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Microbiologia Ambiental

Contaminação da água e consequências para a saúde humana;


Contaminação microbiológica da água;
Contaminação química da água;
Doenças de transmissão hídrica;
Doenças de origem hídrica;
Noções de Epidemiologia e Saúde Pública.
Conceito – Poluição da água

 Organização Mundial de Saúde (1971)

 Água poluída é aquela cuja composição ou estado


tenham sido alterados de tal forma que se torne menos
adequada para todas ou algumas das funções e fins a
que pode ser adequada no seu estado natural.
Conceito – Poluição da água

 UNESCO – Relatório do Programa Hidrológico


Internacional (1982)

 Qualquer modificação natural ou artificial que direta ou


indiretamente modifique a qualidade da água e altere ou
destrua o equilíbrio dos ecossistemas e dos recursos naturais
de tal modo que:

 traga perigo para a saúde pública,


 diminua a sua adequabilidade ou eficiência e o bem-estar do
Homem e das suas comunidades.
Conceito – Contaminação da água

 Organização Mundial de Saúde (1972)

 Introdução ou descarga na água de organismos


patogênicos ou de substâncias tóxicas que a tornem
imprópria para consumo público e/ou usos domésticos.
Contaminação da água e
consequências sobre a saúde humana

 Até chegar ao consumo humano, a água percorre um


longo caminho desde sua nascente até o rio, represa, ou
outra rede qualquer de distribuição.

 Nesse caminho que a água percorre, pode sofrer efeitos


diversos de poluição e contaminação, seja por ação
antropogênica ou mesmo natural, se tornando meio de
transporte de tipos diversos de contaminação.

 Caso a água seja utilizada em condições inadequadas pode


apresentar muitos riscos à saúde.
Contaminação da água e
consequências sobre a saúde humana

 O grau de poluição das águas é medido através de


características físicas, químicas e biológicas das
impurezas existentes, que, por sua vez, são
identificadas por Parâmetros de Qualidade das Águas.

 Dessa forma, para estar apta ao consumo humano, a


água interceptada deve passar por uma série de
tratamentos e de testes.
Contaminação da água e
consequências sobre a saúde humana

 A poluição/contaminação das águas por ação antropogênica é


gerada principalmente por:

 Efluentes domésticos (poluentes orgânicos biodegradáveis,


nutrientes e bactérias);

 Efluentes industriais (poluentes orgânicos e inorgânicos,


dependendo da atividade industrial);

 Uso na agricultura (poluentes advindos da drenagem de áreas:


fertilizantes, defensivos agrícolas, fezes de animais e material em
suspensão).
 Essa água impactada pode ser veículo de transmissão de
contaminantes e/ou patógenos por meio de contato
dérmico, inalação e ingestão, prejudicando a saúde das
pessoas através de atividades corriqueiras, como ingestão
direta, preparação de alimentos e uso na higiene pessoal, nas
atividades de limpeza e no lazer.
Ingestão

 As doenças provocadas devido à ingestão direta de água


contaminada, em geral, ocorre em locais onde não há
sistema de abastecimento de água tratada, e os grupos
populacionais fazem uso de minas, poços, bicas, ou então,
utilizam água mineral de fontes contaminadas.

 Eventualmente, acidentes no sistema de abastecimento de


água tratada, ou problemas em sua manutenção podem
acarretar contaminações e causar doença na população
que se serve do mesmo.
Contato da pele/mucosas

 As doenças causadas devido ao contato da pele ou


mucosas ocorre através de água contaminada por
esgoto humano ou por fezes ou urina de animais.
Contaminação microbiológica da água

 No Brasil, estima-se que 60% das infecções


hospitalares estejam relacionadas às deficiências do
saneamento básico, que geram outras consequências
de impacto extremamente negativo para a qualidade
e expectativa de vida da população.

 Estudos indicam que cerca de 90% dessas doenças se


devem à ausência de água em qualidade satisfatória
ou à sua qualidade imprópria para o consumo.
Contaminação microbiológica da água

 A contaminação microbiológica da água


se dá principalmente devido ao despejo
indevido de esgoto e lixo em corpos
d’água.

 Com o aumento da exposição humana a


esgotos domésticos e efluentes
contaminados, coloca-se a saúde em
risco pela possibilidade de contato ou
ingestão de água com organismos
infecciosos como bactérias, vírus,
protozoários e helmintos.
Contaminação microbiológica da água

Entre a segunda metade do século XIX e início do século


XX houve um rápido aumento populacional no Brasil

Grandes epidemias de doenças passaram a ser mais


frequentes

Epidemias como: a febre amarela, a cólera e a varíola


eram comuns em todo o território brasileiro, atingindo
drásticas proporções nas cidades mais populosas
Contaminação microbiológica da água

 Naquela época não se admitia que a água pudesse ser


transmissora de doenças e desconheciam-se os
agentes infecciosos destas doenças.

 Alguns estudiosos, entretanto, recomendavam que a


água devesse ser tratada antes de chegar ao
ambiente domiciliar, pois esta pode veicular direta ou
indiretamente agentes causadores de doenças
infecciosas .
Cobertura por abastecimento de água no Brasil e sistema
de coleta de esgotos 1968 a 1998

Proporção de óbitos por doenças


infecciosas e parasitárias no Brasil
Contaminação microbiológica da água

 A implantação ou melhoria dos serviços de abastecimento de


água traz como resultado uma rápida e sensível melhoria na
saúde (diminuição das moléstias cujos agentes epidemiológicos
são encontrados nas fezes humanas) e nas condições de vida de
uma comunidade principalmente através de:

 controle e prevenção de doenças;


 promoção de hábitos higiênicos da população;
 desenvolvimento de esportes (como a natação);
 melhoria da limpeza pública;
 conforto e segurança coletiva (refrigeração e combate a
incêndio).
Contaminação microbiológica da água

 Micro-organismos patógenos geralmente aparecem


em concentrações muito baixas em águas ambientais,
quando comparada à diversificada microbiota
existente.

 A quantificação bacteriana em corpos d’água é de


grande interesse para saúde pública
 a detecção de altos níveis bacterianos está
frequentemente associada com elevados níveis de
patógenos para humanos
Contaminação microbiológica da água

 A maioria dos micro-organismos patogênicos,


causadores de doenças transmitidas pela água, é
predominantemente de origem fecal e são
conhecidas como patógenos entéricos
 as bactérias de origem gastrointestinal de animais de sangue
quente são os representantes bacterianos de esgoto

 Esse grupo de bactérias é conhecido como coliformes


termotolerantes.
Contaminação microbiológica da água

 Coliformes termotolerantes:

 são definidos como micro-organismos do grupo


coliforme;
 capazes de fermentar a lactose a 44-45°C;
 sendo representados principalmente pela Escherichia
coli e também por algumas bactérias dos gêneros
Klebsiella, Enterobacter e Citrobacter.
Contaminação microbiológica da água

 Dentre esses micro-organismos, somente a E. coli é de


origem exclusivamente fecal, estando sempre
presente, em densidades elevadas nas fezes de
humanos, mamíferos e pássaros, sendo raramente
encontrada na água ou solo que não tenham
recebido contaminação fecal.
Contaminação microbiológica da água

 Os demais podem ocorrer em águas com altos teores de


matéria orgânica:
 efluentes industriais,
 em material vegetal e solo em processo de decomposição
 podem ser encontrados igualmente em águas de regiões
tropicais ou subtropicais, sem qualquer poluição evidente por
material de origem fecal.

 Entretanto, sua presença em águas de regiões de clima quente


não pode ser ignorada, pois não pode ser excluída, nesse caso, a
possibilidade da presença de micro-organismos patogênicos.
Contaminação microbiológica da água

 Os coliformes termotolerantes não são, dessa forma,


indicadores de contaminação fecal tão bons quanto a
E. coli, mas seu uso é aceitável para avaliação da
qualidade da água.

 A presença de coliformes termotolerantes indica risco


da presença de outros micro-organismos
patogênicos.
Análise microbiológica da água

 As bactérias do grupo coliforme são utilizadas como


indicadores de poluição ou contaminação, pois:

 encontram-se normalmente no intestino do homem e de


animais de sangue quente

 existem nas fezes em até 300 milhões/grama de fezes

 devido a prevalência do grupo coliforme no esgoto, eles podem


ser prontamente isolados de uma água que foi recentemente
poluída por matéria fecal
Análise microbiológica da água

 Métodos de análise:

 Dois métodos são amplamente aceitos para a análise


de coliformes totais e coliformes fecais em água:
 Técnica dos Tubos Múltiplos
 Técnica de Membrana Filtrante
Técnica de Tubos Múltiplos

 Quando é utilizada a técnica de fermentação com


tubos múltiplos, o resultado deve ser descrito como o
Número Mais Provável (NMP) de micro-organismos
presentes na amostra examinada.

 Este número, baseado em fórmulas de probabilidade


estatística, é uma estimativa na densidade média de
coliformes na amostra.
Técnica de Tubos Múltiplos

 Esta metodologia é dividida em duas fases sucessivas,


uma presuntiva e outra confirmativa.

 A segunda fase só é realizada se houver crescimento


positivo na etapa presuntiva.

 Fase confirmativa consiste em determinar coliformes


totais e coliformes fecais
Teste presuntivo:
detecção de micro-organismos fermentadores de lactose

 A técnica consiste na inoculação


de volumes diferentes de
amostra em meio de cultura.

 Os meios mais utilizados são o


Caldo Lactosado e o Caldo Lauril
Sulfato, onde a lactose serve
como fonte de carbono a ser
fermentada pelos coliformes,
com produção de ácido e gás. O
Lauril Sulfato é um inibidor da
microbiota acompanhante.
Teste presuntivo:
detecção de microrganismo fermentadores de lactose

 Todos os tubos são incubados


a 35°C durante 24 a 48 horas e
posterior identificação dos
que tiverem crescimento
(positivo) de coliformes totais,
resultado identificado pela
ocorrência de reação ácida
(coloração amarelada) ou
produção de gás (retida no
tudo de Durhan).
Teste confirmativo:
detecção de coliformes totais

 Na fase confirmativa, efetua-se o


repique (transferência de
alíquotas) dos tubos presuntivos
positivos para tubos preparados
da mesma forma que no anterior,
porém contendo caldo verde
brilhante.

 Todos os tubos são incubados a


35°C durante 24 a 48 horas e
posterior identificação dos que
tiverem crescimento (positivo)
de coliformes totais, identificado
pela ocorrência de produção de
gás nos tubos de Durhan.
Teste confirmativo:
detecção de coliformes fecais

 Utilizado um meio seletivo


(caldo EC, que contém sais
biliares) e realizada
incubação em temperatura
elevada.

 Inibição da maioria dos


micro-organismos,
permitindo apenas o
crescimento de E. coli e
algumas espécies
relacionadas.
Técnica de Membrana Filtrante

 A técnica de membrana filtrante baseia-se na filtração de


volumes adequados de água, mediante pressão negativa
(vácuo), através de membrana filtrante com porosidade de
0,45µm.

 As bactérias, apresentando dimensões maiores que o poro da


membrana, ficarão retidas em sua superfície, a qual será então
transferida para uma placa de Petri, contendo o meio de cultura
seletivo e diferencial m-Endo Ágar LES.

 Após um período de 22-24 h de incubação a 35 ± 0,5°C se


desenvolverão (ou não) colônias de coliformes.
Técnica de Membrana Filtrante

 As colônias típicas de coliformes apresentam-se com coloração


rosa a vermelha escura, com brilho verde metálico superficial.

 Após a leitura das placas, estas colônias são passadas para o


meio de cultura Verde Brilhante (VB para coliformes totais) e
para o meio Caldo EC (EC para coliformes fecais), e incubadas a
35 ± 0,5°C por 48 horas e a 44,5 ± 0,2°C por 24 horas,
respectivamente.

 A densidade de coliformes é expressa em números de colônias


por membrana filtrante em 100 ml.
Contaminação química da água

 São muitos os poluentes potenciais que podem prejudicar


a qualidade das águas dos rios, lagos e águas costeiras e
marinhas.

 A poluição aquática pode ser causada por matérias


orgânicas, nutrientes e um grande número de substâncias
químicas
 são produzidas pela utilização deliberada, como os pesticidas;
 ou são formadas não intencionalmente em processos de
produção, como os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos
gerados em processos de combustão.
Contaminação química da água

 A água sendo um excelente solvente, através do seu ciclo


hidrológico, conserva-se em contato com os constituintes
do meio ambiente (ar e solo), dissolvendo muitos
elementos e carregando outros em suspensão.

 Nesse sentido, estima-se que cerca de 4 bilhões de metros


cúbicos de contaminantes, provenientes, principalmente,
de efluentes industriais, uso agrícola, dejetos domésticos e
outros, atinjam o solo a cada ano e, consequentemente, a
água.
Contaminação química da água

 A variedade de contaminantes é enorme, e os mais


importantes são os metais pesados (como chumbo,
arsênio, cádmio e mercúrio); agrotóxicos (nitratos,
compostos organoclorados, organofosforados) e
compostos orgânicos voláteis (como produtos
combustíveis e solventes halogenados).
Contaminação química da água

 Os metais pesados são micropoluentes inorgânicos


provenientes, na sua maioria, de efluentes industriais e
altamente tóxicos para a vida aquática;

 Os principais metais pesados presentes nas águas em


forma dissolvida são cádmio, cromo, chumbo, mercúrio,
níquel e zinco;

 Os metais pesados, além de serem tóxicos são cumulativos


no organismo e podem provocar diversos tipos de doenças
no ser humano com a ingestão de pequenas doses, por
períodos consideráveis.
Contaminação química da água

 Cádmio: causa problemas gastrintestinais,


respiratórios, câncer nos pulmões e próstata, lesão
nos rins, hipertensão, anemia.

Fonte de contaminação: Embalagens de alimentos,


fertilizantes, cigarro, fumaça de carros e industrial.
Contaminação química da água

 Mercúrio: concentra-se em diversas partes do corpo


como pele, cabelo, glândulas sudoríparas e salivares,
tireoide, sistema digestivo, pulmões, pâncreas,
fígado, rins, aparelho reprodutivo e cérebro,
provocando inúmeros problemas de saúde
(intoxicação do sistema nervoso central)

 Fonte de contaminação: fungicidas, inseticidas, peixes


(principalmente de grande porte).
Contaminação química da água

 Orgânicos Voláteis

 Solventes Halogenados - constituem um grupo de compostos


orgânicos muito utilizados na indústria, principalmente
indústrias de plásticos, de tintas e corantes, etc. Os principais
representantes dessa classe são: tricloroetano,
tetracloroetileno e tetracloreto de carbono.

 A exposição ocupacional a estes solventes causa lesões no


fígado e nos nervos periféricos, irritação pulmonar, e, em
alguns casos de solventes como tetracloreto de
carbono, pode ocasionar o aparecimento de câncer de fígado.
Contaminação química da água

 Orgânicos Voláteis

 Solventes Aromáticos – os principais são: benzeno,


tolueno, etilbenzeno e xilenos (BTEX).

 A presença de tais compostos em águas de


abastecimento se deve à contaminação por resíduos de
combustíveis e indústrias, principalmente de tintas, de
plástico, de medicamentos, etc. São considerados
potencialmente cancerígenos.
Doenças

 As doenças relacionadas com a água podem ser distribuídos em


duas categorias principais:

 Doenças de transmissão hídrica: a água atua como veículo do


agente infeccioso, sendo contaminada por agentes biológicos
(vírus, bactérias e parasitas) ou por meio de insetos vetores que
necessitam da água em seu ciclo biológico;

 Doenças de origem hídrica: causadas por substâncias químicas


presentes na água, orgânicas ou inorgânicas, em concentrações
inadequadas, em geral superiores as especificadas nos padrões
para águas de consumo humano. Essas substâncias podem
existir naturalmente no manancial ou resultarem de poluição.
Doenças de transmissão hídrica

 São doenças infecciosas que têm na água o seu meio de


propagação pôr excelência;

 Caracterizam-se, principalmente, por distúrbios do trato


gastrointestinal;

 Os micro-organismos que as causam são eliminados com


os excretas (fezes e urina) de pessoas ou de animais
infectados e , também , dos chamados “portadores”;
Doenças de transmissão hídrica

 Portador é a pessoa ou animal que não apresenta sintomas


clinicamente reconhecíveis de uma determinada doença
transmissível, mas que alberga, em algum lugar oculto do
organismo, o micro-organismo responsável;

 Do ponto de vista da saúde pública, os portadores são mais


perigosos do que os casos clínicos, porque, geralmente, nos
primeiros a infecção passa despercebida;

 Os micro-organismos patogênicos responsáveis por essas doenças


chegam acidentalmente à água - que não é o seu ambiente biológico
natural - e nela, via de regra, não se reproduzem e sobrevivem
pouco tempo. A água se constitui, meramente, em agente mecânico
de transporte.
Doenças de transmissão hídrica

 Para uma doença ser considerada de transmissão hídrica deve


preencher quatro critérios:

1. A doença deve coincidir com condições sanitárias não


satisfatórias.
2. A incidência da doença deve diminuir quando são realizados
melhoramentos sanitários no abastecimento.
3. A incidência da doença deve crescer em ritmo de epidemia
quando o abastecimento for submetido a uma poluição
temporária ou quando o tratamento for interrompido.
4. A incidência da doença deve ser maior entre os indivíduos que
usam um abastecimento suspeito do que entre aqueles que
usam outros abastecimentos semelhante ao primeiro, mas,
tidos como salubres.
Principais agentes etiológicos em doenças de transmissão hídrica

Organismos Doenças
Salmonella typhi Febre tifoide
Shigella Disenteria bacilar
Escherichia coli patogênica Gastroenterites
BACTÉRIAS
Vibrio cholerae Cólera
Legionella pneumophila Doença dos legionários
Leptospira Leptospirose
Enterovírus Poliomielite, Gastroenterites
Rotavírus Gastroenterites
VÍRUS Vírus da hepatite A Hepatite A
Adenovírus Doenças respiratórias,
conjuntivites
Entamoeba hystolitica Amebíase
PROTOZOÁRIOS
Giardia lamblia Giardíase
Ascaris lumbricoides
Enterobius vermicularis Verminoses
HELMINTOS
Strongyloides stercoralis
Schistosoma mansoni Esquistossomose
Febre tifoide

Descrição

• Doença infecciosa que se caracteriza por febre contínua, mal estar,


manchas róseas no tronco, tosse, prisão de ventre mais frequente do que
diarreia, e comprometimento dos tecidos linfoides.

Agente infeccioso

• Salmonella typhi

Como se contrai

• A doença se transmite pelas descargas do intestino (fezes), que


contaminam as mãos, as roupas, os alimentos e a água. O bacilo tifoide é
ingerido com os alimentos e a água contaminada.
Vigilância da febre tifoide

 O monitoramento da ocorrência da FT é de importância


fundamental para avaliações do impacto das ações de
saneamento e programas de saúde pública.

 No Brasil, no período de 1999 a 2008, foram notificados


6.295 casos de FT, dos quais 43,6% residiam na Região
Norte; 49,9% na Região Nordeste; 4,1% na Região Sudeste,
2% na Região Sul e 0,4% na Região Centro Oeste.
Vigilância da febre tifoide
Vigilância da febre tifoide
Disenteria bacilar

Descrição

• Infecção bacteriana aguda, principalmente no intestino grosso, caracterizada


por febre, náuseas e, as vezes, vômitos e cólicas. Nos casos graves as fezes
contém sangue, muco e pus.
• O diagnóstico bacteriológico se faz mediante o isolamento de Shigella nas
fezes.

Agente infeccioso

• O gênero Shigella abrange quatro espécies ou subgêneros:

Como se contrai

• A contaminação acontece através da ingestão de alimentos ou água


contaminada.
Gastroenterites

Descrição

•Atualmente são conhecidas cinco categorias de E. coli reconhecidas como agentes


etiológicos da diarreia humana.

Agentes infecciosos

•E. coli enteropatogênica (EPEC)


•E. coli enterohemorrágica (EHEC)
•E. coli enterotoxigênica (ETEC)
•E. coli enteroinvasora (EIEC)
•E. coli enteroagregativa

Diagnóstico

•O diagnóstico específico baseia-se no isolamento de E. coli e a diferenciação entre as


categorias é feita através de provas específicas.
Gastroenterites

 As E. coli EPEC são cepas causadoras de diarreias por água


contaminada. Não são produtoras de toxinas, mas causam
lesões histopatológicas no epitélio intestinal.

 As E. coli EHEC são cepas causadoras de diarreia sanguinolenta


produtora de toxinas dentro do hospedeiro e no meio ambiente.
O fato dessa E. coli causar diarreia com sangue se deve ao fato
da toxina agir na mucosa causando o sangramento.

 As E. coli ETEC são produtoras de enterotoxinas que provocam


uma diarreia intensa. Essas toxinas também são produzidas no
meio aquático.
Gastroenterites

 As E. coli EIEC são causadoras de diarreia com cólicas,


embora causem infecções em menor quantidade que as
outras E. coli, as suas toxinas são pirogênicas, causando
diarreia com febre.

 A E. coli EAEC apresenta um padrão exclusivo em


determinadas linhagens celulares, formando agregados
celulares produtores de toxinas. Esta cepa é considerada
emergente e vem surgindo com a proximidade de animais
selvagens a áreas urbanas.
Caracterizada especialmente por diarreia aquosa, vômitos
Cólera e sérios distúrbios hidroeletrolíticos, que levam a estados
de profunda desidratação. Os sintomas incluem ainda
câimbra muscular, tontura e pressão sanguínea baixa.

Descrição: doença infecciosa aguda,


transmissível, de alto contágio e gravidade.

Agente infeccioso: Vibrio cholerae

A infecção no homem ocorre pela água


contaminada ou pela ingestão de alimentos
contaminados, principalmente pescados.

A patogenicidade de Vibrio cholerae é medida


pela ação da toxina colérica, sendo necessárias
1011 UFC desta bactéria para a expressão da
doença.
Disenterias

 As bactérias Aeromonas e Plesiomonas são produtoras


de enterotoxinas, que são transmitidas pela água
contaminada, causando diarreia aquosa.

 A bactéria Campylobacter também causa diarreia pela


ingestão de água contaminada.
Enteroviroses

Descrição

•Enfermidades víricas agudas, cuja gravidade varia desde uma infecção assintomática
até manifestações febris com paralisia, meningites assépticas, e muitas vezes a
morte.

Agente infeccioso

•Vírus pertencentes ao grupo dos enterovírus, entre eles: poliovírus (tipos 1, 2 e 3),
Coxsackie A e B e Echovirus.

Como se contrai

•A disseminação pessoa a pessoa é o modo principal de transmissão. No entanto, a


água também pode garantir a sobrevivência dos enterovírus, que dependem
primariamente da temperatura e do grau de contaminação.
•Em águas superficiais pode variar de 4 a 100 dias, porém o tempo usual é de 20 dias.
Em esgoto esses vírus podem sobreviver por períodos de até 100 dias e temperaturas
que variam de 20 a 30 °C.
Hepatite A

 Descrição: início geralmente súbito, com febre, mal-estar, falta


de apetite, náuseas e sintomas abdominais, seguido de icterícia.
Pode apresentar-se como infecções leves, que duram de uma a
duas semanas, até uma doença grave, que continua durante
vários meses.

 Agente infeccioso: vírus da hepatite A (enterovírus 72).

 Como se contrai: disseminação por via oral-fecal, de uma pessoa


infectada para outra saudável, ou através de alimentos
(especialmente os frutos do mar e alguns vegetais) ou da água
contaminada.
Gastroenterites por Rotavírus

Descrição
Doença esporádica, grave, que afeta
principalmente lactentes e recém-nascidos,
caracterizada por diarreia e vômitos,
frequentemente sob a forma de
desidratação grave, com taxa de
mortalidade significativa nos países em
desenvolvimento.
Agente infeccioso Como se contrai
Existem sete sorotipos diferentes O Rotavírus é transmitido por via fecal-
de Rotavírus, mas somente três oral, pelo contato direto entre as pessoas,
deles infectam o homem e causam por utensílios, água e alimentos
gastroenterite aguda. contaminados.
Amebíase

 Descrição: infecção causada por um protozoário parasita.


Os sintomas são: dores abdominais; febre baixa; ataque de
diarreia, seguida de períodos de prisão de ventre e
disenteria aguda.

 Agente infeccioso: Entamoeba histolystica

 Como se contrai: ocorre pela ingestão de cistos (forma de


resistência dos protozoários, adquirida como maneira de
proteger-se de condições desfavoráveis do ambiente)
juntamente com água e alimentos contaminados.
Giardíase

Descrição

• Infecção do intestino delgado superior, produzida por um protozoário.


Frequentemente assintomática, também pode estar associada a uma
diversidade de sintomas intestinais: diarreia crônica, cólicas abdominais,
eliminação frequente de fezes esbranquiçadas, gordurosas e fétidas,
fadiga e perda de peso.

Agente infeccioso

• Giardia lamblia

Como se contrai

• A transmissão se faz pela ingestão de cistos, podendo o contágio


acontecer pelo convívio direto com o indivíduo infectado, pela ingestão de
alimentos e água contaminados, pelo contato com moscas, etc.
Criptosporidiose

Descrição
•A patogenia envolve alterações na mucosa do intestino delgado, que resulta na
síndrome da má absorção.

Sintomas
•Em indivíduos imunocompetentes caracteriza-se por diarreia aguda e auto-limitada, com
duração de 1 a 2 semanas, náuseas, vômitos, dor abdominal e febre.

•Em pacientes imunodeficientes, particularmente com infecção por HIV/AIDS, ocasiona


enterite grave, caracterizada por diarreia aquosa com 5 a 10 ou mais evacuações diárias,
acompanhada de dor abdominal, mal estar, náuseas, vômitos, anorexia e febre. Estes
pacientes podem desenvolver diarreia crônica, desnutrição, desidratação severa,
desequilíbrio eletrolítico, emagrecimento acentuado. Raramente observa-se sangue ou
leucócitos nas fezes.
Criptosporidiose

 Agente infeccioso: Cryptosporidium ssp.

 Como se contrai: A transmissão ocorre, principalmente,


através da ingestão de água e/ou alimentos contaminados
com oocistos de Cryptosporidium.

 Este micro-organismo representa grande importância em


Saúde Pública, visto que os oocistos infectantes são
altamente resistentes aos fatores ambientais, incluindo o
cloro, largamente utilizado no tratamento de água de
abastecimento.
Esquistossomose

 Descrição: a doença tem uma fase aguda e outra crônica.

 Na fase aguda, pode apresentar manifestações clínicas como


coceiras e dermatites, febre, tosse, diarreia, enjoos, vômitos e
emagrecimento.

 Na fase crônica, geralmente assintomática, episódios de


diarreia podem alternar-se com períodos de prisão de ventre
e a doença pode evoluir para um quadro mais grave com
aumento do fígado (hepatomegalia) e cirrose, aumento do
baço (esplenomegalia), hemorragias provocadas por
rompimento de veias do esôfago, e ascite ou barriga d’água,
isto é, o abdômen fica dilatado e proeminente porque escapa
plasma do sangue.
Esquistossomose

 Agente infeccioso: Schistosoma mansoni

 Como se contrai: A transmissão desse parasita se dá pela


liberação de seus ovos através das fezes do homem
infectado.
 Em contato com a água, os ovos eclodem e libertam larvas
que morrem se não encontrarem caramujos para se alojar.
Se os encontram, porém, dão continuidade ao ciclo e
liberam novas larvas que infectam as águas e
posteriormente os homens penetrando em sua pele ou
mucosas.
Doenças transmitidas por vetores que
se relacionam com a água

 Formas de transmissão

 As doenças são propagadas por


insetos que nascem na água ou
picam perto dela.

 As principais formas de
prevenção são: eliminar
condições que possam
favorecer criadouros; combater
os insetos transmissores; evitar
o contato com criadouros;
utilizar meios de proteção
individual.
Malária

 Descrição
 A malária é uma doença típica de países de clima tropical e
subtropical. O vetor é o anofelino (Anopheles), um mosquito
parecido com o pernilongo que pica as pessoas, principalmente
ao entardecer e à noite.

 Sintomas
 Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios intensos que
se alternam com ondas de calor e sudorese abundante, dor de
cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço.
Dependendo do tipo de malária, esses sintomas se repetem a
cada dois ou três dias.
Doenças de origem hídrica

 Os contaminantes tóxicos que dão origem a esta


espécie de doenças são de quatro tipos:

 Contaminantes naturais de uma água que esteve em


contato com formações minerais venenosas.

 Contaminantes introduzidos na água pelo contato


com certos materiais hidráulicos (principalmente
tubos metálicos) ou de práticas inadequadas no
tratamento da água.
Doenças de origem hídrica

 Contaminantes naturais de uma água na qual se


desenvolveram determinados micro-organismos
venenosos. São contaminantes orgânicos, como as
substâncias tóxicas liberadas pelas algas azul-
esverdeadas, em certas águas de superfícies.

 Contaminantes introduzidos em cursos d'água por


certos despejos industriais.
Metahemoglobinemia

 Resulta da exposição a substâncias químicas (são


várias, além do nitrato e nitrito) que oxidam o ferro
na hemoglobina de seu estado ferroso (Fe2+) para sua
forma férrica (Fe3+), formando metahemoglobina.
Metahemoglobinemia

 Metahemoglobinemia, também conhecida por


"meta-Hb", é uma desordem caracterizada pela
presença de um nível mais alto do que o normal
de metahemoglobina no sangue.

 A metahemoglobina é incapaz de se ligar


ao oxigênio e transportá-lo aos tecidos.
Metahemoglobinemia

 A má oxigenação causa sintomas como dor de cabeça,


fraqueza, taquicardia, dor no tórax, dificuldade para
respirar e alterações mentais. A falta de tratamento leva à
anemia, insuficiência cardíaca e doenças respiratórias.Sem
atendimento adequado, pode evoluir para coma e morte.

 Outra característica importante da metahemoglobinemia é


a coloração do sangue. Ao ser exposto ao ar, o sangue
permanece com uma cor marrom semelhante ao
chocolate. Frequentemente, essa é a característica que
permite que o diagnóstico seja definido.
Metahemoglobinemia

 Tratamento:

 Azul de Metileno: antídoto específico que está indicado


em qualquer paciente com sintomas e/ou sinais de
hipóxia (mudanças mentais, taquicardia, dispnéia, dor
torácica);
 Alto fluxo de oxigênio;
 Exsanguineotransfusão (substituição do sangue do
paciente por sangue de doador).
Saturnismo

 Intoxicação causada pelo excesso de chumbo no organismo. O


chumbo não existe nas águas naturais, a não ser que estas
tenham sido contaminadas por despejos industriais.

 Sintomas da intoxicação pelo chumbo:


 Em crianças, os sintomas principais são: irritabilidade, perda de
interesse por brincadeiras, vômitos violentos e persistentes,
instabilidade para andar, confusão mental, sono e, por fim,
incontroláveis convulsões e coma.
 Em adultos ocorrem dores de cabeça, sabor metálico na boca,
perda de apetite, incômodos abdominais, vômitos, prisão de
ventre e mudança de personalidade.
 Tanto crianças quanto adultos podem apresentar anemia. Em
adultos é mais raro que em crianças o acometimento do sistema
nervoso.
Noções de Epidemiologia e
Saúde Pública
Epidemiologia

 Conceito:

A Epidemiologia é a ciência que estuda os padrões de


ocorrência de doenças em populações humanas e os
fatores determinantes destes padrões (Lilienfeld, 1980).

 Enquanto a clínica aborda a doença em nível individual, a


epidemiologia aborda o processo saúde-doença em grupos
de pessoas que podem variar de pequenos grupos até
populações inteiras.
Epidemiologia

 De forma abrangente, a epidemiologia é a ciência que


estuda o processo saúde-doença em coletividades
humanas, analisando a distribuição e os fatores
determinantes das enfermidades, danos à saúde e
eventos associados à saúde coletiva, propondo
medidas específicas de prevenção, controle ou
erradicação de doenças, e fornecendo indicadores
que sirvam de suporte ao planejamento,
administração e avaliação das ações de saúde.
Epidemiologia

 Em termos genéricos Saúde Pública refere-se a um


conjunto de ações coletivas visando melhorar a saúde das
populações.

 Por algum tempo prevaleceu a ideia de que a


epidemiologia restringia-se ao estudo de epidemias de
doenças transmissíveis. Hoje, é reconhecido que a
epidemiologia trata de qualquer evento relacionado à
saúde (ou doença) da população.
Epidemiologia

 A Epidemiologia compreende três aspectos primordiais:

 O estudo das determinantes de saúde-doença – investigação


dos fatores desencadeadores dos processos de
enfermidades;

 A análise das situações de saúde – proposição de medidas de


promoção e prevenção de saúde;

 A avaliação de processos e tecnologias no campo da saúde.


Objetivos da Epidemiologia

Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde nas populações humanas

•Onde ocorrem os problemas?


•Que pessoas são atingidas?
•Quando ocorrem os problemas?

Identificar fatores etiológicos na gênese das enfermidades

•O que causa esse problema?


•Existe medida de controle?
Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de
prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como estabelecer prioridades
•Quais características existem nesse local que favorecem o aparecimento desse problema?
•Essas características são passíveis de intervenção?
•Que tipo de intervenção?
Epidemiologia em Serviços de Saúde

 A Epidemiologia é uma ciência com condições de contribuir com


a capacidade dos serviços de saúde para transformar as
condições de vida e a situação de saúde da população.

 A Organização Mundial da Saúde define a saúde como um


completo bem-estar físico, social e mental e não apenas ausência
de doenças (1948).

 O conceito original evoluiu, pois saúde, em sua concepção


ampliada, é o resultado das condições de alimentação, moradia,
educação, meio ambiente, trabalho e renda, transporte, lazer,
liberdade e, principalmente, acesso aos serviços de saúde.
Variáveis epidemiológicas

 CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO (idade, sexo, nascimentos)

 MORBIDADE E MORTALIDADE

 DETERMINANTES SÓCIO-ECONÔMICOS (educação, saneamento,


habitação, emprego, transporte, cultura, organização social e
política)

 SERVIÇOS DE SAÚDE (rede de unidades: características,


instalações e equipamentos, oferta de serviços, cobertura,
acesso, distribuição)
Epidemiologia em Serviços de Saúde

Usos das Informações


Epidemiológicas nos serviços de saúde
Análise da situação de saúde

Planejamento das ações de saúde

Vigilância em saúde (epidemiológica, sanitária, nutricional,


ambiental, do trabalho, etc.)

Avaliação de serviços, programas e tecnologias de saúde


Medidas de Ocorrências de Eventos
relacionados a Saúde

 Indicadores de Saúde se traduzem em informação


relevante para a quantificação e a avaliação das
informações em saúde

 Dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços,


qualidade da atenção, condições de vida e fatores
ambientais.
Indicadores de Saúde

 A busca de medidas do estado de saúde da população


é uma atividade central em saúde publica, iniciada
com o registro sistemático de dados de mortalidade e
de sobrevivência.

 Os indicadores de saúde foram desenvolvidos para


facilitar a quantificação e a avaliação das informações
produzidas com tal finalidade.
Indicadores de Saúde

 Em termos gerais, os indicadores são medidas-síntese


que contem informação relevante sobre
determinados atributos e dimensões do estado de
saúde, bem como do desempenho do sistema de
saúde.

 Vistos em conjunto, devem refletir a situação sanitária


de uma população e servir para a vigilância das
condições de saúde.
Indicadores de Saúde

 A construção de um indicador é um processo cuja


complexidade pode variar desde a simples contagem
direta de casos de determinada doença, até o cálculo de
proporções, razões, taxas ou índices mais sofisticados,
como a expectativa de vida ao nascer.

 A qualidade de um indicador depende das propriedades


dos componentes utilizados em sua formulação
(frequência de casos, tamanho da população em risco) e
da precisão dos sistemas de informação empregados
(registro, coleta, transmissão dos dados).
Indicadores de Saúde

 Principais usos:
 Descrição das condições de saúde e de vida de uma
população
 Avaliação de intervenções
 Investigações epidemiológicas
Indicadores de Saúde

 Traduzem diretamente a situação de saúde (ou sua falta)


em um grupo populacional
 Ex: mortalidade e morbidade

 Referem às condições ambientais que influenciam a área


de saúde
 Ex: abastecimento de água, rede de esgotos

 Medem os recursos materiais e humanos relacionados às


atividades de saúde
 Ex: nº de profissionais de saúde, nº de leitos hospitalares em
relação à população
Indicadores de Saúde

 Um conjunto de indicadores se destina a produzir


evidência sobre a situação sanitária e suas tendências,
como base empírica para identificar grupos humanos
com maiores necessidades de saúde, estratificar o
risco epidemiológico e identificar áreas criticas.

 Constitui, assim, insumo para o estabelecimento de


políticas e prioridades melhor ajustadas as
necessidades da população.
Indicadores de Saúde

 Alem de prover matéria-prima essencial para a


análise, a disponibilidade de um conjunto básico de
indicadores tende a facilitar o monitoramento de
objetivos e metas em saúde, estimular o
fortalecimento da capacidade analítica das equipes e
promover o desenvolvimento de sistemas de
informação intercomunicados.