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Linguagem

Linguagem
• Estima-se que a linguagem humana tenha
surgido há 600 mil anos. De lá para cá é quase
impossível imaginar como seria a nossa vida
em sociedade sem a linguagem, seja ela
gestual ou falada.
Linguagem
• Para explorar como nossa forma de pensar é
hoje dependente da linguagem, façamos o
seguinte exercício. Discutam em duplas que
tipo de atividades poderiam ser
desenvolvidas sem a presença da
linguagem falada.
O que é linguagem?
• Linguagem é um sistema de sinais (signos)
convencionais que nos possibilitam realizar
atos de comunicação.

• Competência, na linguagem, é um conjunto de


regras internalizadas pelos falantes, que
permite a construção e compreensão de
frases, textos e até palavras desconhecidas.
Significado e significante
• Como a relação entre significado e significante
é arbitraria (“sem regras”), não existe no
conceito (coisa) algo que o leve a ser
dominado pela sequência de fonemas
(palavra). Isso pode ser demonstrado a partir
das diferenças entra as línguas. Observe:
Diferença entre as línguas
Qual é a importância da linguagem?
• A linguagem humana é simbólica. Através dela,
podemos representar algo, real ou imaginário,
concreto ou abstrato.

• Por meio da linguagem elaboramos representações


acerca do mundo em que vivemos, organizamos e
damos forma às nossas experiências. A linguagem
traz marcas de aspectos históricos, sociais e
ideológicos de uma determinada cultura.
Exemplos de linguagem
• As línguas naturais (português, alemão,
mandarim, japonês, etc.)
• Pintura
• Música
• Dança
• Sistemas gestuais
• Libras
Linguagem verbal
• A linguagem verbal: é aquela que utiliza a palavra
escrita ou falada para estabelecer a comunicação.
Um texto ou uma conversa com os amigos são
exemplos de linguagem verbal.
A linguagem não verbal
• A linguagem não verbal: utiliza os gestos, os
sons, os símbolos e os ícones para conceder a
comunicação. Uma pintura, o semáforo ou
uma placa de trânsito são exemplos de
linguagem não verbal.
Linguagem mista
• A linguagem mista: é aquela que simultaneamente
utiliza a linguagem verbal e não verbal. Uma história
em quadrinhos ou um cartaz de publicidade são
exemplos de linguagem mista.
• No dia a dia essas linguagens não aparecem sozinhas, pois estão
sempre associadas de modo a construir diversos significados.
Observe o cartum:
A linguagem humana
• A linguagem humana é única quando
comparada com outras formas
de comunicação, tais como aquelas
usadas ​por animais. Ela permite aos seres
humanos produzirem um conjunto infinito de
enunciados a partir de um conjunto finito de
elementos (como o alfabeto).
A linguagem humana
• Os sistemas conhecidos de comunicação
utilizados por animais, por outro lado, só
podem expressar um número finito de
enunciados que são na sua maioria
transmitidos geneticamente.
A linguagem humana
• Todo ser humano saudável já nasce
programado para falar, com uma propensão
inata para a linguagem. As crianças adquirem
a língua ou as línguas que são empregadas
pelas pessoas que convivem perto delas.
Interação
• Como os símbolos e as regras gramaticais de
qualquer tipo de linguagem são em grande
parte arbitrárias (“sem regras”), o sistema só
pode ser adquirido através da interação social.

• Filme “Neal”.
Exercício
1. Observe o cartum:
O que é língua?
• A língua é fator resultante da organização de
palavras, segundo regras específicas e
utilizadas por uma coletividade, por um grupo
de pessoas.
O que é língua?
• Línguas vivem, morrem, misturam-se, mudam de
lugar para lugar e mudam também com o passar do
tempo. Qualquer língua que deixa de mudar ou de se
desenvolver é categorizado como uma língua morta.
• Por outro lado, qualquer língua que está em um
estado contínuo de mudança é conhecida como uma
língua viva ou linguagem moderna. É por estas razões
que o maior desafio para o falante de uma língua
estrangeira é permanecer imerso nela, a fim de
acompanhar as mudanças que se processam na
língua.
Fala e escrita
• A língua se materializa através da escrita e da
fala, que consiste em um ato individual, de
inteligência e vontade, pode ser definida
também como a capacidade de exprimir o
pensamento por meio de palavras faladas ou
símbolos sonoros.
Língua oral e língua escrita
Texto I (falado)
"Ela tava ali, lindinha e nos conformes, cara... Fiquei
olhando, imaginando um jeito de dize!; bem, você
sabe, né? De dizer aqueles negócios que fico
pensando sem ela. Era hora, agora, vou lá, dou uma
chavecada nela, buzino umas no ouvidinho dela, tá na
minha... Bom, tava faltando coragem, puxa, foi me
dando um frio, uma coisa, um estado... Virei as
costas, meu irmão, e me mandei... “
Língua oral e língua escrita
• Texto II (escrito)
"Digo a você que ela estava lá, diante dos meus
olhos. Perfeita. Olhei-a imaginando um jeito de
dizer o quanto era importante para mim, dizer o
que pensava dela quando estava a sós comigo
mesmo. Pensei ser a hora certa. Mas me faltou
coragem. Fugi."
Diferenças existentes entre a
língua falada e a escrita
Língua falada
• Palavra sonora
• Recursos: signos acústicos e extralinguísticos, gestos, entorno
físico e psíquico
• Requer a presença de interlocutores. Ganha em vivacidade
• É espontânea e imediata. Uso de palavras-curinga, de frases
feitas
• A expressividade permite prescindir de certas regras
• É repetitiva e redundante
• A informação é permeada de subjetividade e influenciada
pela presença do interlocutor
• O contexto extralinguístico é importante
Língua escrita
• Palavra gráfica
• Pobreza de recursos não linguísticos; uso de letras, sinais de
pontuação
• Comunicação unilateral. Ganha em permanência
• É mais precisa e elaborada. Ausência de cacoetes linguísticos
e vulgarismos
• Mais correção na elaboração das frases. Evita a improvisação
• É mais sintética. A redundância é um recurso estilístico
• É mais objetiva. É possível esquecer o interlocutor
• O contexto extralinguístico tem menos influência
Variação linguística
Vício na fala

Para dizerem milho dizem mio


Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
Oswald de Andrade
Variação linguística
CHOPIS CENTIS
Eu “di” um beijo nela
E chamei pra passear.
A gente fomos no shopping
Pra “mode” a gente lanchar.
Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim.
Até que “tava” gostoso, mas eu prefiro aipim.
Quanta gente,
Quanta alegria,
A minha felicidade é um crediário nas
Casas Bahia.
Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho.
Pra levar a namorada e dar uns “rolezinho”,
Quando eu estou no trabalho,
Não vejo a hora de descer dos andaime.
Pra pegar um cinema, ver Schwarzneger
E também o Van Damme.
(Dinho e Júlio Rasec, encarte CD Mamonas Assassinas, 1995.)
Variação linguística
• No Brasil, por exemplo, todos falam a língua portuguesa,
mas existem usos diferentes da língua devido a diversos
fatores. Dentre eles, destacam-se:

• Fatores regionais: é possível notar a diferença do


português falado por um habitante da região nordeste e
outro da região sudeste do Brasil. Dentro de uma mesma
região, também há variações no uso da língua. No estado
do Rio Grande do Sul, por exemplo, há diferenças entre a
língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela
utilizada por um cidadão do interior do estado.
Variação linguística
• Fatores culturais: o grau de escolarização e a formação
cultural de um indivíduo também são fatores que
colaboram para os diferentes usos da língua. Uma
pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira
diferente da pessoa que não teve acesso à escola.

• Fatores contextuais: nosso modo de falar varia de


acordo com a situação em que nos encontramos:
quando conversamos com nossos amigos, não usamos
os termos que usaríamos se estivéssemos discursando
em uma solenidade de formatura.
Variação linguística
• Fatores profissionais: o exercício de algumas atividades
requer o domínio de certas formas de língua
chamadas línguas técnicas. Abundantes em termos
específicos, essas formas têm uso praticamente restrito ao
intercâmbio técnico de engenheiros, químicos, profissionais
da área de direito e da informática, biólogos, médicos,
linguistas e outros especialistas.

• Fatores naturais: o uso da língua pelos falantes sofre


influência de fatores naturais, como idade e sexo. Uma criança
não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto, daí
falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta.
• Fatores históricos: ao longo dos anos, a língua
sofre mudanças. No passado, as pessoas
utilizavam as palavras “vossa mercê”,
atualmente utilizam “você”.
Norma padrão
• A norma-padrão é o nome que se dá à
variedade da língua usada oficialmente e
ensinada nas escolas. Trata-se de uma
convenção que tem por objetivo estabelecer
um “modelo” de língua que possa ser
compreendido por todo o país.
Norma padrão
• O problema é que essa norma acaba sendo
considerada uma variante de maior prestígio –
não porque inclua em si algo de especial, mas
por ser a norma que, em geral, grupos de
maior poder aquisitivo dominam.
Norma padrão
• A norma serve de referência para que não
ocorram desvios muito grandes que possam
descaracterizar a língua, mas isso não significa
que deva ser seguida à risca. Ela pode ser
comparada à caligrafia: ainda que se defina
um padrão, cada pessoa vai escrever com uma
letra diferente, já que é impossível reproduzir
um modelo com perfeição. Vale a mesma ideia
para a fala.
Linguagem formal e informal
Linguagem informal
• Num contexto em que o falante está rodeado pela
família ou pelos amigos, normalmente emprega uma
linguagem informal, podendo usar expressões
normalmente não usadas em discursos públicos
(palavrões ou palavras com um sentido figurado que
apenas os elementos do grupo conhecem).
Linguagem formal
• A linguagem formal, pelo contrário, é aquela que os
falantes usam quando não existe essa familiaridade,
quando se dirigem aos superiores hierárquicos ou
quando têm de falar para um público mais alargado
ou desconhecido. É a linguagem que normalmente
podemos observar nos discursos públicos, nas
reuniões de trabalho, nas salas de aula, etc.
Linguagem formal e informal
• Conhecer estes dois tipos de linguagem é essencial para que
possamos ter boa desenvoltura no meio profissional ou acadêmico,
saber se expressar é com certeza a chave para o sucesso. Veja
abaixo um exemplo e algumas diferenças nítidas entre a linguagem
formal e a informal.

• “E aí, como é que cê anda?” – Nesta frase há o uso da expressão


“cê” que dá ideia de “você” o que caracteriza a linguagem informal.

• “Como é que você está?” – Neste caso já vemos o uso da linguagem


formal sem que o “você” seja substituído por uma expressão
ou abreviação mais informal.
Linguagem formal e informal
• Portanto, podemos usar a língua padrão, ou
seja, conversar, ou escrever de acordo com as
regras gramaticais, mas o vocabulário
(linguagem) que escolhemos pode ser mais
formal ou mais informal de acordo com a
nossa necessidade. Não esqueça, muitos
acham que linguagem informal é aquela em
que usamos gírias, isso não é verdade ....
Linguagem formal e informal
• Podemos fazer uso da linguagem informal sem
usar gírias. Por exemplo, quando digo: - A gente
vai ao cinema Edu? “a gente” é informal e “ Edu”
, um apelido também indica um intimidade típica
da linguagem informal. Então, o que indica se a
linguagem é informal ou não, não é apenas o uso
de gírias, mas outros aspectos como o grau de
intimidade, familiaridade entre os interlocutores
(aquele que fala e aquele para quem se fala).
Linguagem Informal Linguagem formal

Poder igual Hierarquia de poder

Contato frequente Contato não frequente

Grande envolvimento afetivo Pouco envolvimento afetivo

Léxico coloquial (abreviações e gírias) Léxico formal (sem abreviações e


gírias)
Emprego de apelido e diminutivo Emprego de títulos

Expressões de afeto e Expressões respeitosas e


despreocupação com polidez preocupação com polidez/educação
Uso de expressões que indicam Uso de expressões que indicam
opinião. sugestão.