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Universidade Federal do Amazonas

Programa de Pós-graduação em Ciências do Ambiente e


Sustentabilidade na Amazônia

Métodos Qualitativos em Ciências do


Ambiente (PGCASA 674)

Prof. Antônio Carlos Witkoski, Dr.

Discentes
Ely Sena de Almeida
Suiane Claro Saraiva

Manaus
2019
1
YIN, R. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5.ed. Tradução de
Cristian Matheus Herrera. Porto Alegre: Bookmann, 2015.

 Ao oferecer uma abordagem


completa do planejamento e
do uso do estudo de caso
como um método de
pesquisa, este clássico
aborda o tema, mostra a sua
aplicação e fornece acesso a
casos oriundos de uma
grande variedade de campos
acadêmicos e aplicados.

 Traz tutoriais ao final de


cada capítulo, com
discussões detalhadas sobre
a complexidade dos tópicos
abordados no texto.

2
Sobre o autor
 Robert K. Yin é um
cientista social americano
e presidente da COSMOS
Corporation, conhecido
por seu trabalho em
pesquisas de estudos de
caso e em pesquisas
qualitativas.

 Ao longo dos anos, seu


trabalho em pesquisa de
estudo de caso tem sido
frequentemente citado.

3
Realização da Pesquisa de estudo de caso: um
processo linear, mas iterativo

Prepara
ção

Plano Design Coleta

Compar
tilhamen Análise
to
4
Capítulo 1: Plano
• Identificar a situação
relevante para o qual
fazer um estudo d e
caso em detrimentos
Prepara dos outros métodos
ção
de pesquisa;
• Compreender a
Coleta
definição em duas
Plano Design partes de uma
investigação de
estudo de caso;
• Tratar das
Compar
preocupações
tilhame Análise tradicionais sobre a
nto pesquisa de estudo
de caso;
• Decidir fazer ou não
um estudo de caso

5
Capítulo 2:
Projeto
• Definir as unidades
de análise e os
prováveis casos para
estudo;
Prepara
ção • Desenvolver a teoria,
as proposições e os
assuntos de
Coleta
relacionados para
Plano Design guiar o estudo de
caso e para
generalizar seus
resultados;

Compar
• Identificar o projeto
tilhame Análise do estudo de caso
nto
• Testar o projeto em
relação a quatro
critérios para
manutenção da
qualidade de um
estudo de caso.

6
Capítulo 3:
Preparação
• Ampliar as
habilidades como
pesquisador em
estudo de caso;
Prepara
ção • Treinar para o
estudo de caso
específico;
Plano Design Coleta • Tirar candidatos e
selecionar casos
finais;
• Conduzir um caso
piloto;
Compar
tilhame
nto
Análise • Obter aprovação
para a proteção dos
sujeitos humanos.

7
Sumário

 Capítulo 1 – Introdução

 O ESTUDO DE CASO COMO ESTRATÉGIA DE PESQUISA


 COMPARANDO ESTUDOS DE CASO COM OUTRAS
ESTRATÉGIAS DE PESQUISA
 TIPOS DIFERENTES DE ESTUDOS DE CASO, MAS UMA
DEFINIÇÃO COMUM

9
Sumário

 Capítulo 2 - Projetando estudos de caso

 ABORDAGEM GERAL AO PROJETAR ESTUDOS DE CASO


 PROJETOS DE ESTUDO DE CASO

 CRITÉRIOS PARA O JULGAMENTO DO QUALIDADE DOS


PROJETOS DE PESQUISA
 CONSELHO MODESTO NA SELEÇÃO DOS PROJETOS DE
ESTUDO DE CASO;

10
Sumário

 Capítulo 3 - Conduzindo estudos de caso: preparação


para a coleta de dados

 O PESQUISADOR DO ESTUDO DE CASO: HABILIDADES


DESEJADAS
 TREINAMENTO E PREPARAÇÃO PARA UM ESTUDO DE
CASO ESPECÍFICO
 O PROTOCOLO PARA O ESTUDO DE CASO
 TRIAGEM DOS CASOS CANDIDATOS PARA SEU ESTUDO
DE CASO
 O ESTUDO DE CASO PILOTO

11
Capítulo 1 – Introdução
Quando usar os estudos de caso como método de
pesquisa
Capítulo 1 – Introdução
O ESTUDO DE CASO COMO ESTRATÉGIA DE
PESQUISA
 A pesquisa de estudo de
caso
Como saber se devo usar o
método do estudo de caso?
 Minuciosa Leitura atenta as
Quanto mais as questões
Questões da pesquisa;
procurarem explicar alguma
 Reconhecer os pontos fortes circunstância tal “como” ou
e as limitações da pesquisa por que”, mais este método
desta metodologia; de pesquisa será relevante.

Ou quando as questões da
pesquisa exigirem uma
descrição ampla e profunda
de algum fenômeno.

13
Capítulo 1 – Introdução
O ESTUDO DE CASO COMO ESTRATÉGIA DE
PESQUISA
Algumas formas de se fazer pesquisa
Condições:
 Tipo de questão da
experimentos levantamentos
pesquisa;
 Controle do pesquisador
análise de sobre eventos
pesquisas comportamentais
informações
históricas
de arquivos  Foco em fenômenos
históricos, em oposição a
estudos de fenômenos
caso contemporâneos

14
Capítulo 1 – Introdução
O ESTUDO DE CASO COMO ESTRATÉGIA DE
PESQUISA
 A importância da pesquisa
de estudo de caso em
diferentes campos:
perspectiva holística

 Psicologia;
 Sociologia;
 Ciência política;
 Enfermagem;
 Antropologia;
 Assistência social;
 Administração;
 Economia;
 Setor industrial
15
Capítulo 1 – Introdução
O ESTUDO DE CASO COMO ESTRATÉGIA DE
PESQUISA
Objetivo geral:
Auxiliar na resposta às seguintes inquietações:

 a) Como definir um caso que está sendo estudado?


 b) Como determinar os dados relevantes que devem ser
coletados?
 c) O que fazer com os dados após as coletas?

Planejamento Coleta Análise Resultados

16
Capítulo 1
COMPARANDO ESTUDOS DE CASOS COM
OUTRAS ESTRATÉGIAS DE PESQUISA
estratégia forma da exige controle sobre focaliza
questão de os eventos acontecimentos
pesquisa comportamentais? contemporâneos?
experimento como, porque sim sim
levantamento quem, o que, não sim
onde, quantos,
quanto

analise de quem, o que, não sim/não


arquivos onde, quantos,
quanto

pesquisa histórica como, porque não não


estudo de caso como, por que não sim

Quadro1. Situações relevantes para diferentes estratégias de pesquisa. Fonte: COSMOS Corporation
17
Capítulo 1
TIPOS DIFERENTES DE ESTUDOS DE CASO,
MAS UMA DEFINIÇÃO COMUM
Um estudo de caso é uma investigação empírica que

 Investiga um fenômeno contemporâneo dentro do seu


contexto da vida real, especialmente quando
 os limites entre o fenômeno e o contexto não estão
claramente definidos

18
Capítulo 1
TIPOS DIFERENTES DE ESTUDOS DE CASO,
MAS UMA DEFINIÇÃO COMUM

A investigação de estudo de caso


 enfrenta uma situação em que haverá muito mais
variáveis de interesse do que pontos de dados, e como
resultado,
 Baseia-se em várias fontes de evidências, com dados
precisando convergir em um formato de triângulo, e ,
como outro resultado,
 Beneficia-se de desenvolvimento prévio de proposições
teóricas, para conduzir a coleta e análise de dados

19
Capítulo 1
TIPOS DIFERENTES DE ESTUDOS DE CASO,
MAS UMA DEFINIÇÃO COMUM

O estudo de caso como estratégia de pesquisa


compreende um método que abrange tudo – com
a lógica de planejamento incorporando
abordagens específicas à coleta de dados e à
analise de dados. Neste sentido o estudo de
caso não é nem uma tática para a coleta de
dados nem meramente uma característica de
planejamento em si (Stoecker, 1991), mas uma
estratégia mais abrangente.

20
Capítulo 1 – Introdução
 O estudo de caso, como outras estratégias de pesquisa,
representa uma maneira de se investigar um tópico
empírico seguindo-se um conjunto de procedimentos pré
especificados.
 O capítulo também tentou diferenciar o estudo de caso
de estratégias de pesquisa alternativas nas ciências
sociais, demonstrando as situações em que é preferível
se fazer um estudo de caso único ou de casos múltiplos a
se fazer, por exemplo, um levantamento.
 Algumas situações podem não apresentar uma estratégia
preferível, na medida em que os pontos fortes e fracos
das várias estratégias podem se sobrepor.

21
Capítulo 1 – Introdução
 Finalmente, o capítulo discutiu algumas das maiores
críticas que se faz à pesquisa de estudo de caso e
sugeriu que algumas dessas críticas possam estar sendo
mal direcionadas.
 Muito embora já se tenha pensado bastante que os
estudos de caso sejam uma pesquisa "fácil", a pesquisa
de estudo de caso é notavelmente complicada.
 E o paradoxo é que quanto "mais fácil" for uma estratégia
de pesquisa, mais difícil será para realizá-la.

22
Capítulo 2 – Projeto dos Estudos de Caso
Identificação e estabelecimento da lógica do seu
estudo de caso
Capítulo 2
ABORDAGEM GERAL AO PROJETAR ESTUDOS
DE CASO
 Como identificar a estratégia para o projeto de
pesquisa?
 PASSO 1: Selecionar a estratégia de estudo de caso, em
oposição a outras estratégicas (capítulo 1)
 PASSO 2: Projetar seu estudo de caso, sendo necessário
um plano ou um projeto de pesquisa (capítulo 2)

Projeto é a sequencia lógica Projeto de pesquisa é como um


que conecta os dados “esquema” de pesquisa, que se trata
empíricos às questões de de, pelo menos, quatro elementos:
pesquisas do estudo, e em quais elementos estudar, quais dados
última análise, às suas são relevantes, quais dados coletar e
conclusões como analisar os resultados

24
Capítulo 2
ABORDAGEM GERAL AO PROJETAR ESTUDOS DE
CASO
Componentes de projetos de pesquisa:
 1. as questões de um estudo: “quem”, “o que”, “onde”,
“como”, e “ por que”
 2. as suas proposições, se houve: proposições
(hipóteses) apontam para coisas que deveriam ser
examinada dentro escopo de estudo;
 3. sua(s) unidade(s) de análise: definir o que um “caso”
podendo ser um indivíduo, eventos, processos, mudança
organizacional, etc.

25
Capítulo 2
ABORDAGEM GERAL AO PROJETAR ESTUDOS DE
CASO
Componentes de projetos de pesquisa:
 4.a lógica que une os dados às proposições: existem
várias formas sendo a mais promissora “adequação ao
padrão” aonde relaciono os dados às proposições

 5. critérios para se interpretar as descobertas: não há


uma maneira precisa de se estabelecer os critérios para
interpretação dessas descobertas. Espera-se que os
diferentes padrões estejam contrastando, aonde as
descobertas podem ser interpretadas em termos de
comparação de, pelo menos, duas proposições
concorrentes.

26
Capítulo 2
ABORDAGEM GERAL AO PROJETAR ESTUDOS DE
CASO
O papel da teoria no trabalho do projeto:
 Faz-se necessário formular uma teoria preliminar
relacionada ao seu tópico de estudo.
 O desenvolvimento da teoria como parte da fase de
projeto é essencial, caso o propósito decorrente do
estudo de caso seja determinar ou testar a teoria;
 A teoria não apenas representa uma ajuda imensa na
definição do projeto de pesquisa e na coleta de dados
adequados, como também torna-se o veiculo principal
para a generalização dos resultados do estudo de caso.

27
Capítulo 2
ABORDAGEM GERAL AO PROJETAR ESTUDOS DE
CASO
Alguns exemplos de teorias a serem consideradas:
 Teorias individuais: teorias de desenvolvimento individual,
comportamento, personalidade, aprendizagem e
incapacidade cognitivos, percepção individual e
interações interpessoais;
 Teorias de grupo: teorias de funcionamento familiar,
grupos informais, equipes de trabalho, coordenação de
supervisão de funcionários e redes interpessoais;
 Teorias organizacionais: teorias burocracias, estrutura e
funções organizacionais, excelência em desempenho
organizacional
 Teorias sociais: teorias de desenvolvimento urbano,
comportamento internacional, instituições culturais,
desenvolvimento tecnológico e funções de mercado
28
Capítulo 2
ABORDAGEM GERAL AO PROJETAR ESTUDOS
DE CASO
 Exemplo: Estudo de caso sobre a implantação de um
novo sistema de gerenciamento de informações (MIS,
management information system) (Markus, 1983)

O estudo de caso mostrará por que a implantação deu


certo somente quando a organização foi capaz de se
reestruturar, e não apenas revestiu a antiga estrutura
organizacional com o novo MIS (Markus, 983)

O estudo de caso mostrará por que a simples substituição


de pessoas-chave não foi suficiente para se obter uma
implementação bem-sucedida. (Markus, 1983)

29
Capítulo 2 - Projetando estudos de caso
 CRITÉRIOS PARA O JULGAMENTO DO QUALIDADE
DOS PROJETOS DE PESQUISA

Fidedignidade Credibilidade

Fidedignidade
Confirmabilidade
dos Dados

30
Capítulo 2 - Projetando estudos de caso
 CRITÉRIOS PARA O JULGAMENTO DO QUALIDADE
DOS PROJETOS DE PESQUISA

Validade dos Validade


Validade Interna Confiabilidade
Constructos Externa
• Identificação • Aplicadas para • Domínio no • Demonstração
das medidas estudos qual as de como os
operacionais explicativos ou descobertas procedimentos
adequadas ao causais; podem ser podem ser
conceitos • Aponta a generalizadas replicados
estudados relação de
como
determinadas
condições
influenciam
outras.
Capítulo 2 - Projetando estudos de caso
 CRITÉRIOS PARA O JULGAMENTO DO QUALIDADE
DOS PROJETOS DE PESQUISA

32
Capítulo 2 - Projetando estudos de caso

 CONSELHOS PARA A  Projetos de Casos


SELEÇÃO DOS únicos ou múltiplos?
PROJETOS DE ESTUDO
DE CASO;  Caso haja recursos,
múltiplos são sempre a
melhor opção (mínimo dois).

 Replicação direta ou teórica;

 Se usar apenas um, deve


ser apoiado um argumento
extremamente forte.

33
Capítulo 2 - Projetando estudos de caso

 CONSELHOS PARA A  Projetos Fechados ou


SELEÇÃO DOS Adaptáveis?
PROJETOS DE ESTUDO
DE CASO;  Mudanças são implícitas em
projetos de estudo de caso;

 Cuidado vem na natureza da


mudança: adaptabilidade
não pode diminuir o rigor dos
procedimentos observados.

34
Capítulo 2 - Projetando estudos de caso

 CONSELHOS PARA A  Projetos de Métodos


SELEÇÃO DOS Mistos
PROJETOS DE ESTUDO
DE CASO;  Combinação de técnicas,
métodos, abordagens ou
conceitos, linguagens
quantitativas e qualitativas
em um único estudo;

 Coleta de dados
complementares: mais rica e
com mais evidência

35
Capítulo 2 - Projetando estudos de caso
 O uso da teoria e proposições teóricas é um auxilio da
definição do projeto de pesquisa apropriado e na coleta
de dados a serem coletados;

 O projeto de pesquisa completo, inclui cinco


componentes: questões, proposições, unidade de
análise, a lógica de análise dos dados e os critérios de
qualidade do projeto;

 Os testes de validade do constructo, validade interna,


validade externa e confiabilidade ocorrem durante a
coleta de dados (Capítulos 4) e análise de resultados
(Capítulos 5).
36
Capítulo 3 – Preparação para a coleta da
evidência do estudo de caso
O que é necessário antes de dar início à coleta dos
dados do estudo de caso.
Capítulo 3 – Preparação
Habilidades e
valores

Treinamento

Protocolo

Triagem

Estudo caso-
piloto

38
Capítulo 3 – Preparação
Habilidades e • Interação entre assuntos teóricos e
valores dados coletados;

• Capacitar o pesquisar para tomar


Treinamento decisões inteligentes;

• Recurso para aumentar a


Protocolo confiabilidade da pesquisa;

Triagem • Identificação dos casos finais;

Estudo caso- • Diferente de um pré-teste;


piloto

39
Capítulo 3 – Preparação
Habilidades e Valores
 O PESQUISADOR DO
ESTUDO DE CASO:  Mente questionadora.
HABILIDADES DESEJADAS
 Pesquisa é sobre questões.
 Formular boas questões;
 Ser um “bom” ouvinte;  Por que os eventos ou as
 Permanecer adaptável; percepções aparecem como
 Ter noção dos assuntos em o fazem?
estudo;
 Ser impacial  Busca de evidências
adicionais

40
Capítulo 3 – Preparação
Habilidades e Valores
 O PESQUISADOR DO
ESTUDO DE CASO:  Receber informações;
HABILIDADES DESEJADAS
 Inferir o significado
 Formular boas questões; pretendido pelo entrevistado;
 Ser um “bom” ouvinte;
 Permanecer adaptável;  Revisão de documentos:
 Ter noção dos assuntos em “entre as linhas”
estudo;
 Ser impacial  Deficiências: mente fechada;
seletivo no que apreende; ou
má memória.

41
Capítulo 3 – Preparação
Habilidades e Valores
 O PESQUISADOR DO
ESTUDO DE CASO:
HABILIDADES DESEJADAS  Tirar vantagem das
mudanças nas
 Formular boas questões; oportunidades;
 Ser um “bom” ouvinte;
 Permanecer adaptável;  Modificar preocupações
 Ter noção dos assuntos em teóricas;
estudo;
 Ser imparcial  Equilibrar adaptabilidade
com rigor;

42
Capítulo 3 – Preparação
Habilidades e Valores
 O PESQUISADOR DO
ESTUDO DE CASO:
HABILIDADES DESEJADAS  Finalidade do estudo de
caso;
 Formular boas questões;
 Ser um “bom” ouvinte;  Interpretação das
 Permanecer adaptável; informações a medida que
 Ter noção dos assuntos são coletadas;
em estudo;
 Ser imparcial  Buscar evidências
adicionais;

43
Capítulo 3 – Preparação
Habilidades e Valores
 O PESQUISADOR DO
ESTUDO DE CASO:
HABILIDADES DESEJADAS  Substanciar uma posição
preconcebida;
 Formular boas questões;
 Ser um “bom” ouvinte;  Proximidade com a
 Permanecer adaptável; evidência de apoio e
 Ter noção dos assuntos em afastamento da contrária;
estudo;
 Ser imparcial  Abertura a evidências
contrárias;

 Ética

44
Capítulo 3 – Preparação
Treinamento
 TREINAMENTO E
 “Sujeito” Humano → ética PREPARAÇÃO PARA UM
ESTUDO DE CASO
ESPECÍFICO
 Característica
contemporânea;

 Envolve:  Proteção dos sujeitos


humanos;
1. Consentimento Formal;
2. Evitar dano ou
dissimulação;  Treinamento;
3. Privacidade e
confidencialidade;
4. Grupos vulneráveis;

45
Capítulo 3 – Preparação
Treinamento
 TREINAMENTO E
 Necessário ao estudo de caso; PREPARAÇÃO PARA UM
ESTUDO DE CASO
 Início na definição das ESPECÍFICO
questões e formulação do
projeto de estudo de caso;

 Proteção dos sujeitos


humanos;
 Equipe de Estudo de Caso
1. Caso único com alta
demanda de dados a  Treinamento;
serem coletados;
2. Estudo de casos múltiplos;
3. Combinação das
anteriores.

46
Capítulo 3 – Preparação
Treinamento
 TREINAMENTO E
 Usar instrumentos de outros
PREPARAÇÃO PARA UM
estudos de casos (discussões);
ESTUDO DE CASO
ESPECÍFICO
 Desenvolvimento e revisão do
protocolo;
 Revisão do material de leitura  Proteção dos sujeitos
por partes; humanos;

 Problemas a serem abordados  Treinamento;


durante o treinamento Meta
 Pressionar para garantir que Os membros devem saber:
estes apareceram durante o 1. Por que está sendo feito;
período de treinamento. 2. Que evidência (apoio ou
contrária) está sendo
procurada;
3. Quais variações podem ocorrer;
47
Capítulo 3 – Preparação
Protocolo
 O PROTOCOLO PARA O ESTUDO DE CASO

Aumenta a confiabilidade da
pesquisa de estudo de caso

Mantém o foco da pesquisa

Força a antecipação de problemas

Esboço do relatório final

48
A) Objetivos, circunstâncias, assunto do estudo de caso, leituras relevantes
sobre o tópico investigado.

B) Proteção de seres humanos, identificação de fontes de dados, credenciais


para contatos em campo, advertências logísticas.
49
C) Questões para coletas de dados, potenciais fontes
de evidências

50
D) Formato para os dados, uso e apresentação de outra documentação e
informações bibliográficas.

51
Capítulo 3 – Preparação
Protocolo
 O PROTOCOLO PARA O  Declaração com descrição
ESTUDO DE CASO sobre o estudo de caso, sua
finalidade, patrocinador,
pessoas envolvidas (pode
 Visão geral do estudo de
ser acompanhada por uma
caso;
carta de apresentação);
 Procedimentos e regras de
coleta de dados;
 Proposições ou hipóteses;
 Questões da coleta da
dados;
 Guia para o relatório de  Relevância teórica e política
estudo de caso; da investigação; Citar
leituras relevantes;

 Pode formar base para as


seções introdutórias do
relatório final
52
Capítulo 3 – Preparação
Protocolo
 O PROTOCOLO PARA O
ESTUDO DE CASO

 Visão geral do estudo de  Integrar o mundo real às


caso; necessidades de coletas de
 Procedimentos e regras de dados;
coleta de dados;
 Questões da coleta da  Questionário, arquivo
dados; histórico, entrevistas,
 Guia para o relatório de observação
estudo de caso;

53
Capítulo 3 – Preparação
Protocolo
 O PROTOCOLO PARA O Enfatizar Tarefas
ESTUDO DE CASO 1. Acesso as
organizações-chaves ou
 Visão geral do estudo de entrevistados;
caso; 2. Recursos necessários
 Procedimentos e regras de para o campo;
coleta de dados; 3. Procedimento de
 Questões da coleta da orientação por outros
dados; membros;
 Guia para o relatório de 4. Programação clara da
estudo de caso; coleta de dados assim
como o tempo para sua
finalização;
5. Providências a eventos
não antecipados
54
Capítulo 3 – Preparação
Protocolo
 O PROTOCOLO PARA O  “Instrumento” do estudo de
ESTUDO DE CASO caso;

 Visão geral do estudo de  Questões de estudo X


caso; Instrumento de Levantamento
 Procedimentos e regras de 1. Orientação das Questões
coleta de dados; formuladas para o
 Questões da coleta da pesquisador; indicando:
dados; as informações que
 Guia para o relatório de precisam ser coletadas;
estudo de caso; lista de prováveis fontes
de evidência;
 Manter o pesquisador no
rumo;

55
Capítulo 3 – Preparação
Protocolo
 O PROTOCOLO PARA O  Questões de estudo X
ESTUDO DE CASO Instrumento de Levantamento
2. Níveis de Questão
 Visão geral do estudo de
caso;  Nível 1: específicos
 Procedimentos e regras de (entrevistados)
 Nível 2: casos individuais
coleta de dados;
(pesquisador)
 Questões da coleta da  Nível 3: padrão entre
dados; múltiplos casos
 Guia para o relatório de  Nível 4: todo o estudo

estudo de caso;  Nível 5: recomendações e


conclusões

56
Capítulo 3 – Preparação
Protocolo
Prepara
ção
 O PROTOCOLO PARA O
ESTUDO DE CASO
Plano Design Coleta

 Visão geral do estudo de


caso;
 Procedimentos e regras de Compar
tilhame Análise
coleta de dados; nto

 Questões da coleta da
dados;
 Guia para o relatório de  Perfil inicial do relatório final
estudo de caso;  Formato, público, apresentação
dos dados, etc.
 Reduz a probabilidade de nova
visita ao campo;

58
Capítulo 3 – Preparação
Triagem
 TRIAGEM PARA OS
 “Miniestudo” CASOS CANDIDADOS
PARA O SEU ESTUDO DE
CASO
 Número pequeno de
possíveis candidatos (12);
 Não aplicado quando o caso
é peculiar
 Perguntas a pessoas que
conhecem aquela realidade;  Apenas quando há vários
candidatos qualificados;
 Pesquisa documental;
 Abordagem de uma fase;
 Abordagem de duas fases;
 Critérios operacionais;

59
Capítulo 3 – Preparação
Triagem
 TRIAGEM PARA OS
CASOS CANDIDADOS
1. Coleta de Dados PARA O SEU ESTUDO DE
Qualitativos; CASO

 Não aplicado quando o caso


é peculiar
2. Definir critérios para
reduzir o número de  Apenas quando há vários
candidatos até 12; candidatos qualificados;

 Abordagem de uma fase;


 Abordagem de duas fases;

60
Capítulo 3 – Preparação
Estudo de caso Piloto
 O ESTUDO DE CASO
PILOTO  Conveniência, acesso,
proximidade geográfica
 Teste Piloto não é um pré-
teste;  “Laboratório”
 Informantes acessíveis;  Experimentação de
 Local conveniente; observações e abordagens
 Documentação e dados;  Feedback

 Seleção dos casos-pilotos;


 Escopo da investigação-
piloto;
 Relatório dos casos-piloto

61
Capítulo 3 – Preparação
Estudo de caso Piloto
 O ESTUDO DE CASO
PILOTO
 Maior do que o plano final de
 Teste Piloto não é um pré- coleta de dados;
teste;
 Informantes acessíveis;
 Local conveniente;  Fornecer informações
 Documentação e dados; relevantes sobre questões
de campo, logística, etc.
 Seleção dos casos-pilotos;
 Escopo da investigação-
piloto;
 Relatório dos casos-piloto

62
Capítulo 3 – Preparação
Estudo de caso Piloto
 O ESTUDO DE CASO
PILOTO

 Teste Piloto não é um pré-  Forma de memorando;


teste;
 Informantes acessíveis;  Lições aprendidas: projeto e
 Local conveniente; campo;
 Documentação e dados;

 Agenda para futuros pilotos


 Seleção dos casos-pilotos;
 Escopo da investigação-
piloto;
 Relatório dos casos-piloto
Capítulo 3 - Conduzindo estudos de caso:
preparação para a coleta de dados
 Revisa as preparações para a coleta de dados.

 A complexidade da preparação depende do escopo do


estudo de caso;

 Os tópicos principais são: (1) habilidades do pesquisador


do estudo de caso, (2) a preparação e o treinamento dos
pesquisadores para um estudo de caso específico, (3) a
natureza do protocolo do estudo, (4) a triagem dos
candidatos e o papel e o (5) objetivo de um caso-piloto;

 Aconselha-se a finalização de um estudo de caso simples


antes de tentar realizar um mais complexo.
64
Exemplo de Estudo de Caso
Exemplo de Estudo de Caso
 Artigo: revista Acta Amazonica vol. 39(2) 2009: 279 – 288
 Método utilizado: Estudo de Caso
 Enfoque desse estudo: conhecimento tradicional, o uso e
o manejo dos ecossistemas de várzeas pelos agricultores
familiares.
 A abordagem utilizada: abordagem sistêmica apontada
por Morin (2003)
 Universo de estudo: foi a população da Costa da Terra
Nova, localizada no município do Careiro da Várzea,
Estado do Amazonas, à margem direita do Rio Amazonas
 As técnicas empregadas: aplicação de questionário,
realização de entrevistas abertas, conversas informais,
diário de campo e observação participativa.
Exemplo de Estudo de Caso
 Dados quantitativos: A pesquisa constou de uma
intensidade amostral de 25 % sobre o número total de
estabelecimentos.
 Análise de dado: dados foram tabulados e analisados
através de estatística descritiva conforme freqüências
obtidas dos dados (Lima, 1994).
Bibliografia

 YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed.


Porto Alegre: Bookman, 2001.

 YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5. ed.


Porto Alegre: Bookman, 2015.

 ALONSO, A. e MIRANDA, D. S. Métodos de Pesquisa em


Ciências Sociais: bloco qualitativo. São Paulo: Editora
SESC/São Paulo/CEBRAP, 2016.

 Miguel, P. A.C. Estudo de caso na engenharia de produção:


estruturação e recomendações para sua condução. Prod.,
vol.17, no.1, p.216-229, 2007.

68