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ÍNDICE

Apresentação 1 3 Apresentação 5 43

Apresentação 2 13 Apresentação 6 53

Apresentação 3 23 Apresentação 7 63

Apresentação 4 33 Apresentação 8 73
Apresentação 1

Intelectuais europeus e o Iluminismo


 A questão do Iluminismo e da ilustração
 Nascimento do Iluminismo
 Pensadores iluministas
 Iluminismo e religião
 Iluminismo e política
 Repercussão social das ideias iluministas

3
O nascimento do Iluminismo
Movimento intelectual que ocorreu na
Europa, no século XVIII.

Essa ideia de “iluminação” foi inspirada pela filosofia


antiga, sobretudo por Platão.

Filósofos iluministas
pretendiam tornar a O Iluminismo influenciou
sociedade europeia mais movimentos sociais pelo mundo.
racional.

Entre os movimentos que influenciou, estão a Revolução


Americana, a Revolução Francesa, a Conjuração Mineira e a
Conjuração Baiana. 4
Revolução científica
 Ocorrida no século XVII, marcou uma nova forma de compreender o mundo.
 Nesse período se estabeleceu o método científico – observação rigorosa e sistemática da
natureza.

Pensadores da época
• A esse pensador interessavam a renovação do
Francis Bacon
conhecimento e a fundação de uma nova forma
(1561-1626)
de ciência.

Galileu Galilei • Considerado um dos precursores do método


(1564-1642) científico.

• Defendia o método racional de pensamento e o


René Descartes
uso da reflexão e da dúvida para chegar à
(1596-1650)
verdade.
5
• Um dos pioneiros do liberalismo.
John Locke (1632 • Defendia a liberdade de consciência, a tolerância religiosa e a
-1704)
separação entre a Igreja e o Estado.

Isaac Newton (1643 • Afirmava que a ciência deveria descobrir leis universais e
-1727) demonstrá-las por meio da razão.

Entre os séculos XVII e XVIII, destacaram-se entre os pensadores


ingleses a necessidade da tolerância e o uso da razão como
instrumento fundamental do conhecimento humano.

6
Os filósofos iluministas
Profundamente influenciados pelos avanços da ciência, aplicaram os métodos
desenvolvidos no século XVII em suas análises.

Montesquieu Voltaire
Principal obra: O Publicou Cartas
(1689-1755) (1694-1778)
Espírito das Leis, Inglesas, em
de 1748. 1734.
Defendeu a Defendeu a
separação entre liberdade de
religião e polícia e expressão e
a divisão do poder criticou o
do Estado em: Absolutismo e o
Poder Executivo, controle que a
Poder Legislativo Igreja exercia
e Poder Judiciário. sobre a vida das
pessoas.
7
Com o filósofo
Publicou Do Contrato francês D'Alembert,
Social, em 1762. organizou a
Jean-‑Jacque Denis Diderot Enciclopédia, obra
s Rousseau Defendia que os
(1713-1784) que contou com a
(1712-1778) cidadãos deveriam
abrir mão de seus participação de
direitos individuais diversos pensadores
em favor da e que abordava
comunidade, a fim de temas relacionados à
ser garantida a Filosofia, às Ciências,
liberdade em uma às Artes, à Política, à
sociedade civil. Economia e à
Geografia.

Em geral, os filósofos iluministas defendiam:


 A extinção da ignorância e da superstição.
 O uso da razão para conquistar a liberdade.
 A tolerância e a liberdade religiosa e política.
 A liberdade de consciência e de expressão.
 A condenação das injustiças e dos privilégios. 8
Iluminismo e religião
Para Voltaire e outros filósofos, a religião era culpada pelos males da sociedade
francesa. Assim, a razão deveria substituir a superstição cristã.

Religião Deísmo

Alvo de críticas pelos filósofos Grande parte dos filósofos


iluministas. iluministas acreditava em
uma força divina.
Crítica ao Para os deístas, a
Crítica à
dogma, divindade era um ser
superstição, ao
conjunto de onisciente presente na
fanatismo e à
princípios natureza, mas que não
intolerância
autorizados interferia na vida dos
religiosa.
pela Igreja. homens. 9
Iluminismo e política
A maior
Poder absoluto Contestava-se o preocupação era
também foi alvo despotismo, encontrar uma
de críticas dos regime em que o maneira de
pensadores governante possui controlar o poder
iluministas. poder absoluto. excessivo dos
governantes.

Montesquieu e os Três Poderes

Poder Executivo Poder Judiciário


Poder Legislativo
(executa e (julga aqueles que
(faz as leis)
administra as leis) desrespeitam as leis)
10
Despotismo esclarecido
Adotado por Caracteriza- Os monarcas
alguns se pela realizaram
monarcas mistura de reformas na
europeus práticas política, na
durante o absolutistas economia e na
século XVIII. e ideias sociedade.
iluministas.

Esses Entre as
monarcas reformas,
ficaram consta o
conhecidos combate à
como corrupção e
déspotas aos privilégios
esclarecidos. da nobreza e
do clero. 11
As influências do Iluminismo
O pensamento ocidental foi, em grande parte, formado com base nas ideias dos
pensadores iluministas.

Ciência Economia Política


Um dos objetivos Os iluministas
A forma representativa
da ciência passoucontribuíram para
de governo, baseada na
a ser a promoção a formulação do
vontade popular, é
de melhorias pensamento adotada em muitos
práticas para as liberal. países.
pessoas.

12
Apresentação 2
Revoluções europeias
 As revoluções inglesas e os princípios do liberalismo
 A Revolução Gloriosa (1688)
 Revolução Francesa e seus desdobramentos
 Contexto político, econômico e social francês na época da
Revolução Francesa
 Desenvolvimento político da Revolução Francesa
 O processo revolucionário
 A Era Napoleônica
13
O fim do absolutismo inglês

Em países como
Absolutismo: uma
França, Inglaterra
das marcas da
e Espanha, o
Europa do século
poder do rei era
XVII.
quase absoluto.

Acreditava-se Na Inglaterra, as
que o poder dos Revoluções
reis era Puritana (1640) e
concedido por Gloriosa (1688)
Deus. marcam o fim do
absolutismo.
14
As Revoluções Inglesas
• Insatisfeitos com o poder absoluto do rei Carlos II, diversos
seguimentos da sociedade inglesa formam um exército para
Revolução Puritana combater as forças reais.
• Em 1640, o rei, derrotado, é condenado à morte.

Revolução Gloriosa
Carlos II, assume a Coroa inglesa. Durante O Parlamento depõe Jaime II e entrega o trono a seu
seu governo, ele busca fortalecer seu poder. genro, Guilherme de Orange.

O novo rei assume um


Morte do rei Carlos II. A Coroa é assumida por seu compromisso de respeitar a
irmão Jaime II, mantendo práticas absolutistas. Declaração de Direitos inglesa.

1660 1685 1688 1689 15


Princípios do liberalismo
O ponto principal do liberalismo é a defesa da liberdade individual, isto é, a ideia de que cada
ser humano é um indivíduo que possui, por natureza, o direito de ser livre.

O livre A livre
consentimento concorrência

Na política, o ideal de que a Na economia, o ideal de que


população só deve ser o mercado deve ser
governada por pessoas que baseado na liberdade de
ela escolhe. compra e venda.

Os liberais defendem a redução do Estado e criticam sua interferência na economia,


afirmando que os mercados têm condições de se autorregularem.
16
A França do século XVIII
Sociedade francesa No século XVIII, a França passava por
grave crise econômica. Secas e
inundações afetavam a produção de
alimentos.
Primeiro Estado: composto por
membros da Igreja Católica.

Camponeses faziam protestos no campo


Segundo Estado: formado por grandes e, em Paris, trabalhadores urbanos
proprietários de terra e pela burguesia entravam em greve.
que possuía títulos de nobreza.

Terceiro Estado: composto por


segmentos diversos. Este estado O rei Luís XVI convocou uma Assembleia
sustentava os demais grupos por dos Estados Gerais, formada por
meio do pagamento de impostos. representantes dos três estados.
17
OCinício da revolução
Para buscar soluções para
a crise, o rei Luís XVI
convoca a Assembleia
dos Estados Gerais.
Diante da recusa da nobreza e
A Assembleia dos do clero, representantes do
Estados Gerais era Terceiro Estado se
formada por autoproclamam Assembleia
representantes dos três Nacional Constituinte.
estados.

Notícias de que o rei


Cada estado tinha direito dissolveria a Assembleia
a um voto, mas o Terceiro levou populares a tomar a
Estado exigia a contagem Bastilha, em 14 de julho de
de votos por pessoa. 1789.
18
Constituição Francesa proclamada pela Assembleia Nacional
Constituinte em 1791.

O fim do Com a Constituição, foi instituída a Monarquia Constitucional


absolutismo – o rei reina, mas não governa.
francês
Tentativa de fuga do rei e de sua família para articular uma
reação contra o movimento na França.

O Conselho Executivo Provisório assume o governo,


dissolvendo a Assembleia Legislativa e convocando novas
eleições.
Formação da Convenção Nacional, formada pelos jacobinos,
pelos girondinos e pelos pântanos.

Em sua primeira sessão, em 1792, a Convenção extingue a


Monarquia e institui a República. 19
O Terror Jacobino
O rei e a rainha são condenados à morte.

No exterior, forma-se uma colisão entre vários países contra o


movimento na França.

Na França, articulam-se movimentos contrarrevolucionários.

Criação do Comitê de Salvação Nacional e do Tribunal


Revolucionário pelos jacobinos, em 1793.

Terror Jacobino: período entre setembro de 1793 e julho de 1794.


20
Fim da Revolução
Medidas adotadas
Girondinos e outros
Em 1795, foi pelos jacobinos
setores articularam
elaborada uma foram anuladas,
um golpe contra os
nova Constituição. como o fim da
jacobinos em julho
escravidão nas
de 1794.
colônias francesas.

Poder Executivo
Napoleão
passa a ser
Bonaparte assumiu
controlado pelo
uma das vagas do
Diretório, órgão
Diretório em
composto por cinco
outubro de 1799.
pessoas eleitas.
21
Período Napoleônico
• Criação do primeiro banco francês.
Período • Promoção de obras públicas.
Napoleônico
(1799-1814)
• Código Civil (1804).
• Bloqueio Continental contra a Inglaterra.
Golpe de Estado por Primeira derrota de Segunda derrota de
Napoleão é proclamado
Napoleão Bonaparte. Napoleão por um colisão Napoleão na Batalha de
imperador dos franceses.
internacional. Waterloo.

1799 1805 1814 1815

22
Apresentação 3
Revolução Industrial
 Revolução Industrial e seus impactos na produção e
circulação de povos, produtos e culturas
 Artesanato e manufatura
 A Inglaterra no século XVIII
 Condições de vida dos trabalhadores
 Sistema capitalista de produção
 Indústria e mudanças socioeconômicas

23
Tipos de produção
Artesanato Manufatura

- Principal forma de - A partir do século XV,


produção de objetos até começou a substituir o
meados do século XVIII. artesanato.
- O artesão e seus ‑ Surgiram os primeiros
aprendizes executavam locais destinados à
todas as etapas de produção dos objetos.
produção do objeto. - O proprietário fornecia
- Realizada em pequenas ferramenta e contratava
oficinas, às vezes trabalhadores.
montadas na casa do - Divisão de tarefas entre
artesão. os trabalhadores.

24
A Inglaterra no século XVIII

Nas cidades, havia


Desde o século XVI, a grande oferta de mão
No começo do de obra devido ao
burguesia inglesa vinha
século XVIII, a
acumulando capitais. cercamento de terras
Inglaterra já era uma
das nações mais comunais.
influentes do mundo.

Além de território As colônias na África,


rico em jazidas de América e Ásia
ferro e de carvão, a forneciam-lhe matéria-
nação possuía a prima e serviam como
maior frota naval do mercados
mundo. consumidores.

25
Revolução Industrial
Transformações na
sociedade inglesa da
segunda metade do Entre as transformações, houve o
século XVIII. crescimento das cidades, o
surgimento do operariado e a
invenção de novas máquinas.
Fatos que marcaram a Revolução Industrial

26
Novas relações de trabalho

Artesãos tornam-se Os capitalistas são os O novo meio de produção


assalariados, vendendo sua donos dos meios de requeria submissão dos
força de trabalho para os produção e detentores dos trabalhadores à rotina das
capitalistas. lucros obtidos. fábricas.

A divisão do trabalho, Essa transformação ocorreu


somada à mecanização da paulatinamente. No século XIX,
produção, aumentou o ainda havia muita produção
lucro dos capitalistas. doméstica artesanal.

27
A vida social dos operários
 Os operários geralmente acordavam bem cedo para trabalhar.
 Nas fábricas, eles operavam as máquinas e produziam grandes quantidades de produtos.
 Eles chegavam a trabalhar até 16 horas por dia e não tinham direito a férias.

Moradia Operários Vida nas fábricas

• Os operários viviam em • Entre quatro trabalhadores • Em muitas fábricas, os


bairros insalubres, da indústria têxtil em 1830, trabalhadores só paravam
próximos às fábricas, e em duas eram crianças. para jantar. As demais
casas precárias. • Aumento da mortalidade refeições eram feitas
entre crianças. durante o serviço.

28
As cidades fabris
Durante o século XIX, a industrialização favoreceu o crescimento urbano e o
surgimento de cidades industriais na Inglaterra.

Poluição causada pelas fumaças das


chaminés.

Iluminação pública a gás.


Característica das
cidades inglesas As locomotivas, conhecidas como
“cavalos a vapor”, eram um símbolo
da industrialização.

Canal fluvial: de onde chegavam


matérias-primas e partiam os
produtos industrializados. 29
Proletários e burgueses
Enquanto os trabalhadores da classe operária enfrentavam péssimas condições de vida,
os donos das fábricas viviam em residências luxuosas e confortáveis, situadas em
bairros distantes das fábricas.

• Novo grupo social que surgiu com a Revolução Industrial.


Proletário • Pessoa que não possuía os meios de produção e vendia
sua força de trabalho por um salário.

• Tornou-se o grupo mais poderoso e influente da


Burguês sociedade.
• Detém todo o lucro da produção.

30
Alternativas de organização social
• Idealizado por Karl Marx e Friedrich Engels.
Socialismo científico • Defendia o fim da propriedade privada e que os trabalhadores
transformassem a sociedade.

• Idealizado por Augusto Comte.


Positivismo • A propriedade privada tinha uma função importante para a organização do
trabalho.

• Um de seus principais pensadores foi Pierre-Joseph Proudhon.


• A autoridade não devia emanar do governo, mas da própria sociedade.
Anarquismo

31
A luta dos trabalhadores
Organização Conquista dos
Divulgação de Greves e trabalhadores
motins sindical
ideias
Por meio de Muitos Os operários A partir da
jornais e operários fabris se década de 1830,
panfletos, realizaram organizaram e eles
criticava-se a greves e formaram conquistaram
exploração do motins em associações seus primeiros
trabalho nas protesto às como forma de direitos
fábricas. condições de resistir à trabalhistas,
trabalho. Por exploração como redução
exemplo, o capitalista. da jornada de
movimento trabalho e o
ludista no direito à pausa
século XIX. para as
refeições.

32
Apresentação 4
As experiências revolucionárias europeias e as
independências latino-americanas
 Independências na América espanhola
 Aspectos da crise do sistema colonial espanhol
 Contexto político das colônias espanholas
 Processos de independência da América do Sul
 Bolivarismo
 A revolução dos escravizados em São Domingos e seus múltiplos
significados e desdobramentos
 Os caminhos até a independência do Brasil
 Na América portuguesa
 Processo da independência
33
A Independência do Haiti
São Domingos Revolução Haitiana
São Domingos, parte de uma Inspirada pelos ideais
ilha localizada no Caribe. iluministas.
Encontrava-se sob o Domínio Movimento que expulsou os
da França desde 1697. franceses de São Domingos
Tornou-se a principal colônia durou mais de dez anos.
francesa, produzindo grande Esse movimento iniciou-se em
quantidade de açúcar. 1791, liderado por Toussaint
No século XVIII, uma elite de 5 L’Ouverture.
mil pessoas controlava 465 Em 1801, L’Ouverture foi
mil escravizados. preso, e o movimento passou
para a liderança de
Dessalines.
A Revolução prosseguiu até
1803, ano em que os
franceses foram expulsos da 34
ilha.
A crise do sistema colonial
A autoridade do Colonos Apesar do
A circulação de aumento de
governo conseguiam mercadorias entre sua riqueza, a
espanhol sobre comercializar com as colônias elite colonial
suas colônias na outros Estados proporcionou mais não possuía
América foi se europeus. lucro para os grande poder
tornando cada
comerciantes. político.
vez menor.

Reforma dos Bourbons


Reis da dinastia dos Bourbons
realizaram reformas que
objetivavam reforçar o controle
sobre as colônias, ao longo do
século XVIII.
35
Invasões napoleônicas

Na Europa: Na América:
• Em 1807, tropas napoleônicas invadem a • A elite criolla depôs as autoridades
Espanha e depõem o rei espanhol. nomeadas pelo governo espanhol e
• José Bonaparte, irmão de Napoleão, passa a assumiu o poder.
governar o país. • O argumento de que, em virtude da
• Em 1810, a Espanha entra em guerra contra a ausência do rei, a soberania deveria
França por sua independência. retornar aos povos dominados.
• Em 1810, rompem as revoltas
emancipatórias.

36
América
independente
 Os processos de independência ganharam força
quando as elites coloniais interessaram-se pela
separação política da Espanha.
 Isso ocorreu quando o Estado espanhol se
mostrou mais fraco e decadente.

Fonte: IstoÉ Brasil, 500 anos.


São Paulo: Três, 1998. p. 33.
37
A emancipação na América do Sul

San Martín, nascido na


Em 1810, irrompem as Argentina em 1778, liderou Ao norte do continente,
primeiras insurreições pela os movimentos pela Simón Bolívar liderou a
independência da independência na Argentina independência da Grã-
Venezuela, do Chile e do e colaborou para a Colômbia.
Vice-reino do Rio da Prata. libertação do Chile e do
Peru.

Vice-reino do Rio da Prata


correspondia aos territórios dos
atuais Paraguai, Uruguai, Argentina e
parte da Bolívia.
38
Pan-americanismo
Atualmente
Política
conhecida
idealizada por
como
Simón Bolívar
bolivarismo

Objetivos do Pan-americanismo

União dos países americanos contra o Absolutismo europeu.


Manutenção da paz continental entre os participantes europeus.

Em 1819, Bolívar organiza a República da Grã-Colômbia.


Essa confederação durou até 1830. 39
A Corte no Brasil

1808 1810 1815

Em Salvador, o príncipe
regente D. João VI assina
o decreto de abertura dos Assinatura do Tratado de
Navegação e Comércio e Portugal elevou o Brasil à
portos. condição de Reino Unido
do Tratado de Amizade e
Desembarque da família Aliança. a Portugal e Algarves.
real portuguesa no Rio de
Janeiro.

40
A Revolução do Porto
Em 1820, ocorreu a chamada Revolução do Porto, liderada por militares e
comerciantes.

Tentativa de resolver questões fundamentais para a estruturação política e


econômica de Portugal.

Organização da Junta Provisória, que convocou as Cortes de Lisboa.

Objetivo das Cortes de


Lisboa

Restabelecimento do
Elaboração de uma Nova Exigência do retorno de D.
monopólio português sobre o
Constituição João VI a Portugal
Brasil 41
A Independência do Brasil
D. João VI retorna a Portugal em 1821 e deixa como príncipe regente D. Pedro.

No entanto, as Cortes de Lisboa também exigiam a volta de D. Pedro a Portugal.

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro declara sua permanência no Brasil. Esse dia ficou conhecido
como o Dia do Fico.

Partido brasileiro Partido português


As impossibilidades de acordo entre
• Grupo reunido para • Grupo cujos interesses os brasileiros e Portugal levou D.
combater as Cortes de estavam ligados aos de Pedro a declarar independência do
Lisboa. Portugal. Brasil em 7 de setembro de 1822.
42
Apresentação 5

A Independência dos Estados Unidos


da América
 Revolução na América do Norte
 Diferenciação entre as colônias inglesas do Norte e Sul da
América
 Processo de independência das Treze Colônias
 Independência dos Estados Unidos da América

43
Os ingleses na América
Os ingleses fracassaram em suas primeiras tentativas de
colonização inglesa na América, no século XVI.

No século XVII, a organização da imigração para a América se


deu por meio de companhias de comércio.

Imigraram pessoas de origem variada, incluindo desde famílias


burguesas até camponeses miseráveis.

Além de ingleses, chegaram às colônias inglesas irlandeses,


escoceses, franceses e alemães.
44
Treze Colônias inglesas
 Grande faixa localizada no litoral leste da América do Norte.
 Comumente dividida em colônias do Norte, do Centro e do Sul.

- Colonizadas por - Organizadas em - Caracterizavam-se pela

Colônias do Sul
Colônias do Norte

Colônias do Centro
pessoas que fugiam de pequenas e médias presença de grandes
perseguições religiosas propriedades, onde se propriedades agrícolas, onde
na Europa. praticava a agricultura e se cultivavam o algodão e o
- Colonos cultivavam se criavam animais. tabaco.
produtos agrícolas em - Muitos colonos viviam - Utilizava-se a mão de obra
pequenas propriedades da exploração de escravizada.
rurais. madeira e de pele e da
importação de produtos.

45
A Guerra dos Sete Anos

Disputas por áreas


Inglaterra aliou-se à coloniais na América e Tratado de Paris
Envolveu vários Prússia para enfrentar as na Ásia, entre (1793): os ingleses
Estados europeus e forças francesas, Inglaterra e França, receberam o Canadá
também suas áreas austríacas, suecas e refletiram entre os francês e a Flórida
coloniais na América e russas. colonos ingleses e espanhola.
na Ásia. franceses na América.

46
Consequência da Guerra dos Sete Anos
Leis promulgadas pela Inglaterra que afetavam as
 Inglaterra, apesar de vitoriosa, colônias americanas:
encontrava-se em grave situação
financeira. Lei do Açúcar (Sugar Act), de
 Para aumentar as receitas e pagar 1764.
as dívidas, o Parlamento britânico
aumentou o controle sobre as
colônias. Lei da Moeda (Money Act), de
1764.

Lei do Selo (Stamp Act), de


1765. 47
Os colonos protestam
Com a promulgação de leis inglesas, os colonos promoveram protestos em várias
cidades, entre elas Boston, em Massachusetts.

O Massacre de
Boston

Manifestantes contra as Nesse massacre


Ocorrido em março
leis foram alvejados por houve cinco mortos e
de 1770.
soldados britânicos. vários feridos.

48
A Festa do Chá de Boston
Nessa lei, a Companhia era
Em 1773, aprovação de lei isenta do imposto sobre o
pelo governo britânico que chá exportado e garantia-
beneficiava a Companhia lhe o monopólio sobre o
das Índias Orientais. comércio desse produto
na América.

Em protesto, colonos de
Boston, disfarçados de
indígenas, invadiram os
primeiros navios
carregados de chá e
lançaram sua carga na
água.
49
Primeiro Congresso Continental
Leis Intoleráveis

Reação britânica às manifestações dos colonos.


Interdição do porto de Boston até que os colonos indenizassem os
prejuízos causados na Festa do Chá.
Intervenção em Massachusetts, que foi convertida em colônia real.
Restrição do direito de reunião entre os colonos.

Primeiro Congresso
Continental

Realizada em março de 1774, na Filadélfia, Pensilvânia.


Participaram representantes de todas as colônias, exceto da Geórgia.
Decidiu-se a criação de uma Associação Continental e a proibição da
exportação de produtos americanos para a Inglaterra.
50
Em 1775, líderes das Treze Colônias reuniram-se novamente na
Filadélfia.

Segundo O objetivo era decidir sua posição política perante a Inglaterra.


Congresso
Continental
Foi decidido que os colonos declarariam sua independência em
relação à Inglaterra.

George Washington foi nomeado comandante das tropas americanas


e escolhido para elaborar a Declaração de Independência das Treze
Colônias.

Essa declaração ficou pronta em julho de 1776.

51
A Declaração de Independência

Determinava que as colônias passariam a


Cada uma delas teria autonomia para
ser estados livres e independentes da
aprovar suas próprias leis.
Inglaterra.

Governo que não respeitasse os direitos Declaração não considerava cidadãos os


do cidadão poderia ser deposto e escravizados, as mulheres e os
substituído. estrangeiros.

52
Apresentação 6

Primeiro Reinado da regência às


contestações
 Relações entre Brasil e Europa no século XIX
 Processo de independência do Brasil
 Brasil: Primeiro Reinado
 Divisão dos poderes com a Constituição de 1824
 Abdicação de D. Pedro I
 O Período Regencial e as contestações ao poder central
 A Regência (1831-1840)
 Golpe da maioridade 53
As guerras de independência

A independência do Tropas brasileiras


e portuguesas se
Brasil não foi aceita
enfrentaram nas
passivamente pelos
guerras de
portugueses.
independência.

Brasil compra
armas e contrata
Essas guerras
mercenários de
ocorreram entre
outros países para
1822 e 1823.
assegurar sua
independência.

54
A Coroação de D. Pedro
Em 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi proclamado Imperador Constitucional e
Defensor Perpétuo do Brasil.

Cinquenta dias depois, ele foi coroado imperador do Brasil com o título de D.
Pedro I.

O imperador pertencia à Casa de Bragança, família real portuguesa.

Independente de Portugal, o Brasil necessitava de leis, instituições, sistemas de


ensino e órgãos administrativos.

55
Assembleia Constituinte
Em maio de 1823, no Rio
de Janeiro, houve a reunião D. Pedro I promulgou uma
dos representantes eleitos Constituição em março de
da Assembleia 1824.
Constituinte.

O objetivo dessa reunião Contrário ao projeto de


era elaborar a primeira Constituição, o imperador
Constituição Brasileira. dissolveu a Assembleia em
novembro de 1823.

Os representantes O projeto de Constituição


pertenciam a grupos foi escrito em alguns
sociais pertencentes à meses e tinha um caráter
elite. antiabsolutista.
56
A Constituição de 1824
Recebeu Estabeleceu a
Promulgada em
Era composta de influências dos divisão do
25 de março de
179 artigos. ideais Estado em
1824.
iluministas. quatro poderes.

Os quatro poderes estabelecidos na Constituição de 1824.

Poder Moderador
(exercido
somente pelo
imperador)

Poder Executivo Poder Judiciário


Poder Legislativo
(encarregado da (encarregado da
(responsável pela
administração do interpretação e
elaboração das leis)
Império) aplicação das leis) 57
A abdicação de D. Pedro I
 Por todo o Brasil aconteceram revoltas e manifestações populares contrárias ao
imperador.

 Abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho ocorreu em 7 de abril de 1831.

Fatores que contribuíram para que o governo de D. Pedro I entrasse em crise

Imposição da Receio de Centralização do


reunificação de poder político nas Crise econômica.
Constituição.
Brasil com mãos do
Portugal. imperador.

58
O período regencial
Em 1831, o príncipe herdeiro D. Pedro tinha apenas cinco anos.

Até que ele atingisse a maioridade, o Império seria governado por regentes nomeados por
deputados e senadores.

Isso desencadeou intensas disputas entre grupos políticos distintos.

As tendências políticas durante o período regencial:

Restauradores Liberais moderados Liberais radicais

• Portugueses que desejavam • Apoiavam a manutenção do • Desejavam reformas


o retorno de D. Pedro I. sistema monárquico com políticas mais amplas.
• Eram favoráveis à limites ao poder imperial. Alguns apoiavam a
centralização do poder do substituição da Monarquia
imperador. pela República.
59
Rebeliões na província
 Período regencial foi marcado por grande número de guerras civis.
 Essas guerras quase colocaram em risco a integridade do território
brasileiro.

Disputas políticas internas das


províncias.

Motivos das revoltas Desigualdade social.

Manutenção da escravidão.
60
As revoltas do período regencial
• Organizado por escravizados e libertos malês, adeptos do
Levante dos Malês
islamismo.
(Salvador, 1835) • Luta pela liberdade e melhor condição de vida.

• Revolta popular motivada pelas precárias condições de vida.


Cabanagem
• Marcada pela tomada da cidade de Belém.
(Belém, 1835-1840) • Em 1840, haviam sido contabilizado 30 mil mortos.

• Descontentamento do estancieiros do Rio Grande do Sul em relação


Revolução Farroupilha ao poder central.
(Sul do Brasil,1835- • Exército rebelde depõe o governador e assume o controle da
1845)
província.
61
Golpe da Maioridade
Em julho de 1840, a
Grupos viram as revoltas
O debate sobre a Assembleia Geral
provinciais como um
maioridade começou na declarou que Pedro de
sinal de que era preciso
Assembleia, mas logo Alcântara, aos 14 anos
antecipar a maioridade
ganhou as ruas. de idade, já era maior de
de D. Pedro.
idade.

Esse processo ficaria


conhecido como Golpe
da Maioridade.

62
Apresentação 7

Brasil: Segundo Reinado, construção da


identidade nacional
 O Brasil do Segundo Reinado: política e economia
 A Lei de Terras e seus desdobramentos na política do Segundo
Reinado
 Territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai
 O café
 Modernização e suas contradições
 Fronteiras em disputa
 O Exército brasileiro
 A crise do Império
 A produção do imaginário nacional brasileiro: cultura popular,
representações visuais, letras e o Romantismo no Brasil 63
O Segundo Reinado
D. Pedro II foi coroado imperador com apenas 14 anos. Ele governou
entre 1840 e 1889.

Seu governo foi marcado pela alternância de partidos.

D. Pedro II também utilizava do Poder Moderador para dissolver uma


Câmara ou Ministério e convocar novas eleições.

Partido Liberal

Partidos políticos

Partido Conservador
64
O café
 Principal produto cultivado no Brasil durante o Segundo Reinado.
 Além do café, produziam-se cana-de-açúcar, algodão, tabaco etc.
 Boa parte da produção cafeeira era exportada.

Fonte: ARRUDA, José Jobson de


A. Atlas histórico básico. São
Paulo: Ática, 1999. p. 43.

65
Modernização e suas contradições

Estradas de ferro Reformas urbanas

• Introduzido no país com o objetivo de • Rio de Janeiro, cidade apresentada como


escoar a produção agrícola do interior para uma vitrine do progresso.
a costa. • Houve melhorias em outras províncias,
• Sua construção foi investida por porém foram poucas as mudanças.
fazendeiros e políticos. • A modernização não favorecia os bairros
• 1854 - Primeira estrada de ferro construída ricos e pobres igualmente.
no Brasil, localizada no Rio de Janeiro. • Os pobres eram obrigados a viver em
• 1867 - Inauguração da São Paulo Railway, cortiços superlotados e insalubres.
mais conhecida como Santos-Jundiaí. • No centro do Rio de Janeiro havia muitos
• 1872 - Início do funcionamento da Jundiaí- cortiços.
Campinas. 66
Guerra do Paraguai
Considerado o maior conflito da história da América do Sul.

A Guerra do Paraguai estendeu-se de 1864 a 1870.

Envolveu o Brasil, a Argentina e o Uruguai (Tríplice Aliança) e o Paraguai.

Uma das motivações para o conflito foi a questão mal resolvida sobre a
demarcação de fronteiras da América do Sul.

67
O Exército brasileiro
• As Forças Armadas brasileiras eram compostas de cerca de
Antes da Guerra do 18 mil militares despreparados e sem armamentos.
Paraguai

• Criação da força especial Voluntários da Pátria.


• Essa força chegou a receber 55 mil homens de diferentes
Durante a Guerra do origens sociais.
Paraguai • Recrutamento de cerca de 60 mil homens da Guarda Nacional.
• 1866 - Aprovação de lei que concedia liberdade aos
escravizados dispostos a lutar na guerra.
• Mulheres também participaram da guerra.

68
Lei de Terra e Imigração

Imigração Lei de Terra


• Pensada como alternativa para a mão de • Lei visava impedir que libertos, imigrantes e pobres
obra escrava. se instalassem em terras devolutas.
• Teorias racistas estimulavam o desejo de • Oficializou o latifúndio e proibiu a venda de terras a
imigração europeia. prazo.
• Objetivo da imigração era fornecer • Estabeleceu que somente após dois anos residindo
trabalhadores para as fazendas brasileiras. no país o imigrante poderia comprar terras.
• Além disso, promover o branqueamento da • Muitos indígenas perderam o direito que tinham
população do país. sobre as terras em que viviam.

69
O imaginário nacional

Literatura Pintura Música

Grande parte da literatura


do Segundo Reinado A música erudita não foi a
apresentava o ideal de Destacavam-se temas
única expressão musical
construção e de exaltação religiosos e históricos.
durante o Segundo
da pátria. Alguns pintores
Reinado. Diferentes ritmos
receberam patrocínio do
Exploração de temas e danças, como o frevo e
governo para estudar na
ligados à natureza, ao o maxixe, ganharam
Europa.
índio e também às espaço nas ruas e salões.
denúncias sociais.

70
A crise no Império
Segunda metade do século XIX, o Brasil era uma Monarquia
centralizada e escravista.

No entanto, o crescimento das cidades diversificou a


sociedade brasileira.

A mentalidade das pessoas também foi, aos poucos, se


transformando.

Movimentos que se manifestavam timidamente em épocas


anteriores ganharam força no Segundo Reinado.

Os militares também ansiavam por maior participação


política, após o fim da Guerra do Paraguai.
71
A partir da década de 1870, pessoas de diferentes grupos sociais
brasileiros passaram a questionar a prática da escravidão.

A abolição da Desse movimento participaram tanto republicanos como


escravidão monarquistas.

Seus membros eram profissionais liberais, além de estudantes,


comerciantes, imigrantes europeus, escravizados e libertos.

Os abolicionistas acreditavam que a escravidão contrariava o direito


de liberdade e igualdade perante a lei.

Além disso, eles acreditavam que a sociedade não poderia se


desenvolver plenamente enquanto houvesse escravizados.

72
Apresentação 8
O mundo no século XIX
 Nacionalismo, revoluções e as novas nações europeias
 Uma nova ordem econômica: as demandas do capitalismo industrial e o
lugar das economias africanas e asiáticas nas dinâmicas globais
 O imperialismo europeu e a partilha da África e da Ásia
 Pensamento e cultura no século XIX: darwinismo e racismo
 Segunda Revolução Industrial
 Exploração da África
 As intenções
 Divisão arbitrária
 Colônias da Europa
 Resistência africana
73
A Segunda Revolução Industrial
Segunda metade do século XIX
 O crescimento industrial foi impulsionado por inovações tecnológicas.
 Essas inovações aumentaram as opções de fontes de energia e de
matérias-primas.

Novas tecnologias

Motores de combustão Geradores de energia


Aço
interna elétrica

74
A nova fase do capitalismo
Primeira Revolução Industrial Segunda Revolução Industrial

- Livre concorrência.
- As indústrias eram pequenas e - Surgimento de grandes
médias. empresas.
- Geralmente a direção das - Investimentos provenientes de
indústrias era familiar. bancos e de grandes lucros.
- Seu crescimento decorria do - Divisão da empresa em ações.
reinvestimento dos próprios lucros.

75
Unificação italiana e alemã
Alemanha Itália

• Segunda metade do século XIX, o território da • As lutas pela unificação iniciaram-se em


atual Alemanha estava dividido em diversos 1848.
Estados independentes. • Nessa época, a Península encontrava-se
• A Alemanha só se unificaria em 1871. dividida em vários Estados.
• A unificação dos Estados foi motivada por • Quatro dos pequenos Estados italianos
forte sentimento nacionalista das populações estavam sob o domínio da Áustria.
germânicas. • Em 1859, o reino Piemonte-Sardenha venceu
• O processo de unificação foi liderado por Otto uma guerra travada contra a Áustria.
von Bismarck, primeiro-ministro da Prússia. • Giuseppe Garibaldi lutava pela unificação no
• A unificação ocorreu após a guerra franco- Sul da Itália.
prussiana. • Em 1861, a Itália se unificou, aderindo à
Monarquia.
76
O imperialismo
O imperialismo foi um
processo iniciado nas últimas
décadas do século XIX.

Expansão das potências A saída para a crise era, para


capitalistas europeias sobre muitos, a conquista de
os territórios da África, da territórios coloniais.
Ásia e da Oceania.

A origem do imperialismo
encontrava-se nas Expansão da industrialização
transformações do mundo gerou crises de
capitalista durante a Segunda superprodução.
Revolução Industrial.
77
A África dividida
Conferência de Berlim
 Convocada pelo chanceler
alemão Otto von Bismarck.
 Ocorreu entre novembro de
1884 e fevereiro de 1885 na
Alemanha.
 Contou com a participação de
15 países, sendo 13 europeus,
os Estados Unidos e o Império
Otomano.

Fonte: SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil


africano.
São Paulo: Ática, 2006. p. 158.
78
Imperialismo na Ásia e na Oceania

 As potências imperialistas
visavam vender seus produtos e
comprar, a preços baixos, a
matéria-prima utilizada em suas
indústrias.

Fonte: BARRACLOUGH, Geoffrey


(Ed.). Atlas da história do mundo.
São Paulo: Folha da Manhã, 1995.
p. 240-241. 79
Imperialismo japonês
Até o século XIX, a economia japonesa era baseada na agricultura e a maioria do
país vivia na área rural.

A relação entre o Japão e os demais países era restrita até que, em 1868, subiu
ao poder o imperador o imperador Meiji.

Meiji assinou acordos econômicos com a Inglaterra e a França e deu início à


industrialização do país.

Investiu na construção de navios e ferrovias, ampliou o acesso à educação e


financiou a formação de um exército japonês.

O Japão estabeleceu seu domínio sobre a Manchúria, a Coreia, Formosa


(Taiwan) e sobre partes do território chinês.
80
Resistências ao imperialismo
Resistência africana
 O processo de colonização do século XIX, de modo geral, foi marcado pela
violência e dominação de povos africanos.
 Os africanos, no entanto, não aceitaram passivamente a invasão de seus
territórios.
Exemplos de movimentos de resistência

Resistência nandi Resistência zulu Resistência etíope

Resistência asiática
 Chineses e indianos lutavam pela expulsão dos europeus, pelo
respeito da cultura nativa e pela retomada do poder pelos chefes
locais.
Exemplos de movimentos de resistência

Guerras do ópio Revoltas dos cipaios


81
Racismo e pretexto civilizatório

Teorias evolutivas Darwinismo social


• O naturalista inglês Charles Darwin publicou A • Alguns pensadores do final do século XIX
origem das espécies, em 1859. deturparam as ideias de Darwin e aplicaram ao
• Nessa obra, ele defende que todas as formas estudo das sociedades humanas.
de vida têm uma origem comum. • A humanidade seria formada por diferentes
• Diferenças como resultado das seleções raças e os europeus pertenceriam à raça
naturais ao ambiente. branca, a mais evoluída.
• A industrialização na Europa seria a prova da
superioridade dos europeus sobre outros
povos.

82