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TA B L E D E S M AT I È R E S D U C H A P I T R E 1 °

I. C A R A C T É R I S T I Q U E S D E L A C R O I S S A N C E
CHAPITRE 1 1 .LA CROISSANCE ÉCONOMIQUE EST UN PHÉNOMÈNE RÉCENT
ET I NÉG AL DANS L’ ES PACE et LE TE MPS .
«QUELLES SONT 2 .C R O I S S A N C E É C O N O M I Q U E e t N I V E A U D E V I E . 


LES SOURCES II. L A M E S U R E D E L A C R O I S S A N C E : L E P I B E T S E S L I M I T E S 



1 . LE PIB, mesure de la croissance économique.

DE LA 2 LES LIMITES PIB

3 LES AUTRES INDICATEURS

CROISSANCE 

III C O M M E N T EX PL IQ U ER LA C ROIS S ANC E 

ÉCONOMIQUE?» 1 .LES FACTEURS DE PRODUCTION
2 .LE MODÈLE DE SOLOW 

3 .LA CROISSANCE ENDOGÈNE

4 . LE RÔLE DES INSTITUTIONS


IV LE PROGRES AU COEUR DE LA CROISSANCE

1 .LE PROGRÈS TECHNIQUE GÉNÉRE DES GAINS DE
PRO DUC TI VIT É

2 . LA DESTRUCTION CRÉATRICE 

CHAPITRE 1
 1° video 2° video

LES
LA CROISSANCE ÉCONOMIQUE (1)
COURS
CROISSANCE ÉCONOMIQUE (2)
Définition, mesure et critères Fonction de production, SOLOW

EN 3° VIDEO 4° VIDEO

VIDÉOS

CROISSANCE ÉCONOMIQUE (3) THEORIE DE LA CROISSANCE


ENDOGÈNE
ACQUIS DE 1°ES
FACTEURS DE PRODUCTION,
PRODUCTION MARCHANDE Ap rè s l’ e x tr ao r di nai r e p ér i ode de cr oi ss anc e é co n omiq u e d es
ET NON MARCHANDE, «trente glorieuses», l’économie a ralenti surtout dans les pays
VALEUR AJOUTÉE, développés. Depuis 1973 nous n’entendons plus parler que de
PRODUCTIVITÉ,
INSTITUTIONS, DROITS DE cr i se
PROPRIÉTÉ, EXTERNALITÉS
Les économies européennes, et en particulier l’économie française
font face à un enjeu majeur: comment retrouver la croissance
économique?
NOTIONS A CONNAITRE
TRAVAIL, CAPITAL, PIB,
Mais qu’est ce exactement que la croissance? Comment la
IDH,INVESTISSEMENT, m es ur e r? Quels en sont déterminants et les mécanismes? Q u ’ e n
PROGRÈS TECHNIQUE,
pensent les économistes?
CROISSANCE ENDOGÈNE,
PRODUCTIVITÉ GLOBALE DES
FACTEURS Dans un 1° temps nous essaierons de de comprendre la croissance
et dans un 2°temps nous tenterons d’en déterminer les causes
I. C A R A C T É R I S T I Q U E S D E L A C R O I S S A N C E
La croissance économique 1. L A C R O I S S A N C E É C O N O M I Q U E E S T U N P H É N O M È N E
est l’augmentation de la R É C E N T E T I N É G A L D A N S L’ E S PA C E e t L E T E M P S .
production à long terme. 

Mes ur ée p a r l’ au gmentati on 

d u P I B . E l l e e s t d i ff é r e n t e 

d e L’ e x p a n s i o n q u i e s t 
 X 25
l’augmentation des biens et 

des services sur une courte 

période. Il ne faut pas la 

co nf ond r e a ve c 

Le développemen t . Bien

que la croissance soit à

 X 12
l’origine du développement

économique et social celui-

ci est u n p h é n omène pl us

large que la croissance. Il
se traduit par une 

transformation des 
 X4
structures économiques et 

so ciale s ,p a r d es progrès de 

l’espérance de vie, et des 

taux de scolarisation ou des 

r éd uc ti on s d e l ’ i né gal i té. C ’ e s t l a r é v o l u ti o n i n d u s tr i e l l e e n t r e 1 8 2 0 e t 1 8 7 0 q u i a p r o v o q u é
la croissance économique dans les pays européens et aux USA.
L’ i n v e n ti o n d e l a m a c h i n e à v a p e u r e t l a p o s s i b i l i té , g r â c e à c e tte
nouvelle énergie, d’utiliser des machines a permis le démarrage de
la production industrielle et d’énormes gains de productivité.
2. C R O I S S A N C E É C O N O M I Q U E E T N I V E A U D E V I E
l o r s q u e l a c r o i s s a n c e d u P I B d é p a s s e c e l l e d e l a p o p u l a t i o n , le
PIB p a r h a bi t an t/ an reflète la croissance du niveau de vie
LE PIB / Hb
e s t u n e M O Y E NN E .
Il n’indique donc pas les
inégalités de répartition
des richesses.
On additionne les valeurs II. L A M E S U R E D E L A C R O I S S A N C E : L E P I B E T S E S
ajoutées
• des productions
LIMITES
marchandes (tout ce qui se 1 . LE PIB, mesure de la croissance économique.
vend) au prix du marché
- La croissance économique est mesurée par Le produit intérieur brut 

•et des productions non C ’ e s t u n a g r é g a t d e l a co mp ta b i l i té n a ti o n a l e me su ra n t l e ré su l ta t
marchandes au coût des
facteurs. Les productions final de l'activité de production des unités productrices r é s ide nt e s
non marchandes sont celles sur le territoire national.
qui ne sont pas «vendues» - L e p ro d u i t e st d i t i n té ri e u r ca r o n l e ca l cu l e su i va n t l e cri tè re d i t d e
par exemple l’éducation , la
« t e r r i t o i r e » . C ' e s t c e q u i d i ff é r e n c i e d u p r o d u i t n a t i o n a l b r u t
justice, la police....
( P. N. B.) . Cel ui -c i e st fo ndé s ur le p ri nc ip e de n ati on a lité des
VIDEO e n t r e p r i s e s . O n p a s s e d u P. I . B . a u P. N . B . e n a j o u t a n t l e s
r ev en us r e çu s d e l ' é t r a n g e r e t e n r e t i r a n t l e s r e v e n u s v e r s é s à
l ' é t r a n g e r.
- L e p r o d u i t e s t d i t b r u t car on ne retire pas les amortissements
- On calcule le PIB e n v olum e (e t d o n c l a cro i ssa n ce ré e l l e ) e n
divisant le PIB en valeur (à prix courants) par l’indice des prix de
DEFINITION DU PIB m an iè re à e n lev er l ’in fl ue n ce de l ’i nfla tio n. (vo ir v id eo) 


CALCUL DU PIB EN VOLUME


PIB EN EUROS COURANTS/ PIB
EN EUROS CONSTANTS
PIB en valeur

PIB en volume
- C o m m e t o u s l e s a g r é g a t s , l e P. I . B . e s t u n i n s t r u m e n t d e m e s u r e e t un indicateur . Puisqu'il mesure
l a v a l e u r d e s b i e n s e t d e s s e r v i c e s p r o d u i t s s u r l e t e r r i t o i r e d a n s l ' a n n é e , l e P. I . B . e s t u n
indicateur du dynamisme économique du pays. Le rythme de son évolution se traduit en
périodes de croissance, de stagnation ou de récession. La plupart des pays industrialisés
u t i l i s e n t l e P. I . B . c o m m e b a r o m è t r e d e l e u r a c t i v i t é é c o n o m i q u e ( l e s É t a t s - U n i s d e p u i s 1 9 9 1
se u le ment ) , c e q u i r e n d p o ss ib le s e t co m p r é h e n sib le s l e s c o m p a r a i s o n s d e ta u x d e cro i ssa n ce
e n t r e l e s d i ff é r e n t s p a y s . 


- Il sert aussi à calculer de multiples ratios :


- (FB C F / P I B )* 1 00 = t a u x d’ i nve s tis s em e nt p ou r u n pa ys
- taux de prélèvements obligatoires: (impôts + cotisations sociales (impôts+taxes+
c ot i sa ti o n s so ci a l e s /PI Bx 1 00
- (Dé fi c i t pu bl i c/ P IB ) * 1 0 0 = déf i ci t p ub li c e n % d u pi b
- (d et t e p u b li q u e / P I B ) * 1 0 0 = d et te p ub li qu e en % du p ib 


- Il permet de calculer le RNB (Revenu National Brut): 



Le RNB correspond au PIB + les revenus reçus du reste du monde, (-) ceux envoyés vers le reste du monde. Dans
le cas de la France, la différence est faible car les revenus envoyés à l’étranger et ceux reçus de l’étranger sont à
peu près égaux.

VIDEO 2 LES LIMITES PIB
- L e P I B a é t é i n v e n t é e n 1 9 3 0 lo rs de l a «grande cris e» pour que l es
g o u v e r n e m e n t s a i e n t u n i n s t r u m e n t d e m e s u r e e ff i c a c e p o u r
pouvoir décider des politiques économiques. Son initiateur est
KUZ N ET S. S a cr é at io n v a de pai re av ec l a mi se au po in t d e l a
comptabilité Nationale et le lancement des politiques
ke yn é sie nn es . De pui s la c ris e de 1 9 29, le s éc ono mi es se s ont
transformées mais le PIB est resté le seul indicateur.
- Les limites du PIB
- Il ne mesure pas le travail bénévole, le travail domestique,
LA MORT DU PIB l ’ é c o n o m i e s o u t e r r a i n e ( t r a v a i l a u n o i r, a c t i v i t é s i l l é g a l e :
drogue, proxénétisme...) le PIB français est ainsi sous-estimé
de 22% à 32% !
- Il ne déduit pas les dégradations de l’environnement, la
pollution... Au contraire on l’additionne Un accident routier
avec des morts augmente la valeur ajoutée des garagistes,
des hôpitaux, des dépanneurs...
- Il ne reflète pas les inégalités car le PIB/Hb n’est qu’une
moyenne qui n’indique pas comment sont réparties les
r ich e sse s c e que f ai t l’ i ndi ce d e Gin i. (v oi r vi déo )
- Il ne mesure pas le bien-être, la santé, l’éducation, ou le
ch ô ma g e.
- Les signaux qu’il envoie ne permettent pas de prévenir les crises
et d’orienter les politiques économiques vers plus de bien-
être .
3 LES AUTRES INDICATEURS
- A ) I DH: I ndic at e u r d e D é v e l o p p em e n t Hu m a in
Ce indice a été crée au début des années 90 par le PNUD (Programme des Nations Unies pour le
Développement).Il est compris entre 0 et 1.C’est la moyenne géométrique des 3 indices: santé,
instruction, niveau de vie.

VIDEO

LES INDICATEURS: PIB/HB, IDH


ET GINI....EN CARTES

Ces 2 graphiques prouvent que des pays comme la France, et


m êm e co mm e la G r èc e o n t de s IDH pl us é le vés (0,8 86 e0 ,869 )
que des pays où le PIB/Hb est beaucoup plus élevé: 30640 $
pour la France contre 55600 pour le Luxembourg ! Et 23700
pour la Grèce contre 61300 $ pour les Emirats Arabes Unis. La
r ic he sse , ma l r ép ar t i e ne fai t pas l e bi en êtr e d u p lu s gra nd
nombre.
VIDEO
- B) L e r ap po r t S tig li t z- Se n- F it ou s si

D e u x p r i x N o b e l : l ' a m é r i c a i n J o s e p h S t i g l i t z ( e x d i r e c te u r d e l a
Ba nq ue M o nd ial e) e t l 'indien A r m a t y a S e n, associés au directeur
d e l ' i n s t i t u t f r a n ç a i s d e l ’ O F C E , J e a n P a u l F i t o u s s i, ont remis
l e u r r a p p o r t e n s e p t e m b r e 2 0 0 9 à N i c o l a s S a r k o z y. 

Ils ont insisté
LE RAPPORT STIGLITZ - su r la né ce ssi t é d e m i eux pren d re e n co mp te l e bi en ê tre des
populations en améliorant les mesures sur la santé, l'éducation
( ca pi ta l hu ma in ), 

- sur l'importance de l'environnement (capital naturel) en
r ec he r cha n t l a "sou te n abi l ité " de la cr oi ss anc e 

- s u r l a c a p a c i té à p r e n d r e e n c o m p te l ’ e ff i c a c i t é d e s a c t i v i t é s n o n
m ar c ha nd es 

- su r la n é ces s ité d ' év a lu er le s inégalités 


Ces nouveaux indicateurs doivent évidemment être mis en place,
au minimum, au niveau européen. Il serait souhaitable que les
grands organismes internationaux (OCDE, FMI, Banque Mondiale,
Eurostat...) les utilisent aussi...Ce qui n’est pas le cas
a c t u e l l e m e n t .

CAPITAL (OU CAPITAL III. COMMENT EXPLIQUER LA CROISSANCE

TECHNIQUE)
ENSEMBLE DE BIENS UTILISABLES SUR
1 LA FONCTION DE PRODUCTION
LE LONG TERME POUR LA PRODUCTION. La croissance s’obtient en combinant les facteurs de production que
(MACHINES, BÂTIMENTS, TERRAINS)
s on t le c ap i t a l e t le t r a va i l. Le s né o -c l a ssi q u e s u tili s e n t u n e fo n ctio n d e
CES BIENS SONT APPELÉS BIENS DE
PRODUCTIONS production: 

L’INVESTISSEMENT EST UN ACHAT DE Y = f ( k , L) 

CAPITAL, de BIENS DE PRODUCTION
o ù Y d é s ign e la pro d uc t ion , K l a q u a n ti t é d e c a p i ta l e t L l a q u a n ti t é d e
travail.Cette fonction permet d’expliquer une c r o i s s a n c e e x t e n s i v e
lorsque pour augmenter la production par exemple, il faut augmenter le
PRODUCTIVITÉ
c ap i t al E T le t r av a il. Le t rav ail au g me n te s o u s l ’ e ffe t d e la d é m o g r a p h i e ,
RAPPORT ENTRE LA PRODUCTION ET
LES MOYENS MIS EN OEUVRE POUR le capital grâce aux investissements de capacité.

L’OBTENIR. ELLE MESURE L’EFFICACITÉ
D’UN FACTEUR DE PRODUCTION
- 2 LE MODELE DE SOLOW (1956)


LOI DES RENDEMENTS


DÉCROISSANTS a) C O N T E X T E : d e g r a n d e s d é c o u v e r t e s s c i e n t i f i q u e s : r e l a t i v i t é g é n é r a l e
SI ON AUGMENTE LA QUANTITÉ D‘1 d’Einstein, mécanique quantique etc...font paraitre le rôle de la
FACTEUR DE PRODUCTION , CELLE r echer che fondamentale et de s on a ppl i cat i on à l’» é con o mi e c o mm e
DE L’AUTRE RESTANT FIXE, ON
cr uc ial. Ces inventi ons ont gé n ér é d es i nno v ati o ns. Cel a pe r m e t- i l
OBTIENT UNE QUANTITÉ SUPÉRIEUR
DE PRODUITS DE MOINS EN POINS d’expliquer la croissance?

IMPORTANTE.
Par ex si on augmente le L sans b) THÉORIE: 

augmenter le K le travailleur deviendra
de moins en moins productif.... Pour So low, l e n i ve a u d e p ro d u cti o n d é p e n d d e l a q u a n ti té MAIS a u ssi
de la productivité des facteurs de production que sont le travail et les
capital, i l s’appuie donc sur la fon c ti on d e pr o duc t ion m ais e n y a jou t ant
l e r ô l e d ’ u n « r é s i d u» q u ’ i l c h e r c h e à e x p l i q u e r. . .
M alin vaud e st a rri vé a l a mê me co n cl u si o n e n o b se rva n t l a cro i ssa n ce
française des 30 glorieuses entre 1951 et 1969 dont le TCAM fut de 5% or
PRODUCTIVITÉ GLOBALE DES l’accroissement du facteur travail + celui du facteur capital ne représente
FACTEURS (PGF)
 q u e 2 , 6 % d e l a c r o i s s a n c e . . . I l y a d o n c u n « r é s i d u » inexpliqué... `

RAPPORT ENTRE LA PRODUCTION
ET L’ENSEMBLE DES FACTEURS DE D ’ a u t r e s t r a v a u x o n t m o n t r é q u e l a p a r t d u “ ré s id u” cor re s p ond a 1 / 2 de
PRODUCTION . IL SE CALCULE PAR la croissance observée

LA DIFFÉRENCE ENTRE LA
CROISSANCE DE LA PRODUCTION Solow p r o p o s e a l o r s u n 3 ° f a c t e u r : le résidu qu i pr ov i en t du pr og rè s
ET CELLE DES FACTEURS DE technique; Ce dernier est e x o g è n e p u i s q u ’ i l e s t g é n é r é p a r l a r e c h e r c h e
PRODUCTION. C’EST LE «RÉSIDU».IL fondamentale. “il tombe du ciel”!
EST LA MANIFESTATION DU
PROGRÈS TECHNIQUE. La croissance de la production est, alors, supérieure à celle de la
q u a n t i t é d e c h a q u e f a c t e u r. c e l a s i g n i f i e q u e l ’ e f f i c a c i t é ( l a
productivité) des facteurs a augmenté grâce à des investissements
LE RESIDU:

EST LA PART NON EXPLIQUÉE DE LA innovants et/ou une amélioration du niveau ou de l’organisation du
CROISSANCE.

travail.
SOLOW L’ATTRIBUE AU PROGRÈS
TECHNIQUE EXOGÈNE - on note alors :
Y = A .f ( K . L ) 

où A est la productivité globale des facteurs, c’est à dire la partie de
LE PROGRÈS TECHNIQUE la production qui ne s’explique pas par l’augmentation de la
EXOGÈNE 
 quantité de K ou du L. Elle correspond à l’état de la technologie
EST CRÉE EN DEHORS DE LA dans un pays.
SPHÈRE ÉCONOMIQUE ET NE
DÉPEND PAS DES ACTIVITÉS 

ÉCONOMIQUES D a n s c e c a s l a c r o i s s a n c e e s t i n t e n s i v e . L’ a u g m e n t a t i o n d e l a
productivité globale des facteurs es t m e su ré e p a r le « ré s i d u » . qu i e s t
a s s i m i l é a u progrès technique . ce dernier fait augmenter la productivité
des facteurs et permet une augmentation qualitative et non plus
s eu l em en t q u a n t it a t iv e de s f ac t eur s d e p r o d u ctio n 

D a n s c e m o d è l e l a c r o i s s a n c e q u i e s t d u e e n g r a n d e p a r t i e a u progrès
technique exogène ne peut pas être un phénomène auto-entretenu et
cum ul ati f en r ai son du caractèr e exo gèn e ( d onc alé a toi r e) du pr o gr è s e t d’ u ne
productivité marginale décroissante.

O N P E U T PA R L E R D E
CROISSANCE ENDOGÈNE - 3 LA THÉORIE DE LA CROISSANCE ENDOGÈNE 

SI LA CROISSANCE TROUVE SON a ) A U C O E U R D E L A C R I S E É C O N O M I Q U E D E S A N N É E S 1980 , les é t u d e s
ORIGINE DANS LA CROISSANCE sur la croi ssance r eprennent à ca use de l a c r is e d’ a bor d e t pa r ce que les
ELLE MÊME.

économistes se heurtent à 2 problèmes:
- Le progrès technique ne peut être un simple résidu et est-il
vr ai m ent exogène ?
- Av e c d e s r e n d e m e n ts d é c r o i s s a n ts o n n e p e u t p a s o b te n i r d e ta u x
PROGRÈS TECHNIQUE de croissance positifs longtemps puisqu’au fur et à mesure qu’on
ENDOGÈNE: a c c u m u l e n t u n f a c t e u r d e p r o d u c t i o n s o n e ff i c a c i t é d i m i n u e .
IL DEPEND DE LA CROISSANCE Les nouvelles théories vont considérer le taux de croissance comme
ÉCONOMIQUE ET PROVOQUE DE LA e n d o g è n e c’ es t à di re résul tant de s ac t ivi t és é c ono m iq u es e l les m êm es. O n
CROISSANCE.
peut parler de croissance endogène La croissance, selon cette théorie est
auto-entretenue.

b) L E S 3 I N I T I AT E U R S DE LA CROISSANCE ENDOGÈNE sont: Paul


R o m e r ,Robert Lucas et Robert B a r r o qui affirment que la croissance est un
processus cumulatif et auto-entretenu pour 3 raisons:
UN EFFET EXTERNE - Le progrès technique est endogène: il est le produit de la
(OU UNE EXTERNALITÉ) cr oi ssance et en r etour au gm ent e ce t te d er n ièr e.
POSITIF 

EST LA CONSÉQUENCE - Le progrès technique produit des “externalités positives” qui
BÉNÉFIQUE POUR UN OU r enforcent l a croi ssance et ann u le au niv e au ma c ro éc o nom iqu e l a
PLUSIEURS AGENTS
décroissance de la productivité marginale des facteurs. Il peut donc
ÉCONOMIQUES DES
ACTIVITÉS D’AUTRES y avoir crois sanc e sur le l o ng t er me 

AGENTS ÉCONOMIQUES
SANS QUE CES DERNIERS
PUISSENT EN TIRER UN c) A PA RT I R D E C E S O C L E C O M M U N , c h a c u n d e s th é o r i c i e n s d e l a
G A I N M O N É TA I R E . 

L’ e x t e r n a l i t é p e u t ê t r e a u s s i c ro i ss a nc e e nd o g è ne p r odu i t d es mo d è l e s p a rti c u lie r s q u i r e n d e n t
négative, c’est le cas de la c om p t e d es d i ff ér e n t es f o rme s qu e pe u t p r e n d re l e p r o g r è s te ch n iq u e .
pollution
V
LES CONNAISSANCES Le modèle de Romer étudie les effets de l’accumulation des
connaissances. C’est en produisant avec de nouvelles
PERMETTENT UNE CROISSANCE
ENDOGÈNE CAR ELLES SONT LA t echn ologi es qu’une économie accumule de l’expérience, et des
CAUSE ET LA CONSÉQUENCE DE LA connai ssances qui a leur tou r fav o ri s ent l ’ int r od u cti o n de no u vel l es
CROISSANCE technologies et donc la croissance. On est face à un phénomène
e n d o g è n e. De plus les connaissances produisent des e x te r na lité s
CAPITAL HUMAIN positives: les nouvelles connaissances accumulées dans une
A NE PAS CONFONDRE AVEC LE entreprise se répandent soit par imitation soit par l’emploi de
FACTEUR TRAVAIL. salar iés qui ont acqui s de nouvell e s com pét e nce s d ans d ’ aut r es e n tr e pr i ses .
L’ a c c u m u l a ti o n d e s c o n n a i s s a n c e s e s t s a n s l i m i te !!! C ’ e s t d o n c u n fa c te u r
ENSEMBLE DES CAPACITÉS
PRODUCTIVE D’UN INDIVIDU EN décisif de croissance.
TERME DE SAVOIR ( diplôme), DE Le modele de Robert Lucas considère que l’accumulation du
SAVOIR-FAIRE ( compétence), DE capital humain produit des externalités positives Cette
SAVOIR-ÊTRE (capacité à travailler en
entreprise). a c c u m u l a t i o n e s t e n d o g è n e, car plus la croissance est importante,
plus les individus (par leur épargne) et les Etats (par leurs
L’ACCUMULATION DE CAPITAL dépenses) peuvent consacrer des sommes à l’éducation et à la
PHYSIQUE, TECHNOLOGIQUE, formation. Cette amélioration du capital humain produit des
HUMAIN ET PUBLIC e x t e r n a l i t és posi tiv es c ar la f or m ati o n de l’u n p e rm et l’a m él i or a tio n
PERMETTENT UNE CROISSANCE du niveau de ceux avec lesquels il travaille.
ENDOGÈNE CAR ILS SONT LES Le modèle de Robert Barro: la dépense publique en
CAUSES ET LES CONSÉQUENCES
DE LA CROISSANCE infrastructures (transports et communications) provoquent de fortes
externalités positives pour les autres agents économiques qui
améliorent les conditions de croissance. Cette augmentation de la
cr oissance acc roit les r e cet t es d e l’ E ta t qu i peu t alo r s a u gm e nte r
ces dépenses. C e f acteur de cr oi ss anc e es t do n c e n d o g è n e .

D a n s c e s m o d è l e s , l’Etat à u n r ô l e i m p o r t a n t . i l d o i t f a v o r i s e r
l’accumulation des externalités en subventionnant ou
dépensant pour augmenter ces externalités positives


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- 4. U N A U T R E FA C T E U R D E C R O I S S A N C E : L E S I N S T I T U T I O N S
INSTITUTIONS: a) L a p r o d u c t i o n e s t u n e activité socialement organisée ce qui signifie
qu’elle s’exerce dans un cadre socialement défini et qu’elle obéit à des
ENSEMBLE DE RÈGLES, VALEURS,
NORMES, ORGANISMES r ègl es . Ces règles sont produit es e t c o ntr ôlé e s p a r d es i nst i tut i ons . 

ENCADRANT LES INTERACTIONS L’ i m p o r ta n c e d e s institutions avait été étudiée aux Etats Unis dès la fin du
DES AGENTS ÉCONOMIQUES ET XIX siècle, mais depuis les anné e s 9 0 l a m ac r o- éco n om i e p re n d m ie u x e n
CRÉANT UN CONTEXTE STABLE ET
compte leur rôle
PRÉVISIBLE favorisant la croissance
économique b) P o u r l e s t h é o r i c i e n s d e s i n s t i t u t i o n s d o n t D o u g l a s N O R T H , c e s
dernières doivent créer un environnement stable, garantir la sécurité des
contrats et inci ter l es agents à pr end r e d e s ri s que s et à i n ves t ir. E ll e s
RODRICK ET SUBRAMANIAN ont
doivent permettre le respect des droits de propriété, protéger les
écrit:
innovations par des brevets, l u tte r co n tre l a co rru p ti o n , fa vo ri se r l ’ é g a l i té
“LA PRIMAUTÉ DES INSTITUTIONS”
soci al e. Les r ègles de dr oi t doiv ent êtr e r esp e cté e s, c e q u i n é ces s ite un
2003 sys tèm e judi ciai re i ndépendant du pou v oir po l iti q ue.
BREVET / LICENCE c) L e s y s t è m e d e v a l e u r s d o i t fa vo ri se r l a ra ti o n a l i sa ti o n (p l u tô t q u e l e s
cr oy ances) :grâce à l ’espr it s ci ent if iq u e, à de s r è gle s de dr o its (p l utô t qu e la
• Protection des innovations
coutum e).. .Max Weber d a n s «Ethi q ue p r ot e sta n te e t esp r it d u ca p ita l ism e »
Pour encourager la recherche
explique le développement du capitalisme par l’adéquation des valeurs
privée, il faut la rendre rentable, ce
qui est obtenu grâce aux brevets, qui protestantes et du capitalisme.
ont aussi un effet pervers: ralentir la d) C o m m e l e s o u l i g n e n t c e r t a i n s é c o n o m i s t e s d e b o n n e s i n s t i t u t i o n s
diffusion des innovations. contri buent donc à la crois sance é c ono m iq u es. Q uel l es s ont ell e s?
Il faut donc qu’un brevet soit valable -­‐ L e s i n s t i t u t i o n s d e r é g l e m e n t a t i o n d e s m a r c h é s : réglementation de la
s u f fi s a m m e n t l o n g t e m p s p o u r concurr ence, des contrats. . .
encourager l’innovation, et pas trop
-­‐ L e s i n s t i t u t i o n s d e s t a b i l i s a t i o n d e s m a r c h é s : b a n q u e s c e n t r a l e s ,
pour qu’elle puisse finalement se
répandre… r égim e des taux de c hang e, r èg les bud g éta i re s e t c.. . -
-­‐ L e s i n s t i t u t i o n s d e l é g i t i m a t i o n d e s m a r c h é s : r è g l e s d e
redistribution, assurances sociales, systèmes de retraite,
I-PHONE assurances chômage..

250 000 BREVETS !!!!!!!!!! .
Un exemple frappant de déficit d’institutions a eu lieu en Russie au moment du
passage entre l’économie planifiée et l’économie de marché. Puisqu’il
n ’ e x i s t a i t p a s d ’ i n s t i t u t i o n s c ’ e s t l a m a ff i a q u i a p r i s l e p o u v o i r. . . .
Le meilleur exemple actuel du rôle stabilisateur et nécessaire des institutions
est la reconnaissance par les responsables politiques que la crise de l’euro
est due en grande partie à l’absence d’institutions monétaires européennes
VIDEO SUR adéquates ce qui permet les spéculations contre l’euro et donc l’apparition de
cr ises.
LE PROGRES TECHNIQUE
De même une partie de la crise grecque provient d’un manque d’institutions:
1
par exemple, il n’y a pas de cadastre, donc un droit de propriété incomplet et
sur tout l ’i mpossi bi l ité pour l ’Etat d e ta xer le s pr opr iét a ir e s c e qu i en g end r e
une perte de recettes pour le budget national.


IV. L E R Ô L E F O N D A M E N T A L D E S G A I N S D E
P R O D U C T IV IT É g é n é ré s par l e pr ogrès tec hnique


VIDEO SUR a) L e p r o g r è s t e c h n i q u e g é n è r e d e s g a i n s d e p r o d u c t i v i t é . 

LE PROGRES TECHNIQUE L e s i n v e n t i o n s p e r m e t t e n t les innovations ( v oir v i deo 1 sur l e p r og r ès
2 technique) de produits ou de procédés. 

Les innovations permet d’investir dans de nouveaux biens de
production (machines) et les innovations de procédé comme une
nouvelle organisation du travail réduisent les coûts de production et
a u g m e n t e n t p a r c o n s é q u e n t l a p r o d u c t i v i t é d u t r a v a i l (voir video).

Or dit KRUGMAN, prix Nobel d’économie, « l a c r o i s s a n c e é c o n o m i q u e
ne peut être soutenue que si la quantité produite par travailleur
augmente constamment.»Il est donc nécessaire de protéger les droits
de propriété des innovateurs pour que les entreprises se lancent dans
la recherche développement. Elles ont alors une «rente» de monopole
et des profits supplémentaires. Mais les brevets accordés ne peuvent
durer très longtemps car cela freinerait la recherche des autres
entreprises.
b) L a r é p a r t i t i o n d e c e s g a i n s d e p r o d u c t i v i t é p e u t a c c e n t u e r l a
cr oi ssance.

S’i l y a gai ns de pr oducti vi té , l e coû t d’ u n p r od u it b ais s e, d onc les
profits augmentent ce qui déclenche le cercle vertueux de la
cr oi ssance. (voi r sc héma ci des s ous ) 


FICHE SUR LES GAINS DE


PRODUCTIVITÉ
NTIC a) L a n a t u r e p a r t i c u l i è r e d u p r o g r è s t e c h n i q u e
• 1 . C’EST UN BIEN PUBLIC non-rival – la consommation du bien par un
NOUVELLES
agent n’empêche pas la consommation du bien par un autre agent –
TECHNOLOGIES de Tous les s ci entifiques peu ven t u ti l is er en mê me tem ps la f or mu le
L’INFORMATION et de la d’Einstein E = mc2. Il est aussi non-exclusif : les scientifiques ne
COMMUNICATION paient pas pour utiliser la formule d’Einstein

• 2 .C ’ e s t u n b i e n c u m u l a t i f. Une découverte en permet d’autres. Ainsi,


les avancées d’Einstein ont-elles permis de faire de nouvelles
découvertes en physique nucléaire ou dans la recherche spatiale. La
découverte de l’électricité est à l’origine de nombreuses innovations
( de la l am pe él ectri que au x ap p ar ei ls électroménagers).

d) M ai s le progrès techni que pr ov oqu e un pr o ces s us d e d e s t r u c t i o n c r é a t r i c e.



L e t e r m e d e « d e s t r u c t i o n c r é a t r i c e » e s t d e SC H UM PE T ER Il est toujours
d ’ a c t u a l i t é .

L e s NTIC, introduites dans les années 90, ont révolutionné la manière de
produire (Internet, machines à commandes numériques, ordinateurs,
logiciels...) et de consommer (vente par Internet, smartphone, ebooks,
ALOIS SCHUMPETER
téléchargement de musique...) 

1883-1950 La création de ces nouveaux produits a provoqué la destruction d’anciens
m odes de pr oducti on et de co nso m m ati o n p r ov o qua n t l e ch ô ma g e d e ce u x
qui sont remplacés par des machines (ordinateurs et logiciels) et de ceux
qui produisaient les biens devenus obsolètes.

( VOIR LA VID EO 2 SUR LE PR O GR È S T E CHN I QUE E T L’ EM P LOI )

Les facteurs de croissance sont multiples et complexes, c’est pourquoi il n’existe


p a s UN modèle de croissance. La croissance chinoise ne peut se comparer à la
cr oi ssance améri caine. La cr oi ss ance es t du e , c e rt e s, à l’ a cti v ité éco n om i que
( facteurs de produc ti on et progr ès tech n iqu e ) m ai s au s si à l’ e nvi r on n em e nt
i n s t i t u t i o n n e l , à l a m e n t a l i t é e t a u x c o m p o r t e m e n t s d e s m e m b r e s d ’ u n e s o c i é t é .

VÉRIFIEZ QUE VOUS CONNAISSEZ LA DÉFINITION DES NOTIONS
SUIVANTES ET QUE VOUS SAVEZ LES EXPLIQUER
ACQUIS DE 1° TERMINALES

- FACTEURS DE PRODUCTION - TRAVAIL ET CAPITAL


NOTIONS À - PRODUCTION MARCHANDE ET - PIB ET IDH
CONNAITRE NON MARCHANDE
- INVESTISSEMENT
- VALEUR AJOUTÉE
- PROGRÈS TECHNIQUE
POUR LE BAC - PRODUCTIVITÉ
- CROISSANCE ENDOGÈNE
- INSTITUTION
- PRODUCTIVITÉ GLOBALE DES
- DROITS DE PROPRIÉTÉ FACTEURS
- EXTERNALITÉS

➡ Qu’est ce qui détermine l’évolution de la productivité globale des facteurs de


production?

EXERCICE BAC ➡ Pourquoi la hausse du PIB d’un pays n’entraine-t-elle pas toujours la hausse des
niveaux de vie de ses habitants?

(partie 1) ➡ Qu’est ce que la destruction créatrice? Illustrez-la avec un exemple de votre choix.
➡ Comment mesure-t-on le PIB? En quoi diffère-t-il du RNB?
Mobilisation des ➡ Quelles sont les limites du PIB ?
➡ Comment la théorie économique analyse-t-elle la croissance à partir de la fonction de
connaissances production?
➡ Quels sont les apports de la théorie de la croissance endogène?
➡ Pourquoi certains économistes étudient-ils les institutions?
➡ Montrez que la croissance est le résultat de plusieurs accumulation de capital.
➡ En quoi le’IDH est une amélioration par rapport au PIB/hb?
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Essayez de répondre à ces questions de manière très précise en une dizaine de
lignes. Utilisez le vocabulaire adapté, expliquez les mécanismes et les théories