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A paixão pela aprendizagem e

pelo desenvolvimento

DAY, C. (2004). A Paixão pelo Ensino.


Porto:Porto Editora, pp. 151-187.

Unidade Curricular – Teoria Curricular de Formação de


Professores
Prof. Dra. Maria Assunção Flores

Instituto de Educação e Psicologia


Universidade do Minho.
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Estrutura do capítulo
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Tempo para reflectir

1. Quais foram as experiências de DP, informais e


formais, que fizeram a diferença no seu trabalho?

2. Identifique momentos particulares de significado


pessoal e profissional na sua vida e na sua carreira
que provocaram uma mudança positiva ou negativa
em si.

Considere as causas e os efeitos no seu trabalho


a curto, médio e longo prazos.
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Tempo para reflectir (cont.)

3. Actualmente e no futuro, qual é o tipo de


aprendizagem que considera mais apropriado às
suas:

- necessidades de crescimento pessoais (por


exemplo, a auto-eficácia, a saúde, o
comprometimento, a motivação)?

- a necessidade de crescimentos profissionais (por


exemplo, o desenvolvimento da sua função, a
gestão e o ensino na sala de aula)?
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Tempo para reflectir (cont.)

4. O que precisa de fazer para obter o apoio


necessário para a satisfação destas necessidades?

5. Quem lhe poderá dar assistência neste


processo?
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Pressupostos

• “A aprendizagem é uma produção de


conhecimento e não um mero processo de
consumo.”
• “O currículo também não é transmitido, mas sim
construído de uma forma empírica, com base nas
necessidades e nos interesses dos alunos.”
• “A avaliação não é um julgamento, mas sim algo
que permite registar o progresso dos alunos ao
longo do tempo.”
• “A instrução não é tecnocrática, mas sim inventiva,
artística e, acima de tudo, um importante
empreendimento humano.”

Lieberman, A.; Miller, L. (1990). Teacher Development in Professional Practice


Schools. Teachers College Record, 92 (1), pp.105-122.
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Pressupostos (cont.)

• O professor deve regularmente questionar-se sobre


o quê, o como e ainda o porquê do seu ensino, ou
seja, rever os seus princípios de diferenciação,
coerência, progressão, continuidade e equilíbrio.

• “O bom ensino envolve a cabeça e o coração.”


(Day, 2004: 151)

• O desenvolvimento profissional define-se tendo em


conta um conjunto de necessidades intelectuais,
emocionais e de saúde, assim como, necessidades
organizacionais da escola.
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Tempo para respirar

“Eles [professores] têm de agir rapidamente,


espontaneamente e mais ou menos
automaticamente.”(1)

Situação
• investimento de energia intelectual, social e
emocional;
• pouca disponibilidade para DP;
• aprendizagem limitada no tempo.

Solução
• espírito de investigação.
(1) In Brown e McIntyre (1993: 53).
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Os desafios da prática reflexiva

A prática reflexiva implica uma noção de


profissionalismo que vai para além das
responsabilidades instrumentais; inclui a
cidadania e desenvolver uma disposição positiva
nos alunos em relação à aprendizagem ao longo
da vida.

“Porque é que um professor deverá dedicar


tempo e energia para se tornar um prático
reflexivo?”
(in Day, 2004: 159)
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Os desafios da prática reflexiva (cont.)

Brubacher et al. (1994):

“A prática reflexiva ajuda os professores a


libertarem-se de um comportamento impulsivo
e rotineiro.

A prática reflexiva permite que os professores


actuem de uma forma deliberada e intencional.

A prática reflexiva reconhece os professores


como seres humanos educados, já que este é o
indicador de uma acção inteligente.”
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Os desafios da prática reflexiva (cont.)

Day (2004):

“A prática reflexiva permite que os professores


afirmem as suas identidades profissionais
enquanto agentes de mudança com propósitos
morais.

A prática reflexiva é essencial para o


autoconhecimento.”
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Os desafios da prática reflexiva (cont.)

Reflexão = Crítica da prática = Planeamento


para o futuro

Schön (1983) e Zeichner (1993):

reflexão-na-acção (crítica: na prática impossível


de realizar na prática – tempo insuficiente)

reflexão-sobre-a-acção (revisão da acção desde


um ponto de vista externo)

reflexão-acerca-da-acção (revisão de contextos


pessoais, sociais, políticos mais amplos
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Tipos de reflexão

Orientação Características

Imediata “pedagogia frequentemente ecléctica , mas


superficial”
Técnica “enfatiza as técnicas comportamentalistas”
Deliberativa “aceita os objectivos que são
proporcionados, mas negoceia o processo e
o conteúdo”
Dialéctica “questionamento contínuo, uma revisão e
uma validação interna, promovendo a
emancipação e a responsabilidade pessoal”

Transpessoal “enfatiza o autoconhecimento interior e as


relações entre o interior e exterior”

In Wellington e Austin, 1996: 309-311


A paixão pela Aprendizagem e pelo Desenvolvimento
Christopher Day
Tipos de reflexão (cont.)

Influências
Paradoxo da produtividade
Menos pessoas, mais tarefas, menos tempo;
Isolamento e colegialidade superficial
Menos tempo, menos partilha;
Sentimentos de luto
Investimento vs recompensa / crise de identidade;
Tempo
Sentimento de culpa e de sacrifício;
Hábito

Obstáculo ao crescimento.
A paixão pela Aprendizagem e pelo Desenvolvimento
Christopher Day
Desafiar o eu: a dimensão emocional

• O desenvolvimento profissional pode ser


promovido tendo em linha de conta o
crescimento emocional dos professores.

• A compreensão do eu constitui uma parte da


aprendizagem para crescer pessoal e
profissionalmente como professor.

• Os processos de mudança estão inerentes à


conceptualização da reflexão.

Noção de ensino enquanto “prática


emocional” (Hargreaves, 1998).
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Quatro modelos de prática reflexiva

Modos reflexivos
1- Preparação para o que tem de ser feito para
obter sucesso
Reflexão contínua mas limitada ao feedback do próprio;
2- Incidentes críticos
Reflexão sobre momentos mais relevantes
contextualizados às esferas micropolíticas, culturais,
políticas, sociais mais amplos;
3- Reflexão autobiográfica
Reflexão sobre a origem das crenças e práticas com fim
na revisão das influências;
4- Investigação-acção
Reflexão colaborativa a favor da renovação individual e
melhoria da escola.
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Fases da carreira dos professores

Huberman (1989,
Kremer-Hayon e 1993), Sikes et al.
Bolam (1990)
Fessler (1991) (1985), Fessler e
Christensen (1992)
- preparatória - pré-serviço - início de carreira:

- recrutamento - indução - estabilização:


integração no grupo
- indução - competência
de pares
- formação contínua - construção do
- novos desafios:
(3-5 anos, 6-10 anos, entusiasmo
experimentação
e mais de 11 anos)
- frustração na
- atingir uma
- de transição carreira
plataforma
(promoção ,
- estabilidade e profissional: desfruta
contratação ou
estagnação ou estagna
reforma)
- relaxamento e saída - fase final:
desinteresse para com
a escola/interesses
extra.
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Fases da carreira dos professores (cont.)
A paixão pela aprendizagem e pelo desenvolvimento
Christopher Day
Para uma combinação de oportunidades

Baseado em Lieberman e Miller (1999: 73)


A paixão pela Aprendizagem e pelo Desenvolvimento
Christopher Day
Três propostas para o desenvolvimento profissional

Para melhorar a escola...


A paixão pela Aprendizagem e pelo Desenvolvimento
Christopher Day
Três propostas para o desenvolvimento profissional (cont.)

5 lições para promover o DP:


1- Atender aos diferentes eus do professor;

2- Sustentar o feedback, mas não de forma


constante;

3- Alimentar o professor/aprendente ao longo


da vida;

4- Apoiar as culturas colegiais;

5- Fixar metas a longo prazo para os recursos e


a curto prazo para o desenvolvimento, de
forma a equilibrar um portfolio das
necessidades de aprendizagem.
Referências Bibliográficas

BROWN, S.; MCINTYRE, D. (1993). Making sense of


teaching. Buckingham: Open University Press.
DAY, Christopher (2004). A Paixão pelo Ensino.
Porto: Porto Editora.
LIEBERMAN, A.; MILLER, C. (1999). Teachers
transforming their world and their work. Columbia
university: Teachers college Press.
WELLINGTON, B.; AUSTIN, P. (1996). Orientations
to reflective practice. Educational Research, 38
(3), pp. 307-316.
Mestrado em Educação
Desenvolvimento Curricular

Teoria Curricular de Formação de Formadores


Prof. Dra. Maria Assunção Flores

Discentes:
Cristina Isilda David Montes
Paula Cristina Marinho Vieira

Ano Lectivo 2007/2008


Instituto de Educação e Psicologia
Universidade do Minho