Vous êtes sur la page 1sur 108

TRINCAS E RACHADURAS EM EDIFÍCIOS

DIAGNÓSTICO (PRINCIPAIS MECANISMOS E SINTOMATOLOGIA), PREVENÇÃO E REPARO.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
INTRODUÇÃO

SINTOMATOLOGIA:
Depende da Intensidade de movimentação,
grau de restrição e propriedade elástica do
material.

CAUSAS:
1. Materiais diferentes;
2. Exposição de elementos diferentes;
3. Gradiente em um mesmo elemento.

COMENTÁRIOS:

Absorbância, emitância e condutância térmica


superficial são propriedades importantes para
entender o fenômeno.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.1. LAJE DE COBERTURA SOBRE PAREDE AUTOPORTANTE

SINTOMATOLOGIA:
As trincas se desenvolvem quase
exclusivamente nas paredes. A direção da
fissura, perpendicular à resultante de tração,
indica o sentido da movimentação térmica.

CAUSAS:
Movimentos diferenciados entre elementos
horizontais e verticais; Coeficiente de expansão
térmica diferente entre alvenaria e concreto;
Superfície superior da laje mais solicitada.

COMENTÁRIOS:

Mesmo lajes sombreadas sofrem efeitos desses


fenômenos (por meio da irradiação das telhas,
por exemplo).

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.1. LAJE DE COBERTURA SOBRE PAREDE AUTOPORTANTE

SINTOMATOLOGIA:
As trincas se desenvolvem quase
exclusivamente nas paredes. A direção da
fissura, perpendicular à resultante de tração,
indica o sentido da movimentação térmica.

CAUSAS:
Movimentos diferenciados entre elementos
horizontais e verticais; Coeficiente de expansão
térmica diferente entre alvenaria e concreto;
Superfície superior da laje mais solicitada.

COMENTÁRIOS:

Mesmo lajes sombreadas sofrem efeitos desses


fenômenos (por meio da irradiação das telhas,
por exemplo).

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.2. ARCABOUÇO ESTRUTURAL

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras ligeiramente inclinadas nas
extremidades dos pilares. Descolamento entre
a alvenaria e o retículo estrutural (mais
comum). Trinca de cisalhamento na alvenaria.

CAUSAS:
Dilatação térmica das vigas ou de toda a
estrutura.

COMENTÁRIOS:

Ocorre principalmente em estruturas de


concreto aparente, sem juntas de dilatação.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.2. ARCABOUÇO ESTRUTURAL

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras ligeiramente inclinadas nas
extremidades dos pilares. Descolamento entre
a alvenaria e o retículo estrutural (mais
comum). Trinca de cisalhamento na alvenaria.

CAUSAS:
Dilatação térmica das vigas ou de toda a
estrutura.

COMENTÁRIOS:

Ocorre principalmente em estruturas de


concreto aparente, sem juntas de dilatação.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.3. MUROS

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras tipicamente verticais, com aberturas da
ordem de 2 a 3 mm. Manifestam-se a cada 4 ou
5 m, podendo ocorrer nos encontros ou mesmo
no corpo da alvenaria.

CAUSAS:
Movimentação térmica.

COMENTÁRIOS:

Costumam iniciar-se na base devido às


restrições da fundação. Podem acompanhar
juntas de assentamento ou não.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.4. PLATIBANDAS

SINTOMATOLOGIA:
Destacamento da platibanda, com fissuras
inclinadas em suas extremidades.

CAUSAS:
Movimentações térmicas diferenciadas.

COMENTÁRIOS:

Podem se comportar como muros.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.5. ARGAMASSA DE REVESTIMENTO

SINTOMATOLOGIA:
Regularmente distribuídas, com aberturas
bastante reduzidas (gretagem). São muito
semelhante à retração por secagem. Podem
aparecer com maior dimensão em encontros.

CAUSAS:
Movimentação diferenciada entre os
revestimentos e as bases de aplicação.

COMENTÁRIOS:

Também podem se apresentar na forma de


“descolamento”.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.6. PISOS EXTERNOS

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras regularmente espaçadas. No caso de
pisos com bordas vinculadas, é comum o
destacamento do revestimento.

CAUSAS:
Movimentação térmica.

COMENTÁRIOS:

Comum em pisos com grandes áreas, formas


muito alongadas e cores muito escuras.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.7. LAJE DE FORRO

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras nas arestas constituídas entre os forros
e os paramentos das paredes. Fissuras
longitudinais nas regiões de encontro das vigas
e o enchimento (lajes mistas).

CAUSAS:
Movimentação diferenciada devido à irradiação
da cobertura entre a laje e as paredes, vigotas
ou mesmo entre vigotas e preenchimento.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.8. PLACAS DE VIDRO

SINTOMATOLOGIA:
Trincas nas placas de vidro.

CAUSAS:
Folga insuficiente entre as placas de vidro e a
caixilharia; Sombreamento excessivo de suas
bordas. Corpos sólidos nas folgas (parafusos,
argamassa...).

COMENTÁRIOS:

Comum em vidros coloridos e absorvedores de


calor.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.8. PLACAS DE VIDRO

SINTOMATOLOGIA:
Trincas nas placas de vidro.

CAUSAS:
Folga insuficiente entre as placas de vidro e a
caixilharia; Sombreamento excessivo de suas
bordas. Corpos sólidos nas folgas (parafusos,
argamassa...).

COMENTÁRIOS:

Comum em vidros coloridos e absorvedores de


calor.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
1. MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS
1.9. CURA TÉRMICA DO CONCRETO

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras.

CAUSAS:
Resfriamento brusco após cura térmica, quando
o material apresenta resistência pequena
(primeiras idades).

COMENTÁRIOS:

Problema mais grave em peças esbeltas, não


armadas, como paredes monolíticas
constituídas de concreto auto-adensável
(sistema Outnord, Precise etc).

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
2. MOVIMENTAÇÕES HIGROSCÓPICAS
INTRODUÇÃO

SINTOMATOLOGIA:
Depende intrinsicamente da porosidade e
capilaridade dos elementos, associados à
presença de vínculos.

CAUSAS:
Umidade da produção dos componentes (ex.:
água de amassamento), execução (ex.:
molhagem de substrato), ar, precipitações e
solo.

COMENTÁRIOS:

As fissuras caracterizam-se como reversíveis ou


irreversíveis. Estas últimas geralmente ocorrem
nas primeiras idades e têm maior magnitude.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
2. MOVIMENTAÇÕES HIGROSCÓPICAS
2.1. EXPANSÃO DE BLOCOS DE ALVENARIA

SINTOMATOLOGIA:
Trincas horizontais ou verticais na alvenaria,
trincas nas peças estruturais solicitadas à
tração.

CAUSAS:
Expansão de tijolos cerâmicos com elevada
resistência à compressão.

COMENTÁRIOS:

Com o uso de juntas aprumadas, costuma


ocorrer o destacamento entre as paredes. A
retração do material cerâmico é fenômeno
muito raro.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
2. MOVIMENTAÇÕES HIGROSCÓPICAS
2.1. EXPANSÃO DE BLOCOS DE ALVENARIA

SINTOMATOLOGIA:
Trincas horizontais ou verticais na alvenaria,
trincas nas peças estruturais solicitadas à
tração.

CAUSAS:
Expansão de tijolos cerâmicos com elevada
resistência à compressão.

COMENTÁRIOS:

Com o uso de juntas aprumadas, costuma


ocorrer o destacamento entre as paredes.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
2. MOVIMENTAÇÕES HIGROSCÓPICAS
2.2. EXPANSÃO DE SOLO-CIMENTO

SINTOMATOLOGIA:
Fissura vertical no terço médio da parede,
geralmente pronunciada. Comum em paredes
longas (6 a 7) de blocos de solo-cimento.
Formação de fissuras em paredes monolíticas.

CAUSAS:
Contração de secagem do produto ou
movimentações reversíveis ao longo da sua
vida.

COMENTÁRIOS:

O solo-cimento é um material altamente


suscetível às variações de umidade,
particularmente quando a argila contiver
argilominerais da família de montmorilonitas.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
2. MOVIMENTAÇÕES HIGROSCÓPICAS
2.3. DESTACAMENTO ENTRE COMPONENTES DA ALVENARIA

SINTOMATOLOGIA:
Trincas entre componentes da alvenaria.

CAUSAS:
Aderência entre argamassa e alvenaria, tipo de
junta adotada, módulo de deformação dos
materiais, propriedades higroscópicas e
intensidade de variação da umidade.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
2. MOVIMENTAÇÕES HIGROSCÓPICAS
2.4. IMPERMEABILIZAÇÃO INSUFICIENTE / FALTA DE PROTEÇÃO

SINTOMATOLOGIA:
Trincas horizontais na base da alvenaria, quase
sempre acompanhadas por eflorescências.
Também se apresenta no topo de muros,
peitoris e platibandas não protegidas por rufos.

CAUSAS:
Impermeabilização deficiente dos alicerces ou
ausência de elementos de proteção, como rufos.
Os elementos absorvem a umidade e apresentam
movimentação diferenciadas em relação aos
demais.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
2. MOVIMENTAÇÕES HIGROSCÓPICAS
2.4. IMPERMEABILIZAÇÃO INSUFICIENTE / FALTA DE PROTEÇÃO

SINTOMATOLOGIA:
Trincas horizontais na base da alvenaria, quase
sempre acompanhadas por eflorescências.
Também se apresenta no topo de muros,
peitoris e platibandas não protegidas por rufos.

CAUSAS:
Impermeabilização deficiente dos alicerces ou
ausência de elementos de proteção, como rufos.
Os elementos absorvem a umidade e apresentam
movimentação diferenciadas em relação aos
demais.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
2. MOVIMENTAÇÕES HIGROSCÓPICAS
2.5. DETERIORAÇÃO GENERALIZADA DO REVESTIMENTO

SINTOMATOLOGIA:
Progressiva incidência de fissuras no
revestimento.

CAUSAS:
Ciclos de umedecimentos e secagem de
argamassas de revestimento, com deficiente
impermeabilização associados às
movimentações térmicas do revestimento.

COMENTÁRIOS:

A ocorrência de fissuras agrava a penetração de


água, agravando a deterioração. Detalhes
construtivos mal executados também
contribuem para formação de fissuras.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
2. MOVIMENTAÇÕES HIGROSCÓPICAS
2.6. EXPANSÃO DE FORROS DE GESSO

SINTOMATOLOGIA:
Fissuramento de placas de gesso constituintes
de forros.

CAUSAS:
Inobservância de juntas de movimentação
entre as paredes e o forro.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
2. MOVIMENTAÇÕES HIGROSCÓPICAS
2.7. MADEIRAS

SINTOMATOLOGIA:
Descolamento de tacos, empenamento de
tábuas, mau funcionamento de caixilhos e
fissuras horizontais no respaldo de paredes.

CAUSAS:
Uso de madeira verde, com teor de umidade
superior a 12 ou 13 %.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.1. FLEXÃO DE VIGAS

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras verticais no terço médio do vão e
aberturas maiores em direção à face inferior. Junto
aos apoio as fissuras inclinam-se à 45° (ou 60° no
caso de vigas altas). Em vigas superarmadas
podem surgir trincas na zona comprimida.

CAUSAS:
Falha na construção da viga (bitola ou número
de barras de aço), mau uso da obra,
descimbramento precoce ou erro de projeto.

COMENTÁRIOS:

Em caso de vigas deficientemente armadas ao


cisalhamento ou no caso de ancoragem
deficiente, podem surgir apenas fissuras
inclinadas próximas aos apoios.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.1. FLEXÃO DE VIGAS

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras verticais no terço médio do vão e
aberturas maiores em direção à face inferior. Junto
aos apoio as fissuras inclinam-se à 45° (ou 60° no
caso de vigas altas). Em vigas superarmadas
podem surgir trincas na zona comprimida.

CAUSAS:
Falha na construção da viga (bitola ou número
de barras de aço), mau uso da obra,
descimbramento precoce ou erro de projeto.

COMENTÁRIOS:

Em caso de vigas deficientemente armadas ao


cisalhamento ou no caso de ancoragem
deficiente, podem surgir apenas fissuras
inclinadas próximas aos apoios.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.2. TORÇÃO DE VIGAS

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas a 45° nas duas superfícies
laterais das vigas, segundo retas reversas.

CAUSAS:
Excessiva deformabilidade de lajes ou vigas,
atuação de cargas excêntricas, recalques
diferenciados das fundações ou mesmo
deficiência na armação de vigas a torção.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.3. FLEXÃO DE LAJES

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas nos cantos, constituindo
triângulos aproximadamente isósceles. Trincas
na face superior da laje, acompanhando
aproximadamente seu contorno.

CAUSAS:
Ausência de armadura para momentos
volventes; deficiência nas armaduras negativas.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.4. TORÇÃO EM LAJES

SINTOMATOLOGIA:
Trincas inclinadas em relação aos bordos das
lajes.

CAUSAS:
Recalques diferenciais das fundações ou por
deformabilidade da estrutura.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.5. PILARES (FISSURAS VERTICAIS)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras verticais no terço médio. Quando
ocorrem no pé do pilar indicam que se deve
proceder o reforço imediato.

CAUSAS:
Estribos subdimensionados ou falha na execução.
Quando ocorrem no terço médio, deve-se a
diferença no módulo de elasticidade dos
agregados e da argamassa intersticial, criando
superfícies de cisalhamento paralelas à
compressão.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.5. PILARES (FISSURAS HORIZONTAIS)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras horizontais ou ligeiramente inclinadas.

CAUSAS:
Solicitações a flexocompressão ou instabilidade.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.5. PILARES (FISSURAS NA CABEÇA)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas ou lascamento na cabeça de
pilares pré-moldados.

CAUSAS:
Inexistência de aparelho de apoio ou
insuficiência no dimensionamento.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.6. ALVENARIA SUBMETIDA À COMPRESSÃO AXIAL (INTRODUÇÃO)

COMENTÁRIOS:
1 – A resistência das alvenarias é inversamente
proporcional à quantidade de juntas de
assentamento.
2 – Juntas de amarração conduzem à
resistência maior que juntas verticais.
3 – A resistência da parede não varia
linearmente com a resistência do componente
ou da argamassa.
4 – A espessura ideal da junta é de 10 mm.
5 – O principal fator que influi na resistência à
compressão da parede é a resistência do
componente (bloco).

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.6. ALVENARIA SUBMETIDA À COMPRESSÃO AXIAL (VERTICAIS)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuramento vertical da alvenaria. Ruptura de
nervuras internas e expulsão de “tampos” de
alguns blocos.

CAUSAS:
Deformação transversal da argamassa de
assentamento que, em geral, são mais
acentuadas que a dos tijolos.

COMENTÁRIOS:

A deformação transversal da argamassa pode


levar inclusive à ruptura por tração de nervuras
internas dos blocos.
Salvo exceções de esmagamentos localizados,
as fissuras são, em geral, verticais.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.6. ALVENARIA SUBMETIDA À COMPRESSÃO AXIAL (VERTICAIS)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuramento vertical da alvenaria. Ruptura de
nervuras internas e expulsão de “tampos” de
alguns blocos.

CAUSAS:
Deformação transversal da argamassa de
assentamento que, em geral, são mais
acentuadas que a dos tijolos.

COMENTÁRIOS:

A deformação transversal da argamassa pode


levar inclusive à ruptura por tração de nervuras
internas dos blocos.
Salvo exceções de esmagamentos localizados,
as fissuras são, em geral, verticais.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.6. ALVENARIA SUBMETIDA À COMPRESSÃO AXIAL (VERTICAIS)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuramento vertical da alvenaria. Ruptura de
nervuras internas e expulsão de “tampos” de
alguns blocos.

CAUSAS:
Deformação transversal da argamassa de
assentamento que, em geral, são mais
acentuadas que a dos tijolos.

COMENTÁRIOS:

A deformação transversal da argamassa pode


levar inclusive à ruptura por tração de nervuras
internas dos blocos.
Salvo exceções de esmagamentos localizados,
as fissuras são, em geral, verticais.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.6. ALVENARIA SUBMETIDA À COMPRESSÃO AXIAL (HORIZONTAIS(

SINTOMATOLOGIA:
Trincas horizontais.

CAUSAS:
Ruptura por compressão dos componentes da
alvenaria ou da própria argamassa, ou ainda da
solicitação de flexocompressão da parede.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.6. ALVENARIA SUBMETIDA À COMPRESSÃO AXIAL (LOCALIZADAS)

SINTOMATOLOGIA:
Ruptura na região de aplicação de carga, trincas
inclinadas próximas a aberturas.

CAUSAS:
Concentração de tensões e ausência de reforço
localizado.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.6. ALVENARIA SUBMETIDA À COMPRESSÃO AXIAL (LOCALIZADAS)

SINTOMATOLOGIA:
Ruptura na região de aplicação de carga, trincas
inclinadas próximas a aberturas.

CAUSAS:
Concentração de tensões e ausência de reforço
localizado.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.6. ALVENARIA SUBMETIDA À COMPRESSÃO AXIAL (LOCALIZADAS)

SINTOMATOLOGIA:
Ruptura na região de aplicação de carga, trincas
inclinadas próximas a aberturas.

CAUSAS:
Concentração de tensões e ausência de reforço
localizado.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
3. ATUAÇÃO DE SOBRECARGAS
3.7. TELHAS DE FIBROCIMENTO

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras nas ondas de fixação.

CAUSAS:
Aperto excessivo no acessório de fixação.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.1. EFEITO DA FLEXÃO DE VIGAS E LAJES EM ALVENARIAS (I)

SINTOMATOLOGIA:
Trincas inclinadas nos cantos superiores da
parede. Trinca horizontal na parte inferior do
painel.

CAUSAS:
O componente de apoio deforma-se mais que o
componente superior.

COMENTÁRIOS:

Quando o comprimento da parede é superior à


altura aparece o efeito de arco e a trinca
horizontal desvia-se em direção aos vértices
inferiores do painel.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.1. EFEITO DA FLEXÃO DE VIGAS E LAJES EM ALVENARIAS (I)

SINTOMATOLOGIA:
Trincas inclinadas nos cantos superiores da
parede. Trinca horizontal na parte inferior do
painel.

CAUSAS:
O componente de apoio deforma-se mais que o
componente superior.

COMENTÁRIOS:

Quando o comprimento da parede é superior à


altura aparece o efeito de arco e a trinca
horizontal desvia-se em direção aos vértices
inferiores do painel.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.2. EFEITO DA FLEXÃO DE VIGAS E LAJES EM ALVENARIAS (II)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras semelhantes àquelas apresentas para o
caso de flexão de vigas de concreto armado.

CAUSAS:
Componente de apoio deforma-se menos que o
componente superior, fazendo com que a
parede se comporte como viga.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.3. EFEITO DA FLEXÃO DE VIGAS E LAJES EM ALVENARIAS (III)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras iniciadas nos vértices inferiores do
painel, propagando-se aproximadamente a 45°.

CAUSAS:
O componente de apoio e o componente
superior apresentam deformações
aproximadamente iguais, ao que a parede fica
essencialmente submetida a cisalhamento.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.4. EFEITO DA FLEXÃO DE VIGAS E LAJES EM ALVENARIAS (IV)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras com configurações diversas.

CAUSAS:
Presença de abertura faz com que as direções
das tensões se desviem dos casos
anteriormente mostrados.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.5. EFEITO DA FLEXÃO DE VIGAS E LAJES EM ALVENARIAS (V)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras e destacamentos entre os painéis de
alvenaria.

CAUSAS:
Deflexão nas vigas ou laje que provocam
tensões na interface entre os painéis.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.6. EFEITO DA FLEXÃO DE VIGAS E LAJES EM ALVENARIAS (VI)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras de cisalhamento.

CAUSAS:
Deflexão da viga na região de balanço.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.7. EFEITO DA FLEXÃO DE VIGAS E LAJES EM ALVENARIAS (VII)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras horizontais na altura dos peitoris das
janelas.

CAUSAS:
Flechas diferenciadas nos balanços das vigas de
pavimentos sucessivos em que se apoiam vigas
perimetrais, que dão sustentação às alvenarias.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.8. EFEITO DA FLEXÃO DE VIGAS E LAJES EM ALVENARIAS (VIII)

SINTOMATOLOGIA:
Trinca horizontal que se estende praticamente
por toda a parede, com abertura regular.

CAUSAS:
Excessiva deformação de lajes ancoradas nas
paredes, introduzindo nestas esforços de flexão
lateral.

COMENTÁRIOS:

Avaliar a existência de indícios de eventual


efeitos de arco da alvenaria. A sua ausência
elimina a hipótese de flexão da laje na direção
do eixo das paredes.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.8. EFEITO DA FLEXÃO DE VIGAS E LAJES EM ALVENARIAS (VIII)

SINTOMATOLOGIA:
Trinca horizontal que se estende praticamente
por toda a parede, com abertura regular.

CAUSAS:
Excessiva deformação de lajes ancoradas nas
paredes, introduzindo nestas esforços de flexão
lateral.

COMENTÁRIOS:

Avaliar a existência de indícios de eventual


efeitos de arco da alvenaria. A sua ausência
elimina a hipótese de flexão da laje na direção
do eixo das paredes.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
4. DEFORMABILIDADE EXCESSIVA DA ESTRUTURA
4.9. EFEITO DE FLEXÃO DE LAJES EM PISOS

SINTOMATOLOGIA:
Fissuração, lascamento e destacamento de
pisos cerâmicos.

CAUSAS:
Ocorrência de significativa deflexão da laje,
com o que o piso passa a trabalhar como capa
de compressão.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
INTRODUÇÃO

COMENTÁRIOS:
1) Para areias existe a tendência de que os
recalques ocorram com mesma magnitude, tanto
para placas estreitas quanto para placas mais
largas. Isso porque a capacidade de carga e o
módulo de deformação aumentam rapidamente
com a profundidade.
2) Já para solos com grande coesão, em que a
resistência e deformabilidade não variam tanto
com a profundidade, pode-se raciocinar
hipoteticamente que uma sapata com área maior
apresentará maiores recalques que uma outra
menor, submetida à mesma pressão. Isso porque o
bulbo de pressões introduzidas no terreno na
primeira sapara apresenta maior profundidade.
3) Fissuras inclinadas. Diferem-se das fissuras por
deflexão dos componentes estruturais pois
apresentam aberturas geralmente maiores.
Apresentam também alguns esmagamentos
localizados e nítida variação na abertura da fissura.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.1. RECALQUE DE FUNDAÇÃO (I)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, com indícios de
esmagamento.

CAUSAS:
Recalque diferencial por desbalanceamento dos
carregamento.

COMENTÁRIOS:

É comum serem identificadas fissuras de flexão


partindo do peitoril da janela,
aproximadamente a meio comprimento da
abertura.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.1. RECALQUE DE FUNDAÇÃO (I)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, com indícios de
esmagamento.

CAUSAS:
Recalque diferencial por desbalanceamento dos
carregamento.

COMENTÁRIOS:

É comum serem identificadas fissuras de flexão


partindo do peitoril da janela,
aproximadamente a meio comprimento da
abertura.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.2. RECALQUE DE FUNDAÇÃO (II)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, com indícios de
esmagamento.

CAUSAS:
Edifício uniformemente carregado, com
recalque diferencial devido a consolidações
distintas do aterro carregado.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.3. RECALQUE DE FUNDAÇÃO (III)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, com indícios de
esmagamento.

CAUSAS:
Edifício uniformemente carregado, com
recalque diferencial devido assentamento em
seções de corte e aterro sem o devido
tratamento em projeto.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.4. RECALQUE DE FUNDAÇÃO (IV)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, com indícios de
esmagamento.

CAUSAS:
Edifício uniformemente carregado, com
recalque diferencial devido a interferência no
bulbo de tensões.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.5. RECALQUE DE FUNDAÇÃO (V)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, com indícios de
esmagamento.

CAUSAS:
Edifício uniformemente carregado, com
recalque diferencial devido heterogeneidade do
solo.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.6. RECALQUE DE FUNDAÇÃO (VI)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, com indícios de
esmagamento.

CAUSAS:
Edifício uniformemente carregado, com
recalque diferencial devido a rebaixamento do
lençol freático.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.7. RECALQUE DE FUNDAÇÃO (VII)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, com indícios de
esmagamento.

CAUSAS:
Edifício uniformemente carregado, com recalque
diferencial devido adoção de sistemas diferentes
de fundação ou construção de edifícios com
magnitude de carregamentos muito diferente.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.7. RECALQUE DE FUNDAÇÃO (VII)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, com indícios de
esmagamento.

CAUSAS:
Edifício uniformemente carregado, com recalque
diferencial devido adoção de sistemas diferentes
de fundação ou construção de edifícios com
magnitude de carregamentos muito diferente.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.8. RECALQUE DE FUNDAÇÃO (VIII)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, com indícios de
esmagamento.

CAUSAS:
Edifício uniformemente carregado, com recalque
diferencial devido a variação de umidade devido à
penetração de água de chuva nas vizinhanças ou
mesmo absorção pela vegetação.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
5. RECALQUES DE FUNDAÇÃO
5.9. AFUNDAMENTO LOCALIZADO DO TERRENO

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras inclinadas, em estado generalizado,
com indícios de esmagamento.

CAUSAS:
Afundamentos localizados do terreno causados
por falhas no subsolo (cavernas oriundas
regularmente da lixiviação de calcário
localizado em camadas profundas).

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
INTRODUÇÃO

COMENTÁRIOS:
Em fundação da trabalhabilidade, os concretos e
argamassas são preparados com água em excesso,
o que vem a acentuar a retração. São tipos de
retração:
1) Retração química / autógenena: provém da
reação química entre o cimento e a água.
2) Retração hidráulica ou por secagem: a
quantidade excedente de água, que permanece
livre em seu interior, evapora-se posteriormente.
3) Retração por carbonatação: reação com o gás
carbônico do ar, formando o carbonato de cálcio.
4) Retração plástica: ocorre ainda no estado
fresco/plástico, com a evaporação ou percolação
da água.
O fator que mais influencia a retração é a relação
água cimento. Além dele pode-se citar: finura do
cimento e do agregado, quantidade de cimento,
condições de cura e adensamento, natureza do
agregado, umidade relativa do ar e área exposta
(geometria da peça).

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.1. RETRAÇÃO EM VIGAS (I)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuração horizontal dos pilares mais
extremos.

CAUSAS:
Retração das vigas superiores.

COMENTÁRIOS:

Verifica-se a importância da avaliação global


dos elementos na obra.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.2. RETRAÇÃO EM VIGAS (II)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras no terço médio da viga, sendo retas e
regularmente espaçadas.

CAUSAS:
Deficiência na armadura de pele.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.3. RETRAÇÃO EM PEÇAS EM GERAL

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras com diferentes configurações, inclusive
fissuras mapeadas. Coloração esbranquiçada da
peça.

CAUSAS:
Consumo excepcionalmente alto de água.

COMENTÁRIOS:

Também pode ocorrer em lajes.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.4. RETRAÇÃO EM PILARES

SINTOMATOLOGIA:
Arqueamento da alvenaria, com aparecimento de
fissuras típicas de sobrecarga ou fissuras horizontais
característica de solicitação por flexocompressão. Em
casos extremos pode promover fissuração em peças
intermediárias da estrutura.

CAUSAS:
Retração em pilares com introdução de tensões
de compressão nas alvenarias de fechamento.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.5. RETRAÇÃO EM LAJES DE CONCRETO ARMADO (I)

SINTOMATOLOGIA:
Compressão, fissuras ou mesmo destacamento
no revestimento do piso, compressão de forros
falsos e fissuração de paredes solidárias à laje.

CAUSAS:
Retração da laje.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.6. RETRAÇÃO EM LAJES DE CONCRETO ARMADO (II)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras horizontais em paredes de andares
intermediários, de edifícios constituídos por
alvenaria estrutural. As fissuras também poderão
surgir imediatamente abaixo da laje ou nos cantos
superiores dos caixilhos.

CAUSAS:
Retração da laje.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.7. RECALQUE PLÁSTICO DO CONCRETO/ARGAMASSA

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras internas ao concreto, imediatamente
abaixo de seções densamente armadas ou, no
caso da argamassa de assentamento,
abatimento da alvenaria recém construída.

CAUSAS:
Recalque plástico do concreto/argamassa.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.7. RECALQUE PLÁSTICO DO CONCRETO/ARGAMASSA

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras internas ao concreto, imediatamente
abaixo de seções densamente armadas ou, no
caso da argamassa de assentamento,
abatimento da alvenaria recém construída.

CAUSAS:
Recalque plástico do concreto/argamassa.

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.8. RETRAÇÃO DE ALVENARIAS

SINTOMATOLOGIA:
Destacamentos nas regiões de ligação com
componentes estruturais, formação de fissuras no
próprio corpo da parede em regiões de encontro,
de concentração de tensões ou no terço médio de
paredes muito extensas. Se houver muitas
aberturas, pode ocorrer fissuração generalizada.
CAUSAS:
Retração das paredes de alvenaria.

COMENTÁRIOS:

Argamassas mais pobres em cimento, a despeito


da maior retração, apresentam melhor
comportamento global, pelo poder de acomodar
deformações. As retrações desenvolvidas tanto nos
blocos quanto nas paredes são muito influenciadas
pela qualidade da argamassa.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.8. RETRAÇÃO DE ALVENARIAS

SINTOMATOLOGIA:
Destacamentos nas regiões de ligação com
componentes estruturais, formação de fissuras no
próprio corpo da parede em regiões de encontro,
de concentração de tensões ou no terço médio de
paredes muito extensas. Se houver muitas
aberturas, pode ocorrer fissuração generalizada.
CAUSAS:
Retração das paredes de alvenaria.

COMENTÁRIOS:

Argamassas mais pobres em cimento, a despeito


da maior retração, apresentam melhor
comportamento global, pelo poder de acomodar
deformações. As retrações desenvolvidas tanto nos
blocos quanto nas paredes são muito influenciadas
pela qualidade da argamassa.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.9. RETRAÇÃO DE PAREDES MONOLÍTICAS (OUTNORD, PRECISE)

SINTOMATOLOGIA:
Fissuras em seções enfraquecidas pela presença de
aberturas de portas e janelas, paredes cegas
relativamente extensas e destacamentos entre a
parede a laje de fundação.

CAUSAS:
Características do sistema como o concreto
empregado autoadensável (relação a/c alta),
grande área exposta, baixa taxa de armadura e
inobservância de detalhes construtivos
apropriados (juntas de controle).

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.10. RETRAÇÃO EM ARGAMASSAS DE REVESTIMENTO

SINTOMATOLOGIA:
Distribuição uniforme, com linhas mapeadas
que se cruzam formando ângulos bastante
próximos de 90° (do contrário, não são de
retração).

CAUSAS:

COMENTÁRIOS:

A retração aumenta com o consumo de


aglomerante, com a porcentagem de finos
existente na mistura e com o teor da água de
amassamento. Observar que o distanciamento
diminui no substrato mais rígido (emboço) e
aumento no mais elástico (reboco)

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.11. RETRAÇÃO EM ARGAMASSAS DE ASSENTAMENTO DE AZULEJOS

SINTOMATOLOGIA:
Pequenas gretas nos azulejos.

CAUSAS:
Excesso de teor de cimento, o que aumenta em
muito a rigidez da argamassa e reduz sua
capacidade deformação. A retração provoca
abaulamento nos azulejos

COMENTÁRIOS:

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
6. RETRAÇÃO DOS PRODUTOS À BASE DE CIMENTO
6.11. RETRAÇÃO EM ARGAMASSAS DE ASSENTAMENTO DE AZULEJOS

SINTOMATOLOGIA:
Pequenas gretas nos azulejos.

CAUSAS:
Excesso de teor de cimento, o que aumenta em
muito a rigidez da argamassa e reduz sua
capacidade deformação. A retração provoca
abaulamento nos azulejos

COMENTÁRIOS:

Também pode ser causado por excesso de


umidade nos azulejos no momento da
aplicação, junta excessivamente estreita ou
defeito de fabricação.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
7. ALTERAÇÃO QUÍMICA DOS MATERIAIS
7.1. HIDRATAÇÃO RETARDADA DE CALES

SINTOMATOLOGIA:
Em argamassas de assentamento provoca fissuras
horizontais, acompanhando as juntas de
assentamento, preferencialmente na proximidade
do topo da parede. Em revestimentos apresenta
fissuras, descolamentos, desagregações.

CAUSAS:
Presença de óxidos livres de cal e magnésio em
cales mal hidratadas. Quando há umidificação do
componente, os óxidos livres hidratam-se
apresentando aumento de volume (da ordem de
100 %)

COMENTÁRIOS:

Na presença de grânulos isolados de óxidos


ativos, a expansão e posterior desagregação do
óxido resultará em pequenos buracos no
revestimento.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
7. ALTERAÇÃO QUÍMICA DOS MATERIAIS
7.1. HIDRATAÇÃO RETARDADA DE CALES

SINTOMATOLOGIA:
Em argamassas de assentamento provoca fissuras
horizontais, acompanhando as juntas de
assentamento, preferencialmente na proximidade
do topo da parede. Em revestimentos apresenta
fissuras, descolamentos, desagregações.

CAUSAS:
Presença de óxidos livres de cal e magnésio em
cales mal hidratadas. Quando há umidificação do
componente, os óxidos livres hidratam-se
apresentando aumento de volume (da ordem de
100 %)

COMENTÁRIOS:

Na presença de grânulos isolados de óxidos


ativos, a expansão e posterior desagregação do
óxido resultará em pequenos buracos no
revestimento.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
7. ALTERAÇÃO QUÍMICA DOS MATERIAIS
7.2. ATAQUE POR SULFATOS

SINTOMATOLOGIA:
Trincas semelhantes àquelas que ocorrem pela
retração da argamassa de revestimento diferenciando
pela presença de aberturas mais pronunciadas, que
acompanham aproximadamente as juntas de
assentamento horizontais e verticais e presença de
eflorescências.
CAUSAS:
Reação de sulfatos presentes em águas
contaminadas ou componentes com o aluminato
tricálcico formando o sulfoaluminato tricálcico
(etringita), acompanhada de grande expansão.

COMENTÁRIOS:

Por esse motivo a utilização conjunta de cimento e


gesso é potencialmente perigosa. Onde não há
vínculos resistentes as trincas configuram-se ao
acaso. Onde há, elas ocorrem como uma série de
aberturas paralelas ao eixo vinculado, com
expansão lateral do concreto.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
7. ALTERAÇÃO QUÍMICA DOS MATERIAIS
7.3. CORROSÃO DAS ARMADURAS

SINTOMATOLOGIA:
Fissuramento e lascamento (“spalling”) do
concreto nas regiões próximas às armaduras.

CAUSAS:
Reação de corrosão, independentemente de sua
natureza, produz óxido de ferro, cujo volume é
muitas vezes maior que o original do metal. Isso
pode provir de cobrimento insuficiente, concreto
mal adensado, elementos agressivos e
heterogeneidade da estrutura.

COMENTÁRIOS:

Segundo Helene, pequenos teores de cloreto,


concentrados numa determinada região da
peça, podem ser mais prejudiciais do que altos
teores distribuídos de maneira uniforme e
homogênea.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
7. ALTERAÇÃO QUÍMICA DOS MATERIAIS
7.3. CORROSÃO DAS ARMADURAS

SINTOMATOLOGIA:
Fissuramento e lascamento (“spalling”) do
concreto nas regiões próximas às armaduras.

CAUSAS:
Reação de corrosão, independentemente de sua
natureza, produz óxido de ferro, cujo volume é
muitas vezes maior que o original do metal. Isso
pode provir de cobrimento insuficiente, concreto
mal adensado, elementos agressivos e
heterogeneidade da estrutura.

COMENTÁRIOS:

Segundo Helene, pequenos teores de cloreto,


concentrados numa determinada região da
peça, podem ser mais prejudiciais do que altos
teores distribuídos de maneira uniforme e
homogênea.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.1. RECALQUES DE FUNDAÇÃO

COMENTÁRIOS:
1) Bom conhecimento das propriedades do solo
e observância do critério de recalques
admissíveis. Isso pode ser feito mesmo que
pela adoção de valores a partir do solo e da
estratificação de camadas, fornecendo ao
projetista parâmetro qualitativos.
2) Adoção de juntas quando a adoção da
fundação, para as condições de recalque
observadas, se tornar antieconômica. Isso visa
tornar o edifício mais flexível. Ao lado são
apresentadas configuras potencialmente
perigosas quanto à geração de recalques
diferenciais.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.2. EFEITO TÉRMICO E FLEXIBILIDADE EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

COMENTÁRIOS:
1) Embora exista muita divergência sobre o
assunto, as recomendações de juntas variam
entre 30 e 60 m, adotando-se, em geral, 50 m.
2) Limitação das deformações globais da
estrutura, para evitar a introdução de elevadas
tensões de cisalhamento nas paredes de
fechamento.
3) Limitação nas deflexões de lajes e vigas,
considerando inclusive a deformação lenta.
Detalhes específicos podem ser previstos.
4) Adiar ao máximo a execução de paredes.
Executá-las de cima para baixo ou, se isso for
impossível, fazer o encunhamento
posteriormente.
5) Introdução de material deformável na base
ou no topo da parede.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.2. EFEITO TÉRMICO E FLEXIBILIDADE EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

COMENTÁRIOS:
6) No caso de destacamento entre paredes e
lajes, o problema provém da prática herdada da
solidarização entre alvenarias de blocos
cerâmicos e pilares de concreto. No entanto,
para outros sistemas (blocos de concreto,
painéis, Outnord) essa prática pode não
funcionar. Recomenda-se que o encontro seja
feito com material deformável capaz de
absorver movimentações diferenciadas.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.3. ALVENARIAS

COMENTÁRIOS:
1) Devido às características portantes das
alvenarias, devem ser evitadas cargas
excêntricas e concentradas. Para isso devem ser
adotados mecanismos de distribuição de
tensões como vergas e contravergas, coxins etc.
2) Deve-se evitar o contato de água com a
alvenaria por meio de impermeabilização da
fundação, adoção de detalhes arquitetônicos
que façam a água descolar da fachada,
revestimentos com película impermeável ou
hidrófuga etc.
3) Componentes não abrigados no canteiro
absorverão água da chuva, contraindo-se
subsequentemente na parede quando a água
evaporar.
4) Componentes mal curados apresentação
retração intensa na parede acabada.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.3. ALVENARIAS

COMENTÁRIOS:
5) Componentes irregulares, com grandes
variações dimensionais, dificultarão a
aparelhagem da parede, exigirão maior
consumo de argamassa de revestimento, darão
origem a juntas horizontais irregulares, gerando
concentração de tensões etc.
6) Considerando o grande poder de
acomodação as mais diferentes solicitações e a
importância relativa na resistência mecânica da
parede, deverão ser empregadas argamassas
mistas, a não se que se disponha de um
cimento especial (mansory cement).
7) Promover o frisamento das juntas de
argamassas. Isso melhorar a compacidade da
argamassa, bem como propicia o descolamento
da lâmina d’água.
8) Prever juntas de controle na alvenaria ou
mesmo usar bandeiras nas portas (o que cria
uma descontinuidade em paredes extensas).

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.4. LAJES DE COBERTURA

COMENTÁRIOS:
1) Criação de juntas de movimentação na laje,
que poderiam absorver tanto as
movimentações de retração quanto as
movimentações térmicas.
2) Especial atenção na cura, evitando o
agravamento da retração por secagem
posterior.
3) Criação de juntas provisórias com barras
emendadas por transpasse ou ligeiramente
arqueadas, com concretagem 20 ou 30 dias
depois.
4) Isolação térmica, desde que bem projetada e
executada.
5) O reforço com cintamento se mostra
antieconômico e o sombreamento isolado pode
não funcionar se as telhas apresentarem
grande poder de irradiação.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.4. LAJES DE COBERTURA

COMENTÁRIOS:
6) Dessolidarização entre as paredes do último
pavimento e a laje ou o vigamento da
cobertura. Nas alvenarias estruturais essa
procedimento é obrigatório segundo alguns
autores.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.5. REVESTIMENTOS RÍGIDOS DE PAREDES

COMENTÁRIOS:
1) Assim como nas argamassas de assentamento,
as argamassas de revestimento deverão trazer em
sua constituição teores consideráveis de cal, sendo
comum o emprego dos tração 1:1:6, 1:2:9,
1:2,5:10 e 1:3:12.
2) Em camadas múltiplas, o módulo de
deformação da argamassa de cada camada deverá
ser uniforme ou ir diminuindo gradativamente de
dentro para fora (consumo de cimento´, portanto,
diminuindo no mesmo sentido).
3) Evitar areias com elevados teores de finos,
impurezas orgânicas ou aglomerados argilosos.
Atentar para a presença excessiva de material
inerte adulterante nas cales hidratadas.
4) Observância das espessuras e tempos de
endurecimento normativos para revestimento.
5) Evitar a aplicação de gesso sobre a argamassa de
cimento ainda fresca, podendo geral reações
expansivas.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.6. PISOS CERÂMICOS

COMENTÁRIOS:
1) Emprego de argamassas não muito rígidas,
com tração 1:4 ou 1:0,25:5.
2) Assentamento com observação de folgas
entre as peças, variando de 1 a 5 mm em
função do tamanho do ladrilho e da localização
do piso (interno ou externo ao edifício).
3) Dessolidarização do piso cerâmico de pilares
e de paredes laterais.
4) Uso de camada de separação entre o piso e a
laje, no caso desta ser muito flexível. A camada
pode ser de areia grossa estabilizada baixo teor
de cimento, folhas duplas de papel Kraft ou
membrana de polietileno.
5) Prever juntas de movimentações
longitudinais e/ou transversais.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.6. PISOS CERÂMICOS

COMENTÁRIOS:
6) Quando houver juntas de movimentação na
estrutura, estas também devem ser previstas
no piso, havendo correspondência entre o
posicionamento e as aberturas. Podem ser
empregados perfis extrudados de PVC ou
preenchimento com material deformável.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.7 FORROS DE GESSO

COMENTÁRIOS:
1) Não encunhas placas de gesso nas paredes
laterais, devendo-se prever folgas em todo o
contorno do forro capazes de absorver as
movimentações do gesso e da própria
estrutura.
2) Nos forros muito longos, deverão ser
previstas juntas de movimentação
intermediárias, espaçadas, no máximo, a cada 5
ou 6 m, devidamente arrematadas por mata-
juntas.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
8. PREVENÇÃO DE FISSURAS
8.8 CAIXILHOS E ENVIDRAÇAMENTO

COMENTÁRIOS:
1) Adoção de folgas suficientes entre as placas
de vidro e sua estrutura de suporte. As normas
da ABNT trazem especificações sobre o
assunto.
2) Evitar a aplicação de pinturas ou filmes
plásticos escuros sobre placas de vidro já
instaladas. Pode-se aumentar a dilatação
térmica da placa e tornar as folgas disponíveis
insuficientes.
3) Na interface entre as placas de vidro e a
estrutura de concreto, principalmente em
fachas, recomenda-se a adoção de caixilhos
telescópicos ou mesmo juntas de
movimentação com ganchos que funcionam
como molas entres os sistemas.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
INTRODUÇÃO

COMENTÁRIOS:
1) A recuperação de componentes trincados só
deverá ser procedida após se ter pleno
conhecimento da implicação da trincas no
comportamento global do edifício: danos às
instalações, danos no contraventamento da
obra, redução perigosa das áreas de apoio de
lajes ou tesouras de cobertura, desaprumos
acentuados.
2) Além disso deve-se observar as implicações
da fissura em termos de desempenho global ou
de componentes vizinhos, sazonalidade ou
estágio de avanço do movimento que origem à
trinca, possibilidade de adoção de um reparo
definitivo ou provisório, época mais apropriada
de reparo.
3) Quanto maior a aproximação entre a medida
preventiva recomendada e a solução corretiva
adotada, maior será a eficiência do reparo.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.1. COMPONENTES DE CONCRETO ARMADO - CORROSÃO

COMENTÁRIOS:
1) Remoção do concreto solto, na proximidade
das barras corroídas.
2) Remoção do óxido de ferro, mediante
lixamento jateamento de areia.
3) Remoção da poeira aderente às barras e à
cavidade do concreto, com jato de ar ou
escova.
4) Proteção das barras de aço com pintura
anticorrosiva.
5) Aplicação de resina epóxi tanto nas barras
quanto na cavidade do concreto.
6) Aplicação de argamassa de cimento e areia,
bem seca (consistência de farofa),
energicamente socada contra as armaduras e a
cavidade de concreto.
6) Cura úmida da argamassa (sacos de estopa
umedecidos).

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.2. COMPONENTES DE CONCRETO ARMADO – FISSURAS/REFORÇO

COMENTÁRIOS:
1) Em situações em que a estanqueidade é
requerida ou há possibilidade de ataque por
corrosão, pode-se proceder o tratamento das
fissuras com resina epóxi. Cabe esclarecer que
isso não promove o aumento de resistência já
que, sob carregamento, as fissuras
provavelmente viriam a manifestar-se em
seções contíguas àquelas recuperadas.
2) Para efeito de reforço propriamente dito
devem ser coladas chapas de aço ao elemento,
corretamente dimensionadas e posicionadas.
Deve-se promover alguma rugosidade à
superfície.
3) O reforço de vigas pode ser obtido com o
próprio emprego de concreto, adotando-se
armaduras suplementares e aumentando-se a
altura útil da viga. A viga deve ser
convenientemente escorada. Também pode ser
utilizado concreto projetado.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.3. COMPONENTES DE CONCRETO ARMADO – FISSURAS/REFORÇO

COMENTÁRIOS:
4) Para o caso de pilares, no encontro com a
laje, deve-se ter especial cuidado no
lançamento do concreto.
5) O reforço de lajes de concreto armado é um
fato muito raro, sendo em geral mais
econômico destruir o concreto, reforçar a
armadura e reconcretar. No entanto, pode-se
proceder à colagem de chapas de aço sob a laje
ou dispor armaduras adicionais com posterior
aplicação de concreto projetado. Este último
procedimento pode, inclusive, quando se
desejar proteger contra a corrosão de
armaduras expostas.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.4. ALVENARIAS – DESTACAMENTO DE PILARES

COMENTÁRIOS:
1) A primeira solução é proceder à
desvinculação da alvenaria e do pilar, conforme
soluções apresentadas na prevenção.
2) Em paredes com revestimentos rígidos,
pode-se proceder à aplicação de tela metálica
leve (ex.: tela de estuque) inserida na nova
argamassa e transpassando o pilar
aproximadamente 20 cm para cada lado. A tela
deve estar medianamente distendida, a
alvenaria e o pilar deverão ser chapiscado e a
argamassa de recuperação deverá ter baixo
módulo de deformação (traço 1:2:9).

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.4. ALVENARIAS – PAREDES LONGAS

COMENTÁRIOS:
1) Nas paredes longas com fissuras
intermediárias recomenda-se a criação de
juntas de movimentação nos locais de
ocorrência das fissuras, podendo-se recorrer a
transformação de portas simples em portas
com bandeira.
2) Caso a fissura seja provocada por
movimentações iniciais acentuadas, cuja
variação passa a ser vinculada exclusivamente a
movimentações higrotérmicas, sugere-se a
utilização de tela metálica ou inserção de
bandagem que propicie a Dessolidarização
entre o revestimento e a parede. O princípio é a
absorção da movimentação da fissura por uma
faixa de revestimento relativamente larga, não
aderente à base.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.4. ALVENARIAS – FISSURAS ATIVAS

COMENTÁRIOS:
1) Pode-se tentar proceder com o próprio
sistema de pintura da parede. Nesse caso, a
pintura deve ser reforçada com finíssima tela
de náilon ou polipropileno, com
aproximadamente 10 cm de largura,
requerendo-se a aplicação de seis a oito
demãos de tinta elástica, a base de resina
acrílica, poliuretânica etc.
2) No entanto, sempre que possível, a
recuperação de trincas ativas deve ser efetuada
com selantes flexíveis, abrindo-se na região da
trinco um sulco com formato de Vê, com
aproximadamente 20 mm de largura e 10 mm
de profundidade. Em movimentações muito
intensas deve-se aumentar a abertura e
intercalar o selante e a parede com uma
membrana de separação. Esta solução melhora
as condições de trabalho do selante.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.4. ALVENARIAS – FISSURAS EM REGIÕES ENFRAQUECIDAS

COMENTÁRIOS:
1) Recuperação superficial pela inserção de
bandagem no revestimento ou de tela de
náilon na pintura. O comportamento
monolítico da parede pode ser reestabelecido
mediante a introdução de armaduras no trecho
fissurado da parede ou mesmo de telas no
revestimento da parede. A tela não deve estar
nem muito frouxa nem excessivamente
distendida.
2) Quando o uso de telas ou bandagens for
impossível sugere-se: criação de juntas de
movimentação; simples substituição dos blocos
fissurados (com devida raspagem da argamassa
e obturação da junta), introdução de pilares nas
paredes sujeitas à variações dimensionais
limitadas ou raspagem da argamassa de
assentamento e introdução de ferros com
transpasse de 25 cm para cada lado.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.4. ALVENARIAS – SOLICITADAS PELA LAJE SUPERIOR (TÉRMICA OU DEFLEXÃO)

COMENTÁRIOS:
1) Adoção das soluções anteriormente citadas
para trincas.
2) Dessolidarização entre o topo da parede e o
componente estrutural.
3) Nas lajes de cobertura que se apoiam em
alvenaria portante, além da melhora da
isolação térmica, pode-se tentar o escoramento
da laje, remoção da última junta de
assentamento e introdução de material
deformado (ex.: feltro betumado). Pode-se
também fazer a raspagem da junta até uma
profundidade de 10 mm e preencher com
selante flexível.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.4. ALVENARIAS – PORTANTES

COMENTÁRIOS:
1) Para fissuras provenientes de concentração
de tensões, deve-se conseguir uma melhor
distribuição no trecho com o emprego de coxim
devidamente dimensionado. Em regiões de
abertura pode-se introduzir chapas de aço, ou
sobrepor à verga existe uma outra de maior
comprimento.
2) A recuperação de paredes trincadas pode ser
conseguida pela introdução de armaduras nas
paredes, chumbadas com argamassa rica em
cimento e posicionadas perpendicularmente à
direção das fissuras. Em casos de recalques
intensos, pode-se recorrer ao atirantamento da
alvenaria.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.4. REVESTIMENTOS RÍGIDOS

COMENTÁRIOS:
1) No caso de pisos e azulejos sugere-se a criação
de juntas no revestimento e substituição das peças
danificadas.
2) No tocante a argamassas, recomenda-se a
simples substituição do reboco ou emboço em que
apresentar grande incidência de fissuras de
retração, descolamentos, pulverulência etc. Deve-
se atentar, antecipadamente, à eliminação da
causa do problema, que é, muito frequentemente,
infiltração de umidade na parede.
3) Nas fissuras de retração da argamassa de
revestimento de fachadas, pode-se tentar a
utilização de pintura elástica encorpada, com
aplicação de três ou quatro demãos de tinta à base
de resina acrílica, empregando-se ainda reforço
com tela de náilon nos locais mais danificados. Nas
paredes internas, alternativamente à substituição
da argamassa, pode ser economicamente
competitiva a aplicação de papéis de parede
(película de PVC reforçado com fibras têxteis).

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.


MECANISMO:
9. RECUPERAÇÃO
9.4. REVESTIMENTOS RÍGIDOS

COMENTÁRIOS:
4) No caso de fissuras por expansão retardada
de óxidos presentes na argamassa de
assentamento de alvenarias, recomenda-se que
se deixe completar a reação que pode levar
cerca de três anos ou mais, para só então
providenciar a substituição do revestimento.
5) Para fissuras provocadas por ataque de
sulfatos (formação de etringita) recomenda-se
a remoção do revestimento, eliminação do
acesso da umidade à parede, secagem ao
máximo da superfície e aplicação de novo
revestimento constituído por cimento
resistente a sulfatos, cal e areia.

THOMAZ, E. Trincas e rachaduras em edifícios. PINI, 2002.