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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA

Efeito do uso e manejo no comportamento


físico-hídrico da cobertura pedológica de
textura média e arenosa da bacia
hidrográfica do rio Pirapó-PR

Francieli Sant’ana Marcatto


Prof. Dr. Hélio Silveira
Introdução
No Paraná, a erosão ainda é um problema na
região norte e noroeste do Estado:
- Fragilidade natural dos solos;
- Práticas de manejo do solo (compactação);

Resultando em aumento dos processos erosivos,


perda da sua capacidade produtiva e
contaminação dos cursos d´água.
Objetivo

Estudar a cobertura pedológica de textura


média e arenosa cultivada com cana-de-açúcar e
pastagem, localizada no setor médio e inferior
da bacia hidrográfica do Pirapó, identificando os
efeitos do uso e manejo sobre as propriedades
físicas e hídricas dos solos e as consequências
provenientes dessas alterações.
Caracterização da área de estudo
Materiais e Métodos
o Análises:
Densidade do solo (Ds)
Porosidade total (Pt) Manual de Métodos de
Macroporosidade (Ma) Análise do Solo
Microporosidade (Mi) (Embrapa, 1997)
Granulometria
Estabilidade de agregados (DMPA)
Velocidade de infiltração (Vi)
Condutividade hidráulica Permeâmetro de Guelph
Carbono orgânico (CO) Walkley e Black (1934)

o Profundidades:
- 5, 20 e 40 cm
Resultados e discussões
Tabela 1- Composição granulométrica e classificação textural do Latossolo (LV) e
Argissolo Vermelho (PV) textura média sob pastagem, cana-de-açúcar e floresta nativa.
Granulometria (%)
Solos Usos Profundidades
Areia Silte Argila Textura
LV Pastagem 0-20cm 85,52 3,01 11,47 Arenosa-média
LV Pastagem 20-40cm 84,23 2,06 13,71 Arenosa-média
LV Cana-de-açúcar 0-20cm 78,71 2,84 18,45 Média-arenosa
LV Cana-de-açúcar 20-40cm 70,31 4,02 25,67 Média-argilosa
LV Floresta nativa 0-20cm 79,83 3,72 16,45 Média-arenosa
LV Floresta nativa 20-40cm 81,17 1,51 17,32 Média-arenosa
PV Pastagem 0-20cm 79,82 9,86 10,32 Média-arenosa
PV Pastagem 20-40cm 77,31 8,42 14,27 Média-arenosa
PV Cana-de-açúcar 0-20cm 88,58 3,32 8,1 Muito arenosa
PV Cana-de-açúcar 20-40cm 83,28 2,55 14,17 Média-arenosa
PV Floresta nativa 0-20cm 83,07 4,43 12,5 Arenosa-média
PV Floresta nativa 20-40cm 83,85 3,10 13,05 Arenosa-média
50 5 cm 1.662
0.539 1.8
1.466 1.44 1.6
40 1.009

Ds (g.cm³)
1.4
Ma e Mi (%)
30 1.2
20 0.951 1
0.8
10
0.6
0 0.4
LV(p) LV(ca) LV(f) PV(p) PV(ca) PV(f)

40 20 cm 1.814 1.502 2
1.744 1.7 1.698 1.8
30 1.432

Ds (g.cm³)
Ma e Mi (%)

1.6
1.4
20
1.2
10 1
0.8
0 0.6
LV(p) LV(ca) LV(f) PV(p) PV(ca) PV(f)

40 1.667 1.629 40 cm 1.649 1.751 1.508 2


1.45 1.8
30
Ma e Mi (%)

1.6

Ds (g.cm³)
1.4
20
1.2
10 1
0.8
0 0.6
LV(p) LV(ca) LV(f) PV(p) PV(ca) PV(f)
Macroporosidade Microporosidade Densidade do solo
Tabela 1 – Média, desvio padrão e coeficiente de variação da velocidade de infiltração
e condutividade hidráulica dos Latossolos (LV) e Argissolos (PV) cultivados com
pastagem (p), cana-de-açúcar (ca) e floresta nativa (f).
Velocidade de infiltração Condutividade hidráulica
Usos e Desvio Coeficiente Desvio Coeficiente
Média Média
profundidades padrão de variação padrão de variação
(mm/h) (mm/h)
(mm/h) (%) (mm/h) (%)
LATOSSOLO VERMELHO TEXTURA MÉDIA
LV (p) 0-20cm 1600 851,35 53,21 15,6 8,46404 54,26
LV (p) 20-40cm 840 523,07 62,27 33 23,1447 70,14
LV (ca) 0-20cm 130 147,99 113,84 2,29 2,65365 115,88
LV (ca) 20-40cm 300 216,33 72,11 6,1 4,59238 75,29
LV (f) 0-20cm 1720 1020,59 59,34 90,2 65,7002 72,84
LV (f) 20-40cm 1440 749,40 52,04 69,4 51,3564 74
ARGISSOLO VERMELHO TEXTURA MÉDIA
PV (p) 0-20cm 240 0 0 3,3 1,17932 35,31
PV (p) 20-40cm 160 69,28 43,30 2,5 0,83354 33,08
PV (ca) 0-20cm 1360 1020,59 75,04 24,2 18,1725 75,09
PV (ca) 20-40cm 320 69,28 21,65 7,8 1,03930 13,32
PV (f) 0-20cm 2160 432,67 20,03 65 11,3578 17,47
PV (f) 20-40cm 3440 499,60 14,52 98 12,4899 12,74
Figura 2 – Macroporosidade (Ma), Microporosidade (Mi), porosidade total (Pt) e
velocidade de infiltração (Vi) do Latossolo (LV) e Argissolo (PV) Vermelho de textura
média sob pastagem (p), cana-de-açúcar e floresta nativa (f).

0 – 20 cm
70 2500

60
2000
50

1500
Ma e Mi (%)

40

Vi (mm/h)
30
1000

20
500
10

0 0
LVm(p) LVm(ca) LVm(f) PV(p) PV(ca) PV(f)
Macroporosidade Microporosidade Velocidade de infiltração
20-40 cm
50 3500

45
3000
40

35 2500
Ma, Mi e Pt (%)

30
2000
25
1500
20

15 1000
10
500
5

0 0
LVm(p) LVm(ca) LVm(f) PV(p) PV(ca) PV(f)
Macroporosidade Microporosidade Velocidade de infiltração
3.00 2.85 30.00
0 – 20 cm 2.59
2.50 25.00

Mo (g.dm³) e Argila (%)


2.00 1.92 20.00
DMPA (mm)

1.50 1.30 15.00


1.11
1.00 0.89 10.00

0.50 5.00

0.00 0.00
LV(p) LV(ca) LV(f) PV(p) PV(ca) PV(f)

2.50 30.00
2.17 20 – 40 cm 2.09
2.00 1.83 25.00

CO (g.dm³) e Argila (%)


1.46 20.00
DMPA (mm)

1.50 1.42
1.25
15.00
1.00
10.00
0.50 5.00

0.00 0.00
LVm(p) LVm(ca) LVm(f) PV(p) PV(ca) PV(f)
DMPA Matéria orgânica Argila
Considerações finais
• Os Latossolos e Argissolos tiveram seus atributos
físicos e hídricos alterados quando submetidos
aos cultivos da cana-de-açúcar e pastagens;
• maiores alterações ocorreram nos horizontes
subsuperficiais (Ds, Ma, Pt,Vi e Kfs);
• O ensaio de estabilidade de agregados não
demonstrou correlação com as demais variáveis
analisadas;
• A comparação entre os solos cultivados e os
mantidos sob floresta nativa: degradação
estrutural e redução do tamanho dos agregados.
• As condições físico-hídricas dos solos
facilitam a formação do escoamento hídrico
superficial e a ocorrência de processos
erosivos;

• Os solos cultivados apresentaram fragilidade


física, com evidências de compactação, sendo
necessário buscar o seu correto manejo para
a melhoria da qualidade estrutural, reduzindo
as perdas de solo por erosão e o volume de
sedimentos que chegam aos cursos d’água.
Obrigada!