IDADE ANTIGA- PENSADORES
CLÁSSICOS
• Idade Antiga- Direito incidental pois a
sociedade antiga era escravagista. Esta ordem
de produção não precisa do Direito. O Direito
é a força bruta dos senhores.
• - SÓCRATES
• -PLATÃO
• ARISTÓTELES
SÓCRATES (470-399 ac)
• Busca valores objetivos e universais. Filho de
um escultor e de uma parteira. Ensinou em
Atenas, onde foi condenado a beber cicuta
(suicidar-se) por corremper a juventude,
negando os deuses da cidade e utilizando um
metodo pedagógico que levava quem com ele
dialogava a prestar contas da propria vida.
SOCRATES
PREOCUPAÇÃO MAIOR: SABER. “CONHECE-TE A TI
MESMO”
Todas as virtudes se resumiriam no conhecimento
(o cultivo da alma vale mais que toda riqueza
material)
• A ideia de justiça em Sócrates –a maiêutica (fazer
com que os conceitos aflorem ao espírito)
Resumo das ideias de Socrates:
https://www.youtube.com/watch?v=LAu-
nAVl9H4
PARA QUE ESTUDAR SOCRATES NO
DIREITO?
O conceito de justiça, para os sofistas, é igualado ao de lei.
Em semelhança ao que versa o positivismo jurídico atual,
segundo eles, o justo é o que está segundo a lei, e injusto
o que a contraria
O conceito de justiça, para os sofistas, é igualado ao de lei.
Já para Sócrates, opositor ferrenho aos sofists, pode ser
atribuída a origem da ética (ou filosofia moral). Só sei que nada
sei". Via na prudência (phónesis) uma virtude essencial
para a ordem social, visando uma educação cidadã.
DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA
12 JURADOS SE REUNEM PARA DECIDIR SE
CONSIDERAM CULPADO UM JOVEM PORTO-
RIQUENHO ACUSADO DE TER ASSASSINADO SEU
PRÓPRIO PAI. TODOS TEM CERTEZA DA CULPA,
MENOS UM, MAS A DECISÃO DEVE SER
UNÂNIME. aSSIM, INICIA-SE UMA
CONVERSAÇÃO QUE REVELA MUITO SOBRE
CADA UM DELES E O QUE SUSTENTA SUA
OPINIÃO - MÉTODO DA MAIÊUTICA.
MÉTODO MAIEUTICO:ALGUNS PASSOS
1. DIÁLOGO AMIGÁVEL
2. PRÁTICA CONSTANTE: ALERTA PARA O PERIGO DE SE CHEGAR A
CERTEZAS DE FORMA PRECIPITADA, ABANDONANDO A DUVIDA E O
DIALOGO ANTES DO TEMPO
3. DOR DAS DESCOBERTAS: A ATIVIDADE FILOSÓFICA ESTÁ VINCULADA
A CERTA DOR, GRAU DE INCERTEZA, INQUIETUDE E ANGÚSTIA. NÃO
É FÁCIL ADMITIR O ERRO E ASSUMIR AS CONSEQUêNCIAS
4. DIFICULDADES DO PERCURSO- QUANDO SE TOCA O CERNE DE UM
PROBLEMA, DEPENDENDO DE QUAL SEJA ELE, A REAÇÃO PODE SER
VIOLENTA
5. REFUTAÇÃO- BUSCA CONTESTARAS CONCEPÇÕES QUE O OUTRO
TINHA, DEMOLINDO SEU ORGULHO E ARROGâNCIA E SUA
PRESUNSÃO DO SABER.
6. MAIÊUTICA: LIBERTO DO ORGULHO E PRETENSÃO DE QUE SABE
TUDO, O INTERLOCUTOR JÁ ESTÁ EM CONDIÇÕES DE INICIAR O
CAMINHO DE RECONSTRUÇÃO DE SUAS IDEIAS
ARISTÓTELES (384-322 AC)
• Não nasceu em Atenas, mas estudou na academia de Atenas (fundada por Platao).
Vive no período Helenistico.
• Teoria da metafísica de Aristoteles, opõe-se a Platão. O conteúdo está na essência
das coisas. As coisas falam por si só. Ética aristotélica : Eu danomia (felicidade) – e
para alcançar a felicidade deve-se praticar a AretÊ (virtude). O que é virtude? É agir
com equilibiro (moderação). Nòs temos paixões, vícios. O vício é a falta ou o excesso.
A falta gera a covardia (falta de coragem) e o recesso a temeridade. O que se quer é
a coragem
• Justiça é a virtude mais excelente de todas. O homem justo é virtuoso, age com
equilíbrio e equidade. Aristóteles revoluciona colocando a razão e proporção na ideia
de igualdade. Devo fazer a sanção cometida com a infração cometida para manter a
igualdade, voltando ao status quo.
• Deve-se fazer uma ponderação em situações diferentes. É a justiça distributiva.
Tratar de forma desigual os desiguais na medida de sua igualdade (Rui Barbosa)
• —o justo se dá com a equidade e a equidade é a flexibilidade de cada caso. O jurista
deve observar cada caso e ter a flexibilidade de compreender a circusntancia
especifica
• https://www.youtube.com/watch?v=QUHuTKP878E&index=40&list=PLRXstY5OaIwd
McpMaRsTz0jRwlD9x-NIM-- A FELICIDADE
• https://www.youtube.com/watch?v=NB43Wb9fhIQ&index=63&list=PLRXstY5OaIwd
McpMaRsTz0jRwlD9x-NIM-- A POLÍTICA DE ARISTÓTELES
PARA ARISTÓTELES JUSTIÇA É
VIRTUDE
E falar de jutiça é comprometer-se com
questões afins, como questões sociais, políticas,
…
JUSTIÇA UNIVERSAL
“o termo injusto se aplica tanto às pessoas que infringem a lei quanto às
pessoas ambiciosas (no sentido de quererem mais do que aquilo a que têm
direito) e iníquas, de tal forma que as cumpridoras da lei e as pessoas corretas
serão justas. O justo, então, é aquilo conforme à lei e correto, e o injusto é o
ilegal e iníquo.” (ARISTÓTELES, 1996, p. 194)
Daí se extrai o conceito de justo universal, pois este é o cidadão cumpridor da
lei. Trata-se de uma obediência ao nómos, ou seja, ao ordenamento jurídico
expresso pelas normas, englobando também os costumes e princípios
preponderantes em uma determinada comunidade.
Como magistralmente explica Bittar (2010),
“se a lei (nómos) é uma prescrição de caráter genérico e que a todos vincula,
então seu fim é a realização do Bem da comunidade, e, como tal, do Bem
Comum. A ação que se vincula à legalidade obedece a uma norma que a todos
e para todos é dirigida; como tal, essa ação deve corresponder a um justo
legal e a forma de justiça que lhe é por conseqüência é a aqui chamada justiça
legal” (BITTAR, 2010, p. 130)
JUSTIÇA PARTICULAR:
DISTRIBUTIVA E CORRETIVA
A justiça particular é uma espécie de justiça que, ao contrário do que ocorre com a justiça universal (díkaion nominon), se
corresponde a apenas uma parte da virtude e não à virtude total (BITTAR, 2010, p. 132). Portanto, o justo particular é espécie do
gênero justo total.
Divide-se em duas espécies, a saber, justiça distributiva e justiça corretiva.
jUSTIÇA DISTRIBUTIVA:
A justiça distributiva é a que se observa na distribuição pela polis, isto é, pelo Estado, de bens, honrarias, cargos, assim como
responsabilidades, deveres e impostos (BITTAR, 2010, p. 133). Conforme dito pelo próprio Filósofo, na Ética:
“Uma das espécies de justiça em sentido estrito e do que é justo na acepção que lhe corresponde, é a que se manifesta na
distribuição de funções elevadas de governo, ou de dinheiro, ou das outras coisas que devem ser divididas entre os cidadãos que
compartilham dos benefícios outorgados pela constituição da cidade, pois em tais coisas uma pessoa pode ter participação
desigual ou igual à de outra pessoa.” (ARISTÓTELES, 1996, p. 197)
justiça corretiva
Conforme os ensinamentos do Filósofo, a justiça corretiva
“é a que desempenha função corretiva nas relações entre as pessoas. Esta última se subdivide em duas: algumas relações são
voluntárias e outras são involuntárias; são voluntárias a venda, a compra, o empréstimo a juros, o penhor, o empréstimo sem
juros, o depósito e a locação (estas relações são chamadas voluntárias porque sua origem é voluntária); das involuntárias,
algumas são sub-reptícias (como o furto, o adultério, o envenamento, o lenocínio, o desvio de escravos, o assassino traiçoeiro, o
falso testmunho), e outras são violentas, como o assalto, a prisão, o homicídio, o roubo, a mutilação, a injúria e o ultraje.”
(ARISTÓTELES, 1996, p. 197).
A aplicação da justiça corretiva fica ao encargo do juiz (dikastés), que é o mediador de todo o processo. O juiz é considerado
para Aristóteles, a personificação da justiça, pois, “ir ao juiz é ir à justiça, porque se quer que o juiz seja como se fosse a própria
justiça viva (...) é uma pessoa eqüidistante e, em algumas cidades são chamados de ‘mediadores’, no pressuposto de que, se as
pessoas obtêm o meio-termo, elas obtêm o que é justo.” (ARISTÓTELES, 1996, p. 200).
PLATÃO - 427-347 AC
• Fundador da Academia de Atenas:fazia exercício físico
e discutia matemática e Filosofia)
• Existem dois sentidos : o sensível (copia imperfeita do
mundo inteligível) e o inteligível (mundo das ideias)é o
mundo mais elaborado. O único mundo verdadeiro é o
das ideias.
• Escreveu obras como A República/ Apologia de
Sócrates (defesa de Socrates)/ Aiton (prisão)/Fedon
(veneno)/ As leis.
PARA COMPREENDER A
SOCIEDADE DESEJADA POR PLATÃO
https://www.youtube.com/watch?v=bA8WMl_u
Zuk&list=PLRXstY5OaIwdMcpMaRsTz0jRwlD9x-
NIM&t=0s&index=8
PLATÃO
• No mito da Caverna (que está na obra A República)
coloca os homens como agrilhoados numa caverna de
costas para a entrada e só podendo olhar para o
fundo, onde se projetam as sombras do que se passa
fora: o homem que consegue se libertar das cadeias da
caverna e ver a realidade, deve voltar para libertar
seus companheiros.
Saindo da caverna....
• Vamos refletir sobre Direitos da
Personalidade?
• O que há além da lei?
• Qual é a realidade?
• Dica de leitura : Direitos da personalidade
Autor Anderson Schreiber
Platão- O anel de Giges
O anel de Giges é uma história contada por Platão na República para
discutir se o homem agiria corretamente caso tivesse o poder de fazer
maldade sem ser percebido. Num diálogo do livro, Glauco discorda de
Sócrates e insiste que justiça e virtude não são de fato desejáveis em si
mesmas. O importante é aparentar sem um homem justo e bondoso.
Não é necessário ser de fato.
Em apoio a sua afirmação, Glauco oferece a seguinte história que
sugere que a única razão pela qual as pessoas agem moralmente é que
eles não têm o poder de se comportar de outra forma. Basta retirar o
medo da punição, e a pessoa “justa” e “injusta” se comportará da
mesma maneira: injustamente, imoralmente.
• Veja o texto que descreve a história do anel de Giges:
• “Giges era um pastor a serviço do rei de Lídia. Houve uma grande tempestade
e um terremoto fez uma abertura na terra no lugar onde ele estava
alimentando seu rebanho. Espantado com a visão, desceu até a abertura,
onde, entre outras maravilhas, viu um cavalo oco de bronze, com portas. Giges
então se agachou e viu o corpo de um homem com apenas um anel de ouro
no dedo. Ele pegou o anel e voltou para a superfície.
• “Com esse anel no dedo, foi assistir à assembléia habitual dos pastores, que se
realizava todos os meses, para informar ao rei o estado dos seus rebanhos.
Tendo ocupado o seu lugar no meio dos outros, virou sem querer o engaste do
anel para o interior da mão; imediatamente se tomou invisível aos seus
vizinhos, que falaram dele como se não se encontrasse ali. Assustado, apalpou
novamente o anel, virou o engaste para fora e tomou-se visível. Logo em
seguida repetiu a experiência, para ver se o anel tinha realmente esse poder;
reproduziu-se o mesmo prodígio: virando o engaste para dentro, tomava-se
invisível; para fora, visível. Assim que teve certeza, conseguiu juntar-se aos
mensageiros que iriam conversar com o rei. Chegando ao palácio, seduziu a
rainha, conspirou com ela a morte do rei, matou-o e obteve assim o poder.
• “Agora suponha que existem dois anéis desta natureza e o justo recebesse um e o injusto
outro. É provável que nenhum fosse de caráter tão firme para perseverar na justiça e para ter
a coragem de não se apoderar dos bens de outra pessoa. Afinal, ele poderia tirar sem receio
o que quisesse dos mercados e lojas, introduzir-se nas casas para se unir a quem lhe
agradasse, matar uns, libertar outros da prisão e fazer o que quisesse, tornando-se igual a um
deus entre os homens. Agindo assim, nada o diferenciaria do mau: ambos tenderiam para o
mesmo fim. Isso é uma grande prova de que ninguém é justo por vontade própria, mas por
obrigação, não sendo a justiça um bem individual, visto que aquele que se julga capaz de
cometer a injustiça comete-a. De fato, todo homem pensa que a injustiça é individualmente
mais proveitosa que a justiça, e pensa isto com razão, segundo os partidários desta doutrina.
Pois, se alguém recebesse a permissão de que falei e jamais quisesse cometer a injustiça nem
tocar nos bens de outra pessoa, pareceria o mais infeliz dos homens e o mais idiota àqueles
que soubessem da sua conduta; em presença uns dos outros, iriam elogiá-lo, mas para se
enganarem mutuamente e por causa do medo de se tomarem vítimas da injustiça. Eis o que
eu tinha a dizer sobre este assunto.”
• Imagine por um momento que você está de posse de desse anel. Como você usaria isso? Se
você tivesse uma garantia perfeita de que nunca seria pego ou punido, o que você faria?
Youtube : Anel de Giges
• https://www.youtube.com/watch?v=JjwVRxcs
QiE&feature=youtu.be
• Refletir Anel de Giges e o filme Senhor dos
Aneis
• Redes sociais tornam as pessoas visíveis ou
invisíveis?
• Entes sociais que são invisíveis perante a
sociedade: falar da experiencia do professor
da USP que se vestia de Gari.
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