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CLASSE OSTEICHTHYES

Considerando que:
São o grupo de vertebrados mais numeroso e diversificado –
27.000 espécies viventes.
Apresentam grande variedade de adaptações anatômicas,
fisiológicas, comportamentais e ecológicas.
Existe uma grande diversidade de habitat aquáticos
marinhos e de água doce.

Apesar da uniformidade imposta pelas


características do
meio aquático, cada espécie de peixe ósseo
possui sua própria combinação de
características adaptativas.
Caracteres Gerais
Grupo grande e diversificado, sem
uma única característica que
defina
1. Pele coberta por todos
escamas ósseas,
não substituídas quando perdidas

Alguns sem escamas


Alguns com placas ósseas
2. Com bexiga natatória para Alguns usam para
flutuação respiração aérea

3. Nadadeira caudal homocerca

Alguns sem nadadeira


caudal
4. Brânquias numa câmara
recoberta pelo opérculo
Alguns sem opérculo
5. Dentes variados na forma e
função, não repostos; hábitos
alimentares variados
Carnívoros com
morfologia e
comportamentos variados

Alguns vivíparos,
machos com órgão 6. No geral fecundação
copulador externa, ovíparos
Peixes Ósseos - Evolução

“Era dos
Peixes”
Coexistência do
maior número
de linhagens
atuais e extintas
Linhagem mais rica em espécies

Envolveu a especialização dos mecanismos de


alimentação
Peixes Ósseos - Evolução
Linhagem
mais rica em
espécies

Primeiro registro de peixes com esqueleto


ossificado ocorreu no Devoniano,
em depósitos de água doce.
Peixes Ósseos - Evolução
Características comuns aos peixes ósseos:

a) Ossos dérmicos (diferentes regiões do corpo de Agnatha,


Placodermi, Acanthodi; perda em Condrichthyes)

Presença de osso não é exclusiva de


Osteichthyes
b) Divertículo esofágico (evaginação do trato digestivo
embrionário, impermeável à difusão de gases)

Órgão respiratório
(Pulmão) Órgão flutuador
(Bexiga natatória)
Pulmões são um caráter
ancestral dos peixes
ósseos e seus
descendentes tetrápodes
A história do desenvolvimento deste divertículo
reflete as
mudanças que ocorreram durante a evolução dos
peixes
1o) Pulmão primitivo : ósseos
•divertículo ventral, com ligação ventral
•divertículo ainda presente nos peixes pulmonados da América do
Sul e África e nos tetrápodes
•problema para os peixes que nadavam ativamente – mais pesado
na parte superior
2o) Solução primitiva para o problema de instabilidade:
•pulmão dorsal, com ligação ventral
•divertículo ainda presente no peixe pulmonado australiano

Pulmão dorsal

Ligação ventral
3o) Próximo passo para aprimorar o problema de
instabilidade:
•pulmão dorsal, com ligação dorsal
•Teleósteos primitivos (pirarucu, enguias, manjubas, salmões,
carpas) ainda mantem a conexão (ducto pneumático)

Pulmão dorsal

Ligação dorsal

Fisóstomos (physa = vesícula; stoma = boca)


Podem encher a bexiga abocanhando ar na superfície e
esvaziar soltando o gás para fora
4o) Uso do divertículo como flutuador:
•Órgão hidrostático, melhorando a flutuabilidade
•Teleósteos mais diferenciados não mantem a conexão
(embriologicamente com ligação dorsal)

Fisoclistos(physa = vesícula; clystere = fechado)


Funcionamento da bexiga natatória:

Válvula muscular
abre para reduzir
quantidade de
gases

Aumento da pressão
faz o oxigênio difundir
para a bexiga

Liberação de ácido lático no sangue,


aumentando a acidez e facilitando a liberação do
oxigênio preso à hemoglobina (efeito Bohr)

Parede de fibras colágenas entrelaçadas, impermeável a gases.


Peixes Ósseos - Classificação

Actinopterygii
Sarcopterygii

Dois
grandes
grupos
Peixes Ósseos - Classificação
Sarcopterygii
sarcos = carnosa; pterygium = nadadeira

•Nadadeiras carnosas – eixo


ósseo central, do qual se
estendem raios

•Permite maior controle e


flexibilidade nos movimentos

•Oito espécies viventes


(+ tetrápodes)
Peixes Ósseos - Classificação
Actinopterygii
Actinos = espinhos; pterygium = nadadeira

•Nadadeiras raiadas – em forma


de leque, com raios paralelos

•Permite maior manobrabilidade

•ca. 24.000 espécies viventes


Subclasse Sarcopterygii

•Características: nadadeiras lobadas, narinas


comunicadas com a cavidade bucal, pulmões funcionais
•Dois grupos irmãos
“Crossopterygii”(cross = franja;
pterygium = nadadeira)
•Forma atual = Latimeria (celacanto)
•Sem pulmão funcional

Dipnoi (di = dupla; pnoe = respiração)


•Formas atuais em águas doces, no
Hemisfério Sul
•Peixes pulmonados (pulmão com
ligação ventral)
Subclasse Sarcopterygii - Dipnoi
•África
•Respiração pulmonar obrigatória
•Brânquias pequenas
•Estivam na seca

•América do Sul
•Pirambóia

•Austrália
•Até 1,5 m
•Usa pulmão só sob estresse
Subclasse Sarcopterygii – “Crossopterygii”

•Extintos no Permiano
•Elo entre peixes e anfíbios

•Maioria desapareceu no Cretáceo


•Celacanto (primeiro em 1938)
•Águas profundas da costa
africana, Oceano Índico

Latimeria chalumnae
Perderam características ancestrais
Subclasse Actinopterygii

•Características: nadadeiras
raiadas, narinas não comunicadas
com a cavidade bucal, bexiga
natatória (órgão flutuador)

•Maioria dos peixes ósseos atuais

•Sofreram várias modificações ao


longo de sua evolução
Subclasse Actinopterygii – modificações:

•Nadadeiras mais móveis (natação mais versátil,


melhor fuga de predadores)

•Redução na armadura óssea (menor peso, melhor


locomoção)

•Aperfeiçoamento da bexiga natatória (melhor


flutuabilidade)

•Aperfeiçoamento no mecanismo de apreensão de


alimento (maior volume da cavidade oro-branquial,
maior força de sucção)
Subclasse Actinopterygii – principais grupos:

1 – Chondrostea (=Acipenseriformes)
“esturjão”, e “peixe-espátula”
Águas costeiras e doces
Hemisfério Norte

Esturjão
Grandes (1-6 m), bentônicos

1
Peixe-espátula
Grande (2 m)
planctívoro
Subclasse Actinopterygii – principais grupos:

2 – Polypteriformes (=Cladistia)
“bichirs”
Águas doces
África

Polypterus
Médio (1 m) escamas
ganóides (bexiga
natatória com ligação
ventral)
Subclasse Actinopterygii – principais grupos:

3 – Neopterygii primitivos (=Holostei)

3
Amia (“bowfins”; Amiiformes)
Água doce, Am. Norte
predador

Lepisosteus (“gars”; Lepisosteiformes)


Água doce e salobra, Am. Norte e Central
predador
(pulmão com ligação dorsal)
Subclasse Actinopterygii – principais grupos:

4 – Teleostei (=Neopterygii atuais)


4
•Todos os demais peixes de
nadadeiras raiadas

•ca. 21.000 spp. viventes

•Provavelmente se originaram no mar

•Grupo altamente diversificado


Actinopterygii- Teleostei
As especializações dos Teleostei envolvem
modificações nas
nadadeiras e
Melhoras na locomoção: maxilas

1 – nadadeira caudal homocerca


(+bexiga natatória) = movimentos
controlados e precisos 1
2
2
2 – nadadeiras pares muito
móveis = controle dos movimentos

3 – escamas finas (2 camadas) =


maior leveza
3
Actinopterygii- Teleostei

Melhoras no aparato de alimentação:

1 – maxila superior = ossos premaxilar e


maxilar móveis
Maxilas mais flexíveis

Variedade de
hábitos
alimentares
Actinopterygii- Teleostei
Melhoras no aparato de alimentação:

2 – rastros branquiais = táticas alimentares Importante para a


baseadas na sucção
captura de presas
na água

2
Actinopterygii- Teleostei
Melhoras no aparato de alimentação:

3 – opérculo = aumento da cavidade opercular

Maior
quantidade de água
passa pelas
brânquias
Actinopterygii- Teleostei
Osteoglossomorpha
Principais grupos Elopomorpha
Clupeomorpha

Euteleostei
Além destes
avanços, a
grande variedade de
formatos de corpo e
o pequeno tamanho
permitiu que
ocupassem
diferentes nichos.
Teleostei - Osteoglossomorpha
Teleostei - Elopomorpha
Teleostei - Clupeomorpha
Teleostei - Euteleostei
Correspondem a 80%
Ostariophysi
dos peixes de água
doce do mundo

“Protacanthopterygii”
(salmões, trutas e parentes)

“Neoteleosteos Basais”
(peixes meso e batipelágicos)

Paracanthopterygii
(bacalhau, diabo-marinho)

Peixes com
Acanthopterygii nadadeiras com
espinhos
Euteleostei- Ostariophysi
Characiformes – Am. Sul e África
Cypriniformes – exceto Am. Sul, Antártida e Austrália
Siluriformes – exceto Antártida (bagres e cascudos)
Gymnotiformes – Am. Sul (peixes-elétricos)
Ostariophysi Correspondem a 80%
dos peixes de água
doce do mundo

Substância de alarme no tegumento – produz


reação de medo, com procura de abrigo ou formação
de cardume.

Bexiga natatória é usada como amplificador e uma


série de ossos (Aparelho de Weber) conduz as
vibrações ao ouvido interno.

ostar = pequeno
osso
+
physa = bexiga
Ostariophysi

Onda sonora

Parede da bexiga

Osso tripus

Corpo vertebral

Intercalarium e scaphium

Claustrum

Labirinto membranoso