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PALEONTOLOGIA, MITOS E

DINOSSAUROS.
Um olhar crítico no mesozóico
O BRASIL NA PALEONTOLOGIA.
 1796 – França.George Cuvier, comprova usando anatomia
comparada eventos de extinções em massa.
 1812 – França. George Cuvier, apresenta o trabalho “
Pesquisas sobre ossos fósseis”.
 1824 – Reino Unido, descrito por Willian Buckalnd a primeira
espécie de réptil extinto, denominado Megalosaurus
bucklandi.
 1825 – Reino Unido ,é apresentado e descrito a segunda
espécie de réptil extinto, denominado Iguanodon
bemissastensis.
 1833 – Reino Unido , o primeiro saurópodo é descrito. Foi
denominado Hylaeosaurus armatus;
 1842 –Sir Richard Owen cunha o termo DINOSSAURO.
 1861- Alemanha é descrito o Archeopteryx lithographica,
considerado por muito tempo a primeira ave.
 1902 – Brasil, o primeiro fóssil encontrado na América do Sul é
encontrado na região de Santa Maria RS, foi denominado
Rincosaurus
 1905 – USA, é descrito o Tyrannosaurus rex na América do
Norte, com 14 metros de comprimento.
 1915 – Egito, o Spnosaurus aegypticus é encontrado e
descrito, superando o T Rex em 3 metros.
 1940 – Brasil, Lleewellyn Price, descreve os primeiros
dinossauros brasileiros.
 1970 – Brasil, o Staurikosaurus pricei é encontrado em
Santa Maria RS.
 1995 – Brasil , o maior sitio fossiliíero do mundo contendo
pterossauros é descoberto no Nordeste brasileiro.
 2000 – Brasil, o sauropodomorpho, mais antigo até então
(250 milhões de anos}, é descoberto no RS. Foi
denominado Saturnália tupiniquim.
 2006 – Brasil, o mais antigo ornitíschio (260 milhões de
anos) é encontrado na região de Agudos RS. Ficou
conhecido como Sacisaurus agudoensis;
 2007 – Catalogadas 45 espécies de Pterossauros. 26 estão
no Brasil.
 2008 – Brasil , em Uberada MG, é exposto o maior sitio
fossilífero do Cretáceo Superior das Américas.
Iguanodon bemissastensi 1825
Hylaeosaurus armatus 1833
Saurópodos
Tyrannosaurus rex – Stan
1905
Spinosaurus aegypticus 1915
Rincosaurus 1902
Staurikosaurus pricei 1970
Holótipo do Staurikosaurus pricei
OS GRANDES GRUPOS DOS DINOSSAUROS

Os dinossauros se dividem em dois


grupos principais:

Ornitísquia – Ischiun de Ave


Saurísquia – Ischiun de lagarto
A Saurisquia deu origem a vários grupos
de dinossauros:

Marginocephalia
Pachicephalosauria
Stegosauria
Ankilosauria
Saurópoda
A ornitísquia originou a maior e mais
variados grupos de dinossauros, entre
eles os dois mais importantes: A
Therópoda e a Aviam

Therópoda = Theros ( terror) + Pódos


( Pés)
Saurísquia e Ornitísquia
Em meados da década de 80 a complexidade da Dinossauria se ampliou com
a descoberta de uma terceiro grupo de dinossauros, os Sauropomorfos.

Esse grupo de dinossauro foi considerado por algum tempo como uma área de
transição entre a Saurísquia e a Ornitísquia.

Hoje a Sauropodomorfa é vista como uma ramificação independente entre


ambas as linhagens anteriores.

Na sauropodomorfa, se encontram indivíduos que possuem características de


ambas as linhagens, dando origem a novas espécies que quando
consideradas as características anatômicas não se enquadrariam em
Ornitísquia ou Saurísquia.
No início de 1900, eram conhecidas 12 espécies de dinossauros.

Em 1950 já estávamos beirando 2.000.

Hoje existem identificadas e descritas mais de 9.200 espécies.

Importante lembrar que Pterosauros, e Répteis Marinhos, não são


dinossauros e não estão incluídos messes clados.

Se somarmos todas as espécies extintas do Mesozóico,


Dinossauros, Pterosauros, Repteis Marinhos, Mamíferos, Aves e
Anfíbios estamos falando de um ecossistema com mais de
40.000 espécies conhecidas.

Inclua a isso mais 12.000 espécies de plantas e mais de 50.000


espécies de insetos extintos e 1.200 mamíferos,
São aproximadamente 100.000 espécies extintas que nos são
conhecidos somente por restos fósseis (e em sua maioria
parcialmente preservados.)

Dos fósseis encontrados atualmente, menos de 5% deles, apresentam


mais de 25% do todo.

Para a identificação destes elementos fosseis, muitas vezes


desarticulados e fragmentados buscamos na biologia a analise
filogenética.

Para localizá-los em determinado período de tempo, entremos na


geologia em busca das datações absolutas e relativas da amostra
encontrada.

Para uma visão mais detalhada do meio em que a espécie fóssil viveu,
buscamos a Botânica, mas especificamente a Paleobotânica.
É importante lembrar que quando pensamos em fósseis, não
estamos falando somente de dinossauros e mega fosseis.
Mesmo os fósseis de dinossauros, podem ser pequenos.

Prof. Dr Phd Max Cardoso Langer – UCFL-RP


É claro, existem os mega fósseis.
Sítios Fossilíferos no mundo.
Posição e distribuição relativa dos principais sítios fossilíferos
Sítios Fossilíferos no Brasil
Ilha do Cajual - Maranhão
Crato - Ceara
Uberaba - Minas Gerais.
Mafra – Santa Catarina
Santa Maria – Rio Grande do Sul
Cuiabá – Mato Grosso
Maravilha - Alagoas
Souza - Paraíba
Taubaté - São Paulo
PÁLEO RÉPLICAS E RECONSTITUIÇÕES
1) Uma visão histórica:

As primeiras reproduções dos terríveis lagartos que habitaram a


terra a milhões de anos, têm sua origem na China há
aproximadamente 3.000 anos , com as representações dos
Dragões. Reproduções nada científicas, que sobreviveram até
nossos dias.
Há 1.500 anos, podemos observar outras páleo réplicas surgindo
na América Central como as serpentes aladas no México (Deus
Quetzalcoathlus). Hoje identificado com um pterossauro que leva o
mesmo nome.
700 anos atrás, na Patagônia um terrível mensageiro divino com
duas cristas, garras e poderosos dentes surge, chamado de Zupay,
o deus vingativo que devorava os incautos. Hoje, relacionado com
o Zupaysaurus rougieri. Um dinossauro therópodo do triássico.
Se olharmos por termos geológicos, os grandes mitos
de serpentes aladas, dragões, deuses com formas
animais e criaturas míticas, são provenientes de
localidades que hoje são consideradas prolíferos
pontos de afloramento fossilíferos: na China o deserto
de Gobi e Gansu, na América Central Texas, Novo
México e México. Na América do Sul a Patagônia.

Mitos como o Leviatã bíblico, coincidentemente um


réptil marinho, com as características de um animal
da família dos Sauroptergya é apresentado. Outra vez
olhando pelos conceitos geológicos, temos uma
região que outrora foi um vasto leito oceânico.
Hoje em dia, a Páleo Réplicas vem se tornando uma
ferramenta muito valiosa para as instituições que
trabalham com a paleontologia. É através destas
reconstituições científicas que a biomecânica destes
incríveis animais puderam ser observadas.

Até meados do século XIX, esses grandes animais


ainda possuíam um tom de misticismo, pois eram
vistos como criaturas terríveis que reinavam na terra
com um único objetivo: a matança e o terror. Um
clássico exemplo disso é o mais conhecido
dinossauro, o Tyrannosaurus Rex.

O terrível Rei Lagarto Tirano não passava de um


colossal necrófago, ou seja um carniceiro com 6
toneladas.
Junto com os avanços científicos voltados para a paleontologia, novos recursos
também foram anexados a páleo reconstituições. Um bom exemplo disso, foi
a entrada das tomografias computadorizadas geradoras das imagens em 3D.

Com essa ferramenta, foi possível “ver” o fóssil sem mesmo removê-lo da
rocha, corrigir as deformidades e alinhar fragmentos sem danificar o holótipo.
2 Tipos de Páleo Réplicas:

A função de uma reconstituição pode variar, desde uma


simples apresentação ao público, onde o objetivo é apenas
entreter , até a confirmação de uma teoria científica.
No primeiro caso temos vários exemplos desse tipo de
trabalho em qualquer playground, onde as peças se tornam
escorregadores e brinquedos para o divertimento das
crianças, onde a fidelidade científica perde lugar para o
divertimento, segurança e custos.
Na caso de uma corroboração científica, o detalhamento as
informações corretas são primordiais. O acompanhamento
científico e o acesso aos holótipos são fundamentais para a
manutenção da fidelidade necessária.
As ferramentas que são usadas em uma reconstituição
científica são primordialmente lastreadas em
referências comprovadas.

Quando iniciamos um reconstituição científica, temos


um imenso problema inicial: nenhum fóssil é encontrado
em perfeito estado de conservação ou completo. Em
muitos casos são encontrados apenas fragmentos do
material original. Cabe ao paleontólogo nos indicar o
caminho para que a forma final seja encontrada.

Como isso pode ser feito?

Através da Análise Filogenética.


A análise filogenética é a comparação das características anatômicas
da peça ou fragmento encontrado com outras peças que indiquem
ser da mesma espécie, gênero e idade , existentes em um banco de
dados.

Ex:


As reconstituições:
As peças reconstituídas podem ter desde alguns
centímetros à vários metros.

Quem faz as reconstituições?

Três grandes centros de produções de páleo réplicas no


mundo são : Museu Americano de História Natural, Museu
de Chicago e o Museu Britânico.
Coincidentemente os maiores acervos de fósseis do mundo.
Estes acervos juntos possuem mais de 10 milhões de peças
e fragmentos fósseis.

No Brasil somente a Magma flow, atualmente instalada em


Nova Friburgo no Estado do Rio de Janeiro.
4) Exemplos de peças reconstituídas pela Magma flow.
A páleo fauna brasileira:

Todos conhecem os dinossauros


cinematográficos, como o T-Rex, Triceratops ,
Stegosaurus e principalmente os Velociraptores,
que nos foram apresentados pelo Jurassic Park
na década de 80.

Mas convém lembrar que todos esses


dinossauros são da América do Norte.

O Brasil possui uma páleo fauna tão rica quanto


a apresentada no cinema norte americano.

Apenas para citar alguns nomes de dinossauros


brasileiros:
Amazonasurus, Angaturama, Araripesuchus,
Baurusuchus, Baurutitan, Uberabasuchus, Uberabatitan,
Trigonosaurus, Maxacalisaurus, Pycnonemosaurus,
Unaysaurus, Staurikosaurus, Saturnalia, Schafonix,
Dinodontosaurus, Thenontosaurus, Tylosaurus,
Prestosuchus, Phytosuchus, Prionosuchus,
Gondwanatitan, Miryschia, Armadilosuchus,
Mariliasuchus, Montealtosuchus . . .e a lista pode
continuar.

Somente nos reino dos voadores temos mais de 23


espécies brasileiras.

Animais ainda não descritos já chegam a 20.

Todo ano são descobertos em média 5 novas


possibilidades no Brasil.
Os próprios velociraptores, que até alguns anos eram exclusividade
da China (deserto de Gobi e depois na América do Norte com o
Deynonichus), agora já tem seu representante no Brasil.
Descoberto indícios fósseis da presença desta espécie em Marília
(interior de SP), pelo Prof. Dr. Ismar de Souza Carvalho/UFRJ.
Principais pontos fossilíferos brasileiros:

Devidos as imensas dimensões do território brasileiro, temos


a nossa disposição uma vasta gama de material geológico
apresentando varias idades. No sul do Brasil, temos a região
fossilífera que nos desloca para o Triássico ,
aproximadamente 230 milhões de anos. Ali podemos
encontrar as primeiras formas de “Dinossauros”, Archosaurus
e Mamaliformes Foi na região sul do Brasil que o primeiro
indicio de um pterossaurus do triássico foi descoberto. Um
pequeno animal alado chamado Anurognathus.

Passando pela região Sudeste temos grandes exemplos da


fauna do Cretáceo. Norte do Paraná, São Paulo adentrando
para a região Centro Norte de Minas Gerais. Caminhando para
o nordeste através da Bahia, Piauí, Ceará, Maranhão,
Pernambuco, chegamos aos maiores pontos fossilíferos do
Brasil. Nestes pontos temos os representantes do Cretáceo
superior.
Na região centro norte do Brasil, Mato Grosso, Goiás,
Amazonas, praticamente ainda inexplorados, temos vastas
possibilidades de representante da fauna do Mesozóico
( período em que os dinossauros dominavam a terra).

Atualmente nestas regiões encontramos grandes exemplos


da fauna do período terciário, a Mega Fauna.
MAGMAFLOW
PÁLEO RÉPLICAS

Nova Friburgo / Rio de Janeiro


Tel: 22 9269 2232
magmaflow@zipmail.com.br

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