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Juventude, religião e espaço público:

exemplos “bons para pensar” tempos e


sinais
Apresentação de artigo
Disciplina: Estudos avançados sobre infâncias, juventudes e velhices.
Mestrando: Gerson Dieter Prates
26/04/2019
Regina Célia Reyes
Novaes
• Antropóloga, com graduação em
Ciências Sociais no IFCS-UFRJ; mestrado
em Antropologia Social pelo Museu
Nacional/UFRJ e doutorado em Ciências
Humanas pela USP. Foi professora do
IFCS-UFRJ, atualmente é pesquisadora do
CNPq, desenvolvendo o Projeto
Juventude, Religião e Política e, também,
é Consultora da UNESCO para a Agenda
Juventude.
De que maneiras se apresentam no
Segmentos de
espaço público por meio de
jovens
referências, valores ou identidades
brasileiros
religiosas?
Dessa maneira, em diferentes territórios, atores religiosamente motivados se
encontram com outros atores políticos – civis e secularizados – contribuindo
para o aumento do estoque de ideias e de posicionamentos que alimentam o
debate público nacional e internacionalmente. Assim sendo, valores culturais
classificados como religiosos (e vice versa) e valores religiosos classificados
como políticos (e vice-versa) se intercruzam no campo da convivência civil e
chegam, até mesmo, a se incorporar nos projetos e ações de setores
governamentais encarregados da formulação de políticas públicas.
[se a noção de “diversidade” provoca (provocava?) certos isolamentos]
Por outro lado, simultaneamente, em espaços de disputas democráticas, o
“reconhecimento da diversidade” tem contribuído para aumentar o peso de
valores e pertencimentos religiosos por meio de uma afirmação ética que
prega “a paz e justiça” e evoca universais “direitos humanos”.

p. 185
 Secularização e diversidade religiosa em
um espaço de ciência
1
Síntese pessoal
Secularização
“religiosos praticantes”

“religiosos
praticantes/profissionais
da religião” Conexão
Globalização laico e Mutações

“profissionais da ciência”
religioso

“puramente acadêmico”
Crenças e
pertencimentos

1Pierucci (1997) sobre “sociólogos da religião” no Brasil.


 Religiosidade e política em espaços da
chamada cultura hip hop
Rap Gospel – Rap sincrético – Raps feitos de
pertencimento expressão sincrética
confessional evangélico religiosa Salmos
• Thaíde e DJ Hum:
“Evoco espíritos no
atabaque / mas
também preciso da
benção do padre”

Hip Hop: rap, break e grafite. Periferias e favelas. Encontro de elementos e informações locais e globais. Palavra e atitude. Evangélico genérico.
 Fóruns, Acampamentos, Conselhos, Marchas:
moedas (de uso e de troca) na religião e na política
• Inserção e participação de jovens engajados nas pastorais católicas e
evangélicas, bem como de religiões de matriz afro-brasileira, orientais e
esotéricas.
• Bandeiras comuns: ideário ecológico, software e hardware livres,...
• Discussões, trocas e práticas: alternativas de saúde, homossexualidade e
diversidade sexual, sexismo, fundamentalismo, políticas públicas, diálogo e
vivências inter-religiosas,...
• A “liga” que possibilita a existência e repercussão de tais eventos com os
jovens: “diversidade” impulsionando jovens engajados para marcar suas visões
e anseios, religiosos e políticos, no espaço público.
• Diferenças não são anuladas; sobreposição de diferentes identidades;
identidades não fixas e não únicas; símbolos e práticas religiosas alternativas.
 Entre jovens mobilizados: o “mantra” e o
“direito” à diversidade
• Ensino Religioso: domínio de católicos (feridos religiosos) e evangélicos.
• Patrimônio cultural brasileiro: interesse de católicos e afro-brasileiros.
• Aumento de famílias mutirreligiosas enfraquecendo intolerâncias e
sectarismos.
• Dimensão religiosa se deslocando para mobilização pelos “direitos de
cidadania” e “direitos humanos”; âmbito local e global.
“Nessas circunstâncias, além ser convocado para implantar políticas de redução
de desigualdades sócio-econômicas, o Estado é chamado para atuar na área dos
“direitos humanos” reconhecendo “atores e territórios vulnerabilizados”, (...)
Assim, a partir de pressões surgidas no espaço público, os governos também
são convocados para criar serviços e canais jurídicos para a denúncia de
discriminação e perseguição religiosa. Nesse contexto, para além de garantia de
“liberdade de culto”, o Estado laico é convocado para criar canais de
reconhecimento e garantia do “direito à diversidade religiosa”.”(p. 202)
Diversidade: só um mantra, ou, de fato, um direito?
Reflexões pessoais a
partir do texto
 Hegemonia cultural (Modernidade) transitando
para o multiculturalismo (Pós-Modernidade).
 A condição social atual – histórica, econômica e
política, produz a diversidade religiosa e traz uma
tensão da possível “religiogização da política”.
(ver o vídeo, ao lado)
 Jovens de grupos religiosos ao lado de outros
atores políticos mobilizados nas disputas e
dinâmicas dos espaços públicos.
 Pesquisa com juventudes: observa os sinais e os
tempos desta geração para entender e provocar
reflexões da vida social contemporânea.
Juventude, religião e espaço público:
exemplos “bons para pensar” tempos e
sinais
Apresentação de artigo
Disciplina: Estudos avançados sobre infâncias, juventudes e velhices.
Mestrando: Gerson Dieter Prates
26/04/2019