Avaliação e Intervenção


Familiar (MCAIF) , não substitui o Histórico
de Enfermagem, mas, contribui para a
sistematização da assistência.
O Modelo Calgary de Avaliação e
Intervenção Familiar (MCAIF)

“Possibilita a abordagem ampliada das condições


de vida e saúde das pessoas ; trata-se de uma
estrutura multidimensional, integrada ,
baseada em sistemas, comunicação e
fundamentos teóricos de mudança,
contemplando três categorias : estrutural, de
desenvolvimento e funcional.”
GENOGRAMA E ECOMAPA

Instrumentos que auxiliam na avaliação


estrutural da família, permitem uma rápida
visão da complexidade das relações familiares
e funcionam como fonte de informação, para
planejamento de estratégias.
GENOGRAMA: detalha a estrutura
interna e o histórico familiar

 Fornece informações sobre os vários


papéis de seus membros e suas
diferentes gerações;

 Oferece bases para discussão e análise


das interações familiares.
Genograma
2002 2003
C 1958 C 1960
Souza Maria Sergio Ana
75 69 68 66
Motorista Dona de Casa Vendedor Dona de Casa

C 1990
Eduardo
Marcela
49
44
Caixa
Bancário Escritora

Carlos Jairo Rita


17 15 07
Ajudante Estudante Estudante
ECOMAPA:
 Mostra as relações externas entre a
família e a comunidade.

 Ajuda a avaliar os apoios e suportes


disponíveis e sua utilização pela
família.
Serviços
Igreja
Serviços Social
de Saúde Família
Da Ana

Eduardo C 1990 Marcela


Amigos 51 48

Carlos Jairo Rita


17 15 07

Trabalho Recreação
Escola
LEGENDA
Sexo Masculino Vínculos
Fortes
Sexo Feminino
Vínculos
Índice Moderado

Vínculos
Índice Fracos

Vínculos
Aborto
Superficiais

C Casamento Relação Conflituosa

D Divórcio Fluxo de Energia


Referências
WONG, Enfermagem pediátrica Elementos Essenciais à
Intervenção Efetiva, 9º. Ed. Elsevier, 2014;

WRIGHT, L. M.; LEAHEY, M. Enfermeiras e famílias: um guia


para avaliação e intervenção na família. 3ed. São Paulo: Rocca,
2002.

SIGAUD, C. H. S. et al. Enfermagem Pediátrica: O cuidado da


enfermagem à criança e ao adolescente. São Paulo: EPU,1996.