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LOUCURA SOBRE CUSTÓDIA
LOUCURA SOBRE
CUSTÓDIA
FACULDADE DA CIDADE DO SALVADOR FILOSOFIA, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS DIR 3AM
FACULDADE DA CIDADE DO SALVADOR
FILOSOFIA, ÉTICA E DIREITOS HUMANOS
DIR 3AM
MEMBROS DA EQUIPE:
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JAILTON VIEIRA BARROS
JAILTON VIEIRA BARROS

KAIALE SANTOS ARAUJO LORENA CARVALHO DAMÁSIO MARIA LUZIA DE FIGUEIREDO REIS MICHELE FREIRE RIBEIRO SÔNIA MARIA FERREIRA DE CARVALHO

MEMBROS DA EQUIPE: JAILTON VIEIRA BARROS KAIALE SANTOS ARAUJO LORENA CARVALHO DAMÁSIO MARIA LUZIA DE FIGUEIREDO
MEMBROS DA EQUIPE: JAILTON VIEIRA BARROS KAIALE SANTOS ARAUJO LORENA CARVALHO DAMÁSIO MARIA LUZIA DE FIGUEIREDO
MEMBROS DA EQUIPE: JAILTON VIEIRA BARROS KAIALE SANTOS ARAUJO LORENA CARVALHO DAMÁSIO MARIA LUZIA DE FIGUEIREDO
MEMBROS DA EQUIPE: JAILTON VIEIRA BARROS KAIALE SANTOS ARAUJO LORENA CARVALHO DAMÁSIO MARIA LUZIA DE FIGUEIREDO
A ORIGEM DOS MANICÔMIOS
A ORIGEM DOS MANICÔMIOS

A História nos mostra que já nos séculos XVI e XVII, já existiam Hospitais e as Santas Casas de Misericórdia, que acolhiam os “ loucos”.

A intenção destes locais era proteger e minimizar o sofrimento destes individuos.

Não havia tratamento medicamentoso, apenas reclusão dos pacientes.

O internamento com características médicas terapeuticas, só surge no século

XVIII,quando surgiu o MANICÔMIO, um lugar onde a loucura seria tratada.

Mas, o fato, era que Os loucos e os demais deserdados, confinados nos porões das Santas Casas e nos hospitais gerais, sofriam diversos tipos de punição e tortura.

As correções aplicadas tinham caráter tipicamente religioso e moral.

A loucura era confundida com possessões demoníacas, castigos por pecados, bruxaria e manifestações das forças ocultas.

Os locais destinados aos loucos eram escuros e prezavam a clausura e a tortura como métodos de tratamento.

No final do século XVIII, com os princípios da Revolução Francesa e a declaração dos

Direitos do homem nos Estados Unidos, explodiram denúncias e protestos contra os maltratos aos loucos .

Começa uma reforma no sistema de custódia dos doentes mentais na França, Inglaterra e Estados Unidos.

BRASIL
BRASIL

A Psiquiatria só chega ao Brasil no século XIX, e escolhe o Hospital Psiquiátrico como

seu habitat natural.

O abrigo dos loucos nos manicômios não tinha caráter de tratamento, a real intenção era afastar esses indivíduos do convívio com a sociedade.

Outra proposta adotada em nosso país foi a criação de Colônias Agrícolas junto aos

Hospitais já existentes.

Na década de 60 e 70 a política de saúde mental no Brasil se apoiava em dois pilares:

O Hospício Publico e o Hospício Privado.
O Hospício Publico e o Hospício Privado.

Perguntas :

COMO É POSSÍVEL TRATAR ALGO QUE SE DESCONHECE ?

COMO LIDAR COM O QUE NÃO SE ENTENDE?

COMO EXPLICAR O QUE LHE É ESTRANHO?

A HISTÓRIA DOS

TRATAMENTOS
TRATAMENTOS

Na Idade Média o tratamento destinado aos loucos consistia basicamente em:

CASTIGOS CORPORAIS.

A intenção era livrar o homem do domínio dos demônios que o afligiam.

Todo e qualquer castigo derivava dos preceitos da Igreja Católica.

O tratamento dispensado aos loucos

passou por três etapas distintas , mas que

se encontraram em um ponto:

A INEFICIÊNCIA.

A TORTURA

Resguardados pela armadura da fé

católica, os abrigos criaram e aplicaram os

castigos mais horrendos nos internos.

Há relatos de sessões de maus-tratos que duravam 72 horas ininterruptas.

Privava-se o alimento, o agasalho e o sono, para afligir o doente “possuído” e libertá- lo do mal.

A escuridão também era arma contra a possessão demoníaca.

Os internos eram obrigados a recitar orações por horas a fio, ajoelhados sobre lascas de madeira, pedras e brasas.

A luta era para livrar os homens do mal e corrigir-lhes o caráter, já que a má indole era

tida como predisposição ao “castigo da loucura”.

A SOLIDÃO

Em meados do século XVII, os principais abrigos da Europa adotaram o sistema de

isolamento coletivo.

Os loucos eram colocados em grandes espaços cobertos, recebiam água e comida de má qualidade e só.

Não havia contato com pessoas “normais”.

Sob esse regime a população de internos nos abrigos e Santas Casas só na França foi reduzido a terça parte.

Os loucos morriam de fome, por doenças infecto contagiosas ou assassinados por

outros em igual condição acometidos por

alguma acesso de fúria.

OS MEDICAMENTOS

Com a promulgação da DUDH e crescente indignação popular quanto aos absurdos

cometidos contra os loucos adotou-se a técnica de controle por dopagem.

Os labóratórios passaram a desenvolver fármacos de potente capacidade calmante á pedido dos diretores de manicômios.

Os medicamentos tolhiam a capacidade de reação dos loucos, dopados não ofereciam qualquer resistência aos médicos e aos funcionários dos hospitais.

Nos séculos XIX e XX o tratamento dados aos loucos era basicamente medicamentoso, e popularizou a idéia de docilidade e mansidão da até então furiosa loucura.

O Manicômio Judiciário

Os hospitais específicos para acolher os loucos infratores foram instituídos no Brasil a partir da segunda década do século XX. A sua implementação foi precedida pela discussão acerca de qual seria o encaminhamento institucional que deveriam ter pessoas que eram consideradas loucas e criminosas. O critério para a separação era a periculosidade.

Antes da constituição desses novos espaços de custódia, os loucos criminosos eram encaminhados às Casas de Correção ou

recolhidos pelos Asilos, onde passavam a ser mantidos em alas específicas, destinadas aos loucos furiosos .

O primeiro manicômio judiciário do Brasil e da América Latina foi inaugurado na cidade do

Rio de Janeiro, no dia 30 de maio de 1921

Coroava-se então um processo muito mais amplo que, atingindo as práticas jurídico- penais como um todo, fez com que nossos

tribunais, como bem apontou Foucault,

passassem, a partir de finais do século XIX, a

não julgar mais atos criminosos, mas a

própria alma do criminoso.

O manicômio judiciário se caracterizava, portanto, como o lugar social específico para o encontro entre crime e loucura. Deste

modo, esta instituição apresenta, desde a

sua origem, uma estrutura ambígua e

contraditória.

Enquanto instituição predominantemente custodial, revela, com grades e intervenções psiquiátricas, a dupla exclusão que sofrem as

pessoas com transtorno mental autoras de

delito.

LEGISLAÇÃO

A primeira manifestação legal sobre o

tema foi o Decreto nº. 14.831, de 25 de

maio de 1921, que aprova o regulamento do manicômio judiciário que em seu artigo 1º dispunha:

O Manicômio Judiciário é dependência destinada a internação de:

I Dos condenados que achando-se recolhidos às prisões federais, apresentam sintomas de loucura.

II Dos acusados que pela mesma razão

devam ser submetidos a observação especial ou tratamento.

III Dos delinqüentes isentos de

responsabilidades por motivo de afecção mental quando a critério do juiz assim o

exija a segurança pública.

A partir de então houve uma grande produção legal, cerca de 40 dispositivos de origem legislativa que ia desde os decretos,

as leis ordinárias, portarias, medidas

provisórias e regulamentos.

Com o advento da Constituição de 1988 abriu-se o caminho para a edição de leis

que tratassem do tema e prezassem pelo respeito aos princípios estatuídos pela CF.

Lei 10.216-01

A referida lei, editada e promulgada em 2001 estatuiu medidas para o tratamento

e direitos dos indivíduos portadores de deficiência. Ela é o principal estatuto normativo que disciplina o assunto.

Código de Processo Penal

Coube ao Código de Processo Penal disciplinar as circunstâncias em que os

acusados são encaminhados aos Hospitais de Custódia e Tratamento e para que isso

ocorra será realizado o seguinte caminho:

Incapacidade para entender o caráter criminoso do fato.

Se a periculosidade enseja internação ou tratamento ambulatorial.

Prazo mínimo de internação ou tratamento ambulatorial.

Classificação do examinado pelos peritos como imputável, semi-imputável ou

inimputável.

O examinado pode ser dito perigoso para terceiros ou perigoso para si mesmo.

REALIDADE BRASILEIRA

Definição de Hospital de Custódia e tratamento no Brasil:

Descaso Abandono Irresponsabilidade
Descaso
Abandono
Irresponsabilidade

SALVADOR-BAHIA-BRASIL

O Hospital de Custódia e Tratamento de Salvador (HCT), inaugurado em 20 de

agosto de 1973, está localizado na Baixa do Fiscal, na Rua Luís Gama. É dividido em

cinco alas, uma destinada às mulheres. Possui 200 custodiados, onde 12 são mulheres, com capacidade para 290 internos, (dados referentes a janeiro de

2007).

CONCLUSÃO

No nosso sistema penal, os loucos são tratados como doentes mentais e, se eles

cometem crime, não há incidência de pena e sim de medida de segurança. O problema é que, na realidade, os loucos que cometem crime não são tratados como doentes mentais, mas sim como verdadeiros criminosos.

Isso acontece em virtude da falta de estrutura física do Hospital de Custódia e Tratamento da Bahia que sequer tem saneamento básico; da falta de remédios para que se concretize um tratamento especial curativo; da falta de higienização dos quartos onde os doentes passam a maior parte do tempo e, principalmente, do descaso das autoridades públicas que acabam permitindo o prolongamento do prazo das medidas de segurança.

• Assim, o HCT passa a ser uma prisão perpétua, na qual são colocados os excluídos
• Assim, o HCT passa a ser uma prisão
perpétua, na qual são colocados os
excluídos da sociedade.

Referências :

BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal, vol. 1. Ed. Saraiva. 8ª ed. São Paulo: 2003.

BITENCOURT, Cezar Roberto e PRADO, Luiz Regis. Código Penal anotado e Legislação Complementar. Ed. Revista dos Tribunais. 2ª ed. São Paulo: 1999.

JESUS, Damásio E. de. Direito Penal. 1º Volume, Parte Geral. Ed.

Saraiva. 23ª ed. São Paulo: 1999.

FOUCAULT, Michel. História da Loucura.

www.pol.org.br www.crpsp.org.br www.brasil.indymedia.org.br MOLINA, Antônio Garcia. Manual de Criminologia.

GOMES, Luiz Flávio. Introdução aos seus fundamentos teóricos.

BARATA, Alessandro. Criminologia crítica e crítica do direito penal.